terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais um dia de praia

Hoje acordei com uma inquietação esquisita. O dia parecia firme, o sol reluzia, mas os problemas com a publicação do meu artigo e uma certa falta de comunicação com algumas pessoas me incomodava um pouco. Hora do almoço, fui comprar as coisas congeladas pra fazer pois carol ia chegar logo. Aqui em são chico eles têm o hábito de ter 2h horas de almoço, que vai do meio dia até às 14h. Almoçamos, Carol se vai e eu continuo pensando nas coisas, na vida, nas relações humanas: decido ir pra praia.

Desta vez vou pra enseada, arranjo um canto mais vazio, estendo minha toalha e pego um polígrafo para ler falando sobre Cultura. O negócio me intriga, no entanto já sinto o peso do calor na minha cabeça, vou pra água. Ao voltar, dou um tempo deitada no sol para secar antes de pegar no xerox de livro novamente. Aí, foi quando coloquei a musiquinha, o meu vestido na cabeça e me deixei relaxar. Neste momento, de repente ouço "acho que ela está escutando música", e uma moça loira com um microfone levanta o vestida que cobria meu rosto. Nâo só provida de microfone, na sua companhia havia um rapaz com uma câmera na minha cara. Ela pergunta "estou atrapalhando alguma coisa?", eu penso: "não nada, só o único momento que consegui relaxar a luz do dia". Ela pergunta se estou curtindo, se o sol dá pra bronzear, coisas muito úteis nesse estilo. Antes de ir de vez pergunta de onde eu sou, digo que do Rio e ela reage com um "ahh, bem-vindo as praias catarinenses", e eu penso "capaz de eu conhecer mais delas do que você". O microfone tinha o logo da band, e eles sairam tão abruptamente quanto chegaram.

Continuei na minha música, na minha leitura, depois mais uma nadada na água morninha da enseada e tive certeza de uma coisa: não queria ir embora. E a solidão de mim bastou. Me afastei de mim mesmo e existi só para os outros. Não tive vergonha de sair com os pés sujos de areia por aí, não prestei atenção nos olhares curiosos de cada um. Uma paz veio, o não tive mais aquelas incógnitas de mais cedo. Mas eu juro que pra aquele fim de tarde faltou alguém.

Amigo pra tudo


A Jô me introduziu uma boa frase: tem amigo pra tudo, pra balada, pra conversar, pra ver filme... Além disso, ela foi minha grande parceira de descobertas musicais, e chegava a me ligar quando passava minha música favorita na rádio. Em 1997 éramos de sextas séries diferentes, mas em 1998 estudamos juntas. Ela tinha sua melhor amiga, eu tinha a minha e juntas fazíamos um grupo de melhores amigas. Dentre muitas aventuras, testemunhas do primeiro beijo, cartas de amor, reflexões sobre adolescência, nescau com pão com maionese, destes anos todos ficaram a certeza de ter mais um ano de amizade no ano seguinte: e assim se passaram 12 anos.

Este ano foi uma pena ter passado somente uma tarde e uma noite de festa com ela, afinal descobrimos afinidades novas, falamos do nosso futuro, e nos assemelhamos em relação a objetivos de vida. Deste modo, depois de 12 anos, mais 12 estão garantidos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coisa de São Chico

Voltava eu da minha segunda-feira de praia, quando desço do ônibus percebo umas grandes gotas de chuva começando a cair. Logo abro a sombrinha e sigo meu caminha determinada a ir para o Rocio Grande (meu antigo bairro) a pé. O caso é que o percurso mal havia começado e a chuva apertava pouco a pouco. Ainda com uns 20 minutos para percorrer começava a me preocupar com a chuva com vento que virava meu guarda-chuva a toda hora. De repente vejo um carro parado lá na frente. Ia virar pra garagem. Em frente a academia vejo outro. Passo por ele. Em seguida um vidro é aberto e escuto uma moça bem loira por volta dos seus 40 anos me perguntando se eu queria carona. Eu fiquei ADMIRADA, e nunca poderia recusar aquela gentileza. Ela é dona de uma loja de tecidos do centro histórico de são chico. Eu sei que ela é, ela nunca me viu na vida. Ela foi falando da chuva com vento, que eu ia me molhar toda e me pergunta se vou ficar no trevo. Digo q vou ficar ali na altura da rua Joinville, ela diz que é bem onde ela passa. Não conseguia nem puxar um assunto direito, afinal a minha admiração era tanta tanta... Ela escutava alguma música boa, calma, do jeito que eu gosto. Sei que chegou a hora de descer do carro, a agradeci e perguntei seu nome: Ingrid. Ingrid Klaus. A identidade em uma cidade pequena nunca é anônima... Ela disse, como que pra justificar o porquê de ter parado, que se ela tivesse na minha situação gostaria que algum conhecido parasse; ela era minha conhecida de vista que nunca me viu na vida. E viva são chico, essas coisas só acontecem em lugares como este!

