quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Momento histórico do blog
domingo, 21 de outubro de 2007
Porque uma flor desabrocha dentro de mim. Não sei se é vermelha, não sei se posso defini-la em uma só cor, mas ela se abre e me deixa desconsertada. É uma rosa meditativa, como a de Dali, contudo é bem menor, pois cabe dentro de mim. Essa flor me dá tranqüilidade. Diz que até o caminho errado pode ser o certo. O certo, com certeza, pode ser o errado.
Uma rosa desabrocha dentro de mim. E apesar de ser rosa, não sei a cor. Deve ser da cor dos meus olhos, cor de terra molhada, da chuva que se aproxima. Mas ela tem cheiro de folhas caídas. Caídas de um outono sem cor, só com sentimento. Vai ver é isso, tenho de parar de me preocupar com as cores. Porque tem uma flor dentro de mim. E ela me diz que sei fingir muito bem.
(em "tudo supostamente combinado")
sábado, 20 de outubro de 2007
Are you prepared?
Confesso, não estou preparada!!!
Semana que vem tem 3 apresentações na Semana de Anglo-germânicas + prova teórica de motorista (sendo q nao me dignei nem a ler as partes destacadas do livrinho).
Entre slides a animações aleatórias, me encontro ainda agoniada para escrever um artigo (!!!) sobre uma das apresentações.
De qualquer forma, fica aqui o comercial para as apresentações:
SIMPÓSIO 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO SÉCULO XXI: NOVAS TECNOLOGIAS, NOVOS DISCURSOS
HORÁRIO: DIA 22/10, SEGUNDA-FEIRA, DE 11H ÀS 12H30 E-2
1. Aprendendo a usar a Internet para ensinar línguas – o percurso de graduandos de Letras da UFRJ
Ana Carolina Cardoso (UFRJ – graduanda)
Fabíola Xavier (UFRJ – graduanda)
Juliana Almeida (UFRJ – graduanda)
Louise Andrade (UFRJ – graduanda)
Márcia Garcia (UFRJ – graduanda)
Marcella Correa (UFRJ – graduanda)
Thiago Veiga (UFRJ – graduando)
Kátia Tavares (UFRJ – orientadora)
O presente trabalho é um relato de nossa experiência como alunos e professores on- line em formação. Pretendemos descrever instrumentos e estratégias que nos ajudam a usar a Internet em nossa prática pedagógica, apontando seus aspectos positivos e negativos. Por fim, apresentaremos algumas sugestões para a formação dos graduandos em Letras com base na nossa experiência.
G-1
Horário: 24/10, 4ªf - 14h00min
2.Phrasal Verbs in English: Learning is the Best Medicine
Daniela Chaves Bernardo e Fabíola Xavier Garcia Silva
Orientadora: Profa. Dra. Selma B. Faria
Este trabalho discute a proposta de utilizar o humor como recurso pedagógico para que os alunos de Graduação em Português - Inglês ampliem o seu conhecimento de phrasal verbs. Seu título remete à seção “Laughter, The Best Medicine”, segmento de uma famosa revista internacional no qual se publicam estórias engraçadas que são contribuições dos leitores desse periódico. O domínio do tópico phrasal verbs se constitui em um desafio para quem estuda inglês como língua estrangeira. Contudo as dificuldades precisam ser contornadas, já que a ocorrência de phrasal verbs no discurso é considerada como um índice de proficiência de quem se comunica nesse idioma (Cornell, 1985).
MESA DE COMUNICAÇÕES LIVRES: A NARRATIVA FANTÁSTICA EM LÍNGUA INGLESA
Coordenação: Prof. Roberto Rocha
E-2 Horário: 5ª de 13h30 às 16h
4.O Morro dos Ventos Uivantes e o Gótico
Fabíola Xavier Garcia Silva
Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar o romance Morro dos Ventos Uivantes (1847), de Emily Brontë (1818 – 1848), numa perspectiva gótica considerando as questões da ambiência e do foco narrativo. Em relação ao espaço, destaca-se pela localização em que se passa a história, primeiro elemento no qual se percebe a influência gótica. Em segundo lugar, a história é narrada pela empregada que conviveu com a família, e por um recém-chegado que descreve suas impressões de seus locadores, outro mecanismo típico do romance gótico.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Os 300 da UFRJ

Se quiser saber de alguma nova universitária, fale com os calouros! - Essa é minha singela reflexão depois de perguntar pra todos do fuzuê de ontem na UFRJ e só os calouros do francês instrumental saberem do assunto; e mais, participaram, testemunharam, foram um dos 300 contra a empáfia do reitor.
Há quem diga que não fica barato. A reitoria está ocupada e a indignação dos calouros é total. Por outro lado, vou eu perguntar sobre o assunto para meus colegas de semestre e percebo que nem ciente dos acontecimentos estão. Povo que vai se formar está mais preocupado mesmo é o com a festa de gala e a colação (e, é claro, passar em port – seja lá qual for – e inglês 7).
Vamos ter esperança então na nova (e militante) geração.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
volta pra casa
Ecos distantes num mundo tão particular que chega ter várias galaxias.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Hairspray

