O mendigo encostado no meio fio da porta da loja, diagonalmente, dormindo. Todo dia quando passo assim está ele, nos sonhos sublimes que não posso imaginar, pois fico compadecida de um não-sei-o-quê social que ainda mora no hábito de ser humano. Mas, de fato, neste hábito de ser humano, não está incluido esperar aquele homem acordar pra lhe estender a mão. Sempre ali está no meu trajeto, ao descer do ônibus, voltar uns 100m e entrar na ruazinha que dará para meu prédio, o mendigo. Ele descansa com uma serenidade supreendente, e eu o observo quando passo, todos os dias, furtivamente. No início, quando o vi dormindo a primeira vez, tive um sobressalto,preocupada que pudesse ser algo de ameaçador. Bobagem, ele só queria descanso, eu só queria passagem... Nossos caminhos não se encontravam de fato, pois quando eu passava ele ali não estava, só seu corpo.
No entanto, hoje, tivemos nosso primeiro encontro. Ao puxar a cordinha do ônibus uns segundos adiantada o motorista entendeu que puxara eu a cordinha no atraso e parou imediatamente no ponto de ônibus anterior ao meu de modo que, ficando sem graça de dizer 'é na outra', desci ali mesmo, afinal a caminhada não era lá isso tudo (de fato era nada). Sem nem pensar, iria então passar na calçada oposta do mendigo, que desta vez, dada minha mudança de percurso, eu poderia ver de frente. Para minha grande surpresa ele estava acordado, como pressentindo que algo na tarde de segunda-feira mudara. E mudara. O que pra gente resultava o fim de uma rotina, para mim era a rotina de meus próprias dias, das minhas próprias horas que começavam. E lá estava ele do outro lado, sentando no meio fio da loja, com os cotovelos no joelho, olhando para frente. Me olhou de relance, como mais um rosto dos tantos que se vê, talvez sem nem mesmo se dar conta do rosto que via por estar divagando em seus próprios pensamentos. No meio disso tudo, eu, me senti estranha... Vê-lo dormir todos os dias na mesma posição ao passar por ali tornou-se uma espécie de ritual que agora fora abruptamente interrompido. Este era o nosso primeiro encontro e me senti mais bege que nunca, com a blusa branca do curso, jeans apertando por conta dos quilos ganhados nas férias, sapatos vermelhos, bolsa predileta, cabelos soltos. Ele com sua blusa de sempre,clara, calção e chinelos. Era o mendigo de outros abertos, como que diferente do mendigo esse que todo dia me fazia pensar nele enquanto ele dormia, que me fazia refletir sobre múltiplos assuntos desde o porquê de existirem mendigos, até o porquê de sentir que tudo era um grande sonho, como em um mundo solipsista. Talvez eu estivesse no sonho dele, sendo controlada por ele, e daí ele teria o poder de determinar o próximo acontecimento da minha existência. Por favor, que me traga uma notícia boa. Inusitadamente boa, com gosto de jujuba, com delicadeza de um arranjo de flores, com a mesma sensação de ver uma nuvem quando bate o sol. Ah, eu quero, quero e quero amanhã, meu amigo solipsista, se não for pedir muito.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
noite infinda
Loucamente pelos vídeos de bandas dos anos 80 pelo youtube, não resisti e postei minha fahvoritíssima... Infinitamente sem sono, reviro o guarda-roupa e dou graças aos céus que tenho uma hora a mais nesse fim de horário de verão. Essa história de não parar em casa criou um caos na minha rotina (que já é aleatória por natureza). Agora conto com a falta de sono, com o vício do chocolate, sem contar a dor no braço... Ah, fiquei jogando tênis ontem a tarde toda. E não se surpreenda, caro leitor, pq nem tudo é o que parece. Joguei tênis em casa, no video game, pois este é o tipo de exercício físico que me resta (e apetece).
No mais, procuro ajudante pra arrumar guarda-roupa urgente! E olha que essa metáfora do guarda-roupa é poderosíssima: pra arrumar pensamentos, se arruma guarda-roupa. E tenho dito!
Uma questão de Performance
A preocupação das pessoas com a questão de saúde misturada com a estética só aumenta, aderindo-se ao grupo pessoas de todas as classes sociais, homens e mulheres de forma igualitária e, principalmente, idades diversificadas. Lembro no Canadá quando primeiro me deparei com alguém 'perto' tomando o tal de suplemento. Era um estudante mexicano (mais que querido), que tomava algo na garrafinha que não sei dizer o que era. De qualquer forma, quando meus vizinhos de Canadá (brasileiríssimos de Curitiba) voltaram a sua querida terra natal, foi com muita alegria que soube da gloriosa notícia: eles montavam um negócio próprio. Minha surpresa foi o ramo: suplementação esportiva. Eu desse assunto muito pouco sabia, e fiquei um pouco surpresa, confesso. Ela é formada em nutrição e educação física, ele é formado em fisioterapia, logo, não é difícil imaginar que o negócio daria certo. Mas ser formado na área não é suficiente (e nem é requerido) neste ramo do comércio. Há quase um ano no mercado de Curitiba, Fabíola (também Silva como eu) e Felipe se destacam pelo seu atendimento (personalizado e com o cunho de quem sabe o que está falando, e não simplesmente quer empurrar um produto) e muito carinho pelo que fazem.
