quinta-feira, 15 de abril de 2010

E a culpa é de quem

Depois da semana do Nada (aquela da enchente na qual nós todos permanecemos em casa vendo Bom Dia Brasil quase que o dia inteiro), voltei à rotina meio que com a impressão que perdi uma semana. Neste semana fiquei em casa, não vi nem muitos filmes quanto imaginaria ver normalmente, nem fiquei tanto na internet (fazendo coisas úteis ao menos), não mexi um centímetro qualquer questão acadêmica (se bobear ainda regredi), e ainda ficava no suspense de: será que tudo vai voltar amanhã (e então, de repente, se descobre que uma tragédia maior aconteceu em Niterói e o caminho para meu trabalho na região oceânica de Nikiti ta totalmente fechado).

Essa semana serviu para pensar. Pensar que ano de eleição está vindo, pensar que os mesmos problemas de sempre foram apontados com o grande agravante de tentar tirar culpa dos políticos (porque tadinhos, não podem fazer milagres). Eles não podem fazer milagres, mas o prefeito atual de Niterói está leiloando a região oceânica aos poucos, deixando que as encostas que deverias ser preservadas (e são o grande atrativo da região cheia de verde) sejam ocupadas, vendidas a preços exorbitantes para construção de mais algum condomínio de casa. Logo, como ele teria tempo de cuidar dessas encostas mixurucas no meio do nada, que ainda era um ex-lixão. Ah, gente, não vemos julgar o prefeito assim... O homem não sabe nem falar em público (isso porque governa Niterói no terceiro mandado), não gosta de aparecer em público muito menos (para quê, se a família Silveira governa Nikiti City desde seus primórdios), acata qualquer decisão que beneficie grandes empresários na cidade, incluindo os donos das empresas de ônibus (que por conta disso não tem uma linha de ônibus São Gonçalo – Icaraí, por exemplo, tendo que todo mundo pagar 2 passagens para andar mais 5 minutos de ônibus). Verdadeiramente, o morro do Bumba é CULPA da população, que se viu num lugar que o governo deu seu aval levando saneamento, luz e todas as condições básicas. Logo, que prefeitura boa essa de Niterói, que recebendo relatórios de estudiosos da UFF sobre a insalubridade do lugar, fechou os olhos e só se preocupou de não ser feito nenhum relatório na região oceânica.

Desde dos meus 16 anos tenho título de eleitor e com o passar do tempo dou maior importância a ele. Ainda sonho com o dia que as pessoas sejam mais esclarecidas, ou que menos tenham paixão na época da eleição como a final do brasileirão e que consigam argumentar o porque de votar num partido de direita e esquerda (e saibam o que essa bendita esquerda e direita significam).

Quem assim seja, Amém!

domingo, 11 de abril de 2010

But if you think you need some lovin, that's fine...




Música: If You Think You Need Some Lovin
by Pomplamoose

Quem dera ser um peixe...


Nesta vida corrida o tempo para pequenas coisas bobas é quase que ínfimo. Mas claro, não pode faltar 'o tempo'. Aqui em casa os aplicativos do Facebook fazem sucesso, dentre fazendas, cafés e aquários. O mais bobo dele (desde sempre) foi o aquário, funcionando como um grande bicho virtual que se tem de cuidar para não perecer. O mais bobo pois não tem muita ação nessa simulação, é simplesmente comprar peixes, os alimentar e contemplar.


No entanto, o aquário é meu aplicativo fahvorito (com estrelinhas). Fico feliz com meus peixes (e verdadeiramente conheço grande parte dos originais da minha infância, dos cartões que vinham com o saudoso chocolate Surpresa), os trato com carinho, os nomeio e cuido para que sempre estejam bem alimentados e fortinhos. A única explicação que tenho para isso é que peixes são FABULOSOS e é impossível não ter fascínio pelos bichinhos. Me sinto uma criança cuidando do seu aquário de verdade (o que nunca tive porque animais de extimação sempre foi um tabu em casa - apesar disso consegui ter 3 cachorros, 1 coelho e milhares de formigas de extimação).

Devo confessar que, assim como usava os objetos da penteadeira da mamãe no passado (perfumes, desodorantes, cremes, talcos), atualmente uso meus peixinhos para desenvolver histórias na minha mente aleatória. E faz tão bem. Juro.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Na boca do povo

Se não bastasse o sufoco da chuva vem o povo espalhar notícia de arrastão em Niterói e São Gonçalo. Arrastão, para aqueles que não sabem, é uma modalidade de roubo que se dá por um grupo de delinquentes que preferivelmente destrói tudo que vê pela frente. Arrastão ficou famoso no rio na década de 90 quando jovens desciam os morros cariocas para assaltar as praias de cartão postal.

Agora, no meio do suplício alheio, meia dúzia resolve reviver essa palavra que é terror número um de qualquer comerciante. Sei que foi justamente no dia que visitei o comércio da cidade que o boato veio a tona e o que via eram comerciantes e transeuntes inquietos. Eu, na minha inocência, cheguei a pensar que era por causa da chuva. Mas que chuva é essa que faria até lojas de grande porte fechar as portas.

No final voltei pra casa e grudei no jornal para saber o que se passava: em uma passeata dos moradores do morro do Estado em Niterói meia dúzia resolveu assaltar lojas. Crítico, pois se toda força militar está sendo usada para organizar e garantir a alocação daqueles que estão jogados por aí sem casa, como ficaria se os que ainda tem um teto começarem a vandalizar por aí, tirando o foco da enxente para o vanfalismo.

Vamos aguardar o próximo capitulo dessa calamidade.

O dia em que o Rio parou com a chuva

No meio do meu pequeno mundo uma grande catástrofe inundou meus pensamentos. Tudo começou numa tarde de segunda-feira na qual a chuva começara a cair de forma regular,densa e mostrando que era de poucos amigos. Na noite, ao estar liver as 20:30h da noite, opto por esperar minha amiga da secretaria no intuito de ter alguém com quem ir sabendo que iria pegar um engarramento. O engarrafamento não foi tanto. Tanto foi o tempo que esperamos para conseguir pegar um ônibus no terminal de Niteróis por volta das 21:40h. Pegamos um ônibus daqueles menores, e foi aí que meu horror começou. As ruas pareciam cachoeiras, e meu ônibus desbravava aquilo tudo enquanto eu cá com meus botões achava melhor deixar a impáfia um pouco de lado quando lidamos com força da natureza. No entanto, o motorista não estava de acordo com meus pensamentos e ia desbravando as ruas da Dr. March (a pior via para um dia de enchente, mas não podia deixar a amiga sozinha a essa altura). Ela saltou do ônibus e eu continuei no meu desespero pessoal. Meus arredores não inundam e nem despecam, mas tive de enfrentar aquela água acumulada rente a calçada. Enfrentei, e nem dei muita importância depois de ter passado tamanha aventura dentro daqueme micro ônibus.

Certamente o problema estava por vir. Durante a noite, até o momento que estava acordada, a chuva não parava. Fiquei no meu mundinho imaginando que tanta chuva é essa que não parava de cair nem por alguns instantes. Parecia que o mundo estava com cede e os céus estavam doando tudo que tinham para o saciar. Dormi e acordei relutante, ainda nos meus sonhos, no meu mundo. E quando me dei conta estava no jornal pela manhã inteira: uma chuva sem fim que deixou pessoas sem casa, tirou a vida de outros e está causou um pânico descomunal na volta para casa das pessoas no dia anterior. Nos relatos, confesso, deixei umas lágrimas cairem no canto do olho. O desespero era real e não simplesmente daquela impressa sensasionalista.

Eu que pensei que o Rio tinha parado em um mero apagão de algumas horas, vi o Rio parar por um dia inteiro. A recomendação era que ficasse em casa durante a terça. As pessoas ficaram. Comércio nem aqui nos meus arredores abriu, imagina nos lugares atingidos. Parecia um luto discreto, quando colocamos um azul escuro no peito para dizer que estavamos tristes com algo. E todos estavam. Na quarta, ainda sem trabalhar, permaneci no meu luto, assim como outros que não podem chegar a Itaipu por conta da estrada intransitável. A UFRJ só volta às aula na segunda-feira, e eu a trabalhar também.

A chuva nos fez desacelerar. Aquela desautomazação da vida que tanto defendo foi vista de maneira muito brutal. As pessoas pararam, calcularam pra si mesmas os danos causados por uma chuva que mostra que não há nada como a força da natureza nessa vida. A falta de respeito tem de parar... Com minha linha panteísta mais do que nunca creio que só reverenciando o lugar que vivemos é que conseguiremos evitar rios de sangue na cidade maravilhosa.

domingo, 4 de abril de 2010

I will never forget you



viagenzinha nuclear

sexta-feira, 2 de abril de 2010

eu vou, eu vou pra Petrópolis novamente eu vou...

Vou só pelas amigas mesmo. Porque as amo e quero ter viagem nuclear. Mas queria mesmo é ficar de pernas pro ar na casa da vovó. Saudade da família. Como sou ausente... e como eles me querem bem...

Mas eu vou... e vou fazer compras na rua tereza:)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

aguarda (do mendigo solipsista)

Ao descer do ônibus reparo que a música para no celular. Abro a bolsa e coloco "I hear you call" novamente pra tocar. No entanto, ao reparar que a música repetiria novamente, abro a bolsa para trocar de faixa. E troco mais uma vez. E outra vez. E mais uma, já meio olhando para o lado pensando no avançado da hora e nas últimas histórias de assalto. Então, ao olhar para frente, sentado no meio fio da loja estava o mendigo do meu mundo solipsista. Ele estava sentado no meio fio, com as pernas cruzadas e olhava na minha direção. Olhei rapidamente e tive a impressão que seu olhar era de quem preparava algo de surpreendente para a vida lilás. Era um olhar de ‘aguarda e confia, algo virá’.

Talvez o sonho da noite passada tenha sido o início disso. Ao ter uma dúvida extrema na minha mente e alma em relação a determinado assunto, meu subconsciente não perdeu tempo para mandar sua mensagem. Tive um sonho de início, meio e fim. Era uma história e eu era a protagonista, como que em uma novela mexicana. Tinha drama, tinha enredo, tinha uma verdadeira escolha de Sofia, tinha cores azuladas juntamente com tons pastéis. Tinha também reflexão. Enquanto fazia determinada ação pensava na conseqüência daquilo e na importância de determinadas pessoas. Sonhei com partes de casa, com direito a espelho e a me ver juntamente com uma pessoa. Companheirismo, amizade, amor, parecia tudo querer se definir ali. No final de tudo fiquei simplesmente sozinha, no meio fio, como que na pose do mendigo solipsista, refletindo sobre tudo que havia acontecido. E estava feliz, apesar da angústia inicial e da aparente solidão.

Me levou o dia inteiro pra entender que a quietude só se encontra olhando pra dentro. Mais Amelie poulan impossível. Esses conselhos de mim mesma pra não sair de dentro de mim não são dos melhores, mas impossível resistir.

terça-feira, 30 de março de 2010

Enfiei o pé na lama

Literalmente na chuva de ontem... Mas fui chamada de fofa pelas aluninhas fofas. Então fica neutra a escala de negatividade.