Virando esteriótipos de ponta a cabeça e tratando de forma bem direta, sem muito floreio (a não ser musical).
Fiquei bastante contente em ver em comédia pra adolescente crítica direta ao 'jeito adolescente de ser' (de qualquer época). Além de críticas contundentes ao racismo e, é claro, ao 'ser diferente' em si, já que a protagonista é uma gordinha.
Caindo um pouco no 'mais do mesmo', Hairspray trouxe de novo a conjugação de música, alegria, crítica e muita, muita vontade de dar um bailadozinho.
Vc diz em ganhar pra sempre. Não quero pra sempre, quero agora. Quero agora. E é só agora. E do jeito q quero.
Sentirei sua falta pra sempre. Mesmo vc nao sabendo a metade de mim.
(fala da nova personagem)
domingo, 14 de outubro de 2007
You're the cover of my magazine
Coisas bobas... São demasiadamente boas.
(adoro adoro a dancinha deles!)
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
pesquisadores? É o caramba
Na minha apresentação fui criticada por usar transparência. Disseram que era pra ter lido, que sentiram falta da minha ‘literatura’. E a fala onde fica? Falei pras paredes? Então quer dizer q sou culpada por trabalhos de letras não serem selecionados para a etapa final de não-sei-o-que?
Primeiramente, comparar um trabalho de uma área com outro é muuuuuuuuuuuuito complicado. Ademais, o tipo de pesquisa por vezes é diferente (uma quantitativa, outra qualitativa). E ainda se tem o ‘estilo’ da apresentação, que há divergência entre os próprios avaliadores sobre qual seria ‘ideal’.
Vou parar por aí meu singelo ‘manifesto’. Eu só sinto muito termos esse pensamento de ‘vamos disputar com eles’, ao invés de nos preocuparmos com a real sobre que tipo de aluno de letras estamos formando, pq de pesquisador ninguém tem nada (como sempre reclama o Italiano). No final somos exigidos por algo que nos privam o tempo todo: o saber de como fazer uma pesquisa e ferramentas para tal.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
jornada...
A insegurança bate a porta... Ai, minha vida, é amanhã! Jornada de Iniciação Científica, artística e cultural... etc, etc.
Já nem sei desenrolar em palavras o tanto de sentimentos que entrelaçaram minha alma. Com certeza um gráfico com picos consideráveis para todos os bordos.
E no início era a confiança, que seria tudo tranqüilo e blá blá blá. Mas ao ficar tudo encima da hora, 2 apresentações no mesmo dia, veio frio na barriga, um tremor nas pernas e a pergunta: “será q darei conta condizentemente?”. Até tinha melhorado minha alta-estima, mas ao resolver dar uma espionada na iniciação alheia, calafrios!!! Professores sagazes com perguntas do mal! Pronto, bastou isso para minhas pernas bambearem novamente.
Agora, chegando em casa, nesse calor de matar que resolveu bater especialmente hoje, véspera da apresentação, me sinto mais tranqüila. Olhando e desolhando slide por slides, repassando falas, fazendo fichinhas, calibrando a bibliografia vejo que não tenho o que temer. O que sei, sei; o que não sei, precisarei me preparar melhor para a próxima vez. E é isso.
No mais, termina o stress dessa semana para em seguida começar o da outra, de Anglo-germânicas, com Fabíola apresentando 2ªf, 4ªf e 5ªf.
Haja fôlego...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Preparando material pra dar aulas para os pestinhas menores...
O gato, o galo e o ratinho
Um ratinho vivia num buraco com sua mãe. depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:
- Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Um era bonito e delicado, tinha um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas. O outro era um monstro horrível! No alto da cabeça e debaixo do queixo ele tinha pedaços de carne crua, que balançavam quando ele andava. De repente os lados do corpo dele se sacudiram e ele deu um grito apavorante. Fiquei com tanto medo que fugi correndo, bem na hora que ia conversar um pouco com o simpático.
- Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esse seu monstro era uma ave inofensiva; o outro era um gato feroz, que num segundo teria te devorado.
Moral: Jamais confie nas aparências.
domingo, 7 de outubro de 2007
cadê o berrô do gato?
Minha perplexidade foi tamanha qdo me dei conta do que se tratava a letra: 'não atirei o pau no gato, pq o gato é meu amigo...", sei lá o que das quantas nesse sentido. Fiquei embasbacada! Calma aí, cadê o berrô do gato??? Ele é um direito de toda criança, se perguntar "o que é berrô". Eu mesma passei anos e anos com essa questão na mente. Até q resolvi largar de mão e muiiiitos anos mais tarde descobrir o sentido de tudo, com cara de espanto total.
O politicamente correto vai acabar com a graça de tudo! Pedagogisses e bobisses de tornar o gato amigo sendo q ele nunca foi inimigo de ninguém!!! Culpa de uns que levaram a sério o pensamento dos pares de Diogo Minardi (sei lá se é assim q escreve) que dizia na Veja que aqui no Brasil as cantigas de crianças são agressivas e lá nos EUA não tem isso.
Ah, vão todos pra casa do chapéu, eu quero o berrô de volta!
Daqui a pouco vão tirar os escravos de Jô. :/
The science of sleep
O problema desse tipo de filme é que me sinto tão... tão dentro dele. Por isso mesmo estava evitando vê-lo, afinal não estava querendo me deprimir vendo como não me encaixo nos blá blá blás da vida.
Me contentaria em sonhar com a vida... O despertar, verdadeiramente, mata.
beto sem teto
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Planeta Terror

Trash no maior estilo... Com elenco de peso (pode-se dizer assim), o filme me arrancou verdadeiras gargalhadas no cinema. Tudo é uma grande paródia de filmes de terro B (resumindo, besteirol mesmo), no entando é bastante espirituoso e tem lá suas críticas veladas (???) ou elogio ao cinema "explosão, mulher nua e muito rock'n roll".
Engraçado no cinema, pessoas rindo loucamente sozinhas. Fora o estilo público de festival, povo com as roupas alternativas e óculos de aro grosso.
Eu só sei q nesse dia ganhei um tour grátis pelo Rio do meu guia predileto.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
cultura grega
terça-feira, 2 de outubro de 2007
canto
Me deixa no meu canto então. Vá sorrateiro pelos cantos daí. E eu aqui, pecando por não saber por qual canto seguir.
em "pedaços de um canto só".
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Não me arrependo de nada!
Edith Piaf é algo.
Destaque para a legenda em inglês: "I don't give a f**k"
momento cultura de MSN
é...! no déficit ele é diretor e o dieguito produtor acho
fahdiga diz:
isso mesmo
Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
défciti...ih, não sei escrever isso
fahdiga diz:
déficit
fahdiga diz:
sei lá tb
fahdiga diz:
é mto
fahdiga diz:
'fi' 'ci' 'ti'
Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
huahau
Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
aham
---
No mais, Thathá narrou como foi ser paga de supresa pela notícia de que Luna estava preso no trânsito, mas que já estava chegando.
vou ou não vou?
domingo, 30 de setembro de 2007
Deserto Feliz
Primeiro deixa falar do filme. Achei complicado ‘acompanhar’ no início, pelo muito silêncio e imagens trepidantes. Em seguida, fui me acostumando, até chegar na parte do filme que enche nosso coração de aperto. E sim, tem essa parte, com toque de sadismo, poderia dizer... Pois quando estava toda boba crendo em algo... Sim, era exatamente aquilo que só poderia ser desde o início. O filme trata de sertão, prostituição, tráfico de animais, turismo sexual... Essas coisas que estão aqui e acolá, mas que de fato ninguém toma partido. Depois do filme todo, com direito a um curta no início chamado Saliva (que não convenceu muito), mamãe e eu ficamos passeando em pleno domingo a tarde pelo centro da cidade. Da Cinelândia fomos andando Rio Branco abaixo, passando pelo Teatro Municipal e sua pompa, pela Carioca e indo em direção ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Chegando lá, sentamos nos banquinhos do térreo, lemos o roteiro do dia, fomos ao 2ª andar admirar a vista de lá, e quando já decidíamos ir embora ouvimos da moça do elevador que no 5ª tinha biblioteca. Mamãe topou ir lá, admirando a limpeza e os lustres maravilhosos. Que oásis na terra era aquilo! Fiquei perdidinha em mim mesma tamanha a preciosidade. Mas só quem pode pegar é funcionário ou tendo convênio com Biblioteca que tenha bibliotecária (não seria mais fácil fazer fichinhas ali? Se bem que, eles não têm porque mexer com isso, só de disponibilizar pro público é ótimo!).
Antes de sair de casa estava no deserto de mim mesma, encolhida, com meus cactos, me ferindo aos poucos e imperceptivelmente. Então, na companhia espelhada de mamãe o deserto ficou feliz. Com companhia as coisas se refletem em si e em nós mesmos mais deslumbrantemente.
sábado, 29 de setembro de 2007
Um achado!
O Expresso Darjeeling

