domingo, 11 de novembro de 2007

O nó do preconceito

Hoje falei uma frase conversando com um aluno querido pelo msn que é o resumo do que vou narrar agora: - Nós vivemos num momento em q temos de ter sabedoria necessária pra não nos chocar violentamente com os valores do passado e ao mesmo tempo tb não aceitá-los sem sermos críticos

Na tarde de hoje, fazendo meu bordado da bandeira mexicana, reparei que minha mãe na sala assistia a um programa que repetiu mais que o normal a palavra ‘gay’. Com isso, resolvi sentar no sofá com ela e assistir o que se passava. O programa era do Márcio Garcia (eu pensava q ele só tentava ser ator) e tratava de um artista convidado (no caso, Eliana – a dos dedinhos), adivinhar quem dos 3 moçoilos (desconhecidos) é gay, quem é casado e quem é solteiro (detalhe aí, o conceito de ‘casado’ só vale pra hetero).

No decorrer do programa os candidatos eram submetidos a representar situações em que interpretavam papel de gay e de heterossexual, para que assim Eliana descobrisse quem era quem na parada. O nome do programa é “as aparências enganam” (fui pedir cola pra mamãe) e confesso que me enganou mesmo, pois pra mim os três poderiam ser gays ou não.

Ao final, mamãe ficou contente de seu palpite ter sido o certo. Eu fiquei com um sorriso no canto da boca pensando como a idéia de gay e não gay estava sendo incorporada na TV aberta. Interessante é que no final veio a esposa e o parceiro gay e eles que apontaram quem eram seus amados. A esposa, com um selinho, o parceiro, só indo na direção (tb não queiramos demais, não é).

Mamãe não emitiu nenhum juízo de valor e pareceu gostar do programa. Percebendo isso, passado algum tempo, resolvi soltar a seguinte frase “posso apresentar mamãe, minha namorada pra senhora”. Neste momento minha mãe solta uma risada sem graça e olha, nunca tinha visto minha mãe mudar de cor tão rápido: “pára de palhaçada menina, era só essa que me faltava”. E eu respondo com voz fragilizada “por que, a senhora não vai aceitar não? Não quer conhecer minha namorada?”. Mamãe nem olhou para meu rosto, ela queria que aquilo fosse mentira minha. Então eu disse, ‘estou brincando’, aí ela olha pra minha face e diz com uma voz cortante “vc está falando sério?”. Caio na gargalhada e falo como ela é preconceituosa.

De qualquer maneira, essa é uma estratégia ótima pra se dizer que está namorando (heterossexualmente falando).

Amarílis


Se eu tivesse uma filha eu gostaria de chamá-la Amarílis. Alguns diriam que só conseguiria chamar assim se tivesse muita coragem e também se fosse mãe solteira (maldade de língua). Contudo, fico devaneando se só sou eu quem gosta tanto deste nome.

A sonoridade é agradabilíssima (tenho prediletância por nomes com som forte no “i”), o significado é belo – o que mais se pode querer em termos de nome? Claro, não é um nome comum assim... Talvez nossos ouvidos não estejam acostumados a ele, mas Amarílis, Amarílis... Amarílis é um nome muito encantador de se chamar.

Quem sabe, então...


Ps.: Eu não estou grávida.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

E no início era...

...um listão.


Ao achar no maior acaso essa lista na internet (não tão acaso assim, eu digitei meu nome completo entre aspas pra ver o que aparecia :P), me veio ao coração (sim, eu tenho um) uma lembrança de tempos mais que distantes.

São tempos que me trazem sentimentos misturados sobre o que foi e o que poderia ter sido. Vivi com essa turma a Idade de Ouro que falava Jung, contudo depois que o vento me trouxe para os pagos cariocas (é pago mesmo Italiano?), acabou por se desmoronar todo castelo, a mágica foi pras cucuias e um sentimento de angustia foi tomando conta ao saber do que ia se passando.

Hoje, os raros ficaram, apesar de mais distantes (o que é normal, né gente). Muitos, apesar de distantes mesmo, continuam na boa lembrança de uma risada juntos. Uns raros (ah gente, é só um mesmo nesse caso), caiu no poço sem fundo do conceito que tenho sobre amizade e temas correlatos.

O sentimento que me vem agora é que convidarei alguns para meu casamento - se tiver (e espero ser convivada para o deles :P); com certeza espero representante sulista na minha formatura (reservarei vagas pra são chico também); no mais, espero estar na lembrança de muitas pessoas dessa lista positivamente, afinal eles fizeram parte da minha história (até o Darlan que não cheguei a conhecer, mas sei q passou pra geografia na UFPEL), da minha VIDA.

Oh, momento sentimental... Agora tem de tocar Beatles "There are places I remember..."

você precisa, você precisa...



porque tem coisas que simplesmente acontecem. E o maior amor do mundo é viver _com você_.

você precisa, você precisa...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Tagarelices

Ganhei bombom com recheio de cereja hoje. Foi a minha primeira aluna que trouxe, a Nathália. Ela não cansa de admirar nosso trabalho (de Renata e eu) como professoras.

Falando em ser professor, tenho meus alunos grandinhos que falam ‘professora, vc é muito boazinha, não seja professora não’. Eles não cansam de deixar subentendido ‘vc é tão legal, faça uma coisa melhor da vida’. Fico feliz que eles desejem algo de bom pra mim. Mas fico triste pela idéia de ‘ser professor’ carrega em si.

Enquanto isso, os lingüistas aplicados se fecham em reuniões super secretas com finalidade de definir o que é ser professor, como ser professor, por que ser professor. Creio que eles ignorem esse tipo de conselho acima que recebo constantemente dos alunos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

o mundo anda tãããão complicado



e hoje eu quero fazer tudo por você.

(clip da música do Legião Urbana "O Mundo anda Tão Complicado" com uma animação aleatória bem meiga)

A trilha sonora mudou. Anos depois a pessoa se encontrou dentro de si e do outro. Foi um processo doloroso porque sair de dentro do próprio umbigo não é fácil, contudo ao final o alívio foi grandioso, apesar das lágrimas pesadas que brotavam sem licença. O encontro com o ‘outro’ durou 5 segundos, foi a epifania necessária para fazer fluir a idéia que andava em rio caudaloso. O pensamento girava em torno de uma saída só, e foi difícil reconhecer os outros caminhos sem pedras tão grandes. O pensamento se abriu no outro e se revelou o algo mais bonito pra se sentir, se revelou o algo mais bonito até ali: o sincero de se enxergar desnudada na frente de sentimentos tão profundos bem criados. Ali ela fincou o marco e a promessa de que daqui pra frente não seria diferente, mas haveria mais demonstração de tudo. E por trás das lágrimas o novo sol brilhou duas vezes.

Em "Uma nova história"

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Bromélias e lembranças



Estava eu procurando uma música para passar para os alunos e achei um 'baú' com músicas do tempo de São Chico. Coloquei no mp3 sem pensar muito e no caminho resolvi escutar alguma coisa. Foi interessante como as lembranças saltaram a mente estimuladas por cada música (que coisa mais behavorista). Ia escutando aquelas bandas gauchas, aqueles sucessos do Pijama Show e me deliciando com uma séria de recordações que saltaram a mente.

Uma delas tem relação com essa música do bidê ou balde aí encima, na qual foi minha trilha pessoal (uma das) da minha mudança para Rio Grande. Ela remetia ao 'fim' da relação entre Guh e eu, e mais especificamente a nossa última cena juntos, na qual nos encontramos sem querer no Centro Histórico bem nos meus últimos momentos de São Chico (em seguida pegávamos o carro e patiríamos para a estrada). Nos encontramos, ele saido do escritório de contabilidade e eu me escondendo de meus pais que estavam perto, nos despedimos mais um vez... Mais uma vez. E ficou bem aquele clima "perto de você eu não pude ficar, tente não me esquecer, vou tentar sempre te amar".

Lembrança com gosto de bolo de chocolate com triplo recheio de bolo, isto é, estupendamente gostosa de se ter. Impossível no ônibus tirar o sorriso do rosto ao ir lembrando das coisas assim.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Hoje é dia das bruxas!

Ou dia do saci???


Ontem fiz oficina conjunta sobre Halloween com Renata, que fez um belo trabalho organizando praticamente TUDO. Ela preparou as atividades e etc. Eu só precisei incluir a minha, tratando com criticidade o tema.

O caso é que pelo Rio de Janeiro tem rondado um certo cartaz:


Um tanto quanto engraçado chamar satanismo manifestações folclóricas de outro país. Ainda incutir que dia 31 de outubro deveria ser "dia do saci". Cristianismo ou não, não creio que mula sem cabeça, curupira e saci pererê sejam cristãos.

Também é evidente que não colamos e copiamos a festa dos EUA, assim, igual. Como se adora inventar coisa, Halloween virou mais uma festa aleatória, nada mais. As pessoas nem sabem a origem, que vem dos celtas e essa data pq simboliza o início do outono, ou início dos tempos sombrios. Ademais, acreditava-se que neste dia a barreira entre o mundo dos vivos e dos mortos estivesse mais tênue. Fora que, etmologicamente a palavra Halloween quer dizer antes do dia sagrado (aí veio a igreja católica e coincidentemente colocou o dia de todos os santos no dia seguinte).