E eu deveria estar fazendo unha, cabelo e todas aquelas coisas de menininha pq hoje é a entrega de certificados. Mas ahhh, deixa eu dormir até tarde, vai... Juro que até passo uma maquiagenzinha na hora.

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And I'm Miss Purple:P



Música: Mr. Blue
de Catherine Feeny.
Achei POR ACASO. Adoro achar por acaso. AH, fascínio. (e também tenho de colocar em algum lugar, ou vou me esquecer)

(Tem alguém ligando, não vou atender o telefone. Se já tocou 3x e ninguém atendeu, qual a motivação pra continuar ligando,aff)

segunda-feira, 29 de março de 2010

acho

o fazer nada me deu saudade
daquilo que não sei direito
do amor que não tenho,
do querer que não me chama.

acho que falta um quê, uma vígula, um verso.

É a poesia que faltou!
não me visita mais aqui,nem no papel ali do lado.

a inconstância que me visita sempre:
acho que estou bem. acho. e acho que estou triste. acho.
não sei... acho que não Sou.
não é o eu que acalenta.
Não sou o eu que se precisa.

(o ócio tem dessas coisas)



música: acho
de: Carlos Careqa

não podia ter melhor letra. das minhas prediletas quando tinha meus 15 anos.

domingo, 28 de março de 2010

CARTA

Carta recebida depois de século! Alguém me escreveu, enfim. E não poderia haver melhor pessoa do que minha amiga de reflexão fahvorita: Lív Mary. É que tem gente que nasceu um pro outro. Do nada assim a gente gosta e confia. E com Lív é assim, sem mais nem menos e com muitos bons motivos confio meu mais íntimo fio de pensamento a ela.

Vou lá, tenho de escrever uma carta. Como nos velhos tempos.

Depois de uma noite muito boa

Depois de um dia corrido nada melhor do que encontrar as girlfriends nucleares. Então ir pra Lapa, chopp eterno, conversinhas. Ficar sem o núcleo muito tempo faz mal a saúde, por isso estava eu antes de poucos sorrisos. Logo, ao se sentar à mesa do bar as coisas se clarearam. Várias questões na pauta foram mais que esclarecidas e boas e planos para viagens mais que feitos. Ao sair do bar, ainda cedo, a preocupação era de assaltos da vida, já que uma amiga já havia sido assaltada. Então me acompanharam até meu ponto de ônibus e aguardaram comigo até o tal Coesa chegar. Fui-me pra pasárgada. No caminho vi 3 cegos guiados por única mulher e pensei: só mulher para guiar 3 cegos a noite em plena central do brasil. Clarisse falou sobre UM mascando chiclete que desencadeou toda um desautomatização de Ana, pra mim nem três foram suficientes para me tirar do automático de tudo.

Depois de uma noite tão boa em tudo... O que faltaria acontecer... Nada. E então que recebo a notícia que minhas amigas nucleares tinham sido assaltadas. Foram assaltadas em frente à casa de uma delas enquanto esperavam o ônibus da outra. O tal homem chegou com a arma, apresentou-a e disse querer os valores, os tais algos de valores. Uma deu o celular, outra seis reais. Bandido modesto levou o que lhe cabia e sumiu com sua arma acobreada pelos confins da terra. Às meninas restou o choro. Choro abafado, choro discreto, choro silencioso de quem teme o que há de material e espiritual nessa vida. Que não sabe bem do que ter medo, se de deus, se dos Homens, se da inversão de valor que se faz do que é deus, do que é Homem. E elas choraram juntas, porque a solidariedade e a empatia é o que persistem nesse processo de irracionalidade do ser quase humano.

Pergunto-me é que se o que nos falta é continuar consumindo até nossas casas virarem depósito de sucata do que não usamos ou tentar termos um pensamento crítico-social que nos permita entender a tristeza alheia de quererem consumir tanto quanto nós mesmos com nossa comida japonesa, petit gatout de chocolate e livros de Cambridge. Nesta encruzilhada eu digo: sinceramente, não sei.

sábado, 27 de março de 2010

Buenos Aires, te quiero

Depois de Paris, je taime e NY - I love you ( e em um constante Rio, te amo, Rio, te odeio), espero descobrir as graças (e nada de 'des'), da capital argentina Buenos Aires. Já fico ansiosa em pensar naquele climinha mais frio, boa comida, lugares interessantes e históricos para se ver, livrarias encantadoras (que já andei pesquisando no google e que o Italianinho me indicou), uma rotina diferente, falar espanhol. AH, quiero hablar español, pero... Mas vai virar um portunhol danado. No entanto, isso que não vai estragar toda a graça da brincadeira. Buenos Aires, tenho certeza, vai estar me esperando no melhor estilo portenho e com muita elegância.

Buenos Aires, aqui vou eu. Lembranças ao Tiradentes

Libertas Quae Sera Tamen

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fundão - Praia Vermelha

Acho que descobri quando as pessoas já passaram da fase universitária, quando não se quer mais fazer conhecidos em sala. É tanta informação já na rotina das coisas, trabalho, cursos, pesquisas, e as pessoas simplesmente não têm tempo pras outras dentro da sala de aula. As matérias de educação na Praia Vermelha conseguem explicitar isso de tal modo... Hoje reparei nas pessoas que foram para aula e que juntamente comigo descobriram que não terão aula até segunda semana de abriu (com possibilidade de não continuar tendo). O simples fato de passar uma lista de e-mail para confirmar com a professora se haveria ou não aula foi um suplício. Fora que se fala o extremamente necessário (isso SE se falar).

Talvez a gente se canse de nosso próprio curso ou somente das pessoas de nosso próprio curso. Os amigos já feitos, ótimo! Mas amigos novos... ai, minha vida, precisa-se de tempo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

o peso de mim

Os dias estão pesados, canso com a perspectiva de acordar. Cadê a poesia das coisas, a leveza dos gestos, o supreender da criatividade. Pessoas que vivem mecanicamente, e eu sou uma delas. Acordo, durmo, durmo e acordo. Às vezes, como agora, deixo de dormir. Deixo de dormir como que para mostrar minha revolta em relação ao mundo, em relação a mim mesma. Eu sou parasita de mim. Não me ajudo a sacudir a poeira, a fazer exercícios físicos, procurar ter uma melhor alimentação, cuidar melhor dos meus olhinhos (que são supimpas), não cuido da poeira que bate aqui e às vezes não sai.

É a poluição, é o vento áspero esse que bate todos os dias quando estou no ônibus e me faz pensar: me mal-trato. Mas como podemos nos cuidar bem na rotina cinza de cidade grande,me pergunto. É acordar encima do laço,comer um algo 'rapidinho', correr pra pegar a condução, sair do trabalho com o dia mais que escurecido e acabado. Acabada a temporada de imaginaçao, às vezes penso. Por mais que milhões de histórias povoem minha mente, parece que nunca chego a cuidar delas com carinho suficiente para que sobrevivam a tantoo saculejo.

Tanta tinta cinza, tanta tinta bege. Cadê,cadê as cores vivas... I really don't know where I can find it. Talvez esteja em alunos como naquela turma que substituí essa semana que me perguntou pq não era professora, pq eu era muito boa nisso (em substituir). Mas ainda assim é um pontinho laranja no meio de tanta tinta cinza.

Preciso, preciso de pouco de mar, de pouco de sal, de pouco de inusitado.

domingo, 21 de março de 2010

adorei a idéia de ir de barco pra paquetá.

aceita-se convite. :P

quinta-feira, 18 de março de 2010

Espaço virtual: um bom começo

Semana passada na primeira aula (sábado a tarde!) da turma de básico do CLAC propus um espaço virtual (um grupo no google groups), no qual os alunos teriam a chance de trocar idéias sobre inglês, tirar dúvida, entrar em contato comigo de uma maneira fácil e rápida, esse tipo de coisa.

Passei para eles um pequeno questionário que tinha como última pergunta "algo que eu (prof) deveria saber". Um aluno colocou: não tenho internet em casa e nem no trabalho. Ahhh, pronto. Aquilo me desmontou. Pensei: vai ser UM fracasso. Ainda mais quando, ao apresentar o primeio delinear da minha tese de mestrado (o primeiro, do primeiro, do primeiro), escuto (leio), de um dos que opinaram que se fosse trabalhar com o uso de uma ferramenta no contexto de ensino de inglês que seria MUITO difícil, afinal contar com a boa vontade alheia para participar não é fácil. Então, me fechei.

Só que aí... a semana foi passando, alguns assim que entraram no grupo já deram o ar da graça, mas em geral... Nada demais. Desanimei. Pronto, tudo é um fracasso (ai, drama!). No entanto, um postou um texto sobre dicas para se aprender uma segunda língua, outro um video (mto engraçado) em inglês de uma menina irlandesa passando trote para uma construtura pedindo para demoliar a escola(ué, é em inglês, isso que importa); aí, outro postou uma música que gosta, melhor, fez o upload da música no grupo (ohhhhhhhhh) e ainda colocou a música para as pessoas acompanharem (wake me up when september ends do green day). Aí uma aluna responde dizendo que não conseguiu fazer o upload, por isso colocou um link com a música em um site aleatório (ohhhhhhhh), e ainda postou um video sobre a pronúcia to TH no inglês *thank you*, assunto esse tratado na nossa primeira aula (OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH).

Gente, isso tá beirando algo muito bom. Levando em consideração que alguns NUNCA participarão, ou por timidez, ou por falta de tempo, ou por não saber mexer bem na ferramenta, para primeira semana de aula o grupo 'bombou' a seu jeito. Tirando minhas participações como 'resposta' de algo ou a famosa apresentação, eu mesma nem participei muito. Logo, creio que falar sobre o uso de ferramentas online para o aprendizado de inglês pode dar certo, de alguma maneira, com esse inglês básico. E se não der, o fato de não haver participação também é algo a ser pesquisado.

Que assim seja!

domingo, 14 de março de 2010

quero ir pra paquetá
quero mar perto
respirar sal no ar
quero ver verde quando olhar pra cima
quero ver você perto ali
contemplando o sol que baixa no seu rosto
quero sentir areia nos sapatos
quero rodopiar na árvore
e dar por si que a paisagem é bonita

não quero ponto
não quero nós
não quero raios
não quero hora
não quero só

Wikipedia Machine Translation Project

Tenho uns amigos que são umas peças raríssimas. Um deles é o Italiano da Quinta. Em uma conversa mais que informal ele me revela seu atual projeto de férias, que seria então a Wikipedia Machine Translation Project.

Tem gente que tem como hobby fotografia, tocar baixo, ou escrever poemas... O Italiano faz projetos linguisticos computacionais. A única coisa que eu invejo é não ter taaaanto conhecimento computacional quanto eu queria. Talvez, como dizia para o Italiano, eu crie um filho que seja bom em computação e goste de linguistica. Veremos.

sábado, 13 de março de 2010

CLAC que vem

As pernas doem. O coração sorrri. Primeiro dia do novo semestre de CLAC e novamente uma turma de básico lotada com 30 alunos. Apesar do desafio, a parte prazerosa é observar as faces ansiosas pelo novo e proporcionar a eles uma boa nova experiência. Aprender língua não é fácil, nem para aqueles que já têm faciliade. Há de se ter o desgaste, horas a estudar, a aula que por vezes pode ser massante (afinal, no caso do clac são 4h em uma sala que nos faz derreter). No entanto, quando se leva as coisas com leveza e tentando puxar um entusiasmo nas pessoas, tudo melhora.