Aberta temporada de férias

Depois de muito pó de cal da cultura inglesa (por conta das obras de tooodas as filiais carioca para o famoso "Cultura Experience", finalmente na quinta feira, dia 14 já estava viajando.

Primeiramente passei por Curitiba. Lá é sempre um capítulo a parte. Pessoas educadas, simpáticas, e um quê cosmopolita que me agrada por demais. Tá aí um lugar que moraria e seria feliz. Ainda mais por ser perto da minha amada são chico. Fui pro shopping, de livraria em livraria. QUase comprei 1984 em português, mas me segurei pra deixar comprar em inglês mesmo. Fiz um lanche com minha querida Fabíola, conversamos da vida, dos preparativos do casamento dela, sobre nossas cidades, um pouco sobre nós mesmas... Duas Fabíolas Silvas que se encontraram no Canadá.

Logo cedo, dia 15, São Chico! E ah, São Chico é sempre aquela boa palpitação no peito... Deixo então pra outro post :)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Coisa Velha

Sabe as tralhas que se acumulam durante anos no seu guarda-roupa e você não consegue se livrar>>> Então, eu sofro cronicamente com isso. A cada ano de faculdade mais apostilas (polígrafos), livros, cadernetas foram se acumulando. Coisas que por um valor simbólico e por vezes real (afinal há sempre o risco de ser útil pra alguma coisa), não consigo me livrar. Roupas são totalmente descartável, elas vão e vêm e não apresentam um valor tamanho que possa significar sua possessão eterna. No entanto, com os livros e apostilas passadas o caso é diferente. Se eu pudesse, teria todo o material escolar da minha vida, sem nem me preocupar com traças e afins pelo guarda-roupa. O caso é que papai sempre foi sanguinário com papel e jogava tudo na lixeira sem um pingo de piedade. Até minhas cartas ele conseguiu atingir, dando tudo de presente ao nosso amigo lixeiro. Gostaria tanto de relembrar o que as pessoas me escreveram quando eu tinha 9 anos de idade... E a minha letra nos cadernos avulsos, como pude me esquecer.... Agora é tudo memória apagada, arquivo morto e enterrado. A sementinha por conservar o passado só cresce dentro de mim, pena que aqui fora o espaço só diminui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010





E nesta virada de ano o blog comemora mais um ano. Depois de tanta história da vida (universitária) aleatória, agora o drama se estende a vida profissional. A proposta do novo ano é trazer um pouco mais do que experimento no mundo além dos filmes e das reclamações habituais. O foco é trazer também um pouco sobre viagens, hotéis, restaurantes e culinária em geral, dicas culturais e até mesmo de moda. Este é o ano dos sentidos, todos eles. Logo, o negócio é falar de tudo que se dê para ouvir, ver, sentir, respirar, falar e tocar.

E que venha 2010!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Horas de sono

Sigo no erro constante de dormir extremamente tarde quando sei que um dia cheio me espera. Essa história de joguinhos de Facebook em grande parte contribui pra isso. Isto pq antes dedormir tem de se dar aquela olhadinha na fazenda, no aquário, no café, no restaurante, na máfia, nos vampiros... Enfim, a cada jogo que se aceita participar, maior o comprometimento de se ficar atado noites adentro colocando tudo em dia. Particularmente tenho dado maior atenção a fazenda, simplesmente por ter sido a primeira a me despertar grande interesse. O caso é que vou traçando metas, fazendo planos e no final esse nesse negócio de ser latifundiário é bastante prazeroso. Só não é prático para o 'banco de horas', afinal as noites de sono deram uma diminuída básica de pelo menos 1h. Mas tudo isso em nome do ar puro campestre.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O poder de ser humano