Filme apreciado por minha persona (único até agora), no Festival de Cinema. Só digo que essa velha fórmula de road movie, busca espiritual e lavagem de roupa limpa (suja???) entre irmãos, neste filme, funcionou muitíssimo bem.
Três irmãos vão em busca de 'paz' entre eles 1 ano após a morte do pai. Cada uma passa por problemas internos e, principalmente, pelo problema da falta de confiança entre si.
Imagens belíssimas, com ousadas tomadas de câmera. Gostei de ver... de ver e de rir da tragicomédia que se configura com um 'quê' de amargura e, principalmente, um gosto de 'quero isso pra mim' (no sentido de tentarmos (des)encontrarmos a nós mesmo um pouquito.
E o maravilhoso aperitivo, a 'parte I' do filme (um curta que apresenta Natalie Portman como namorada de um dos personagens principais), é de dar água aos olhos.
domingo, 23 de setembro de 2007
Dueto
Diz o Italiano que não se pode duvidar das (im)possibilidades. Quem sabe em outro plano não possamos 'duetar', e mais, eu ter alguma voz melodicamente escutável.
Por enquanto, vamos escutá-lo com o Eros. Escolhi esse video principalmente pelo sorriso do Pavarotti, todo feliz.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
No último ônibus
Ele tinha câncer por todo seu crânio e sua filhinha (bem, com que idade ele teve filho), estava também com o mesmo câncer, encima de uma cama, mal mal mal, e ele precisava do dinheiro para comprar as caixinhas de remédio por R$8,75. Fiquei impressionada com o desespero da criatura: “gente, eu não bebo, não tenho vício, eu só preciso muito dessa ajuda de vocês para poder comprar o remédio da minha menina”. Oh, um apelo daquele haveria de sensibilizar muita gente. E ele ajoelhou-se no meio do ônibus e continuou no seu ‘horrorshow’, observado por alguns com desdém, por outros com descaso, pela maioria (eu incluída), com bastante pena.
Não gosto dessa coisa de pena não. Cheira algo de “sabe, vc é inferior a mim, por isso o q posso fazer é sentir pena de você”. Mas senti ali um quê de compaixão, misturado com peninha, causando minha torcida até para que ele conseguisse a quantia necessária (e mais). O interessante é que não dei um tostão. Só me dei conta disso quando ele desceu. Se me desse conta antes também não daria nada (do tudo que não teria). Mas, de qualquer forma, esse é o tipo de coisa que martela no momento. Depois, parece que nem faz mais sentido lembrar, afinal, o problema é de quem?
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Ai, Gael

Finalmente chegou o Festival do Rio para aplacar o lado cinza da rotina do dia-a-dia. Começou hoje com estréia (oficial) de Tropa de Elite no Odeon, com direito a elenco e tudo mais (ui, ui, ui, tapete vermelho). O causo sério é justamente essa vida de proletariado que não me permite independência na agenda para curtir a bel prazer os excêntricos filmes que adentram a telona.
Acredita que nem tempo para pesquisar as pérolas tenho??? Ano passado até andei dando uma vasculhada geral no que oferecia o festival (o que me deixou com água na boca), contudo muito não pude ver por problemas de locomoção (uma alienada na cidade). Agora, que conto com conhecimentos indizíveis sobre becos e ruas da tal cidade grande, não conto com a sorte de ter disponibilidade o suficiente, a ponto de perder Gael das mãos por muitas poucas horas (e muitos km de caminho).
Conto com a sorte nesse destino de ver filmes a escura (chega hora que qqer um tá valendo), só para não perder o gostinho de curtir o que há de diferente e curioso (além de super novidade), no cinema por esse mundinho a fora.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
mes félicitations!
No dia de hoje, comemorei mesmo aniversário com meus alunos. Levei bolo lá pra CMT e no intervalo da aula comemos todos felizes. Detalhe que estraguei a surpresa deles de vir me cantar parabéns, além de deixa-los sem graça com aquele truque do ‘não lembrava q seu aniversário era hoje’, pq eu nem pensei mesmo q eles se lembravam e eu fiquei lembrando :P hihihih
Gente, eu sou uma professora banana. Eles fazem o que querem... E ainda prestam atenção, fazem tudo q peço, são uns amorzinhos! São super criativos, comunicativos, participativos (até nos dias de maior sono e preguiça geral). Eles ficam falando “terça é o melhor dia”, e mais do que falar, eu sinto q eles vão pra aula bem felizes (em se tratando de aula, ‘felicidade’ não é algo comum).
Hoje comecei com uma turma de crianças de 3ª séria que têm dificuldades na escola. Eu fiquei um tanto assustada de início (afinal, eu supostamente não poderia lidar com alfabetização), mas eles se revelaram uma fofura mor!!! Eu fiquei encantada, agora quem não quer larga-los sou eu!
No mais, de mim... Eu descobri que quanto mais crescemos menos o dia do nosso aniversário é ‘nosso’. Senti isso... Sei pq não.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
karaokê party!

