quinta-feira, 21 de junho de 2007

Ai, filosofia da educação...

Hoje foi a apresentação do trabalho de filosofia. A idéia era fazer um ‘experimento’ com imagens, algo diferente. Bem, tendo uma semana pra esquematiza tudo, propus que fizéssemos uma curadoria como do professor Bruno Lages (ele revolucionou a vida de todo mundo de aula), com a idéia de ‘guiar’ a compreensão da leitura de um poema/conto/romance. Fui dando a idéia logo: podemos trabalhar com Blake!

A idéia era primeiramente mostrar figuras (que tivessem relação com poema) para que eles livremente associassem uma a outra; em seguida, olhariam o poema e cada um do grupo marcaria que palavras consideram chave para o entendimento e o porquê; daí já teríamos a idéia de lentes diferentes que seria trabalhada melhor na transparência com o poema, mostrando primeiro a imagem do poema com uma lente amarela (papel celofoni), com uma interpretação mais literal do poema (que foi o “the tyger”), em seguida uma interpretação mais aguçada, falando da questão da Revolução Industrial, outra lente, azul. Teria também nosso plano de aula que estava ao contrário, só poderia ser lido com um espelho, mostrando essa idéia de desconcerto, de visão diferente das coisas.

O caso é que foi tão legal a apresentação, eu super empolgada com o assunto (ai, literatura é meu pecado), todos trabalhando pra fazer inferências interessantes, no final trabalhamos com Walter Benjamin e um pouco de Kant. Fiquei feliz... E acabou o semestre de filosofia.


Adão e Eva, quadro por Blake.
Ela fazia a seguinte distinção entre Inferno e Paraíso: Inferno - instinto, ação, caos; e Paraíso - passivo, ordem. Uma combinação desses dois elementos que irão formar uma nova energia necessária para ser feliz.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

greve!

Vcs viram q ocuparam a reitoria da UFRJ?
Olha a moda...

da inspiração

Eu já tinha me esquecido do final do semestre passado, que além de ter de conciliar todos os trabalhos/provas/compromissos aleatórios inadiáveis/dentre outras coisas, tem de ser ter um espaço especial para a ‘inspiração’. Acontece que é de praxe (está virando, ao menos), o famoso Essay das literaturas, sendo esse semestre privilégio só da Literatura Inglesa.

É um caso sério ter tanta opção de tema e de livros (inúmeras confahbulações entre ‘great expectations’, ‘wuthering heights’ e ‘the picture of dorian gray’), escolho o livro justo pq vou trabalhar com ele na iniciação científica (‘vou trabalhar’ não, deveria estar pra lá de Bagdá trabalhando) e por ser livrinho do coração acima de tudo!!! (sim, estou falando de Wuthering Heights).

O que será q me dá, que me bole por dentro... Tive idéias fantásticas pras duas outras opções, mas bem no escolhido NADA flui! Fiquei de fazer esse trabalho desde o início do semestre, e até agora o único livro que não terminei foi justamente esse. Definitivamente os números não estão a meu favor, com ênfase no número da data de entrega, dia 25 próximo.

Grandes esperanças é o que tenho de que daqui pra frente ‘baixe’ sei-lá-que-inspiração-aleatória, e venham as idéias claras feito floquinhos de neve. Que a arte pela arte me encontre, e desse encontro, além de uma futura boa nota, saia uma tão esperada boa conjugação de pensamentos, do tipo do semestre passado que quando leio ainda hoje dá um gosto: “olha, fui eu quem fez”.

É a vaidade, Fábio, nessa vida...

Né?

quarta-feira, 13 de junho de 2007

piña coladas

Eu não pude segurar as risadas ao me deparar com esse vídeo-desenho feito da música 'If you like piña coladas'.

Se eu gosto? Eu gosto! :D



*cape: a piece of land jutting into the sea or some other large body of water.

terça-feira, 12 de junho de 2007

maquiagem

Olha só que curiosa essa reportagem do Estadão on-line hoje, falando sobre o Brasil que sai teoricamente da lista negra do trabalho escravo e da prostituição, isso por ser país 'amiguinho' do poderozo chefão. Acaba-se gerando então essa outra reportagem (também no Estadão), assegurando o caráter tendêncioso do julgamente americano para o critério do risco de tráfico humano e prostituição em uma escala de de 1 até 3, sendo que o Brasil passou da 'escala 2 alerta' para simplesmente 'escala 2'. Enquanto isso Cuba e Venezuela são tidos como escala 3. Curioso, não é?

Algo que poderia ser bom de fato para o Brasil é bom só pra imagem de plástico. O mundo inteiro vai continuar com preconceito contra nosso povo, achando que aqui prostituição é carreira q vem de berço e para os homens ser trabalhador escravo é quase certo nascendo pobre. Triste, triste maquiagem.

Aos namorados do Brasil

por Carlos Drummond de Andrade

Dai-me, Senhor, assistência técnica
para eu falar aos namorados do Brasil.
Será que namorado algum escuta alguém?
Adianta falar a namorados?
E será que tenho coisas a dizer-lhes
que eles não saibam, eles que transformam
a sabedoria universal em divino esquecimento?
Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa,
quando perdem os olhos
para toda paisagem ,
perdem os ouvidos
para toda melodia
e só vêem, só escutam
melodia e paisagem de sua própria fabricação?

Cegos, surdos, mudos - felizes! - são os namorados
enquanto namorados. Antes, depois
são gente como a gente, no pedestre dia-a-dia.
Mas quem foi namorado sabe que outra vez
voltará à sublime invalidez
que é signo de perfeição interior.
Namorado é o ser fora do tempo,
fora de obrigação e CPF,
ISS, IFP, PASEP,INPS.


Os códigos, desarmados, retrocedem
de sua porta, as multas envergonham-se
de alvejá-lo, as guerras, os tratados
internacionais encolhem o rabo
diante dele, em volta dele. O tempo,
afiando sem pausa a sua foice,
espera que o namorado desnamore
para sempre.
Mas nascem todo dia namorados
novos, renovados, inovantes,
e ninguém ganha ou perde essa batalha.

Pois namorar é destino dos humanos,
destino que regula
nossa dor, nossa doação, nosso inferno gozoso.
E quem vive, atenção:
cumpra sua obrigação de namorar,
sob pena de viver apenas na aparência.
De ser o seu cadáver itinerante.
De não ser. De estar, e nem estar.


O problema, Senhor, é como aprender, como exercer
a arte de namorar, que audiovisual nenhum ensina,
e vai além de toda universidade.
Quem aprendeu não ensina. Quem ensina não sabe.
E o namorado só aprende, sem sentir que aprendeu,
por obra e graça de sua namorada.


A mulher antes e depois da Bíblia
é pois enciclopédia natural
ciência infusa, inconciente, infensa a testes,
fulgurante no simples manifestar-se, chegado o momento.
Há que aprender com as mulheres
as finezas finíssimas do namoro.
O homem nasce ignorante, vive ignorante, às vezes morre
três vezes ignorante de seu coração
e da maneira de usá-lo.

Só a mulher (como explicar?)
entende certas coisas
que não são para entender. São para aspirar
como essência, ou nem assim. Elas aspiram
o segredo do mundo.

Há homens que se cansam depressa de namorar,
outros que são infiéis à namorada.
Pobre de quem não aprendeu direito,
ai de quem nunca estará maduro para aprender,
triste de quem não merecia, não merece namorar.


Pois namorar não é só juntar duas atrações
no velho estilo ou no moderno estilo,
com arrepios, murmúrios, silêncios,
caminhadas, jantares, gravações,
fins-de-semana, o carro à toda ou a 80,
lancha, piscina, dia-dos-namorados,
foto colorida, filme adoidado,,
rápido motel onde os espelhos
não guardam beijo e alma de ninguém.

Namorar é o sentido absoluto
que se esconde no gesto muito simples,
não intencional, nunca previsto,
e dá ao gesto a cor do amanhecer,
para ficar durando, perdurando,
som de cristal na concha
ou no infinito.


Namorar é além do beijo e da sintaxe,
não depende de estado ou condição.
Ser duplicado, ser complexo,
que em si mesmo se mira e se desdobra,
o namorado, a namorada
não são aquelas mesmas criaturas
que cruzamos na rua.
São outras, são estrelas remotíssimas,
fora de qualquer sistema ou situação.
A limitação terrestre, que os persegue,
tenta cobrar (inveja)
o terrível imposto de passagem:
"Depressa! Corre! Vai acabar! Vai fenecer!
Vai corromper-se tudo em flor esmigalhada
na sola dos sapatos..."
Ou senão:
"Desiste! Foge! Esquece!"
E os fracos esquecem. Os tímidos desistem.
Fogem os covardes.
Que importa? A cada hora nascem
outros namorados para a novidade
da antiga experiência.
E inauguram cada manhã
(namoramor)
o velho, velho mundo renovado.

----

Graciosa essa poesia (além de longa), combinando com o dia ;)
E eu vou estudar pra minha prova de sintaxe amanhã!

*com direito a partes prediletas em negrito.

domingo, 10 de junho de 2007

da localização




Minha atual casa... Não é que acharam mesmo?! Parabéns ao detetive.
Lembro quando vim a primeirava vez pra essas bandas de São Gonçalo. Um misto de roça com cidade grande, algo que chama atenção daqueles que querem se livrar da intensa 'civilização' da grande capital.
Lembro da primeira vez que vi o quarto mobiliado, com internet o dia todo e um vazio do tamanho do pão-de-açúcar por estar distante de tudo mais uma vez.
Ninguém disse que ia ser fácil, mas a longo prazo alguma bonança veio (eu não fui atingida por nenhuma bala perdida e nem peguei dengue - ainda); o novo mundo se revelou a minha frente e agora... Agora, e agora José? Eu, o meu 'eu' lá de dentro, não tá sabendo se desvencilhar dele assim tão fácil. Deve ser pq está diretamente ligado ao mundo da faculdade.
Sei de uma coisa, a certeza que cresceu: a minha casa é onde está meu coração. Ele muda, a minha casa não. (Como na música Nômade do Skank).

sábado, 9 de junho de 2007

Escarafuncha

Para os fãs da escatologia, nada melhor do que meu querido ex-siso para promover o melhor espetáculo do gênero. A questão é que com sua saída, apesar de todos os cuidados, ficaram seqüelas não muito positivas, e a inchação de dias queria mesmo dizer é que uma infecção tomava conta da parte inferior esquerda (lá pro final) da minha boca.