Agora, quer saber mais sobre o Dia do Saci, confira aqui!

um bebê?!?

É engraçado quando vejo tirinhas ou histórias que tratam da chegada de um novo bebê. Eu ignorei por completo a gravidez da minha mãe. Só descobri que tinha uma irmã quando vi aquele bebê chorão chegando em casa. Estranho isso... Lembro do barrigão, mas são coisas muito vagas, como uma vez tirando foto com mamãe e ela não querendo tirar de jeito nenhum. Minha mãe só tem aquelas fotos de grávida como lembrança. Nem foto minha de barriga tem.
E quando olhei a tira, de cara, me identifiquei com a reação do Calvin "por que ela iria querer outra criança?". E até hoje me pergunto, pra quê outra?

Bricadeirinha, irmã no final de tudo (e passando por cima de algumas diferenças) é algo muito gostoso de se ter. Me sinto muito feliz por ter Leandra ao meu lado, por sermos tão diferentes e por termos um senso de companheirismo aguçado na hora que a coisa aperta. (Quando ela ficou sabendo de uma certa história aí, ela jurou de morte uma menina que fez 'mal' a mim. Achei tão bonitinho... De qualquer maneira, não vou incentivar o encontro, afinal não quero minha irmã como criminosa por aí).

terça-feira, 30 de outubro de 2007

retocando o batom

Ela disse que está cansada de ser.
Estou cansada de escrever. Será que tem alguma chance deu pertencer a algum povo ágrafo?

Ela quer só problematizar, que eu sei.

domingo, 28 de outubro de 2007

Fiascos

Algo difícil a se falar é algo que não deu certo e depositamos toda nossa energia para que acontecesse. Ás vezes pode ser uma simples aula, ou um evento que pretende englobar um público grande. Escolho falar desse tópico pq tenho visto tanto o fiasco alheio que até o meu dói menos em pensar no do outro.

Primeiramente, semana de anglo-germânicas. Há quem diga que teve seus tempo áureos. Mas por corta de verba, falta de apoio e etc se tornou em um fantasma circundante no mês de outubro que, ao menos esse ano, serviu para me dar muitos certificados de apresentação. Professores, departamento inteiro se desgastou para no final ver a freqüência baixíssima dos alunos (que foram dispensados das aulas de inglês) e ainda cair aquele torô na 4ªf (que era o dia que prometia). Enfim, grande fiasco sentido somente por quem participou, organizou ou quem estava de perto observando (nesse caso, eu).

Outro fiasco não posso detalhar aqui (por questão de razão e sensibilidade). Mas foi grande, tão grande que fiquei sem graça por quem organizou tudo. Mas essa eu já sabia que iria ser O Fiasco. Contudo, tem vezes que as pessoas ignoram o possível fiasco por olhar demais para suas qualidades. Eu só assisto.

Ademais, tem o tipo do fiasco que é terrível, o pessoa, aquele que é só vc e vc. Esse passei também a semana passada. O meu fiasco. O que deveria ter sido ótimo mas não foi. Ou melhor, deveria ter sido médio, mas nem isso foi. Verdadeiramente, não foi.

De tanto fiasco assistido de camarote ou com direito a minha participação especial, tiro como lição que precisamos ter mais PACIÊNCIA. Só um pouco mais de paciência. Afinal, como dizia Lenini, a vida é tão rara e não pára não.

Metas para os próximos 2 meses

[e o blog vira caderninho agora]

- Passar em port 6 (isso é essencial!);
- Escrever ao menos um conto (tô com tantas idéias... e lendo coisas interessantes);
- Decidir que pesquisa levar pro mestrado (existem 3 vertentes a serem analisadas seriamente);
- Decidir onde morar daqui a um ano (ai, essa é a mais difícil - talvez mais fácil);
- Comprar chocolate perto da escola de música (pq é mais barato! E fico com preguiça de ir lá);
- Emagrecer 2kg (mulher tem sempre que emagrecer 2kg);
- Planejar as férias (que cheguem logo, por favorrrr);
- Etc... (aqui entra tudo aquilo que será recebido com surpresa por aí daqui a um tempo).

sábado, 27 de outubro de 2007

El pasado


O passado é um bloco inteiro que deve ser deixado para trás, diz Rimini para sua ex-mulher depois de 12 anos juntos. Sua mulher pede pra ele não deixar o fardo só para ela e ir buscar as fotos, para que sejam divididas entre eles. Ele não vai... Arranja uma nova namorada, cheia de vida, bonitona, mas o namoro não acaba bem por intervenção da ex-mulher e pelo interesse por uma outra. Ele acaba ficando com essa outra nova, casa, tem filho... E a ex-mulher novamente volta a procura-lo e sempre falando do passado.

Gael de tradutor, vai de mendigo até rato de academia. Vai pra cadeia, perde o direito de ver o filho e vira exemplo de como um homem pode voltar para uma mulher e terem um final feliz depois de anos em uma reunião de mulheres que foram largadas por seus maridos.

Esse filme só nos dá a certeza de que relacionamentos são complicados pq cada ser humano tem seu cosmo pessoal. Que relacionamentos são complicados pq às vezes duram mais do que eles supostamente deveriam durar. Ás vezes deveriam durar só uma noite... Mas duram demais, demais... E viram um bloco maciço difícil de se tirar de cima do pé.

Mas uma coisa é certa, ao se separar as fotos tudo se resolverá.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

o dia da moça

Tem dia que suspiro bem fundo não resolve a coisa. A janela do ônibus parece tão pequena pra tanto pensamento, meu Deus! Que eu faço? Cochilo... E cada cochilo parece ter a duração de dias, mas mal passaram 2 minutos.

Vida em sociedade está inerente a conflitos comuns entre os seres. Caras feias, falta de comunicação, falta de 'bom dia, como vai você?'. Falta de querer ser bom... do bem mesmo (e não fingir já que é bonitinho ser bonzinho).

Mesmo com TPM ferrenha e outras motivações externas consegui manter a sanidade em relação a insensibilidade alheia. É ruim quando te ignoram... Mas é bom em pensar naqueles que um dia se pensou q ignorava e que no final até te chamam pelo seu mais íntimo apelido.

Mas ser humano não deixa de ser cruel.

Largo tudo pra lá, vou ver Gael.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Momento histórico do blog

Estava eu abrindo o blog despretensiosamente para reclamar da vida: tempo ruim, chuva de balde, dia com frio, apresentações stressantes, rotina apertada, quando minha irmã anuncia: “telefone pra vc”.
Fui atender, e no primeiro ‘alô’ penso que é a Sardex (para tratar de nosso teatro amanhã) e já falo um ‘alôôô’ todo contente quando me dei conta que não era a amiga. Era a orientadora da apresentação de hoje.
Ao terminar a apresentação (no auditório novo todo bonito da faculdade de letras), ela disse q foi bom, mas poderia ter sido muito melhor. Eu vexei um pouco a minha cara, afinal tinha achado a minha parte muito bem explicada (e particularmente estava muito desenvolta – também, 4ª apresentação só esse mês).
Então, ela ligou especialmente para me dar os parabéns, que tinha sido muito bom, que eu tinha me empenhado bastante. Falou também que poderia trabalhar seriamente com lingüística de corpus porque esse é um campo que está crescendo bastante. Assinalou, ao final, que eu iria longe e que estava no caminho certo (momento emoção).
Agora, aqui só devo mesmo agradecimentos ao arquitetador do Hermes, meu grande amigo Tiago Tresoldi, que tenho sorte de ter como amigo (sorte dele ter largado a engenharia). Se não fosse pelo Tiago, eu não teria o que explicar hoje (apesar de lamentar ninguém ter perguntado sobre a parte estatística da coisa). Não teria tido um suporte do estilo “24h no ar”, afinal o momento que pedia um ‘help’ desesperada (e apoquentada com todas as outras coisas), ele estava ali – mesmo mergulhado nas muitas atividades e estudos que ele já tem.
Obrigada Tiago, esse elogio que recebi hoje também é seu.

domingo, 21 de outubro de 2007

Porque uma flor desabrocha dentro de mim. Não sei se é vermelha, não sei se posso defini-la em uma só cor, mas ela se abre e me deixa desconsertada. É uma rosa meditativa, como a de Dali, contudo é bem menor, pois cabe dentro de mim.

Essa flor me dá tranqüilidade. Diz que até o caminho errado pode ser o certo. O certo, com certeza, pode ser o errado.

Uma rosa desabrocha dentro de mim. E apesar de ser rosa, não sei a cor. Deve ser da cor dos meus olhos, cor de terra molhada, da chuva que se aproxima. Mas ela tem cheiro de folhas caídas. Caídas de um outono sem cor, só com sentimento. Vai ver é isso, tenho de parar de me preocupar com as cores. Porque tem uma flor dentro de mim. E ela me diz que sei fingir muito bem.