Aniversário fahbuloso de fah... Com pessoas fahbulosas de fah :D

Imagem e ação... Atenções voltadas ao dadinho (e a mim, claro, pois sou a aniversariante).

Gente, o que foi o festival musical de hoje?
Em breve: IDOLOS LEJ - porque são tantos talentos musicais dentro de UMA só turma que o jeito é fazer um programa de TV só com as personas aleatórias essas.
preparação
Terá bolo lilás, bolas lilases, sobremesa especial de morango, trufa de chocolate, torta salgada e cachorro quente. Só bobagem... Ai, como é bom isso.
:P
sábado, 15 de setembro de 2007
buarque de macedo
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
O Novo

Eu não suporto a cor do meu esmalte. Impressionante como minha mãe cisma de passar o mesmo cintilante furta cor por cima do esmalte tom pastel. Não gosto de olhar pros meus dedos assim. Mas quero falar do Novo... É que minha mãe comprou uma cortina nova para o quarto, e que cortina! Desde que me conheço por gente minhas cortinas sempre foram beges, branquinhas, de rendinha. Me chega ela com algo rosa choque, com bonequinhas aleatórias. Cadê minhas rendinhas? Eu me sinto claustrofóbica, sufocada e agredida por essa cor. Disse a ela que precisava de cor clara, afinal aqui também é meu escritório e preciso sempre estar calminha, calminha. Meu pai tranqüiliza mamão: “é pq é novo”. E eu olho para as cortinas: “eu odeio vcs”.
Está bem, tenho certa resistência com o que não foi planejado. As cortinas minhas são tão bonitinhas, são clássicas, fazem parte de mim e tem variações de rendas aqui em casa. Logo, não se precisavam de novas. E quer ver o amigo (do estilo da ‘canção de amigo’ galega-portuguesa), que muda os planos todos pq simplesmente quer... Eu fico boquiaberta, “mas calma aí, não foi isso que combinamos”, e tentando fazer de TUDINHO para se manter o programado. Oh vida, são milhões de moléculas planejadas a se portarem de determinado modo que mudarão totalmente. E pior que ainda vou escutar, “eta má vontade”. Não, não é má vontade filho, é planejamento!
Bem, a fah está em ponto de ebulição (quiçá, mutação). São muitos trabalhos para minha mente humilde. E eu já nem sei para qual dar preferência, pois são todos para mesmo destino praticamente. Fahbuloso destino de pesquisas da fah. E ainda têm as provas, os trabalhos (de poesia chata modernista americana)... E os aluninhos, claro!
Ok, vou seguindo o planejamento das coisas que não se configuram, no meu quarto com cortinha rosa choque e na certeza de que amanhã, cedinho da Silva, terei de estar com alguma coisa de power point pronta sobre pilhas de polígrafos que ainda não foram beneficiados com minha devida atenção. Não faz mal, a bike é azul.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Quando me fiz lilás