A dentista, que supostamente tiraria os pontos, promoveu um espetáculo a la horrorshow, apertando o lado esquerdo da minha boca e narrando como saía um tal pus, e não era pouco. Pediu pra avisar mamãe que precisaria abrir os pontos, mexer lá tudo dentro novamente e depois fechar, com todo carinho. Avisei, e mostrei pra mamãe o tal pus. Mamãe ficou horrorizada, era um pus verde que inundava a parte de trás da boca. Fiquei curiosa, e ali mesmo na sala de espera tirei o espelhinho que Susan me deu para passa batom a qualquer hora do dia, e fui tentar ver por mim mesma. Não fui feliz na tentativa, em seguida a dentista me chamava com tudo preparado.

Ela era do tipo sisuda, séria até demais. Novinha ainda, contudo com um ar de competência e de ‘olha, eu sei o que estou fazendo’ que impunha muito respeito. O que tem de ser feito, será feito. Ela me tranqüiliza, pergunta como estou (e eu me limito a responder que estou bem). Conto a ela do meu último trauma com tirar pontos em que todas as tesouras estavam cegas e a tentativa repetitiva de tirar os pontos e não conseguirem me fez passar mal. Agora ela me chama de sortuda por ainda ter direito a anestesia.

Vamos começar, segure-se bem firme Fabíola porque a situação irá ficar mais apertada. Meu pensamento previa o inevitável: a parte mais fácil foi tirar os pontos antigos. O caso é que na medida em que ela mexia em um novo lugar, doía, então, mais anestesia! Depois de umas 6 aplicações o trabalho tinha de ser feito. Com dificuldade ela mexia lá no final da boca, pedindo pra que eu abrisse o máximo que podia, sendo que já estava aberto o máximo que eu conseguia. A luta de abrir mais a boca foi interminável. Mas a frase mais marcante da dentista foi pra moça que segurava o tubinho de aspirar: ‘pode aspirar ali, é só carninha mole’. Ok, leva toda a carne da minha boca... Mexa, escavaca, escarafuncha. Pegue a espátula essa e fique remexendo tudo lá dentro me causando uma sensação terrível de perda de alguma coisa, de coração acelerado e me fazendo contorcer inteira na cadeira.

Ela apertava, pressionava, limpava placa do dente ao lado, isso tudo com uma força de dar inveja a Sansão. Já faço uma teoria de que dentistas mulheres têm a tendência de se fiar que têm pouca força e assim colocam toda sua força e mais um pouco; já os homens parecem ter mais cuidado, pois sabem que precisam controlar a força que têm, mesmo o paciente estando com anestesia (é depois da anestesia a coisa fica divertida).

Ela ficou incomodada o tempo todo com minha capacidade de abrir mais a boca, mas tive de desaponta-la assim mesmo, pois os danos da tal infecção tinham chegado ao meu maxilar. Como castigo, veio a hora dos novos pontos... Com todo cuidado, ajeita a agulha e sinto passando na carne lentamente. O problema foi passar novamente a tal agulha. Escapou de todas as maneiras, foi a verdadeira rebelião! Eu ali, sentada e desolada com o fim daquela cena que não chegava, vendo uma agulha entortando cheia de sangue e até pedacinhos da mais tenra carne na minha frente.

Após todo espetáculo, finalmente chegou o momento de morder a gaze e ficar esperando um pouco na cadeira enquanto ela passa milhares de remédios dos mais sortidos. Eu fico pasma, inerte na cadeira, ainda me recuperando dos batimentos cardíacos acelerados que foram os maiores da minha vida até hoje (mesmo não tendo nenhum aparelho pra medir, o sentimento aquele...).

Paguei fisicamente todos meus pecados até aqui, vou pensar bem ao cometer os outros. De fato já até risquei da agenda os programados a curto prazo. O caso agora é descansar, continuar descansando e descansar mais um pouco até o próximo veredicto na segunda-feira.

Que assim seja!

ah, deuses!







?? Which Of The Greek Gods Are You ??

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Um labirinto quase sem saída



Intrigante, desafiador.



Assustador, chocante.


O Labirinto do Fauno é um filme que explora o limite da sensibilidade, as engrenagens da realidade e os caminhos tortuosos de nossa mente.

Quem não me conhece, viu o filme e ouviu desmedidos comentários de amigos e pouco conhecidos de que esse filme deveria ver, pois era minha cara, levaria certamente um susto em relação ao tipo de pessoa que sou. Mas não tem mistério, primeiramente sou apaixonada por labirintos e lendas/histórias sobre eles; já o filme mistura realidade e contos de fadas num eixo em que não se sabe quando começa um e acaba o outro. Ou melhor, qual seria o 'verdadeiro', será que os dois realmente existem juntos?

Usando a violência do mundo real e a morbidez do mundo imaginário para compor um ambiente que vai testar a sanidade da pequena heroína, a história vem com uma premissa mais simples do que se pensa: de abrir nossas mentes pra idéias diferentes, para o novo. Um exemplo disso é a dicotomia entre o personagem do terrível capitão Vidal (aquele q domina no ‘mundo real’), um ditador que combate os revolucionários – os vermelhos – que estão na floresta, e a pequena Ofélia, criança que se deixa acreditar no mundo novo que o Fauno lhe trás e crê que pode ser uma princesa em outro mundo.

Vemos que del Toro é mesmo fã de escatologia e com isso o filme perdeu um pouco da essência mítica. Trate de bem e mal de forma tão simplista e repetitiva que chega a ofuscar um pouco a bela fotografia. Mas apesar disso, vale a pena ver e se deliciar com os implícitos dentre imagens e idéias jogadas sutilmente pelo diretor. Em suma, um labirinto que por muito pouco ficava sem saída.

domingo, 3 de junho de 2007

bobeirinha

o que está acontecendo?

Já vamos parar o terceiro dia sem nem poder falar direito.
Dente, dente meu!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

da aula

E eu ia aprensentar capítulos de Huck Finn na aula de literatura americana (29.30 e31). Mandei todo mundo ler e apresentar no meu lugar. Autoritária. O caso é que já na semana passada tinha eu falado sobre quase o livro inteiro...

vou deitar, vou deitar.

dente, dente meu

Eu arranquei um dente inteiro em pedacinho. Eu não, o dentista simpático fez isso, junto com a assistente não simpática. O caso é que logo no início, quando ele iniciava o procedimento e descaradamente cortava a carne da minha gengiva, pensava eu: mas pra diabos eu vou tirar esse dente?

Ele é um siso incluso na parte inferior a minha esquerda. Ele estava tão bem, tão feliz... E eu tive de passar horas de agonias pra tira-lo do meu corpo, lugar que pertence a ele, q ele nasceu e viveu tantos anos. Então, tirana do jeito q sou, vou e decido que tem de sair, afinal na fila ainda tem mais 5 dentes.

Pobre dente incluso, pensava, eu eqto o dentista ia com a broca perturbá-lo. Peço a ele q me perdoe, mas era necessário. Eu tinha de partir pra frente. Eu sei q nada foi igual em mim depois da retirada do meu 3º siso (este foi o 4º), mas a vida tem de continuar, eu não posso parar por conta da dor que senti no passado.

No 3º siso eu sentia a dor lá na raiz, onde a anestesia não tinha chegado. Ele me fez sentir dor, sentir vontade de não querer aquilo. Foi onde vi q não era simplesmente diversão, era algo q mexia com a vida da gente pra sempre e sempre... E até hoje me lembro da dor, ah.. aquela dor!

Mas eu tive de seguir... Perdoe quarto siso, vc teve de sair. Teve de acontecer. E nem lembrei de te levar pra casa. A gente fica displicente em certas coisas qdo passa o tempo.

Sei q meu rosto do lado esquerdo tá que parece uma bola. Só espero q eu não me chute no meio do devaneio da febre e tudo mais.

Era só um siso incluso...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mais um dia

Estava eu no elevador, subindo para meu querido 6º andar, acompanhada de um moço por volta de seus 40 anos, com traços indígenas, que abriu a porta do elevador para que adentrasse, quando, perto de seu 3º andar ele profere a frase ‘mais um dia se passou’. Se tivesse um espelho a minha frente ele notaria minha cara de espanto. Como assim mais um dia? Isso é bom ou é ruim? Tem alguma coisa errada com mais um dia? Ou é algo extraordinário-maravilhoso-fantástico, programa imperdível: Mais Um DIA, Mais VOCÊ!?

Aquele ‘dia’ dele tinha não só o ‘quê’, mas um alfabeto inteiro de Monalisa! Era indecifrável e ao mesmo tempo se permitia a duas interpretações, assim como os dúbios olhos de ressaca de Capitu. Traiu ou não Bentinho? É bom ou não que mais um dia tenha se passado?

Vai ver o comentário dele está mais pra ‘tem uma pedra no meio do caminho’. Nada mais que uma pedra. Nada mais q um dia... O normal é que o dia passe, por isso se passou mais um dia. Um dia inteiro se foi. E afinal, que mais falar num elevador numa noite de 5ªfeira? Comentar do tempo? Não, está muito batido. Então, vamos falar algo diferente: o dia que se passou.

Então é só isso que tenho a comentar: mais um dia se passou.

terça-feira, 29 de maio de 2007

conceito psyco I



rascunho... do caderninho do sapo rei, presente do JN.


que organização!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2007

análise, análise...

Olha só a novidade, retomarei a análise de discurso nos pagos cariocas. Depois de uns... 2 anos afastada de qqer terminologia do meio, volto eu a pesquisar profundamente o mundo discursivo em relação a material didático, examinando tb o discurso midiático.

E o melhor, eu tô sendo paga pra isso. Ah, vida! Minha vida!

domingo, 27 de maio de 2007

Horrorshow, the old in-out e ultraviolência



Esse final de semana vi os inéditos Horror em Amityville (só se for pra mim né) e 9 semanas e meia de amor (ui ui ui), além do mais que reprisado no meu DVD, Laranja Mecânica. O cardápio foi diversificado, sendo possível com a contribuição da videoteca de Lív Mary e Thi.

Do primeiro, conversava na própria 6ªf sobre O Iluminado e JN fazia uma comparação (embora ele não tenha visto o clássico de Kubrick). Sempre tive preconceito com Amityville por achar um terror ‘fraco’, repetitivo e descartável. Vendo o filme constatei isso na prática, a velha história de cemitério indígena, criança sensitiva, influência maligna da casa, o cachorro morto (isso me lembra o filme da “Caroline”, aquele sim, é terror – hoje tosco – de verdade). Mas vale a paciência, não é dos piores... Agora O Iluminado sim, eta obra prima!