(em "tudo supostamente combinado")

por que me finge?

sábado, 20 de outubro de 2007

Are you prepared?


Confesso, não estou preparada!!!

Semana que vem tem 3 apresentações na Semana de Anglo-germânicas + prova teórica de motorista (sendo q nao me dignei nem a ler as partes destacadas do livrinho).

Entre slides a animações aleatórias, me encontro ainda agoniada para escrever um artigo (!!!) sobre uma das apresentações.

De qualquer forma, fica aqui o comercial para as apresentações:

SIMPÓSIO 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO SÉCULO XXI: NOVAS TECNOLOGIAS, NOVOS DISCURSOS
HORÁRIO: DIA 22/10, SEGUNDA-FEIRA, DE 11H ÀS 12H30 E-2
1. Aprendendo a usar a Internet para ensinar línguas – o percurso de graduandos
de Letras da UFRJ
Ana Carolina Cardoso (UFRJ – graduanda)
Fabíola Xavier (UFRJ – graduanda)

Juliana Almeida (UFRJ – graduanda)

Louise Andrade (UFRJ – graduanda)

Márcia Garcia (UFRJ – graduanda)

Marcella Correa (UFRJ – graduanda)

Thiago Veiga (UFRJ – graduando)

Kátia Tavares (UFRJ – orientadora)

O presente trabalho é um relato de nossa experiência como alunos e professores on-
line em formação. Pretendemos descrever instrumentos e estratégias que nos ajudam a usar a Internet em nossa prática pedagógica, apontando seus aspectos positivos e negativos. Por fim, apresentaremos algumas sugestões para a formação dos graduandos em Letras com base na nossa experiência.

G-1
Horário: 24/10, 4ªf -
14h00min
2.Phrasal Verbs in English: Learning is the Best Medicine

Daniela Chaves Bernardo e Fabíola Xavier Garcia Silva

Orientadora: Profa. Dra. Selma B. Faria

Este trabalho discute a proposta de utilizar o humor como recurso pedagógico para
que os alunos de Graduação em Português - Inglês ampliem o seu conhecimento de phrasal verbs. Seu título remete à seção “Laughter, The Best Medicine”, segmento de uma famosa revista internacional no qual se publicam estórias engraçadas que são contribuições dos leitores desse periódico. O domínio do tópico phrasal verbs se constitui em um desafio para quem estuda inglês como língua estrangeira. Contudo as dificuldades precisam ser contornadas, já que a ocorrência de phrasal verbs no discurso é considerada como um índice de proficiência de quem se comunica nesse idioma (Cornell, 1985).

MESA DE COMUNICAÇÕES LIVRES: A NARRATIVA FANTÁSTICA EM
LÍNGUA INGLESA
Coordenação: Prof. Roberto Rocha
E-2 Horário: 5ª de 13h30 às 16h
4.O Morro dos Ventos Uivantes e o Gótico
Fabíola Xavier Garcia Silva

Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar o romance Morro dos Ventos
Uivantes (1847), de Emily Brontë (1818 – 1848), numa perspectiva gótica considerando as questões da ambiência e do foco narrativo. Em relação ao espaço, destaca-se pela localização em que se passa a história, primeiro elemento no qual se percebe a influência gótica. Em segundo lugar, a história é narrada pela empregada que conviveu com a família, e por um recém-chegado que descreve suas impressões de seus locadores, outro mecanismo típico do romance gótico.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Os 300 da UFRJ


Se quiser saber de alguma nova universitária, fale com os calouros! - Essa é minha singela reflexão depois de perguntar pra todos do fuzuê de ontem na UFRJ e só os calouros do francês instrumental saberem do assunto; e mais, participaram, testemunharam, foram um dos 300 contra a empáfia do reitor.

Há quem diga que não fica barato. A reitoria está ocupada e a indignação dos calouros é total. Por outro lado, vou eu perguntar sobre o assunto para meus colegas de semestre e percebo que nem ciente dos acontecimentos estão. Povo que vai se formar está mais preocupado mesmo é o com a festa de gala e a colação (e, é claro, passar em port – seja lá qual for – e inglês 7).

Vamos ter esperança então na nova (e militante) geração.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

E hoje não houve aula na Mudes por conta de curto-circuito no prédio ontem. Fabíola agradece. É hora de preparar as três apresentações pra semana de anglo-germânicas.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Não há mais espaço! Pelo quarto cada canto é sufocado por um pedaço de papel, por um livro ou apostila. Material de todo gosto é entregue a própria sorte dentre caixinhas, livretos, cds. Os pobres ursinhos, que não tem nada a ver com a falta de tempo da dona, ficam relegados a apoiadores de papel e bolsas. Bolsas são lotadas com tinta, cola, canetinha e mais papel. Livros de todas as matizes passando noites frias pelo chão. Dicionários novos e velhos destinados a mesma sorte: ficarem num catinho por aí até que chegue a hora de serem usados. E mais papel dentro dos livros, e mais livro dentro dos papéis. E tem uma mente desarquitedadora por trás disso tudo que fica carente de espaço.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

volta pra casa

Tumulto no trânsito. Espia, o que é? Ninguém no ônibus sabe pq de repente tudo parou. É acidente? É engarrafamento de que? Cada engarrafamento tem seu motivo... O ônibus da frente, parece que está com problema. Que problema? Tem um homem armado dentro dele, chamaram a polícia. Homem armado? Mas por quê? Quem chamou a polícia? O motorista do nosso ônibus... agora o porquê da arma, boa pergunta. E como perceberam isso? Quem percebeu isso? Não sei, ninguém sabe. E a arma, pra que mesmo? O ônibus parou... a polícia ali. É, tinha alguém armado. Todos observam, uns levantam para poder enxergar melhor. O ônibus passa rapidamente, até q o assunto se esvai por conta própria e o vento passa a entrar com mais força nas janelas abertas.
Ecos distantes num mundo tão particular que chega ter várias galaxias.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Hairspray

Esse musical me trouxe mta alegria hoje. Ademais, com a companhia de Lív Mary...


Virando esteriótipos de ponta a cabeça e tratando de forma bem direta, sem muito floreio (a não ser musical).
Fiquei bastante contente em ver em comédia pra adolescente crítica direta ao 'jeito adolescente de ser' (de qualquer época). Além de críticas contundentes ao racismo e, é claro, ao 'ser diferente' em si, já que a protagonista é uma gordinha.
Caindo um pouco no 'mais do mesmo', Hairspray trouxe de novo a conjugação de música, alegria, crítica e muita, muita vontade de dar um bailadozinho.
Só pra marcar a batida do dia q adiantou uma hora. Um dia q esticou seu sol até aquém da hora marcada. Foi dia de encontros e desencontros. Noite de encontro final. De cinzas no chão, rosas que não deixarão de ser botão. Eu realmente não sei da vida, realmente não sei da vida.
Vc diz em ganhar pra sempre. Não quero pra sempre, quero agora. Quero agora. E é só agora. E do jeito q quero.
Sentirei sua falta pra sempre. Mesmo vc nao sabendo a metade de mim.


(fala da nova personagem)

domingo, 14 de outubro de 2007

You're the cover of my magazine



Coisas bobas... São demasiadamente boas.

(adoro adoro a dancinha deles!)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

pesquisadores? É o caramba

É impressionante essa busca (mesmo pela negação) por uma abordagem tecnificista em tudo que se faça. Querer colocar alunos de LETRAS num mesmo patamar de alunos de ARQUITETURA em termos de ‘pirotecnia’ já é complicado. Agora imagina querer enquadrar enfadonhos trabalhos lidos pesarosamente de Teoria Literário com ‘o mundo de aventura’ de trabalhos engenheiros por aí???

Na minha apresentação fui criticada por usar transparência. Disseram que era pra ter lido, que sentiram falta da minha ‘literatura’. E a fala onde fica? Falei pras paredes? Então quer dizer q sou culpada por trabalhos de letras não serem selecionados para a etapa final de não-sei-o-que?

Primeiramente, comparar um trabalho de uma área com outro é muuuuuuuuuuuuito complicado. Ademais, o tipo de pesquisa por vezes é diferente (uma quantitativa, outra qualitativa). E ainda se tem o ‘estilo’ da apresentação, que há divergência entre os próprios avaliadores sobre qual seria ‘ideal’.

Vou parar por aí meu singelo ‘manifesto’. Eu só sinto muito termos esse pensamento de ‘vamos disputar com eles’, ao invés de nos preocuparmos com a real sobre que tipo de aluno de letras estamos formando, pq de pesquisador ninguém tem nada (como sempre reclama o Italiano). No final somos exigidos por algo que nos privam o tempo todo: o saber de como fazer uma pesquisa e ferramentas para tal.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

jornada...

A insegurança bate a porta... Ai, minha vida, é amanhã! Jornada de Iniciação Científica, artística e cultural... etc, etc.