O carinho deles me cativou, confesso. Até li algo sobre suplementação esportiva pra tentar tirar a idéia de marombados (as) da minha mente. E certamente consegui, pois vi que a questão não era simplesmente criar infindos músculos, mas o suplemente servia ao seu propósito, como eu com minha vitamina C de cada dia. Pra quem se interessa por suplementos, aqui vai o site do casal que vende online: www.suplementacaoesportiva.com.br
Pelo que contaram, o site está sendo bem visitado e aos poucos eles vão conquistando o espaço deles como pequenos empresários (façanha essa que não é simples como se pensa).
Torço pelo sucesso da loja Performance que vi nascer diante de meus olhos, toda bonitinha, com o caprixo dos donos estampado na loja. Iniciativas empreendedoras desse estilo dá gosto de ver num Brasil desse.
Endereço:
Rua Castro, 605 Lj 03 - Água Verde
Telefone:
41 3244.0110
Email:
performance@suplementacaoesportiva.com.br
MSN:
performance-suplementos@hotmail.com
O carinho deles me cativou, confesso. Até li algo sobre suplementação esportiva pra tentar tirar a idéia de marombados (as) da minha mente. E certamente consegui, pois vi que a questão não era simplesmente criar infindos músculos, mas o suplemente servia ao seu propósito, como eu com minha vitamina C de cada dia. Pra quem se interessa por suplementos, aqui vai o site do casal que vende online: www.suplementacaoesportiva.com.br
Pelo que contaram, o site está sendo bem visitado e aos poucos eles vão conquistando o espaço deles como pequenos empresários (façanha essa que não é simples como se pensa).
Torço pelo sucesso da loja Performance que vi nascer diante de meus olhos, toda bonitinha, com o caprixo dos donos estampado na loja. Iniciativas empreendedoras desse estilo dá gosto de ver num Brasil desse.
Endereço:
Rua Castro, 605 Lj 03 - Água Verde
Telefone:
41 3244.0110
Email:
performance@suplementacaoesportiva.com.br
MSN:
performance-suplementos@hotmail.com
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
love will tear us apart again
Uma delícia essa edição da BBC fazendo uma versão de videoclip decente já que a banda não o fez a tempo da morte do vocalista.
Estava cá com meus botões pensando na utilidade do youtube, ou, alguns diriam, sua inutilidade. Vou procurando música por música aquelas canções para escutar novamente que não tenho coragem de bater e assumir que gosto e sei a letra de cor, outras que esqueço por displicência pura, e ainda descobrir uns bons achados.
E é isso...depois de escutar essa mesma canção por cinco vezes me pergunto o pq...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A viagem de si
A inconstância das coisas vividas às vezes me surpreende. Como pode uma viagem mudar o pedaço do que se é. Eu sei que a cada milímetro de vida o acaso (ou seja lá como queira chamar isso), pode pender para um lado, pender para o outro, ou deixar de pender. Com isso, mais um tempo de ausência de blog eu pensei, todo dia, num post digno para uma 'volta'. A questão é que tinham tantas pequenas coisas, sem contar as grandes que se tornaram pequenas. E deste modo houve um inundação de palavras dentro da mente que vos fala. Os diversos reencontros, os desencontros (propositais ou não), o sol e a chuva... Tudo posto ali, como para brincar de fazer ocasiões boas ou não, por vezes ótimas.
Cada vez mais são chico é minha cidade de turismo. E refleti que seria impossível para mim viver lá. São Chico existe numa realidade paralela, realidade de meus 15 anos, quando pouco se sabe de tudo e não se pode sair por aí a descobrir as coisas sem o devido consentimento parental. São Chico ficou lá, com todos seus personagens que voltam a mim. Ou seria eu que os assombro... Assim me senti, uma verdadeira assombração, quando meu amigo de tempos não podia ir numa reunião de amigos que me incluia porque a namorada não permitia (pois eu lá estaria). Não sabia ela, que como toda assombração, essa presença alheia atrai curiosidade... E que um deslize não estaria nunca nas mãos dela prever. As pessoas pensam em casar, planejam quando os filhos vêm, enquanto eu vou pensando no meu primeiro roteiro Europeu. Alguns tentam fugir do mesmo, mas cercado daquilo sabem que se não se encaixarem a moda da cidade logo serão apontados como 'fora' do padrão. Nem consigo expressar o prazer de SER fora do padrão. Aí encontrei quem eu era, a que não é o que se espera. Multiplicidade de ser em si, e só. Admiração ao me verem só. Eu pertenço a mim, e ninguém me pertence. Prefiro assim, por opção. Explicar isto seria inútil, então melhor deixar que sintam pena da minha solidão, ou admiração e até inveja por não poderem fazer o mesmo.
