terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Do desvario
Já não sei como existir.
Deixo para os normais fazê-lo,
Pois de mim só loucura emerge.
Deve ser a inquietação humana,
falo comigo mesma.
Mas não, não e inquietação...
É vontade de ser o que não é
De ter o que não tem
De fazer o que não pode
De não amar quem se deve.
Deixo aqui escrito, então:
Não sei como existir!
Como exclamação absurda
Que não respeita espaço
e sai do pulmão desvairado.
Não sei ler, não sei escutar
Deixei já de amar...
Me consolo com a poesia que não tenho,
Pois o que tenho são palavras
Do não sentido de se ser gente.
Deixo para os normais fazê-lo,
Pois de mim só loucura emerge.
Deve ser a inquietação humana,
falo comigo mesma.
Mas não, não e inquietação...
É vontade de ser o que não é
De ter o que não tem
De fazer o que não pode
De não amar quem se deve.
Deixo aqui escrito, então:
Não sei como existir!
Como exclamação absurda
Que não respeita espaço
e sai do pulmão desvairado.
Não sei ler, não sei escutar
Deixei já de amar...
Me consolo com a poesia que não tenho,
Pois o que tenho são palavras
Do não sentido de se ser gente.
Bright Star
Ontem fui com as meninas nucleares assistir o filme que conta a história de um romance do poeta Keats com uma moçoila fashion da época. Havia visto o trailler tempos atrás e tinha gostado. Ao ver o filme a impressão é que eles fizeram um bonito dramalhão. Boa fotografia, boas falas, apesar de um Keats meio sem salzinho.
O mais legal foram os poemas entrelaçados no filme. Além disso o despertar dentro de mim para um sentir. Sentir esse que está perdido por aí. Um definir de sentir sem definição emergiu, eu acho. Acho que eu senti um palpitar mais rápido aqui dentro, um tremor nas juntas, e ainda chorei.
Fica o poema de lembrança que Keats escreveu para sua amada.
Brigh Star
Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.
O mais legal foram os poemas entrelaçados no filme. Além disso o despertar dentro de mim para um sentir. Sentir esse que está perdido por aí. Um definir de sentir sem definição emergiu, eu acho. Acho que eu senti um palpitar mais rápido aqui dentro, um tremor nas juntas, e ainda chorei.
Fica o poema de lembrança que Keats escreveu para sua amada.
Brigh Star
Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.
domingo, 20 de junho de 2010
carta de resistência
Creio que seja a hora de mudar a decoração aqui. Agora que o blogger nos ofereceu novas opções (que eu sempre quis), me sinto resistente. Não quero mudar não, não quero mudar nada, nenhum centímetro. Não quero virar um dia e me dar conta que as cores não são mesmas, que a vida lilás tem outro matiz, que a fonte mudou e não aparece assim, do jeito que estou acostumada. Não quero mudar o fundo branco,não. Não quero mudar as pequenas modificações que fiz num padrão já estabelecido e adaptado razoavelmente ao que gosto de ver. Deixa as coisas assim, pois foi desse jeito que passei por tanta coisa, por tantas palavras, por tantos pensamentos minúsculos encerrados dentro de um casulo relutando para serem libertos pelo .blogspot. Parece que se perder parte da felicidade do que se era... e se perde aquele ar de coisa simples gostosa. Parece que nos obrigam a mudar para ficar mais chamativo, mais bonito, melhor aceito por outros. Eu não quero não. Quero ficar simples como um disco arranhado que volta para mesma parte sempre. Não quero saber se isso NÃO é BOM ou NÃO é NORMAL. EU quero estar na ótima da simplicidade, da repetição do mesmo que dá prazer. E nada de chegar alguém aqui e querer materializar mudança. Não chegou a hora pra isso. Chegou a hora do si próprio, do querer-se em si. Assim basta. Blog e eu, eu e blog. Hei de defender-te... Das vuvuzelas, dos jogadores da Costa do Marfin, das blusas bregas verde e amarelas, das músicas que tem refrão com som de 'eichion', dos regimes e desesperos infudados alheios, das viradas de rosto infundadas.
Deixe as mesmas matizes, deixe as mesmas fontes, deixe a mesma desarrumação da coisa. Deixa tocar as mesmas músicas de 5 anos atrás, as mesmas reclamações de 5 anos atrás, as mesmas histórias e os mesmos erros de português, inglês, italiano, espanhol e francês, porque mesmo mudando a nacionalidade os erros são os mesmos. Os mesmos livros são os prediletos, os mesmos contos relidos, as mesmas referências são feitas. Os mesmos filmes comentados, o cinema mexicano sempre destacado, Amelie quando se derrete me faz chorar do mesmo jeito. Talvez então o que tenha mudado é que esse blog seja previsível como uma couve-flor. E eu também.