A sensação de presenciar uma briga é algo que deve mexer não somente comigo, mas com todo mundo. Sinto o pulso acelerando, mas ao mesmo tempo fico estática, quase inerte. Imagina se essa briga acontece em um veículo em movimento, como um ônibus. É, voltando de Botafogo, depois de sessão no Estação com Thatha (Coco avant Channel), ao pegar meu segundo ônibus não imaginaria a cena que viria quase no final da viagem. Escutava música no celular (acabei me rendendo a tecnologia de celular fazer tudo, até cortar a unha), quando de repente gritos perceptíveis ao meu ouvido, olho pra trás e vejo um rapaz agredindo o cobrador, que por sua vez levantou da cadeira e começou a chutar o rapaz no rosto. Apesar do rapaz sair arranhado no rosto, foi ele que o atacou (e continuou atacando), e finalmente quando alguém foi apartar a briga, ele ainda esbravejava com os outros. Ele era baixo, com um corpo atlético (mas não marombado), negro, por volta do esplendor dos 20 e poucos anos. O trocador era moreno trigo (afinal, 'moreno' em nossa sociedade é algo mto generalizante), com seus 40 anos já vividos, e cara de cansado. Quando o menino saiu escoltado, todos se voltaram para trás com intuito de saber porque diabos o rapaz o agrediu. O trocador respirava ofegante e não respondia aos nossos olhos atentos, até que alguns perguntavam uns aos outros num tom mais alto afim de obter resposta do dito cujo sobre o tal motivo. Ele então se pronunciou: a moeda do troco caiu no chão, ele pediu pro menino pega (por motivos óbvios) e então... a reação.

Fico me perguntando que motivos levaram ao rapazinho a agir daquela forma. O poder que lhe dá a juventude às vezes te tira a razão e a sensibilidade. O poder que dão os músculos às vezes nos tiram a força da argumentação. O poder que nos dá o fato de sermos homens, às vezes nos tira em humanidade.

Oh gosh... vamos falar de Coco avant channel no próximo post...
Os leitores silenciosos são os mais fiéis.


(sobre leitores de blog)

domingo, 29 de novembro de 2009

Onde está a esperança

Voltando para casa numa noite de quinta, pouco tinha para achar a vida bonita. As coisas se viam turvas, o ônibus parava longe do ponto, a vida sem sentido. Vendo de longe um grupo de jovens arrumados atipicamente de roupa social, tentei atravessar logo a rua adivinhando "vem coisa de igreja". Dito e feito, um deles me entrega um papelzinho e diz "Jesus te ama", os outros começam ao rir e um comenta "só entrega pra mina bonita esse aí". Eu dou um sorrizinho do canto da boca, e não jogo o papel na rua por motivos ecológicos,então o coloco na minha bolsa pensando que 'maravilhosa' mensagem me espera. Mas, como eu adoro fazer análise de discurso dessa modalidade, tirei o papel da bolsa e li rapidamente "onde está a esperança". Confesso, a pergunta me pegou. Onde está essa esperança... Nos amigos que somem, nos amores que nunca se concretizam, na profissão que não trás engrandecimento, no lazer que não trás conforto... Aonde será que está, meu Deus, que eu não vejo! Guardei a esperança na bolsa, aquela questão já valeu pela noite. Cheguei em casa, abri o sorriso, e deixei a esperança tentando crescer dentro de mim. No outro dia tinha trabalho pra entregar (e ainda terminar de fazer),tinha prova de CAE e... No outro dia eu vi que tinha esperança, tanto nos amigos, que te mandam uma mensagem quando vc pensa que eles já te esqueceram, no amor platônico de todo dia e no amor por si mesmo e cuidado com o próximo e no saber, que de tão bom que é ter fonfinça que sim, nós podemos.

O papel da esperança sofreu com dilúvio dentro da minha bolsa no sábado pela manhã indo ao trabalho, e jaz em paz em alguma lixeirinha da ufrj. Agora, o que esse papel me trouxe... (suspiros).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

sobre CLAC e algo mais...