Em Rio Grande, indo de ônibus, ajudou num processo de pensar o destino, criar hipóteses, de ir chegando aos poucos, como se o corpo acompanhasse a cabeça na assimilação de onde se ia. Cheguei em rio grande corpo e alma. Contando com poucos dias, quis a intensidade de tudo. Me desliguei de outras cidades, vivi rio grande como pude. Frustração. Nem pra rever pessoas me serve... É tudo tão complicado. Mas daí tirei o prazer de curtir,como turista, o que me tinha a oferecer a cidade. E aí a resolução de férias: sou turista. Reencontros, sim, inevitáveis. Espera de outros reencontros, sim, inevitável. A areia fina que enxarca a cidade ficou nos sapatos, tive de lavar bem cada sola pra não ter de herança isto ainda agora. Em rio grande descobri que as pessoas que gostamos continuamos gostamos, e quando revemos gostamos mais. As pessoas que nunca fomos muito seguras se gostávamos sinceramente ou não fica na certeza de que não gostamos lá isso tudo mesmo, o suficiente para aturar. Tem pessoas que basta um abraço, sem muito diálogo para se gostar mais. Outras, com muito diálogoo se descobre o potencial de novos personagens, diferentes daqueles de anos atrás na faculdade. Chimas no canelete,andadelas por aqui e ali, novas configurações familiares e... Amor. Como no conto de Clarisse que li e analisei tanto nas aulas de teoria literária I na furg, encontrei a epifania. Caí em mim, algo tinha mudado... Parece que vi algo que se equiparava a um cego mascando chiclete pra Ana, e fui para meu próprio jardim botânico ter comigo uma revelação. Resolvi apagar a flama da viagem indo um dia antes para Porto Alegre. Tinha feito mais ou menos tudo que planejado... Dali já não queria nem o pó.
Porto alegre me senti a verdadeira turista. Sensação de coisa nova, de um ar de cidade nova. Reencontros novos e surpreendentes. Em Danilo, meu anfitrião, enxerguei ambição boa, amizade com gosto de jujuba. Conheci alguns de seus amigos, me diverti com a simpatia deles. Vimos filme, saimos a comer algo e me dei conta que com uma tarde-noite em porto alegre tinha feito mais coisas que em dias em outras cidade. É que depende com quem se tá. E estava bem acompanhada. Outro dia partia eu para o aeroporto lotado de fãs de preto de banda de rock pesado cujo nome resolvi ignorar. Resolvi ignorar muitas coisas no earoporto. Resolvi esperar pelo meu avião em paz, finalmente, depois de um lanche nada saudável numa famosa rede americana de fast food. Esperei ansiosa por partir para o próximo momento. O momento da tranquilidade.
Cheguei em Curitiba e chovia muito. Mas tudo compensava reencontrar Fabíola e Felipe novamente. Os noivos, que conheci no Canadá, me presentearam com o prazer de estar no casamento deles. E estive... E me deliciei em quase perene silêncio,sendo apresentada aqui, ali e acolá como a amiga do canada, pensando na vida boa que os dois estavam fadados a ter vivendo juntos. Eta casal adorável. E olha que não sou de ser simpática a qualquer casal. Mas aquele casal... Eles têm algo, algo que só NÃO pode ser explicado. É de segredo, e me faz acreditar em carma, e que eles foram recompensados por serem tão bons em vidas passadas. Passei a me sentir recompensada também com a amizade deles. De tudo de vibrante no Canadá, eles são das melhores lembranças. Me deram dias de turistas, aqui e acolá, em vários pontos turísticos, alguns que visitei 13 anos antes. Adorei. Adoro Curitiba, declarei amor a cidade... Apaixonei perdidamente e ao voltar para o Rio aquela chateação de quem deixa a pessoa amada longe me acompanhou. Mas não voltei antes ainda de tormar um suco no aeoporto com Felipe, comer pão de queijo, jogar bom papo fora e ter certeza que meus ex-vizinhos de canadá são mesmo pessoas dotadas de gentileza.
E Rio, aqui estou... Se sirva de mim. Até quando, mistério.
Cada vez mais são chico é minha cidade de turismo. E refleti que seria impossível para mim viver lá. São Chico existe numa realidade paralela, realidade de meus 15 anos, quando pouco se sabe de tudo e não se pode sair por aí a descobrir as coisas sem o devido consentimento parental. São Chico ficou lá, com todos seus personagens que voltam a mim. Ou seria eu que os assombro... Assim me senti, uma verdadeira assombração, quando meu amigo de tempos não podia ir numa reunião de amigos que me incluia porque a namorada não permitia (pois eu lá estaria). Não sabia ela, que como toda assombração, essa presença alheia atrai curiosidade... E que um deslize não estaria nunca nas mãos dela prever. As pessoas pensam em casar, planejam quando os filhos vêm, enquanto eu vou pensando no meu primeiro roteiro Europeu. Alguns tentam fugir do mesmo, mas cercado daquilo sabem que se não se encaixarem a moda da cidade logo serão apontados como 'fora' do padrão. Nem consigo expressar o prazer de SER fora do padrão. Aí encontrei quem eu era, a que não é o que se espera. Multiplicidade de ser em si, e só. Admiração ao me verem só. Eu pertenço a mim, e ninguém me pertence. Prefiro assim, por opção. Explicar isto seria inútil, então melhor deixar que sintam pena da minha solidão, ou admiração e até inveja por não poderem fazer o mesmo.