O que tenho a dizer sobre hj, finalmente, é que adoro a minha profissão. Dar aula é uma inspiração e me faz uma pessoa melhor.

terça-feira, 9 de março de 2010

os últimos dias como deveriam ser

Ai, minha vida! Uns dias agitados. Respiro fundo... Viver tem dessas coisas. Amiga assaltada do lado de casa, outras que pegam uma baita enchente saindo da minha casa, alunos que se batem no vidro do curso, eu que ganho monitoria e perco em menos de uma semana. Se fosse para fazer lista de últimos acontecimentos, muitas linhas de caderno seriam usadas.

Bem, começando com meu bolo duplo (que ainda bem que esse não engorda) da sexta passada. Amigos que marcam e desmarcam em cima da hora (uma delas literalmente encima da hora - exatamente na hora marcada). Isto é das poucas coisas que me irrita grandiosamente. No entanto, houve uma grande superação da minha suposta raiva. Não fiquei irritada. Que seja. Pessoas vão e vem, quem quer ficar no seu caminho, que fique. Se não aparecer, se aparecer, fica em sua vida aqueles que QUEREM. Eu sempre quis ficar na vida de todo mundo, e desde algum tempo me cansei um pouco disso. Vou participar mais ativamente da minha existência, que às vezes deixo para lá por falta de tempo.

Depois, no final, fiz tudo que queria na sexta passada, andei pelo centro da cidade, fui no CCBB (e quero ir novamente para vez umas peças por lá), e fiz minha programação comigo mesma. Saí na Lapa com Thatha, dividimos um pouco de nós mesmas e foi extremamente gostoso (e, claro, com a preseça do chopp eterno). Não se precisa de muita gente para fazer uma tarde de sexta feliz.

A semana começou inocentemente, com reunião do clac, com perspectiva de verdadeiramente INÍCIO de semestre. Tive de largar o setor de apoio acadêmico na UFRJ (que me rendeu uma boa história na quinta passada que não posso esquecer de contar aqui). E então eu VI. Tem conexão incrível entre as coisas deste mundo. Ah, tem. Por um milésimo de segundo as coisas acontecem ou NÃO acontecem. Ou, simplesmente elas ficam como deveriam ser... È, eu concordo que deveria mesmo ser assim.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sobre formatura, filmes e amizades

Precisamos dar o primeiro passo. Isto que aprendemos com filmes como Preciosa (Precious, candidatíssimo ao Oscar). Na tarde de sexta feira, última do mês de fevereiro, foi a colação de grau da licenciatura da minha querida e eterna LEJ. Perdi o passo deles depois que fui pro Canadá, mas certamente nunca me mantive muito longe da atividade da turma. Nos dias anteriores, nos quais programávamos um simples almoço depois da cerimônia no campus da Praia Vermelha da UFRJ, vi nascer discussões grandes em relação ao que é pertencer a um grupo ou não. Essas discussões tive comigo mesma, pensando no que faz alguém dizer que não vai ao almoço por não fazer parte do grupo, sendo que estudou sempre com o grupo. Se eu quero fazer parte do grupo, se eu quero encontrar alguém (independente de ser LEJ, núcleo, amelístico, colega de trabs, aluno), simplesmente encontro. O que vale é força de vontade, é o querer dividir um momento com alguma pessoa.

Observando a formatura deles, e a ótima oportunidade de reunir a LEJ (quem sabe pela última vez), reparei que só eu era de fora ali do grupo. Eu iria para aquela colação até mesmo se conhecesse só uma pessoa. Calhou de ser minha turma, mas convidada, é um momento tão peculiar e de ter boas conversas que não perderia isso por nada. Também poucos aceitaram emendar o programa para chegar a melhor parte do dia (que só viria ao fechar da noite), primeiro de ir ao cinema e depois de ir para bar esperando a Thatha sair do trabalho. Desta forma, fomos Renata, sapacaxo e eu, para ver Precious. O filme foi lindo, chorei chorei chorei, pensei em várias questões e me deu vontade de ler o livro. E então thatha chegou, fomos pro bar, Renata reclamando, a gente fazendo o sapacaxo dela de emo, nós duas dividindo um tanto de existência. E, é claro, a melhor parte do dia chegou, um brownie de chocolate no shopping dando adeus a toda idéia de dieta: suspiros.

Essa narrativa toda só para me lembrar como que a turma se viu vinculada deste modo pela última vez. As coisas vinham mudando, agora... Mudará surpreendentemente, nós mesmos e os outros. O relacionamento que fica são daqueles que cultivam, cultivam com a alma e com a presença, porque a amizade também depende de um passo de cada vez, e nunca se pode deixar de dar o próximo passo, seja pra mandar sms no celular, pra convidar para ir ver um filminho, ou simplesmente conversar da vida.

Um passo de cada vez, mas sempre com a necessidade de se ter iniciativa, de se dar o primeiro passo. Desta forma, abro uma temporada na qual ficarei mais passiva, esperando convites para tomar sorvete, ir na livraria, olhar as flores crescerem (essa é do The Sims), jogar video game, fazer sessão dupla em botafogo, ir ao CCBB, ou fazer nada juntos. Afinal uma boa amizade não precisa de muito, além de iniciativa e carinho.

Tenho dito! E espero convites nucleares, etc...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O primeiro encontro

O mendigo encostado no meio fio da porta da loja, diagonalmente, dormindo. Todo dia quando passo assim está ele, nos sonhos sublimes que não posso imaginar, pois fico compadecida de um não-sei-o-quê social que ainda mora no hábito de ser humano. Mas, de fato, neste hábito de ser humano, não está incluido esperar aquele homem acordar pra lhe estender a mão. Sempre ali está no meu trajeto, ao descer do ônibus, voltar uns 100m e entrar na ruazinha que dará para meu prédio, o mendigo. Ele descansa com uma serenidade supreendente, e eu o observo quando passo, todos os dias, furtivamente. No início, quando o vi dormindo a primeira vez, tive um sobressalto,preocupada que pudesse ser algo de ameaçador. Bobagem, ele só queria descanso, eu só queria passagem... Nossos caminhos não se encontravam de fato, pois quando eu passava ele ali não estava, só seu corpo.

No entanto, hoje, tivemos nosso primeiro encontro. Ao puxar a cordinha do ônibus uns segundos adiantada o motorista entendeu que puxara eu a cordinha no atraso e parou imediatamente no ponto de ônibus anterior ao meu de modo que, ficando sem graça de dizer 'é na outra', desci ali mesmo, afinal a caminhada não era lá isso tudo (de fato era nada). Sem nem pensar, iria então passar na calçada oposta do mendigo, que desta vez, dada minha mudança de percurso, eu poderia ver de frente. Para minha grande surpresa ele estava acordado, como pressentindo que algo na tarde de segunda-feira mudara. E mudara. O que pra gente resultava o fim de uma rotina, para mim era a rotina de meus próprias dias, das minhas próprias horas que começavam. E lá estava ele do outro lado, sentando no meio fio da loja, com os cotovelos no joelho, olhando para frente. Me olhou de relance, como mais um rosto dos tantos que se vê, talvez sem nem mesmo se dar conta do rosto que via por estar divagando em seus próprios pensamentos. No meio disso tudo, eu, me senti estranha... Vê-lo dormir todos os dias na mesma posição ao passar por ali tornou-se uma espécie de ritual que agora fora abruptamente interrompido. Este era o nosso primeiro encontro e me senti mais bege que nunca, com a blusa branca do curso, jeans apertando por conta dos quilos ganhados nas férias, sapatos vermelhos, bolsa predileta, cabelos soltos. Ele com sua blusa de sempre,clara, calção e chinelos. Era o mendigo de outros abertos, como que diferente do mendigo esse que todo dia me fazia pensar nele enquanto ele dormia, que me fazia refletir sobre múltiplos assuntos desde o porquê de existirem mendigos, até o porquê de sentir que tudo era um grande sonho, como em um mundo solipsista. Talvez eu estivesse no sonho dele, sendo controlada por ele, e daí ele teria o poder de determinar o próximo acontecimento da minha existência. Por favor, que me traga uma notícia boa. Inusitadamente boa, com gosto de jujuba, com delicadeza de um arranjo de flores, com a mesma sensação de ver uma nuvem quando bate o sol. Ah, eu quero, quero e quero amanhã, meu amigo solipsista, se não for pedir muito.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

noite infinda



Loucamente pelos vídeos de bandas dos anos 80 pelo youtube, não resisti e postei minha fahvoritíssima... Infinitamente sem sono, reviro o guarda-roupa e dou graças aos céus que tenho uma hora a mais nesse fim de horário de verão. Essa história de não parar em casa criou um caos na minha rotina (que já é aleatória por natureza). Agora conto com a falta de sono, com o vício do chocolate, sem contar a dor no braço... Ah, fiquei jogando tênis ontem a tarde toda. E não se surpreenda, caro leitor, pq nem tudo é o que parece. Joguei tênis em casa, no video game, pois este é o tipo de exercício físico que me resta (e apetece).

No mais, procuro ajudante pra arrumar guarda-roupa urgente! E olha que essa metáfora do guarda-roupa é poderosíssima: pra arrumar pensamentos, se arruma guarda-roupa. E tenho dito!

Uma questão de Performance

A preocupação das pessoas com a questão de saúde misturada com a estética só aumenta, aderindo-se ao grupo pessoas de todas as classes sociais, homens e mulheres de forma igualitária e, principalmente, idades diversificadas. Lembro no Canadá quando primeiro me deparei com alguém 'perto' tomando o tal de suplemento. Era um estudante mexicano (mais que querido), que tomava algo na garrafinha que não sei dizer o que era. De qualquer forma, quando meus vizinhos de Canadá (brasileiríssimos de Curitiba) voltaram a sua querida terra natal, foi com muita alegria que soube da gloriosa notícia: eles montavam um negócio próprio. Minha surpresa foi o ramo: suplementação esportiva. Eu desse assunto muito pouco sabia, e fiquei um pouco surpresa, confesso. Ela é formada em nutrição e educação física, ele é formado em fisioterapia, logo, não é difícil imaginar que o negócio daria certo. Mas ser formado na área não é suficiente (e nem é requerido) neste ramo do comércio. Há quase um ano no mercado de Curitiba, Fabíola (também Silva como eu) e Felipe se destacam pelo seu atendimento (personalizado e com o cunho de quem sabe o que está falando, e não simplesmente quer empurrar um produto) e muito carinho pelo que fazem.

O carinho deles me cativou, confesso. Até li algo sobre suplementação esportiva pra tentar tirar a idéia de marombados (as) da minha mente. E certamente consegui, pois vi que a questão não era simplesmente criar infindos músculos, mas o suplemente servia ao seu propósito, como eu com minha vitamina C de cada dia. Pra quem se interessa por suplementos, aqui vai o site do casal que vende online: www.suplementacaoesportiva.com.br
Pelo que contaram, o site está sendo bem visitado e aos poucos eles vão conquistando o espaço deles como pequenos empresários (façanha essa que não é simples como se pensa).