Já nem sei desenrolar em palavras o tanto de sentimentos que entrelaçaram minha alma. Com certeza um gráfico com picos consideráveis para todos os bordos.

E no início era a confiança, que seria tudo tranqüilo e blá blá blá. Mas ao ficar tudo encima da hora, 2 apresentações no mesmo dia, veio frio na barriga, um tremor nas pernas e a pergunta: “será q darei conta condizentemente?”. Até tinha melhorado minha alta-estima, mas ao resolver dar uma espionada na iniciação alheia, calafrios!!! Professores sagazes com perguntas do mal! Pronto, bastou isso para minhas pernas bambearem novamente.

Agora, chegando em casa, nesse calor de matar que resolveu bater especialmente hoje, véspera da apresentação, me sinto mais tranqüila. Olhando e desolhando slide por slides, repassando falas, fazendo fichinhas, calibrando a bibliografia vejo que não tenho o que temer. O que sei, sei; o que não sei, precisarei me preparar melhor para a próxima vez. E é isso.

No mais, termina o stress dessa semana para em seguida começar o da outra, de Anglo-germânicas, com Fabíola apresentando 2ªf, 4ªf e 5ªf.

Haja fôlego...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Preparando material pra dar aulas para os pestinhas menores...

O gato, o galo e o ratinho

Um ratinho vivia num buraco com sua mãe. depois de sair sozinho pela primeira vez, contou a ela:

    - Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Um era bonito e delicado, tinha um pêlo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas. O outro era um monstro horrível! No alto da cabeça e debaixo do queixo ele tinha pedaços de carne crua, que balançavam quando ele andava. De repente os lados do corpo dele se sacudiram e ele deu um grito apavorante. Fiquei com tanto medo que fugi correndo, bem na hora que ia conversar um pouco com o simpático.

    - Ah, meu filho! – respondeu a mãe. – Esse seu monstro era uma ave inofensiva; o outro era um gato feroz, que num segundo teria te devorado.



    Moral: Jamais confie nas aparências.

domingo, 7 de outubro de 2007

cadê o berrô do gato?

Hoje, fazendo a chapinha básica no banheiro, escuto um grupo de crianças cantarolando uma música lá embaixo (abaixo 6 andares). Parei meus ouvidos naquele som e escuto o ritmo do 'atirei o pau no gato', só que com outra letra.

Minha perplexidade foi tamanha qdo me dei conta do que se tratava a letra: 'não atirei o pau no gato, pq o gato é meu amigo...", sei lá o que das quantas nesse sentido. Fiquei embasbacada! Calma aí, cadê o berrô do gato??? Ele é um direito de toda criança, se perguntar "o que é berrô". Eu mesma passei anos e anos com essa questão na mente. Até q resolvi largar de mão e muiiiitos anos mais tarde descobrir o sentido de tudo, com cara de espanto total.

O politicamente correto vai acabar com a graça de tudo! Pedagogisses e bobisses de tornar o gato amigo sendo q ele nunca foi inimigo de ninguém!!! Culpa de uns que levaram a sério o pensamento dos pares de Diogo Minardi (sei lá se é assim q escreve) que dizia na Veja que aqui no Brasil as cantigas de crianças são agressivas e lá nos EUA não tem isso.

Ah, vão todos pra casa do chapéu, eu quero o berrô de volta!
Daqui a pouco vão tirar os escravos de Jô. :/

The science of sleep

Finalmente vi o o filme que tanto queria ver. Sensação? Vazio. É assim, aquela coisa de achar o mundo tão sem graça e incompatível conosco mesmo. No meio desse jardim da vida chega alguém meio sem graça de início, mas que logo se mostra todo cheio de beleza preenchida (aquela, além dos olhos). O filme fala bem disso (creio que tenha explicado da maneira mais complicada).

O problema desse tipo de filme é que me sinto tão... tão dentro dele. Por isso mesmo estava evitando vê-lo, afinal não estava querendo me deprimir vendo como não me encaixo nos blá blá blás da vida.

Me contentaria em sonhar com a vida... O despertar, verdadeiramente, mata.

beto sem teto

Festa da Thathá bombou. Festa estilo "tosca rock'n roll", com uns nelsons muuuuuuito nelsons num estilo de peçonha deplorável.
"Girls just wanna have fun", e quem disse q isso tem a ver com ficar com meninos?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Planeta Terror


Trash no maior estilo... Com elenco de peso (pode-se dizer assim), o filme me arrancou verdadeiras gargalhadas no cinema. Tudo é uma grande paródia de filmes de terro B (resumindo, besteirol mesmo), no entando é bastante espirituoso e tem lá suas críticas veladas (???) ou elogio ao cinema "explosão, mulher nua e muito rock'n roll".

Engraçado no cinema, pessoas rindo loucamente sozinhas. Fora o estilo público de festival, povo com as roupas alternativas e óculos de aro grosso.

Eu só sei q nesse dia ganhei um tour grátis pelo Rio do meu guia predileto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

cultura grega

Se fosse pautar minha existência na cultura grega, diria que meu lado transcendente-metafísico se extinguiu e o que predomina é o lado grego trágico (aquele que na histórica fica antes do mundo das idéias todo).


Dionísio (detalhe de mosaico em Antioquia.)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

canto

Você aí, eu aqui. Cada um no seu canto. Eu apredendo estatística bayesiana e você a me esquecer. Creio que temos um longo caminhos juntos a percorrer com tamanha conectividade. É como se na próxima encarnação um nascesse carne e o outro terra. Um unha, o outro outro nuvem. Eu quero ser a nuvem da história toda. Quero sim.
Me deixa no meu canto então. Vá sorrateiro pelos cantos daí. E eu aqui, pecando por não saber por qual canto seguir.

em "pedaços de um canto só".

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Não me arrependo de nada!


Edith Piaf é algo.
Destaque para a legenda em inglês: "I don't give a f**k"

momento cultura de MSN

Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
é...! no déficit ele é diretor e o dieguito produtor acho
fahdiga diz:
isso mesmo
Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
défciti...ih, não sei escrever isso
fahdiga diz:
déficit
fahdiga diz:
sei lá tb
fahdiga diz:
é mto
fahdiga diz:
'fi' 'ci' 'ti'
Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
huahau
Nada a ver fazer Inglês 7,nada... - escolhendo músicas pro Beto! diz:
aham

---

No mais, Thathá narrou como foi ser paga de supresa pela notícia de que Luna estava preso no trânsito, mas que já estava chegando.

vou ou não vou?


Diego Luna às 19h, no Espaço Cinema 2 em Botafogo, estréia do filme... (interessa o nome do filme?!).
É HOJE!

domingo, 30 de setembro de 2007

Olha a cena...



Faculdade de Letras tb é comédia!
- Safadinha, viu! ahaahha

Deserto Feliz

Creio que esse nome pode denotar bem o do jeito que estou me sentindo hoje, um deserto feliz; além de ser o nome do filme que assisti no Odeon com mamãe e tudo: Deserto Feliz. Além de mamãe, estavam lá o diretor, uma parte da equipe e a própria atriz principal, Nash Laila (que é uma gracinha de encantadora - e achei até o orkut dela :P).

Primeiro deixa falar do filme. Achei complicado ‘acompanhar’ no início, pelo muito silêncio e imagens trepidantes. Em seguida, fui me acostumando, até chegar na parte do filme que enche nosso coração de aperto. E sim, tem essa parte, com toque de sadismo, poderia dizer... Pois quando estava toda boba crendo em algo... Sim, era exatamente aquilo que só poderia ser desde o início. O filme trata de sertão, prostituição, tráfico de animais, turismo sexual... Essas coisas que estão aqui e acolá, mas que de fato ninguém toma partido.

Depois do filme todo, com direito a um curta no início chamado Saliva (que não convenceu muito), mamãe e eu ficamos passeando em pleno domingo a tarde pelo centro da cidade. Da Cinelândia fomos andando Rio Branco abaixo, passando pelo Teatro Municipal e sua pompa, pela Carioca e indo em direção ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Chegando lá, sentamos nos banquinhos do térreo, lemos o roteiro do dia, fomos ao 2ª andar admirar a vista de lá, e quando já decidíamos ir embora ouvimos da moça do elevador que no 5ª tinha biblioteca. Mamãe topou ir lá, admirando a limpeza e os lustres maravilhosos. Que oásis na terra era aquilo! Fiquei perdidinha em mim mesma tamanha a preciosidade. Mas só quem pode pegar é funcionário ou tendo convênio com Biblioteca que tenha bibliotecária (não seria mais fácil fazer fichinhas ali? Se bem que, eles não têm porque mexer com isso, só de disponibilizar pro público é ótimo!).

Antes de sair de casa estava no deserto de mim mesma, encolhida, com meus cactos, me ferindo aos poucos e imperceptivelmente. Então, na companhia espelhada de mamãe o deserto ficou feliz. Com companhia as coisas se refletem em si e em nós mesmos mais deslumbrantemente.

Where do you go to...



'cause I love you.

sábado, 29 de setembro de 2007

Um achado!