Em Rio Grande, indo de ônibus, ajudou num processo de pensar o destino, criar hipóteses, de ir chegando aos poucos, como se o corpo acompanhasse a cabeça na assimilação de onde se ia. Cheguei em rio grande corpo e alma. Contando com poucos dias, quis a intensidade de tudo. Me desliguei de outras cidades, vivi rio grande como pude. Frustração. Nem pra rever pessoas me serve... É tudo tão complicado. Mas daí tirei o prazer de curtir,como turista, o que me tinha a oferecer a cidade. E aí a resolução de férias: sou turista. Reencontros, sim, inevitáveis. Espera de outros reencontros, sim, inevitável. A areia fina que enxarca a cidade ficou nos sapatos, tive de lavar bem cada sola pra não ter de herança isto ainda agora. Em rio grande descobri que as pessoas que gostamos continuamos gostamos, e quando revemos gostamos mais. As pessoas que nunca fomos muito seguras se gostávamos sinceramente ou não fica na certeza de que não gostamos lá isso tudo mesmo, o suficiente para aturar. Tem pessoas que basta um abraço, sem muito diálogo para se gostar mais. Outras, com muito diálogoo se descobre o potencial de novos personagens, diferentes daqueles de anos atrás na faculdade. Chimas no canelete,andadelas por aqui e ali, novas configurações familiares e... Amor. Como no conto de Clarisse que li e analisei tanto nas aulas de teoria literária I na furg, encontrei a epifania. Caí em mim, algo tinha mudado... Parece que vi algo que se equiparava a um cego mascando chiclete pra Ana, e fui para meu próprio jardim botânico ter comigo uma revelação. Resolvi apagar a flama da viagem indo um dia antes para Porto Alegre. Tinha feito mais ou menos tudo que planejado... Dali já não queria nem o pó.
Porto alegre me senti a verdadeira turista. Sensação de coisa nova, de um ar de cidade nova. Reencontros novos e surpreendentes. Em Danilo, meu anfitrião, enxerguei ambição boa, amizade com gosto de jujuba. Conheci alguns de seus amigos, me diverti com a simpatia deles. Vimos filme, saimos a comer algo e me dei conta que com uma tarde-noite em porto alegre tinha feito mais coisas que em dias em outras cidade. É que depende com quem se tá. E estava bem acompanhada. Outro dia partia eu para o aeroporto lotado de fãs de preto de banda de rock pesado cujo nome resolvi ignorar. Resolvi ignorar muitas coisas no earoporto. Resolvi esperar pelo meu avião em paz, finalmente, depois de um lanche nada saudável numa famosa rede americana de fast food. Esperei ansiosa por partir para o próximo momento. O momento da tranquilidade.
Cheguei em Curitiba e chovia muito. Mas tudo compensava reencontrar Fabíola e Felipe novamente. Os noivos, que conheci no Canadá, me presentearam com o prazer de estar no casamento deles. E estive... E me deliciei em quase perene silêncio,sendo apresentada aqui, ali e acolá como a amiga do canada, pensando na vida boa que os dois estavam fadados a ter vivendo juntos. Eta casal adorável. E olha que não sou de ser simpática a qualquer casal. Mas aquele casal... Eles têm algo, algo que só NÃO pode ser explicado. É de segredo, e me faz acreditar em carma, e que eles foram recompensados por serem tão bons em vidas passadas. Passei a me sentir recompensada também com a amizade deles. De tudo de vibrante no Canadá, eles são das melhores lembranças. Me deram dias de turistas, aqui e acolá, em vários pontos turísticos, alguns que visitei 13 anos antes. Adorei. Adoro Curitiba, declarei amor a cidade... Apaixonei perdidamente e ao voltar para o Rio aquela chateação de quem deixa a pessoa amada longe me acompanhou. Mas não voltei antes ainda de tormar um suco no aeoporto com Felipe, comer pão de queijo, jogar bom papo fora e ter certeza que meus ex-vizinhos de canadá são mesmo pessoas dotadas de gentileza.
E Rio, aqui estou... Se sirva de mim. Até quando, mistério.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Mais um dia de praia
Hoje acordei com uma inquietação esquisita. O dia parecia firme, o sol reluzia, mas os problemas com a publicação do meu artigo e uma certa falta de comunicação com algumas pessoas me incomodava um pouco. Hora do almoço, fui comprar as coisas congeladas pra fazer pois carol ia chegar logo. Aqui em são chico eles têm o hábito de ter 2h horas de almoço, que vai do meio dia até às 14h. Almoçamos, Carol se vai e eu continuo pensando nas coisas, na vida, nas relações humanas: decido ir pra praia.