Torço pelo sucesso da loja Performance que vi nascer diante de meus olhos, toda bonitinha, com o caprixo dos donos estampado na loja. Iniciativas empreendedoras desse estilo dá gosto de ver num Brasil desse.

Endereço:
Rua Castro, 605 Lj 03 - Água Verde
Telefone:
41 3244.0110
Email:
performance@suplementacaoesportiva.com.br
MSN:
performance-suplementos@hotmail.com

Uma quest

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

love will tear us apart again



Uma delícia essa edição da BBC fazendo uma versão de videoclip decente já que a banda não o fez a tempo da morte do vocalista.

Estava cá com meus botões pensando na utilidade do youtube, ou, alguns diriam, sua inutilidade. Vou procurando música por música aquelas canções para escutar novamente que não tenho coragem de bater e assumir que gosto e sei a letra de cor, outras que esqueço por displicência pura, e ainda descobrir uns bons achados.

E é isso...depois de escutar essa mesma canção por cinco vezes me pergunto o pq...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A viagem de si

A inconstância das coisas vividas às vezes me surpreende. Como pode uma viagem mudar o pedaço do que se é. Eu sei que a cada milímetro de vida o acaso (ou seja lá como queira chamar isso), pode pender para um lado, pender para o outro, ou deixar de pender. Com isso, mais um tempo de ausência de blog eu pensei, todo dia, num post digno para uma 'volta'. A questão é que tinham tantas pequenas coisas, sem contar as grandes que se tornaram pequenas. E deste modo houve um inundação de palavras dentro da mente que vos fala. Os diversos reencontros, os desencontros (propositais ou não), o sol e a chuva... Tudo posto ali, como para brincar de fazer ocasiões boas ou não, por vezes ótimas.

Cada vez mais são chico é minha cidade de turismo. E refleti que seria impossível para mim viver lá. São Chico existe numa realidade paralela, realidade de meus 15 anos, quando pouco se sabe de tudo e não se pode sair por aí a descobrir as coisas sem o devido consentimento parental. São Chico ficou lá, com todos seus personagens que voltam a mim. Ou seria eu que os assombro... Assim me senti, uma verdadeira assombração, quando meu amigo de tempos não podia ir numa reunião de amigos que me incluia porque a namorada não permitia (pois eu lá estaria). Não sabia ela, que como toda assombração, essa presença alheia atrai curiosidade... E que um deslize não estaria nunca nas mãos dela prever. As pessoas pensam em casar, planejam quando os filhos vêm, enquanto eu vou pensando no meu primeiro roteiro Europeu. Alguns tentam fugir do mesmo, mas cercado daquilo sabem que se não se encaixarem a moda da cidade logo serão apontados como 'fora' do padrão. Nem consigo expressar o prazer de SER fora do padrão. Aí encontrei quem eu era, a que não é o que se espera. Multiplicidade de ser em si, e só. Admiração ao me verem só. Eu pertenço a mim, e ninguém me pertence. Prefiro assim, por opção. Explicar isto seria inútil, então melhor deixar que sintam pena da minha solidão, ou admiração e até inveja por não poderem fazer o mesmo.

Em Rio Grande, indo de ônibus, ajudou num processo de pensar o destino, criar hipóteses, de ir chegando aos poucos, como se o corpo acompanhasse a cabeça na assimilação de onde se ia. Cheguei em rio grande corpo e alma. Contando com poucos dias, quis a intensidade de tudo. Me desliguei de outras cidades, vivi rio grande como pude. Frustração. Nem pra rever pessoas me serve... É tudo tão complicado. Mas daí tirei o prazer de curtir,como turista, o que me tinha a oferecer a cidade. E aí a resolução de férias: sou turista. Reencontros, sim, inevitáveis. Espera de outros reencontros, sim, inevitável. A areia fina que enxarca a cidade ficou nos sapatos, tive de lavar bem cada sola pra não ter de herança isto ainda agora. Em rio grande descobri que as pessoas que gostamos continuamos gostamos, e quando revemos gostamos mais. As pessoas que nunca fomos muito seguras se gostávamos sinceramente ou não fica na certeza de que não gostamos lá isso tudo mesmo, o suficiente para aturar. Tem pessoas que basta um abraço, sem muito diálogo para se gostar mais. Outras, com muito diálogoo se descobre o potencial de novos personagens, diferentes daqueles de anos atrás na faculdade. Chimas no canelete,andadelas por aqui e ali, novas configurações familiares e... Amor. Como no conto de Clarisse que li e analisei tanto nas aulas de teoria literária I na furg, encontrei a epifania. Caí em mim, algo tinha mudado... Parece que vi algo que se equiparava a um cego mascando chiclete pra Ana, e fui para meu próprio jardim botânico ter comigo uma revelação. Resolvi apagar a flama da viagem indo um dia antes para Porto Alegre. Tinha feito mais ou menos tudo que planejado... Dali já não queria nem o pó.

Porto alegre me senti a verdadeira turista. Sensação de coisa nova, de um ar de cidade nova. Reencontros novos e surpreendentes. Em Danilo, meu anfitrião, enxerguei ambição boa, amizade com gosto de jujuba. Conheci alguns de seus amigos, me diverti com a simpatia deles. Vimos filme, saimos a comer algo e me dei conta que com uma tarde-noite em porto alegre tinha feito mais coisas que em dias em outras cidade. É que depende com quem se tá. E estava bem acompanhada. Outro dia partia eu para o aeroporto lotado de fãs de preto de banda de rock pesado cujo nome resolvi ignorar. Resolvi ignorar muitas coisas no earoporto. Resolvi esperar pelo meu avião em paz, finalmente, depois de um lanche nada saudável numa famosa rede americana de fast food. Esperei ansiosa por partir para o próximo momento. O momento da tranquilidade.

Cheguei em Curitiba e chovia muito. Mas tudo compensava reencontrar Fabíola e Felipe novamente. Os noivos, que conheci no Canadá, me presentearam com o prazer de estar no casamento deles. E estive... E me deliciei em quase perene silêncio,sendo apresentada aqui, ali e acolá como a amiga do canada, pensando na vida boa que os dois estavam fadados a ter vivendo juntos. Eta casal adorável. E olha que não sou de ser simpática a qualquer casal. Mas aquele casal... Eles têm algo, algo que só NÃO pode ser explicado. É de segredo, e me faz acreditar em carma, e que eles foram recompensados por serem tão bons em vidas passadas. Passei a me sentir recompensada também com a amizade deles. De tudo de vibrante no Canadá, eles são das melhores lembranças. Me deram dias de turistas, aqui e acolá, em vários pontos turísticos, alguns que visitei 13 anos antes. Adorei. Adoro Curitiba, declarei amor a cidade... Apaixonei perdidamente e ao voltar para o Rio aquela chateação de quem deixa a pessoa amada longe me acompanhou. Mas não voltei antes ainda de tormar um suco no aeoporto com Felipe, comer pão de queijo, jogar bom papo fora e ter certeza que meus ex-vizinhos de canadá são mesmo pessoas dotadas de gentileza.

E Rio, aqui estou... Se sirva de mim. Até quando, mistério.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais um dia de praia

Hoje acordei com uma inquietação esquisita. O dia parecia firme, o sol reluzia, mas os problemas com a publicação do meu artigo e uma certa falta de comunicação com algumas pessoas me incomodava um pouco. Hora do almoço, fui comprar as coisas congeladas pra fazer pois carol ia chegar logo. Aqui em são chico eles têm o hábito de ter 2h horas de almoço, que vai do meio dia até às 14h. Almoçamos, Carol se vai e eu continuo pensando nas coisas, na vida, nas relações humanas: decido ir pra praia.

Desta vez vou pra enseada, arranjo um canto mais vazio, estendo minha toalha e pego um polígrafo para ler falando sobre Cultura. O negócio me intriga, no entanto já sinto o peso do calor na minha cabeça, vou pra água. Ao voltar, dou um tempo deitada no sol para secar antes de pegar no xerox de livro novamente. Aí, foi quando coloquei a musiquinha, o meu vestido na cabeça e me deixei relaxar. Neste momento, de repente ouço "acho que ela está escutando música", e uma moça loira com um microfone levanta o vestida que cobria meu rosto. Nâo só provida de microfone, na sua companhia havia um rapaz com uma câmera na minha cara. Ela pergunta "estou atrapalhando alguma coisa?", eu penso: "não nada, só o único momento que consegui relaxar a luz do dia". Ela pergunta se estou curtindo, se o sol dá pra bronzear, coisas muito úteis nesse estilo. Antes de ir de vez pergunta de onde eu sou, digo que do Rio e ela reage com um "ahh, bem-vindo as praias catarinenses", e eu penso "capaz de eu conhecer mais delas do que você". O microfone tinha o logo da band, e eles sairam tão abruptamente quanto chegaram.

Continuei na minha música, na minha leitura, depois mais uma nadada na água morninha da enseada e tive certeza de uma coisa: não queria ir embora. E a solidão de mim bastou. Me afastei de mim mesmo e existi só para os outros. Não tive vergonha de sair com os pés sujos de areia por aí, não prestei atenção nos olhares curiosos de cada um. Uma paz veio, o não tive mais aquelas incógnitas de mais cedo. Mas eu juro que pra aquele fim de tarde faltou alguém.

Amigo pra tudo


A Jô me introduziu uma boa frase: tem amigo pra tudo, pra balada, pra conversar, pra ver filme... Além disso, ela foi minha grande parceira de descobertas musicais, e chegava a me ligar quando passava minha música favorita na rádio. Em 1997 éramos de sextas séries diferentes, mas em 1998 estudamos juntas. Ela tinha sua melhor amiga, eu tinha a minha e juntas fazíamos um grupo de melhores amigas. Dentre muitas aventuras, testemunhas do primeiro beijo, cartas de amor, reflexões sobre adolescência, nescau com pão com maionese, destes anos todos ficaram a certeza de ter mais um ano de amizade no ano seguinte: e assim se passaram 12 anos.

Este ano foi uma pena ter passado somente uma tarde e uma noite de festa com ela, afinal descobrimos afinidades novas, falamos do nosso futuro, e nos assemelhamos em relação a objetivos de vida. Deste modo, depois de 12 anos, mais 12 estão garantidos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coisa de São Chico

Voltava eu da minha segunda-feira de praia, quando desço do ônibus percebo umas grandes gotas de chuva começando a cair. Logo abro a sombrinha e sigo meu caminha determinada a ir para o Rocio Grande (meu antigo bairro) a pé. O caso é que o percurso mal havia começado e a chuva apertava pouco a pouco. Ainda com uns 20 minutos para percorrer começava a me preocupar com a chuva com vento que virava meu guarda-chuva a toda hora. De repente vejo um carro parado lá na frente. Ia virar pra garagem. Em frente a academia vejo outro. Passo por ele. Em seguida um vidro é aberto e escuto uma moça bem loira por volta dos seus 40 anos me perguntando se eu queria carona. Eu fiquei ADMIRADA, e nunca poderia recusar aquela gentileza. Ela é dona de uma loja de tecidos do centro histórico de são chico. Eu sei que ela é, ela nunca me viu na vida. Ela foi falando da chuva com vento, que eu ia me molhar toda e me pergunta se vou ficar no trevo. Digo q vou ficar ali na altura da rua Joinville, ela diz que é bem onde ela passa. Não conseguia nem puxar um assunto direito, afinal a minha admiração era tanta tanta... Ela escutava alguma música boa, calma, do jeito que eu gosto. Sei que chegou a hora de descer do carro, a agradeci e perguntei seu nome: Ingrid. Ingrid Klaus. A identidade em uma cidade pequena nunca é anônima... Ela disse, como que pra justificar o porquê de ter parado, que se ela tivesse na minha situação gostaria que algum conhecido parasse; ela era minha conhecida de vista que nunca me viu na vida. E viva são chico, essas coisas só acontecem em lugares como este!