Deixe as mesmas matizes, deixe as mesmas fontes, deixe a mesma desarrumação da coisa. Deixa tocar as mesmas músicas de 5 anos atrás, as mesmas reclamações de 5 anos atrás, as mesmas histórias e os mesmos erros de português, inglês, italiano, espanhol e francês, porque mesmo mudando a nacionalidade os erros são os mesmos. Os mesmos livros são os prediletos, os mesmos contos relidos, as mesmas referências são feitas. Os mesmos filmes comentados, o cinema mexicano sempre destacado, Amelie quando se derrete me faz chorar do mesmo jeito. Talvez então o que tenha mudado é que esse blog seja previsível como uma couve-flor. E eu também.
Senso de balada
Eu não tenho senso de balada. Ontem no arraial da devassa no fim do mundo da gávea eu reparei que meu comportamento era inversamente proporcional ao que acontecia a minha volta. Enquando os muitos rapazes heteros buscavam avidamente cerveja e mulheres eu buscava um momento de de paz dentro de mim e o conforto que a madrugada acabaria logo. Apesar de passar por momentos cômicos e dignos (talvez mais cômicos que dignos) eu verdadeiramente pensei que poderia estar na minha caminha confortavelmente envolta no meu edredom azul com estrelas e luas.
Não sei dançar em público, não conheço as músicas da moda, não gosto de beber... É, acho que me resta pegar meu cineminha sozinha em botafogo.
Não sei dançar em público, não conheço as músicas da moda, não gosto de beber... É, acho que me resta pegar meu cineminha sozinha em botafogo.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O lá de mim
O pequeno horror de dentro de si é a saudade. Parece que fui banhada em saudade quando nasci. Todos os dias uma, duas, três, centenas de recordações circulam pela minha mente. Tem momentos que parece que não tem espaço para vida nova. Vou tirando o pó minunciosamente de cada lembranças, abrindo as sensações de se estar naquele momento fotografado. Parece que fotografo tudo... E sinto falta de tudo depois. Era o canto do meu computador no canadá, era ir para o mercado na Yates; também tem as lembranças do Sul... Nem vale a pena numerar uma de tantas. Com os olhos abertos deixo de enxergar a realidade para acordar do outro lado da mente trazendo pro peito a sensação perdida há tempos.
Parece que vivo dentro de mim e me alimento das coisas instigantes, patéticas, marcantes ou simples de doer que aconteceram. Não sou de mim, sou do que fui. Sou a conjunção do que fui misturada, batida e jogada no mundo do aqui. O aqui que provavelmente terei muito que recordar depois.
Não vejo a hora.
Parece que vivo dentro de mim e me alimento das coisas instigantes, patéticas, marcantes ou simples de doer que aconteceram. Não sou de mim, sou do que fui. Sou a conjunção do que fui misturada, batida e jogada no mundo do aqui. O aqui que provavelmente terei muito que recordar depois.
Não vejo a hora.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Como se fosse a primeira vez
Cada história interessante nessa vida. Como se fosse a primeira vez versão real. E se fosse com a gente... Será que teria alguém que todo dia nos lembraria da nossa própria existência...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Se o dia dos namorados...
Se o dia namorados serve pra trazer um pouco de sorriso para as pessoas, então tudo bem. Digo isso porque a quantidade de casais que se formam e que viram casais de fato nessa época é enorme. Parece que a estratégia comercial de aquecer as vendas no início do inverno não só deu certo, mas também faz bem para a população. Principalmente a população indecisa: se não sabe o que quer o dia dos namorados te oferece a oportunidade única de decidir - oficializa ou cai fora.
Se o dia dos namorados significa ver as pessoas refletindo positivamente sobre o futuro amoros, então tá, até interessante ter um dia para isso. Vejo as meninas no trabalho, alunos, pessoas aleatórias a divagar sobre o momento de largar mão de serem os famosos 'pegadores' e pensarem em algo mais profundo e edificante. Parece que a combinação frio, vitrines avermelhadas por aí e o famoso papinho 'o que vc vai comprar pro seu namorado(a), acaba atingindo os corações mais frios.