Indo pras semanas de amor, quem pensa que vai encontrar pornô-romance se engana (ainda bem, afinal ver cena um tanto qto explícitas dentro do convívio familiar é constrangedor). O filme foi revelador pra mim, tratou de algo tão simples e com categoria: a falta de intimidade. Não sei se poderia chamar ‘intimidade’, mas sabe aquele tipo de pessoa que chega e adora um mistério? E tudo q vc quer é um relacionamento normal (ou quase, afinal nenhum relacionamento é normal), apresentar o tal charmoso a seus amigos, saber da vida dele, do passado, da família, etc... Mas ele se fecha, te promete tudo (carinho, dinheiro, dar comidinha na boca e... tudo mais!), só que aquilo não é suficiente. A personagem de Kim Bassiger, em meio a quase falta de sanidade, passa por cima do ‘eu te amo’ do moçoilo e larga um ‘agora é tarde’, aplausos pra ela (afinal era óbvio q o próprio moço não estava preparado pra lagar seus joguinhos e pensar seriamente na palavra 'amor'). E 'slave to love' é música chiclete hein...

Mas a revelação do final de semana foi a minha querida e amada Laranja Mecânica. Isto pq todo momento que vejo esse filme meu cérebro parece que se atenta a um novo detalhe, sejam as cores, a trilha sonora, ou aquele olhar instigando do Alex. Fico praticamente hipnotizada com a tela, me rendo inteiramente a ‘surpresa’ que já sei. Creio que essa seja uma daquelas histórias bildungsroman (palavrão), assim como Great Expectations e Huckleburry Finn, donde o personagem vai aprender uma lição com o passar do tempo. Mesmo Alex não estar na infância e passar pra adolescência, creio q a passagem e aprendizagem vai de irresponsabilidade total para o despertar de uma fase adulta que chegará em breve (a qual ele já pode ver refletida em seus amigos q, em dois anos que ele esteve preso, estão trabalhando na polícia). Digo isso pq duvido que depois daquilo tuuudo Alex volte a praticar ultraviolência com o mesmo gostinho, apesar de ele afirmar ao final do filme ‘voltei a ser o mesmo’. Aquele mesmo não fica com gosto de ‘O Mesmo'. Daí tenho grande curiosidade pelo final do livro, que é diferente, vai ver q no livro fique mais clara essa vertente de bildungsroman. Quando me dei conta disso vendo o filme, foi a mesma sensação de Alex ao escutar a nona sinfonia de Beethoven.

Agora deixa eu voltar pra psicologia da educação, pensar cognitivismo, chomsky e alguma coisa mais.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

a vida é tão rara



e não pára não.

Aniversário

Hoje é aniversário da minha irmã. Sabe que sempre lembro tudo q acontece nesse dia... Acho q isso acontece desde que ela nasceu (combinemos, foi um grande choque pra mim). O caso é q minha mãe foi pra maternidade (de noite) e minha tia aleatória ficou tentando me distrair (mas ela ficou mesmo escutando o rockzinho dela), enquanto eu não parava de perguntado “onde todo mundo foi?”. Claro q eu sabia q acontecia alguma coisa, mas o prazer da surpresa era algo q guardava dentro de mim esperando ‘nossa, será q estão fazendo alguma coisa pra mim?’. Convencida, nada nada... Mas eu era única de tudo, primeira de tudo, absoluta. Aí veio aquele bebê de choro estranho e estridente e eu senti medo... Medo de perder mamãe. Depois medo de segura-la no colo e mais adiante medo das mordidas dela (que eram poderosas). E passei a vida dela toda até aqui sentindo medo: medo q se machucasse, que não fosse bem na escola, que a maltratassem, q a fizessem chorar. Desses medos todos, nunca tive medo q ela não gostasse de mim, que me achasse a chata mor, que não quisesse minha companhia. Mas agora eu tenho um medo danado, mas assim, do tamanho do mundo, que ela nunca saiba que foi meu primeiro amor, minha primeira filha, meu primeiro grande medo que me fez querer mudar, querer crescer e me tornar um bom exemplo pra ela.

Deixa estar, amor vem de Deus e há de ser sempre reconhecido, quiçá moverá montanhas. À minha irmã, o ser que não compreende meu amor, mas que amarei de todo modo (não sou fácil em sentimentos assim), todas as glórias de milhares de futuros gloriosos que tracei pra ela na minha mente... toda parcimônia, calma e compreensão com esse mundo q cansa.

(e eu choro assim, juro que choro.)

E se fosse oferecer uma música pra ela (que coisa brega), seria Why Worry do Dire Straits (vale a pena escutar, e como! É liiinda, é de carinho infinito).

terça-feira, 22 de maio de 2007

22

Dia daqueles hein. Vou dormir com tanta vontade q talvez demore só meia hora pra pegar no sono, o que é um prodígio pra quem leva em média 1h.

Eu me sinto tão amarela, de um amarelo queimado, quase laranja. Acho q o outono tá chegando em mim, as folhas já tão pra lá de caidas, as novas estão nascendo e daqui a pouco teremos frutos. Bons frutos ('bons' arbitrário ali, pq de frutas podres já deu nessa colheita).

segunda-feira, 21 de maio de 2007

fahlando sobre música...

papo inteiro sobre um caso de música e linguagem com meu amigo compositor e companheiro de programas culturais, Thiago. (quanto thiago/tiago nessa vida!)


Fah diz:
deixa ver se entendi
Fah diz:
vc tá defendendo q o discurso sonoro qdo percebido pelo individuo, além de só sentido, ele podendo ter entendimento maior da obra
[c=48]Trighost[/c] diz:
sim...
[c=48]Trighost[/c] diz:
justamente nakela parte q vc me corrigiu eu quis dizer implicitamente q música não é uma linguagem...
[c=48]Trighost[/c] diz:
ela é a própria exposição das idéias... o próprio entendimento, sem a necessidade de recursos para interpretá-los...
[c=48]Trighost[/c] diz:
por isso q as pessoas não definem música direito... pq sempre querem dizer q ela quer dizer alguma coisa... fazendo analogia a coisas no mundo físico...
[c=48]Trighost[/c] diz:
qdo ela é metafísica
Fah diz:
entedo
Fah diz:

---

c=48]Trighost[/c] diz:
lembra dakela primeira música q te mandei, pra violoncello solo do Britten
[c=48]Trighost[/c] diz:
ok
[c=48]Trighost[/c] diz:
acha q ele queria dizer alguma coisa senão akele belíssimo canto...
[c=48]Trighost[/c] diz:
é pura estética, mas com concientização, pois ele faz gerar sentido.... e isso só se faz (pelo que estou estudando e comprovando) através da repetição, reiteração e reincidência...
Fah diz:
ahh
Fah diz:
vou até escutar
[c=48]Trighost[/c] diz:
ok
[c=48]Trighost[/c] diz:
vale a pena
Fah diz:
pq to vendo q pra musica funciona beeem diferente
[c=48]Trighost[/c] diz:
como
Fah diz:
funciona diferente em relaçao a literatura
[c=48]Trighost[/c] diz:
ah sim... com certeza...
[c=48]Trighost[/c] diz:
acho q o mais próximo é a pintura abstrata...
[c=48]Trighost[/c] diz:
daí vejo como é linda e poética a pintura abstrata com esses "novos olhos sobre a música"
Fah diz:
sim sim
Fah diz:
interessante a comparaçao
[c=48]Trighost[/c] diz:
ouviu o Britten
Fah diz:
ouvi
Fah diz:
eu tava pensando nessa questao estética q disse
Fah diz:
eu tava pensando num filme
[c=48]Trighost[/c] diz:
aí q é legal q a gente pode falar sem medo... " É liiiindo"
[c=48]Trighost[/c] diz:
qual
Fah diz:
nao, em geral
Fah diz:
tipo
Fah diz:
poderiamos pegar essa musica
[c=48]Trighost[/c] diz:
ah tá..
Fah diz:
e colocar como trilha de qqer momento..
Fah diz:
nao qqer.. mas enfim,
[c=48]Trighost[/c] diz:
bem, acho q no filme se misturam mtas coisas né...
Fah diz:
daria pra encaixar numa preparaçao de casamento, as pessoas contado as horas.. ou num momento chuvoso da morte de alguem
[c=48]Trighost[/c] diz:
ah, qdo a música é empregada como trilha daí o pensamente já totalmente eviesado
[c=48]Trighost[/c] diz:
sei
Fah diz:
agora
Fah diz:
vamos pensar
[c=48]Trighost[/c] diz:
sim
Fah diz:
em colocar 'no meio do caminho tinha uma pedra' momentos antes de um casamento..
[c=48]Trighost[/c] diz:
e enquanto pensamos pegue isso
[c=48]Trighost[/c] envia:

Cancelar(Alt+Q)
Fah diz:
fica meio surreal
[c=48]Trighost[/c] diz:
hehehe sim....
Fah diz:
dificil de encaixar de forma coerente
[c=48]Trighost[/c] diz:
sabe o q eu penso de surreal...
Fah diz:
até poderia, mas seria absurdo
[c=48]Trighost[/c] diz:
é exatamente isso q vc disse..
[c=48]Trighost[/c] diz:
o surreal desafia constantemente o nosso cognitivo...
[c=48]Trighost[/c] diz:
ele sempre coloca duas coisas existem no plano físico mas q já mais coexistiriam...
[c=48]Trighost[/c] diz:
por isso é surreal, Eu Real... o meu real
[c=48]Trighost[/c] diz:
impossível seria o suabstrato, pois é experiencia estética pura...
[c=48]Trighost[/c] diz:
no surreal vc não tem como estar livre de conceitos e interpretações de experiencias constuídas previamente...
Fah diz:
sem querer acertei
[c=48]Trighost[/c] diz:

entendo..
Fah diz:
mas nao sei se concordo
Fah diz:
vc defende q a música É por si só
Fah diz:
nao é isso?
[c=48]Trighost[/c] diz:
hum...
[c=48]Trighost[/c] diz:
sim
Fah diz:
só q não é por ela SER q ela deixa de ser linguagem
[c=48]Trighost[/c] diz:
como seria uma pintura abstrata tbm... mas logo o abstrato não existe...
Fah diz:
e diria q justo por SER ela é linguagem
[c=48]Trighost[/c] diz:
olha, se a liguagem não existisse, para nos comunicarmos teríamos q pegar todos os objetos e botá-los na frente da pessoa com quem queremos nos comunicar...
Fah diz:
ah
Fah diz:
vc tá falando de língua
[c=48]Trighost[/c] diz:
é isso q a música faz... ela joga na cara os seus objetos.. tendeu
Fah diz:
linguagem tá em todo lugar..
Fah diz:
ah
Fah diz:
pera aí
Fah diz:
mas tem uma coisa
Fah diz:
ao ver alguem tocando eu nao vou entender mais ou menos da música
[c=48]Trighost[/c] diz:
sim, diga
Fah diz:
ao ver o instrumento sendo dedilhado
Fah diz:
nao vou entender mais
Fah diz:
se eu nao entendo de musica
Fah diz:
nao sei se é esse o ponto
[c=48]Trighost[/c] diz:
não é pra entender... é pra perceber... não queira entender como se alguem quisesse dizer uma mensagem, a "mensagem" da música não tem significado no plano real... é a pura exposição de objetos sonoros e como eles se dispoem no tempo...
Fah diz:
entao
Fah diz:
logo é linguagem..
[c=48]Trighost[/c] diz:
como se eu pintasse um quadro, mas não querendo mostrar pra vc um lugar ou um rosto de uma pessoa, daí a pintura abstrata.... pq vc não atribui sentido nenhum se vc for buscar no plano físico, no q vc vê, simboliza e constrói pelos estímulos...
[c=48]Trighost[/c] diz:
liguagem é qdo vc faz o uso de palavras... concorda
[c=48]Trighost[/c] diz:
palvras nos trazem a objetos, assim como os objetos nos trazem a palavras...
Fah diz:
nao
Fah diz:
tem linguagem corporal
Fah diz:
linguagem de tudo qto há
Fah diz:
desenho de criança é linguagem pura
Fah diz:
o choro de bebe é linguagem
[c=48]Trighost[/c] diz:
tbm, de qq forma nos trazem algum significado q não seja apenas um desenho...
[c=48]Trighost[/c] diz:
qdo um bebe chora, ele quer dizer algo.. certo...
Fah diz:
sim
[c=48]Trighost[/c] diz:
na música... se um bebe chora ele que simplesmente mostrar o som do seu choro... e nada mais...
Fah diz:
mas a pessoa ao escutar a musica ela vai atribuir algo dela.. até se nao goste
[c=48]Trighost[/c] diz:
ele não quer dizer q está com fome ou frio...
[c=48]Trighost[/c] diz:
é a pura apreciação estática do choro... sacou
Fah diz:
aah
Fah diz:
entendi
Fah diz:
entendi
Fah diz:
seu ponto
Fah diz:
pura apreciaçao
Fah diz:
da linguagem!
[c=48]Trighost[/c] diz:
logo, não é linguagem...
[c=48]Trighost[/c] diz:
qdo vc vê um desfile de moda...
[c=48]Trighost[/c] diz:
akelas roupas "ridículas"
Fah diz:
aaahuahudashda
[c=48]Trighost[/c] diz:
não querem dizer nada... pois elas próprias já são o objeto presente...
Fah diz:
é linguagem.. linguagem do mundo artificialmente construido pra gastar dinheiro
[c=48]Trighost[/c] diz:
agora se uma modelo desfila com algo em protesto, um desfile de conceito... aí já foge da estética...
[c=48]Trighost[/c] diz:
rsrsrs
[c=48]Trighost[/c] diz:
mas acho q agora vc entendeu
[c=48]Trighost[/c] diz:
o mal das pessoas qdo escutam música, principalmente a instrumental e contemporânea é pq elas querem atribuir significado linguístico a ela...
Fah diz:
eu entendo um pouco a sua revolta
Fah diz:
mas acho q a culpa nao é linguistica
[c=48]Trighost[/c] diz:
e o grande lance está em vc receber os estímulos, indentificar os objetos puramente explícitos ali... e entendelos no discurso temporal, como ele se dispôes, se transforma, se movimenta.. e onde estão seus limites, onde começa outro objeto..
Fah diz:
eu diria q as pessoas buscam um 'certo' 'errado', aquela tendencia q teve em literatura comparada de querer saber da vida do autor minunciosamente pra falar sobre a obra dele
Fah diz:
sendo q a obra dele simplesmente É
[c=48]Trighost[/c] diz:
exato...
Fah diz:
nao tem q remexeer a vida dele
[c=48]Trighost[/c] diz:
e mais, qdo algum diz q não gostou da música é pq não a entendeu... não conseguiu distiguir seus objetos e seus movimentos ou percursos...
Fah diz:
tipo a classica historia do poema de drummond q caiu numa prova de vestibular
Fah diz:
o 'no meio do caminho tinha uma pedra'
[c=48]Trighost[/c] diz:
embora o compositor, as vezes faça de tudo para q isso fique bem claro...
[c=48]Trighost[/c] diz:
hum...
Fah diz:
ele disse q tb erraria a questao com o poema dele, pq ele simplesmente quis dizer q no meio do caminho tinha uma pedra e nada mais
[c=48]Trighost[/c] diz:
rsrs sim...
[c=48]Trighost[/c] diz:
mas mesmo assim... ele teve q escrever "no meio do caminho tinha uma pedra"
Fah diz:
entao vc defende q gostar da musica nao implica em entender ou nao entender
Fah diz:
eu vejo assim
Fah diz:
como poesia e musica
Fah diz:
a poesia vc nao tem de entender do jeito 'certo' pq nao tem jeito 'certo'
Fah diz:
ela é o q vc constroi daquilo
[c=48]Trighost[/c] diz:
mas ousado seria se ele fosse um artista plástico... como o Duchamp e colocasse literalmente a pedro num caminho...
[c=48]Trighost[/c] diz:
só q a poesia necessita de palavra.. no máximo ela faz um mimo entre as palavras pra despertar um uso sonoro que elas possam causar... por isso q certas poesias perdem total impacto qdo traduzidas...
[c=48]Trighost[/c] diz:
tipo, nenhum japones entenderia o poder de
Vozes veladas veludozes vozes...
[c=48]Trighost[/c] diz:
sacou
Fah diz:
sim sim
[c=48]Trighost[/c] diz:
e daí a música é universal... pois transcende a linguagem para estimular o nosso processo cognitivo...
Fah diz:
certamente
Fah diz:
nesse sentido, a musica ganha
[c=48]Trighost[/c] diz:
lembra do Duchamp qdo botou akele mictório
[c=48]Trighost[/c] diz:
ou qdo desenhou um charuto gigante e escreveu "isto é um charuto" (mas acho q esse foi magrite, não sei)
Fah diz:
sim sim
[c=48]Trighost[/c] diz:
poxa, adorei esse papo... posso dar uma sugestão... posta td isso q a gente discutiu aki no seu flog... q tal
Fah diz:
aah sim
Fah diz:
boa boa
[c=48]Trighost[/c] diz:


______________________________

E é disso q comunicação é feita... e continuamos o duelo todo.

domingo, 20 de maio de 2007

a cura

Sabe que sou até uma menina espertinha, combati a ferro e fogo um vírus aleatório de última geração q se instalou ontem no meu querido e amado pc. Depois de muito choro, vela e fita amarelal, além da essencial ajuda do Tiago, a incrível fah (se sentindo a heróina) arrancou belos cabelos o invasorsinho de quinta.

O mundo foi salvo outra vez...

E sabe, tenho de me gabar, disseram q apesar de pós-moderna sou muito inteligente. Nota-se o _muito_ ali. E é assim ó, muito! ahahaha (eu disse, disse q ia me gabar... apesar do pós-modernismo todo :P).

Um recado de última hora pra quem fez o elogio: não tenha ciúme não.

Pra todo mal, a cura! ;)

sábado, 19 de maio de 2007

as invasões bárbaras



e em seguida veio Primo Levi e eu entendi a charada toda. ;)

Belo filme, sensível, crítico e de pôr semente de criticidade na cabeça da gente.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Huck finn é o máximo!


Me sinto tão ele entre cidade e floresta... não querendo ser sivilized! Como pode isso? Quero ter 13 anos novamente!
Ele vê q as pessoas civilizadas pregam uma coisa e fazem outra. É cômico a reação dele pras superstições de Jim (o escravo fugido que acham q matou Huck); ele não entende como Tom Sawyer consegue enrolar tanto as coisas pq 'assim que está nos livros'; ele mente horrores e se cansa de pensar na moral e no que faz bem pra ele.

Vale a pena conferir na sparknotes.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

homenagem

O dia já no seu início anunciava o inusitado: perdi 2 ônibus vazios que passaram, peguei um cheio com um vazio logo atrás, passei mal (pressão baixa e pagando o mico de pedir pra sentar pra não me esborrachar no chão), isso pra não ter a primeira aula (que o professor NUNCA falta - até que falta um dia). Ao invés de dar uma lida nas coisas de literatura brasileira pra prova em seguida, resolvi papear pq àquela altura era o que melhor se configurava para mim.

A prova transcorreu muito bem, falei sobre Dom Casmurro (dentre tanto a escolher) e o plano onomástico. Saí animada pronta pra falar de Wuthering Heights, quando descubro q fomos dispensados de literatura inglesa pra uma tal palestra sobre Shakespeare numa sala destinada a eventos ilustres da faculdade. O lugar era pequeno, formava-se um quadrado com as mesas, com os professores (que até então não sabia que vinham de diversas partes do Brasil) e alunos apinhados por todos cantos, tendo a sorte eu de sentar no chão atapetado (pra tudo dá-se um jeito). Pus-me a anotar o que a tal Marlene Soares dos Santos, velhinha sorridente, falava sobre a narrativa e o teatro, focalizando o teatro shakespeariano (um deleite, garanto). Em seguida, fala uma mineira sobre ideologia dentro de Shakespeare, numa peça chamada 'Tempestade' que até então nem conhecia. Na hora das perguntas é que veio a surpresa, além do comentário da gaúcha de que a ilha da "tempestade" de shakespeare pode ser aqui no Rio, veio a supreendente homenagem a dona simpática.

O caso é que é nessa semana que a senhora simpática e modesta comemora seus 70 anos, e pelo que pude comprovar, também o pleno reconhecimento no que faz por sua total simplicidade, generosidade, como falaram: não compartilhando do ethos da sociedade moderna de estrelismo, competitividade e mesquinhez. A dona marejou não só os olhos dela de lágrimas, como de muitos ao redor. Foi a choradeira mais alegre, pois todos viam refletido nela o famoso 'queria ser assim quando crescer'. E te digo, amigo que me lê espassadamente, Marlene Soares dos Santos é um grande exemplo de se colocando amor no que se faz só poderá dar bons frutos, que reconhecimento vem como consequência, além de ela ser das que acredita que sempre se pode exigir mais da inteligência do aluno (isto é, ela reprovava mesmo, sem delongas).

Ela estava ali, e com seus 70 anos... Se fosse dito que era homenagem, não vinha, não era dada a essas cousas. Mas qdo disseram que era palestra pros graduandos, veio exultate, sem exitação em compartilhar seu conhecimento. E contou risonha de quando a perguntaram se ela não temia os 70 anos e respondeu 'eu temo sim, mas conheço muita gente que passou dos 70 anos e sobreviveu'. E como ela disse, está com seus 70, mas renovada pelos amigos ao redor, pelos que a procuram ainda hoje. Contou que ao se aposentar na UFRJ depois de anos de casa (ali desde a graduação e sempre ali - e o bonito é que alcançou renome nacional e internacional sem nunca ter saido dali), sentiu que fosse parar de ser parte daquele todo, contudo procurava pensar que na verdade sempre faria parte. Agora ela tinha certeza que fazia parte sim da UFRJ e citou Machado de Assis: "Por essas honras..." esqueci o resto, mas sei q tinha consolo, algo como 'essas honras valem como consolo'.