Aberta temporada de férias

Depois de muito pó de cal da cultura inglesa (por conta das obras de tooodas as filiais carioca para o famoso "Cultura Experience", finalmente na quinta feira, dia 14 já estava viajando.

Primeiramente passei por Curitiba. Lá é sempre um capítulo a parte. Pessoas educadas, simpáticas, e um quê cosmopolita que me agrada por demais. Tá aí um lugar que moraria e seria feliz. Ainda mais por ser perto da minha amada são chico. Fui pro shopping, de livraria em livraria. QUase comprei 1984 em português, mas me segurei pra deixar comprar em inglês mesmo. Fiz um lanche com minha querida Fabíola, conversamos da vida, dos preparativos do casamento dela, sobre nossas cidades, um pouco sobre nós mesmas... Duas Fabíolas Silvas que se encontraram no Canadá.

Logo cedo, dia 15, São Chico! E ah, São Chico é sempre aquela boa palpitação no peito... Deixo então pra outro post :)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Coisa Velha

Sabe as tralhas que se acumulam durante anos no seu guarda-roupa e você não consegue se livrar>>> Então, eu sofro cronicamente com isso. A cada ano de faculdade mais apostilas (polígrafos), livros, cadernetas foram se acumulando. Coisas que por um valor simbólico e por vezes real (afinal há sempre o risco de ser útil pra alguma coisa), não consigo me livrar. Roupas são totalmente descartável, elas vão e vêm e não apresentam um valor tamanho que possa significar sua possessão eterna. No entanto, com os livros e apostilas passadas o caso é diferente. Se eu pudesse, teria todo o material escolar da minha vida, sem nem me preocupar com traças e afins pelo guarda-roupa. O caso é que papai sempre foi sanguinário com papel e jogava tudo na lixeira sem um pingo de piedade. Até minhas cartas ele conseguiu atingir, dando tudo de presente ao nosso amigo lixeiro. Gostaria tanto de relembrar o que as pessoas me escreveram quando eu tinha 9 anos de idade... E a minha letra nos cadernos avulsos, como pude me esquecer.... Agora é tudo memória apagada, arquivo morto e enterrado. A sementinha por conservar o passado só cresce dentro de mim, pena que aqui fora o espaço só diminui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010





E nesta virada de ano o blog comemora mais um ano. Depois de tanta história da vida (universitária) aleatória, agora o drama se estende a vida profissional. A proposta do novo ano é trazer um pouco mais do que experimento no mundo além dos filmes e das reclamações habituais. O foco é trazer também um pouco sobre viagens, hotéis, restaurantes e culinária em geral, dicas culturais e até mesmo de moda. Este é o ano dos sentidos, todos eles. Logo, o negócio é falar de tudo que se dê para ouvir, ver, sentir, respirar, falar e tocar.

E que venha 2010!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Horas de sono

Sigo no erro constante de dormir extremamente tarde quando sei que um dia cheio me espera. Essa história de joguinhos de Facebook em grande parte contribui pra isso. Isto pq antes dedormir tem de se dar aquela olhadinha na fazenda, no aquário, no café, no restaurante, na máfia, nos vampiros... Enfim, a cada jogo que se aceita participar, maior o comprometimento de se ficar atado noites adentro colocando tudo em dia. Particularmente tenho dado maior atenção a fazenda, simplesmente por ter sido a primeira a me despertar grande interesse. O caso é que vou traçando metas, fazendo planos e no final esse nesse negócio de ser latifundiário é bastante prazeroso. Só não é prático para o 'banco de horas', afinal as noites de sono deram uma diminuída básica de pelo menos 1h. Mas tudo isso em nome do ar puro campestre.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O poder de ser humano

A sensação de presenciar uma briga é algo que deve mexer não somente comigo, mas com todo mundo. Sinto o pulso acelerando, mas ao mesmo tempo fico estática, quase inerte. Imagina se essa briga acontece em um veículo em movimento, como um ônibus. É, voltando de Botafogo, depois de sessão no Estação com Thatha (Coco avant Channel), ao pegar meu segundo ônibus não imaginaria a cena que viria quase no final da viagem. Escutava música no celular (acabei me rendendo a tecnologia de celular fazer tudo, até cortar a unha), quando de repente gritos perceptíveis ao meu ouvido, olho pra trás e vejo um rapaz agredindo o cobrador, que por sua vez levantou da cadeira e começou a chutar o rapaz no rosto. Apesar do rapaz sair arranhado no rosto, foi ele que o atacou (e continuou atacando), e finalmente quando alguém foi apartar a briga, ele ainda esbravejava com os outros. Ele era baixo, com um corpo atlético (mas não marombado), negro, por volta do esplendor dos 20 e poucos anos. O trocador era moreno trigo (afinal, 'moreno' em nossa sociedade é algo mto generalizante), com seus 40 anos já vividos, e cara de cansado. Quando o menino saiu escoltado, todos se voltaram para trás com intuito de saber porque diabos o rapaz o agrediu. O trocador respirava ofegante e não respondia aos nossos olhos atentos, até que alguns perguntavam uns aos outros num tom mais alto afim de obter resposta do dito cujo sobre o tal motivo. Ele então se pronunciou: a moeda do troco caiu no chão, ele pediu pro menino pega (por motivos óbvios) e então... a reação.

Fico me perguntando que motivos levaram ao rapazinho a agir daquela forma. O poder que lhe dá a juventude às vezes te tira a razão e a sensibilidade. O poder que dão os músculos às vezes nos tiram a força da argumentação. O poder que nos dá o fato de sermos homens, às vezes nos tira em humanidade.

Oh gosh... vamos falar de Coco avant channel no próximo post...
Os leitores silenciosos são os mais fiéis.


(sobre leitores de blog)

domingo, 29 de novembro de 2009

Onde está a esperança

Voltando para casa numa noite de quinta, pouco tinha para achar a vida bonita. As coisas se viam turvas, o ônibus parava longe do ponto, a vida sem sentido. Vendo de longe um grupo de jovens arrumados atipicamente de roupa social, tentei atravessar logo a rua adivinhando "vem coisa de igreja". Dito e feito, um deles me entrega um papelzinho e diz "Jesus te ama", os outros começam ao rir e um comenta "só entrega pra mina bonita esse aí". Eu dou um sorrizinho do canto da boca, e não jogo o papel na rua por motivos ecológicos,então o coloco na minha bolsa pensando que 'maravilhosa' mensagem me espera. Mas, como eu adoro fazer análise de discurso dessa modalidade, tirei o papel da bolsa e li rapidamente "onde está a esperança". Confesso, a pergunta me pegou. Onde está essa esperança... Nos amigos que somem, nos amores que nunca se concretizam, na profissão que não trás engrandecimento, no lazer que não trás conforto... Aonde será que está, meu Deus, que eu não vejo! Guardei a esperança na bolsa, aquela questão já valeu pela noite. Cheguei em casa, abri o sorriso, e deixei a esperança tentando crescer dentro de mim. No outro dia tinha trabalho pra entregar (e ainda terminar de fazer),tinha prova de CAE e... No outro dia eu vi que tinha esperança, tanto nos amigos, que te mandam uma mensagem quando vc pensa que eles já te esqueceram, no amor platônico de todo dia e no amor por si mesmo e cuidado com o próximo e no saber, que de tão bom que é ter fonfinça que sim, nós podemos.

O papel da esperança sofreu com dilúvio dentro da minha bolsa no sábado pela manhã indo ao trabalho, e jaz em paz em alguma lixeirinha da ufrj. Agora, o que esse papel me trouxe... (suspiros).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

sobre CLAC e algo mais...

Ao começar o treinamento do CLAC em julho não podia imaginar o que a entrada nesse projeto me trouxe. Primeiro, possibilidade de entrar em contato com pessoas novas, pessoal dos outros períodos que já estão mais que distantes de mim. Depois, vem a questão de ser um desafio, de sair da sua zona de conforto e ter de ser 'julgada' profissionalmente por pessoas que estudaram contigo. Em seguida, a primeira aula, o desafio de ver 30 cabecinhas com objetivos totalmente diferentes e motivações das mais variadas. Sem dúvida, desde o início tinham meu respeito, e por isso mesmo minha mais preocupação em montar as aulas. O fato é que eles foram oficialmente minha primeira turma de inglês, já que na Cultura tenho alunos em individual, e na Mudes eu dava aula de português. Engraçado que eles achavam que eu tinha anos de experiência, e eu deixei que achassem isso, até pela necessidade de um álibe que eu estava fazendo um bom trabalho. Desde o início recebi elogios rasgados de uns alunos, e poucos bocejos para um sábado demanhã. De fato, a cada sábado, apesar de sair exausta, saia também com uma sensação de realização grandiosa, como mulher maravilha que tudo pode. Eu podia.

Entre justificativas, perguntas (às vezes absurdas), olhares atentos e muito sono, no final tivemos um semestre muito interessante, no qual foi a primeira vez de muitos em aulas de inglês e me senti muito honrada em transmiti-los o pouco que sei. Sinceramente, eu gosto mesmo de ser professora. E nem importa muito a matéria, esse contato com as pessoas, a atmosfera de conhecimento, tudo isso me apetece muitíssimo. Hoje foi a última aula antes da prova (29-11). Como forma de marcar esse momento levei chocolate pra eles com a desculpa de ser natal, mas na verdade é que não quis confessar o quanto eles eram importantes pra mim.

O dia em que o Rio parou

A pergunta clássica: o que você estava fazendo quando aconteceu o apagão no Rio... Estava eu no meu primeiro ônibus, rumo ao terminal de Niterói para pegar o segundo, e finalmente chegar em casa. Em Icaraí a luz acaba, e penso que seria somente ali naquela região. Ledo engano, centro de Niterói totalmente às escuras. De repente um certo temor tomou conta de mim; não tenho medo de escuro, mas... tenho medo do que possa ter causado a escuridão e do que pessoas são capazes de fazer no anonimato do escuro.

Ao descer do ônibus, outro drama: a chuva. Desci e ao olhar aquele portal escuro do terminal me encorajo para ir no sentido contrário e atravessar entre os ônibus até chegar a minha plataforma. Ao fazer isso minha mãe me liga. Apesar de muito querer falar com ela, digo que não posso, que ligo depois. Vejo meu ônibus bem no momento de sair, entro e o carro arranca. As pessoas estão olhando ao redor, e não carregam aquele olhar de indiferente inerente de passageiros de ônibus. Pego o último lugar disponível e me sinto de certa forma protegida ali. Então, ao tentar retornar para mamãe reparo que a Claro não tem sinal. Bate o desespero temporário: e se não tiver sinal até chegar em casa... E se não chegar em casa...