Quando me vesti com o lilás que me vês ainda nem tinha idéia do que seria isso. Cresci ali, diferente, a parte, com toda sorte de mundo pro lado de dentro. Via estrelas por horas - as mesmas estrelas do quintal da vovó no Rio apontadas pelo tio, aquelas do terraço da casa da tia em Minas que me assombravam deslumbre, ou aquelas testemunhas de grandiosas lágrimas em Porto Alegre – as mesmas, decorando o recorte daquele céu assim.
Gostava de cantar por horas também, alto e estridente, cantava lilás na casa da vovó até q na noite de Natal alguém mandou calar a boca ao modo clássico. O lilás sobreviveu, a cantoria não. Até que chegou o dia em que passei meses em dúvida se eu saberia voar ou não. É, sonhei com isso certa noite e foi tão real... E voei lilás, voei na frente de amigos que se espantavam. Depois aprendi outros vôos, e surpreendi amigos pelo quão alto que iam minhas idéias, quão alto que deixava planar meu senso de respeito, liberdade e aleatoriedade.
Então, fui me tornando lilás quase que imperceptivelmente aos olhos comuns. Dentro de mim me aflorava. Por fora observava. Pelos outros pouco notada, poucas almas encontrei com tamanha sensibilidade. E ainda são poucos, bem poucos de milhões que chegam lá.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Ao engarrafamento
É, tava tocando no caminho (quase 2h de caminho) e fah pensando... pensando na historinha.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Ai, mamãe
O caso é que perdi o tal do papel do DETRAN e só fui me dar conta da ‘perdição’ toda quando estava indo (aos trancos e barrancos, voando de fundão até são gonçalo), tentando achar a tal Clínica Esfinge. O pior ainda foi eu nem me dar conta que o CPF e identidade (q jurava estar junto com o papelzinho querido) estava é na minha carteira, e não perdido por aí. Resumindo, eta confusão.
Mamãe reclama: “Pra que tanto papel, meu Deus”; papai sentencia: “não é o papel, é a bagunça!”. Tudo bem, são milhões de folhas soltas por aí (também, filhinha está inscrita em 2 trabalhos na jornada científica aquela, além de outros 3 trabalhos - diferentes dos dois anteriores - para apresentar na semana de anglo-germânicas) . Mas ah, desculpe o auê, agora não adiantava chorar sobre o leite derramado, e com dente (ou falta de dente) doendo ou não me enervei de revirar tudo pra não achar nada.
No final, liguei pra clínica, entregando os pontos, e fui informada que podia tirar segunda via mole. Não hesitei, perdi (ganhei!) o resto da tarde nisso, fazendo a famosa promessa durante a espera: agora arrumo a papelada toda.
Por enquanto a promessa está funcionando. E não é que com tudo arrumadinho assim não se organizam mais as coisas da mente? Bendita arrumação, bem que papai e mamãe avisaram.
domingo, 9 de setembro de 2007
- Oi, tanto tempo...
- É, vc tá muito bem!
- Apressada como sempre só. Muitas coisas pra fazer, trabalho, vida que não para. E você?
- Tô namorando.
- Legal.
(silêncio)
- Mas não anda mto legal não.
- Que acontece?
- Ela é ótima, mas sinto vontade de estar com outra.
- È que vc precisa reconhecer nela outra!
- O problema é que ela não é você.
(em "Diálogos de alguma ficção")
come here
Antes do Amanhecer é um filme que agrada pela simplicidade e bons diálogos, e ainda por nos fazer acreditar no amor espontâneo assim.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Ai, minha vida!
Seja hetero(gêneo)
Seja hetero no pensar, pensando as diferenças sociais, raciais, sexuais, textuais... Enfim, a diferença é o que há (não o moderninho querer ser diferente sendo igual a alguem da classe mais abastada). Cansei de ter de me vestir do jeito X (isso desde sempre), pra ser bonita, ou ter de usar maquiagem, ou então ter de sonhar em casar, ter trigêmeos e morar em casa com cerca baixa.
Sei lá o que quero pô, Vamos ver o que vou querer daqui a 2 semanas. Tenho certeza que será algo completamente diferente, por vezes contraditório. E ‘contraditório’ é a palavra. Me deixe ser contraditória na hora que entender: quero, depois não quero, aí eu penso que quero, mas... Mas as coisas mudam, o contexto muda. E parece às vezes que assim que escrevo determinada coisa mudo de idéia na sinapse seguinte (e não é TPM).
Não quero ‘sucesso’ no futuro se for me dizer que sucesso é ganhar dinheiro só. Eu quero sucesso no futuro se é pra realizar, pra saber, pra encantar a mim e os outro. Pra ser hetero ou homossexual se preferir, casar com negro ou japonês sem implicâncias, com mais velho ou mais novo, com mais distante ou mais perto (afinal, globalidade nesse sentido é que não me falta!), socialista ou capitalista, puritano ou bissexual.
Creio que nunca estive tão em paz comigo mesma agora como nesse momento de celebração a heterogeneidade no pensar (e pode chamar de pós-modernita, pseudo qqer coisas, blá blá blás de rótulos que celebram o homogêneo), nos estudos, levando isso pra dentro da sala de aula, levando isso pras pessoas mais íntimas, levando isso sinceramente pro meu coração.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
E a saga continua
Desta vez era um doutor chamado Felipe, com cabelo começando a ficar grisálio, com bom humor e tranquilidade. Ele cantava pra colega de trabalho 'Me dá um beijo então - imediatamente ela reage 'mas que perigo' - aperta a minha mão, tolice é viver a vida assim sem aventurar', e ele completa "só estou cantando a música". Eqto isso dona Fabíola jogada na cadeira naquela aflição, com borboletas espetando a barriga de nervoso mesmo.
Então, ainda antes de começar tenho de ouvir o espetáculo da ajudante que não sabia colocar a luva esterelizada! O que foi aquilo, estava para virar e dizer "olha, não precisa de ajudante não, deixa assim!". Esses médicos tratam o consultório como o quintal de casa.
Na cirurgia, com anestesia de sobra, ele fazia força aqui, acolá e eu pensava tristemente se deveria mesmo fazer aquilo, afinal o dente estava ali incomodando ninguém, era só por motivo de estética que o tiraria (para mover os dentes de cima sem q ele atrapalhasse). E ficava naquele duelo de consciência, me achando uma pessoa das mais superficiais e masoquistas por fazer aquilo comigo mesma. Quando chegava ao clímaz da dicotomia interna o médico avisou "acabou tá Fabíola". Ué? Mas já? Assim? Eu quero continuar com meu conflito interno!!! É mal eu sabia que teria tempo de sobra pra continuá-lo.
Próximo estágio: os famosos pontos. Essa parta da cirurgia tem duas faces: a alegria de estar acabando e o sofrimento de sentir a agressão da agulha na pele. Assim, com os pensamentos conflituosos sumariamente arrancados de mim, comecei a esperar ansiosamente pelo 'acabamos'. No entanto, te juro, ele passou mais 20 vezes aquela linha na minha boca! E costurava, costurava, costurava... E cadê o fim, meu Deus? Me abandonaste?
Em certo momento abstraí, comecei a pensar na aula de litingle V e o 'garden-party', a globalização e consequências humanas de inglês VII, o aniversário que sei lá o que farei da vida em termos sociais... E acabava? Não tinha mais o que pensar! Então, sem querer, deixei minha atenção cair na agulha entrando com dificuldade, entrando a linha, passando pela carne toda durinha da gengiva...
E foi assim a quinta experiência de extração dentária...
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
No tempo em que era selvagem...

No tempo em que era selvagem não ligava muito pras convenções sociais, pra amigos ou inimigos, cor de pele e textura de cabelo. Naquele tempo minha oca era confortabilíssima mesmo no pequeno que era, nas poucas coisas que tinha e no tanto de significado pras pessoas que continha.
Era uma silvícola arretada, de machadinha e tudo, que festejava anos de vida dentro da mente, ou com bolo de chocolate de pajé vovó. A tribo que venho é potiguar, significa comedor de camarão. Camarão não vejo mais por aí fácil não e nem num preço adequado ao consumo diário, mas fica no nome.
No tempo em que era selvagem tinha sabor de terra nas mãos e raiz de coisa-nenhuma-mas-criativa na cabeça.
Agora vá dizer, que índia bonitinha.
sábado, 1 de setembro de 2007
Sylvia Plath
"Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air."
(Lady Lazarus)
Estava só procurando um poeta americano modernista pra falar a respeito no trabalho pro dia 14. Por ter me interessado quase que nulamente ao assunto, fui ainda pesquisar sobre eles no google pra depois escolher o bendito. Não sabia de poesias... A não ser que não tinha gostado muito, aí q encontro Sylvia Plath.
Ela intriga sabe, ela é Virgínia, é Clarice. Independente se gostam ou não eu conheço da tristeza que elas carregavam. É uma coisa assim que sente só com os olhos bem fechados, vendo os risquinhos coloridos desenhando pra você o sentimento todo. Sylvia não será minha poetisa predileta nunca, mas ela tem aquele detalhe nas palavras que faz parar e... Reconhecê-la em mim.
Pai que nunca existiu, marido que a trocou por outra, não ver razão em viver sem razão. Temos nada em comum. E tanto, tanto... que só as não-palavras dali explicam.
"If I've killed one man, I've killed two-
The vampire who said he was you
And drank my blood for a year,"
(Daddy)
E que vontade de poemizar me dá.
Limbo
Vi no animamundi e foi dos mais engraçados q vi, das duas sessões que fui.
"Pra vc não se perder por lá, vou te deixar um mapinha"
"De acordo com os dados do meu computardor vc foi ateu. Boa viagem."
"Mas como eu ia saber que ele existia. (...) Você não pode acreditar nesse computador, vc nem sabe se a pessoa q passa essa informação é confiável."
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
E ela sentiu saudade...

