quinta-feira, 16 de maio de 2013
Das brigas
Ano passado, quando lecionava numa sexta-feira a tarde, quase toda bendita sexta tinha uma briga literalmente na porta da minha classe nos dois últimos tempos.Acho que já marcavam "vamos brigar ali na frente da aula de inglês da professora que menos briga com alunos... a antítese no apetece". Claro que não era de propósito, mas a repetição me fadigava um pouco.
Os alunos que brigam são, essencialmente, os mesmos. Pode mudar o teor da briga mas os brigadores... Por exemplo, na turma dos pequenos tem sempre o João (com seus bright green eyes) que briga com Vinícius. Tem o Rodrigo que briga com todo mundo. Tem o Joseph, todos brigam com ele. Os pequenos rolam do chão, logo estão de bem, se abraçando loucamente, como melhores amigos da vida.
Já nos maiores as coisas são mais complexas. A briga é uma forma de mostrar que se tem poder e é o maioral, além da aceitação do grupo. A briga é algo gerado por uma histórias de pequenos enfrentamento entre os contestadores e quando sai... Não há santo que separe! Dias depois todos voltam a ser amigos, mas o processo de exclusão do mais fraco é bem cruel.
Hoje mesmo presenciei uma briga na 1401 por minha causa, olhe o despautério! Os alunos desciam para o recreio quando o Ronald, por tropeçar no Hiago, esbarrou nas minhas coisas. Hiago, nada fácil, começou a esbravejar com Ronald por ele ter esbarrado "nas coisas da professora". Estava eu desligando o computador, o datashow e de repente, lá na porta da sala (como eles gostam de brigar na porta da sala!), era uma verdadeira BRIGA. Os dois se enrolando no chão, e eu pedindo para separem. Mas os meninos são covardes, não separam... Os rapazes da 1701 (no corredor atiçados pelo "briga, briga" dos menores), foram os que conseguiram me salvar daquela situação. Digo "me salvar" porque não me apetece os dois se esbofeteando. Peguei Ronald, arrastei para dentro da sala enquanto os outros desciam. Ele ficou lá comigo, me ajudou a guardar as tecnologias e carregar meu material. Perguntei o porquê e pedi para me prometer que não brigasse no recreio (porque os coleguinhas iriam atiçar o confronto). Ele prometeu e cumpriu. Boto fé no Ronald, apesar de sentir que as coisas não são nada fáceis pra ele.
Poderia passar a tarde aqui narrando as homéricas brigas entre Glaucodenis e Rickelme, ou do o agora ex-aluno da escola, Wellington com muitos outros garotos. A questão é que a temática se repete em si. Os nomes é que criativamente mudam. Por isso que acredito piamente que como professora tenho de oferecer algo diferente: amor. Não brigo, não discuto, só peço e aconselho. Com isso eles sentem realmente que podem me escutar na hora que peço para que não briguem mais. Apenas creio. Pieguice não vai salvar o mundo, mas ajudar nessa batalha de pequenos titãs.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Das danças, das brigas
São diversos pequenos problemas num universo complexo escolar. Há anos venho discutindo nesse blog minha vida lilás de estudante universitário fahlida. Agora sou uma professora nada universitária querida. Querida pelos alunos, óbvio. Eles têm muito amor. E eu tento retribuir com sorrisos e abraços.
Ensino inglês desde o primeiro ano (criancinhas de 6 aninhos) até os do sétimo ano (adolescentes por volta de 13, 14 anos ou um pouquinho mais). Desde o ano passado faço parte da vida dessas crianças e elas da minha. Uma troca muito justa de conhecimento, dedicação e amor. Piegas, pode até parecer, mas é o que segura um ambiente banho de bullying, xingamentos, afrontamentos e desafios.
Quando entrei em Letras não tinha muita noção das coisas, mas sabia que:
1) Queria trabalhar com literatura
2) Trabalhar em escolas públicas por um tempo
Quando pensei essa coisa toda de escola pública morava no Sul do país, teoricamente muito mais tranquilo que dar aulas em escolas cercadas por morros cariocas. No final, não vejo mais por "fácil" ou "difícil", mas simplesmente me adaptei ao meu contexto e estou feliz com ele.
E o que tem dançar com tudo isso? Hoje dancei com as crianças todas no pátio. Uns do ginásio se juntaram, e eu lá no meio, ajudando as professoras regentes, tentando fazer com que as crianças pegassem os passos dos dias da mãe criados por dois alunos do 8º ano (que também foram meus alunos), ao som de Claudinho e Bochecha com o "fico assim sem você". O engraçado é que me dei conta que indo para meu segundo ano na escola eu conhecia e tinha boa relação com praticamente TODOS os alunos do pátio. TODOS tinham sido ou eram meus alunos. Foram juntando mais gente, mais gente... mais gente... E mais alunos. No final, vinham de dar "good bye" ou um abraço. E eu ia retribuindo a todos.
Dancei com os alunos, me senti parte daquela escola por completo. Vi claramente que um ano de trabalho árduo tentando incutir o inglês naqueles alunos não foi em vao.