(continua no próximo capítulo)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

depressão acadêmica

Com o término do bacharelado vem a dor em parcelas. O que faço agora, depois de 5 anos de pesquisas incabadas e tentando me definir em pesquisas. Nunca fui o que gostaria de ser em termos acadêmicos, a não ser no primeiro ano, quando não sabia o que era ser acadêmico e quebrava importantes etiquetas.

O Italiano me relembrava daquela moça aventureira e sem planos que quer ir pra Angola ensinar português. E eu sei, dentro de mim, que isso é o que eu quero. Junto com milhões de outras pequenas coisas que somam a 'vontade' por coisas boas e engrandecedoras PARA MIM, que nunca acontecem. Como diria Lívia, não nasci para uma vida provinciana. Só que às vezes penso que não nasci pra mim mesma. Nasci pra pensar em outros.

depressão acad^

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Caçador



O filme te conta tudo que você precisa saber rapidamente. O problema é que sabemos demais, e que com isso nossa ansiedade só aumenta. Um dos melhores filme em circuito atualmente, e sem dúvida, um dos melhores filmes da Coréia do Sul. Pitada forte de violência, com medidas de suspense psicológico, e, é claro, O Final.

Gostei também do fatoo de ver problemas sociais coreanos discutidos durante todo o filme, como o diretor mostou o 'cotidiano' coreano de determinado recorte, ressaltou a questão da religiosidade (as pessoas de lá geralmente são cristãs), a tecnologia, o submundo, e até coisas bobas como os ônibus de lá me deixaram com o gosto de 'visitar' a coréia.

Ênfase extrema a digreção do personagem principal, que passar por transformações psicológicas visíveis e que nós acabamos por enxergar a trama através dos olhos e das angústias dele.

Filme imperdível.

O primeiro amor


Geralmente somos bastante centrados em nossos primeiros amores (e principalmente nos últimos) que esquecemos do primeiro amor alheio; pior, que podemos ser o primeiro amor alheio. Digo isto porque, na época de meu terceiro ano de segundo grau, me aproximei de alguns guris do primeiro ano que eram muito fofos. Entre eles, tinha um que sempre gostava de conversar comigo, era filho da minha ex-professora de ciências da sétima série, e, mesmo sem eu perceber claramente na época, fazia tudo para me agradar. O caso é que na minha mente pensava que ele queria mais era o 'status' de ser amigo de alguém do terceiro ano. No entanto, quase 7 anos depois ele finalmente revelou, de forma singela e bonita: você foi meu primeiro amor.

Fiquei chocada, pois primeiro, eu conversava MUITO com ele, logo como não poderia perceber que ele sentiria algo mais. Segundo, ele dizia que tinha uma moça que ele gostava muito, logo eu tentava 'ajudar' no caso. O que não sabia era que a moça era eu mesma! Ele lembra de momentos perdidos no tempo pra mim, como no dia q ele fez um gol numa partida de futebol e me dedicou, de tocar 'fim de tarde com você', do acústicos e valvulados (mesmo odiando acústicos e valvulados), da roupa que eu estava vestida quando me viu certa vez em certo lugar. E eu penso que nunca fiz tanto para impressioná-lo, só fui eu mesma no estado cru da palavra.

Creio que o que mais me impressiona é o poder dele guardar segredo, de aguentar calado e se manter naquele amor platônico sem rumo. Se ele tivesse dito na época, não teria acontecido nada, seria 'mais um gurizinho tentando alguma coisa'. No entando, pelos simples fato de ter conservado essas lembranças num cantinho especial e ter revelado agora, me fez parar e pensar. Pensar no amor dos outros por nós, na admiração, no pouco de carinho que nos vem às vezes de onde nem se imagina.

Uns podem fazer questão de nos excluir, outros nos queriam, nos querem, nos quererão bem, certamente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios


O filme da semana, com direito a muitos risos.

Na sexta a noite fui no Odeon conferir Bastardos Inglórios. Antes de tudo, por ser um filme de Tarantino, esperava algo de interessante (não pensando em Death Proof). Apesar daquela temática batida (e geralmente politicamente correta) sobre nazismo, o filme supreendeu. Voltado mais a questão de um bom diálogo do que meras cenas chocantes, Tarantino acerta a mão, e mesmo com tantos personagens e diferentes focos ele aprofunda o necessário sobre cada um e nos mostra a complexidade dos sentimentos humanos. Tarantino desafia a história e com esse filme tira os judeus da clássica posição de vítima e os coloca como sujeitos de ação.

Filme longo, mas quando vai chegando ao final fica-se com vontade de ver mais. E no final... Supresa de Tarantino especialmente pra você.

músicas em espanhol

Choveu daquela chuvinha fina. Estava eu voltando de carona esta noite para casa com a minha professora de CAE quando ela coloca o som no carro e diz "não liga, estou romantica". O rapaz do banco da frente diz, 'romantismo é bom'. Eu espero para escutar a música. Era daquelas músicas clássicas em espanhol com letras de arrasar o coração, com muito 'olvido', muito querer, muita paixao. Naquele momento pensei nas músicas em espanhol que dividimos, aquele e eu. Aquele que não é mais daqui do peito, mas que por muito tempo tocou meu âmago com boas letras em espanhol. Isso era tão nosso, e naquele momento só consegui pensar nos momentos do carro, quando sozinhos escutávamos o que se tornava 'nossas' músicas. Lembro dele cantando pra mim, e não penso de forma alguma do que causou o fim, mas sim daquele sentimento que lá atrás nos mantinha juntos. Lembro de "Volver", um corrupção de sentimentos em si mesmo. De decorar músicas inteiras em espanhol só pra agradar, e descobrir que eu adorava isso, e que quando terminasse essa fase eu iria sentir falta. Dividir músicas em espanhol é muita responsabilidade. Elas têm paixão, tem esse encontro de libido, amor eterno e profundo. Sei que o tempo não volta, mas o tempo que passou foi muito bem cantado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O questionário - FW



01 - Nome?
Fabíola


02 - Quantidade de velas no teu último aniversário?
24


03 - Tatuagens?
Não


04 - Piercings?
Não


05 - Já foi à África?
Ainda não


6 - Já ficou bêbado?
Talvez :P


07- Já chorou por alguém?
Sim.


08 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Não que me lembre


09- Peixe ou carne?
Carne... e peixe!


10 - Música preferida?
As do Belle and Sebastian


11- Cerveja ou Champanhe?
Chop eterno!


12 - Metade cheio ou Metade vazio
metade cheio!


13 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
Lisos


14 - Filme preferido?
Chihiro, amelie poulan, little miss sunshine, esses filmes indies aí


15-Flores preferidas?
tulipas vermelhas


16 - Coca-Cola simples ou com gelo?
pode ser fanta uva não....


17 - Quem dos teus amigos vive mais longe?
Junko, no Japão.


18 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido?
nem sei se vou mandar :P


19- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
Naõ deixo tocar mto não

20 - Qual a figura do seu mouse-pad?
naõ tenho mouse pad, tenho nem mouse :(


21 - Pior sentimento do mundo?
difícil essa de elejer um pior. Diria eu que o sentimento de trair a si mesmo.


22 - Melhor sentimento do mundo?
Reconhecer o outro.


23 - Ultima coisa que faz antes de dormir?
Organizo a caminha, abraço o ursinho, coloco na warner e a tv pra desligar em 10 minutos.


24- Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Penso no sonho q tive.


25- Qual o último pensamento antes de dormir?
No sonho que posso ter.


26 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Seria uma versão 'melhorada' de mim, com direito a escrever coisas interessantes.


27 - O que você nunca tira?
Anel de borboleta q mamãe deu.


28 - O que você tem debaixo da cama?
Colchoes


29 - Qual a pessoa que talvez não te responda?
Passo


30 - Aquele que com certeza vai te responder?
Passo


31 - Quem gostaria que te respondesse?
Passo


32 - Qual livro vc está lendo?
Lucky Jim, para a prova do CAE.


33 - Uma saudade?
Saudade é permanente em mim, saudade de quem tá longe, de quem tá perto, de quem não está.


34 - Uma característica tua:
aleatória e excentrica


35 – Decepções que tive em minha vida...
Não fui dar aula de pontugues no timor leste:(


36 - Lugares em que morei
São Chico (SC), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro, São Gonçalo, Victoria (canada), e assim vai...


37 - Programas de TV que assistia quando criança
Não assistia tv, às vezes um desenho ou outro, como a caverna do dragão.


8- Programas de TV que assisto hoje?
Algumas séries q passam depois da meia noite.


39 - Lugares em que estive e voltaria
Todos! Adoro voltar... é sentimento bom.


40 - Formas diferentes que me chamam
ah, o clássico: Fah. No mais, tudo com fah: fahculdade, fahrofa, fahmelie, fah...

41 - Pessoas que me mandam emails quase todos os dias
A professora falando da pesquisa :P


42 - Comidas Favoritas
Favoritas... comida da mamãe, sempre! Com ênfase nos doces.


43 - Time de Futebol?
Depois da minha febre futebolística em 2007 pelo vasco, acho q futebol é chato!


44 - Lugar em que desejaria estar agora
Do outro lado da cidade.


45 - Espero que este ano eu possa.
Decidir o que eu quero pro mestrado.


46- Mande um recado pra quem te enviou:
:) te quero bem.

Aqui está o que você tem que fazer: - Por favor, não estrague a diversão. - Clique em Encaminhar, apague todas as minhas respostas e escreva as tuas. - Depois, envie isto a um montão de gente, incluindo a mim. Você descobrirá muitas coisas a respeito de seus amigos....
É sempre bom saber um pouco mais de quem se gosta!!! A teoria é que você vai aprender bastante sobre pequenos fatos de seus amigos e conhecê-los muito mais também. - Lembre-se... devolva à pessoa que te mandou.

sobre questionários

Nunca abro o e-mail do hotmail, hoje abri despretenciosamente e achei, como sempre, milhares de e-mails encaminhados. Abri alguns, e logo me deparei com um 'questionários', desses de muito antigamente, mandado pelo meu amigo Gustavo. Comecei a ler, e a cada pergunta lembrava da época dos meus 15 anos, e como consequência era um processo gostoso (e também de descobrir coisas em comum que eu pensei que não existia mais). Dentre as respostas dele havia esta abaixo, que foi suficiente para me convencer de fazer o questionário também:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Coisas burocráticas para fazer na semana

- Escrever texto da pesquisa
- Aprimorar os slides
- Padronizar os slides
- Resumo do texto do trabalho
- Relatório de psicologia da semana
- Trabalho de psicologia para entregar na próxima semana
- Exercícios extras do cae
- Ler com mais frequência o Lucky Jim
- Preparar aula de revisão de sábado
- Fechar a preparação da questão de reading do clac
- Comprar umas coisitas básicas, como o trequinho do celular.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

intimidade



de quem está aqui.