Dessas vezes ela não era a menina que queria ser. Mas ela estava aprendendo a lidar com o ciúme, com o dividir atenção, com o dividir a própria vida. Ela não sabia dividir, foi ele quem ensinou. Ela teve até de dividir a festa de aniversário! E foi nesse dia, fazendo 5 anos e ele 3, que de vez ela aprendeu a humildade de se ser: em um momento, toda boba, ia pegando o grande presente da mão de uma convidada que chegava tarde, quando a mal-humorada moça respondeu rispidamente “não é pra você”. Mas como podia? A festa não era dela? Com a roupa rosa ridícula, depois de uns bons minutos refletindo ao som de ‘trem da alegria’, se deu conta que esse era o mundo agora, de dividir as coisas. E pensando bem, aquela tinha sido a melhor festa que tinha tido até ali.
Foi aí que se tornou a menina que queria ser... E mais, foi o primo que a fez sentir saudade pela primeira vez. Ele não foi só o primeiro a dividir as brincadeiras com ela, mas também primeiro a ser levado para longe, assim, sem explicação. Ela escondeu a espada de He-Man amarela de plástico que era a predileta dele para ver se ele viria buscar. A espada ficava sempre do lado enquanto brincava com as bonecas, com as pedras, com as plantas, com qualquer coisa.
E ela sentiu saudade.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Gostaria de saber desenhar assim...
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
O dia em que ela não quis sorrir

Papai e mamãe tiravam, corujas, fotos sem parar da menina com aquele bocão aberto, bocão que ela achava que se fizesse não estaria sorrindo, apesar da vontade incontrolável de fazê-lo. Ela abria mais o bocão quanto mais estava se divertindo. Por boa parte da noite achou que enganava o mundo inteiro com uma falsa reação de indiferença e o disfarce da boa aberta. Contudo, na hora de deslizar no tal tobogã ela resolveu deixar a falta de sorriso pra lá, se libertar das botas ortopédicas e junto com papai deslizar tobogã abaixo, com muito sorriso. Pena que dessa parte não tiraram foto, foi o momento em que a menina viu que não viveria nunca sem sorrir.
domingo, 19 de agosto de 2007
da lembrança mais alta
Ela era a menina que sempre quis ser.Banho de balde, alegria, vovó, plantas da vovó, pedras, terra, pipa, bolas-de-gude, Dolly Cat, Cigarrinha Feliz, Água Branca, Vitória (a galinha), Romário (o galo), Feinha (a outra galinha), queda da escada, espada do He-man, primo, Lela, mangueira, goiabeira, cana-de-açúcar, muro alto, jorge luís, 'escatabuft', adoleta, zerinho ou um, pique alto, pique parede, pique esconde, pique cola americano, Quinta da Boa Vista, Turma da Mônica, empadão, catequese, piscina, Realengo, pracinha, Brisa, alagamento, trovão.
Ela era menina que só ficava dentro de casa, não brincava com todo mundo não. O mundo dela bastava, mas quanto ia pro mundo dos outros... Fazia correnteza.
Que saudade dela.
sábado, 18 de agosto de 2007
Só um mês
Sabe-se lá o que estou sendo. Sinceramente, me perco entre o agora e o depois. Será que não gosto de muita coisa que digo amar? Eu fico nisso, tempo todo ultimamente. É coisa da idade... Não, é coisa do momento, da transição toda de ser aleatório pra ser adulto. Eu acho né. Nenhum especialista conversou comigo sobre mim. E nem quero.
Fico no quarto o tempo todo, não tenho mto orgulho disso. Mas o quarto é meu habitat natural. Não pertenço mais (que batido) a esse mundo aqui à minha volta. Não pertenço. Não quero. Não quero pertencer. Sou de outra onda, outra batida, outro carnaval... Sou da sonoridade leve, sozinha, mas feliz.
Vinte e dois nunca pareceram mais libertadores. Fico pensando já no 32... e depois 42... e 52... A vida passa rápido a partir daí. E agora o que mais faço é não pertencer à minha idade, à minha vida, ao meu convívio. Acho que vou perecer de tanta angústia de não poder, com vinte e dois, tomar fôlego, coragem, rufar o peito e... Ao infinito e além!
Só um mês....
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
o bombom
Sim, eu sonhava em ser respeitada, que eles gostassem da minha aula a ponto de quererem me agradar com sua atenção, até mesmo com um docinho. Contudo, não pensei que seria tão rápido. E foi hoje, dia 9 de agosto, que ganho o doce de Nathália.
Chego mais cedo ao Mudes, vejo que ela já está na sala me esperando. Então sem muita demora me encaminho para o início da aula. Então ela tira da bolsa um bombom em forma de coração embrulhado em papel vermelho e diz ‘olha professora, pra você’. Fiquei surpresa, sem reação... Peguei o bombom com cara de toda-boba-feliz-da-vida-mesmo em um breve momento sublime da minha existência.
Alguém pode dizer ‘mas essa daí se contenta com pouco’. Esse alguém não sabe o que um bombom custa pra aquela criança, deixar de comê-lo pra dar pra professora de português (que nem nota dá, então não é por interesse). Fiquei tão encantada... (sem contar no encanto que são meus alunos novos – apesar de alguns muito barulhentos – que retratarei numa outra postagem aleatória, afinal o bombom de Nathália merece um posto só pra ele).
E há quem diga que dar aula não dá dinheiro. Com atos desses quanto vou economizar com o plano de saúde...
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Nós temos inglês de Portugal
São esses professorezinhos que ganham salário para comprar roupa de grife (nada contra as grifes, mas elite intelectual gastar dinheiro só com isso?!), ao invés de investir mais solidamente em algo que vai te deixar verdadeiramente livre, a educação. Já as roupinhas vão te aprisionar sempre a cada seis meses com uma nova massada de novas ‘tendências’ deixando absolutamente obsoleto o caríssimo guarda-roupa (inclusive o pretinho básico). Ao invés de usar a língua como bandeira da heterogeneidade, a usam como reprodutora da hegemonia nortista. Pessoas que não aceitam SER mestiças e estarem num país mestiço, negro de se ver.
O aprender inglês não quer dizer baixar cabeça para o imperialismo não, ao contrário, cada um que aprende o inglês comprova que a língua é do mundo e não do tal ‘falante nativo’. Esse mesmo falante nativo que até quando dá aulas de merda é o preferidinho dos cursos de inglês. Tudo isso parte daquela atitude dos professores-imbecializados que não deveriam nem ter perdido seu tempo em alguma graduação.
Creio que é essencial que se inspire na classe a criticidade, a reflexão e o incomodo de pensar não só pedagogices de como se ensinar, mas também em como usar a língua como ferramenta de transformação, pensando no nosso umbigo, cidadãos de terceiro mundo. Chega de adoração barata a qualquer porcaria de lá, querendo falar inglês só pq todo mundo fala, para entender a letra da Madonna, ou só apra um dia visitar NY e comprar uma canequinha ‘I heart NY’ e achar que chegou ao ápice da existência.
Língua também pode ser libertação! E o inglês não é do colonizador não, é nosso também, daqui!
sábado, 4 de agosto de 2007
Divina comédia humana
É a divina comédia humana.
Divina Comédia Humana
por Belchior
Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um
encontro casual
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa
sensual
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão morando na
filosofia
Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno
Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de
dizer não eu canto
tudo outra vez
Já sei que no final vou terminar fazendo a promessa do chocolate novamente; começar me apaixonando por sintaxe e em seguida enlouquecendo; ficar com leituras acumuladas pra última hora; com trabalhos de véspera pra fazer no sufoco da meia noite... Resumindo, o mais do mesmo da rotina nossa de estudantes universitários de cada dia.
Começará nesse agosto a contagem de um ano pra terminar tudo. Terminar o que tava tomando gosto de vez de se começar agora. Terminar com vontade de começar novamente. Duvido que seja só eu que tenha vontade essa. Duvido que só eu que vá lamentar muito depois por ter terminado tudo. Ah, eu duvido... Agosto.
---
Boa pedida: música do Belchior, Tudo outra vez.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Leo & Bia
"Qualquer maneira de amar valia...
E Leo e Bia souberam amar"
(...)
como se não fosse tão longe...
(...)
como castelos nascem dos sonhos
pra no real achar seu lugar"
tempos "pan pan pan pan"
Mas o clima da cidade maravilhosa tava bueno, até que uma frente fria trouxe chuva, desconforto, frio... Imagina quem tava dormindo pelas esquinas da cidade como não devem ter chiado, os atletas indo competir então, nem se fale. E os turistas, improvisaram capinhas de chuva, deram seu jeito para não perder a festa Pan-carioca.
Da minha parte, adorei observar tudo. Praça das medalhas sempre cheia, jogos emocionantes no telão, shows de rock lotados e de música brasileira nem tanto. Confraternização do povo com o pessoal que não é tããão ‘povo’ assim naquele cenário de orla de Copacabana que de fato não existe, as coisas ali são uma realidade que está longe do Rio-real-de-ser. Mas vamos e convenhamos, estamos todos de férias, realidade pra quê?
ps: todos de férias, vírgula, trabalho eu!
quarta-feira, 18 de julho de 2007
- Não é algo só físico. Você é um fofo. Foi inevitável sentir algo por você.
(risadas)
- Eu sou um fofo?
- Simplesmente gosto de você. E tenho vontade de falar contigo mais do que com qualquer outra pessoa. Fico pensando em como está, em quando vou vê-lo novamente, em te fazer bem… E são pensamentos de momento todo, não de momento só.
(silêncio)
- Olha, não quero te magoar...
- Tá bom, não completa, a gente fica por aqui.
- Não deixa eu falar, é que não quer perder sua amizade com seja lá o que possa acontecer.
- Minha amizade você terá. Mas não quero beijos de brinde. Pague 1, leve 2, só xampu.
(em "Diálogos de alguma ficção")
grandes expectativas
Quereria eu a relação meteórica, com muita paixão e arder das almas, distante de qualquer monotonia, super palpitante, contudo com prazo de validade? Ou aquela calma como as águas de um laguinho, cheia de ternura, e blá blá blás, bem bege assim? Mais ainda, aquela do imprevisível, da descoberta a todo o momento, cheio de altos e baixos, mas sempre tentando manter a força? Ou a relação cabo-de-guerra, cada um puxa pro seu lado, ninguém quer ceder, até q no final um cai?
Enfim, com seus prós e contras, cada tipo de relação não supera a surpresa de se esperar o que virá no virar da página. Isso sim me é interessante, essencial: o inusitado de tudo. Que seja clichê, que seja brega, que seja tudo aquilo, ou nada aquilo, mas minhas grandes expectativas estão voltadas pras sensações novas que isso poderá trazer. Até que a primeira briga, melhor amiga, intriga, seja lá o que for, nos separe. Ou não.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
- Olha, podemos discutir relação?
- Sim...
- Então... Pra onde você acha que estamos indo?
- Em que sentido?
- Da relação... Você acha que acabou?
- Isso depende... Depende dos dois lados. Se assim quisermos, seria o fim.
- E o que você sente... É só físico ou algo mais?
- Não complica...
- Estou perguntando, pô!
- Físico... E você?
- Um pouco dos dois.
- Nesse caso, deixa eu confessar algo...
(em "Diálogos de alguma ficção")
suspiros
Gosto de focalizar o presente, no entantoo o saudosismo sempre salta aos meus olhos com imagens daquele passado que já foi, que não será mais... Contudo, bem que poderia ser, fico pensando. Meu saudosismo chega ao ponto de ter saudade da faculdade que ainda não terminou, da cidade que ainda moro, da vida que solteira que parece que não se configurará diferente pelos próximos tempos... Saudade da música do momento que não escuto há mais de 2h, de papai e mamãe que me largaram pra mim mesma.
Dia desses, sentada num canto dessa cidade de concreto, via os carros passando de supetão, todos juntos, sirenes tocando, buzinas bramindo, a melhor companhia do mundo naquele momento, poluição (sim, quem disse que dá pra viver sem ela) e aquela sensação de ‘puxa, que saudade disso tudo’. Acho que só tem uma explicação... Nasci pra suspiros.
domingo, 15 de julho de 2007
I see you... you see me
Descobri essa música esse final de semana por indicação de uma nova amiga e... "Darling when I see you, I see me". Não é meiguinha;)
E o clip, a menina zuretinha, totalmente aleatória, perecendo do coração...
sábado, 14 de julho de 2007
Rio cultural

Com tanta coisa no mundo, às vezes é bom se voltar para o que está perto, para o q vem de dentro, para o que é daqui do lado. Não custa admirar a beleza da cidade com o céu mais bonito. Tá, a passagem é cara... Mas a recompensa será boa, tenho fé. Serei a espectadora autista de coisas aleatórias por aí. Gostei do novo título.;)
Nathália
sexta-feira, 13 de julho de 2007
- E se eu largasse tudo por você?
- Tudo o que? Sua casa, sua esposa, seus três filhos, seu emprego milionário?
(risadas)
- Está bem, não tenho nada disso... Mas você entendeu, se eu largasse tudo por você, pra ficar contigo?
(silêncio)
- Eu te daria um beijo...
- Eu falo sério... hipoteticamente sério!
- Falo sério também... Olha aqui o beijo!
(o beijo)
- Vc não acredita...
- Não é qualquer beijo, é um beijo na chuva!
(em "diálogos de alguma ficção")
Pan... do Brasil?
Da cerimônia de abertura tenho a comentar q foi um misto de carnaval fora de época com criança esperança, tendo como melhores partes o momento em que tocou Villa Lobos e Céu encantando todos. Por alguns segundos até pensei ‘poxa, não custava nada ter ido’, mas quando vi o início do Jornal Nacional falando de mais de meia hora de espera pra entrar no maracanã (todo fantasiado de pan e que não é o Engenhão!), desisti do arrependimento instantaneamente.
Essas coisas de esporte mexem comigo. Me sinto tão... brasileira. E hoje vendo a abertura me senti tão... carioca. E falando em ‘carioca’, o presidente foi sabotado? Sei q foi vaiado... E não discordo de todo, afinal ficou o governo federal, estadual e municipal batendo cabeça por séculos... e quase q não saia obras infinitas do pan. César Maia, aplaudido, o maluquinho narcisista está fazendo história.
No mais, negligenciaram São Vicente e alguma coisa pra passar comerciais. Globo, sempre globo. Galvão falando de sua história de espectador do primeiro pan no brasil, priceless... Oh vida, por essas preferia esperar mais de meia hora pra entrar no maracanã fantasiado de pan.
terça-feira, 10 de julho de 2007
- E vc tá feliz?
- Como assim?(risadas)
- Não liga, eu pergunto isso pra todo mundo. Deixa perguntar direito, vc se considera feliz?
- Sim sim, problemas todos temos mas eu me considero feliz sim.
- E vc se sente feliz nesse momento? Com os últimos acontecimentos e tal?
- Sim, me sinto feliz... me sinto satisfeito.
- Vc se sente feliz comigo?
(em "diálogos de alguma ficção")
domingo, 8 de julho de 2007
Dos dias mais felizes da vida

Não sei quais são os critérios básicos para se viver os dias mais felizes da vida; nem ao menos sei se os tais dias já passaram ou se estão por vir. O que posso inferir sobre o assunto é que já tenho grandes candidatos para o ‘cargo’. Dentre eles estão os dias da semana passada, mais especificamente o dia 06/07 em que não só um picnic foi realizado entre a turma LEJ, mas milhares de pequenas coisas se encaixaram definitivamente no seu lugar.
Certa vez duvidei do tamanho do preenchimento de uma amizade na minha vida. O que quero dizer é que pensei, amigos são muito bons, mas não sanam nossas angústias mais íntimas, nem nos ajudam tanto a sana-las, coisa do tipo, como ‘vão e voltam’ e nunca ficam de fato. Eu deveria ser severamente repreendida por esse pueril pensamento, afinal Deus (da beleza, da vida, da natureza toda), vem me mostrando que bem ao contrário do que pensava são os tais ‘amigos’ os únicos habilitados a aplacar as dores da alma.
Sendo assim, dia 06/07 foi o dia em que fizemos nossa reunião e comemoração de 2 anos e meio juntos, com direito a visita ilustríssima de convidados especiais: Isis da zoropa e Fabrício de far far away. Ademais, tivemos a turma praticamente toda (só a Jubs não deu o ar da graça), brincando, comendo, cantando (if you like pina coladas), saltitando na relva entre faculdade de letras e reitoria (olha a ocupação hein!). Indescritível a sensação de GRUPO, de UNIDADE, de EU TE GOSTO TANTO. Claro, do grupo grande se tem os grupos menores, das pessoas mais íntimas. Mas é estranho como o grupo grande todo é melhor amigo sem inveja (todo mundo torcendo mto pro outro no Brasas – again!, no CLAC, nos PORTs da vida), sem ressentimento (perdão é mto bem empregado entre os nossos), com mto carinho (os cumprimentos nossos de cada dia que o diga!), com respeito e um ‘quê’ de saudosismo que já começa a adentrar nos sentimentos do grupo.
Creio que deva ter algo de destino funcionando nessa vida, ou é Deus dando provas de ‘oh, Eu existo mesmo viu?!’, pois não há outra explicação para que caísse justo com aquela turma. Deus pensou ‘tá bom, ela é uma boa menina, merece ter um oásis na terra’, e me deu justo ‘quens’ de presente... Eles todos. São meus, todos meus. E são meu motivo para que nunca nunca deixe de vir ao Rio.
Eles são o arco-íris cheios de energia, o algodão doce da pracinha, a brisa de verão que traz a sensação de bem-estar. E esse post é só pra dizer que me descobri neles... me descobri de mim mesma. Me descobri com saia rodada e no quase-sem-querer de tudo. Me descobri carioca de coração, do coração deles. Sou mais eu pq sou...
Obrigada Papai do Céu! :)
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Moda
Oscar Wilde
Porque ele tira as palavras da minha boca... amo Wilde!
domingo, 1 de julho de 2007

Yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos
van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron,
con sus palidos reflejos,
hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso,
siempre se vuelve al primer amor.
La quieta calle donde el eco dijo:
"Tuya es su vida, tuyo es su querer!"
Bajo el burlon mirar de las estrellas
que con indiferencia hoy me van volver.
Volver,
con la frente marchita,
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir,
que es un soplo la vida.
que veinte años no es nada,
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir,
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo,
que lloro otra vez.
Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que, pobladas de recuerdos,
encadenan mi soñar.
Pero el viajero que huye
tarde or temprano detiene su andar.
Y aunque el olvido,
que todo destruye,
haya matado mi vieja ilusion,
guardo escondida un esperanza humilde,
que es toda la fortuna de mi corazon.
(Volver)

