Olhares feliz, abraços e beijos calorosos pelas ruas cariocas. Tá bom de admirar essa semana pintada de vermelho e coberta de rosas. Afinal, esse negócio de dia é irresistível mesmo. Pena que eu só acredite nos dias de aniversário... os outros são sempre dias de tudo (pai,mãe, namorado, cachorro, papagaio, secretária, dentista, professor, etc.
Se o dia dos namorados significa ver as pessoas refletindo positivamente sobre o futuro amoros, então tá, até interessante ter um dia para isso. Vejo as meninas no trabalho, alunos, pessoas aleatórias a divagar sobre o momento de largar mão de serem os famosos 'pegadores' e pensarem em algo mais profundo e edificante. Parece que a combinação frio, vitrines avermelhadas por aí e o famoso papinho 'o que vc vai comprar pro seu namorado(a), acaba atingindo os corações mais frios.
Olhares feliz, abraços e beijos calorosos pelas ruas cariocas. Tá bom de admirar essa semana pintada de vermelho e coberta de rosas. Afinal, esse negócio de dia é irresistível mesmo. Pena que eu só acredite nos dias de aniversário... os outros são sempre dias de tudo (pai,mãe, namorado, cachorro, papagaio, secretária, dentista, professor, etc.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
zonziar do mar
No domingo passado aceitei mais um convite para velejar. Apesar da minha mente estar nas nuvens resolvi reencontrar o mar. Do velejo trouxe mais uma vez o balanço. O balanço das coisas dentro de mim. Foi tanta oscilação que acabei por ficar zonza dentro do meu desconcerto de mar. Ao mesmo tempo a zonzisse tirou de dentro de mim o peso da lamúria por aquilo que não é. Tirou de mim até a bile amarelada do desassocego. Minha mente saiu das nuvens e se voltou pra terra, para a visão do Rio fluindo em frente aos meus olhos.
Com a falta de vento veio arrebol; do arrebol, a noite; da noite, o inusitado: estávamos assumidamente parados e sem vento. Com a noite veio também minha trégua com o mar. Seu balanço já não me fazia zonziar. O confabular sutil, a lua que subindo e a certeza de se chegar ao lugar seguro trouxeram um bom sorriso. Foi como um bom desafio que se sabe que no final tudo vai dar certo. E dá. De lembrança ficou a cor que não via, mas que muitos notaram. Eu via o céu azul, o mar azul e pensava na frase daquele conto: "o mar é feio".
Com a falta de vento veio arrebol; do arrebol, a noite; da noite, o inusitado: estávamos assumidamente parados e sem vento. Com a noite veio também minha trégua com o mar. Seu balanço já não me fazia zonziar. O confabular sutil, a lua que subindo e a certeza de se chegar ao lugar seguro trouxeram um bom sorriso. Foi como um bom desafio que se sabe que no final tudo vai dar certo. E dá. De lembrança ficou a cor que não via, mas que muitos notaram. Eu via o céu azul, o mar azul e pensava na frase daquele conto: "o mar é feio".
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
PEDIDO
Alguém gosta de Madeleine Peyroux....
quer ver Madeleine comigo...
http://www.vivorio.com.br/shows_detalhe.asp?ID=257
:(
quer ver Madeleine comigo...
http://www.vivorio.com.br/shows_detalhe.asp?ID=257
:(
sexta-feira, 28 de maio de 2010
seminário do LingNet
Terminou hoje o encontro presencial do III Seminário LingNet que é organizado pelo núcleo de pesquisa que agora me insiro. Desde que começou (ontem)este seminário me balançou em relação ao meu futuro e passado acadêmico. Primero porque me rementeu a quando cheguei na faculdade e acompanhei o evento em sua primeira edição na companhia de Isis; segundo porque trouxe muita gente de fora (de sp, minas e espírito santo), trazendo também aquele ar de seminários na FURG quando íamos para santa maria ou porto alegre. Mesmo não trabalhando tão ativamente quanto gostaria (e ainda saindo injustamente na foto final de quem trabalhou tão avidamente) me senti parte do grupo.
Vendo na abertura gente como Roberto Rocha, Becher, Aurora... tudo remontava o início da minha tragetória na UFRJ e o fato de eu ser a única da minha turma presente num evento da faculdade (assim como no passado). Na FURG fazíamos tudo juntos. Na UFRJ passei a frequentar seminários sozinhas até me desanimar de vez.
Parece que a moçoila que entrou na faculdade de letras com intuito de mudar a realidade para melhor está de volta ao mundo acadêmico.