Lua Cheia

Lua cheia no céu daqui. É tão bonito olhar o céu iluminado. Certeza que não vai chover nos próximos dias, certeza que noites bonitas virão independente do sentimento aqui dentro. Sou daquelas que me sensibiliza com estrelas no céu. Por isso que quando viajava para Minas, no terraço da casa da minha Tia Ana, olhava o céu sozinha por horas com toda aquela escuridão ao meu lado. Por vezes fazia poesia, por vezes tinha vontade de chorar, na grande maioria me sentia a garota mais feliz do mundo por entender o mistério de existir por alguns segundos. A noite consegue ser sempre irresistível.

domingo, 4 de outubro de 2009

Outubro

Este é um mês um tanto quanto inusitado na história de minha existência. No preâmbulo do que poderia acontecer, o que vai acontecer não estava previsto. É que minha vida não é mesmo previsível como uma couve-flor. Os acontecimentos tomam conta de mim de forma surpreendente e não tem como,às vezes, eu dominar nada.

Assim, dou início oficial ao mês de outubro querendo chegar ao final dele com uma idéia mais nítida de como serão as próximas expectativas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CCBB


parte de mim

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Falando em amor...

Chico Buarque - O meu amor


Pra mim essa é uma das mais belas canções de amor. Música composta para a Ópera do Malando (em 19-- e antigamente). O sucesso aqui de Chico foi juntar a questão romântica com a carnal sem ser nem de longe vulgar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Amor nos tempos de gripe suína

Fico pensando nesse título, apesar de não ser dos mais bonitos, relacionando com o 'amor nos tempos do cólera' do meu mais que querido Gabriel Garcia Marques. É que amor é aquele algo que sempre é presente, e é sempre muito discutido, mesmo pelos que 'não acreditam'. Eu mesma vivo criando novos conceitos de amor, tentando mensurar os porquês de relacionamentos e os limites que levem um ao outro.

Dos meus livros favoritos tem Febo, onde Platao descorre sobre amor. Dos meus poetas favoritos, tem Camões, que vai trazer o amor carnal para a poesia. Dos meus filmes prediletos, tantos, e tratam de relacionamentos amorosos. Livros então, perco a conta, e está lá eu buscando o amor. Claro, dos meus contos prediletos "Amor" da tia Clarice. Das músicas, amor, amor, amor.

Nos tempos de gripe suína o que me cerca mais é o amar. O amar dos outros, o amar dos adolescentes (que incrivelmente dramático e com jurar de amor eterno que acabam em uma semana), o amor que é internético,com declarações por testemunho, através de fotos no orkut (orkut esse que serve de 'começo' oficial de relações, já que é ao mudar o status ali que se assume para todo 'público' o novo ser amado.)

O que sei do amor nos tempos de hoje é que ele está em todo lado. Tem muito amor, e é difícil se manter solteiro(a). Digo isso porque a distância é colocada de lado através da bendita internet (e mta força de vontade). Logo,tanto conhecer novas pessoas,como aprofundar laços com alguém que normalmente (nos tempos de antigamente) só veríamos uma vez da vida ficou tremendamente facilitado.

Em todos meus devaneios não cheguei a qualquer canto seguro. Talvez seja essa a graça de falar de amor, a sensação de insegurança de se estar falando do que não se consegue depreender com a razão. E nada mais conveniente do que perder a razão com o amar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quinta da Boa Vista

Quando era pequena, lembro de muitas vezes ser levada na quinta da boa vista, seja pela escola ou pela família. Voltar lá sempre tem aquele quê de nostalgia gostosa. Esse domingo, apesar de ter tantas outras opções do que fazer na agenda maluca, fui encontrar os 'amelísticos' na Quinta. O quintal de Dom Pedro foi palco de uma nova edição do picnic realizado pelos representantes cariocas da comunidade "Prazeres Amelie Poulan". O povo chegou atrasado, chegou meio na primeira marcha, mas com o tempo a coisa foi fluindo do seu jeito. Eu na minha versão menos tímida possível (tentando, tentando), tentando sair um pouco de dentro de mim e de meus devaneios quando me encontro com pessoas que não tenho muita intimidade. Mas, ao final, tive sensação boa de dia, apesar de ter me arrependido de não ter ido assistir um filminho depois, e também de ter levado mó bolo do meu próprio ônibus (que passou e não parou pra mim).

Na verdade não foi só o ônibus que passou por mim e fingiu que não viu. O problema é que tem ocasiões que as pessoas não percebem que deixam as outras totalmente. Falta sensibilidade. No entanto, com os amelistícos a tarde serviu para eu exercitar um pouco da minha, do meu tato, da minha tentativa de ser social. E sabe que até q fui... (eu acho).



Juro que voei

Voltando de ônibus, sem olhar que horas eram, puxei a cordinha no momento certo. Levantei, me dirigi até a porta e então o absurdo aconteceu, eu voei. O ônibus passou em um buraco ( estando rápido do jeito que estava), me fez flutuar. Eu ri, como criança, como não tinha feito o dia todo. O motorista me observou pelo retrovisor e lançou seu olhar de desculpas. Mas era tarde, eu já tinha voado. Me senti tão insegura, senti certo medo, mas não posso negar, foi terrivelmente bom.

domingo, 27 de setembro de 2009

eu sei

Ai, eu sei eu sei. Devia ser mais fácil, eu sei. Mas a mente humana é capaz de tudo para se boicotar. E nos boicotamos. Desculpa a quem ofendi, e não desculpa para mim mesma. Sei que sou rígida. Mas faço tudo pelo engrandecimento humano e pra poupar falta de carinho.

Da graduação


Eu estava tensa pq talvez aquele podia não ser o dia. Então, meus pais me aniquilariam com olhar. Fui feliz, era o dia. Sentamos no auditório, sem saber o que esperar, todos. Atraso, comentários, o início. Momentos emocionantes, confesso que quis chorar me identificando com o sofrimento alheio (eu ando uma bobobo pra choro), até que chegou minha vez. Uma frieza na alma, fui, assinei papel, fiz discurso super politicamente correto. O que há em mim, me perguntei intrigada. Cadê emoção em mim que não vejo. Uma nuvem passou ali e levou todos aqueles anos de faculdade com ela. Agora tenho de encarar o novo rótulo de jovem adulta e também as responsabilidades aleatórias, como a de ganhar dinheiro.Mas o que eu quero ganhar vai além de mim. Vai além de minha vontade. O que eu quero ganhar não tem forma, não tem cor, e só pertence ao futuro. Terminou, continuei entre os corredores da furg (ato falho, digitei furg ao inves de ufrj), sozinha, dentro de mim,pensando... Pensando na saudade que me deixou com ar de melancolia visível. Mostrava uma felicidade limitada, que parava ali aonde minha mente alcançava. O coração batia em outro ritmo e dizia 'nao' pra mim mesma. Era isso... Era só saudade do início de tudo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

formando

Tenho de me preparar pra minha colação amanhã. Ficam me cobrando 'q roupa vai', 'que hora vai'. Realmente não sei. Sei de nada, e de fato tenho tantas pequenas outras preocupações em destaque na minha mente perigosa que essa colaçao surpresa poderia até dispensar. Mas estarei lá, estarei feliz por simbolicamente ter o canudo na mão. Como não sou pessoa de Glamour mesmo, beca ou nao beca não me faz diferença. O que diferencia mesmo é o fato de ter minha vidinha, meu trabalhinho, meus pequenos prazeres que tiveram toda sua raiz na questão acadêmica.

O que eu faço não me define. Defino o que faço porque gosto muito disso. Ensinar, aprender é sempre minha especialidade. Não tenho tanto tempo com o inglês, e levando em consideração que era aluna nível 0 em 2003, agora estamos em 2009 e ensino inglês, isso é pular muitas etapas dentro do esquema ensino-aprendizado de línguas. Fico feliz que de certa forma me encontrei nesta pequena rotina de ensino. Claro, muitos sonhos estão na espera, como o sonho da literatura. Mas o que tenho agora me deixa até satisfeita. Porque acima de tudo eu tenho 'carinho', de todas as direções.

Esse blog acompanhou muitas e muitas sagas da vida de universitária fahlida. Agora acompanhará as novas aventuras de jovem adulta falida. Que em breve estréia um novo capítulo de jovem adulta bem-sucedida :P

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

invisível

Uma pessoa imperceptível no mar da existência. Olhando pro lado dentro do ônibus notei que ninguém me notava. Notei que eu não notava ninguém. Sai de dentro de mim e procurei olhar os outros ao meu redor: ninguém me notava. Todos em suas vidinhas, seus pensamentos, seus lamentos, suas recordações. E eu as invadia com meu olhar que não passava da parte superficial da indiferenças deles.

Voltando na van olhei as mulheres que iam a algum lugar comigo. Só mulheres e um homem com uma criança no colo. As mulheres aquela hora na rua, voltando de seus trabalhos, cansadas. Quantas vidas... quantas vidas preciosas indiferentes por aí. E a minha mais indiferente de todas.

I'm just a little person.

"Language is wine upon the lips."

Virginia Woolf

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paris

colação

Na segunda pela manhã me ligam avisando: "Fabíola, sua colação de grau será nesta sexta, às 10h no auditório G1". COMO aaaaasssim tão rápido...

Avisei pra família, "limpem sua agenda na sexta pq sua filhinha vai se formar", antes isso do que "sua filhinha vai se casar" (deusmelivreeguarde).

comida chinesa

Não suporto emails encaminhados. E tem um agravante quando eles tratam de esteriótipos baratos ou tentando levar a uma interpretação superficial de algo. Minha indignação se dá por conta de um email que recebi no meu hotmail tratando de fotos de açougueiros chineses fatiando cachorros. Quem vê pensa "nossa, que chineses cruéis" (pq as fotos são cruéis), ou "asiáticos são carniceiros". O email não fornecia nenhuma informação, como lugar que foi tirada a foto (de repente nem na china), quando, o porquê. Mas as pessoas de mente fraca que vêem aquilo vão criar até inconscientemente uma repugnância contra aquele povo.

Aqui do lado ocidental é comum nos admirarmos como eles comem DE TUDO. O que não refletimos é que eles passaram por grandes guerras, grandes períodos de fome total, algo que nós, como brasileiros, nunca passamos.

Só espero que as milhares de pessoas que vêem e repassem esse email pensem um pouco e não julguem a torto e a direita as imagens que vêem.

domingo, 20 de setembro de 2009

dia de amélie

É sempre uma alegria muito grande quando meus amigos visitam minha casa. Isso me lembra de meus bons tempos de amizade em SC e até RS nos quais meus amigos iam frequentemente a minha casa. Aqui no RIo, por tudo ser um tanto longe e eu morar mais longe que a média, quase nunca alguém me visita. As pessoas não sabem o quanto fico triste com isso (já que, mesmo morando longe, as minhas amigas sempre adoravam me visitar).

No entanto, tem o tradicional aniversário que permite a ilustre visita. E deste vez, com a temática Amelie Poulan (improvisada por mamãe). Já tenho até o tema para o próximo, Chihiro eheheh E assim vai...