Esse o ator, Jason Schwartzman, conheci em "I Heart Huckabees", mas nem dei tanta importância. Ao reencontrá-lo e ainda vê-lo como roteirista de "O Expresso Darjeeling" foi uma surpresa, sem dúvida, agradabilíssima. :P

O Expresso Darjeeling



Filme apreciado por minha persona (único até agora), no Festival de Cinema. Só digo que essa velha fórmula de road movie, busca espiritual e lavagem de roupa limpa (suja???) entre irmãos, neste filme, funcionou muitíssimo bem.

Três irmãos vão em busca de 'paz' entre eles 1 ano após a morte do pai. Cada uma passa por problemas internos e, principalmente, pelo problema da falta de confiança entre si.

Imagens belíssimas, com ousadas tomadas de câmera. Gostei de ver... de ver e de rir da tragicomédia que se configura com um 'quê' de amargura e, principalmente, um gosto de 'quero isso pra mim' (no sentido de tentarmos (des)encontrarmos a nós mesmo um pouquito.

E o maravilhoso aperitivo, a 'parte I' do filme (um curta que apresenta Natalie Portman como namorada de um dos personagens principais), é de dar água aos olhos.

domingo, 23 de setembro de 2007

Só pra constar



que esse dia foi bom, viu.

(A DO RO essas coisas bregas)

Dueto

Sabe, eu tinha vontade de fazer um dueto com Pavarotti. Ele sempre foi humilde e querido, velhinho que se dá vontade de apertar as bochechas.
Diz o Italiano que não se pode duvidar das (im)possibilidades. Quem sabe em outro plano não possamos 'duetar', e mais, eu ter alguma voz melodicamente escutável.

Por enquanto, vamos escutá-lo com o Eros. Escolhi esse video principalmente pelo sorriso do Pavarotti, todo feliz.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

No último ônibus

Fico me desfalecendo de dó às vezes. Olha que meu coraçãozinho não é de se admirar muito com as coisas, acostumada com os tons sombrios da cidade cinza. Contudo, voltando pra casa depois de dia de aula/trabalho e cia ltda, entra no ônibus, assim de supetão, um senhor, 65 anos, com blusa azul celeste escrito “acredite no senhor e você vencerá”, que ao meu lado pede atenção de todos para contar seu causo.

Ele tinha câncer por todo seu crânio e sua filhinha (bem, com que idade ele teve filho), estava também com o mesmo câncer, encima de uma cama, mal mal mal, e ele precisava do dinheiro para comprar as caixinhas de remédio por R$8,75. Fiquei impressionada com o desespero da criatura: “gente, eu não bebo, não tenho vício, eu só preciso muito dessa ajuda de vocês para poder comprar o remédio da minha menina”. Oh, um apelo daquele haveria de sensibilizar muita gente. E ele ajoelhou-se no meio do ônibus e continuou no seu ‘horrorshow’, observado por alguns com desdém, por outros com descaso, pela maioria (eu incluída), com bastante pena.

Não gosto dessa coisa de pena não. Cheira algo de “sabe, vc é inferior a mim, por isso o q posso fazer é sentir pena de você”. Mas senti ali um quê de compaixão, misturado com peninha, causando minha torcida até para que ele conseguisse a quantia necessária (e mais). O interessante é que não dei um tostão. Só me dei conta disso quando ele desceu. Se me desse conta antes também não daria nada (do tudo que não teria). Mas, de qualquer forma, esse é o tipo de coisa que martela no momento. Depois, parece que nem faz mais sentido lembrar, afinal, o problema é de quem?

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ai, Gael


Finalmente chegou o Festival do Rio para aplacar o lado cinza da rotina do dia-a-dia. Começou hoje com estréia (oficial) de Tropa de Elite no Odeon, com direito a elenco e tudo mais (ui, ui, ui, tapete vermelho). O causo sério é justamente essa vida de proletariado que não me permite independência na agenda para curtir a bel prazer os excêntricos filmes que adentram a telona.

Acredita que nem tempo para pesquisar as pérolas tenho??? Ano passado até andei dando uma vasculhada geral no que oferecia o festival (o que me deixou com água na boca), contudo muito não pude ver por problemas de locomoção (uma alienada na cidade). Agora, que conto com conhecimentos indizíveis sobre becos e ruas da tal cidade grande, não conto com a sorte de ter disponibilidade o suficiente, a ponto de perder Gael das mãos por muitas poucas horas (e muitos km de caminho).

Conto com a sorte nesse destino de ver filmes a escura (chega hora que qqer um tá valendo), só para não perder o gostinho de curtir o que há de diferente e curioso (além de super novidade), no cinema por esse mundinho a fora.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

mes félicitations!

Dia 18 de setembro. Eu lembro que ano passado (ano passado? Ou retrasado?) eu postei um texto especial de aniversário intitulado ‘la vie en rose’. Eu nem fazia idéia do q se tratava essa música (e o nome veio por influência da música). Esse semestre, uma das primeiras coisas que escutei na aula de francês instrumental (que por sinal são mto boas), foi a bendita música que acreditava ser de dor-de-cotovelo. Que nada, na música ela encontra o homem que a faz feliz, são lindas as coisas que fala.

No dia de hoje, comemorei mesmo aniversário com meus alunos. Levei bolo lá pra CMT e no intervalo da aula comemos todos felizes. Detalhe que estraguei a surpresa deles de vir me cantar parabéns, além de deixa-los sem graça com aquele truque do ‘não lembrava q seu aniversário era hoje’, pq eu nem pensei mesmo q eles se lembravam e eu fiquei lembrando :P hihihih

Gente, eu sou uma professora banana. Eles fazem o que querem... E ainda prestam atenção, fazem tudo q peço, são uns amorzinhos! São super criativos, comunicativos, participativos (até nos dias de maior sono e preguiça geral). Eles ficam falando “terça é o melhor dia”, e mais do que falar, eu sinto q eles vão pra aula bem felizes (em se tratando de aula, ‘felicidade’ não é algo comum).

Hoje comecei com uma turma de crianças de 3ª séria que têm dificuldades na escola. Eu fiquei um tanto assustada de início (afinal, eu supostamente não poderia lidar com alfabetização), mas eles se revelaram uma fofura mor!!! Eu fiquei encantada, agora quem não quer larga-los sou eu!

No mais, de mim... Eu descobri que quanto mais crescemos menos o dia do nosso aniversário é ‘nosso’. Senti isso... Sei pq não.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Fuscão Preto...




Fuscão pretoooooo vc é feito de aço
fez meu peito em pedaços...

É, vida, minha vida!

domingo, 16 de setembro de 2007

karaokê party!


Aniversário fahbuloso de fah... Com pessoas fahbulosas de fah :D



Imagem e ação... Atenções voltadas ao dadinho (e a mim, claro, pois sou a aniversariante).




Gente, o que foi o festival musical de hoje?
Em breve: IDOLOS LEJ - porque são tantos talentos musicais dentro de UMA só turma que o jeito é fazer um programa de TV só com as personas aleatórias essas.

preparação

E daqui a pouco chegam as pessoas. Hoje é o dia festivo de meu aniversário. Estava reparando também que será o último aniversário talvez com as pessoas da faculdade (ao menos todas em geral). Isso me deixou meio triste, e ainda mais tristes por aquele que por desculpas esdrúxulas deixam de comparecer. Ano que vem eles não terão mais de dar desculpas.

Terá bolo lilás, bolas lilases, sobremesa especial de morango, trufa de chocolate, torta salgada e cachorro quente. Só bobagem... Ai, como é bom isso.

:P

sábado, 15 de setembro de 2007

buarque de macedo



Olha a foto, que bonita, minha antiga rua... e a seta marcando ali a rua seguinte da minha (pq a minha foi sumariamente cortada da foto). Bonita, bonita a foto...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Novo


Eu não suporto a cor do meu esmalte. Impressionante como minha mãe cisma de passar o mesmo cintilante furta cor por cima do esmalte tom pastel. Não gosto de olhar pros meus dedos assim. Mas quero falar do Novo... É que minha mãe comprou uma cortina nova para o quarto, e que cortina! Desde que me conheço por gente minhas cortinas sempre foram beges, branquinhas, de rendinha. Me chega ela com algo rosa choque, com bonequinhas aleatórias. Cadê minhas rendinhas? Eu me sinto claustrofóbica, sufocada e agredida por essa cor. Disse a ela que precisava de cor clara, afinal aqui também é meu escritório e preciso sempre estar calminha, calminha. Meu pai tranqüiliza mamão: “é pq é novo”. E eu olho para as cortinas: “eu odeio vcs”.

Está bem, tenho certa resistência com o que não foi planejado. As cortinas minhas são tão bonitinhas, são clássicas, fazem parte de mim e tem variações de rendas aqui em casa. Logo, não se precisavam de novas. E quer ver o amigo (do estilo da ‘canção de amigo’ galega-portuguesa), que muda os planos todos pq simplesmente quer... Eu fico boquiaberta, “mas calma aí, não foi isso que combinamos”, e tentando fazer de TUDINHO para se manter o programado. Oh vida, são milhões de moléculas planejadas a se portarem de determinado modo que mudarão totalmente. E pior que ainda vou escutar, “eta má vontade”. Não, não é má vontade filho, é planejamento!

Bem, a fah está em ponto de ebulição (quiçá, mutação). São muitos trabalhos para minha mente humilde. E eu já nem sei para qual dar preferência, pois são todos para mesmo destino praticamente. Fahbuloso destino de pesquisas da fah. E ainda têm as provas, os trabalhos (de poesia chata modernista americana)... E os aluninhos, claro!

Ok, vou seguindo o planejamento das coisas que não se configuram, no meu quarto com cortinha rosa choque e na certeza de que amanhã, cedinho da Silva, terei de estar com alguma coisa de power point pronta sobre pilhas de polígrafos que ainda não foram beneficiados com minha devida atenção. Não faz mal, a bike é azul.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

'Well, fah, and what are you going to do with yourself?'

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Quando me fiz lilás


Quando me vesti com o lilás que me vês ainda nem tinha idéia do que seria isso. Cresci ali, diferente, a parte, com toda sorte de mundo pro lado de dentro. Via estrelas por horas - as mesmas estrelas do quintal da vovó no Rio apontadas pelo tio, aquelas do terraço da casa da tia em Minas que me assombravam deslumbre, ou aquelas testemunhas de grandiosas lágrimas em Porto Alegre – as mesmas, decorando o recorte daquele céu assim.
Gostava de cantar por horas também, alto e estridente, cantava lilás na casa da vovó até q na noite de Natal alguém mandou calar a boca ao modo clássico. O lilás sobreviveu, a cantoria não. Até que chegou o dia em que passei meses em dúvida se eu saberia voar ou não. É, sonhei com isso certa noite e foi tão real... E voei lilás, voei na frente de amigos que se espantavam. Depois aprendi outros vôos, e surpreendi amigos pelo quão alto que iam minhas idéias, quão alto que deixava planar meu senso de respeito, liberdade e aleatoriedade.
Então, fui me tornando lilás quase que imperceptivelmente aos olhos comuns. Dentro de mim me aflorava. Por fora observava. Pelos outros pouco notada, poucas almas encontrei com tamanha sensibilidade. E ainda são poucos, bem poucos de milhões que chegam lá.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

I wish I were a fish...

O slide sai pq a música é mto chata!

Ao engarrafamento

Em homenagem ao engarrafamento da manhã de ontem, Bizarre Love Triangle.
É, tava tocando no caminho (quase 2h de caminho) e fah pensando... pensando na historinha.


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Ai, mamãe

Hoje eu vi que verdadeiramente pai e mãe são figuras indispensáveis na nossa vida, principalmente na de adulto. Afundada no meio de tanta papelada do jeito que ando nem tenho tempo pra notar muito a importância de alguém na minha vida, contudo depois de ser confirmado que sou a pessoa mais perdida (tá, exagero, uma das 10 mais só), entra papai e mamãe revirando quarto, papelada, casa toda em nome do meu esquecimento.

O caso é que perdi o tal do papel do DETRAN e só fui me dar conta da ‘perdição’ toda quando estava indo (aos trancos e barrancos, voando de fundão até são gonçalo), tentando achar a tal Clínica Esfinge. O pior ainda foi eu nem me dar conta que o CPF e identidade (q jurava estar junto com o papelzinho querido) estava é na minha carteira, e não perdido por aí. Resumindo, eta confusão.

Mamãe reclama: “Pra que tanto papel, meu Deus”; papai sentencia: “não é o papel, é a bagunça!”. Tudo bem, são milhões de folhas soltas por aí (também, filhinha está inscrita em 2 trabalhos na jornada científica aquela, além de outros 3 trabalhos - diferentes dos dois anteriores - para apresentar na semana de anglo-germânicas) . Mas ah, desculpe o auê, agora não adiantava chorar sobre o leite derramado, e com dente (ou falta de dente) doendo ou não me enervei de revirar tudo pra não achar nada.

No final, liguei pra clínica, entregando os pontos, e fui informada que podia tirar segunda via mole. Não hesitei, perdi (ganhei!) o resto da tarde nisso, fazendo a famosa promessa durante a espera: agora arrumo a papelada toda.

Por enquanto a promessa está funcionando. E não é que com tudo arrumadinho assim não se organizam mais as coisas da mente? Bendita arrumação, bem que papai e mamãe avisaram.

domingo, 9 de setembro de 2007

Reencontro

- Oi, tanto tempo...
- É, vc tá muito bem!
- Apressada como sempre só. Muitas coisas pra fazer, trabalho, vida que não para. E você?
- Tô namorando.
- Legal.
(silêncio)
- Mas não anda mto legal não.
- Que acontece?
- Ela é ótima, mas sinto vontade de estar com outra.
- È que vc precisa reconhecer nela outra!
- O problema é que ela não é você.


(em "Diálogos de alguma ficção")

come here



Antes do Amanhecer é um filme que agrada pela simplicidade e bons diálogos, e ainda por nos fazer acreditar no amor espontâneo assim.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ai, minha vida!

Verdadeiramente, a expressão q dá nome ao blog cabe aqui, nesse dia! Eta tédio, pós-tiração de dente é sempre chato. Não pode comer mto, não pode comer pouco (ao menos tem sorvete, muito sorvete). Febre vai, febre volta, ai delírio. Acabei de ver "E o Vento Levou" e mesmo tendo visto esse filme a minha infância inteira só agora entendi. No fundo ele é modernista, trás a contradição toda de Scarllet e no final ela encontra razão na terra e não no marido (embora ela tire força pra fazer isso pelo marido). Anyway, q marido! Eu casava com ele... E deixava o insonso do Ashlei a ver navio fácil. Isso é hoje, pq antes suspirava por Ashlei e despresava Rhett com todas minha forças. Daí que deu vontade de ler Virginia... Mas ainda não é a hora sabe. Fora que li um conto hoje que me deixou toda mexida. Começava assim "Well, Mabel, and what are you going to do with yourself?". Forte o suficiente. Mas até cheguei a desacreditar o conto por um bom pedaço, até a cena final. Ai, me desfolhou inteira aquilo... Por isso ler Virginia agora não me ajudaria, poderia deixar algo de dor de sobra. Por agora tenho o suficiente. Sete de setembro. Decidi até o que farei de aniverário... Terá aniversário aqui com os amigos de sempre e uns doces novos. Especiarias da mamãe. Ademais, final de setembro me aguarda, melhor que nunca. Melhores dias da vida será? Dias supreendentes e de decisão, certamente. O dia em que vou decidir estar do lado de cá pra vc aí, de vez. Por agora, vou pegar o edredon, cobrir o corpo todo e esperar a febre passar de vez. Claro, esperar que amanhã esteja melhor, termine todas as leituras do final de semana, faça gráficos, guias, maque texto e... Só aí lerei Virgínia.

;)


Seja hetero(gêneo)

Olha, eu poderia não ter aprendido nada com a faculdade até agora, mas só de refletir o 'ser heterogêneo' e ser global/local, medidas em nome de diminuir as utópicas diferenças sociais, me encho de gosto (gosto de morango e ameixa). Todos os dias eu reflito sobre como está sendo isso tudo, o fato de estar acabando isso tudo e... Não, não está. Está só começando o meu trabalho, a minha maior paixão acabou de bater a porta, dar aula está sendo mais que fantástico! Algo meio ‘tá, tudo pode dar errado, mas isso está certinho’ (e olha que a tendência é sempre tudo dar errado – vide levar 3h pra chegar à faculdade).

Seja hetero no pensar, pensando as diferenças sociais, raciais, sexuais, textuais... Enfim, a diferença é o que há (não o moderninho querer ser diferente sendo igual a alguem da classe mais abastada). Cansei de ter de me vestir do jeito X (isso desde sempre), pra ser bonita, ou ter de usar maquiagem, ou então ter de sonhar em casar, ter trigêmeos e morar em casa com cerca baixa.

Sei lá o que quero pô, Vamos ver o que vou querer daqui a 2 semanas. Tenho certeza que será algo completamente diferente, por vezes contraditório. E ‘contraditório’ é a palavra. Me deixe ser contraditória na hora que entender: quero, depois não quero, aí eu penso que quero, mas... Mas as coisas mudam, o contexto muda. E parece às vezes que assim que escrevo determinada coisa mudo de idéia na sinapse seguinte (e não é TPM).

Não quero ‘sucesso’ no futuro se for me dizer que sucesso é ganhar dinheiro só. Eu quero sucesso no futuro se é pra realizar, pra saber, pra encantar a mim e os outro. Pra ser hetero ou homossexual se preferir, casar com negro ou japonês sem implicâncias, com mais velho ou mais novo, com mais distante ou mais perto (afinal, globalidade nesse sentido é que não me falta!), socialista ou capitalista, puritano ou bissexual.

Creio que nunca estive tão em paz comigo mesma agora como nesse momento de celebração a heterogeneidade no pensar (e pode chamar de pós-modernita, pseudo qqer coisas, blá blá blás de rótulos que celebram o homogêneo), nos estudos, levando isso pra dentro da sala de aula, levando isso pras pessoas mais íntimas, levando isso sinceramente pro meu coração.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

E a saga continua

Mais uma vez no dentista para tirar o dente, desta vez não era siso! Era o tal extra-numerário localizado na parte esquerda inferior da boca, ali na gengiva. Imagem que eu estava tensa, afinal venho acumulado experiências consideráveis uma atrás da outra (opa, capcioso!).

Desta vez era um doutor chamado Felipe, com cabelo começando a ficar grisálio, com bom humor e tranquilidade. Ele cantava pra colega de trabalho 'Me dá um beijo então - imediatamente ela reage 'mas que perigo' - aperta a minha mão, tolice é viver a vida assim sem aventurar', e ele completa "só estou cantando a música". Eqto isso dona Fabíola jogada na cadeira naquela aflição, com borboletas espetando a barriga de nervoso mesmo.

Então, ainda antes de começar tenho de ouvir o espetáculo da ajudante que não sabia colocar a luva esterelizada! O que foi aquilo, estava para virar e dizer "olha, não precisa de ajudante não, deixa assim!". Esses médicos tratam o consultório como o quintal de casa.

Na cirurgia, com anestesia de sobra, ele fazia força aqui, acolá e eu pensava tristemente se deveria mesmo fazer aquilo, afinal o dente estava ali incomodando ninguém, era só por motivo de estética que o tiraria (para mover os dentes de cima sem q ele atrapalhasse). E ficava naquele duelo de consciência, me achando uma pessoa das mais superficiais e masoquistas por fazer aquilo comigo mesma. Quando chegava ao clímaz da dicotomia interna o médico avisou "acabou tá Fabíola". Ué? Mas já? Assim? Eu quero continuar com meu conflito interno!!! É mal eu sabia que teria tempo de sobra pra continuá-lo.

Próximo estágio: os famosos pontos. Essa parta da cirurgia tem duas faces: a alegria de estar acabando e o sofrimento de sentir a agressão da agulha na pele. Assim, com os pensamentos conflituosos sumariamente arrancados de mim, comecei a esperar ansiosamente pelo 'acabamos'. No entanto, te juro, ele passou mais 20 vezes aquela linha na minha boca! E costurava, costurava, costurava... E cadê o fim, meu Deus? Me abandonaste?

Em certo momento abstraí, comecei a pensar na aula de litingle V e o 'garden-party', a globalização e consequências humanas de inglês VII, o aniversário que sei lá o que farei da vida em termos sociais... E acabava? Não tinha mais o que pensar! Então, sem querer, deixei minha atenção cair na agulha entrando com dificuldade, entrando a linha, passando pela carne toda durinha da gengiva...

E foi assim a quinta experiência de extração dentária...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

No tempo em que era selvagem...



No tempo em que era selvagem não ligava muito pras convenções sociais, pra amigos ou inimigos, cor de pele e textura de cabelo. Naquele tempo minha oca era confortabilíssima mesmo no pequeno que era, nas poucas coisas que tinha e no tanto de significado pras pessoas que continha.

Era uma silvícola arretada, de machadinha e tudo, que festejava anos de vida dentro da mente, ou com bolo de chocolate de pajé vovó. A tribo que venho é potiguar, significa comedor de camarão. Camarão não vejo mais por aí fácil não e nem num preço adequado ao consumo diário, mas fica no nome.

No tempo em que era selvagem tinha sabor de terra nas mãos e raiz de coisa-nenhuma-mas-criativa na cabeça.

Agora vá dizer, que índia bonitinha.

sábado, 1 de setembro de 2007

Sylvia Plath


"Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air."
(Lady Lazarus)


Estava só procurando um poeta americano modernista pra falar a respeito no trabalho pro dia 14. Por ter me interessado quase que nulamente ao assunto, fui ainda pesquisar sobre eles no google pra depois escolher o bendito. Não sabia de poesias... A não ser que não tinha gostado muito, aí q encontro Sylvia Plath.

Ela intriga sabe, ela é Virgínia, é Clarice. Independente se gostam ou não eu conheço da tristeza que elas carregavam. É uma coisa assim que sente só com os olhos bem fechados, vendo os risquinhos coloridos desenhando pra você o sentimento todo. Sylvia não será minha poetisa predileta nunca, mas ela tem aquele detalhe nas palavras que faz parar e... Reconhecê-la em mim.

Pai que nunca existiu, marido que a trocou por outra, não ver razão em viver sem razão. Temos nada em comum. E tanto, tanto... que só as não-palavras dali explicam.

"If I've killed one man, I've killed two-
The vampire who said he was you
And drank my blood for a year,"
(Daddy)

E que vontade de poemizar me dá.

Limbo

Um curta sobre um ateu que vai pro inferno!





Vi no animamundi e foi dos mais engraçados q vi, das duas sessões que fui.

"Pra vc não se perder por lá, vou te deixar um mapinha"

"De acordo com os dados do meu computardor vc foi ateu. Boa viagem."

"Mas como eu ia saber que ele existia. (...) Você não pode acreditar nesse computador, vc nem sabe se a pessoa q passa essa informação é confiável."

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

E ela sentiu saudade...


A menina acostumada a ser sozinha o tempo todo achou estranho quando, de repente, aos 4 anos, apareceu um alguém misterioso que diziam ser seu primo. Ela, de início, o boicotava de todas as maneiras, pegava a bicicleta rosa e fechava o caminho para ele não passar no corredor onde daria no jardim só dela. Depois de fazê-lo, algo dizia que estava errada, mas continuava, pois não poderia perder o reinado. Por vezes pensava brincadeira para os dois, mas era orgulhosa demais para deixar o menino de dois anos brincar com ela.

Dessas vezes ela não era a menina que queria ser. Mas ela estava aprendendo a lidar com o ciúme, com o dividir atenção, com o dividir a própria vida. Ela não sabia dividir, foi ele quem ensinou. Ela teve até de dividir a festa de aniversário! E foi nesse dia, fazendo 5 anos e ele 3, que de vez ela aprendeu a humildade de se ser: em um momento, toda boba, ia pegando o grande presente da mão de uma convidada que chegava tarde, quando a mal-humorada moça respondeu rispidamente “não é pra você”. Mas como podia? A festa não era dela? Com a roupa rosa ridícula, depois de uns bons minutos refletindo ao som de ‘trem da alegria’, se deu conta que esse era o mundo agora, de dividir as coisas. E pensando bem, aquela tinha sido a melhor festa que tinha tido até ali.

Foi aí que se tornou a menina que queria ser... E mais, foi o primo que a fez sentir saudade pela primeira vez. Ele não foi só o primeiro a dividir as brincadeiras com ela, mas também primeiro a ser levado para longe, assim, sem explicação. Ela escondeu a espada de He-Man amarela de plástico que era a predileta dele para ver se ele viria buscar. A espada ficava sempre do lado enquanto brincava com as bonecas, com as pedras, com as plantas, com qualquer coisa.

E ela sentiu saudade.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Gostaria de saber desenhar assim...

Dos Hemanas - Renoir

...Alguém me dá isso de presente de aniversário?


Se meu futuro é com arte, passar horas divagando sobre um quadro assim, eu não sei. Mas sei que se fizer isso da vida não ficarei triste.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O dia em que ela não quis sorrir


Ela não era de traquinagens, de quebrar perna, braço ou cabeça. Mas no pensamento mirabolava as coisas mais inverossímeis só pelo prazer de pensar as coisas diferentes. Foi assim que, em um belo dia indo no parque com família, ela resolveu não sorrir.
Papai e mamãe tiravam, corujas, fotos sem parar da menina com aquele bocão aberto, bocão que ela achava que se fizesse não estaria sorrindo, apesar da vontade incontrolável de fazê-lo. Ela abria mais o bocão quanto mais estava se divertindo. Por boa parte da noite achou que enganava o mundo inteiro com uma falsa reação de indiferença e o disfarce da boa aberta. Contudo, na hora de deslizar no tal tobogã ela resolveu deixar a falta de sorriso pra lá, se libertar das botas ortopédicas e junto com papai deslizar tobogã abaixo, com muito sorriso. Pena que dessa parte não tiraram foto, foi o momento em que a menina viu que não viveria nunca sem sorrir.
Desde pequena ela aprendeu a ser flexível nas suas resoluções. Não te digo, ela eu sempre quis ser.

domingo, 19 de agosto de 2007

da lembrança mais alta

Ela era a menina que sempre quis ser.

Banho de balde, alegria, vovó, plantas da vovó, pedras, terra, pipa, bolas-de-gude, Dolly Cat, Cigarrinha Feliz, Água Branca, Vitória (a galinha), Romário (o galo), Feinha (a outra galinha), queda da escada, espada do He-man, primo, Lela, mangueira, goiabeira, cana-de-açúcar, muro alto, jorge luís, 'escatabuft', adoleta, zerinho ou um, pique alto, pique parede, pique esconde, pique cola americano, Quinta da Boa Vista, Turma da Mônica, empadão, catequese, piscina, Realengo, pracinha, Brisa, alagamento, trovão.