É, aprendi em 1h e meia o que se custa a ver em anos de faculdade. E que vejo muitos se formando sem ainda ter aprendido. E ainda teve bolo! Sorrisos, clima bom assim em anglo-germânicas e letras inteira... Todos falaram a língua da ternura.

domingo, 13 de maio de 2007

só pra lembrar

que hoje é dia de reunião na casa do Antonio... e eu queria jogar imagem e ação!
Além de caçoar de certo italiano dizendo 'feliz 24' :P

Ao invés disso, vou fazer meu resumo até o capítulo VI de Wuthering Heights, e ainda terminar Dom Casmurro pra prova de litbras amanhã, não esquecendo de dar uma boa lida nos outros resumos de livros (5 no total). (e olha a hora!)

sábado, 12 de maio de 2007

PicNic LeJ



Nossa, essa vai pra história! Bendito seja o Fabrício q registrou esse momento.
Detalhe, a cada semestre as pessoas sofrem mutações acentuadas, destacando-se Jorge Nelson e Thi, fora eu mesma.

Essa foi minha primeira confraternização com a turma (quiça a primeira da turma), todos tomaram chimarrão, e fizemos a novela 'Chimas da Paixão', que faltou ser escrito o script até hoje, além de risadas e gracejos comuns de dias como esse.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

pra pular

Socorro, eu já não tô sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo... não dá mais pra chorar, nem pra rir. Socorro, qualquer alma mesmo q penada me empreste suas penas! Já não sinto amor nem dor, já não sinto nada...
Faço minhas as palavras de Arnaldo Antunes.

No meio de tantas teorias aleatórias sobre a vida bela, no final eu sou seguidora de Caeiro: não há teoria, não há metafísica.. Simplesmente as coisas são. O sol nasce todo o dia e não há mágica nenhuma, simplesmente ele é. Não há nada demais na lua, é só um satélite! Oras...

Mentira tudo... Eu acho o nascer do sol estupendo, a lua tem sua magia (ainda mais qdo os dois mesmos olhares só se podem unir através da lua), e eu queria pular corda com os jovens do colégio de aplicação:
‘o homem bateu em minha porta e eu abri...
senhoras e senhores põe a mão no chão
senhoras e senhores pule num pé só
senhoras e senhores dê uma rodadinha
e vá pro olho da rua
senão vai levar foguinho’


Inusitado foi o velhinho no ponto de ônibus no dia chuvoso, algo de aconchegar a alma no meio do frio e da chuva: quando cheguei no ponto ele comenta ‘dias como esses que as pessoas param aqui com alegria e satisfação’. Em seguida perguntou se eu trabalhava ali. Disse que só estagiava. Então ele perguntou que área. Falei: letras, monossilábica, cara vexada. Ele parou, deu um sorriso me olhou no fundo dos olhos e disse: vc acorda todo dia, sai da sua cama quentinha e vai namorar os livros. Aposto que seu namorado reclama, não é? (risadinha minha). Então, mas vc passará pelas adversidades pra alcançar a vitória. E vcs vão gozar da felicidade no futuro e então ele vai se orgulhar na namorada esforçada que tem’. O ônibus passou, diz ele... e foi-se como uma aparição. Será q ele existia mesmo, ou falava eu sozinha afetada pela chuva, pelo frio, pelos meus parafusos afrouxando?

Me arrependo de não ter pulado corda...

terça-feira, 8 de maio de 2007

Niver de lív mary

Não posso deixar de dar meu testemunho aqui de aniversário de Lívia, isso porque Lív Mary é uma superstar lejiana, formadora forte de opiniões, além de parceria literária e cinematográfica assumida.

Como era esperado, fui a primeira a chegar, com inédito salto alto devidamente 'estreado' no presente q cachorro da rua deixou em frente ao portão da casa dela. Fui logo animada encontra-la e dando o presente a la Bela e a Fera (pq não nascemos para uma vida provinciana).

Em minutos chega a gangue... Beijos, abraços, caminhos encontrados, Thiago se atirando no sofá encima de mim, minha vida... Era só o começo das tiradas sem noção de Thi. Na façanha de todos educadamente pixarem o gesso de lívia, ele ia bagunçando o desenho alheio! Além de riscar o dedo do pé! Além da cena da pilastra inenarrável aqui... No mais, ele ficou tentando caçar o 'compartimento secreto' donde lívia colocou os top dvds dela.

O melhor de tudo é q rimos MUITO, lembro muito bem de ter falado muitas vezes q nunca tinha rido tanto nos últimos meses: Ana Paula e seus problemas com gagos, Thatha e seu biquíni de R$3,000, Tex e sua dança UÔOOOOoo, Daniel e sua capciosidade, Thi sem noção! O problema é q a memória além de ser curta, mtas piadas precisam de mímica e bom contexto (uôOOO, my humps!, vcs entendeu?).

Anyway, vida q segue e... saudade de livinha continua forte.

domingo, 6 de maio de 2007

aleatória


todas numa só.. só.

“O Funcionamento da Escola e sua Função de Conservação Social”... ai bourdieu q me perdoe, mas seu texto me faz dormir. De fato hoje tudo um pouco me fez dormir. Foi essa gripe, essa dor no corpo, foi o parto das coisas acontecendo. Ora saltitando, ora bufando de raiva, ora aos prantos e simplesmente cara de paisagem: como pode caber isso tudo num dia só! Dia 5 foi um sábado no qual eu não percebi nada demais sobre a vida, não senti o sol no rosto, não saí da minha vida e nem li nada de útil. E acho q estou melhorando de 4ªf... Ou piorando. Ou indiferente. Port VI é o maior desafio dos últimos tempos!
E eu peço ajuda!

terça-feira, 1 de maio de 2007

meu dia do trabalho

Emblemático esse feriado do dia do trabalho em minha vida. Justo nele é que pela primeira vez na vida me sinto uma ‘trabalhadora’. Vou adiantando que dinheiro não ganho, mas ganho tanta coisa que é indubitavelmente SEM PREÇO, afinal ninguém pode transplantar conhecimento de uma mente a outra, pelo q saiba.

O caso é que passei (e ainda passo) o feriado esse corrigindo trabalhos dos alunos de Inglês IV a qual sou monitora voluntária. O trabalho é simples, eles têm uma lista de 20 complex prepostions pra fazer frases sobre o texto “Happiness 101” e juntamente colocar o significado e um exemplo da vasta apostilinha com complex prepositions, ou achada em dicionários por aí.


Uns chamam de loucura, outros de perda de tempo, há ainda quem diga ‘vc não tem coisa suficiente que fazer não?’. Mamãe está indignada ‘vão te fazer perder o feriado todo nisso’. No entanto, deixa eu confessar uma coisinha: eu estou A-MAN-DO. Estou me descobrindo nessa de verificar se estão cumprindo as regras do trabalho, de revisar gramaticalmente tudo (nem preciso dizer q é inglês), de julgar se é um bom exemplo ou não, se estão usando bem a complex preposition... Quem me viu, quem me vê!

Acabo descobrindo nisso tudo não só um grande prazer, mas também uma maior confiança no meu taco (isto é, no meu inglês). Não é novidade a minha insegurança, o meu sentir ‘não preparada’ pras atividades que envolvem a tal língua. E ainda antes de começar a corrigir sentia aquele frio na barriga em relação a tal responsabilidade, conhecendo eu alguns alunos e sabendo q o domínio da língua deles é excelente, e logo EU a corretora.

Mas esse é um ‘cargo’ q conquistei justo por estar no inglês VI (e ter passado com louvor por ‘Orora’ e sua fonética e fonologia), e não no IV, além disso, fiz prova tá... Não passei em primeiro, mas passei com média pra ser aceita como voluntária. Enfim, sou eu uma trabalhadora!

Deixa eu terminar a correção, ainda tenho de verificar os disquetes e cds q eles colocaram junto dos trabalhos... Revisar os trabalhos todos e assinalar a nota final. E o poder da caneta vermelha (ou do lápis mesmo, pois não pretendo usar caneta vermelha), está em minhas mãos, Muahahaha).

sexta-feira, 27 de abril de 2007

dia 'mexido'

Sabe, véspera de feriado, chuva, morar no caminho da região dos lagos... O stress era previsível, eu sei. Contudo ser portadora dos trabalhos de inglês IV pra corrigir no feriadão e esquecer em sala de aula todos eles, é stress adicional. Fui salva pelo 'metalizar no ônibus as coisas a se fazer quando chegar em casa' e... Já puxei a cordinha depois de pagar meus R$3,80 e mentalizando na chuva com vento: 'tem de haver alguém na sala ainda'. E depois de mais de 30 minutos de finda a aula (diga-se de passagem, q terminou uns 20 minutos mais tarde), estava lá a professora dando orientação e contente ao me ver disse 'com certeza sabia q vc ia dar por falta da pasta, e eu tava preocupada pq sabia q vc ia fazer alguma coisa de importante com esses trabalhos o final de semana'.

O irônico foi como se deu essa minha estada prolongada no Fundão. Estava eu esperando o 998, quando reparo q estava demorando demais e de certo viria cheio. Então penso 'se vir um ônibus interno antes pego pra ir no ponto do CT'. Veio o interno. Assim que entro nele passa o Niterói, vazio ainda por cima! 'Agora é tarde', penso e vou pro CT (Centro de Tecnologia). Lá espero, espero, espero... (chuva e frio nesse ínterim), até que aparece o tal 998. Entro, sento-me confortavelmente e na hora dos pensamentos aqueles do que fazer, cadê a pasta amarela? Daí saltei no sufoco, saí correndo pela faculdade de letras... E achei trabalhos, fiquei feliz, feliz.

Agora o mundo tá todo salvo, eu to parcialmente descansada e pronta pra começar a corrigir meus primeiros trabalhinhos de monitora.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Mr. Darcy


Dir-se-á que Mr. Darcy é meu par literário.

If I lived in a fairy tale world, he would be definitely my prince charming... Intelligent, handsome, sarcastic, mature and for him the values are above all the other things; also with a pure and eager passion. Jane Austen created a splendid character!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Gentileza gera Gentileza


Passando pelo cinza da cidade, dentre viadutos e caminhos escusos, se vê, a caminho do Centro do Rio as palavras de sabedoria do Sr. Gentileza. Ele foi um tipo, desses com um ‘quê’ messiânico e andarilho por esse Rio tentando levar mensagem de paz e amor para as pessoas corridas da cidade preocupada.

Sempre passava por aquele verde-amarelo das palavras, não me atentava pelo conteúdo. Depois que passou no Jornal Nacional esse algo referente ao Sr. Gentileza, fui reconhecer na minha paisagem diária aquele suspiro por desautomatização da vida. São letras grandes, marcantes, com mensagem de se amar o próximo, de, resumidamente, ‘gentileza gera gentileza’. Ah, tem sua beleza...

Papai chegou a comentar: “sabe que esse Sr. Gentileza chegou a conversar comigo naquela época... Conversou comigo, perguntou o que fazia e tinha uma aparência de ‘Antônio Conselheiro’, foi bastante educado e falava bem. Só não sabia que ele era rico.’ Sim, o Sr. Gentileza era um empresário muito bem sucedido que se dedicava a amar o próximo.

Uns chamavam de loucos, outros o admiravam pela simplicidade de tudo. Eu... Sabe, por isso que digo, esse mundo cinza não está condenado a só uma matiz. Há de haver todas juntas, dentro do coração de quem quer plantar o bem. (que coisa, me encontro tão... ‘zen’:)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

tardes com Lív

Agora que Lívia se encontra impedida de sair de casa por não poder colocar o pé no chão, eu sou sua conexão direta com o mundo acadêmico. Isso me faz ter de ir na casa dela de tempos em tempos, umas duas vezes por semana. Deste modo, vou eu visitar Lív Mary, falar da vida e... Ter maravilhosas tardes ao lado dessa minha grande amiga.
Na última fizemos um grande cine-romance, vendo primeiro o filme que ela tanto ama "Diários de uma Paixão" e em seguida vendo a sério "Pride and Prejudice" q ela comprou em NY.
Devo assinalar que certa vez Lív mesma me passou um teste no qual nomeava qual o seu par literário, e o meu foi justamente Mr. Darcy. Não é a toa meus suspiros por esse personagem na séria, mto bem vivido por Colin Firth.
Ah, vai dizer... essa tal de felicidade não é tecida por esses pequenos momentos? I think so ;)

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Norah

Baixei o álbum "Not too late' tooooodo. Que colírios pros ouvidos. Essa capa não é maravilhosa!? Absurdo! Ela é linda... A Norah Jones lembra tanto a Danizinha.



Rosie's Lullaby

She walked by the ocean,
And waited for a star,
To carry her away.

Feelin' so small,
At the bottom of the world,
Lookin' up to God.

She tries to take deep breaths,
To smell the salty sea,
As it moves over her feet.

The water pulls so strong,
And no-one is around,
And the moon is looking down.

Sayin',
Rosie - come with me,
Close your eyes - and dream.

The big ships are rollin',
And lightin' up the night,
And she calls out, but they just her pass by.

The waves are crashin',
But not making a sound,
Just mouthing along.

Sayin',
Rosie - come with me,
Close your eyes and dream,
Close your eyes and dream,
Close your eyes and dream.


Uma das músicas mais bucólicas do álbum... Eu me esqueço ouvido repetidamente ela.

sábado, 14 de abril de 2007

Pedacinhos de dias

Essa semana comprei um livro que muito muito gosto (e que vou usar na graduação mesmo), mais gosto ainda foi comprar 50% mais em conta. O gosto bom mesmo teve a companhia da amiga (Tex) que transparecia felicidade por simplesmente estar andando pelo centro da cidade comigo, entrando de livraria em livraria. E precisava ver a cara de espanto dela quando me interessei pelos eventos de anime que ela ia, ‘nunca pensei que vc se interessaria’. Ué, porque não? Tenho curiosidade, fora que fazer eventos com pessoal que gosto, seja qual for, é algo de positivo (ela que não sabe que nos meus pensamentos maléficos iria exigir que ela fosse numa peça comigo em troca). Depois ainda passei no CCBB, peguei programação da semana (já me programando pra visitar ao menos uma vez por semana), e andei de barca (algo que é sempre bucólico, por mais dia automatizante que for).

Maravilhosa foi a visita a Lív Mary, ela que não poderá colocar o pé no chão nos próximos 2 meses. Eu serei a mensageira dela com a universidade, e tenho muito orgulho do meu posto. Ela me confiou as lembranças que comprou na viagem pro pessoal e me entregou o lindo marca-texto roxinho que comprou pensando em mim. A Lívia tem um carinho por todos que não é brincadeira, e o falta que ela está fazendo na faculdade... 2 meses longos serão por conta do tombo no central park!

Liguei pra amiga que precisa ‘daquela força’. Me senti tão impotente por não ter o tal pó de pirimpimpim pra fazer a vida feliz de todos. Sim, de todos, afinal só porque uma pessoa não é da minha bolha social (expressão copiada de paulex), que não mereça felicidade. Né? E essa amiga disse das coisas mais bonitas que escutei essa semana: que eu sempre dizia que era lilás, e que agora me sentia muito avermelhada, então que não era pra me preocupar com isso pois tinha o arco-íris todo pela frente. Ela também disse pra que puxasse cadeiras de jornalismo, porque me via como cronista do O Globo. Vai entender, ela nunca viu nada escrito meu (que não fosse acadêmico)!

Essa semana também, realizei pela primeira vez uma tarefa completa dessa monitoria (escravidoria) e mesmo tendo sugado muito de minha energia e vistas cansadas o ‘alívio’ e o sentimento aquele de ‘dever cumprido’ foi avassalador. Vale a pena.

Agora, falando do futuro do presente: farei meu resumo de litingle, porque nunca pode faltar tempo a ponto de ser tarde demais. Basta administrar, tudo. ;)


---



"And I'll see your true colours, shining through
I see your true colours, and that's why I love you
So don't be afraid, to let them show
Your true colours, true colours
Are beautiful, ooh like a rainbow"

sexta-feira, 13 de abril de 2007

da identidade #

Qual papel você faz na vida?
Quem você pode chamar de você?
Seria a imagem do espelho,
lívida?
Seria a parte que quer demais
esconder?

Te chamaria José ou João
responderia: ‘sou’, com voz que é
sua? Ou só diria: não sou José?
Sei que também não seria João.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Dia normal

Hoje foi a primeira prova do semestre, de inglês (sintaxe). Diga-se de passagem, capciosa, apesar de saber eu a matéria bem. Todos saíram com aquela sensação de ‘tá, eu sei a matéria, mas não usei as terminologias do The Grammar Book’ (por sinal essa é a gramática de 180 contos de réis – na promoção - sonho de consumo meu).

Depois de uma prova dessa, qual a melhor coisa a se fazer? Sim, jogar conversa fora no nosso horário de socialização (uma hora vaga que boa parte da turma, incluindo eu, fica lá fazendo nada – embora se tenha muito a fazer). Nesse ínterim passa uma amiga e me carrega do meio de todos, ela estava tendo crise-pós-prova-capciosa-e-sem-perspectiva-de-futuro-acadêmico.

Então ficamos pelos degraus da entrada da faculdade, ela chorando, eu passando a mão na cabeça nada! Disse que era pra ser assim mesmo e que temos de lutar pelo que acreditamos, pelo nosso futuro. Se nos chamam de ‘vagabundos’ por só estudarmos, fazer o que.. Esse povo não sabe o que é sacrifício universitário (ou acadêmico?), em nome de uma realização plena a longo prazo. Dinheiro? O que é isso? Pra mim tudo é contabilizado em xérox e em livros de coleção pocket em inglês e Riocard, de resto, dinheiro não existe (ta, pra uma peça de teatro tb é necessário).

O caso é que de anômalo mesmo foi a chegada de Thi (tão esperado) que foi pra Boston junto com Lívia apresentar nosso trabalho “Tropical Gothic”, que foi um sucesso, aplaudido e tudo mais. Fiquei tão feliz de avista-lo que não me contive e fui na direção dele com tudo, dei abraço do tamaaaaaaaaaaanho do mundo e da mão dele não quis mais largar. Ele deu a triste notícia de que a Lívia tinha quebrado o pé no Central Park (ai, olha o lugar!) e que por isso não tinha previsão pra voltar às aulas. A Lívia viu ‘A Bela e a Fera’ na Brodway e chorou!!! O mais meigo foi ele dizendo que em tudo que faziam, pelos lugares que passavam, pensavam ‘a Fah aqui...’ Pronto, ganhei meu presente de Páscoa, de Natal, de aniversário tudo junto, o carinho deles!

Cada vez me dou mais conta de que amo meus ‘dias normais’ e que vai fazer um arrombo de falta isso tudo quando acabar... Por enquanto vou curtindo e ralando que nem côco nessas pesquisas que arranjo pra minha vida que sei lá se é acadêmica ou universitária... Mas é algo, aahh é!



Montagem feita pela Sardex de vários momentos Lejianos desde o 1ª semestre (quando nem me encontrava no meio da patota), até dias mais atuais, com direito a festas bregas, a fantasia, amigos secretos, niver diversos... faltou o pic-nic! Mas é tanta coisa...

domingo, 8 de abril de 2007

Ressurreição


É Páscoa da Ressurreição. Ainda pequena, na catequese que ia por total responsabilidade minha na ânsia de conhecer mais sobre a vida e mistérios divinos, aprendi que Páscoa é tempo de ressurgir outro. Páscoa é o momento depois da tormenta, depois de mergulhar fundo na penitência e no arrependimento de tudo de ruim que possa ter feito, serve para festejar o novo ‘eu’, com direito a bastante chocolate.

O caso é que pensando ressurreição, de Cristo e de Nós mesmos é que enfrento o tema: ética versus moral. De ética, diria aquilo que dentro de nós é aceitável e moral aquilo que a sociedade nos quer que aceite. E dentro desse corpo, tem um só corpo, nós, o mundo inteiro, contra o indivíduo que pensa e formula seus valores.

O caso é que andei pensando muito mais no indivíduo, e verdadeiramente sigo aquele lema “faça que tu queres pois é tudo da lei”, e não é por acaso, pois Deus essencialmente nos deu livre arbítrio. Mas daí temos de ter o bom juízo, buscar assimilar os fatos de modo que não só nos beneficie, mas também àqueles que amamos ou não. Isso é difícil né?

Contudo, quando maximizamos as coisas podemos enxergar melhor o mal de ter livre arbítrio mal administrado (teria mesmo isso?). Imagine um homem que violentou uma menina de 10 anos de idade. Para ele aquilo é totalmente aceitável, pra ética dele não fez nada demais, afinal tudo que ele queria fazer era aquilo (apesar de ser um ato horrendo pra sociedade), então ao ser preso e condenado diz no tribunal: “bem, eu não acho que deva desculpa, porque sinceramente não sinto ter feito algo errado”. Imaginemos a reação de todos, a nossa inclusive, ele seria visto como um monstro frio e calculista (não deixa de sê-lo).

Agora vamos para nosso dia-a-dia: dou uma tapa no rosto da minha irmã por me achar no direito, ela chora e reclama e ainda falo pra arrematar: “bem, eu não acho que deva desculpa, porque sinceramente não sinto ter feito algo errado”. E é aí que temos de buscar a ressurreição, na rotina, nas pequenas coisas, não achando ‘certo’ ou ‘errado’, mas vendo as coisas com um coração mais terno e enlarguecido com o Amor de Cristo, de Buda, do Espírito da Beleza... Do Amor aquele que nos faz crescer, que nos faz nos doar e que não nos faz arrepender, pois antes de fazer algo analisamos duas vezes a situação. Um Amor esse que me faz não querer ver minha irmã chorar, independente do que ela possa ter feito pra mim.

E algo de lindo que escutei nessa Páscoa e que me fez pensar isso tudo foi: ‘não posso doar aquilo que não tenho’. Por isso é bom prepararmos nossa alma pra essa doação pro outro, como conseqüência refletindo algo de esplendoroso pra nós mesmos. E buscando não o superficial prazer que é tão efêmero quando a poeira ao vento, mas o prazer que advém da felicidade mergulhada nas profundezas do oceano da alma.

Enfim, só queria desejar boa Ressurreição, hoje e sempre.

sábado, 7 de abril de 2007

Páscoa

Pedi de presente de Páscoa um livro... Sim, afinal depois de ver no encarte do mercado um daqueles cartões-presente de se dar pra pessoa comprar qualquer coisa... Que coisa mais sem graça deve ser receber algo assim!

Mas vai dizer que não seria uma boa idéia ganhar um livro? Papai veio até perguntar 'vai querer o livro mesmo?', já que sabe que sou dada a excentricidades. Só que ao chocolate... humm, acho que não resisto não. :)

sexta-feira, 6 de abril de 2007

só sei q nada sei!

Hoje, feriado, 6ªf santa, está um dia charmoso de se ver. Vovó, tia e primo vieram nos visitar e... Ah, com o priminho de 6 anos me transformei em outra criança!

Brincamos de caça ao tesouro (achamos medalhas antigas minhas de honra ao mérito – tanto por comer pizza, quando por ser primeiro lugar no colégio), de baralho, dominó, vimos minhas coleções (de cartão telefônico, calendários, moedas antigas, cartões supresa). E foi justamente olhando os cartões surpresas (aqueles q vinham no chocolate ‘supresa’, pra mim o melhor ever), que ele ia perguntando q animal era e eu q já sabia de cor cada dinossauro ou peixe respondia prontamente, então ele me profere a frase ‘poxa, ainda bem que tenho uma prima inteligente’. Fiquei admirada com a meiguice daquela criança, com a sinceridade nas palavras q sim, fui ‘a prima inteligente’ por um minuto na vida.

Depois vim a descobrir uma curiosa história do guri na escola: certo coleguinha, daquele tipo q dá um de maioral, disse pra meu primo que ele era burro, a criança sem titubear disse ‘q eu posso fazer, nasci assim’. Tenho um primo de 6 anos socrático: ele sabe q nada sabe. Hahaha achei gracioso...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

dna...



Imitei da Andréia, q copiou de alguém... pode copiar de mim :)

domingo, 1 de abril de 2007

O Pescador e Sua Alma


Ontem, pela primeira vez em 2 anos de moradia nesse Rio de Janeiro, fui ao Centro Cultural Banco do Brasil ali no Centro do Rio assistir uma ópera contemporânea chamada “O Pescador e Sua Alma”, penúltimo dia em cartaz.

A ópera trata de um Pescador que se apaixona por uma Sereia e que para se juntar a ela precisa se ver livre da Alma, o faz com ajuda de uma Bruxa. A Alma, enciumada pelo amor do pescador que não é seu, parte ao mundo com a promessa de voltar a cada ano para fazê-lo mudar de idéia. Deste modo, a Alma volta prometendo sabedoria, riquezas, isso se ele a aceitar no seu coração. O Pescador se mantém firme até o momento da Alma contar de certa dançarina de pés maravilhosos e o Pescador se sente tentado em partir com a Alma para conhecer tal dançarina, no pensamento de que iria, mas logo voltaria. Contudo, a Alma o ludibriou da pior maneira, o fazendo matar, roubar, o fazendo descer ao fundo do poço até conseguir seu intento, possuir o pescador novamente. No entanto ela não consegue entrar no coração dele, por mais que tente, pois o amor do Pescador pela sereia é por demais forte. O pescador volta a sereia e a encontra morta, só aí a alma consegue então entrar em seu coração.

Contanto com violino, viola, violoncelo, flauta, clarineta, trompa, percussão e maravilhosa harpa, a ópera se revelou fascinante e encantadora na frente dos olhos e da alma. O ímpeto de cada personagem tratado por determinado instrumento ( a sereia – harpa, Pescador – flauta, Padre – sinos, Bruxa – violino), era um toque mágico.

Gostei tanto que pretendo virar freqüentadora assídua do circuito musical cultural que houver nesses espaços culturais e também no magnífico teatro municipal. Só faltava mesmo minha gente aqui pra acompanharmos, criticarmos, comentarmos juntos... Bate uma saudade numa hora dessas. :)

sábado, 31 de março de 2007

O que é que tem sentido nesta vida


O que é que tem sentido nesta vida

Não vai ser casa e comida

Cama fofa, cobertor

Não vai ser ficar mirando os astros

Ou então andar de rastros

Pelas sendas do senhor



Para muitos é o dinheiro

Ir de janeiro a janeiro

De pé no acelerador

Eu sinceramente, preferia

Uma vida de poesia

Na vigília de um amor



Há quem creia em ter status

Sair em fotos & fatos

Ter ações ao portador

Eu só acredito em liberdade

E estar sempre com saudade

De viver um grande amor



(Vinicius de Moraes - in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro")


Plagio assumido do Pequeno encatador blog, indicado no blog da Dani, minha filha linda.
Estou tão feliz que acho que vou à ópera do ccbb hoje. ;)

sexta-feira, 30 de março de 2007

Trinta

A noite tinha sido inquieta pra menina. Saia de um drama da consciência e não sabia o que pensar sobre ser ou não ser nessa vida. Acordou abruptamente e na automatização das 5:30h lançou-se ao dia que se descortinava. Entrou no carro, ia de carona no lado esquerdo. Encostou a cabeça no vidro e torceu para que ninguém encostasse na sua pele. Não gostava de contato assim, tão próximo de quem não conhecesse e até de quem conhecesse, dependendo quem fosse.

Egoisticamente voltava-se pra seu mundo, mundo este que contemplava os dramas que só ela julgava ter. Momento de não pensar e pensar tudo junto, até que algo fugia do normal, ônibus desviavam seu curso normal, contudo o carro que estava seguia pelo costumeiro. Nos segundos daquele momento, do único manifestar de sua voz naquela manhã ao dizer aos outros passageiros ‘o ônibus está desviando’, até o momento de ver a tragédia matinal, pensou um milhão de si em uma só coerência de cores, dentro do matiz do céu azulado, contendo tristeza, melancolia, cansaço. O enfado chegara cedo e parecia tomar proporções gigantescas na medida em que pensava mais e mais as coisas da alma.

Ali encostada no vidro, via os carros parando, engarrafamento enorme se estendia na rodovia ao lado. Que acontecia? Acidente? Curiosidade, ajeitava-se no banco. Quando olhou finalmente o movimento todo, polícia federal, polícia de outros tipos se deparou com a Kombi carbonizada tombada do lado esquerdo da pista. O horror tomou conta de sua vista, seria um atentando criminoso? Estaria o Rio em clima de terror? Estaria sua vida em perigo? Que vida? Que perigo? O caso é que em mais alguns segundos veria uma das cenas mais marcantes da sua vida, via um corpo reduzido a esqueleto carbonizado dentro do veículo negro em brasa.

Era um corpo de um homem, parecia ser um homem com seus trinta anos. Trinta. Era essa a idade. Estava ele indo pra onde? Indo pra viagem da sua vida, diriam uns com humor mórbido. Ele tinha faculdade? Será que doutorado o faria entrar no céu direto, perguntaria a secretária do setor de Inglês da faculdade da menina se soubesse do causo horas depois por estar com raiva dos pedantes de plantão. Seria ele uma pessoa resolvida na vida amorosa, na vida profissional? Será que ele traiu a namorada ontem e estava arrependido e pensava em pedi-la em noivado hoje porque no erro viu com clareza o que ele queria pra vida toda? Teria ele escutado Tracy Chapman e visto como aquele som romântico dela é gostoso de deixar-se embalar? Ele viu Amélie Poulan? Ele disse que amava a mãe dele no final de semana quando ela foi visitá-lo? Ele só tinha trinta anos, no dia trinta do mês três do ano sétimo deste 2000 e veio a falecer (que torçamos que tenha sido do impacto do que do fogo) num acidente causado por um carrão prata que deu uma leve esbarrada na traseira da kombi que desgovernou, bateu na pilastra e veio a pegar fogo imediatamente.

No mais, a menina foi pra floresta da alma discernir ela mesma que caminho seguir. Ela sabia do risco de viver na cidade, na cidade cinza-azul-melancolia, do carro prata-cinza a atropelar tudo que tinha, pois ela mesma tinha recebido sua batida. Ia então pra floresta verde-lilás-sopro-de-vida. Ia lá conversar com seus espíritos e saborear do canto dos pássaros e lembrar das ilhas de sua imaginação e do povo delas. A menina se importava muito menos com o caminho, muito mais com as pessoas do caminho.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Capítulo novo na vida: sintaxe

A vida de qualquer estudante de Letras (daqui ao menos :P) se divide em antes e depois de port V. Português V é sintaxe (assim como o VI), um desenrolar do que ficou enrolado toda vida durante o período escolar.

Até agora parecia mais ‘preparação’, Port I dando uma visão mais ampla do Português, Port II Morfologia (putz, foi puxado hein), Port III Fonética e Fonologia (um show com a Profª Mônica Nobre), Port IV História da Língua (ai gente, foi pesadão tb), no entanto port V vem com um ‘quê’ de especial por conta da revelação do submundo do português do ginásio (extinto ginásio) que nunca me deixou claro coordenativa, subordinativa, complicativa nenhuma!

Agora sou OBRIGADA a entender, ainda mais com as maravilhosas aulas, mais q explicativas (não deixando de ser puxaaadas) da tia Maria Eugênia (mais uma na lista dos top 10 mais elegantes e mais simples professores da faculdade de letras). Agora me dou conta de tudo que não entendi... Olha que ainda estou nas primeiras aulas do curso, o que não se descortinará ainda? Uma riqueza, riqueza...

O de diferente da aula de hoje foi que a professora comunicou que pra quem tiver interessando tem bolsas de pesquisa de iniciação científica no departamento de Letras Vernáculas, que era só entregar o histórico pra ela. Como prevenida vale por duas, já ando com vários históricos na bolsa e prontamente entreguei o meu, com todo amor e carinho. Será que surge agora aquela bolsa de pesquisa em fonética e fonologia? Quiçá sintaxe...

Ai, minha vida! De ser professora não quer saber de ser, só pesquisa essa menina irá fazer?!
Quero professorar.

segunda-feira, 26 de março de 2007

"De onde vc é?"

- Daqui mesmo... (cara espanto de quem fez a pergunta) Mas morei no Sul um tempo.

Bem, o título deste post se refere a famosa pergunta que ainda me fazem por conta de meu 'sotaque' diferenciado. O caso é que não falo carioquês, gauchês e nem do jeito dos barrigas verdes (pros desenformados é nome q se dá pro povo q mora no litoral de SC).
Sendo eu uma estudante da língua por opção decidi tirar o 'chiado' carioca, mas segundo amigos (mais especificamente um certo italiano), a prosódia carioca se mantém; em termos lexicais tb procuro a variedade das regiões que tive, contudo não me apropriando de muita coisa, mas daquilo que mais me apetece, de termos divertidos (peçonha!). Mas é evidente que qdo estou em determinada região, com determinadas pessoas o lexico sofre mudanças sensíveis, sendo eu lingüísticamente praticamente outra persona (ainda assim aletória, meu Deus!).

Donde eu sou mesmo? Ahhh, me deixa ser cidadã do mundo, vai ;)

domingo, 25 de março de 2007

Tampa da azeitona

Já viram aquele comercial no qual a mulher abre a tampa da azeitona e em seguida fecha e leva para o marido abri-la, deixando-o satisfeito por ser necessário a ela (praticamente o Superman)?

Estava eu pensando que o homem quer ser sempre o ‘abridor da tampa de azeitona’, quer ser aquele que sabe mais, que pensa as coisas mais certas e racionais. Muitas vezes a mulher tem de fingir que realmente não consegue abrir a tampa da azeitona para dar a ele utilidade, e não só isso, mas também a satisfação de ser ‘superior’ na força, no pensamento e no que mais ele quiser.

Há quem diga que esse pensamento meu não condiz com os ‘tempos modernos’ (que nos trás vários avanços em termos de tecnologia e de graça vários desavanços em termos de humanidade), contudo não é difícil perceber ‘traços’ desse comportamento ‘machista’ (eta terminho batido) nos nossos pais, avôs, namorados (que ao menos tenha um só), professores, etc...

Claro, generalizações não são bem aceitas. Mas que a grande maioria cai no pecado de inflar o ego por abrir a tampa da azeitona, ahh cai. E há quem diga que é por esse motivo que mocinhas como eu (que abre a tampa por si mesma, obrigada), não se encaixa aos ‘padrões’ e...

Enfim, o que não se pode fazer é cortar o vidro da azeitona da lista de compras pensando que assim se livrará do problema.

sábado, 24 de março de 2007

Shiny happy people!


Esses seres encantados, praticamente Elfos, nasceram agora no início de março premiando a família de papai com a presença deles. O mais maravilhoso é a face desses meninos, são idênticos ao pai com 1 semana de vida! Tio nunca esteve tão feliz, aposto.
Leôcio e Mateus, piminhos fofos da fah! (tá, eu tenho direito de babar... ainda mais que não páro de olhar e olhar novamente as fotos desses meninos, abençoada seja a família ;).
E olha o perigo, eu corro o risco de ter gêmeos :P tá no genes...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Way Back Into Love


I’ve been living with a shadow overhead
I’ve been sleeping with a cloud above my bed
I’ve been lonely for so long
Trapped in the past, I just can’t seem to move on
I’ve been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I’ve been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
Oh oh oh

I’ve been watching but the stars refuse to shine
I’ve been searching but I just don’t see the signs
I know that it’s out there
There’s got to be something for my soul somewhere
I’ve been looking for someone to shed some light
Not just somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I’m open to your suggestions

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I’m hoping you’ll be there for me in the end
There are moments when I don’t know if it’s real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration Not just another negotiation

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I’m hoping you’ll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I’ll be there for you in the end

sexta-feira, 16 de março de 2007

and 'PoP' goes my heart...


Um filme doce, divertido... O Hugh Grant de ex-astro anos 80 tá impagável!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Da nova velha rotina

As aulas já se encontram no fim de sua segunda semana e eu me encontro no clima de primeira semana ainda. Naquela de reencontrar amigos, de um dia novo atrás do outro, conhecendo professores (com certeza não são eles que andam faltando), e hoje até fiz minha primeira avaliação do semestre, em grupo, discutindo o que seria psicologia da aprendizagem (uma grande incógnita até esse momento).

Uma das melhores partes reside no fato de a LEJ (minha turminha amada de origem) estar junta de novo, e melhor, eu estar junto deles sempre. Ando me dando conta que não tem UMA aula ao menos que faça sem eles. Na verdade acabei de lembrar que faço sociologia da educação e filosofia da educação sem eles, mas tem os colegas da LEI pra balancear. E o clima é esse, de aproximação com os conhecidos, de aprofundamento de laços com os velhos e bons amigos.

Até sexta-feira passada fui eu ao Centro da cidade com Sue e JN atrás de livros pra leitura do semestre. Há tempos não nos encontrávamos os três juntos (há uns 2 semestres) e ainda mais fazendo programas fora universidade que nos cerca. Agora o primeiro evento do semestre pra reunir o grupo será justamente um pic-nic especial niver de Susan esta 2ªf, logo ela que esteve ausente de boa parte dos eventos da turma, das aulas, e etc... Pra se sentir que a união tomou conta do coraçãozinho das personas aleatórias.

A parte negativa é que simplesmente não consigo chegar no horário! 7:30h é cedo demais, e o pior é ter de lidar com dois ônibus saindo de casa 6:20 da manhã! É que simplesmente não ando conseguindo acordar antes das 6h, contudo o esforço terá de ser feito pois senão reclamação não faltará, capaz de me darem óleo de peroba de tão cara-de-pau de entrar tarde nas aulas sempre.

De negativo também é que meu livro de peças do Wilde terminou, e agora? Estava tão viciada em qualquer tempo me deleitar com seu refinado humor. Bem, livro pra ler é o que não falta, até agora contabilizo nove de leitura obrigatória. Nada mau, nada mau...

quarta-feira, 7 de março de 2007

Quarenta e nove dias

Fico sem palavras pra retribuir a gentileza e hospitalidade de todo o povo que me acolheu tão bem em casa ponto que passava. Não posso reclamar de nada, nem de ninguém, todos foram ótimos, gentis e sorridentes... e etc, etc, etc. Ta, posso reclamar sim, to Italiano, pq ele está sempre reclamando de alguma coisa :P (cômico a cena dele discutindo e não concordando até do pai!). Também posso reclamar de em são chico durante o dia às vezes não ter quem visitar, pq estavam todos trabalhando!!! Mas eu dava meu jeito, puxava o Gustavo pela orelha e fazia ele sair de casa pra sofrer um pouco com o calor caminhando pela Babitonga.

A característica mais forte da viagem foi, sem dúvida, a variedade gastronômica, incluindo a quantidade que foi soberba. Resumindo: comi que me acabei! Foi bauru em Riogrande, foi mta pizza em são chico... Foi tanta, tanta coisa: sorvete, strogonof da carol, strogonof de sonho de sonho e valsa da prima (que aprendi a fazer, pasmem!), o famoso cachorrão que a mãe da Helen faz com maestria, a janta da sasa e aquele bolo inesquecível de sonho de valsa (aii dá até arrepio de lembrar), o almoço do Antonio com um molho de autoria do mesmo (tem de ser o presidente mesmo), a sobremesa divina que a Rafaela fez (amiga dos tempos da 6ªsérie), q comi sem pudores, fora o almoço dela (em pensar de estar almoçando na casa de uma amiga casada já, eu não sei nem fritar ovo direito!!!). Ficou pendente o bolo do Gustavo, isso pq eu dei um bolo nele (ai q trocadilho, se ele ler...hihihihi).

Bem, em todo lugar já falava dos meus planos de aprender a cozinhar pra presentear com meus dotes culinários aqueles que gosto e me trataram tão bien! EU VOU APRENDER A COZINHAR! E a Carol já me iniciou me colocando pra fazer a maionese, que coragem! E não podemos esquecer a cena do strogonoff no qual ela me deu um banho de creme de leite, pasmem!!!

É melhor parar de falar em comida...tá dando fome! E saudade... do clima de cada lugar, de cada casa que entrei e passei um tempo (booom tempo!). A despedida em cada canto era dolorosa, afinal um pedaço de mim ficava, um pedaço deles ia comigo. (oun, q clichê mais meigo!).

A idéia da Dani para um novo blog só com relatos da viagem é ótima, acho que em breve estarei trabalhando nisso (tem de ser breve mesmo, senão esquecerei tudo de vez). Gostaria de traçar um perfil de cada lugar, de reflexões em relação as pessoas com as quais convivi nesse tempo, essas coisas. Isso tudo pra eu mesma vir a ler depois e me deleitar.

E fico nessa... até breve! breve, breve...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Pequenas catástrofes da mente

Creio que minha mente não está preparada para um novo blog. É tanto caso com ‘mente’, ‘mente’, tudo mente... Meu cérebro parece dormente, de fato. Eu acordo, fico revirando na cama como num reboliço contra a luz que entra pela janela. Eu costumava gostar tanto daquela luz, mas isso foi há anos atrás, quando não precisava acordar cedo.

Agora mudou tanto, tudo. E é bom isso? Eu não sei, eu não sei. Mas gostaria que minha mente cooperasse mais no processo expresso das informações novas que chegam abruptamente ao meu conhecimento. É violência no Rio, é barragem que se rompe em no interior do Rio (o Rio anda nos holofotes hein), é buraco que se abre no meio da marginal Pinheiros em São Paulo. E quando você pensa ‘eu nunca estaria num lugar desse’, eu te digo, eu já estive em todos esses lugares e poderia estar passando por eles na hora que acontecesse qualquer catástrofe do gênero. E minha mente? Desmente tudo isso, como se ‘não, não... isso nunca aconteceria contigo’.

Não incendiaram o ônibus que andei (ainda), não passei pela cidade coberta de lama, o chão não se abriu aos meus pés. E me pergunto, pq minha mente continua assim? Aleatoriamente?

Vai ver usei o provérbio errado o tempo todo.