Novamente tivemos a karaoke party, mas sem mta novidade em termos de repertório por questões de falhas técnicas minhas. Eu tb tranquei minha família fora de casa, ao bater a porta e deixar a chave lá dentro. E assim foi a tarde toda até q o chaveiro chegou e abriu a porta com grampo (de cabelo) e cobrou 80 contos de réis pela habilidade dele.

Enfim, muitas emoções nesses 24 anos. E o melhor de tudo é que esse foi o meu melhor aniversário de mto tempo...

sábado, 19 de setembro de 2009

dia de botequim informal

Botecagem com o pessoall do trabalho. Uma verdadeira reunião informal que contou com a presença de poucos, porém o suficiente pra fazer a noite boa. Comecei abrindo o bar com Lívia e nosso mundo de segredos e reflexões, terminei fechando o bar com Bia e nosso mundo de histórias e aventuras. O noite terminou as 2:30 am!

Dos comentários engraçados, a minha amiga da secretária do trabalho levou a amiga dela, que comentou "A Fabíola gosta muito de sair", a minha amiga, me conhecendo, disse que não, entnão ela responde "Se ela não sai ela deve ter muita vontade de sair". AHAHA Não, eu não tenho muita vontade de sair pela noite, mas bem que gosto às vezes :D

Com esse dia vi que não só minha vida mudou muito, mas também eu mudei muito. Mais flexível, não deixando de lado algumas premissas. Todos tipo de festa posso ir, ou posso escolher simplesmente ficar em casa vendo filme (tem certas coisas que não mudam). Mas o principal é que não importa o que você faça, mas com QUEM vc faz determinada coisa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

o 18 de setembro

O dia começou com um abraço inusitado no meio do shopping da barra depois do show do blue man group. Meus companheiros de show e minha grande amiga Renata. Simbolicamente tinha de ser com ela que deveria passar as primeiras horas (e muitas horas) do meu aniversário. As confidências da madrugada até a manhã de café da manhã preenchedor, além de muito carinho, foram sempre interrompidas com ligações de uns, mensagens de outros.

Ao chegar na faculdade, tinha de terminar a pesquisa para apresentar as 14h. Logo encontro Sue e ficamos escutando Iggy Pop na salinha do clac. Depois de matar saudades da sereia, finalmente me concentrei no bendito trabalho e me dei de presente ele quase pronto. Reunião de orientação do clac, apresentação de trabalho, Isis e seu carinho. Logo uma ligação no 485, a surpresa "parabéns pra vc" em coro, era do trabalho!!! Aquele povo me deixa com sorrisão no rosto. Então, praia vermelha, rio sul, comida, jorge nelson perdido, e assim foi até chegar a hora da aula de Psicologia II.

Ligação do dia: Lívia Maria! Com a nossa cumplicidade peculiar (e invejável), aquela ligação se tornou bastante especial para minha noite (já que estava de tal forma cansada que não conseguia raciocinar direito). Ela e suas notícias bombásticas, e eu com minha chantagem emocional. Nos nós merecemos tremendamente.


Volta pra casa, onibus do meier que passa na praça XVI com JN e Ziziz. Barca que aumentou pra $2,80, volta no 515 vazio, uma música, um silêncio dentro de mim. Estava buscando uma palavra pra expressar aquela quantidade de energia, de vida, de partículas de felicidade que tinham passado por mim neste dia. Não saiu palavra, saiu uma pequena lágrima ao observar o quanto estou realizada este ano com os melhores amigos, os melhores trabalhos, os melhores amores, os melhores pais, os melhores dias.

Ai, minha vida! Agora tenho certeza que é MINHA.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

o limite

Eu quero de presente de aniversário uma pesquisa nova. Uma assim, com literatura, morro dos ventos uivantes e coisas q gosto tanto tanto,até quando não tenho mais paciência pra nada. Quero 'of mice and men', quero Oscar Wilde, quero distopia.
Não aguento mais pedagogisses e gramatiquices baratas. Quero o que me apetece mais em letras, o que me apetece mais desde que era pequenina. Senão, curso outra coisa, afinal sem literatura letras pra mim não tem motivo de sê-lo.

No meio tempo, me enrolo, não começo o que tenho de fazer, fico me martirizando com o dever não cumprido. E 18 é o limite de tudo, é quando algo de bom (ou útil) tem de ser apresentado. Só que não consigo parar de pensar que quero alguma outra coisa...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Preciso pensar. Parar nessa correria toda e sentir.

Aniversário, chega logo!

sábado, 12 de setembro de 2009

esses dias de setembro me pegam de jeito

Forever Lost da minha banda indie predileta: Magic Numbers!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Postagem educacional

Estou na Faculdade de Educação da UFRJ. Primeira vez na vida que ouvi falar de laboratório de informática por aqui. Vim conferir, já que teria eu 1h sobrando (teoricamente) na minha agenda.

Agenda complicadinha essa. Pesquisa pra entregar, amigos pra sair, aniversário pra pensar. O que eu sei é que setembro está voando...

E a programação teorica de aniversário é:

17 - blue man group com Tex e cia
18 - Aula e talvez lapa por uma horinha
20 - Saida em Nikiti em algum lugar de São Francisco pra celebrar com o povo do trabs.
21 - Reunião aconchegante em minha choupana com quitutes de mamãe, karaoke, e algum joquinho.

E eu ainda pensando em agosto, ou melhor, se me permitam o trocadinho, no desgosto de agosto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


As coisas podem não ser como se esperava. Os olhares podem não ser aqueles correspondidos, mas nós sabemos bem como contornar esses grandes questões de desentendimentos com a nossa própria vontade. Nos entregamos a pequenos prazeres do cotidiano, e num sorriso pequeno, mas significativo, buscamos seguir em frente e esquecer aquela sensação de se querer o que não se pode ter. Creio que sabemos bem enganar a nós mesmos, mesmo quando quase não resistimos cair no mesmo pecado que construirmos para nossa própria cilada. Vemos que a solidão não está em se estar sozinho, mas em estar cercado de tão pouco significado nas coisas simples, e aí vem a dor pequena de não achar graça na ternura que nos cerca de repente.

A procura é por uma coisa só, um momento só, um momento de profundidade e honestidade com a nossa alma. A luz que nos cerca de serenidade fica mais forte dentro da gente quando reconhecemos as bobagens que fizemos e, logo que imediatamente, nos perdoamos porque sabemos que errar pelo que acreditamos é totalmente válido, é sentimento bonito. Aí vem a poesia da procura, do outro que nunca virá, da nossa emoção que inunda a madrugada a procura de uma solução. Teremos de ir para Pasárgada, para Terra do Nunca, para algum lugar assim, que não existe para Sentir. O nós está cortado ao meio e não tem super-bond que cole, e todos nós sabemos bem quando isso acontece... O vidro partiu, e tudo que queremos é tempo para juntar os cacos de nossos próprios pensamentos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Da cumplicidade

Um pequeno sentimento de carinho pode mudar o dia. O dia às vezes pode parecer com uma supercialidade igual da tampa de uma garrafa, isso se não fosse a cumplicidade.

A cumplicidade que se cria em uma amizade nova é inestimável. Das antigas, tem um gosto doce que nunca enjoa, como chocolate. Sabe aquele sensação saber o que o outro quer, descobrir que se gosta das mesmas coisas, ou de dividir as coisas preferidas, o conhecimento, o sorriso. De rir das mesmas coisas, apesar de outros ao redor não achar graça, de criarem suas piadas internas, de nunca se chamarem daquilo que não gostam de serem chamados.


Um amigo chegou agora e me mostrou uma música no youtube. Era um canção urdo muito bela dentro de sua cultura. Eu fiquei curiosa e, apesar de nada entender, maravilhada. No entando, o que mais me maravilhou foi a singela frase que ele disse, que se sentia como me abrançando e chorando nos meus ombros. É uma intimidade inestimável. E eu só pude dizer: realmente eu estava muito triste hoje, apesar de não aparentar, e agora tenho motivo pra dormir feliz.

Em outro momento, a amiga que só quase que nos falamos exclusivamente pela internet me pergunta do final de semana, sabendo já o que eu tinha feito. E dividi aquilo que tava ali me incomodando. De certa forma, só queria ser escutada com profundidade. Só queria ser escutada com intensidade.

Outra questão da cumplicidade é quando você quer dividi-la muito com alguém. Ai, saudade de Lív Mary... Como queria vê-la e ter nossa conversa reflexiva costumeira. E sentir essa falta inexplicável de alguém preenchedor, afinal isso prova o quanto certas pessoas tem uma marca profunda em nossa existência.


Tudo que queria era me sentir melhor, como uma nuvem quando bate o sol.

domingo, 6 de setembro de 2009

Bonnie Tyler - Total Eclipse of the Heart



Esse é um dos filmes mais psicodélicos dos anos 80. È tanta informação visual, mas o que podemos inferir com certeza é que a prof sofreu 'aquela' decepção e começou a delirar na soneca do meio dia. Vai dizer que não...

sleeps with butterflies



Sempre gostei dessa música. No entanto, quando a escutava não entendia bem. Logo, prestei atenção maior para saber do que se tratava de fato, afinal não gostava daquilo que entendia. E então vi que essa era uma canção com uma letra bem free spirited do jeito que me apetece.

"I don't mind
I don't hold on
To the tail of your kite"

setembro

É mto engarrafamento nesse feriado.
Quinta chegando 2h da manhã em casa. Sábado passando o dia fora. Feriado... Não sei quando terei o dia pra ficar em casa, de pernas pro ar, assistindo um filminho. Enfim, também não reclamo pq até no engarramento me divirto (com Isis). Sempre com as meninas, bem diferente de setembro passado, nuvem na minha existência. Agora sim, um setembro de verdade. Cheio, corrido, tendo que cortar eventos de tanta coisa que surge.
Isso é pra lembrar a mim mesma que quando tudo está perdido, tem sempre bar do meio!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

últimas notícias

Um hino mal cantado por Vanusa gera grande reação pública, uma professora rebolando pelo youtube é demitida e vai para os programas sensacionalistas pra aparecer, Madonna está doente - quase morrendo segundo Bia, whitney tá de volta depois de anos no limbo.

Por enquanto, que eu saiba, é só.
Agora quero conferir as 'notícias' no youtube.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

between bars

versão de Madelaine Peiroux



Versão original de Elliott Smith

Finalmente acabou agosto...

E eu com essa sensação de nada dentro de mim. É aniversário chegando, sei que tenho de celebrar um ano a mais nesse quebra-cabeça de mim mesma. Um ano depois de descobrir que não há super-heróis para te salvar de nada. Um ano depois de perder esperança completamente e retoma-la toda denovo em um piscar de olhos. Um ano depois de perder e ganhar amigos. Um ano depois de perder e ganhar alma.

Anos atrás falava que Neto perdia sua alma. Ano atrás fui eu. Agora não posso reclamar de solidão, não posso reclamar das minhas ocupações, não posso reclamar do meu sossego. Tenho minha pasárgada, finalmente. E ela é só minha. Minha e só. Deixa eu e o silêncio tomarmos conta de tudo. Deixa assim, porque tentar romper com esse equilibrio por mim imposto é romper comigo mesma.

Acabou agosto... Agora tenho de começar a pensar no Festival do Rio, em aniversários, picnics, clarice, toda sorte de amigos. Porque setembro é o tempo que menos penso em mim.