domingo, 30 de setembro de 2007

Olha a cena...



Faculdade de Letras tb é comédia!
- Safadinha, viu! ahaahha

Deserto Feliz

Creio que esse nome pode denotar bem o do jeito que estou me sentindo hoje, um deserto feliz; além de ser o nome do filme que assisti no Odeon com mamãe e tudo: Deserto Feliz. Além de mamãe, estavam lá o diretor, uma parte da equipe e a própria atriz principal, Nash Laila (que é uma gracinha de encantadora - e achei até o orkut dela :P).

Primeiro deixa falar do filme. Achei complicado ‘acompanhar’ no início, pelo muito silêncio e imagens trepidantes. Em seguida, fui me acostumando, até chegar na parte do filme que enche nosso coração de aperto. E sim, tem essa parte, com toque de sadismo, poderia dizer... Pois quando estava toda boba crendo em algo... Sim, era exatamente aquilo que só poderia ser desde o início. O filme trata de sertão, prostituição, tráfico de animais, turismo sexual... Essas coisas que estão aqui e acolá, mas que de fato ninguém toma partido.

Depois do filme todo, com direito a um curta no início chamado Saliva (que não convenceu muito), mamãe e eu ficamos passeando em pleno domingo a tarde pelo centro da cidade. Da Cinelândia fomos andando Rio Branco abaixo, passando pelo Teatro Municipal e sua pompa, pela Carioca e indo em direção ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Chegando lá, sentamos nos banquinhos do térreo, lemos o roteiro do dia, fomos ao 2ª andar admirar a vista de lá, e quando já decidíamos ir embora ouvimos da moça do elevador que no 5ª tinha biblioteca. Mamãe topou ir lá, admirando a limpeza e os lustres maravilhosos. Que oásis na terra era aquilo! Fiquei perdidinha em mim mesma tamanha a preciosidade. Mas só quem pode pegar é funcionário ou tendo convênio com Biblioteca que tenha bibliotecária (não seria mais fácil fazer fichinhas ali? Se bem que, eles não têm porque mexer com isso, só de disponibilizar pro público é ótimo!).

Antes de sair de casa estava no deserto de mim mesma, encolhida, com meus cactos, me ferindo aos poucos e imperceptivelmente. Então, na companhia espelhada de mamãe o deserto ficou feliz. Com companhia as coisas se refletem em si e em nós mesmos mais deslumbrantemente.

Where do you go to...



'cause I love you.

sábado, 29 de setembro de 2007

Um achado!



Esse o ator, Jason Schwartzman, conheci em "I Heart Huckabees", mas nem dei tanta importância. Ao reencontrá-lo e ainda vê-lo como roteirista de "O Expresso Darjeeling" foi uma surpresa, sem dúvida, agradabilíssima. :P

O Expresso Darjeeling



Filme apreciado por minha persona (único até agora), no Festival de Cinema. Só digo que essa velha fórmula de road movie, busca espiritual e lavagem de roupa limpa (suja???) entre irmãos, neste filme, funcionou muitíssimo bem.

Três irmãos vão em busca de 'paz' entre eles 1 ano após a morte do pai. Cada uma passa por problemas internos e, principalmente, pelo problema da falta de confiança entre si.

Imagens belíssimas, com ousadas tomadas de câmera. Gostei de ver... de ver e de rir da tragicomédia que se configura com um 'quê' de amargura e, principalmente, um gosto de 'quero isso pra mim' (no sentido de tentarmos (des)encontrarmos a nós mesmo um pouquito.

E o maravilhoso aperitivo, a 'parte I' do filme (um curta que apresenta Natalie Portman como namorada de um dos personagens principais), é de dar água aos olhos.

domingo, 23 de setembro de 2007

Só pra constar



que esse dia foi bom, viu.

(A DO RO essas coisas bregas)

Dueto

Sabe, eu tinha vontade de fazer um dueto com Pavarotti. Ele sempre foi humilde e querido, velhinho que se dá vontade de apertar as bochechas.
Diz o Italiano que não se pode duvidar das (im)possibilidades. Quem sabe em outro plano não possamos 'duetar', e mais, eu ter alguma voz melodicamente escutável.

Por enquanto, vamos escutá-lo com o Eros. Escolhi esse video principalmente pelo sorriso do Pavarotti, todo feliz.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

No último ônibus

Fico me desfalecendo de dó às vezes. Olha que meu coraçãozinho não é de se admirar muito com as coisas, acostumada com os tons sombrios da cidade cinza. Contudo, voltando pra casa depois de dia de aula/trabalho e cia ltda, entra no ônibus, assim de supetão, um senhor, 65 anos, com blusa azul celeste escrito “acredite no senhor e você vencerá”, que ao meu lado pede atenção de todos para contar seu causo.

Ele tinha câncer por todo seu crânio e sua filhinha (bem, com que idade ele teve filho), estava também com o mesmo câncer, encima de uma cama, mal mal mal, e ele precisava do dinheiro para comprar as caixinhas de remédio por R$8,75. Fiquei impressionada com o desespero da criatura: “gente, eu não bebo, não tenho vício, eu só preciso muito dessa ajuda de vocês para poder comprar o remédio da minha menina”. Oh, um apelo daquele haveria de sensibilizar muita gente. E ele ajoelhou-se no meio do ônibus e continuou no seu ‘horrorshow’, observado por alguns com desdém, por outros com descaso, pela maioria (eu incluída), com bastante pena.

Não gosto dessa coisa de pena não. Cheira algo de “sabe, vc é inferior a mim, por isso o q posso fazer é sentir pena de você”. Mas senti ali um quê de compaixão, misturado com peninha, causando minha torcida até para que ele conseguisse a quantia necessária (e mais). O interessante é que não dei um tostão. Só me dei conta disso quando ele desceu. Se me desse conta antes também não daria nada (do tudo que não teria). Mas, de qualquer forma, esse é o tipo de coisa que martela no momento. Depois, parece que nem faz mais sentido lembrar, afinal, o problema é de quem?

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ai, Gael


Finalmente chegou o Festival do Rio para aplacar o lado cinza da rotina do dia-a-dia. Começou hoje com estréia (oficial) de Tropa de Elite no Odeon, com direito a elenco e tudo mais (ui, ui, ui, tapete vermelho). O causo sério é justamente essa vida de proletariado que não me permite independência na agenda para curtir a bel prazer os excêntricos filmes que adentram a telona.

Acredita que nem tempo para pesquisar as pérolas tenho??? Ano passado até andei dando uma vasculhada geral no que oferecia o festival (o que me deixou com água na boca), contudo muito não pude ver por problemas de locomoção (uma alienada na cidade). Agora, que conto com conhecimentos indizíveis sobre becos e ruas da tal cidade grande, não conto com a sorte de ter disponibilidade o suficiente, a ponto de perder Gael das mãos por muitas poucas horas (e muitos km de caminho).

Conto com a sorte nesse destino de ver filmes a escura (chega hora que qqer um tá valendo), só para não perder o gostinho de curtir o que há de diferente e curioso (além de super novidade), no cinema por esse mundinho a fora.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

mes félicitations!

Dia 18 de setembro. Eu lembro que ano passado (ano passado? Ou retrasado?) eu postei um texto especial de aniversário intitulado ‘la vie en rose’. Eu nem fazia idéia do q se tratava essa música (e o nome veio por influência da música). Esse semestre, uma das primeiras coisas que escutei na aula de francês instrumental (que por sinal são mto boas), foi a bendita música que acreditava ser de dor-de-cotovelo. Que nada, na música ela encontra o homem que a faz feliz, são lindas as coisas que fala.

No dia de hoje, comemorei mesmo aniversário com meus alunos. Levei bolo lá pra CMT e no intervalo da aula comemos todos felizes. Detalhe que estraguei a surpresa deles de vir me cantar parabéns, além de deixa-los sem graça com aquele truque do ‘não lembrava q seu aniversário era hoje’, pq eu nem pensei mesmo q eles se lembravam e eu fiquei lembrando :P hihihih

Gente, eu sou uma professora banana. Eles fazem o que querem... E ainda prestam atenção, fazem tudo q peço, são uns amorzinhos! São super criativos, comunicativos, participativos (até nos dias de maior sono e preguiça geral). Eles ficam falando “terça é o melhor dia”, e mais do que falar, eu sinto q eles vão pra aula bem felizes (em se tratando de aula, ‘felicidade’ não é algo comum).

Hoje comecei com uma turma de crianças de 3ª séria que têm dificuldades na escola. Eu fiquei um tanto assustada de início (afinal, eu supostamente não poderia lidar com alfabetização), mas eles se revelaram uma fofura mor!!! Eu fiquei encantada, agora quem não quer larga-los sou eu!

No mais, de mim... Eu descobri que quanto mais crescemos menos o dia do nosso aniversário é ‘nosso’. Senti isso... Sei pq não.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Fuscão Preto...




Fuscão pretoooooo vc é feito de aço
fez meu peito em pedaços...

É, vida, minha vida!

domingo, 16 de setembro de 2007

karaokê party!


Aniversário fahbuloso de fah... Com pessoas fahbulosas de fah :D



Imagem e ação... Atenções voltadas ao dadinho (e a mim, claro, pois sou a aniversariante).




Gente, o que foi o festival musical de hoje?
Em breve: IDOLOS LEJ - porque são tantos talentos musicais dentro de UMA só turma que o jeito é fazer um programa de TV só com as personas aleatórias essas.

preparação

E daqui a pouco chegam as pessoas. Hoje é o dia festivo de meu aniversário. Estava reparando também que será o último aniversário talvez com as pessoas da faculdade (ao menos todas em geral). Isso me deixou meio triste, e ainda mais tristes por aquele que por desculpas esdrúxulas deixam de comparecer. Ano que vem eles não terão mais de dar desculpas.

Terá bolo lilás, bolas lilases, sobremesa especial de morango, trufa de chocolate, torta salgada e cachorro quente. Só bobagem... Ai, como é bom isso.

:P

sábado, 15 de setembro de 2007

buarque de macedo



Olha a foto, que bonita, minha antiga rua... e a seta marcando ali a rua seguinte da minha (pq a minha foi sumariamente cortada da foto). Bonita, bonita a foto...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Novo


Eu não suporto a cor do meu esmalte. Impressionante como minha mãe cisma de passar o mesmo cintilante furta cor por cima do esmalte tom pastel. Não gosto de olhar pros meus dedos assim. Mas quero falar do Novo... É que minha mãe comprou uma cortina nova para o quarto, e que cortina! Desde que me conheço por gente minhas cortinas sempre foram beges, branquinhas, de rendinha. Me chega ela com algo rosa choque, com bonequinhas aleatórias. Cadê minhas rendinhas? Eu me sinto claustrofóbica, sufocada e agredida por essa cor. Disse a ela que precisava de cor clara, afinal aqui também é meu escritório e preciso sempre estar calminha, calminha. Meu pai tranqüiliza mamão: “é pq é novo”. E eu olho para as cortinas: “eu odeio vcs”.

Está bem, tenho certa resistência com o que não foi planejado. As cortinas minhas são tão bonitinhas, são clássicas, fazem parte de mim e tem variações de rendas aqui em casa. Logo, não se precisavam de novas. E quer ver o amigo (do estilo da ‘canção de amigo’ galega-portuguesa), que muda os planos todos pq simplesmente quer... Eu fico boquiaberta, “mas calma aí, não foi isso que combinamos”, e tentando fazer de TUDINHO para se manter o programado. Oh vida, são milhões de moléculas planejadas a se portarem de determinado modo que mudarão totalmente. E pior que ainda vou escutar, “eta má vontade”. Não, não é má vontade filho, é planejamento!

Bem, a fah está em ponto de ebulição (quiçá, mutação). São muitos trabalhos para minha mente humilde. E eu já nem sei para qual dar preferência, pois são todos para mesmo destino praticamente. Fahbuloso destino de pesquisas da fah. E ainda têm as provas, os trabalhos (de poesia chata modernista americana)... E os aluninhos, claro!

Ok, vou seguindo o planejamento das coisas que não se configuram, no meu quarto com cortinha rosa choque e na certeza de que amanhã, cedinho da Silva, terei de estar com alguma coisa de power point pronta sobre pilhas de polígrafos que ainda não foram beneficiados com minha devida atenção. Não faz mal, a bike é azul.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

'Well, fah, and what are you going to do with yourself?'

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Quando me fiz lilás


Quando me vesti com o lilás que me vês ainda nem tinha idéia do que seria isso. Cresci ali, diferente, a parte, com toda sorte de mundo pro lado de dentro. Via estrelas por horas - as mesmas estrelas do quintal da vovó no Rio apontadas pelo tio, aquelas do terraço da casa da tia em Minas que me assombravam deslumbre, ou aquelas testemunhas de grandiosas lágrimas em Porto Alegre – as mesmas, decorando o recorte daquele céu assim.
Gostava de cantar por horas também, alto e estridente, cantava lilás na casa da vovó até q na noite de Natal alguém mandou calar a boca ao modo clássico. O lilás sobreviveu, a cantoria não. Até que chegou o dia em que passei meses em dúvida se eu saberia voar ou não. É, sonhei com isso certa noite e foi tão real... E voei lilás, voei na frente de amigos que se espantavam. Depois aprendi outros vôos, e surpreendi amigos pelo quão alto que iam minhas idéias, quão alto que deixava planar meu senso de respeito, liberdade e aleatoriedade.
Então, fui me tornando lilás quase que imperceptivelmente aos olhos comuns. Dentro de mim me aflorava. Por fora observava. Pelos outros pouco notada, poucas almas encontrei com tamanha sensibilidade. E ainda são poucos, bem poucos de milhões que chegam lá.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

I wish I were a fish...

O slide sai pq a música é mto chata!

Ao engarrafamento

Em homenagem ao engarrafamento da manhã de ontem, Bizarre Love Triangle.
É, tava tocando no caminho (quase 2h de caminho) e fah pensando... pensando na historinha.


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Ai, mamãe

Hoje eu vi que verdadeiramente pai e mãe são figuras indispensáveis na nossa vida, principalmente na de adulto. Afundada no meio de tanta papelada do jeito que ando nem tenho tempo pra notar muito a importância de alguém na minha vida, contudo depois de ser confirmado que sou a pessoa mais perdida (tá, exagero, uma das 10 mais só), entra papai e mamãe revirando quarto, papelada, casa toda em nome do meu esquecimento.

O caso é que perdi o tal do papel do DETRAN e só fui me dar conta da ‘perdição’ toda quando estava indo (aos trancos e barrancos, voando de fundão até são gonçalo), tentando achar a tal Clínica Esfinge. O pior ainda foi eu nem me dar conta que o CPF e identidade (q jurava estar junto com o papelzinho querido) estava é na minha carteira, e não perdido por aí. Resumindo, eta confusão.

Mamãe reclama: “Pra que tanto papel, meu Deus”; papai sentencia: “não é o papel, é a bagunça!”. Tudo bem, são milhões de folhas soltas por aí (também, filhinha está inscrita em 2 trabalhos na jornada científica aquela, além de outros 3 trabalhos - diferentes dos dois anteriores - para apresentar na semana de anglo-germânicas) . Mas ah, desculpe o auê, agora não adiantava chorar sobre o leite derramado, e com dente (ou falta de dente) doendo ou não me enervei de revirar tudo pra não achar nada.

No final, liguei pra clínica, entregando os pontos, e fui informada que podia tirar segunda via mole. Não hesitei, perdi (ganhei!) o resto da tarde nisso, fazendo a famosa promessa durante a espera: agora arrumo a papelada toda.

Por enquanto a promessa está funcionando. E não é que com tudo arrumadinho assim não se organizam mais as coisas da mente? Bendita arrumação, bem que papai e mamãe avisaram.

domingo, 9 de setembro de 2007

Reencontro

- Oi, tanto tempo...
- É, vc tá muito bem!
- Apressada como sempre só. Muitas coisas pra fazer, trabalho, vida que não para. E você?
- Tô namorando.
- Legal.
(silêncio)
- Mas não anda mto legal não.
- Que acontece?
- Ela é ótima, mas sinto vontade de estar com outra.
- È que vc precisa reconhecer nela outra!
- O problema é que ela não é você.


(em "Diálogos de alguma ficção")

come here



Antes do Amanhecer é um filme que agrada pela simplicidade e bons diálogos, e ainda por nos fazer acreditar no amor espontâneo assim.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ai, minha vida!

Verdadeiramente, a expressão q dá nome ao blog cabe aqui, nesse dia! Eta tédio, pós-tiração de dente é sempre chato. Não pode comer mto, não pode comer pouco (ao menos tem sorvete, muito sorvete). Febre vai, febre volta, ai delírio. Acabei de ver "E o Vento Levou" e mesmo tendo visto esse filme a minha infância inteira só agora entendi. No fundo ele é modernista, trás a contradição toda de Scarllet e no final ela encontra razão na terra e não no marido (embora ela tire força pra fazer isso pelo marido). Anyway, q marido! Eu casava com ele... E deixava o insonso do Ashlei a ver navio fácil. Isso é hoje, pq antes suspirava por Ashlei e despresava Rhett com todas minha forças. Daí que deu vontade de ler Virginia... Mas ainda não é a hora sabe. Fora que li um conto hoje que me deixou toda mexida. Começava assim "Well, Mabel, and what are you going to do with yourself?". Forte o suficiente. Mas até cheguei a desacreditar o conto por um bom pedaço, até a cena final. Ai, me desfolhou inteira aquilo... Por isso ler Virginia agora não me ajudaria, poderia deixar algo de dor de sobra. Por agora tenho o suficiente. Sete de setembro. Decidi até o que farei de aniverário... Terá aniversário aqui com os amigos de sempre e uns doces novos. Especiarias da mamãe. Ademais, final de setembro me aguarda, melhor que nunca. Melhores dias da vida será? Dias supreendentes e de decisão, certamente. O dia em que vou decidir estar do lado de cá pra vc aí, de vez. Por agora, vou pegar o edredon, cobrir o corpo todo e esperar a febre passar de vez. Claro, esperar que amanhã esteja melhor, termine todas as leituras do final de semana, faça gráficos, guias, maque texto e... Só aí lerei Virgínia.

;)


Seja hetero(gêneo)

Olha, eu poderia não ter aprendido nada com a faculdade até agora, mas só de refletir o 'ser heterogêneo' e ser global/local, medidas em nome de diminuir as utópicas diferenças sociais, me encho de gosto (gosto de morango e ameixa). Todos os dias eu reflito sobre como está sendo isso tudo, o fato de estar acabando isso tudo e... Não, não está. Está só começando o meu trabalho, a minha maior paixão acabou de bater a porta, dar aula está sendo mais que fantástico! Algo meio ‘tá, tudo pode dar errado, mas isso está certinho’ (e olha que a tendência é sempre tudo dar errado – vide levar 3h pra chegar à faculdade).

Seja hetero no pensar, pensando as diferenças sociais, raciais, sexuais, textuais... Enfim, a diferença é o que há (não o moderninho querer ser diferente sendo igual a alguem da classe mais abastada). Cansei de ter de me vestir do jeito X (isso desde sempre), pra ser bonita, ou ter de usar maquiagem, ou então ter de sonhar em casar, ter trigêmeos e morar em casa com cerca baixa.

Sei lá o que quero pô, Vamos ver o que vou querer daqui a 2 semanas. Tenho certeza que será algo completamente diferente, por vezes contraditório. E ‘contraditório’ é a palavra. Me deixe ser contraditória na hora que entender: quero, depois não quero, aí eu penso que quero, mas... Mas as coisas mudam, o contexto muda. E parece às vezes que assim que escrevo determinada coisa mudo de idéia na sinapse seguinte (e não é TPM).

Não quero ‘sucesso’ no futuro se for me dizer que sucesso é ganhar dinheiro só. Eu quero sucesso no futuro se é pra realizar, pra saber, pra encantar a mim e os outro. Pra ser hetero ou homossexual se preferir, casar com negro ou japonês sem implicâncias, com mais velho ou mais novo, com mais distante ou mais perto (afinal, globalidade nesse sentido é que não me falta!), socialista ou capitalista, puritano ou bissexual.

Creio que nunca estive tão em paz comigo mesma agora como nesse momento de celebração a heterogeneidade no pensar (e pode chamar de pós-modernita, pseudo qqer coisas, blá blá blás de rótulos que celebram o homogêneo), nos estudos, levando isso pra dentro da sala de aula, levando isso pras pessoas mais íntimas, levando isso sinceramente pro meu coração.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

E a saga continua

Mais uma vez no dentista para tirar o dente, desta vez não era siso! Era o tal extra-numerário localizado na parte esquerda inferior da boca, ali na gengiva. Imagem que eu estava tensa, afinal venho acumulado experiências consideráveis uma atrás da outra (opa, capcioso!).

Desta vez era um doutor chamado Felipe, com cabelo começando a ficar grisálio, com bom humor e tranquilidade. Ele cantava pra colega de trabalho 'Me dá um beijo então - imediatamente ela reage 'mas que perigo' - aperta a minha mão, tolice é viver a vida assim sem aventurar', e ele completa "só estou cantando a música". Eqto isso dona Fabíola jogada na cadeira naquela aflição, com borboletas espetando a barriga de nervoso mesmo.

Então, ainda antes de começar tenho de ouvir o espetáculo da ajudante que não sabia colocar a luva esterelizada! O que foi aquilo, estava para virar e dizer "olha, não precisa de ajudante não, deixa assim!". Esses médicos tratam o consultório como o quintal de casa.

Na cirurgia, com anestesia de sobra, ele fazia força aqui, acolá e eu pensava tristemente se deveria mesmo fazer aquilo, afinal o dente estava ali incomodando ninguém, era só por motivo de estética que o tiraria (para mover os dentes de cima sem q ele atrapalhasse). E ficava naquele duelo de consciência, me achando uma pessoa das mais superficiais e masoquistas por fazer aquilo comigo mesma. Quando chegava ao clímaz da dicotomia interna o médico avisou "acabou tá Fabíola". Ué? Mas já? Assim? Eu quero continuar com meu conflito interno!!! É mal eu sabia que teria tempo de sobra pra continuá-lo.

Próximo estágio: os famosos pontos. Essa parta da cirurgia tem duas faces: a alegria de estar acabando e o sofrimento de sentir a agressão da agulha na pele. Assim, com os pensamentos conflituosos sumariamente arrancados de mim, comecei a esperar ansiosamente pelo 'acabamos'. No entanto, te juro, ele passou mais 20 vezes aquela linha na minha boca! E costurava, costurava, costurava... E cadê o fim, meu Deus? Me abandonaste?

Em certo momento abstraí, comecei a pensar na aula de litingle V e o 'garden-party', a globalização e consequências humanas de inglês VII, o aniversário que sei lá o que farei da vida em termos sociais... E acabava? Não tinha mais o que pensar! Então, sem querer, deixei minha atenção cair na agulha entrando com dificuldade, entrando a linha, passando pela carne toda durinha da gengiva...

E foi assim a quinta experiência de extração dentária...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

No tempo em que era selvagem...



No tempo em que era selvagem não ligava muito pras convenções sociais, pra amigos ou inimigos, cor de pele e textura de cabelo. Naquele tempo minha oca era confortabilíssima mesmo no pequeno que era, nas poucas coisas que tinha e no tanto de significado pras pessoas que continha.

Era uma silvícola arretada, de machadinha e tudo, que festejava anos de vida dentro da mente, ou com bolo de chocolate de pajé vovó. A tribo que venho é potiguar, significa comedor de camarão. Camarão não vejo mais por aí fácil não e nem num preço adequado ao consumo diário, mas fica no nome.

No tempo em que era selvagem tinha sabor de terra nas mãos e raiz de coisa-nenhuma-mas-criativa na cabeça.

Agora vá dizer, que índia bonitinha.

sábado, 1 de setembro de 2007

Sylvia Plath


"Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air."
(Lady Lazarus)


Estava só procurando um poeta americano modernista pra falar a respeito no trabalho pro dia 14. Por ter me interessado quase que nulamente ao assunto, fui ainda pesquisar sobre eles no google pra depois escolher o bendito. Não sabia de poesias... A não ser que não tinha gostado muito, aí q encontro Sylvia Plath.

Ela intriga sabe, ela é Virgínia, é Clarice. Independente se gostam ou não eu conheço da tristeza que elas carregavam. É uma coisa assim que sente só com os olhos bem fechados, vendo os risquinhos coloridos desenhando pra você o sentimento todo. Sylvia não será minha poetisa predileta nunca, mas ela tem aquele detalhe nas palavras que faz parar e... Reconhecê-la em mim.

Pai que nunca existiu, marido que a trocou por outra, não ver razão em viver sem razão. Temos nada em comum. E tanto, tanto... que só as não-palavras dali explicam.

"If I've killed one man, I've killed two-
The vampire who said he was you
And drank my blood for a year,"
(Daddy)

E que vontade de poemizar me dá.

Limbo

Um curta sobre um ateu que vai pro inferno!





Vi no animamundi e foi dos mais engraçados q vi, das duas sessões que fui.

"Pra vc não se perder por lá, vou te deixar um mapinha"

"De acordo com os dados do meu computardor vc foi ateu. Boa viagem."

"Mas como eu ia saber que ele existia. (...) Você não pode acreditar nesse computador, vc nem sabe se a pessoa q passa essa informação é confiável."

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

E ela sentiu saudade...


A menina acostumada a ser sozinha o tempo todo achou estranho quando, de repente, aos 4 anos, apareceu um alguém misterioso que diziam ser seu primo. Ela, de início, o boicotava de todas as maneiras, pegava a bicicleta rosa e fechava o caminho para ele não passar no corredor onde daria no jardim só dela. Depois de fazê-lo, algo dizia que estava errada, mas continuava, pois não poderia perder o reinado. Por vezes pensava brincadeira para os dois, mas era orgulhosa demais para deixar o menino de dois anos brincar com ela.

Dessas vezes ela não era a menina que queria ser. Mas ela estava aprendendo a lidar com o ciúme, com o dividir atenção, com o dividir a própria vida. Ela não sabia dividir, foi ele quem ensinou. Ela teve até de dividir a festa de aniversário! E foi nesse dia, fazendo 5 anos e ele 3, que de vez ela aprendeu a humildade de se ser: em um momento, toda boba, ia pegando o grande presente da mão de uma convidada que chegava tarde, quando a mal-humorada moça respondeu rispidamente “não é pra você”. Mas como podia? A festa não era dela? Com a roupa rosa ridícula, depois de uns bons minutos refletindo ao som de ‘trem da alegria’, se deu conta que esse era o mundo agora, de dividir as coisas. E pensando bem, aquela tinha sido a melhor festa que tinha tido até ali.

Foi aí que se tornou a menina que queria ser... E mais, foi o primo que a fez sentir saudade pela primeira vez. Ele não foi só o primeiro a dividir as brincadeiras com ela, mas também primeiro a ser levado para longe, assim, sem explicação. Ela escondeu a espada de He-Man amarela de plástico que era a predileta dele para ver se ele viria buscar. A espada ficava sempre do lado enquanto brincava com as bonecas, com as pedras, com as plantas, com qualquer coisa.

E ela sentiu saudade.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Gostaria de saber desenhar assim...

Dos Hemanas - Renoir

...Alguém me dá isso de presente de aniversário?


Se meu futuro é com arte, passar horas divagando sobre um quadro assim, eu não sei. Mas sei que se fizer isso da vida não ficarei triste.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O dia em que ela não quis sorrir


Ela não era de traquinagens, de quebrar perna, braço ou cabeça. Mas no pensamento mirabolava as coisas mais inverossímeis só pelo prazer de pensar as coisas diferentes. Foi assim que, em um belo dia indo no parque com família, ela resolveu não sorrir.
Papai e mamãe tiravam, corujas, fotos sem parar da menina com aquele bocão aberto, bocão que ela achava que se fizesse não estaria sorrindo, apesar da vontade incontrolável de fazê-lo. Ela abria mais o bocão quanto mais estava se divertindo. Por boa parte da noite achou que enganava o mundo inteiro com uma falsa reação de indiferença e o disfarce da boa aberta. Contudo, na hora de deslizar no tal tobogã ela resolveu deixar a falta de sorriso pra lá, se libertar das botas ortopédicas e junto com papai deslizar tobogã abaixo, com muito sorriso. Pena que dessa parte não tiraram foto, foi o momento em que a menina viu que não viveria nunca sem sorrir.
Desde pequena ela aprendeu a ser flexível nas suas resoluções. Não te digo, ela eu sempre quis ser.

domingo, 19 de agosto de 2007

da lembrança mais alta

Ela era a menina que sempre quis ser.

Banho de balde, alegria, vovó, plantas da vovó, pedras, terra, pipa, bolas-de-gude, Dolly Cat, Cigarrinha Feliz, Água Branca, Vitória (a galinha), Romário (o galo), Feinha (a outra galinha), queda da escada, espada do He-man, primo, Lela, mangueira, goiabeira, cana-de-açúcar, muro alto, jorge luís, 'escatabuft', adoleta, zerinho ou um, pique alto, pique parede, pique esconde, pique cola americano, Quinta da Boa Vista, Turma da Mônica, empadão, catequese, piscina, Realengo, pracinha, Brisa, alagamento, trovão.

Ela era menina que só ficava dentro de casa, não brincava com todo mundo não. O mundo dela bastava, mas quanto ia pro mundo dos outros... Fazia correnteza.

Que saudade dela.

sábado, 18 de agosto de 2007

Só um mês

Falta um mês para meu aniversário e, em outros tempos, essa data me causaria excitação e ansiedade com o pensamento na idade seguinte. Contudo, tem horas que não se espera idade, ela vem. E é assim que tem de ser... vem turbilhão de idade, de faculdade, de dificuldade, (i)maturidade e de falta de identidade.

Sabe-se lá o que estou sendo. Sinceramente, me perco entre o agora e o depois. Será que não gosto de muita coisa que digo amar? Eu fico nisso, tempo todo ultimamente. É coisa da idade... Não, é coisa do momento, da transição toda de ser aleatório pra ser adulto. Eu acho né. Nenhum especialista conversou comigo sobre mim. E nem quero.

Fico no quarto o tempo todo, não tenho mto orgulho disso. Mas o quarto é meu habitat natural. Não pertenço mais (que batido) a esse mundo aqui à minha volta. Não pertenço. Não quero. Não quero pertencer. Sou de outra onda, outra batida, outro carnaval... Sou da sonoridade leve, sozinha, mas feliz.

Vinte e dois nunca pareceram mais libertadores. Fico pensando já no 32... e depois 42... e 52... A vida passa rápido a partir daí. E agora o que mais faço é não pertencer à minha idade, à minha vida, ao meu convívio. Acho que vou perecer de tanta angústia de não poder, com vinte e dois, tomar fôlego, coragem, rufar o peito e... Ao infinito e além!

Só um mês....

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

o bombom

Tenho experimentado um mundo novo desde meio de julho. Ser chamada de ‘professora’, alvo de toda e completa atenção, vista como ‘mais velha’, responsável pelo aprendizado alheio. Uma coleção de sensações que culminou com meu primeiro presente de aluno.

Sim, eu sonhava em ser respeitada, que eles gostassem da minha aula a ponto de quererem me agradar com sua atenção, até mesmo com um docinho. Contudo, não pensei que seria tão rápido. E foi hoje, dia 9 de agosto, que ganho o doce de Nathália.

Chego mais cedo ao Mudes, vejo que ela já está na sala me esperando. Então sem muita demora me encaminho para o início da aula. Então ela tira da bolsa um bombom em forma de coração embrulhado em papel vermelho e diz ‘olha professora, pra você’. Fiquei surpresa, sem reação... Peguei o bombom com cara de toda-boba-feliz-da-vida-mesmo em um breve momento sublime da minha existência.

Alguém pode dizer ‘mas essa daí se contenta com pouco’. Esse alguém não sabe o que um bombom custa pra aquela criança, deixar de comê-lo pra dar pra professora de português (que nem nota dá, então não é por interesse). Fiquei tão encantada... (sem contar no encanto que são meus alunos novos – apesar de alguns muito barulhentos – que retratarei numa outra postagem aleatória, afinal o bombom de Nathália merece um posto só pra ele).

E há quem diga que dar aula não dá dinheiro. Com atos desses quanto vou economizar com o plano de saúde...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Nós temos inglês de Portugal

Refletindo o papel do estudioso de Inglês, fico pensando como muitos professores se lançam à bestialidade de verem a língua como somente moeda (ensino inglês pq dá dinheiro), como status (falo inglês pq é a língua chique), enfim, inglês pra colonizador ver. Isso foi tratado na primeira aula de Inglês VII (que deu mto o q falar pelo regime ditatorial), sobre o inglês para ir para Miame comprar Rayban.

São esses professorezinhos que ganham salário para comprar roupa de grife (nada contra as grifes, mas elite intelectual gastar dinheiro só com isso?!), ao invés de investir mais solidamente em algo que vai te deixar verdadeiramente livre, a educação. Já as roupinhas vão te aprisionar sempre a cada seis meses com uma nova massada de novas ‘tendências’ deixando absolutamente obsoleto o caríssimo guarda-roupa (inclusive o pretinho básico). Ao invés de usar a língua como bandeira da heterogeneidade, a usam como reprodutora da hegemonia nortista. Pessoas que não aceitam SER mestiças e estarem num país mestiço, negro de se ver.

O aprender inglês não quer dizer baixar cabeça para o imperialismo não, ao contrário, cada um que aprende o inglês comprova que a língua é do mundo e não do tal ‘falante nativo’. Esse mesmo falante nativo que até quando dá aulas de merda é o preferidinho dos cursos de inglês. Tudo isso parte daquela atitude dos professores-imbecializados que não deveriam nem ter perdido seu tempo em alguma graduação.

Creio que é essencial que se inspire na classe a criticidade, a reflexão e o incomodo de pensar não só pedagogices de como se ensinar, mas também em como usar a língua como ferramenta de transformação, pensando no nosso umbigo, cidadãos de terceiro mundo. Chega de adoração barata a qualquer porcaria de lá, querendo falar inglês só pq todo mundo fala, para entender a letra da Madonna, ou só apra um dia visitar NY e comprar uma canequinha ‘I heart NY’ e achar que chegou ao ápice da existência.

Língua também pode ser libertação! E o inglês não é do colonizador não, é nosso também, daqui!

sábado, 4 de agosto de 2007

Divina comédia humana

Te amo, te odeio, tudo junto assim... Que coisa mais clichê, mais cafona, mais do mesmo lugar comum. Mas é assim que me sinto com vc aí, eu aqui... nós despetalados pelos detalhes tão pequenos de nós dois. Se não fosse o suficiente, vc briga, faz pirraça, provoca, mostra língua; eu te digo pra não fazer, vc me chama de demodê. Ah, tenho gosto por nos ver assim, demasiadamente humanos, infantis, anormais, adoráveis e indomáveis.

É a divina comédia humana.



Divina Comédia Humana
por Belchior
Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um
encontro casual
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa
sensual
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão morando na
filosofia
Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno
Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de
dizer não eu canto

tudo outra vez

Início de semestre, momento de descumprir todas as promessas feitas no final do semestre passado. Mal começou e fico pensando no sufoco que é sempre o fim (agora que se aproxima o Grande fim), sendo necessário no início o adiantar de leituras, de trabalhos megalomaníacos e de pesquisas impreteríveis. Agora com adicional, a responsabilidade de aulas e planejamentos.

Já sei que no final vou terminar fazendo a promessa do chocolate novamente; começar me apaixonando por sintaxe e em seguida enlouquecendo; ficar com leituras acumuladas pra última hora; com trabalhos de véspera pra fazer no sufoco da meia noite... Resumindo, o mais do mesmo da rotina nossa de estudantes universitários de cada dia.

Começará nesse agosto a contagem de um ano pra terminar tudo. Terminar o que tava tomando gosto de vez de se começar agora. Terminar com vontade de começar novamente. Duvido que seja só eu que tenha vontade essa. Duvido que só eu que vá lamentar muito depois por ter terminado tudo. Ah, eu duvido... Agosto.

---

Boa pedida: música do Belchior, Tudo outra vez.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Leo & Bia




"Qualquer maneira de amar valia...
E Leo e Bia souberam amar"
(...)
como se não fosse tão longe...
(...)
como castelos nascem dos sonhos
pra no real achar seu lugar"

tempos "pan pan pan pan"

Tempos de Pan, tempos de quebrar barreiras e recordes. A cidade fantasiada de Pan por dentro e por fora, com policiais nas ruas, bandeiras do Brasil, expectativa de medalhas (de ouro) por todas as partes. O Pan trouxe turismo, lucro pra comerciantes e prostitutas que disputavam os gringos a tapa. Nem tão a tapa, afinal os atletas mexicanos de vôlei estavam dando maior sopa por Copacabana, dando piscadelas para as mocinhas da pista, todos se querendo (e jogando mal pra caramba).

Mas o clima da cidade maravilhosa tava bueno, até que uma frente fria trouxe chuva, desconforto, frio... Imagina quem tava dormindo pelas esquinas da cidade como não devem ter chiado, os atletas indo competir então, nem se fale. E os turistas, improvisaram capinhas de chuva, deram seu jeito para não perder a festa Pan-carioca.

Da minha parte, adorei observar tudo. Praça das medalhas sempre cheia, jogos emocionantes no telão, shows de rock lotados e de música brasileira nem tanto. Confraternização do povo com o pessoal que não é tããão ‘povo’ assim naquele cenário de orla de Copacabana que de fato não existe, as coisas ali são uma realidade que está longe do Rio-real-de-ser. Mas vamos e convenhamos, estamos todos de férias, realidade pra quê?

ps: todos de férias, vírgula, trabalho eu!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Situação Decisiva (continuação)

- Não é algo só físico. Você é um fofo. Foi inevitável sentir algo por você.
(risadas)
- Eu sou um fofo?
- Simplesmente gosto de você. E tenho vontade de falar contigo mais do que com qualquer outra pessoa. Fico pensando em como está, em quando vou vê-lo novamente, em te fazer bem… E são pensamentos de momento todo, não de momento só.
(silêncio)
- Olha, não quero te magoar...
- Tá bom, não completa, a gente fica por aqui.
- Não deixa eu falar, é que não quer perder sua amizade com seja lá o que possa acontecer.
- Minha amizade você terá. Mas não quero beijos de brinde. Pague 1, leve 2, só xampu.


(em "Diálogos de alguma ficção")

grandes expectativas

Dia desses perguntaram pra mim o que quero da vida em termos amorosos assim. Com meu melhor olhar blasé soltei um suspiro e respondi que esperava o clichê todo aquele que conhecemos. Não convenci a audiência, por isso tive de explicar o ‘clichê todo aquele’, e foi nesse momento que descobri que não sabia que ‘clichê todo aquele’ me referia.

Quereria eu a relação meteórica, com muita paixão e arder das almas, distante de qualquer monotonia, super palpitante, contudo com prazo de validade? Ou aquela calma como as águas de um laguinho, cheia de ternura, e blá blá blás, bem bege assim? Mais ainda, aquela do imprevisível, da descoberta a todo o momento, cheio de altos e baixos, mas sempre tentando manter a força? Ou a relação cabo-de-guerra, cada um puxa pro seu lado, ninguém quer ceder, até q no final um cai?

Enfim, com seus prós e contras, cada tipo de relação não supera a surpresa de se esperar o que virá no virar da página. Isso sim me é interessante, essencial: o inusitado de tudo. Que seja clichê, que seja brega, que seja tudo aquilo, ou nada aquilo, mas minhas grandes expectativas estão voltadas pras sensações novas que isso poderá trazer. Até que a primeira briga, melhor amiga, intriga, seja lá o que for, nos separe. Ou não.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Situação decisiva

- Olha, podemos discutir relação?
- Sim...
- Então... Pra onde você acha que estamos indo?
- Em que sentido?
- Da relação... Você acha que acabou?
- Isso depende... Depende dos dois lados. Se assim quisermos, seria o fim.
- E o que você sente... É só físico ou algo mais?
- Não complica...
- Estou perguntando, pô!
- Físico... E você?
- Um pouco dos dois.
- Nesse caso, deixa eu confessar algo...

(em "Diálogos de alguma ficção")

suspiros

Esse pessoal saudosista por natureza tem saudade da sombra que foi ontem. Tem saudade do pôr-do-sol aquele de 5 anos atrás, mesmo podendo ter agora mais bonitos. Não se contenta com o chocolate, bala, traquinagem de hoje, diz que antigamente infância era melhor e mais divertida.

Gosto de focalizar o presente, no entantoo o saudosismo sempre salta aos meus olhos com imagens daquele passado que já foi, que não será mais... Contudo, bem que poderia ser, fico pensando. Meu saudosismo chega ao ponto de ter saudade da faculdade que ainda não terminou, da cidade que ainda moro, da vida que solteira que parece que não se configurará diferente pelos próximos tempos... Saudade da música do momento que não escuto há mais de 2h, de papai e mamãe que me largaram pra mim mesma.

Dia desses, sentada num canto dessa cidade de concreto, via os carros passando de supetão, todos juntos, sirenes tocando, buzinas bramindo, a melhor companhia do mundo naquele momento, poluição (sim, quem disse que dá pra viver sem ela) e aquela sensação de ‘puxa, que saudade disso tudo’. Acho que só tem uma explicação... Nasci pra suspiros.

domingo, 15 de julho de 2007

I see you... you see me

Looks like it happened again!


Descobri essa música esse final de semana por indicação de uma nova amiga e... "Darling when I see you, I see me". Não é meiguinha;)
E o clip, a menina zuretinha, totalmente aleatória, perecendo do coração...

sábado, 14 de julho de 2007

Rio cultural

Mês de julho é mês de Rio Cultural. Nada de viajar pelo brasil a fora, as férias são para dedicação total para cultura útil ou não dos espaçoes culturais, teatros e cinemas cariocas, afinal não é qqer cidade que mesmo em uma greve cultural (?) tem milhões de opções e com grande qualidade.


A pedida de todo dia será, claro, o CCBB (Espaço Cultural Banco do Brasil). Com uma programação diversificada com exposições, amostras cinematográficas, musicais e peças de qualidade, nos cativam desde o primeiro dia do mês até o último. Também não podemos deixar de lado o fascinante Odeon BR e seu clima de Belle Epoque carioca, além de espaços culturais dos correios, da caixa e a casa frança-brasil. Um tour pelos cinemas alternativos da zona sul tb se faz necessário... Botafogo se destaca nessa modalidade. Estou vendo que meu Pan será de sala em sala. Menos mal.

Com tanta coisa no mundo, às vezes é bom se voltar para o que está perto, para o q vem de dentro, para o que é daqui do lado. Não custa admirar a beleza da cidade com o céu mais bonito. Tá, a passagem é cara... Mas a recompensa será boa, tenho fé. Serei a espectadora autista de coisas aleatórias por aí. Gostei do novo título.;)

Nathália

O nome dela é Nathália. Tem olhos e cabelos castanhos e é negra. Nunca ouviu falar da cor 'amarelo queimado', mas sabe de 'azul piscina'. Ela sempre confunde o 'mas' com o 'mais'. Tem 2 irmãs: uma de 28, com três filhas, e outra de 8 anos. Ela tem apenas 11 anos, fará 12 em breve. Tem covinhas nas bochechas e disse que não sabe de 'composto' e 'derivado'. Eu disse que ela lê muito bem. Ela lê muito bem. Reescreveu o parágrafo pq pedi. Circulou os adjetivos de rosa... A ponta da lapiseira quebrava toda hora. Troca 'd' e 't', 'f' e 'v'. Seu nome é Nathália, negra, que diz ser uma menina boa que mora com o pai, a mãe e as irmãs... Mais um cachorro e um rãmister. Minha primeira aluna, buscava reforço nas férias. Nathália que mora na 'Rua Alegria'.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A cena do beijo

- E se eu largasse tudo por você?
- Tudo o que? Sua casa, sua esposa, seus três filhos, seu emprego milionário?
(risadas)
- Está bem, não tenho nada disso... Mas você entendeu, se eu largasse tudo por você, pra ficar contigo?
(silêncio)
- Eu te daria um beijo...
- Eu falo sério... hipoteticamente sério!
- Falo sério também... Olha aqui o beijo!
(o beijo)
- Vc não acredita...
- Não é qualquer beijo, é um beijo na chuva!


(em "diálogos de alguma ficção")

Pan... do Brasil?

Por um golpe do acaso, ligo a tv para testar um cd e quando vejo está começando a cerimônia do Pan no maracanã. Resolvi não dar uma de sem graça, e ao invés de virar a cara sem dó nem piedade fui espionar o que tinha de bom, e principalmente a entrada da delegação de São Vicente alguma coisa na qual a Isis (recém chegada de terras distantes) estaria encarregada de tal delegação.

Da cerimônia de abertura tenho a comentar q foi um misto de carnaval fora de época com criança esperança, tendo como melhores partes o momento em que tocou Villa Lobos e Céu encantando todos. Por alguns segundos até pensei ‘poxa, não custava nada ter ido’, mas quando vi o início do Jornal Nacional falando de mais de meia hora de espera pra entrar no maracanã (todo fantasiado de pan e que não é o Engenhão!), desisti do arrependimento instantaneamente.

Essas coisas de esporte mexem comigo. Me sinto tão... brasileira. E hoje vendo a abertura me senti tão... carioca. E falando em ‘carioca’, o presidente foi sabotado? Sei q foi vaiado... E não discordo de todo, afinal ficou o governo federal, estadual e municipal batendo cabeça por séculos... e quase q não saia obras infinitas do pan. César Maia, aplaudido, o maluquinho narcisista está fazendo história.

No mais, negligenciaram São Vicente e alguma coisa pra passar comerciais. Globo, sempre globo. Galvão falando de sua história de espectador do primeiro pan no brasil, priceless... Oh vida, por essas preferia esperar mais de meia hora pra entrar no maracanã fantasiado de pan.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Divagações sobre a felicidade

- E vc tá feliz?
- Como assim?(risadas)
- Não liga, eu pergunto isso pra todo mundo. Deixa perguntar direito, vc se considera feliz?
- Sim sim, problemas todos temos mas eu me considero feliz sim.
- E vc se sente feliz nesse momento? Com os últimos acontecimentos e tal?
- Sim, me sinto feliz... me sinto satisfeito.
- Vc se sente feliz comigo?


(em "diálogos de alguma ficção")

domingo, 8 de julho de 2007

Alguns momentos dos melhores...


Mascote de Letras, Pretinha rules!


aren't they beautiful?


comida, comida!



zi voltou... e o sorriso todo.


Eu vejo flores em você:)

Dos dias mais felizes da vida




Não sei quais são os critérios básicos para se viver os dias mais felizes da vida; nem ao menos sei se os tais dias já passaram ou se estão por vir. O que posso inferir sobre o assunto é que já tenho grandes candidatos para o ‘cargo’. Dentre eles estão os dias da semana passada, mais especificamente o dia 06/07 em que não só um picnic foi realizado entre a turma LEJ, mas milhares de pequenas coisas se encaixaram definitivamente no seu lugar.

Certa vez duvidei do tamanho do preenchimento de uma amizade na minha vida. O que quero dizer é que pensei, amigos são muito bons, mas não sanam nossas angústias mais íntimas, nem nos ajudam tanto a sana-las, coisa do tipo, como ‘vão e voltam’ e nunca ficam de fato. Eu deveria ser severamente repreendida por esse pueril pensamento, afinal Deus (da beleza, da vida, da natureza toda), vem me mostrando que bem ao contrário do que pensava são os tais ‘amigos’ os únicos habilitados a aplacar as dores da alma.

Sendo assim, dia 06/07 foi o dia em que fizemos nossa reunião e comemoração de 2 anos e meio juntos, com direito a visita ilustríssima de convidados especiais: Isis da zoropa e Fabrício de far far away. Ademais, tivemos a turma praticamente toda (só a Jubs não deu o ar da graça), brincando, comendo, cantando (if you like pina coladas), saltitando na relva entre faculdade de letras e reitoria (olha a ocupação hein!). Indescritível a sensação de GRUPO, de UNIDADE, de EU TE GOSTO TANTO. Claro, do grupo grande se tem os grupos menores, das pessoas mais íntimas. Mas é estranho como o grupo grande todo é melhor amigo sem inveja (todo mundo torcendo mto pro outro no Brasas – again!, no CLAC, nos PORTs da vida), sem ressentimento (perdão é mto bem empregado entre os nossos), com mto carinho (os cumprimentos nossos de cada dia que o diga!), com respeito e um ‘quê’ de saudosismo que já começa a adentrar nos sentimentos do grupo.

Creio que deva ter algo de destino funcionando nessa vida, ou é Deus dando provas de ‘oh, Eu existo mesmo viu?!’, pois não há outra explicação para que caísse justo com aquela turma. Deus pensou ‘tá bom, ela é uma boa menina, merece ter um oásis na terra’, e me deu justo ‘quens’ de presente... Eles todos. São meus, todos meus. E são meu motivo para que nunca nunca deixe de vir ao Rio.

Eles são o arco-íris cheios de energia, o algodão doce da pracinha, a brisa de verão que traz a sensação de bem-estar. E esse post é só pra dizer que me descobri neles... me descobri de mim mesma. Me descobri com saia rodada e no quase-sem-querer de tudo. Me descobri carioca de coração, do coração deles. Sou mais eu pq sou...

Obrigada Papai do Céu! :)

quinta-feira, 5 de julho de 2007

domingo, 1 de julho de 2007


Yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos
van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron,
con sus palidos reflejos,
hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso,
siempre se vuelve al primer amor.
La quieta calle donde el eco dijo:
"Tuya es su vida, tuyo es su querer!"
Bajo el burlon mirar de las estrellas
que con indiferencia hoy me van volver.

Volver,
con la frente marchita,
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir,
que es un soplo la vida.
que veinte años no es nada,
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir,
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo,
que lloro otra vez.

Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que, pobladas de recuerdos,
encadenan mi soñar.

Pero el viajero que huye
tarde or temprano detiene su andar.
Y aunque el olvido,
que todo destruye,
haya matado mi vieja ilusion,
guardo escondida un esperanza humilde,
que es toda la fortuna de mi corazon.
Carlos Gardel y Alfredo Le Pera
(Volver)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

no ritmo...

da dança... simplesmente viciante.
Duvida?



Abba - Dancing Queen

You can dance, you can jive, having the time of your life
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen

Friday night and the lights are low
Looking out for the place to go
Where they play the right music, getting in the swing
You come in to look for a king
Anybody could be that guy
Night is young and the music’s high
With a bit of rock music, everything is fine
You’re in the mood for a dance
And when you get the chance...

You are the dancing queen, young and sweet, only seventeen
Dancing queen, feel the beat from the tambourine
You can dance, you can jive, having the time of your life
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen

You’re a teaser, you turn ’em on
Leave them burning and then you’re gone
Looking out for another, anyone will do
You’re in the mood for a dance
And when you get the chance...

You are the dancing queen, young and sweet, only seventeen
Dancing queen, feel the beat from the tambourine
You can dance, you can jive, having the time of your life
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Já tá acabando!



Dentre os compromissos da semana, a provinha de sintaxe.
Teve dar forma e função sintática dos argumentos internos, falar sobre concordância e ordem, só coisa divertida.

Me esbaldei na história de conceituar o que é sujeito. Disse tudo o que não era: não poderia ser como a gramática diz, sobre o fala o predicado, por conta da estrutura de tópico (Doce de abóbora, eu gosto muito - sujeito:eu, assunto: doce de abóbora); não poderia ser argumento externo, pois os verbos inacusativos o sujeito fica como argumento interno (acho q é isso), como no caso: Acabou o assunto; não poderia ser com o que concorda o verbo, pois têm estruturas como "Havia várias coisas envolvidas". Então, o que é sujeito?

Na prova 3ª prova eu respondo. Ou não.

terça-feira, 26 de junho de 2007

últimos suspiros da fahculdade de educação

Um dia bucólico esse, com certo clima de despedida na Faculdade de Educação. O povo fala, fala mal... Mas ah, bate o coraçãozinho no ‘fim’. Era último dia de aula de psicologia da educação, filosofia e sociologia terminam de vez na 5ªf.

O prédio antigo, rangendo, mas mesmo assim imponente; o teto alto com as lâmpadas penduradas parecendo q vai cair (não é erro de concordância, é o teto mesmo que pode cair); os gatos pousando pelos tetos dos carros; as velhinhas na piscina; as escadas intermináveis; as personas mais que aleatórias; o estilo educação-física-de-vida... São algos, imagens, o sereno da manhã que ficarão mais marcados do que se pensava inicialmente. Que pieguice! (nota-se que pulei a parte das aulas, sem comentários.)

Fui na livraria do Riosul (o shopping eternamente em obra) hoje, adivinhem o que pulou à minha mão? Wuthering Heigths e Dorian Gray. Agora tenho eles só pra mim, e por um ótimo preço.

Agora vamos, vamos estudar pra sintaxe, afinal o céu pode ser o limite, mas o inferno está bem mais próximo.

domingo, 24 de junho de 2007

dos escorregões do estado do rio...

O Fabio me mandou esse link e não pude resistir em colocar aqui.

A minha predileta foi essa:

dos ventos uivantes...

Hoje foi dia de morros de ventos uivantes. Fui arrebata ao lado gótico de Heathcliff e Catherine. A princípio o tal ‘inspiração’ se negava a aparecer. Contudo, não deu muito tempo para que fosse tomada por uma diretriz e a seguisse firmemente, tendo de me segurar no corrimão para não ir além.

Meu carinho por Heathcliff é maior ainda. Meu desprezo pela leviana Catherine é menos acentuado. A história, arrebatadora.

Amor assim existe? Às vezes parece que só existe vingança.

sábado, 23 de junho de 2007

sobre reitorias ocupadas


Ao ver a notícia de que a reitoria da USP foi desocupada pelos estudantes, me vejo aqui a na obrigação de pautar meus pensamentos sobre o assunto enquanto a ‘revolta’ transcorria.

A primeira coisa: temor. Greve. Sim, eu tenho uma formatura em 2008/02 e, fora Port V, nada mais poderá ameaçá-la. A ocupação da reitoria da USP gerou muita repercussão por aqui, panelaço de estudantes, ocupação por um dia da reitoria, e as eventuais passeatas pra frente da reitoria pelo bandejão (que sairá daqui a uns 30 anos, só pode).

Depois do medo, veio a vontade de saber ‘mas que diabos está acontecendo’. Afinal, pela pintura dada ao caso pelo digníssimo jornal O Globo, os estudantes eram uns depredadores baratos que lutavam por uma autonomia absurda e ponto. Pesquisando na internet vários jornais, medindo o que cada um falava, me descobri numa inebriante simpatia pelo movimento. A bandeira não era só pela autonomia (que não é pouca coisa), mas também por aqueles itens que deveriam ser de fábrica qdo se entra numa universidade federal, tais como o tal alojamento suficiente.

Não satisfeita, fui no youtube (pelo link de uma das reportagens) e me deparei com a parte mais fascinante da pesquisa. Não falo dos vídeos at all! Mas dos comentários... Imaginem a riqueza do imprevisível, os comentários me surpreenderam pra além-mar e pela primeira (e única vez até agora), passei horas no youtube simplesmente olhando comentários.

A questão toda era expectativa... eu esperava ter lá uns contras, outros a favor, mas com certeza a maioria apoiando, claro. Ledo engano da ingênua aqui, afinal o recalque de não se entrar numa federal bateu forte e todo material daria uma maravilhosa análise do discurso.

Chamavam os participantes de ‘filhinhos de papai’, de gente que não tem o que fazer, que fica mamando no dinheiro público e ainda reclama, ‘estamos sustentando vcs’, depredadores de prédio... Bem, fiquemos só com esses adjetivos. Pensei imediatamente “mas que diabos ta acontecendo com esse povo?”. Simples, presumi em seguida, todos estavam impregnadas com ‘rede-glogo-pensamento-de-vida’. Não era simplesmente ‘não concordo ideologicamente com o que vocês fazem’, era pejorativamente uma repudia que chegava a ser desnecessária. Os cães de briga do governo.

Agora pensando nisso lembro de certo amigo que sempre diz que somos todos muito passivos. Além de sermos passivos, compramos briga por uma idéia que não nos beneficia simplesmente por introjetar as idéias ‘senso comum’ que nos vendem na mais deslavada cara de verdade absoluta.

Fiquei feliz pela ocupação da USP, creio que o movimento foi coerente e se faz necessário no mar de passividade, o que não quer dizer partir pra violência, pois o maior trunfo deles foi de modo algum entrar em choque com polícia, coisa do tipo. Eu já sinto mudar muitas coisas no meu meio universitário, é sensível todo povo querer discutir as causas do caos todo, se indignar, tomar posição. Eu mesminha no final até pensei que não seria o fim do mundo atrasar um pouquinho a colação (ok, mas essa idéia passou como um flash e esvaeceu!).

Eu sei bater porta também.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Ai, filosofia da educação...

Hoje foi a apresentação do trabalho de filosofia. A idéia era fazer um ‘experimento’ com imagens, algo diferente. Bem, tendo uma semana pra esquematiza tudo, propus que fizéssemos uma curadoria como do professor Bruno Lages (ele revolucionou a vida de todo mundo de aula), com a idéia de ‘guiar’ a compreensão da leitura de um poema/conto/romance. Fui dando a idéia logo: podemos trabalhar com Blake!

A idéia era primeiramente mostrar figuras (que tivessem relação com poema) para que eles livremente associassem uma a outra; em seguida, olhariam o poema e cada um do grupo marcaria que palavras consideram chave para o entendimento e o porquê; daí já teríamos a idéia de lentes diferentes que seria trabalhada melhor na transparência com o poema, mostrando primeiro a imagem do poema com uma lente amarela (papel celofoni), com uma interpretação mais literal do poema (que foi o “the tyger”), em seguida uma interpretação mais aguçada, falando da questão da Revolução Industrial, outra lente, azul. Teria também nosso plano de aula que estava ao contrário, só poderia ser lido com um espelho, mostrando essa idéia de desconcerto, de visão diferente das coisas.

O caso é que foi tão legal a apresentação, eu super empolgada com o assunto (ai, literatura é meu pecado), todos trabalhando pra fazer inferências interessantes, no final trabalhamos com Walter Benjamin e um pouco de Kant. Fiquei feliz... E acabou o semestre de filosofia.


Adão e Eva, quadro por Blake.
Ela fazia a seguinte distinção entre Inferno e Paraíso: Inferno - instinto, ação, caos; e Paraíso - passivo, ordem. Uma combinação desses dois elementos que irão formar uma nova energia necessária para ser feliz.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

greve!

Vcs viram q ocuparam a reitoria da UFRJ?
Olha a moda...

da inspiração

Eu já tinha me esquecido do final do semestre passado, que além de ter de conciliar todos os trabalhos/provas/compromissos aleatórios inadiáveis/dentre outras coisas, tem de ser ter um espaço especial para a ‘inspiração’. Acontece que é de praxe (está virando, ao menos), o famoso Essay das literaturas, sendo esse semestre privilégio só da Literatura Inglesa.

É um caso sério ter tanta opção de tema e de livros (inúmeras confahbulações entre ‘great expectations’, ‘wuthering heights’ e ‘the picture of dorian gray’), escolho o livro justo pq vou trabalhar com ele na iniciação científica (‘vou trabalhar’ não, deveria estar pra lá de Bagdá trabalhando) e por ser livrinho do coração acima de tudo!!! (sim, estou falando de Wuthering Heights).

O que será q me dá, que me bole por dentro... Tive idéias fantásticas pras duas outras opções, mas bem no escolhido NADA flui! Fiquei de fazer esse trabalho desde o início do semestre, e até agora o único livro que não terminei foi justamente esse. Definitivamente os números não estão a meu favor, com ênfase no número da data de entrega, dia 25 próximo.

Grandes esperanças é o que tenho de que daqui pra frente ‘baixe’ sei-lá-que-inspiração-aleatória, e venham as idéias claras feito floquinhos de neve. Que a arte pela arte me encontre, e desse encontro, além de uma futura boa nota, saia uma tão esperada boa conjugação de pensamentos, do tipo do semestre passado que quando leio ainda hoje dá um gosto: “olha, fui eu quem fez”.

É a vaidade, Fábio, nessa vida...

Né?

quarta-feira, 13 de junho de 2007

piña coladas

Eu não pude segurar as risadas ao me deparar com esse vídeo-desenho feito da música 'If you like piña coladas'.

Se eu gosto? Eu gosto! :D



*cape: a piece of land jutting into the sea or some other large body of water.

terça-feira, 12 de junho de 2007

maquiagem

Olha só que curiosa essa reportagem do Estadão on-line hoje, falando sobre o Brasil que sai teoricamente da lista negra do trabalho escravo e da prostituição, isso por ser país 'amiguinho' do poderozo chefão. Acaba-se gerando então essa outra reportagem (também no Estadão), assegurando o caráter tendêncioso do julgamente americano para o critério do risco de tráfico humano e prostituição em uma escala de de 1 até 3, sendo que o Brasil passou da 'escala 2 alerta' para simplesmente 'escala 2'. Enquanto isso Cuba e Venezuela são tidos como escala 3. Curioso, não é?

Algo que poderia ser bom de fato para o Brasil é bom só pra imagem de plástico. O mundo inteiro vai continuar com preconceito contra nosso povo, achando que aqui prostituição é carreira q vem de berço e para os homens ser trabalhador escravo é quase certo nascendo pobre. Triste, triste maquiagem.

Aos namorados do Brasil

por Carlos Drummond de Andrade

Dai-me, Senhor, assistência técnica
para eu falar aos namorados do Brasil.
Será que namorado algum escuta alguém?
Adianta falar a namorados?
E será que tenho coisas a dizer-lhes
que eles não saibam, eles que transformam
a sabedoria universal em divino esquecimento?
Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa,
quando perdem os olhos
para toda paisagem ,
perdem os ouvidos
para toda melodia
e só vêem, só escutam
melodia e paisagem de sua própria fabricação?

Cegos, surdos, mudos - felizes! - são os namorados
enquanto namorados. Antes, depois
são gente como a gente, no pedestre dia-a-dia.
Mas quem foi namorado sabe que outra vez
voltará à sublime invalidez
que é signo de perfeição interior.
Namorado é o ser fora do tempo,
fora de obrigação e CPF,
ISS, IFP, PASEP,INPS.


Os códigos, desarmados, retrocedem
de sua porta, as multas envergonham-se
de alvejá-lo, as guerras, os tratados
internacionais encolhem o rabo
diante dele, em volta dele. O tempo,
afiando sem pausa a sua foice,
espera que o namorado desnamore
para sempre.
Mas nascem todo dia namorados
novos, renovados, inovantes,
e ninguém ganha ou perde essa batalha.

Pois namorar é destino dos humanos,
destino que regula
nossa dor, nossa doação, nosso inferno gozoso.
E quem vive, atenção:
cumpra sua obrigação de namorar,
sob pena de viver apenas na aparência.
De ser o seu cadáver itinerante.
De não ser. De estar, e nem estar.


O problema, Senhor, é como aprender, como exercer
a arte de namorar, que audiovisual nenhum ensina,
e vai além de toda universidade.
Quem aprendeu não ensina. Quem ensina não sabe.
E o namorado só aprende, sem sentir que aprendeu,
por obra e graça de sua namorada.


A mulher antes e depois da Bíblia
é pois enciclopédia natural
ciência infusa, inconciente, infensa a testes,
fulgurante no simples manifestar-se, chegado o momento.
Há que aprender com as mulheres
as finezas finíssimas do namoro.
O homem nasce ignorante, vive ignorante, às vezes morre
três vezes ignorante de seu coração
e da maneira de usá-lo.

Só a mulher (como explicar?)
entende certas coisas
que não são para entender. São para aspirar
como essência, ou nem assim. Elas aspiram
o segredo do mundo.

Há homens que se cansam depressa de namorar,
outros que são infiéis à namorada.
Pobre de quem não aprendeu direito,
ai de quem nunca estará maduro para aprender,
triste de quem não merecia, não merece namorar.


Pois namorar não é só juntar duas atrações
no velho estilo ou no moderno estilo,
com arrepios, murmúrios, silêncios,
caminhadas, jantares, gravações,
fins-de-semana, o carro à toda ou a 80,
lancha, piscina, dia-dos-namorados,
foto colorida, filme adoidado,,
rápido motel onde os espelhos
não guardam beijo e alma de ninguém.

Namorar é o sentido absoluto
que se esconde no gesto muito simples,
não intencional, nunca previsto,
e dá ao gesto a cor do amanhecer,
para ficar durando, perdurando,
som de cristal na concha
ou no infinito.


Namorar é além do beijo e da sintaxe,
não depende de estado ou condição.
Ser duplicado, ser complexo,
que em si mesmo se mira e se desdobra,
o namorado, a namorada
não são aquelas mesmas criaturas
que cruzamos na rua.
São outras, são estrelas remotíssimas,
fora de qualquer sistema ou situação.
A limitação terrestre, que os persegue,
tenta cobrar (inveja)
o terrível imposto de passagem:
"Depressa! Corre! Vai acabar! Vai fenecer!
Vai corromper-se tudo em flor esmigalhada
na sola dos sapatos..."
Ou senão:
"Desiste! Foge! Esquece!"
E os fracos esquecem. Os tímidos desistem.
Fogem os covardes.
Que importa? A cada hora nascem
outros namorados para a novidade
da antiga experiência.
E inauguram cada manhã
(namoramor)
o velho, velho mundo renovado.

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Graciosa essa poesia (além de longa), combinando com o dia ;)
E eu vou estudar pra minha prova de sintaxe amanhã!

*com direito a partes prediletas em negrito.

domingo, 10 de junho de 2007

da localização




Minha atual casa... Não é que acharam mesmo?! Parabéns ao detetive.
Lembro quando vim a primeirava vez pra essas bandas de São Gonçalo. Um misto de roça com cidade grande, algo que chama atenção daqueles que querem se livrar da intensa 'civilização' da grande capital.
Lembro da primeira vez que vi o quarto mobiliado, com internet o dia todo e um vazio do tamanho do pão-de-açúcar por estar distante de tudo mais uma vez.
Ninguém disse que ia ser fácil, mas a longo prazo alguma bonança veio (eu não fui atingida por nenhuma bala perdida e nem peguei dengue - ainda); o novo mundo se revelou a minha frente e agora... Agora, e agora José? Eu, o meu 'eu' lá de dentro, não tá sabendo se desvencilhar dele assim tão fácil. Deve ser pq está diretamente ligado ao mundo da faculdade.
Sei de uma coisa, a certeza que cresceu: a minha casa é onde está meu coração. Ele muda, a minha casa não. (Como na música Nômade do Skank).

sábado, 9 de junho de 2007

Escarafuncha

Para os fãs da escatologia, nada melhor do que meu querido ex-siso para promover o melhor espetáculo do gênero. A questão é que com sua saída, apesar de todos os cuidados, ficaram seqüelas não muito positivas, e a inchação de dias queria mesmo dizer é que uma infecção tomava conta da parte inferior esquerda (lá pro final) da minha boca.

A dentista, que supostamente tiraria os pontos, promoveu um espetáculo a la horrorshow, apertando o lado esquerdo da minha boca e narrando como saía um tal pus, e não era pouco. Pediu pra avisar mamãe que precisaria abrir os pontos, mexer lá tudo dentro novamente e depois fechar, com todo carinho. Avisei, e mostrei pra mamãe o tal pus. Mamãe ficou horrorizada, era um pus verde que inundava a parte de trás da boca. Fiquei curiosa, e ali mesmo na sala de espera tirei o espelhinho que Susan me deu para passa batom a qualquer hora do dia, e fui tentar ver por mim mesma. Não fui feliz na tentativa, em seguida a dentista me chamava com tudo preparado.

Ela era do tipo sisuda, séria até demais. Novinha ainda, contudo com um ar de competência e de ‘olha, eu sei o que estou fazendo’ que impunha muito respeito. O que tem de ser feito, será feito. Ela me tranqüiliza, pergunta como estou (e eu me limito a responder que estou bem). Conto a ela do meu último trauma com tirar pontos em que todas as tesouras estavam cegas e a tentativa repetitiva de tirar os pontos e não conseguirem me fez passar mal. Agora ela me chama de sortuda por ainda ter direito a anestesia.

Vamos começar, segure-se bem firme Fabíola porque a situação irá ficar mais apertada. Meu pensamento previa o inevitável: a parte mais fácil foi tirar os pontos antigos. O caso é que na medida em que ela mexia em um novo lugar, doía, então, mais anestesia! Depois de umas 6 aplicações o trabalho tinha de ser feito. Com dificuldade ela mexia lá no final da boca, pedindo pra que eu abrisse o máximo que podia, sendo que já estava aberto o máximo que eu conseguia. A luta de abrir mais a boca foi interminável. Mas a frase mais marcante da dentista foi pra moça que segurava o tubinho de aspirar: ‘pode aspirar ali, é só carninha mole’. Ok, leva toda a carne da minha boca... Mexa, escavaca, escarafuncha. Pegue a espátula essa e fique remexendo tudo lá dentro me causando uma sensação terrível de perda de alguma coisa, de coração acelerado e me fazendo contorcer inteira na cadeira.

Ela apertava, pressionava, limpava placa do dente ao lado, isso tudo com uma força de dar inveja a Sansão. Já faço uma teoria de que dentistas mulheres têm a tendência de se fiar que têm pouca força e assim colocam toda sua força e mais um pouco; já os homens parecem ter mais cuidado, pois sabem que precisam controlar a força que têm, mesmo o paciente estando com anestesia (é depois da anestesia a coisa fica divertida).

Ela ficou incomodada o tempo todo com minha capacidade de abrir mais a boca, mas tive de desaponta-la assim mesmo, pois os danos da tal infecção tinham chegado ao meu maxilar. Como castigo, veio a hora dos novos pontos... Com todo cuidado, ajeita a agulha e sinto passando na carne lentamente. O problema foi passar novamente a tal agulha. Escapou de todas as maneiras, foi a verdadeira rebelião! Eu ali, sentada e desolada com o fim daquela cena que não chegava, vendo uma agulha entortando cheia de sangue e até pedacinhos da mais tenra carne na minha frente.

Após todo espetáculo, finalmente chegou o momento de morder a gaze e ficar esperando um pouco na cadeira enquanto ela passa milhares de remédios dos mais sortidos. Eu fico pasma, inerte na cadeira, ainda me recuperando dos batimentos cardíacos acelerados que foram os maiores da minha vida até hoje (mesmo não tendo nenhum aparelho pra medir, o sentimento aquele...).

Paguei fisicamente todos meus pecados até aqui, vou pensar bem ao cometer os outros. De fato já até risquei da agenda os programados a curto prazo. O caso agora é descansar, continuar descansando e descansar mais um pouco até o próximo veredicto na segunda-feira.

Que assim seja!