sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alguém apareceu

Parece brincadeira, mas cá estou.
Sempre quando vejo alguém se junta a blogsfera, sinto-me assim, inspirada para cá voltar e fazer das minhas palavras sentenças fáceis deixadas num blog sem lembranças.
Tanto tempo que nem abro este aqui que até me surpreendi com um comentário no post abaixo, alguém dizendo para não largar isso aqui, não.
É difícil não largar, pois sinto que pessoas podem fazer uso disso para achar que sabem de mim. E nunca sabem. Para achar que me conhecem. E nunca conheceram. Pra eu achar que posso escrever. E nunca poderei.
Por outro lado, é muito difícil deixar, afinal, passar alguns meses, retornar aqui e vislumbrar o que passei, sentir novamente aquela sensação lá de trás: não tem preço, não.

De blog só sei que nada sei.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Alguém sumiu

Alguém sumiu por aí. Estou a procura, uma vertiginosa procura, por esse alguém que não se encontra sentado, em frente ao computador, escrevendo algo sobre uma vida lilás aleatória.

Cadê a aleatoriedade de tudo? Os advérbios? O lilás? A cor?

Volta e meia o matiz se perde pela estrada, mas a reconquista dele é sempre um momento especial e aguardado. Espero encontrar a pessoa que abandonou esse blog em breve. Espero dizer que essa pessoa é muito quista por mim. Espero amar essa pessoa.

Na multiplicidade do que somos por vezes esquecemos uma parte da gente por aí. Deixamos essa parte em pedaços, como um quebra-cabeça faltando peças, esperando ser reconhecido como forma toda e figura que é. Vamos nos recriando e nos deixando, como troca de pele, troca de de pensamentos, troca de palavras, troca de tecnologia.

O que quero? Quero por um momento pensar melhor nessas trocas todas e dividir isso comigo mesma.

sábado, 16 de julho de 2011

alma gêmea

Quando chegava da escola, lá pelos 10 /11 anos de idade, mamãe tinha costume de ir no bairro vizinho fazer compras das mais diversas, geralmente de especiarias (assim gostava de chamar temperos como cuminho, pimenta do reino e todos os outros que dão vontade de espirrar). Numa dessas idas encontrei então uma alma gêmea.

Passávamos por uma loja de animais e, como sempre fazíamos, nos demorávamos um pouco vendo os cachorrinhos. Estávamos mamãe, irmã, tia e eu. O caso é de soslaio observei uns cachorrinhos poodles da cor marrom. Eram três: um dorminhoco, outro desconfiado e um último bastante animado. Esse animado cativou minha’lma. Foi grande a impressão que aquele cachorro fizera, no entanto, mamãe deixou claro que papai nunca aceitaria mais uma tentativa de cachorro lá em casa (seria a terceira em um semestre). Cheguei em casa com aquela angústia infantil visível até no maior dos insensíveis. Como haveria daquele cachorro animadinho ser meu? Então fiz a proposta: pago pelo bicho. Coração de mãe não agüenta com essas coisas, e muito menos com irmã caçula demonstrando tristeza através de lágrimas. O animadinho haveria de ser nosso.

Minha tia se propôs a buscá-lo de bicicleta. Deixei claro que queria o mais animadinho, com o pêlo mais rarefeito, era o mais animadinho. Saberia que o reconheceria assim que o visse. Ao chegar, porém, veio minha tia com o cachorro de pêlo mais escuro: era o dorminhoco. Decepção se apossou de mim: como poderia ela ter feito aquela tragédia? Eu tinha encontrado minha alma gêmea no animadinho de pêlo rarefeito, e ela me traz o dorminhoco de pêlo bem escuro por achar assim o “mais bonito”? Que se tem beleza a ver com amor? Ah, teria de me contentar com o dorminhoco.

Não foi difícil de papai aceitá-lo, difícil foi mesmo deixá-lo alguns meses depois porque nos mudamos para Santa Catarina. Ficou com vovó e vovô desde então, e o visitávamos todo o ano (assim como a todos os parentes, é claro). Passavam os anos e ele era o único a demonstrar a mesma grande empolgação em nos ver, como se fosse 1997. Todo ano, todo ano, lá estava ele, Beethoven, que de dorminhoco não tinha nada: era um grande brincalhão, amoroso e super dócil.

É engraçado que o tempo passa e a gente não dá o mesmo valor as pessoas, coisas e afins em nossa vida. Com o animalzinho não foi diferente. Passou o tempo, mesmo morando aqui no Rio, visitas eram esporádicas. E quando lá ia vê-lo, mal lhe dava bola. O cachorro passou a padecer dos mais variados achaques, se muito um olhar de pena consegui lhe dar.

Ele se foi faz pouco tempo. Fez-me então pensar: no céu aceitam cachorros? Há de haver céu sem cachorro? Há céu? Não sei, não sei... Sei que Beethoven se fez amar por todos e foi amado de volta, como merecia. Ele me fez uma criança mais feliz, e foi minha primeira grande vontade de infância.

Beethoven não foi o escolhido como alma gêmea, mas o acaso quis que ele se revelasse diante de mim como verdadeiro companheiro. Foram 13 anos, 13 anos de saber que ele sempre estaria lá. E agora, quem estará? Ter cachorro tem dessas coisas...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

June

Hoje é o último dia do mês de junho. Chegamos ao meio do ano de 2011 (teoricamente o único que viveremos inteiro, já que em 2012 o mundo acaba, mas tudo teoricamente, claro).
Dentro da vida aleatória lilás (se é que interessa a alguém), até agora tivemos muitas indecisões, viagens feitas e desfeitas, filmes e livros interessantes vistos e revistos, e um novo emprego para capitalizar um pouco a sua humilde narradora (parafrasiando Alex em "Laranja Mecânica").

Na parte de indecisões, algo como "caso ou compro uma bicicleta". Mas pensei bem, para que casar com a pouca idade? Para que ter uma biciclete em pleno Rio de Janeiro? Então, nenhum dos dois. E esta seria a metáfora da resoluçao das minhas indecisões: se tenho de escolher entre duas opções, crio uma terceira que fique racionalmente mais adaptável a minha vida.

Viagens feitas, foram as do início do ano (Inglaterra, Itália, Alemanha), além da viagem para ver a família em Governador valadares e para ver os amigos em Curitiba. Agora, desfeitas foram as do feriado (feriado do tapete, mais especificamente - e se vc nao sabe o que é o feriado do tapete nao está certamente vivendo nesta órbita) e minha falta de planos para meus míseros dias de férias em julho. Mas hei de resolver essa massada!

Agora, de filmes e livros interessantes ando transbordando. Vi o maravilhoso filme turco "Contra a Parede", no qual me apaixonei pelo protagonista. Em relaçao a livros, acabei de ler Brave New World, Clockwork Orange, isso nas últimas duas semanas que tive de frequentar as aulas teóricas da auto-escola (muito úteis essas aulas como se pode perceber, tanto quanto as aulas de sociologia de educaçao na faculdade de educaçao).

Novo emprego, aulas um pra um. Desafio, adoro um. Já nao consigo me dissociar de dar aula, é tudo tão preenchedor.

Muita coisa fica de fora aqui, como os planos pro mestrado, ou planos de mudar para algum lugar. O que continua é a operaçao saúde, na tentativa de me tornar mais saudável. Mais saudável pro corpo, pra mente, pra alma e... pro coraçao. Vou continuando na minha tentiva.

Day 30: Last movie you watched - Minhas Tardes com Margueritte (trailer)

Day 29: First movie you ever remember watching - The Untouchables

Day 28: Movie with your favorite hero - Batman Begins Ending