Desta vez vou pra enseada, arranjo um canto mais vazio, estendo minha toalha e pego um polígrafo para ler falando sobre Cultura. O negócio me intriga, no entanto já sinto o peso do calor na minha cabeça, vou pra água. Ao voltar, dou um tempo deitada no sol para secar antes de pegar no xerox de livro novamente. Aí, foi quando coloquei a musiquinha, o meu vestido na cabeça e me deixei relaxar. Neste momento, de repente ouço "acho que ela está escutando música", e uma moça loira com um microfone levanta o vestida que cobria meu rosto. Nâo só provida de microfone, na sua companhia havia um rapaz com uma câmera na minha cara. Ela pergunta "estou atrapalhando alguma coisa?", eu penso: "não nada, só o único momento que consegui relaxar a luz do dia". Ela pergunta se estou curtindo, se o sol dá pra bronzear, coisas muito úteis nesse estilo. Antes de ir de vez pergunta de onde eu sou, digo que do Rio e ela reage com um "ahh, bem-vindo as praias catarinenses", e eu penso "capaz de eu conhecer mais delas do que você". O microfone tinha o logo da band, e eles sairam tão abruptamente quanto chegaram.
Continuei na minha música, na minha leitura, depois mais uma nadada na água morninha da enseada e tive certeza de uma coisa: não queria ir embora. E a solidão de mim bastou. Me afastei de mim mesmo e existi só para os outros. Não tive vergonha de sair com os pés sujos de areia por aí, não prestei atenção nos olhares curiosos de cada um. Uma paz veio, o não tive mais aquelas incógnitas de mais cedo. Mas eu juro que pra aquele fim de tarde faltou alguém.
Desta vez vou pra enseada, arranjo um canto mais vazio, estendo minha toalha e pego um polígrafo para ler falando sobre Cultura. O negócio me intriga, no entanto já sinto o peso do calor na minha cabeça, vou pra água. Ao voltar, dou um tempo deitada no sol para secar antes de pegar no xerox de livro novamente. Aí, foi quando coloquei a musiquinha, o meu vestido na cabeça e me deixei relaxar. Neste momento, de repente ouço "acho que ela está escutando música", e uma moça loira com um microfone levanta o vestida que cobria meu rosto. Nâo só provida de microfone, na sua companhia havia um rapaz com uma câmera na minha cara. Ela pergunta "estou atrapalhando alguma coisa?", eu penso: "não nada, só o único momento que consegui relaxar a luz do dia". Ela pergunta se estou curtindo, se o sol dá pra bronzear, coisas muito úteis nesse estilo. Antes de ir de vez pergunta de onde eu sou, digo que do Rio e ela reage com um "ahh, bem-vindo as praias catarinenses", e eu penso "capaz de eu conhecer mais delas do que você". O microfone tinha o logo da band, e eles sairam tão abruptamente quanto chegaram.
Continuei na minha música, na minha leitura, depois mais uma nadada na água morninha da enseada e tive certeza de uma coisa: não queria ir embora. E a solidão de mim bastou. Me afastei de mim mesmo e existi só para os outros. Não tive vergonha de sair com os pés sujos de areia por aí, não prestei atenção nos olhares curiosos de cada um. Uma paz veio, o não tive mais aquelas incógnitas de mais cedo. Mas eu juro que pra aquele fim de tarde faltou alguém.
Amigo pra tudo
A Jô me introduziu uma boa frase: tem amigo pra tudo, pra balada, pra conversar, pra ver filme... Além disso, ela foi minha grande parceira de descobertas musicais, e chegava a me ligar quando passava minha música favorita na rádio. Em 1997 éramos de sextas séries diferentes, mas em 1998 estudamos juntas. Ela tinha sua melhor amiga, eu tinha a minha e juntas fazíamos um grupo de melhores amigas. Dentre muitas aventuras, testemunhas do primeiro beijo, cartas de amor, reflexões sobre adolescência, nescau com pão com maionese, destes anos todos ficaram a certeza de ter mais um ano de amizade no ano seguinte: e assim se passaram 12 anos.
Este ano foi uma pena ter passado somente uma tarde e uma noite de festa com ela, afinal descobrimos afinidades novas, falamos do nosso futuro, e nos assemelhamos em relação a objetivos de vida. Deste modo, depois de 12 anos, mais 12 estão garantidos!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Coisa de São Chico
Voltava eu da minha segunda-feira de praia, quando desço do ônibus percebo umas grandes gotas de chuva começando a cair. Logo abro a sombrinha e sigo meu caminha determinada a ir para o Rocio Grande (meu antigo bairro) a pé. O caso é que o percurso mal havia começado e a chuva apertava pouco a pouco. Ainda com uns 20 minutos para percorrer começava a me preocupar com a chuva com vento que virava meu guarda-chuva a toda hora. De repente vejo um carro parado lá na frente. Ia virar pra garagem. Em frente a academia vejo outro. Passo por ele. Em seguida um vidro é aberto e escuto uma moça bem loira por volta dos seus 40 anos me perguntando se eu queria carona. Eu fiquei ADMIRADA, e nunca poderia recusar aquela gentileza. Ela é dona de uma loja de tecidos do centro histórico de são chico. Eu sei que ela é, ela nunca me viu na vida. Ela foi falando da chuva com vento, que eu ia me molhar toda e me pergunta se vou ficar no trevo. Digo q vou ficar ali na altura da rua Joinville, ela diz que é bem onde ela passa. Não conseguia nem puxar um assunto direito, afinal a minha admiração era tanta tanta... Ela escutava alguma música boa, calma, do jeito que eu gosto. Sei que chegou a hora de descer do carro, a agradeci e perguntei seu nome: Ingrid. Ingrid Klaus. A identidade em uma cidade pequena nunca é anônima... Ela disse, como que pra justificar o porquê de ter parado, que se ela tivesse na minha situação gostaria que algum conhecido parasse; ela era minha conhecida de vista que nunca me viu na vida. E viva são chico, essas coisas só acontecem em lugares como este!