Vendo na abertura gente como Roberto Rocha, Becher, Aurora... tudo remontava o início da minha tragetória na UFRJ e o fato de eu ser a única da minha turma presente num evento da faculdade (assim como no passado). Na FURG fazíamos tudo juntos. Na UFRJ passei a frequentar seminários sozinhas até me desanimar de vez.
Parece que a moçoila que entrou na faculdade de letras com intuito de mudar a realidade para melhor está de volta ao mundo acadêmico.
domingo, 23 de maio de 2010
dádiva acadêmica
Ai ai, acesso remoto ao portal capes... Não tem preço! Era tudo que queria e mais um pouco. Aguardo os milésimos de segundos para poder colocar meus olhinhos sobre artigos academicos infidáveis do mundo paralelo da pasárgada de lá.
Quando a professora anunciou a boa nova confesso que vieram lágrimas aos meus olhinhos (mas me contive). Ou eu ando muito emotiva, ou a vida acadêmica está virando a minha vida inteira. Creio na primeira opção.
Quando a professora anunciou a boa nova confesso que vieram lágrimas aos meus olhinhos (mas me contive). Ou eu ando muito emotiva, ou a vida acadêmica está virando a minha vida inteira. Creio na primeira opção.
sábado, 22 de maio de 2010
o sábado a tarde
Um tropeço de dentro e o mau humor tomou conta de tudo. Ligação na hora errada, o caminho errado, a espera errada, a sala errada. Chego na sala de aula do CLAC, hora de dar revisão. Não me reconheço. Eles não me reconhecem. Quem é essa que vos fala com voz apreensiva e tom rígido. Não sei, não sei... Aos poucos a aula vai tomando uma forma mais descontraída até que finalmente desabafo tudo que aconteceu na minha manhã conturbada em menos de 1 minuto. Fez tão bem... E eles olham atentos como se fosse de grande interesse o que dizia. E aqueles olhos ávidos me fizeram bem. Sorri mais, abandonei a tensão e eles também. Confessaram que não haviam nem me reconhecido no corredor. Não trazia aquele ar alegre e um sorriso peculiar que sempre circundava os corredores cinzas de sábado a tarde.
Não importa mais o que houve, não importa a dor de cabeça e a falta de sobremesa... O importante é que tudo que precisava estava ali.
Eles me surpreendem toda semana. Essa semana não foi diferente. Com muitas perguntas do tipo 'vc vai ser nossa professora próximo semestre'. Bem que eu gostaria. Eu gostaria de ser sempre a professora dos meus alunos. Mas ele irão,eu sei. E saberei que fiz uma boa contribuição pra esse novo projeto deles de apreender uma língua. Por isso adoro básico: tudo tão novo, as espectativas tão novas, eles merecem tanto. A revisão creio que tenha sido não tão ruim para o pouco tempo que tínhamos. Muitos comentários sobre o ambiente on-line e as piadas sobre a prova e sobre minha letra no quadro. Eu os amo. Descobri isso. Me apaixonei por cada um deles, por cada todo que eles representam. Eu os amo porque eles também representam o melhor que estou tentando ser todos os dias.
Tenho de começar meu diário sobre Eles. Tenho de falar sobre nosso ambiente online na minha pesquisa. Tenho que descobrir o que gosto mais todos os dias. Não quero escolher: gosto de tudo, gosto de todos; deixo amor transbordar como água de uma latinha de alumínio. E deixa amor ir e vir e renovar em si mesmo.
Não importa mais o que houve, não importa a dor de cabeça e a falta de sobremesa... O importante é que tudo que precisava estava ali.
Eles me surpreendem toda semana. Essa semana não foi diferente. Com muitas perguntas do tipo 'vc vai ser nossa professora próximo semestre'. Bem que eu gostaria. Eu gostaria de ser sempre a professora dos meus alunos. Mas ele irão,eu sei. E saberei que fiz uma boa contribuição pra esse novo projeto deles de apreender uma língua. Por isso adoro básico: tudo tão novo, as espectativas tão novas, eles merecem tanto. A revisão creio que tenha sido não tão ruim para o pouco tempo que tínhamos. Muitos comentários sobre o ambiente on-line e as piadas sobre a prova e sobre minha letra no quadro. Eu os amo. Descobri isso. Me apaixonei por cada um deles, por cada todo que eles representam. Eu os amo porque eles também representam o melhor que estou tentando ser todos os dias.