Ela era menina que só ficava dentro de casa, não brincava com todo mundo não. O mundo dela bastava, mas quanto ia pro mundo dos outros... Fazia correnteza.

Que saudade dela.

sábado, 18 de agosto de 2007

Só um mês

Falta um mês para meu aniversário e, em outros tempos, essa data me causaria excitação e ansiedade com o pensamento na idade seguinte. Contudo, tem horas que não se espera idade, ela vem. E é assim que tem de ser... vem turbilhão de idade, de faculdade, de dificuldade, (i)maturidade e de falta de identidade.

Sabe-se lá o que estou sendo. Sinceramente, me perco entre o agora e o depois. Será que não gosto de muita coisa que digo amar? Eu fico nisso, tempo todo ultimamente. É coisa da idade... Não, é coisa do momento, da transição toda de ser aleatório pra ser adulto. Eu acho né. Nenhum especialista conversou comigo sobre mim. E nem quero.

Fico no quarto o tempo todo, não tenho mto orgulho disso. Mas o quarto é meu habitat natural. Não pertenço mais (que batido) a esse mundo aqui à minha volta. Não pertenço. Não quero. Não quero pertencer. Sou de outra onda, outra batida, outro carnaval... Sou da sonoridade leve, sozinha, mas feliz.

Vinte e dois nunca pareceram mais libertadores. Fico pensando já no 32... e depois 42... e 52... A vida passa rápido a partir daí. E agora o que mais faço é não pertencer à minha idade, à minha vida, ao meu convívio. Acho que vou perecer de tanta angústia de não poder, com vinte e dois, tomar fôlego, coragem, rufar o peito e... Ao infinito e além!

Só um mês....

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

o bombom

Tenho experimentado um mundo novo desde meio de julho. Ser chamada de ‘professora’, alvo de toda e completa atenção, vista como ‘mais velha’, responsável pelo aprendizado alheio. Uma coleção de sensações que culminou com meu primeiro presente de aluno.

Sim, eu sonhava em ser respeitada, que eles gostassem da minha aula a ponto de quererem me agradar com sua atenção, até mesmo com um docinho. Contudo, não pensei que seria tão rápido. E foi hoje, dia 9 de agosto, que ganho o doce de Nathália.

Chego mais cedo ao Mudes, vejo que ela já está na sala me esperando. Então sem muita demora me encaminho para o início da aula. Então ela tira da bolsa um bombom em forma de coração embrulhado em papel vermelho e diz ‘olha professora, pra você’. Fiquei surpresa, sem reação... Peguei o bombom com cara de toda-boba-feliz-da-vida-mesmo em um breve momento sublime da minha existência.

Alguém pode dizer ‘mas essa daí se contenta com pouco’. Esse alguém não sabe o que um bombom custa pra aquela criança, deixar de comê-lo pra dar pra professora de português (que nem nota dá, então não é por interesse). Fiquei tão encantada... (sem contar no encanto que são meus alunos novos – apesar de alguns muito barulhentos – que retratarei numa outra postagem aleatória, afinal o bombom de Nathália merece um posto só pra ele).

E há quem diga que dar aula não dá dinheiro. Com atos desses quanto vou economizar com o plano de saúde...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Nós temos inglês de Portugal

Refletindo o papel do estudioso de Inglês, fico pensando como muitos professores se lançam à bestialidade de verem a língua como somente moeda (ensino inglês pq dá dinheiro), como status (falo inglês pq é a língua chique), enfim, inglês pra colonizador ver. Isso foi tratado na primeira aula de Inglês VII (que deu mto o q falar pelo regime ditatorial), sobre o inglês para ir para Miame comprar Rayban.

São esses professorezinhos que ganham salário para comprar roupa de grife (nada contra as grifes, mas elite intelectual gastar dinheiro só com isso?!), ao invés de investir mais solidamente em algo que vai te deixar verdadeiramente livre, a educação. Já as roupinhas vão te aprisionar sempre a cada seis meses com uma nova massada de novas ‘tendências’ deixando absolutamente obsoleto o caríssimo guarda-roupa (inclusive o pretinho básico). Ao invés de usar a língua como bandeira da heterogeneidade, a usam como reprodutora da hegemonia nortista. Pessoas que não aceitam SER mestiças e estarem num país mestiço, negro de se ver.

O aprender inglês não quer dizer baixar cabeça para o imperialismo não, ao contrário, cada um que aprende o inglês comprova que a língua é do mundo e não do tal ‘falante nativo’. Esse mesmo falante nativo que até quando dá aulas de merda é o preferidinho dos cursos de inglês. Tudo isso parte daquela atitude dos professores-imbecializados que não deveriam nem ter perdido seu tempo em alguma graduação.

Creio que é essencial que se inspire na classe a criticidade, a reflexão e o incomodo de pensar não só pedagogices de como se ensinar, mas também em como usar a língua como ferramenta de transformação, pensando no nosso umbigo, cidadãos de terceiro mundo. Chega de adoração barata a qualquer porcaria de lá, querendo falar inglês só pq todo mundo fala, para entender a letra da Madonna, ou só apra um dia visitar NY e comprar uma canequinha ‘I heart NY’ e achar que chegou ao ápice da existência.

Língua também pode ser libertação! E o inglês não é do colonizador não, é nosso também, daqui!

sábado, 4 de agosto de 2007

Divina comédia humana

Te amo, te odeio, tudo junto assim... Que coisa mais clichê, mais cafona, mais do mesmo lugar comum. Mas é assim que me sinto com vc aí, eu aqui... nós despetalados pelos detalhes tão pequenos de nós dois. Se não fosse o suficiente, vc briga, faz pirraça, provoca, mostra língua; eu te digo pra não fazer, vc me chama de demodê. Ah, tenho gosto por nos ver assim, demasiadamente humanos, infantis, anormais, adoráveis e indomáveis.

É a divina comédia humana.



Divina Comédia Humana
por Belchior
Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um
encontro casual
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa
sensual
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo de novo e dizendo sim à paixão morando na
filosofia
Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno
Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de
dizer não eu canto

tudo outra vez

Início de semestre, momento de descumprir todas as promessas feitas no final do semestre passado. Mal começou e fico pensando no sufoco que é sempre o fim (agora que se aproxima o Grande fim), sendo necessário no início o adiantar de leituras, de trabalhos megalomaníacos e de pesquisas impreteríveis. Agora com adicional, a responsabilidade de aulas e planejamentos.

Já sei que no final vou terminar fazendo a promessa do chocolate novamente; começar me apaixonando por sintaxe e em seguida enlouquecendo; ficar com leituras acumuladas pra última hora; com trabalhos de véspera pra fazer no sufoco da meia noite... Resumindo, o mais do mesmo da rotina nossa de estudantes universitários de cada dia.

Começará nesse agosto a contagem de um ano pra terminar tudo. Terminar o que tava tomando gosto de vez de se começar agora. Terminar com vontade de começar novamente. Duvido que seja só eu que tenha vontade essa. Duvido que só eu que vá lamentar muito depois por ter terminado tudo. Ah, eu duvido... Agosto.

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Boa pedida: música do Belchior, Tudo outra vez.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Leo & Bia




"Qualquer maneira de amar valia...
E Leo e Bia souberam amar"
(...)
como se não fosse tão longe...
(...)
como castelos nascem dos sonhos
pra no real achar seu lugar"

tempos "pan pan pan pan"

Tempos de Pan, tempos de quebrar barreiras e recordes. A cidade fantasiada de Pan por dentro e por fora, com policiais nas ruas, bandeiras do Brasil, expectativa de medalhas (de ouro) por todas as partes. O Pan trouxe turismo, lucro pra comerciantes e prostitutas que disputavam os gringos a tapa. Nem tão a tapa, afinal os atletas mexicanos de vôlei estavam dando maior sopa por Copacabana, dando piscadelas para as mocinhas da pista, todos se querendo (e jogando mal pra caramba).

Mas o clima da cidade maravilhosa tava bueno, até que uma frente fria trouxe chuva, desconforto, frio... Imagina quem tava dormindo pelas esquinas da cidade como não devem ter chiado, os atletas indo competir então, nem se fale. E os turistas, improvisaram capinhas de chuva, deram seu jeito para não perder a festa Pan-carioca.

Da minha parte, adorei observar tudo. Praça das medalhas sempre cheia, jogos emocionantes no telão, shows de rock lotados e de música brasileira nem tanto. Confraternização do povo com o pessoal que não é tããão ‘povo’ assim naquele cenário de orla de Copacabana que de fato não existe, as coisas ali são uma realidade que está longe do Rio-real-de-ser. Mas vamos e convenhamos, estamos todos de férias, realidade pra quê?

ps: todos de férias, vírgula, trabalho eu!