Das brigas, falo depois...
segunda-feira, 6 de maio de 2013
6 de maio
Agora com essa nova fase de francês, é uma honra fazer francês com Lív Mary. Um dos melhores acontecimentos do ano. Um de repente que deu muito certo. Toda sexta é mais feliz. Toda sexta, je t´aime!
Com poucas ou muitas palavras o sentimento é sempre o mesmo: uma ternura sem tamanho que invade aqui dentro e me faz bem e feliz em saber que posso contar com Lívia.
Je t´aime, ma cheri!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Volta pra casa... quinze dias!
Essa mulher e mesmo imprescindível! E esses quinze dias serviram para que claramente sentisse como a casa envelhece e se retorce no esquecimento sem mamae por perto.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Dia Especial
Hoje é o aniversário de uma grande amiga. Uma amiga que faz parte de quem sou como pessoa, que gosto de dividir as aventuras do fahbuloso destino, que gosto de escutar como a melhor melodia da terra.
Nossa existência é feita de mudanças (de lugar, de quem somos), mas que possamos manter a essência do jeito que está. A essência de sermos uma para outro como um espelho que reflete tudo que a gente não queria ver e que no final, vemos e decidimos ser o melhor que podemos ser.
Parabéns, Lív Mary.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
I won’t miss you at all
Dear, I do not miss at all
Because it’s like you are always there.
I think of us sharing our thoughts
Completing each other’s sentences
And talking about we do not need to.
I do not miss you, no… I couldn’t…
Because you are in the inner part of my heart
As a true friend that I knew
I’d find somewhere, someday
Like my own bright star.
I do not miss you for sure
Because it’s natural to think that
Things are gonna be alright
And that soon we can be ourselves
Dreaming, creating, imagining…
I could never miss you after finding you
‘cause I felt such calmness and warm feeling
That you’d be there after all,
Trying to be the best we could be.
This was the only feeling I asked for.
I sure miss the moments
That maybe we’ll never have
The laughs we ‘re never gonna share
The pleasure of simply living each day
Without thinking much about do’s and don’ts.
I’ll try not to miss
The love we're never going to confess
The feeling of you hugging me tenderly
Your voice telling what I don’t need to know.
Oh, dear… I won’t miss you at all!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
o aperto daqui
Andando assim, voltando pra casa, o aperto veio mais forte. Coloquei a mão no peito, fiz uma careta e me perguntei o que seria aquilo. Seria o aperto do que pode ter sido, do desgaste do dia que não te deixa pensar, da carta não respondida, da mala ainda pra desfazer no meio do quarto, incerta? A dor que vem de não arrumar o guarda-roupa e de deixar a vida assim, uma bagunça, vazia e incerta?
É a dor que mostra como somos vulneráveis e como temos de apostar todas as fichas naquilo que amamos. A dor chegou e se foi. Ficou a inquietação pra saber de onde ela veio, do porquê desse vazio, da falta do sei-lá-o-que mais crucial do mundo.
O aperto daqui é ter mais espaço no Rio do que posso suportar. É a falta do que está longe, daqueles me oferecem desautomatização da alma, do corpo, da mente, de tudo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
é hoje
mamãe comprou suco pra levar. comprou barra de cereal e fez um sanduiche pra mim.
ela nem sabe que vou fazer a prova daqui a pouco.
não tem preço.
não tem preço também ajuda de pessoas que nem sabem quem vc é. e que ajudam sem esperar nada. eu acho.
ajudam não só com material, mas também com s-u-p-o-r-t-e. com confiança.
faz toda diferença.
se eu pudesse dizer algo pra eles: vocês fazem toda a diferença nesse mundinho de meu deus. vocês fazem toda a diferença aqui no meu mundinho, aqui no meu coração.
parti dessa pra ufrj.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
o primo de sempre

Esta foto foi de um aniversário que nossas mães organizaram para ser juntos. Meus 5 anos, creio que 3 anos dele. A festa foi bonita, mas eu fiquei um pouco de figurante. Sei que na hora desta foto ele pegava minha mão, agarrava bem forte e dava aquela risada gostosa. Minha mãe gritava para eu olhar para câmera, mas a ternura do sorriso dele era mais interessante de se ver. No final nasceu uma das minhas fotos favoritas, uma foto cujo sentimento embutido consigo respirar quando fecho os olhos.
Parabéns então para o único primo que tive. O primo que brincou comigo, que eu disse NÃO quando ele queria andar na minha bicicleta, que dividia os brinquedos comigo, que foi meu primeiro aperto no coração de saudade nessa vida.
Como gosto de escutá-lo até hoje dizer: "e aí, prima".
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Momento histórico do blog
quinta-feira, 19 de maio de 2005
Pic-nic versão UFRJ
Foi agradável, uma manhã leve, não teve caça a ninguém como no pic-nic com a patuléia na Quinta, mas teve chimarrão dessa vez :P Ainda falta instituir a 'coxquinha' aqui :)
(eu, escrevendo pouco... milagres acontecem, aproveitem!)