sábado, 19 de setembro de 2009
Botecagem com o pessoall do trabalho. Uma verdadeira reunião informal que contou com a presença de poucos, porém o suficiente pra fazer a noite boa. Comecei abrindo o bar com Lívia e nosso mundo de segredos e reflexões, terminei fechando o bar com Bia e nosso mundo de histórias e aventuras. O noite terminou as 2:30 am!
Dos comentários engraçados, a minha amiga da secretária do trabalho levou a amiga dela, que comentou "A Fabíola gosta muito de sair", a minha amiga, me conhecendo, disse que não, entnão ela responde "Se ela não sai ela deve ter muita vontade de sair". AHAHA Não, eu não tenho muita vontade de sair pela noite, mas bem que gosto às vezes :D
Com esse dia vi que não só minha vida mudou muito, mas também eu mudei muito. Mais flexível, não deixando de lado algumas premissas. Todos tipo de festa posso ir, ou posso escolher simplesmente ficar em casa vendo filme (tem certas coisas que não mudam). Mas o principal é que não importa o que você faça, mas com QUEM vc faz determinada coisa.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
o 18 de setembro
Ao chegar na faculdade, tinha de terminar a pesquisa para apresentar as 14h. Logo encontro Sue e ficamos escutando Iggy Pop na salinha do clac. Depois de matar saudades da sereia, finalmente me concentrei no bendito trabalho e me dei de presente ele quase pronto. Reunião de orientação do clac, apresentação de trabalho, Isis e seu carinho. Logo uma ligação no 485, a surpresa "parabéns pra vc" em coro, era do trabalho!!! Aquele povo me deixa com sorrisão no rosto. Então, praia vermelha, rio sul, comida, jorge nelson perdido, e assim foi até chegar a hora da aula de Psicologia II.
Ligação do dia: Lívia Maria! Com a nossa cumplicidade peculiar (e invejável), aquela ligação se tornou bastante especial para minha noite (já que estava de tal forma cansada que não conseguia raciocinar direito). Ela e suas notícias bombásticas, e eu com minha chantagem emocional. Nos nós merecemos tremendamente.
Volta pra casa, onibus do meier que passa na praça XVI com JN e Ziziz. Barca que aumentou pra $2,80, volta no 515 vazio, uma música, um silêncio dentro de mim. Estava buscando uma palavra pra expressar aquela quantidade de energia, de vida, de partículas de felicidade que tinham passado por mim neste dia. Não saiu palavra, saiu uma pequena lágrima ao observar o quanto estou realizada este ano com os melhores amigos, os melhores trabalhos, os melhores amores, os melhores pais, os melhores dias.
Ai, minha vida! Agora tenho certeza que é MINHA.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
o limite
Não aguento mais pedagogisses e gramatiquices baratas. Quero o que me apetece mais em letras, o que me apetece mais desde que era pequenina. Senão, curso outra coisa, afinal sem literatura letras pra mim não tem motivo de sê-lo.
No meio tempo, me enrolo, não começo o que tenho de fazer, fico me martirizando com o dever não cumprido. E 18 é o limite de tudo, é quando algo de bom (ou útil) tem de ser apresentado. Só que não consigo parar de pensar que quero alguma outra coisa...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
esses dias de setembro me pegam de jeito
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Postagem educacional
Agenda complicadinha essa. Pesquisa pra entregar, amigos pra sair, aniversário pra pensar. O que eu sei é que setembro está voando...
E a programação teorica de aniversário é:
17 - blue man group com Tex e cia
18 - Aula e talvez lapa por uma horinha
20 - Saida em Nikiti em algum lugar de São Francisco pra celebrar com o povo do trabs.
21 - Reunião aconchegante em minha choupana com quitutes de mamãe, karaoke, e algum joquinho.
E eu ainda pensando em agosto, ou melhor, se me permitam o trocadinho, no desgosto de agosto.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009

As coisas podem não ser como se esperava. Os olhares podem não ser aqueles correspondidos, mas nós sabemos bem como contornar esses grandes questões de desentendimentos com a nossa própria vontade. Nos entregamos a pequenos prazeres do cotidiano, e num sorriso pequeno, mas significativo, buscamos seguir em frente e esquecer aquela sensação de se querer o que não se pode ter. Creio que sabemos bem enganar a nós mesmos, mesmo quando quase não resistimos cair no mesmo pecado que construirmos para nossa própria cilada. Vemos que a solidão não está em se estar sozinho, mas em estar cercado de tão pouco significado nas coisas simples, e aí vem a dor pequena de não achar graça na ternura que nos cerca de repente.
A procura é por uma coisa só, um momento só, um momento de profundidade e honestidade com a nossa alma. A luz que nos cerca de serenidade fica mais forte dentro da gente quando reconhecemos as bobagens que fizemos e, logo que imediatamente, nos perdoamos porque sabemos que errar pelo que acreditamos é totalmente válido, é sentimento bonito. Aí vem a poesia da procura, do outro que nunca virá, da nossa emoção que inunda a madrugada a procura de uma solução. Teremos de ir para Pasárgada, para Terra do Nunca, para algum lugar assim, que não existe para Sentir. O nós está cortado ao meio e não tem super-bond que cole, e todos nós sabemos bem quando isso acontece... O vidro partiu, e tudo que queremos é tempo para juntar os cacos de nossos próprios pensamentos.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Da cumplicidade
A cumplicidade que se cria em uma amizade nova é inestimável. Das antigas, tem um gosto doce que nunca enjoa, como chocolate. Sabe aquele sensação saber o que o outro quer, descobrir que se gosta das mesmas coisas, ou de dividir as coisas preferidas, o conhecimento, o sorriso. De rir das mesmas coisas, apesar de outros ao redor não achar graça, de criarem suas piadas internas, de nunca se chamarem daquilo que não gostam de serem chamados.
Um amigo chegou agora e me mostrou uma música no youtube. Era um canção urdo muito bela dentro de sua cultura. Eu fiquei curiosa e, apesar de nada entender, maravilhada. No entando, o que mais me maravilhou foi a singela frase que ele disse, que se sentia como me abrançando e chorando nos meus ombros. É uma intimidade inestimável. E eu só pude dizer: realmente eu estava muito triste hoje, apesar de não aparentar, e agora tenho motivo pra dormir feliz.
Em outro momento, a amiga que só quase que nos falamos exclusivamente pela internet me pergunta do final de semana, sabendo já o que eu tinha feito. E dividi aquilo que tava ali me incomodando. De certa forma, só queria ser escutada com profundidade. Só queria ser escutada com intensidade.
Outra questão da cumplicidade é quando você quer dividi-la muito com alguém. Ai, saudade de Lív Mary... Como queria vê-la e ter nossa conversa reflexiva costumeira. E sentir essa falta inexplicável de alguém preenchedor, afinal isso prova o quanto certas pessoas tem uma marca profunda em nossa existência.
Tudo que queria era me sentir melhor, como uma nuvem quando bate o sol.
domingo, 6 de setembro de 2009
Bonnie Tyler - Total Eclipse of the Heart
Esse é um dos filmes mais psicodélicos dos anos 80. È tanta informação visual, mas o que podemos inferir com certeza é que a prof sofreu 'aquela' decepção e começou a delirar na soneca do meio dia. Vai dizer que não...
sleeps with butterflies
Sempre gostei dessa música. No entanto, quando a escutava não entendia bem. Logo, prestei atenção maior para saber do que se tratava de fato, afinal não gostava daquilo que entendia. E então vi que essa era uma canção com uma letra bem free spirited do jeito que me apetece.