Ao começar o treinamento do CLAC em julho não podia imaginar o que a entrada nesse projeto me trouxe. Primeiro, possibilidade de entrar em contato com pessoas novas, pessoal dos outros períodos que já estão mais que distantes de mim. Depois, vem a questão de ser um desafio, de sair da sua zona de conforto e ter de ser 'julgada' profissionalmente por pessoas que estudaram contigo. Em seguida, a primeira aula, o desafio de ver 30 cabecinhas com objetivos totalmente diferentes e motivações das mais variadas. Sem dúvida, desde o início tinham meu respeito, e por isso mesmo minha mais preocupação em montar as aulas. O fato é que eles foram oficialmente minha primeira turma de inglês, já que na Cultura tenho alunos em individual, e na Mudes eu dava aula de português. Engraçado que eles achavam que eu tinha anos de experiência, e eu deixei que achassem isso, até pela necessidade de um álibe que eu estava fazendo um bom trabalho. Desde o início recebi elogios rasgados de uns alunos, e poucos bocejos para um sábado demanhã. De fato, a cada sábado, apesar de sair exausta, saia também com uma sensação de realização grandiosa, como mulher maravilha que tudo pode. Eu podia.

Entre justificativas, perguntas (às vezes absurdas), olhares atentos e muito sono, no final tivemos um semestre muito interessante, no qual foi a primeira vez de muitos em aulas de inglês e me senti muito honrada em transmiti-los o pouco que sei. Sinceramente, eu gosto mesmo de ser professora. E nem importa muito a matéria, esse contato com as pessoas, a atmosfera de conhecimento, tudo isso me apetece muitíssimo. Hoje foi a última aula antes da prova (29-11). Como forma de marcar esse momento levei chocolate pra eles com a desculpa de ser natal, mas na verdade é que não quis confessar o quanto eles eram importantes pra mim.

O dia em que o Rio parou

A pergunta clássica: o que você estava fazendo quando aconteceu o apagão no Rio... Estava eu no meu primeiro ônibus, rumo ao terminal de Niterói para pegar o segundo, e finalmente chegar em casa. Em Icaraí a luz acaba, e penso que seria somente ali naquela região. Ledo engano, centro de Niterói totalmente às escuras. De repente um certo temor tomou conta de mim; não tenho medo de escuro, mas... tenho medo do que possa ter causado a escuridão e do que pessoas são capazes de fazer no anonimato do escuro.

Ao descer do ônibus, outro drama: a chuva. Desci e ao olhar aquele portal escuro do terminal me encorajo para ir no sentido contrário e atravessar entre os ônibus até chegar a minha plataforma. Ao fazer isso minha mãe me liga. Apesar de muito querer falar com ela, digo que não posso, que ligo depois. Vejo meu ônibus bem no momento de sair, entro e o carro arranca. As pessoas estão olhando ao redor, e não carregam aquele olhar de indiferente inerente de passageiros de ônibus. Pego o último lugar disponível e me sinto de certa forma protegida ali. Então, ao tentar retornar para mamãe reparo que a Claro não tem sinal. Bate o desespero temporário: e se não tiver sinal até chegar em casa... E se não chegar em casa...

(continua no próximo capítulo)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

depressão acadêmica

Com o término do bacharelado vem a dor em parcelas. O que faço agora, depois de 5 anos de pesquisas incabadas e tentando me definir em pesquisas. Nunca fui o que gostaria de ser em termos acadêmicos, a não ser no primeiro ano, quando não sabia o que era ser acadêmico e quebrava importantes etiquetas.

O Italiano me relembrava daquela moça aventureira e sem planos que quer ir pra Angola ensinar português. E eu sei, dentro de mim, que isso é o que eu quero. Junto com milhões de outras pequenas coisas que somam a 'vontade' por coisas boas e engrandecedoras PARA MIM, que nunca acontecem. Como diria Lívia, não nasci para uma vida provinciana. Só que às vezes penso que não nasci pra mim mesma. Nasci pra pensar em outros.

depressão acad^

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Caçador



O filme te conta tudo que você precisa saber rapidamente. O problema é que sabemos demais, e que com isso nossa ansiedade só aumenta. Um dos melhores filme em circuito atualmente, e sem dúvida, um dos melhores filmes da Coréia do Sul. Pitada forte de violência, com medidas de suspense psicológico, e, é claro, O Final.

Gostei também do fatoo de ver problemas sociais coreanos discutidos durante todo o filme, como o diretor mostou o 'cotidiano' coreano de determinado recorte, ressaltou a questão da religiosidade (as pessoas de lá geralmente são cristãs), a tecnologia, o submundo, e até coisas bobas como os ônibus de lá me deixaram com o gosto de 'visitar' a coréia.

Ênfase extrema a digreção do personagem principal, que passar por transformações psicológicas visíveis e que nós acabamos por enxergar a trama através dos olhos e das angústias dele.

Filme imperdível.