Aberta temporada de férias
Depois de muito pó de cal da cultura inglesa (por conta das obras de tooodas as filiais carioca para o famoso "Cultura Experience", finalmente na quinta feira, dia 14 já estava viajando.
Primeiramente passei por Curitiba. Lá é sempre um capítulo a parte. Pessoas educadas, simpáticas, e um quê cosmopolita que me agrada por demais. Tá aí um lugar que moraria e seria feliz. Ainda mais por ser perto da minha amada são chico. Fui pro shopping, de livraria em livraria. QUase comprei 1984 em português, mas me segurei pra deixar comprar em inglês mesmo. Fiz um lanche com minha querida Fabíola, conversamos da vida, dos preparativos do casamento dela, sobre nossas cidades, um pouco sobre nós mesmas... Duas Fabíolas Silvas que se encontraram no Canadá.
Logo cedo, dia 15, São Chico! E ah, São Chico é sempre aquela boa palpitação no peito... Deixo então pra outro post :)
Primeiramente passei por Curitiba. Lá é sempre um capítulo a parte. Pessoas educadas, simpáticas, e um quê cosmopolita que me agrada por demais. Tá aí um lugar que moraria e seria feliz. Ainda mais por ser perto da minha amada são chico. Fui pro shopping, de livraria em livraria. QUase comprei 1984 em português, mas me segurei pra deixar comprar em inglês mesmo. Fiz um lanche com minha querida Fabíola, conversamos da vida, dos preparativos do casamento dela, sobre nossas cidades, um pouco sobre nós mesmas... Duas Fabíolas Silvas que se encontraram no Canadá.
Logo cedo, dia 15, São Chico! E ah, São Chico é sempre aquela boa palpitação no peito... Deixo então pra outro post :)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Coisa Velha
Sabe as tralhas que se acumulam durante anos no seu guarda-roupa e você não consegue se livrar>>> Então, eu sofro cronicamente com isso. A cada ano de faculdade mais apostilas (polígrafos), livros, cadernetas foram se acumulando. Coisas que por um valor simbólico e por vezes real (afinal há sempre o risco de ser útil pra alguma coisa), não consigo me livrar. Roupas são totalmente descartável, elas vão e vêm e não apresentam um valor tamanho que possa significar sua possessão eterna. No entanto, com os livros e apostilas passadas o caso é diferente. Se eu pudesse, teria todo o material escolar da minha vida, sem nem me preocupar com traças e afins pelo guarda-roupa. O caso é que papai sempre foi sanguinário com papel e jogava tudo na lixeira sem um pingo de piedade. Até minhas cartas ele conseguiu atingir, dando tudo de presente ao nosso amigo lixeiro. Gostaria tanto de relembrar o que as pessoas me escreveram quando eu tinha 9 anos de idade... E a minha letra nos cadernos avulsos, como pude me esquecer.... Agora é tudo memória apagada, arquivo morto e enterrado. A sementinha por conservar o passado só cresce dentro de mim, pena que aqui fora o espaço só diminui.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
2010

E nesta virada de ano o blog comemora mais um ano. Depois de tanta história da vida (universitária) aleatória, agora o drama se estende a vida profissional. A proposta do novo ano é trazer um pouco mais do que experimento no mundo além dos filmes e das reclamações habituais. O foco é trazer também um pouco sobre viagens, hotéis, restaurantes e culinária em geral, dicas culturais e até mesmo de moda. Este é o ano dos sentidos, todos eles. Logo, o negócio é falar de tudo que se dê para ouvir, ver, sentir, respirar, falar e tocar.
E que venha 2010!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Horas de sono
Sigo no erro constante de dormir extremamente tarde quando sei que um dia cheio me espera. Essa história de joguinhos de Facebook em grande parte contribui pra isso. Isto pq antes dedormir tem de se dar aquela olhadinha na fazenda, no aquário, no café, no restaurante, na máfia, nos vampiros... Enfim, a cada jogo que se aceita participar, maior o comprometimento de se ficar atado noites adentro colocando tudo em dia. Particularmente tenho dado maior atenção a fazenda, simplesmente por ter sido a primeira a me despertar grande interesse. O caso é que vou traçando metas, fazendo planos e no final esse nesse negócio de ser latifundiário é bastante prazeroso. Só não é prático para o 'banco de horas', afinal as noites de sono deram uma diminuída básica de pelo menos 1h. Mas tudo isso em nome do ar puro campestre.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O poder de ser humano
A sensação de presenciar uma briga é algo que deve mexer não somente comigo, mas com todo mundo. Sinto o pulso acelerando, mas ao mesmo tempo fico estática, quase inerte. Imagina se essa briga acontece em um veículo em movimento, como um ônibus. É, voltando de Botafogo, depois de sessão no Estação com Thatha (Coco avant Channel), ao pegar meu segundo ônibus não imaginaria a cena que viria quase no final da viagem. Escutava música no celular (acabei me rendendo a tecnologia de celular fazer tudo, até cortar a unha), quando de repente gritos perceptíveis ao meu ouvido, olho pra trás e vejo um rapaz agredindo o cobrador, que por sua vez levantou da cadeira e começou a chutar o rapaz no rosto. Apesar do rapaz sair arranhado no rosto, foi ele que o atacou (e continuou atacando), e finalmente quando alguém foi apartar a briga, ele ainda esbravejava com os outros. Ele era baixo, com um corpo atlético (mas não marombado), negro, por volta do esplendor dos 20 e poucos anos. O trocador era moreno trigo (afinal, 'moreno' em nossa sociedade é algo mto generalizante), com seus 40 anos já vividos, e cara de cansado. Quando o menino saiu escoltado, todos se voltaram para trás com intuito de saber porque diabos o rapaz o agrediu. O trocador respirava ofegante e não respondia aos nossos olhos atentos, até que alguns perguntavam uns aos outros num tom mais alto afim de obter resposta do dito cujo sobre o tal motivo. Ele então se pronunciou: a moeda do troco caiu no chão, ele pediu pro menino pega (por motivos óbvios) e então... a reação.
Fico me perguntando que motivos levaram ao rapazinho a agir daquela forma. O poder que lhe dá a juventude às vezes te tira a razão e a sensibilidade. O poder que dão os músculos às vezes nos tiram a força da argumentação. O poder que nos dá o fato de sermos homens, às vezes nos tira em humanidade.
Oh gosh... vamos falar de Coco avant channel no próximo post...
Fico me perguntando que motivos levaram ao rapazinho a agir daquela forma. O poder que lhe dá a juventude às vezes te tira a razão e a sensibilidade. O poder que dão os músculos às vezes nos tiram a força da argumentação. O poder que nos dá o fato de sermos homens, às vezes nos tira em humanidade.
Oh gosh... vamos falar de Coco avant channel no próximo post...
domingo, 29 de novembro de 2009
Onde está a esperança
Voltando para casa numa noite de quinta, pouco tinha para achar a vida bonita. As coisas se viam turvas, o ônibus parava longe do ponto, a vida sem sentido. Vendo de longe um grupo de jovens arrumados atipicamente de roupa social, tentei atravessar logo a rua adivinhando "vem coisa de igreja". Dito e feito, um deles me entrega um papelzinho e diz "Jesus te ama", os outros começam ao rir e um comenta "só entrega pra mina bonita esse aí". Eu dou um sorrizinho do canto da boca, e não jogo o papel na rua por motivos ecológicos,então o coloco na minha bolsa pensando que 'maravilhosa' mensagem me espera. Mas, como eu adoro fazer análise de discurso dessa modalidade, tirei o papel da bolsa e li rapidamente "onde está a esperança". Confesso, a pergunta me pegou. Onde está essa esperança... Nos amigos que somem, nos amores que nunca se concretizam, na profissão que não trás engrandecimento, no lazer que não trás conforto... Aonde será que está, meu Deus, que eu não vejo! Guardei a esperança na bolsa, aquela questão já valeu pela noite. Cheguei em casa, abri o sorriso, e deixei a esperança tentando crescer dentro de mim. No outro dia tinha trabalho pra entregar (e ainda terminar de fazer),tinha prova de CAE e... No outro dia eu vi que tinha esperança, tanto nos amigos, que te mandam uma mensagem quando vc pensa que eles já te esqueceram, no amor platônico de todo dia e no amor por si mesmo e cuidado com o próximo e no saber, que de tão bom que é ter fonfinça que sim, nós podemos.
O papel da esperança sofreu com dilúvio dentro da minha bolsa no sábado pela manhã indo ao trabalho, e jaz em paz em alguma lixeirinha da ufrj. Agora, o que esse papel me trouxe... (suspiros).
O papel da esperança sofreu com dilúvio dentro da minha bolsa no sábado pela manhã indo ao trabalho, e jaz em paz em alguma lixeirinha da ufrj. Agora, o que esse papel me trouxe... (suspiros).
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sobre CLAC e algo mais...
Ao começar o treinamento do CLAC em julho não podia imaginar o que a entrada nesse projeto me trouxe. Primeiro, possibilidade de entrar em contato com pessoas novas, pessoal dos outros períodos que já estão mais que distantes de mim. Depois, vem a questão de ser um desafio, de sair da sua zona de conforto e ter de ser 'julgada' profissionalmente por pessoas que estudaram contigo. Em seguida, a primeira aula, o desafio de ver 30 cabecinhas com objetivos totalmente diferentes e motivações das mais variadas. Sem dúvida, desde o início tinham meu respeito, e por isso mesmo minha mais preocupação em montar as aulas. O fato é que eles foram oficialmente minha primeira turma de inglês, já que na Cultura tenho alunos em individual, e na Mudes eu dava aula de português. Engraçado que eles achavam que eu tinha anos de experiência, e eu deixei que achassem isso, até pela necessidade de um álibe que eu estava fazendo um bom trabalho. Desde o início recebi elogios rasgados de uns alunos, e poucos bocejos para um sábado demanhã. De fato, a cada sábado, apesar de sair exausta, saia também com uma sensação de realização grandiosa, como mulher maravilha que tudo pode. Eu podia.
Entre justificativas, perguntas (às vezes absurdas), olhares atentos e muito sono, no final tivemos um semestre muito interessante, no qual foi a primeira vez de muitos em aulas de inglês e me senti muito honrada em transmiti-los o pouco que sei. Sinceramente, eu gosto mesmo de ser professora. E nem importa muito a matéria, esse contato com as pessoas, a atmosfera de conhecimento, tudo isso me apetece muitíssimo. Hoje foi a última aula antes da prova (29-11). Como forma de marcar esse momento levei chocolate pra eles com a desculpa de ser natal, mas na verdade é que não quis confessar o quanto eles eram importantes pra mim.
Entre justificativas, perguntas (às vezes absurdas), olhares atentos e muito sono, no final tivemos um semestre muito interessante, no qual foi a primeira vez de muitos em aulas de inglês e me senti muito honrada em transmiti-los o pouco que sei. Sinceramente, eu gosto mesmo de ser professora. E nem importa muito a matéria, esse contato com as pessoas, a atmosfera de conhecimento, tudo isso me apetece muitíssimo. Hoje foi a última aula antes da prova (29-11). Como forma de marcar esse momento levei chocolate pra eles com a desculpa de ser natal, mas na verdade é que não quis confessar o quanto eles eram importantes pra mim.
O dia em que o Rio parou
A pergunta clássica: o que você estava fazendo quando aconteceu o apagão no Rio... Estava eu no meu primeiro ônibus, rumo ao terminal de Niterói para pegar o segundo, e finalmente chegar em casa. Em Icaraí a luz acaba, e penso que seria somente ali naquela região. Ledo engano, centro de Niterói totalmente às escuras. De repente um certo temor tomou conta de mim; não tenho medo de escuro, mas... tenho medo do que possa ter causado a escuridão e do que pessoas são capazes de fazer no anonimato do escuro.
Ao descer do ônibus, outro drama: a chuva. Desci e ao olhar aquele portal escuro do terminal me encorajo para ir no sentido contrário e atravessar entre os ônibus até chegar a minha plataforma. Ao fazer isso minha mãe me liga. Apesar de muito querer falar com ela, digo que não posso, que ligo depois. Vejo meu ônibus bem no momento de sair, entro e o carro arranca. As pessoas estão olhando ao redor, e não carregam aquele olhar de indiferente inerente de passageiros de ônibus. Pego o último lugar disponível e me sinto de certa forma protegida ali. Então, ao tentar retornar para mamãe reparo que a Claro não tem sinal. Bate o desespero temporário: e se não tiver sinal até chegar em casa... E se não chegar em casa...
(continua no próximo capítulo)
Ao descer do ônibus, outro drama: a chuva. Desci e ao olhar aquele portal escuro do terminal me encorajo para ir no sentido contrário e atravessar entre os ônibus até chegar a minha plataforma. Ao fazer isso minha mãe me liga. Apesar de muito querer falar com ela, digo que não posso, que ligo depois. Vejo meu ônibus bem no momento de sair, entro e o carro arranca. As pessoas estão olhando ao redor, e não carregam aquele olhar de indiferente inerente de passageiros de ônibus. Pego o último lugar disponível e me sinto de certa forma protegida ali. Então, ao tentar retornar para mamãe reparo que a Claro não tem sinal. Bate o desespero temporário: e se não tiver sinal até chegar em casa... E se não chegar em casa...
(continua no próximo capítulo)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
depressão acadêmica
Com o término do bacharelado vem a dor em parcelas. O que faço agora, depois de 5 anos de pesquisas incabadas e tentando me definir em pesquisas. Nunca fui o que gostaria de ser em termos acadêmicos, a não ser no primeiro ano, quando não sabia o que era ser acadêmico e quebrava importantes etiquetas.
O Italiano me relembrava daquela moça aventureira e sem planos que quer ir pra Angola ensinar português. E eu sei, dentro de mim, que isso é o que eu quero. Junto com milhões de outras pequenas coisas que somam a 'vontade' por coisas boas e engrandecedoras PARA MIM, que nunca acontecem. Como diria Lívia, não nasci para uma vida provinciana. Só que às vezes penso que não nasci pra mim mesma. Nasci pra pensar em outros.
O Italiano me relembrava daquela moça aventureira e sem planos que quer ir pra Angola ensinar português. E eu sei, dentro de mim, que isso é o que eu quero. Junto com milhões de outras pequenas coisas que somam a 'vontade' por coisas boas e engrandecedoras PARA MIM, que nunca acontecem. Como diria Lívia, não nasci para uma vida provinciana. Só que às vezes penso que não nasci pra mim mesma. Nasci pra pensar em outros.
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