Tenho de começar meu diário sobre Eles. Tenho de falar sobre nosso ambiente online na minha pesquisa. Tenho que descobrir o que gosto mais todos os dias. Não quero escolher: gosto de tudo, gosto de todos; deixo amor transbordar como água de uma latinha de alumínio. E deixa amor ir e vir e renovar em si mesmo.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Vida nova, semana nova
Parece que o cosmos combinou direitinho a sequência de acontecimentos da semana. De tanto planejar e nunca executar já me sentia um fracasso pra mim mesma. No entanto, tudo mudou quando ação tomou lugar de qualquer outro pensamento. Primeiro: comecei na academia. Parece bobo, mas foi um grandioso passo na minha rotina. Isto porque não tenho TEMPO. Mas tempo arranja-se, diria o outro. E arranjei. Esta semana não só arranjei minhas limitadas duas manhãs da semana para cuidar desses assuntos, como também o fato de chegar em Copacabana às 7:10am para o estágio e descobrir que a escola estava fechada por pane elétrica me fez ir para academia pela quinta-feira. Sexta, professoras da manhã cancelam as reuniões... Adivinha, então... Fui pra academia. O instrutor até conversou comigo em relação a minha dedicação, que estava exemplar. Na verdade não tinha me dado conta disso. Eu estava verdadeiramente focada, fazendo as sérias de exercício sem tirar minutos nem da chatérrima esteira. Com minha irmã do lado, pedalando aqueles quilômetros que não saem do lugar comecei a pensar em são Chico... e nos morros que sobem e descem, e no tempo que subia aquilo tudo sem esforço algum, já com prática de alguns anos. E dizia para ela que não ficava chato se imaginasse que estivesse lá ‘e agora subindo o morro, agora passamos pela orla, agora vamos subir o morro do francisquence, agora descendo...’. Boa sensação da cidade pequena dentro de si.
Com a academia veio a consulta com nutricionista na quarta. Não, não foi proposital... Conversamos amigavelmente e ela riu muito das minhas tiradas. Tanto que fiquei imaginando se ela era de rir por qualquer coisa ou era eu que andava muito espirituosa. Falei do meu problema com chocolate e que tinha tomado providência nessa semana: não ia substituir almoço por trakinas, mesmo na correria, não iria mais comer esses biscoitos recheados de qualidade duvidosa podendo comer uma boa sobremesa elaborada uma vez ou outra. E assim me limitei, só revelando para ela meu plano de me cuidar melhor,de não me deixar assim, maltrapilha e maltratada por aí. Dei por mim que depois de tanta morte por coração na família é hora de despertar pra existência e sair por aí para colorir o mundo e não ficar em casa com vida enfadonha e costas curvadas. Sair pra ver o sol, o mar, as florestas amarelas e desautomatização que sempre falei que era essencial.
Agora sou. Sou mais leve, mais como um riacho (mas ainda com a tranqüilidade de um lago),que vai passando por novos cursos e experimentando novos caminhos. Pedras hão de estar no percurso inevitavelmente, no entanto ao se tentar o novo há aquele sentimento de ímpeto dentro de si que parece que tudo pode quando a fé acompanha. Fé em si, fé na humanidade, fé nos motoristas de ônibus que param o trânsito carioca (versão do parar o trânsito anos atrás em porto alegre), só para que possa subir. Fé nas amigas, nos velhos amigos, nos novos, no transparente de se ser riacho. Se as coisas vão mal, eu passarinho, já dizia o poeta. Eu passarinho mesmo, eles passarão e o que ficará de tudo são as coisas boas.
Onde esse riacho desemboca, não sei. Mas por agora não quero mudar o curso.
Com a academia veio a consulta com nutricionista na quarta. Não, não foi proposital... Conversamos amigavelmente e ela riu muito das minhas tiradas. Tanto que fiquei imaginando se ela era de rir por qualquer coisa ou era eu que andava muito espirituosa. Falei do meu problema com chocolate e que tinha tomado providência nessa semana: não ia substituir almoço por trakinas, mesmo na correria, não iria mais comer esses biscoitos recheados de qualidade duvidosa podendo comer uma boa sobremesa elaborada uma vez ou outra. E assim me limitei, só revelando para ela meu plano de me cuidar melhor,de não me deixar assim, maltrapilha e maltratada por aí. Dei por mim que depois de tanta morte por coração na família é hora de despertar pra existência e sair por aí para colorir o mundo e não ficar em casa com vida enfadonha e costas curvadas. Sair pra ver o sol, o mar, as florestas amarelas e desautomatização que sempre falei que era essencial.
Agora sou. Sou mais leve, mais como um riacho (mas ainda com a tranqüilidade de um lago),que vai passando por novos cursos e experimentando novos caminhos. Pedras hão de estar no percurso inevitavelmente, no entanto ao se tentar o novo há aquele sentimento de ímpeto dentro de si que parece que tudo pode quando a fé acompanha. Fé em si, fé na humanidade, fé nos motoristas de ônibus que param o trânsito carioca (versão do parar o trânsito anos atrás em porto alegre), só para que possa subir. Fé nas amigas, nos velhos amigos, nos novos, no transparente de se ser riacho. Se as coisas vão mal, eu passarinho, já dizia o poeta. Eu passarinho mesmo, eles passarão e o que ficará de tudo são as coisas boas.
Onde esse riacho desemboca, não sei. Mas por agora não quero mudar o curso.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
6 anos depois
Eles se encontraram na internet depois de 6 anos. Lugar onde 6 anos antes marcavam de se encontrar na esquina do Canalete pra falar da vida. Era setembro, uma primavera que começava querer chegar. Ele ia se apaixonar pela primeira ver por ela, ela já sabia da paixão por ele faz tempo. O plano da tarde era dizer 'oi, tudo bem, vamo tomar um mate'. Enquanto ela caminhava para o ponto estipulado, ele já a estava esperando. De longe ele a via chegar, ela de moletom branco e calça jeans. Ele de bermuda e moletom escuro. Ela sorria pra ele e quando chegaram perto se beijaram. Beijo que ela nunca tiverra... e que ela não sabia se ele já tivera. Eles tinham seus 17 anos. No mesmo dia ele anunciou que se considevera namorando com ela,mesmo se ela não sentisse o mesmo. Mas ela sentia, apesar de não ter confessado. E os namorados não deixaram nem a primaveira chegar, em um dia nublado da cidade cinza ele a chamou e daquela conversa saiu um grande coração partido. Seis anos depois vem a desculpa, a cumplicidade, a vontade de saber como haveria sido o que não foi... Ele descobriu como pela primeira vez ela se apaixonou por ele: "você entrou e uma menina virou para trás pra falar contigo. No meio daquele caos a visão da sua pessoa era bem clara para mim". Ela descobriu que ele não esqueceu. Aquilo bastava para ambos. Ambos procurando o que é amar neste mundo mais que aleatório. Ambos definiram amor em suas palavras. Ambos sabiam o potencial de coisas bonitas que poderia ter tido um com o outro. Ele a fez esquecer das frustrações do dia, de como ela sentia vazia, de como ela queria chorar... Ela o fez acreditar na leveza das coisas e no carinho.
Talvez não seja tarde demais, fica a impressão. Talvez seja só um talvez. Talvez um talvez nunca aconteça. Talvez seja tudo daquelas coisas inexplicáveis que viram filme.
Talvez não seja tarde demais, fica a impressão. Talvez seja só um talvez. Talvez um talvez nunca aconteça. Talvez seja tudo daquelas coisas inexplicáveis que viram filme.
domingo, 16 de maio de 2010
o dia do mar
O balanço do mar da guanabara ficou aqui. Ficou para semana inteira, para os dias inteiros, para beleza inteira. O sabor do mar ficou na pele, a cor da pele ficou mais viva. O sal do mar cobriu dentro e fora de si. Acho que precisava olhar além, além. E ver que além não é mais nada que ali.
Isso aconteceu por conta de amigos raros, raros como aquele que encontrei ali ao virar a esquina sem saber o que encontrar. Encontrei um amelístico mais que adorável e doce.
Obrigada Edu :)
Isso aconteceu por conta de amigos raros, raros como aquele que encontrei ali ao virar a esquina sem saber o que encontrar. Encontrei um amelístico mais que adorável e doce.
Obrigada Edu :)
quinta-feira, 13 de maio de 2010
da hora
Deu meia noite. Eu ainda acordada. Depois reclamo que fico perambulandoo sonolenta por aí. Agora que por mais corredores passo preciso de horas de sono completa. Esta semana passou e passou muita coisa nova. Agora frequento oficialmente as dependências do C E Infante D Henrique em Copacabana, decidi começar a frequentar a academia aqui perto de casa, e assim mais dois corredores competem com faculdade de educação, prédio de letras, cultura itaipu.
Que os corredores não virem labirintos intransponíveis dentro da imensidão da fadiga.
Que os corredores não virem labirintos intransponíveis dentro da imensidão da fadiga.
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