O primeiro amor


Geralmente somos bastante centrados em nossos primeiros amores (e principalmente nos últimos) que esquecemos do primeiro amor alheio; pior, que podemos ser o primeiro amor alheio. Digo isto porque, na época de meu terceiro ano de segundo grau, me aproximei de alguns guris do primeiro ano que eram muito fofos. Entre eles, tinha um que sempre gostava de conversar comigo, era filho da minha ex-professora de ciências da sétima série, e, mesmo sem eu perceber claramente na época, fazia tudo para me agradar. O caso é que na minha mente pensava que ele queria mais era o 'status' de ser amigo de alguém do terceiro ano. No entanto, quase 7 anos depois ele finalmente revelou, de forma singela e bonita: você foi meu primeiro amor.

Fiquei chocada, pois primeiro, eu conversava MUITO com ele, logo como não poderia perceber que ele sentiria algo mais. Segundo, ele dizia que tinha uma moça que ele gostava muito, logo eu tentava 'ajudar' no caso. O que não sabia era que a moça era eu mesma! Ele lembra de momentos perdidos no tempo pra mim, como no dia q ele fez um gol numa partida de futebol e me dedicou, de tocar 'fim de tarde com você', do acústicos e valvulados (mesmo odiando acústicos e valvulados), da roupa que eu estava vestida quando me viu certa vez em certo lugar. E eu penso que nunca fiz tanto para impressioná-lo, só fui eu mesma no estado cru da palavra.

Creio que o que mais me impressiona é o poder dele guardar segredo, de aguentar calado e se manter naquele amor platônico sem rumo. Se ele tivesse dito na época, não teria acontecido nada, seria 'mais um gurizinho tentando alguma coisa'. No entando, pelos simples fato de ter conservado essas lembranças num cantinho especial e ter revelado agora, me fez parar e pensar. Pensar no amor dos outros por nós, na admiração, no pouco de carinho que nos vem às vezes de onde nem se imagina.

Uns podem fazer questão de nos excluir, outros nos queriam, nos querem, nos quererão bem, certamente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios


O filme da semana, com direito a muitos risos.

Na sexta a noite fui no Odeon conferir Bastardos Inglórios. Antes de tudo, por ser um filme de Tarantino, esperava algo de interessante (não pensando em Death Proof). Apesar daquela temática batida (e geralmente politicamente correta) sobre nazismo, o filme supreendeu. Voltado mais a questão de um bom diálogo do que meras cenas chocantes, Tarantino acerta a mão, e mesmo com tantos personagens e diferentes focos ele aprofunda o necessário sobre cada um e nos mostra a complexidade dos sentimentos humanos. Tarantino desafia a história e com esse filme tira os judeus da clássica posição de vítima e os coloca como sujeitos de ação.

Filme longo, mas quando vai chegando ao final fica-se com vontade de ver mais. E no final... Supresa de Tarantino especialmente pra você.

músicas em espanhol

Choveu daquela chuvinha fina. Estava eu voltando de carona esta noite para casa com a minha professora de CAE quando ela coloca o som no carro e diz "não liga, estou romantica". O rapaz do banco da frente diz, 'romantismo é bom'. Eu espero para escutar a música. Era daquelas músicas clássicas em espanhol com letras de arrasar o coração, com muito 'olvido', muito querer, muita paixao. Naquele momento pensei nas músicas em espanhol que dividimos, aquele e eu. Aquele que não é mais daqui do peito, mas que por muito tempo tocou meu âmago com boas letras em espanhol. Isso era tão nosso, e naquele momento só consegui pensar nos momentos do carro, quando sozinhos escutávamos o que se tornava 'nossas' músicas. Lembro dele cantando pra mim, e não penso de forma alguma do que causou o fim, mas sim daquele sentimento que lá atrás nos mantinha juntos. Lembro de "Volver", um corrupção de sentimentos em si mesmo. De decorar músicas inteiras em espanhol só pra agradar, e descobrir que eu adorava isso, e que quando terminasse essa fase eu iria sentir falta. Dividir músicas em espanhol é muita responsabilidade. Elas têm paixão, tem esse encontro de libido, amor eterno e profundo. Sei que o tempo não volta, mas o tempo que passou foi muito bem cantado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O questionário - FW



01 - Nome?
Fabíola


02 - Quantidade de velas no teu último aniversário?
24


03 - Tatuagens?
Não


04 - Piercings?
Não


05 - Já foi à África?
Ainda não


6 - Já ficou bêbado?
Talvez :P


07- Já chorou por alguém?
Sim.