"I don't mind
I don't hold on
To the tail of your kite"
setembro
Quinta chegando 2h da manhã em casa. Sábado passando o dia fora. Feriado... Não sei quando terei o dia pra ficar em casa, de pernas pro ar, assistindo um filminho. Enfim, também não reclamo pq até no engarramento me divirto (com Isis). Sempre com as meninas, bem diferente de setembro passado, nuvem na minha existência. Agora sim, um setembro de verdade. Cheio, corrido, tendo que cortar eventos de tanta coisa que surge.
Isso é pra lembrar a mim mesma que quando tudo está perdido, tem sempre bar do meio!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
últimas notícias
Por enquanto, que eu saiba, é só.
Agora quero conferir as 'notícias' no youtube.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Finalmente acabou agosto...
Anos atrás falava que Neto perdia sua alma. Ano atrás fui eu. Agora não posso reclamar de solidão, não posso reclamar das minhas ocupações, não posso reclamar do meu sossego. Tenho minha pasárgada, finalmente. E ela é só minha. Minha e só. Deixa eu e o silêncio tomarmos conta de tudo. Deixa assim, porque tentar romper com esse equilibrio por mim imposto é romper comigo mesma.
Acabou agosto... Agora tenho de começar a pensar no Festival do Rio, em aniversários, picnics, clarice, toda sorte de amigos. Porque setembro é o tempo que menos penso em mim.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
dia especial
Relembrando a adolescência em São Chico, a amizade de Carol, as loucuras de Renan, inda de bicicleta pra escola com Tacyla,o clube do bolinha, Beto, Juli, Carol 'ne', Tibúrcio, João, Fernanda, Halan F, Dani, Paulo e... Gustavo.
Porque a idade de ouro tem de sempre ser relembrada.
domingo, 30 de agosto de 2009
29
Todas as professoras gostavam de nós dois juntos, tanto que certa vez discutimos relação em plena aula de direito (com a professora mais chata), e ela não nos chamou a mínima atenção. Ao contrário, ao final, me vendo sozinha na sala (porque ele havia saido na frente pra encontrar a menina dele), ela me pergunta se estávamos namorando. E eu, totalmente desconsertada, disse que não. Ela completa "vocês fazem um belo casal, deveriam estar juntos". Ao sair dali, encontrava ele com a moça que eu nao tinha coragem de dizer para ele largar para estar comigo.
Era muito orgulho para duas pessoas só. Se algum amigo nosso ficasse só conversando comigo, ele fechava a cara. Se ele ficasse de trela com as meninas do primeiro ano, eu fechava a cara. Contudo, ninguém assumia publicamente o tal sentimento. Mesmo com toda a problemática, ele foi a única pessoa que me visitou quando tive catapora (é, tive catapora com 15 anos), sem saber ao certo se ele tinha tido ou não, e ainda levou seu cd favorito e sua coleção de revistas do Spaw. Além disso, passou a frequentar meu bairro, o grupo de jovens da igreja, e com isso ele me conquistava inconscientemente.
Dia 17 de maio de 2002 descobri que me mudaria para Rio Grande no meio do ano. Foi aí que eu não pude mais negar pra mim mesma, eu queria estar com Ele. Desfiz o que tinha com o meu moço, no mesmo dia que ele desfez tudo com a moça dele, mas sem sabermos isso um do outro. Nossos amigos em comum tentavam apaziguar o moço e a moça largados na praça, enquanto nós dois pensávamos um no outro (e nem sabíamos).
Faltando um mês para que fosse embora, no dia do final da copa do mundo entre brasil e alemanha, finalmente, o primeiro beijo. Meio atrapalhado, meio tímido. Mas o primeiro beijo, e era 'nosso' beijo. Ele, educadamente diz "senta aí" e eu, mto docimente: "que foi, hein". Não acreditava em romantismo pra gente, mas romantimos é mera convenção quando se verdadeiramente gosta de alguém aos 15 anos.
A partir dali não nos importávamos com a opinião pública, com o tempo limitado que nos restava, o quanto nossos 'ex-pares' iriam nos odiar talvez por tal troca. O caso é que se alguma vez acreditei em destino, foi quando vivenciei cada momento, mesmo que raro, ao lado dele.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
de pesquisa, traição e um algo mais
Enquanto isso, vou escutando as últimas de casa. Meus pais discutindo quem trai mais, homem ou mulher. Dá pra ver o sexismo presente até nisso: mulher trai mais. Isso pq o homem que tem a fama de ser 'galinha'. Mas ah, mulher trai mais. 'Porque o homem é safado mesmo, faz porque é induzido pela mulher'. Tenho que rir e tentar a voltar minha concentração pro 'humor é coisa séria'.
Será que só eu vejo que a questão de trair ou não trair vai de cada ser humano e sua história e não de gênero: homem ou mulher. Aí minha irmã liga esbaforida dizendo que viu uma vizinha casada na escada com outro alguém. Primeiro, falta de criatividade: escada do próprio prédio. O que minha irmã fazia descendo pela escada... Quando o elevador está duvidável ela toma rota alternativa.
O principal da história toda é que, como dizia meu avô, cada um carrega sua cruz. Terei eu de enfrentar minha irresponsabilidade na sexta. A moça e sua escada terá de enfrentar a dela. E meus pais e suas questões as deles.
necessidade passageira
(Isso pra não ficar madrugando todas as noites assistindo FoxLife).
ai, minha vida!
domingo, 23 de agosto de 2009
little darling... here comes the sun
E foram tantos mundos visitados. O meu próprio cultivado com coisas bobas: musiquiinhas, leituras lights, poeminhas, tudo tão 'inho' e sutil. Uma amiga mostrou uma carta de amor que ela fez, e me deu uma saudade de escrever assim, por puro amor. Ou então, como nos meus tempos de adolescencia que escrevia carta de amor por encomenda :P (creio q eu quero mesmo é escrever, sem motivo algum. De preferência por bons motivos).
Isso é tão 'eu'. Comer cuz-cuz, cantar músicas alternativas, nao reparar que minha irmã pintou o cabelo, beijar papai e mamãe toda hora q vou na sala, escrever no trivialidades blog qdo estou inspiradinha só pra não esquecer...
funny little frog
mto fofo! E stuart dançando é uma graça. Um dos meus clips prediletos de Belle and Sebastian. (eqto isso vou enrolando pra começar a escrever a bendita pesquisa)
"I don't dare to think of you,
In a physical way,
And I don't know how you smell,
You are the cover of my magazine"
sábado, 22 de agosto de 2009
Alguém vai casar
O filho mais novo, que na época de criança gostava muito de ir lá na minha janela conversar comigo, apesar da pouca idade. Sempre brincava muito com as crianças na época, e Marcelinho, em especial, considerava como meu irmão mais novo. Certa vez, ao descobrir que gostava da música "Last Kiss" do Pearl Jam, ele trouxe a letra impressa para mim (claro, pediu ao irmão). Então adetrando o condomínio, depois de tempos sem vê-lo me diz que o irmão casa em outubro. Depois de confirmar que eu estaria na lista, me confessou agora mesmo, de forma sutil e surpreendente, que, naquele tempo, ele sonhava que eu me casaria com o irmão dele.
Alguém irá se casar...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
mp3 e alguns números a mais
Agora tenho 2 fios pra carregar o mp3; mas o esquecendo em casa, não tem serventia nenhuma ter dois fios! E como sinto, cade vez mais, a necessidade de tê-lo comigo. Ando até repensando um regime de mp3 por conta do vício que se vislumbra.
Vou escutar belle and sebastian. Esse bando de escocês me entende, ao menos.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Página em branco
Às vezes não há pedagogia da educação que salve. Minha mente um grande vazio a espera de ser preenchida com as bobagens que assisto (na tv). Mesmo assim são essas bobagens que unem ela a mim. Mas ela continua distante. Ela é sempre um desafio. E me faz sentir tão em branco, como a folha de sulfite que caiu bem aos meus pés perto da máquina de xerox.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
o segredo da madrugada
Aqueles pensamentos escondidos que guardamos, aquelas pessoas escondidas que guardamos dentro de nós mesmos, ou aqueles sentimentos que tentamos amenizar com boas desculpas furadas, o que fazemos com tudo isso?
E se não concordamos com o que é dito 'normal'? E se não queremos casar e ter filhos? E se não quisermos 'namoro'? Significaria isso não querer 'amar' e ser amado? E se a liberdade que nos atrai nos deixar cair em contradição ao primeiro ciúme, ao nos sentirmos tensos ao vermos que não somos o centro do mundo de ninguém? Por que será que na maioria das vezes os casos de amor atingem nossa vaidade e não o nosso coração?
Até onde vai o limite entre a fraternidade da amizade e a inclinação corpórea? Haveria amizade entre meninos e meninas na total pureza fraterna? Enganaríamos nós mesmo numa civilidade forjada em busca de nos acharmos superiores a instintos primitivos?
As questões da madrugada não param. E ao mesmo tempo é suficiente assoprar essa vela aqui (como no final do conto "Amor" da tia clarrice), e apagar as questões por agora, e ignorar todas essas questões ao decorrer do dia, ou do resto da vida.
Então terminarei com Oscar Wilde (na peça Salomé), uma frase que cruzei sem querer pela primeira vez e que me deixou com o que pensar:
"THE MYSTERY OF LOVE IS GREATER THAN THE MYSTERY OF DEATH"
domingo, 16 de agosto de 2009
dramas financeiro-religiosos
Igreja dá dinheiro, isto é fato. Logo, Igreja é comércio. Assim como a Cultura Inglesa procura a cada semestre angariar o maior número de alunos possíveis, bater metas e promover um ambiente ideal pra venda de seus produtos, do mesmo jeito trabalham as milhares de universais que em nome de um 'deus' eleito por eles como justo e misericordioso, mas que cobra dízimo para entrar no céu, arrebanha almas em momento de fraqueza em nome do puro lucro.
Espanta o diabo, cura doenças, afasta mau-olhado. Brincam com as superstições e com o medo da população em nome da coerção. Usam mais do que ninguém o nome de deus em vão, e dizem para o outro não fazê-lo. Sinceramente, não vejo lógica na questão toda. Apesar de entender a utilidade das igrejas, não entendo por que as pessoas se submetem a sacrifícios, a conselhos absurdos (como de ir para uma cura de doença e sair pior do que como chegou, ou vender carro, submeter filhos a pão e água porque o pastor falou).
Com o deus que eles pintam que proíbe, condena, reprime e julga, diria eu: “arrasta-me para o inferno” (aproveitando a deixa do título em cartaz no momento). E para os que confundem crítica ao sistema falido com espiritualidade, SIM acredito em deus. E esse deus, tenho certeza, não faz questão de letra maiúscula em lugar algum, afinal isso é mera formalidade.
sábado, 15 de agosto de 2009
sem perder de vista
Escutava muito essa música por volta de 2005, voltando da faculdade, no ônibus sintonizado na rádio JB. Dava uma alegriazinha bonita.
Enfim, Zélia Duncan (que estava no show do Drexler :P) cantando Vi, não Vivi
dia bom
Não sei, é que eu adoro isso, adoro gente, adoro falar, adoro ensinar, adoro aprender. Eu adoro. Não tem outra explicação.
Mais sorrisos com traços de saudade. Mais sorrisos com família. Mais sorrisos com a calma que me preenche de ternura; um 'sopro de ternura'.
Ai, minha vida! Ela é minha mesma. E que bom :)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Finalmente...
Na verdade me sinto mais do que simplesmente livre de uma obrigação. Sinto que fiz a coisa certa na hora certa. Organizei as apostilas, joguei fora um material que tinha ainda do fórum internacional de educação em Poa em 2004! Nossa, quanta poeira. Achei aquela homenagem linda que o povo da FURG fez pra mim, a carta com a assinatura de todos dentro de um canudo do tipo de formatura. Achei uns poemas tenebrosos antigos, joguei fora. Uns contos também, e joguei fora :P Tá, sei que deveria deixar de recordação pra mim mesma de "como escrevo mal, jesuis', mas me poupei disso.
Encontrei provas antigas de port, sintaxe. Esse era um dos assuntos prediletos do blog por qse um ano. Toda semana tinha uma questão com sintaxe. Perto das provas então, o inferninho. O problema é que de fato nao me dediquei tanto quanto eu deveria. Além disso, sintaxe foi meu port de fogo (e na UFRJ todos têm seu PORT de fogo, aquele que qse roda - ou roda). Achei aquelas apostilas de ingles antigas, todas elas. Tanta coisa né... Inglês I (becher), III (frota), IV (selma), V (aurora), VI (norma), VII (paulo e branca). E latim, e litport, litbras, teolit, litingle, litam e todas outras siglas q foram mais do íntimas minhas nos últimos 4 anos. Depois de 5 anos me formarei.
Mas ao encontrar o "neto perde sua alma", deu aquela lembrança boa de todos na véspera desesperados pra fazer o tal trabalho de teoria literária do chico bento. Ecos dos corredores da "FUG", das "pilaxtrax", dos trucos, das guerras contra engenheiros mecanicos, do canal #FURG, do CC, do laguinho (eu vejo elefantes brancos no laguinho), das aventuras maravilhosas (italiano indo correndo no caic me chamar pra eu encontrar despretenciosamente alguem na biblioteca). Lukita, Sasa, Danizinha, Italiano, Régis, Marinone - a Patuléia. Tantas expectativas, tantos debates, tanto falar mal de um, bem de outro. Tanto que nos gostávamos. Tanto que os amei que fiquei de coração partido em migalhas quando tive que ir embora. Fiquei arrasada que escondi deles isso por mais de semanas. Estava esperando a hora certa, que nunca chegava. E o fim do semestre se aproximava, todos os dias aquela animação, o estar juntos, as boas surpresas e piadas um com o outro. Sem dúvida nossa "idade de ouro". Vocábulos novos, idéias a flor da pele. Passei 2005 inteiro pensando neles 24h do meu dia. Isso é amor... E como nao me dei conta disso antes.
Nao deixarei meus amorzinhos da UFRJ com ciúmes, eles representaram (e representam) a fahbulosidade personificada em seres aleatórios que enchem meus olhos de brilho. Todos os dias eu sinto falta de nossos dias de fahculdade. Mesmo com toda fahdiga do mundo sempre tinhamos energia para boa conversa e... os joguinhos, 'detetive e assassino', tapão, até de mímica. Os recadinhos nas aulas, os apelidos, a intimidade. A bolha social, q se manteve unida até o fim (creio eu, pq eu pra variar tinha ido embora). Eventos sociais, picnics, parmes, aniversários diversos em lugares aleatórios. Jorshi, Sue, Tex, Lív Mary, Zi, Thatha, Thi, Dêniel, Solzita, Paulex, Gláucia pureza, Fabricio, e outros seres aleatorios (as vezes de verde e assediadores) que passaram por essa jornada inesquecivel rumo a amizade verdadeira. Hoje o Núcleo mantém as tradições da turma.
Sei lá, vamos nos separar será... Não sei o q acontecerá. Mas os quero muito pra mim. Os da FURG, os da UFRJ e os novos amigos ao longo da jornada de letras. E será mesmo q ser professora o resto da vida nos apetecerá, e será mesmo q 'seremos alguém'. Seja lá o que for, q os papos sobre cinema, livros e reflexões da vida nunca acabem.
Todas essas reflexões guardadas dentro do guarda-roupa. Tanto tempo... tantas pequenas nuvens de amor empoeiradas. E eu ainda reclamando da vida, vendo as boas recordaçoes, as boas cartas e as boas fotos. Essa é a prova inconfundível que cursei a melhor faculdade do mundo. Ao mesmo tempo eu procuro alguém pra falar disso, e estao todos com suas vidas. E aí, encontro aqui nesse blog o espaço pra explorar meus pequenos momento de catarse de arrumação de guarda-roupa esperando que fique o fiél relato da minha gratidão por primeiramente me aceitarem como pessoa, e em segundo, confiarem mtas vezes seus bons segredos.
"não me diga isso, não me dê atenção e obrigada por pensar em mim"
(nao sei como, mas essa arrumação está terminando com mta pieguisse, mas é a da mais pura)
bob dylan
Essa letra só me faz pensar q Bob Dylan é minha alma gêmea ao contrário.
Positively 4th Street
You got a lotta nerve
To say you are my friend
When I was down
You just stood there grinning
You got a lotta nerve
To say you got a helping hand to lend
You just want to be on
The side that's winning
You say I let you down
You know it's not like that
If you're so hurt
Why then don't you show it
You say you lost your faith
But that's not where it's at
You had no faith to lose
And you know it
I know the reason
That you talk behind my back
I used to be among the crowd
You're in with
Do you take me for such a fool
To think I'd make contact
With the one who tries to hide
What he don't know to begin with
You see me on the street
You always act surprised
You say, "How are you?" "Good luck"
But you don't mean it
When you know as well as me
You'd rather see me paralyzed
Why don't you just come out once
And scream it
No, I do not feel that good
When I see the heartbreaks you embrace
If I was a master thief
Perhaps I'd rob them
And now I know you're dissatisfied
With your position and your place
Don't you understand
It's not my problem
I wish that for just one time
You could stand inside my shoes
And just for that one moment
I could be you
Yes, I wish that for just one time
You could stand inside my shoes
You'd know what a drag it is
To see you
---
Não sou de admirar artistas, mas fases artisticas. Mas bob dylan tem sempre o que dizer e da maneira mais direta possível.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
ela Precisava mudar
Ela parou. Olhou para trás e viu momentos que se esvaneciam com o breve respirar. Ela sabia que nada mais poderia ser o mesmo. Um ciclo terminava, outra vez. O ciclo da mesmisse,da pasmaceira, do sempre mesmo. Do esperar por algo que nunca chegava, por um vulto que nunca mais apareceria a porta. Eram manisfestações do passado, pequenos momentos degustados com toda intensidade de felicidade passageira. Ela procurava vingar a si mesma pensando nas coisas que poderiam ter sido. Ela pensava que ao alertar ao próximo daquele caminho sua consciência finalmente poderia descansar. Mas ficar ali, parada, sendo confundida com um outro vulto que tanta lutava por exorcisar, não poderia. Ela precisava mudar, no rumo qualquer que se avistava ao longe. E ela foi... Seguiu, ainda temerosa por aquele inóspito chamado 'novo'.
o Conselho
Eu digo, as pessoas não me acreditam.
domingo, 9 de agosto de 2009
a Bagunça
Continuo no intuito de melhorar isso. Mas só intuito não muda nada de lugar. As duas mãos tem de se mexer e eu tenho de colocar de uma vez por todas na minha mente aleatória que tem sim muita coisa pra se jogar fora.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
o Retorno pra casa
Não gosto de balas. Mas não me recuso degustar todas pequenas delícias do cotidiano. E depois de um dia exaustivo, isso faz toda a diferença.
domingo, 2 de agosto de 2009
noite dos clássicos :P
AND I'M FREEEE, FREEE FALLINNNNN'
The Outfield I Don't Want to Lose Your Love Tonight
easy like a sunday morning
Essa música marcou minha adolescência, até porque parecia uma música romantiquinha, e na verdade era... "easy like a sunday morning".
papai :)
1) Listar tudo que tem na foto:

Lista de seres e objetos
- Papai
- Sofás
- Almofada florida
- Duas bonecas
- Um milho de plástico
- Um pepino de plástico
- Três pinos de boliche
- Um mini-engradado de coca-cola
- Um palhaço amarelo-gordo de plástico
- Peças de quebra-cabeça
- Um cone pequeno e branco
- Bermuda azul
- Bermuda branca e rosa
- Blusa listrada branca e rosa
- Parede
- Chão
2) A lembrança que trá a foto (usando todas as palavras listadas):s
Lembro-me vagamente do dia desta foto. Era um domingo (se não era de fato seria um dia típico), e pela manhã tinha papai sido um carrasco nos assuntos escolares e pela tarde desfrutava comigo do júbilo do merecido descanso naquela sala de piso de madeira e paredes brancas, com um sofá que nunca soube a cor direito, além da almofada florida. Uma bagunça de quebra-cabeças pelo chão e improváveis três pinos de boliches em pé assistindo tudo, com duas bonequinhas encostadas no sofá. Na minha mão, um milho de plástico que deve ser da mesma horta do pepino de plástico ali perto, próximo de um palhaço amarelo-gordo do qual não me lembro de forma alguma de um dia ter sido meu. Havia um pino branco encaixado em três dedos do meu pé, esbarrando num mine-engradado de coca-cola. E o principal, meu pai, com seu típico short azul, e eu, na minha blusinha de listrinha rosa e branca de conjunto com o short. Não lembro exatamente do momento em que fomos surpreendidos por mamãe tirando essa foto, mas sei que olhava pra ele com um sorriso estalado de ‘você é o melhor pai do mundo’, me encostando diminuta no abraço confortante, com minhas perninhas dobradas apoiadas na dele. Papai com a sola do pé sujo; eu com aquele corte de cabelo horrível (tão comum na infância); e ambos sem olhar para a câmera. O resultado, a multiplicação de sorrisos só de olhar pra foto.
Oficina OLIPO - 10/05/2006
sábado, 1 de agosto de 2009
o Relógio
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Ah!
Que venha logo agosto, o mês do cachorro louco. E depois setembro, o melhor mês do ano :P
a Despedida
Meu trabalho consiste, basicamente, em ajudar alunos com dificuldade aleatórioas (e coloca aleatória nisso), no intuito de melhorar a nota (sim, aprender fica lá em quinto lugar nisso tudo). No entanto, apesar de minha visão cáustica em relação ao melhoramento de notas, gosto muito do que faço, tenho já meus aluninhos cativos (também, depois de um semestre e muitas aulas de reforço...), e escuto ali e aqui bons elogios sobre meu trabalho, o que me deixa satisfeita o suficiente.
No entanto, o melhor de Itaipu não é o trabalho, são as pessoas. Me divirto com as pessoas de tal forma... Sendo professor, as secretárias, quem for, todos sempre brincando uns com os outros, num clima leve, tentando levar as obrigações da rotina da melhor forma possível. A chefe tem coração, e apesar de ser "a chefe", não há 'o terror'.
Ontem uma grande pessoa se despediu da filial, e eu fiquei sem minha parceira de concursos de poesia. A sensibilidade de dona Bia era tamanha que a cada momento ela sentia a 'dor do mundo', a dor dos outros, e procurava sempre falar as coisas certas na hora certa. Ela trazia meu lilás de volta (que há tempos estava azul escuro, quasi negro), e me fazia sentir pispirica (como nos tempos da "Idade de Ouro" em Rio Grande). Restou despedida, e restou a certeza do desconforto de ter de me despedir assim, sem esperar. Mas creio que quando se gosta de alguém o nó na gargante é normal, assim, me deixo desconfortar (afinal, nada melhor que o sentir.
E deu aquela sesação: um dia será minha despedida.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
a Neblina
terça-feira, 28 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
sabedoria Infantil parte II
A sabedoria infantil nunca falha. Ao menos eu sou a mais legal. :)
sabedoria Infantil
Meu primo, Gabriel, 8 anos, quando questionado por minha irmã de como ele queria a comida dele, respondeu:
- "Primeiro o feijão, depois você coloca o arroz por cima tampando e ainda coloca a farinha, tampando mais ainda, pra eu não ver o feijão."
Maneira simples e prática de enganar a si mesmo.
Ainda nas pérolas, Gabriel pegou o cordão de prata de Leandra e começou a se bater com ele brincando. Lela avisou que o cordão era pesado e ele poderia se machucar. Brincando, ela exclama: "Jesus, me chicoteia!". Gabriel, sem exitar, a "chicoteia". Ela ri e indaga "você se chama Jesus por acaso", e ele prontamente responde "Não, mas eu sou o mensageiro".
(AHAHAHAH)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sobre Portas Secretas
Na animação de Coraline vi esta abertura a um mundo paralelo dado através de uma portinha na velha casa em que Coraline e seus pais se mudaram. Ao enfrentar dias monótonos com seus pais, Coraline está angustiada na nova rotina e exige mudanças. Neste ínterim, ela é levada então à pequena portinhola secreta e lá encontra um ‘mundo ideal’, no qual ela é o centro das atenções. Ela tem uma ‘outra mãe’ e um ‘outro pai’, que fazem tudo que mais a agrada e deste modo ela vai se convencendo que o ‘outro mundo’ é melhor. Contudo, isto não sairia de graça, e é aí que a aventura de Coraline verdadeiramente começa.
Além disso, o que me encantou mais foi a técnica de stop-motion empregada de uma forma maravilhosa. O filme é extremamente bonito, bem feito, e dá gosto de ver o esmero com o qual foi feito.
Só não posso esquecer de mencionar que este filme lembrou a mim mesma uma vez no meu próprio mundo de infância. Ao contrário de Coraline, eu não procurava um ‘outro mundo’ que fosse melhor, eu só procurava um mundo que fosse ‘meu’, que eu criasse. Pegando os perfumes da penteadeira de mamãe eu criava a minha escola de teatro, em que saiam histórias incríveis entre perfumes, desodorantes e afins. Haviam atores,atrizes, diretores, roteiristas que tinham seus próprios conflitos e ainda contracenavam conflitos alheios. Outro mundo meu eram os quintais, tanto de minha casa, quanto da casa de vovó. Plantas, insetos, pedras, tudo se transformava em um elemento para uma nova história. E dentro desses mundos surgiam dúvidas um tanto quanto incomuns, como o fato de me martirizar por dias na dúvida se conseguia voar ou não (por ter tido um sonho tão real sobre isso). Minha grande confidente era minha bicicleta, Brisa, uma monark rosa que juntamente comigo viveu grandes aventuras silenciosas no chão de terra da vizinhança que morava (além de tombos). Esta era minha própria porta secreta, na qual não precisava nem ao menos de coleguinhas para me divertir muito. O grande problema da tarde era saber para qual mundo eu iria.
Enjoy the silence
- "Words are very unnecessary, they can only do harm"
ps. Ingressos para o show do Depeche Mode serão vendidos a partir de 14 de agosto.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
cuidado com o que se pede
Eu ganhei um dia em casa, mas na famosa circunstância ruim.
vida de jovens adultos
Será que é pedir muito...
No trabalho comentavam sobre a importância do estágio. O problema do estágio é que em seguida imenda a vida de trabalhador, e, quando vemos, de jovens sonhadores nos tranformamos em seres totalmente cinzas. Isso que dizia o moço da informática, que sem ao menos ver estava indo do estágio pro emprego fixo, se viu cortando o cabelo e se transformando em 'gente adulta'.
Outros comentam que 'cansa' pensar na vida adulta e se admiram bom meu pequeno pique de enfrentar faculdade, treinamentos aletórios e o pequeno estágio ao mesmo tempo. O caso é que para mim o esforço vale cada centímetro, não por estar procurando o sentido da minha vida nessa rotina apertada, mas sim colocando um pouco de mim nesse mundo afora.
não consigo parar de pensar...
"No country for old man"
No vacation for young woman O_o
segunda-feira, 20 de julho de 2009
o Fio
E o fio, por onde anda... Revirei guarda-roupa, mesinhas e lugares escondidos, e nada. Procuro lá dentro aonde pode ter se perdido esse fio. Vai ver estou de pique-esconde comigo mesma.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
o Recorte
meu sorriso´tá aqui :)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
E dizem que é o fim...
Só quero paz, quero menos mal-entendidos possíveis.
Ai, minha vida!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
outra questão
Então, devemos adorar os nossos dias, e querer nossos dias diferenciados, e com a nossa cara. Afinal, a única certeza que nos é dada no ciclo da vida é que um dia ele fecha.
auto-conhecimento do sufoco
Pode elogiar, poder tentar ser positivo, fazer piadinhas... Ah, nada descer redondo enquanto de fato não der uma evoluida no compromisso que me atormenta.
Eu mesma fico perplexa com minha falta de sensibilidade para com os outros. É que tudo que é pequeno passa a ser visto com uma grande lupa, então qualquer comentário inocente vira o cão chupando manga. Não que eu seja o tempo todo deste modo,mas isso faz parte de minha personalidade nada marcante. Contudo, marca os outros, talvez pq eu não aparente ter esse lado perverso.
O recado é, não levem tão a sério o ser aleatório que não é imprevisível como uma couve-flor.
terça-feira, 7 de julho de 2009
ode ao dia
não é qualquer dia. é o dia de letras minúsculas, de formosura, de crianças risonhas, só de amanhecer.
um dia a mais pra ser trivial, pra ser difícil, pra ser chatinha e ser incompreendida.
só peço um dia. um dia em q possa colorir a minha própria eternidade com lápis da faber castel.
eu quero um dia pra ser teu amigo, um dia pra te conhecer, um dia pra saber do que precisas. e te servir.
dia pra alertar a humanidade de toda sua barbaridade e estupidez. pra abrir os olhos nossos , abrir meus olhos nos seus e nos despertar pra mesma irrealidade.
é a utopia que quero nesse dia. eu quero acreditar nas coisas difíceis de acontecer. quero acreditar que quando meu dia chegar... já terei feito tudo que devia fazer.
sábado, 4 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
o dia
Os prédios continuam os mesmos, mas se os percebemos com atenção vemos que suas fachadas mudaram tanto. Se encontram com uma expressão diferente, com um cinza amarelado de tão cansados de olhares alheios. E assim vamos sendo conduzidos pelo centro da cidade, e nos desviando do centro de nossas próprias vidas. Olho, escuto e percebo que quero estar sozinha um minuto. No outro minuto sofro com a velha contradição humana. Quero estar não-sozinha a qualquer preço. Quero desautomatização da vida, quero mais verde, menos cinza.
A cidade continua igual, o mesmo trânsito, as mesmas pessoas, as mesmas atitudes. Então o que será isto que muda aqui dentro... Muda a preocupação, muda o estado de espírito, muda o medo, o medo das coisas simples. Então complico. Então me coloco o sabor amargo de não querer o simples. Simples como ver desenhos nas nuvens; eu não posso.
Não penso, só digo e faço tudo que surge aqui dentro. Olha como andamos, olha como falamos, olha como pensamos calados em coisas tão diferente-iguais. Sorrio, e vejo logo ali a solução de tudo. A solução é deixar o medo do simples aparte.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Dúvida - sermão inicial do padre Flynn
What do you do when you’re not
sure? That’s the topic of my sermon
today.
Last year, when President Kennedy
was assassinated, who among us did
not experience the most profound
disorientation? Despair?
What do I say to my kids? What do I
tell myself? It was a time of
people sitting together, bound
together by a common feeling of
hopelessness.
But think of that! Your BOND with
your fellow being was your Despair.
It was a public experience. It was
awful, but we were in it together.
How much worse is it then for the
lone man, the lone woman, stricken
by a private calamity?
‘No one knows I’m sick.’
‘No one knows I’ve lost my last
real friend.’
“No one knows I’ve done something
wrong.” Imagine the isolation.
Now you see the world as through a
window. On one side of the glass:
happy, untroubled people, and on
the other side: you.
I want to tell you a story.
A cargo ship sank one night. It
caught fire and went down. And
only this one sailor survived.
He found a lifeboat, rigged a
sail...and being of a nautical
discipline...turned his eyes to the
Heavens and read the stars.
He set a course for his home, and
exhausted, fell asleep.
Clouds rolled in. And for the next
twenty nights, he could no longer
see the stars. He thought he was
on course, but there was no way to
be certain.
And as the days rolled on, and the
sailor wasted away, he began to
have doubts.
Had he set his course right? Was he
still going on towards his home?
Or was he horribly lost...
and doomed to a terrible death? No
way to know. The message of the
constellations - - had he imagined
it because of his desperate
circumstance? Or had he seen truth
once...
and now had to hold on to it
without further reassurance?
There are those of you in church
today who know exactly the crisis
of faith I describe. And I want to
say to you: Doubt can be a bond as
powerful and sustaining as
certainty. When you are lost, you
are not alone.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
poesia me esquartejou
Yeats, Elliot, Enza... Ajudem-me por favor! Eles ficam me olhando com escarnio, pensando, "deste jeito você não vai a lugar nenhum". E não vou mesmo... Tô presa na terra, não consigo divagar e encontrar a pergunta certa pra esse proposal. Que tal "do you marry me". Acho que não, esse é muito clichê. Que tal, "Modern love, Modern woman: a critical thinking about the role of woman in modern poetry". Não sei, "critical thinking" e "love" não combinam juntos, não sei porquê. Talvez "Woman, love and feelings in Modern poetry". Ai, tá piorando. É melhor parar por aí, antes que eu começe a cantar "socorro eu não estou sentindo nada".
Ai, minha vida!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
a matter of feeling
Ser ou não ser eia a questão... Me intrometer ou não intrometer, eis a questão.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
tardes juninas de antigamente
Sei que aquele pedaço de encanto ficou guardado dentro de mim pra sempre, como uma magia lançada com o objetivo de criar a lembrança mais doce das tardes de junho cariocas. As tardes que me traziam o sonho de ser majestade, de ser dançante, de ser colorida.
sábado, 20 de junho de 2009
post comemorativo...
Depois de mais de um mês no hopital, Brisa passa bem; só se encontra com 1gb de memória a menos, mas isso já se resolve. Tão bom tê-la novamente :)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Provocando o Rio
Aqui nessa terrinha vemos uma das realidades mais desiguais do país convivendo num quintal só. Mesmo assim, o Rio continua desunido. Caminhadas da paz? Só para quem é classe média (alta), vamos ser sinceros. Milhares de pobres crianças morrem diariamente (tanto de fome, quanto pela violência), e ninguém não dá nem três passos na esquina para reinvidicar algo. Tantos alunos de escolas particulares caras e das sucateadas escolas publicas estão empobrecendo por não serem adequadamente guiados dentro da revolução tecnológica em que vivemos. No entanto, as crianças que não terão muitas chances de sucesso quando crescerem vocês já sabe quem são.
Busco acalento na cidade cinza com o céu mais azul do mundo. Busco um carinho que não consegui achar em parte alguma, só aqui. Busco atenção, que todos se notem, que todos se sorriam. O que busco no Rio são menos policiais...
domingo, 14 de junho de 2009
os fahbulosos
sábado, 13 de junho de 2009
O dia em que o chão se abriu
O peso das coisas é que fica. O segredo que nunca foi dito, a palavra q esperei escutar. Você podia se esconder, mas eu sempre estava ali. Procurei uma razão, deixei de procurar razão, então deixei de procurar qualquer coisa que me agradasse. E agora? As flores murcham e deixam de significar algo facilmente. Não são flores que vão salvar o eu que se perdeu. Não são flores que vão glorificar o ato de sacrifício nada mútuo. As flores, como num enterro, ajudam a se despedir de um alguém que não está mais ali.
O alguém não está mais ali. Não conte com quem não existe.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
What's this?
The Joy of being here?
If water don't go with oil
Why am I supposed to be here?
Am I a coward?
Am I an owl hidden in the tree?
Am I talented?
Or I am simply the eternity.
I can't stop wonder...
Why?
Is this sacred?
Is this karma?
Is this the rendemption I always wanted?
or just the mistery that called for me?
I can't, I can't.
I shall be anywhere,
I shall be free of me.
Canada, October 2008
domingo, 7 de junho de 2009
A gente confia...
O problema é que muitas vezes o ato falho nos entrega, o vizinho nos deixa na mão, as nossos amigos inventam historinhas mirabolantes, nossos pais não nos contam o que deveriam ter dito, e os namorados e namoradas são tão falhos quanto nós mesmos não gostaríamos de ser.
No entanto, continuamos a confiar, e ao mesmo tempo vendo que não há confiança que sobreviva na turbulência das ações contidianas impensadas. Mas a confiança continua. E a dor de confiar, e o sentimento de perda do outro quando se vê que nossas projeções não são correspondidas.
Vai ver é contido na Projeção. Projetamos as pessoas ideias, da nossa vilazinha ideal de pensamentos estranhos. E a projeção não acaba por aí. Nos imaginamos também dignos de confiança de todos, e, na verdade, não podemos contar muitas vezes nem com nós mesmos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Na correria da vida
Quero que chegem logo os comerciais!
Synecdoche, New York
Vi o mais novo filme de Charlie Kaufman hoje. Depois de entrar na mente de alguém e de brilhos eternos de uma mente sem lembrança (este que simplesmente mexeu por demais comigo), agora vem Sinédoque, New York.
Primeiramente, o título vai de encontro a questões discutidas há muito nos pagos(?) gaúchos em relação a metonímia que algumas histórias criam em relação a vida (como aqueles poemas da cidade em que todos estão mortos que o Italianinho tanto gosta, ou mesmo o filme Dogville). Agora Sinédoque, NY ao invés de trazer questões sociais, trás o indivíduo na tela com sua metonímia, com suas frutrações e falta de expectativas.
O personagem chamado Carten Cortarg oferece através de uma suposta peça teatral, uma visão panorâmica da própria visão sobre a vida (muita 'visão' porque é simplesmente a visão da visão dele, nada mais). Sendo que vemos, como caixinhas chinesas, uma narrativa se encaixando na outra.
Não transcorrerei mais sobre o assunto. Vida, morte, amores, velhice. Tá tudo no pacote, é só pegar. E pegue também esse discurso acima que para mim é uma dos ápices do filme.
I'm just a little person, a person in a sea of many little people...
"I know you, you are the one I've waiting for, let's have some fun"
"you're the one I like the best"
"somewhere maybe someday maybe somewhere far away..."
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Estou cansada da dor dos outros dentro de mim. Estou cansada de outros enganando a mim. Estou cansada de outros... Eu estou mesmo cansada de não conseguir comunicar.
The Reader

O Leitor é um filme que desde o princípio nos deixa com a pulga atrás da orelha.A questão é que nos trás aquilo que não esperávamos no princípio, no meio e no fim. Eu totalmente desconsiderei o peso nazista que quiseram colocar na narrativa no meio. Creio que isso não fez tanta diferença. A diferença foi que o menino foi largado pelo seu primeiro amor, e nunca conseguiu se ver livre da imagem da amada no passado. Isso vem de encontro a relacionamentos que não acabam, no qual as pessoas não estabelecem um fim através da linguagem. Ela simplesmente ir embora simbolizou tantas coisas, e entre elas o mistério de que talvez ela voltasse tão misteriosamente quanto foi.
Não quero contar o final, como geralmente o faço sem querer, eu só quero dizer que ao final eu senti um peso tão grande em relação as coisas que poderiam ter sido, mas não foram.
domingo, 10 de maio de 2009
Volver...
Essa canção já havia eu escutado. Qdo tocou nesse filme de Almodóvar, foi verdadeiramente emocionanta, particularmente para mim.
Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenen mi so�ar.
Pero el viajero que huye
tarde o temprano
detiene su andar.
Y aunque el olvido
que todo destruye
haya matado mi vieja ilusi�n,
guardo escondida
una esperanza humilde
que es toda la fortuna
de mi coraz�n.
Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir
que es un soplo la vida
que veinte a�os no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Estudando port durante toda a manhã
do livro 1984
domingo, 3 de maio de 2009
Kraftwerk - Radioactivity
Escutei muito Kradtwerk quando era pequena, cooperando para a máxima que não tive lá uma infância muito normal. Eu ouvia e adorava... Sem ao menos imaginar o que falavam, a mensagem maravilhosa por trás desta canção que juntamente com "The Robots" configurava uma de minhas prediletas.
O Oibaf me trouxe a lembraça deles, os precursores de qualquer música tecno que hoje existe. Eles sim, são criativos, originais e cativantes. E eles tiveram no Rio faz pouco tempo abrindo show de Radiohead... faça-me o favor! Eu quero ver só Kraftwerk!
Uma pontinha deles com o "antes e depois" de Radioctivity ;)
Anos atrás (década de 70 será)
Anos depois:
Futebol, futebol...
Vamos começar confessando o passado triste: já fui torcedora fanática. Graças aos céus isto data de 1997, ano que me mudei para São Chico, e ficou enterrado por aquela época. O caso é que de tempo em tempos renasce a "moda futebolística" e, infelizmente, estamos em um desses momentos.
No país todos os amigos se provocam com as mesmas ofensas batidas de sempre sobre seus times (todos) derrotados, não derrotados, pseudo-derrotados. Compram a blusa do time, se enfeitam das cores (geralmente misturas de cores infelizes), e usam listrados (ou não) por aí como se fosse algo de interessante para existência de alguém. Talvez eu seja um pouco brutal na minha avaliação, mas é inegável que o que mais vemos são os torcedores "maria vai com as outras". Isso sem querer citar a problemática de torcidades que esqueceram que não vivemos em um zoológico.
Gosto de esporte, gosto de admirar o esporte, gosto da superação inerente no esporte. Contudo não gosto de mentes fincadas em um alienante torcer por coisa nenhuma (afinal, seriamos nós torcendo por dirigentes podres de rico e de poder paralelo). Fora que no país do futebol, seria muito engrandecedor se um menino sonhasse em ser jogador de futebol, o outro de basquete, o outro corredor, o outro indeciso.
Agora da minha janela escuto gritos, gente nervosa (um dos times cariocas com uma das piores torcidas está jogando), uma falsa tranquilidade (pois se vê poucas pessoas na rua), mas eu sei que quando acabar as pessoas estarão em estado de explosão de nervos que eu não suporto testemunhar.
Ah sim, dizem q isso desautomatiza a vida. Bem, eu preferiria a diversificação dos desautomatizadores.
sábado, 2 de maio de 2009
Um recado
Penso na arrumação do quarto, penso em filmes antigos (acabei de rever Moulin Rouge), penso em São Chico e em como me faz falta fazer parte de São Chico. Penso enquanto escrevo aqui, porque eu compreendo agora o motivo pelo qual não abandono esta casinha: ela me ajuda a lembrar. E com isso, me lembro em detalhe o que aconteceu em todos os 13 de feveiros de 2005 pra cá. Pode me dizer a data, procuro no blog e te digo tudo que acontecia. Escrever só pra lembrar, é o que penso.
Penso em atenção, penso no pobre amigo Pedro de Raul ("Pedro onde cê vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou"), penso na escolha que fiz de estar nesse exato momento fazendo o que estou fazendo. Bem longo este recado, mas é que não quero esquecer de nada, de nada.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
sensações
Ao chegar na Sue, fizemos a verdadeira tarde das garotas, com direito a Orgulho e Preconceito. Nada mais girly do que Jane Austen. E suspiramos por Mr. Darcy, invariavelmente por ser o nosso modelo de perfeição masculina, se é que deveria haver um, num filme que não apresenta nem ao menos um beijo descaradamente romântico. No entanto o filme é só romance, e cheio daqueles momentos de Mamilaminatapei (escrevi certo, será). Comemos pizza, tomamos sorvete e conversamos o suficiente para nos deixar com a impressão de que sim, continuamos presente na vida uma da outra.
O engraçado é que a viagem de ônibus na volta me pegou novamente. Eu não queria descer, não queria sair daquele meu mundo, mundo de não-sei-o-quê de surpreendente, descobrindo minhas próprias histórias, sentindo a "nostalgia do futuro", e mais do que nunca deixando o passado para o passado. Assim, escutando "Fast Car" da Tracy Chapman, cheguei a conclusão que não há nada mais preenchedor do que a sensação de se pertencer a algum lugar. Ironicamente, da pessoa que já muito se mudou se escuta a máxima: eu pertenço aqui, eu pertenço ao agora.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Me apaixonei por esse poema
The River-Merchant's Wife: A Letter
While my hair was still cut straight across my forehead
I played about the front gate, pulling flowers.
You came by on bamboo stilts, playing horse,
You walked about my seat, playing with blue plums.
And we went on living in the village of Chokan:
Two small people, without dislike or suspicion.
At fourteen I married My Lord you.
I never laughed, being bashful.
Lowering my head, I looked at the wall.
Called to, a thousand times, I never looked back.
At fifteen I stopped scowling,
I desired my dust to be mingled with yours
Forever and forever and forever.
Why should I climb the look out?
At sixteen you departed,
You went into far Ku-to-yen, by the river of swirling eddies,
And you have been gone five months.
The monkeys make sorrowful noise overhead.
You dragged your feet when you went out.
By the gate now, the moss is grown, the different mosses,
Too deep to clear them away!
The leaves fall early this autumn, in wind.
The paired butterflies are already yellow with August
Over the grass in the West garden;
They hurt me. I grow older.
If you are coming down through the narrows of the river Kiang,
Please let me know beforehand,
And I will come out to meet you
As far as Cho-fu-Sa.
By Rihaku
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Tudo de doce há de se esperar no horizonte quanto o que se tem em mente é pura liberdade de ser, de ser outro, de ser novo, de ser amor puro. Quero minhas ameixas no verão, meu chimarrão no outono, meu casaquinho azul no inverno, meu aniversário na primavera, meus amigos o ano inteiro, meu coração dentro de mim, e minha felicidade também.
O Núcleo

O núcleo precisa ser formado por pessoas com uma boa afinidade, cujo entrosamento precisa ser tamanho para manter o programa em pé, mesmo com todos desanimando. Afinal, "todos" são só convidados (AKA "o resto do bando"), e o núcleo é sempre confirmado.
A necessidade do núcleo surgiu quando todos se desanimavam na medida que alguns se diziam impossibilitados por motivo A ou B de ir ao encontro da turma. Nos tempos de faculdade ainda existiam as aulas que nos uniam, mas e agora, com nenhuma aula em comum praticamente, como seria? Na verdade eu quis basicamente beneficiar a mim mesma, que só faço aula (e também trabalho) com Isis, e de resto vejo um ou outro esporadicamente. Mas depois que tive a genial idéia de formar o núcleo (oficialmente), já sinto que o ano será mais do que frutífero para saídas da turma.
Adeus pizzarias, agora Lapa é nosso quintal, boliche é outra opção, lanchinhos em lugares diferentes e... Surgirão mais idéias para trazer mais pra perto aqueles que moram nada centralmente (assim como eu).
E que venham os eventos! De confirmados, só O Núcleo, prestigiosamente formado por Sardex, Thatha e Fahmelia (fahdiga, ou fahculdade, ou fahrofa, ou...)
Muda!
domingo, 26 de abril de 2009
Conto do Jardim
Assim, se encontraram, repentinamente em si mesmos. Foram atraidos pela natureza e sua tempestuosa armadilha. No verde fizeram seu primeiro verdadeiro encontro, o encontro em que almas e corpos não podem ser diferenciados com clareza. Foi o cenário bucólico da cidade cinza, um belo jardim, que conferiu a ambos a certeza. Cenário desenhando para desautomatização da vida, para o apaziguar da alma de reis e princesas, agora serviria para que ambos dessem as mãos pela primeira vez. E eles se deram as mãos, se deram beijos na chuva, se deram beijos não tímidos na chuva... Eles se permitiram gostar. E gostaram, gostaram do que eram quando estavam juntos, gostaram de como seus corpos se uniam, de como seus sorrisos se cruzavam, de como seus olhares confidenciavam segredos. E eles andavam, andavam a procura de um canto seco, ou de algum canto que abrigassem a total voracidade do desabrochar dos primeiros momentos, dos descobrimentos, das borboletas na barriga. Ai, e aquele nervoso, o nervoso de querer não se separar, de querer de uma maneira melhor abraçar, de um carinho querer receber. E eles se entendiam.
Veio então o momento derradeiro. Momento que durou não se sabe quanto em horas humanas, mas que na hora dos apaixonados seguiu uma cadência irresistível e que os fez esquecer da chuva, a chuva que agora os prendia com sua capa invisível para mais perto um do outro. Ela os aprisionou na ponte do isolamento, e lá estiveram como se o resto do jardim não existisse. E eles se beijaram. Mas desta vez não conseguiram parar. Ah, quantos beijos... Eles formaram um uniforme de bons pecados todos reunidos na pureza dos enamorados. Aqueles dois surpreenderam um ao outro com a vontade alheia. Eles esperavam um calmo lago, mas despertaram a fúria de corretenzas represadas. As copas das árvores os cobriam, o guarda-chuva foi esquecido por sí só, e os dois se acompanhavam fielmente na fervura do momento impensado.
Verde coberto de água, os dois cobertos de verde, a água os cobria inteiros. Nascia de Gaia um novo titã. O namorinho de jardim tomava a dimensão única, a única que se podia imaginar aquela altura. Eles não podiam se imaginar diferentes, não se podiam imaginar fazendo outra coisa, em outro lugar, e tudo tão a flor da pele, tão irresistivelmente aprazível. Ternura, desejo, bem querer... E o mais improvável aconteceu, aquele improvável prometido ainda no início, eles viraram primeira pessoa do plural.
Momentos em família
Também continuo muito protetora com minha irmã, apesar dela ser bem mais alta do que eu saber se defender muito bem. Por chamar atenção (infelizmente mtas vezes negativa), ficam esses homens olhando assim, encarando. Eu, num momento leoa com seus filhotes, parei na frente dela, encarei o moço babão e fiz cara feia. Ele virou e comentou algo com o amigo, os dois me olharam. Ahh, eu mantive firme minha posição. Creio que tem de ter respeito com o tipo de olhada que se dá a alguém, qualquer alguém, em qualquer idade. E aquela olhada não foi de respeito... E qual o por quê disso, seria por ser mulher?? Ou por não ter nenhum homem no bando?? Seja qual for a explicação, não me dei por conformada e exigi respeito através de olhar explosivo.
Bem, seguindo em frente, chegamos a Rio das Ostras. Adoro estar dentro do carro, vendo a paisagem passar, pra mim essa é uma das grandes diversões. Com uma boa música então, aí que se vai longe nos pensamentos. E tudo penso, penso em tudo... Conversa sobre nada, conversa sobre nós. Meu pai que se estranha com minha irmã, minha irmã que se estranha com meu pai. Eles são tão iguais, sai faisca... Eu quieta. Eu degusto cada momento.
Meu pai dizia há tempos que a família está abrindo. Eu voltei, minha irmã continua, minha mãe continua, meu pai continua. Se depender de mim, o "nós" continua, apesar de sermos tão iguais.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Coisas de música
E o mundo dá voltas, e quem diria Lukita e eu estariamos cantando novamente.
Tentei pegar o clip oficial, mas youtube tá difícil, então vai o paraguaio!
Jardim Botânico
segunda-feira, 20 de abril de 2009
O íntimo da noite
Esta noite serviu para conhecer não ao desconhecido, mas ao que esteve sempre ali, na nossa frente e nós não olhamos. Para aquele que pegou nossa mão e beijou e desviamos o olhar sem graça. A cortesia atingiu o limite do si mesmo. Aquela lágrima, por quê... Porque precisava alertar a mim mesma, como a barata ajudou Clarisse, a entender a minha condição de tão nada, de tão tudo, de tão efêmera, de tão só. Só. Terminei só. Noite linda, praça XI, a vinda, ponte vazia, o menino do ônibus, a moça bonita dormindo, e eu... Pensando na conversa em inglês, na cena de filme que fizemos ali, sonhando. E eu, tão indigna do seu olhar, pensei, fui eu quem desviei.
domingo, 12 de abril de 2009
Feriados, feriados...
Ser humano não é fácil de entender. Menos ainda anos depois de que conhece alguém. Depois de amigos de faculdade, de bons amigos, muito menos depois de amigos íntimos. Aí, veio a TPM e tudo que seria um tantinho, virou um tantão desproporcional ao tamanho territorial do brasil. Me remoí em pensamento, fiz conjecturas absurdas e tentei desentender o significado todo das poucas palavras.
No final, eu fiquei com aquela máxima que diz q bonzinhos se dão mal. E se dão mal mesmo os bonzinhos q não falam o q tinham de responder na careta, sem rodopios. Ah, eu vou responder sim, e vomitar todas aquelas sentenças não tão bem quistas para o ego e aceitação de ninguém.
Eu preferia ter tido uma sexta-feira normal.