08 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Não que me lembre


09- Peixe ou carne?
Carne... e peixe!


10 - Música preferida?
As do Belle and Sebastian


11- Cerveja ou Champanhe?
Chop eterno!


12 - Metade cheio ou Metade vazio
metade cheio!


13 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
Lisos


14 - Filme preferido?
Chihiro, amelie poulan, little miss sunshine, esses filmes indies aí


15-Flores preferidas?
tulipas vermelhas


16 - Coca-Cola simples ou com gelo?
pode ser fanta uva não....


17 - Quem dos teus amigos vive mais longe?
Junko, no Japão.


18 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido?
nem sei se vou mandar :P


19- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
Naõ deixo tocar mto não

20 - Qual a figura do seu mouse-pad?
naõ tenho mouse pad, tenho nem mouse :(


21 - Pior sentimento do mundo?
difícil essa de elejer um pior. Diria eu que o sentimento de trair a si mesmo.


22 - Melhor sentimento do mundo?
Reconhecer o outro.


23 - Ultima coisa que faz antes de dormir?
Organizo a caminha, abraço o ursinho, coloco na warner e a tv pra desligar em 10 minutos.


24- Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Penso no sonho q tive.


25- Qual o último pensamento antes de dormir?
No sonho que posso ter.


26 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Seria uma versão 'melhorada' de mim, com direito a escrever coisas interessantes.


27 - O que você nunca tira?
Anel de borboleta q mamãe deu.


28 - O que você tem debaixo da cama?
Colchoes


29 - Qual a pessoa que talvez não te responda?
Passo


30 - Aquele que com certeza vai te responder?
Passo


31 - Quem gostaria que te respondesse?
Passo


32 - Qual livro vc está lendo?
Lucky Jim, para a prova do CAE.


33 - Uma saudade?
Saudade é permanente em mim, saudade de quem tá longe, de quem tá perto, de quem não está.


34 - Uma característica tua:
aleatória e excentrica


35 – Decepções que tive em minha vida...
Não fui dar aula de pontugues no timor leste:(


36 - Lugares em que morei
São Chico (SC), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro, São Gonçalo, Victoria (canada), e assim vai...


37 - Programas de TV que assistia quando criança
Não assistia tv, às vezes um desenho ou outro, como a caverna do dragão.


8- Programas de TV que assisto hoje?
Algumas séries q passam depois da meia noite.


39 - Lugares em que estive e voltaria
Todos! Adoro voltar... é sentimento bom.


40 - Formas diferentes que me chamam
ah, o clássico: Fah. No mais, tudo com fah: fahculdade, fahrofa, fahmelie, fah...

41 - Pessoas que me mandam emails quase todos os dias
A professora falando da pesquisa :P


42 - Comidas Favoritas
Favoritas... comida da mamãe, sempre! Com ênfase nos doces.


43 - Time de Futebol?
Depois da minha febre futebolística em 2007 pelo vasco, acho q futebol é chato!


44 - Lugar em que desejaria estar agora
Do outro lado da cidade.


45 - Espero que este ano eu possa.
Decidir o que eu quero pro mestrado.


46- Mande um recado pra quem te enviou:
:) te quero bem.

Aqui está o que você tem que fazer: - Por favor, não estrague a diversão. - Clique em Encaminhar, apague todas as minhas respostas e escreva as tuas. - Depois, envie isto a um montão de gente, incluindo a mim. Você descobrirá muitas coisas a respeito de seus amigos....
É sempre bom saber um pouco mais de quem se gosta!!! A teoria é que você vai aprender bastante sobre pequenos fatos de seus amigos e conhecê-los muito mais também. - Lembre-se... devolva à pessoa que te mandou.

sobre questionários

Nunca abro o e-mail do hotmail, hoje abri despretenciosamente e achei, como sempre, milhares de e-mails encaminhados. Abri alguns, e logo me deparei com um 'questionários', desses de muito antigamente, mandado pelo meu amigo Gustavo. Comecei a ler, e a cada pergunta lembrava da época dos meus 15 anos, e como consequência era um processo gostoso (e também de descobrir coisas em comum que eu pensei que não existia mais). Dentre as respostas dele havia esta abaixo, que foi suficiente para me convencer de fazer o questionário também: