Ao postar me dei conta: hoje é dia 31! Esse mês não acaba não?
Que venha logo agosto, o mês do cachorro louco. E depois setembro, o melhor mês do ano :P
sexta-feira, 31 de julho de 2009
a Despedida
Nunca cheguei a falar da vida de trabalhadora da nova casa neste blog. Nos tempos de Mudes, ao contrário, não faltavam dias de satisfação (ou não) que corria para narrar aqui as minhas aventuras. A questão é que naquela época tive as primeiras emoções no controle (ou falta dele) em frente a uma sala de aula. Agora, apesar de ser uma casa nova, tem aquela impressão no fundo de 'mais do mesmo'.
Meu trabalho consiste, basicamente, em ajudar alunos com dificuldade aleatórioas (e coloca aleatória nisso), no intuito de melhorar a nota (sim, aprender fica lá em quinto lugar nisso tudo). No entanto, apesar de minha visão cáustica em relação ao melhoramento de notas, gosto muito do que faço, tenho já meus aluninhos cativos (também, depois de um semestre e muitas aulas de reforço...), e escuto ali e aqui bons elogios sobre meu trabalho, o que me deixa satisfeita o suficiente.
No entanto, o melhor de Itaipu não é o trabalho, são as pessoas. Me divirto com as pessoas de tal forma... Sendo professor, as secretárias, quem for, todos sempre brincando uns com os outros, num clima leve, tentando levar as obrigações da rotina da melhor forma possível. A chefe tem coração, e apesar de ser "a chefe", não há 'o terror'.
Ontem uma grande pessoa se despediu da filial, e eu fiquei sem minha parceira de concursos de poesia. A sensibilidade de dona Bia era tamanha que a cada momento ela sentia a 'dor do mundo', a dor dos outros, e procurava sempre falar as coisas certas na hora certa. Ela trazia meu lilás de volta (que há tempos estava azul escuro, quasi negro), e me fazia sentir pispirica (como nos tempos da "Idade de Ouro" em Rio Grande). Restou despedida, e restou a certeza do desconforto de ter de me despedir assim, sem esperar. Mas creio que quando se gosta de alguém o nó na gargante é normal, assim, me deixo desconfortar (afinal, nada melhor que o sentir.
E deu aquela sesação: um dia será minha despedida.
Meu trabalho consiste, basicamente, em ajudar alunos com dificuldade aleatórioas (e coloca aleatória nisso), no intuito de melhorar a nota (sim, aprender fica lá em quinto lugar nisso tudo). No entanto, apesar de minha visão cáustica em relação ao melhoramento de notas, gosto muito do que faço, tenho já meus aluninhos cativos (também, depois de um semestre e muitas aulas de reforço...), e escuto ali e aqui bons elogios sobre meu trabalho, o que me deixa satisfeita o suficiente.
No entanto, o melhor de Itaipu não é o trabalho, são as pessoas. Me divirto com as pessoas de tal forma... Sendo professor, as secretárias, quem for, todos sempre brincando uns com os outros, num clima leve, tentando levar as obrigações da rotina da melhor forma possível. A chefe tem coração, e apesar de ser "a chefe", não há 'o terror'.
Ontem uma grande pessoa se despediu da filial, e eu fiquei sem minha parceira de concursos de poesia. A sensibilidade de dona Bia era tamanha que a cada momento ela sentia a 'dor do mundo', a dor dos outros, e procurava sempre falar as coisas certas na hora certa. Ela trazia meu lilás de volta (que há tempos estava azul escuro, quasi negro), e me fazia sentir pispirica (como nos tempos da "Idade de Ouro" em Rio Grande). Restou despedida, e restou a certeza do desconforto de ter de me despedir assim, sem esperar. Mas creio que quando se gosta de alguém o nó na gargante é normal, assim, me deixo desconfortar (afinal, nada melhor que o sentir.
E deu aquela sesação: um dia será minha despedida.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
a Neblina
Às vezes tudo fica enuviado assim. As coisas se misturam, os sons se confundem com o paladar, o cheiro se mistura com o tato. Não sei, parece que não dá pra distinguir cores ou palavras. Tudo é uma massa uniforme,cinzenta e quente dentro de si. Ao longe não se vê muito além da neblima. Não se vê muito além dentro de si. As brumas de avalon, as brumas da alma, as brumas em si. Seguindo desnorteando o próprio caminho, sigo. Talvez seja muito tarde para uma parada na curva. A chuva não para, e a neblima não esvanece. O caminho fica mais turvo. E eu viro dor.
terça-feira, 28 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
sabedoria Infantil parte II
Pergunto inocentemente para Gabriel, quem é mais bonita: a Fabíola ou a Lela. Sem titubear, o menino responde: a Lela.
A sabedoria infantil nunca falha. Ao menos eu sou a mais legal. :)
A sabedoria infantil nunca falha. Ao menos eu sou a mais legal. :)
sabedoria Infantil
Tem certas pérolas que só uma criança de 8 anos pode proferir com naturalidade e transmitir inigualável sabedoria.
Meu primo, Gabriel, 8 anos, quando questionado por minha irmã de como ele queria a comida dele, respondeu:
- "Primeiro o feijão, depois você coloca o arroz por cima tampando e ainda coloca a farinha, tampando mais ainda, pra eu não ver o feijão."
Maneira simples e prática de enganar a si mesmo.
Ainda nas pérolas, Gabriel pegou o cordão de prata de Leandra e começou a se bater com ele brincando. Lela avisou que o cordão era pesado e ele poderia se machucar. Brincando, ela exclama: "Jesus, me chicoteia!". Gabriel, sem exitar, a "chicoteia". Ela ri e indaga "você se chama Jesus por acaso", e ele prontamente responde "Não, mas eu sou o mensageiro".
(AHAHAHAH)
Meu primo, Gabriel, 8 anos, quando questionado por minha irmã de como ele queria a comida dele, respondeu:
- "Primeiro o feijão, depois você coloca o arroz por cima tampando e ainda coloca a farinha, tampando mais ainda, pra eu não ver o feijão."
Maneira simples e prática de enganar a si mesmo.
Ainda nas pérolas, Gabriel pegou o cordão de prata de Leandra e começou a se bater com ele brincando. Lela avisou que o cordão era pesado e ele poderia se machucar. Brincando, ela exclama: "Jesus, me chicoteia!". Gabriel, sem exitar, a "chicoteia". Ela ri e indaga "você se chama Jesus por acaso", e ele prontamente responde "Não, mas eu sou o mensageiro".
(AHAHAHAH)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sobre Portas Secretas
Esses temas de porta, janela secreta me encantam. Há tempos atrás tive um post denominado “Janela Secreta” (que não se referia ao filme), narrando um dia em que supostamente uma ‘janela secreta’ havia sido aberta em meu cotidiano, passando a enxergar, assim, as coisas de modo diferente.
Na animação de Coraline vi esta abertura a um mundo paralelo dado através de uma portinha na velha casa em que Coraline e seus pais se mudaram. Ao enfrentar dias monótonos com seus pais, Coraline está angustiada na nova rotina e exige mudanças. Neste ínterim, ela é levada então à pequena portinhola secreta e lá encontra um ‘mundo ideal’, no qual ela é o centro das atenções. Ela tem uma ‘outra mãe’ e um ‘outro pai’, que fazem tudo que mais a agrada e deste modo ela vai se convencendo que o ‘outro mundo’ é melhor. Contudo, isto não sairia de graça, e é aí que a aventura de Coraline verdadeiramente começa.
Além disso, o que me encantou mais foi a técnica de stop-motion empregada de uma forma maravilhosa. O filme é extremamente bonito, bem feito, e dá gosto de ver o esmero com o qual foi feito.
Só não posso esquecer de mencionar que este filme lembrou a mim mesma uma vez no meu próprio mundo de infância. Ao contrário de Coraline, eu não procurava um ‘outro mundo’ que fosse melhor, eu só procurava um mundo que fosse ‘meu’, que eu criasse. Pegando os perfumes da penteadeira de mamãe eu criava a minha escola de teatro, em que saiam histórias incríveis entre perfumes, desodorantes e afins. Haviam atores,atrizes, diretores, roteiristas que tinham seus próprios conflitos e ainda contracenavam conflitos alheios. Outro mundo meu eram os quintais, tanto de minha casa, quanto da casa de vovó. Plantas, insetos, pedras, tudo se transformava em um elemento para uma nova história. E dentro desses mundos surgiam dúvidas um tanto quanto incomuns, como o fato de me martirizar por dias na dúvida se conseguia voar ou não (por ter tido um sonho tão real sobre isso). Minha grande confidente era minha bicicleta, Brisa, uma monark rosa que juntamente comigo viveu grandes aventuras silenciosas no chão de terra da vizinhança que morava (além de tombos). Esta era minha própria porta secreta, na qual não precisava nem ao menos de coleguinhas para me divertir muito. O grande problema da tarde era saber para qual mundo eu iria.
Na animação de Coraline vi esta abertura a um mundo paralelo dado através de uma portinha na velha casa em que Coraline e seus pais se mudaram. Ao enfrentar dias monótonos com seus pais, Coraline está angustiada na nova rotina e exige mudanças. Neste ínterim, ela é levada então à pequena portinhola secreta e lá encontra um ‘mundo ideal’, no qual ela é o centro das atenções. Ela tem uma ‘outra mãe’ e um ‘outro pai’, que fazem tudo que mais a agrada e deste modo ela vai se convencendo que o ‘outro mundo’ é melhor. Contudo, isto não sairia de graça, e é aí que a aventura de Coraline verdadeiramente começa.
Além disso, o que me encantou mais foi a técnica de stop-motion empregada de uma forma maravilhosa. O filme é extremamente bonito, bem feito, e dá gosto de ver o esmero com o qual foi feito.
Só não posso esquecer de mencionar que este filme lembrou a mim mesma uma vez no meu próprio mundo de infância. Ao contrário de Coraline, eu não procurava um ‘outro mundo’ que fosse melhor, eu só procurava um mundo que fosse ‘meu’, que eu criasse. Pegando os perfumes da penteadeira de mamãe eu criava a minha escola de teatro, em que saiam histórias incríveis entre perfumes, desodorantes e afins. Haviam atores,atrizes, diretores, roteiristas que tinham seus próprios conflitos e ainda contracenavam conflitos alheios. Outro mundo meu eram os quintais, tanto de minha casa, quanto da casa de vovó. Plantas, insetos, pedras, tudo se transformava em um elemento para uma nova história. E dentro desses mundos surgiam dúvidas um tanto quanto incomuns, como o fato de me martirizar por dias na dúvida se conseguia voar ou não (por ter tido um sonho tão real sobre isso). Minha grande confidente era minha bicicleta, Brisa, uma monark rosa que juntamente comigo viveu grandes aventuras silenciosas no chão de terra da vizinhança que morava (além de tombos). Esta era minha própria porta secreta, na qual não precisava nem ao menos de coleguinhas para me divertir muito. O grande problema da tarde era saber para qual mundo eu iria.
Enjoy the silence
- "Words are very unnecessary, they can only do harm"
ps. Ingressos para o show do Depeche Mode serão vendidos a partir de 14 de agosto.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
cuidado com o que se pede
Eu queria um dia em casa.
Eu ganhei um dia em casa, mas na famosa circunstância ruim.
Eu ganhei um dia em casa, mas na famosa circunstância ruim.
vida de jovens adultos
Essa questão de férias me pertuba. Eu preciso urgentemente de _alguns dias_ EM CASA sem fazer absolutamente nada, a não ser assistir filme, me enjoar de escutar música, escrever minhas viagens na maionese encantada, pensar na minha saúde mental, emocional e física. Coisas simples, mas que com a vida de proletariado está quase impossível de pensar.
Será que é pedir muito...
No trabalho comentavam sobre a importância do estágio. O problema do estágio é que em seguida imenda a vida de trabalhador, e, quando vemos, de jovens sonhadores nos tranformamos em seres totalmente cinzas. Isso que dizia o moço da informática, que sem ao menos ver estava indo do estágio pro emprego fixo, se viu cortando o cabelo e se transformando em 'gente adulta'.
Outros comentam que 'cansa' pensar na vida adulta e se admiram bom meu pequeno pique de enfrentar faculdade, treinamentos aletórios e o pequeno estágio ao mesmo tempo. O caso é que para mim o esforço vale cada centímetro, não por estar procurando o sentido da minha vida nessa rotina apertada, mas sim colocando um pouco de mim nesse mundo afora.
Será que é pedir muito...
No trabalho comentavam sobre a importância do estágio. O problema do estágio é que em seguida imenda a vida de trabalhador, e, quando vemos, de jovens sonhadores nos tranformamos em seres totalmente cinzas. Isso que dizia o moço da informática, que sem ao menos ver estava indo do estágio pro emprego fixo, se viu cortando o cabelo e se transformando em 'gente adulta'.
Outros comentam que 'cansa' pensar na vida adulta e se admiram bom meu pequeno pique de enfrentar faculdade, treinamentos aletórios e o pequeno estágio ao mesmo tempo. O caso é que para mim o esforço vale cada centímetro, não por estar procurando o sentido da minha vida nessa rotina apertada, mas sim colocando um pouco de mim nesse mundo afora.
não consigo parar de pensar...
Trocadilhos baratos:
"No country for old man"
No vacation for young woman O_o
"No country for old man"
No vacation for young woman O_o
segunda-feira, 20 de julho de 2009
o Fio
Meu fio sumiu. O cabo de USB do mp3 fugiu de mim. Ficar sem a musiquinha enquanto vou de uma pasárgada a outra é um exercício um tanto quanto amargurante. Não me conecto a mim mesma, fica tudo sem clareza, enuviado assim. Algum fio desconectou daqui. Tô off, tô alheia aos pensamentos de mim mesma e as minhas últimas novidades. Deconectei de mim.
E o fio, por onde anda... Revirei guarda-roupa, mesinhas e lugares escondidos, e nada. Procuro lá dentro aonde pode ter se perdido esse fio. Vai ver estou de pique-esconde comigo mesma.
E o fio, por onde anda... Revirei guarda-roupa, mesinhas e lugares escondidos, e nada. Procuro lá dentro aonde pode ter se perdido esse fio. Vai ver estou de pique-esconde comigo mesma.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
o Recorte
No recorte do dia tem hora que as coisas pesam. O pensar pesa, a andar pesa, o falar pesa. Mas acima de tudo estão os pequenos momentos de afeto que são demonstrados em momentos banais, como o do motorista que esperou a mãe sentar com seu bebê antes de arrancar com o carro; ou do outro motorista, que ao me ver afobada apertando a cordinha já comentou "qdo alguém puxa a cordinha logo é pq quer descer antes", e abriu a porta para mim. Num outro momento os novos "amigos" de treinamento procuram meu olhar enquanto falam (por mais que a minha timidez me afaste um pouco). As piadas do ambiente de trabalho, as "fofocas" da nova guarda, os planos para o final de semana... Sei que os dias podem pesar o que for, mas é diretamente compensado pela leveza das coisas mais essencias da vida: um pouco de carinho, um pouco de atençao, um pouco de sorriso.
meu sorriso´tá aqui :)
meu sorriso´tá aqui :)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
E dizem que é o fim...
Final de semestre ou de faculdade... Ainda não sei definir. Mas sei que pela primeira vez tenho 0% de férias em julho. Chegou a vida adulta com toda sua força.
Só quero paz, quero menos mal-entendidos possíveis.
Ai, minha vida!
Só quero paz, quero menos mal-entendidos possíveis.
Ai, minha vida!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
outra questão
Sobre o "ode ao dia", recebi um comentário do tipo "nossa, parece que vc escapou da morte". A questão não é escapar diretamente da morte, o que refleti é que todo dia é um escape indireto da morte. Os motoristas de ônibus de são gonçalo me matam todos os dias de susto. O stress mata nossos corações ao pouco. A violência cria a grande roleta russa, na qual vc sai, acha q voltará pra casa, mas vamos ser sinceros...
Então, devemos adorar os nossos dias, e querer nossos dias diferenciados, e com a nossa cara. Afinal, a única certeza que nos é dada no ciclo da vida é que um dia ele fecha.
Então, devemos adorar os nossos dias, e querer nossos dias diferenciados, e com a nossa cara. Afinal, a única certeza que nos é dada no ciclo da vida é que um dia ele fecha.
auto-conhecimento do sufoco
Na hora em que preciso muito fazer algo (como um trabalho de literatura gigantesco e difícil), e vejo que minhas expectativas do trabalho pronto estão muito além, essa hora domina o mau-humor. Saia de perto, não tente ser gentil, estarei extremamente caústica e qualquer motivo (literamente qualquer) será um motivo para me fazer a raquítica paciência que me resta.
Pode elogiar, poder tentar ser positivo, fazer piadinhas... Ah, nada descer redondo enquanto de fato não der uma evoluida no compromisso que me atormenta.
Eu mesma fico perplexa com minha falta de sensibilidade para com os outros. É que tudo que é pequeno passa a ser visto com uma grande lupa, então qualquer comentário inocente vira o cão chupando manga. Não que eu seja o tempo todo deste modo,mas isso faz parte de minha personalidade nada marcante. Contudo, marca os outros, talvez pq eu não aparente ter esse lado perverso.
O recado é, não levem tão a sério o ser aleatório que não é imprevisível como uma couve-flor.
Pode elogiar, poder tentar ser positivo, fazer piadinhas... Ah, nada descer redondo enquanto de fato não der uma evoluida no compromisso que me atormenta.
Eu mesma fico perplexa com minha falta de sensibilidade para com os outros. É que tudo que é pequeno passa a ser visto com uma grande lupa, então qualquer comentário inocente vira o cão chupando manga. Não que eu seja o tempo todo deste modo,mas isso faz parte de minha personalidade nada marcante. Contudo, marca os outros, talvez pq eu não aparente ter esse lado perverso.
O recado é, não levem tão a sério o ser aleatório que não é imprevisível como uma couve-flor.
terça-feira, 7 de julho de 2009
ode ao dia
eu quero mais um dia: de vida, de simplicidade, de sociedade, de fabulosidade, de compreender.
não é qualquer dia. é o dia de letras minúsculas, de formosura, de crianças risonhas, só de amanhecer.
um dia a mais pra ser trivial, pra ser difícil, pra ser chatinha e ser incompreendida.
só peço um dia. um dia em q possa colorir a minha própria eternidade com lápis da faber castel.
eu quero um dia pra ser teu amigo, um dia pra te conhecer, um dia pra saber do que precisas. e te servir.
dia pra alertar a humanidade de toda sua barbaridade e estupidez. pra abrir os olhos nossos , abrir meus olhos nos seus e nos despertar pra mesma irrealidade.
é a utopia que quero nesse dia. eu quero acreditar nas coisas difíceis de acontecer. quero acreditar que quando meu dia chegar... já terei feito tudo que devia fazer.
não é qualquer dia. é o dia de letras minúsculas, de formosura, de crianças risonhas, só de amanhecer.
um dia a mais pra ser trivial, pra ser difícil, pra ser chatinha e ser incompreendida.
só peço um dia. um dia em q possa colorir a minha própria eternidade com lápis da faber castel.
eu quero um dia pra ser teu amigo, um dia pra te conhecer, um dia pra saber do que precisas. e te servir.
dia pra alertar a humanidade de toda sua barbaridade e estupidez. pra abrir os olhos nossos , abrir meus olhos nos seus e nos despertar pra mesma irrealidade.
é a utopia que quero nesse dia. eu quero acreditar nas coisas difíceis de acontecer. quero acreditar que quando meu dia chegar... já terei feito tudo que devia fazer.
sábado, 4 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
o dia
O céu estava nublado. Dia de chuva, de pensamento, de ânsia ali dentro. Sexta nunca é tão somente sexta. Está imbuido neste dia os mais diversos sentimentos. Sentimentos de te ver, de ver si mesmo, de exaustão física e mental. Aquele dia estava com um quê diferente, estava esperando minha ação, e eu fiz nada. Estive comigo mesma, na mesma atitude de sempre.
Os prédios continuam os mesmos, mas se os percebemos com atenção vemos que suas fachadas mudaram tanto. Se encontram com uma expressão diferente, com um cinza amarelado de tão cansados de olhares alheios. E assim vamos sendo conduzidos pelo centro da cidade, e nos desviando do centro de nossas próprias vidas. Olho, escuto e percebo que quero estar sozinha um minuto. No outro minuto sofro com a velha contradição humana. Quero estar não-sozinha a qualquer preço. Quero desautomatização da vida, quero mais verde, menos cinza.
A cidade continua igual, o mesmo trânsito, as mesmas pessoas, as mesmas atitudes. Então o que será isto que muda aqui dentro... Muda a preocupação, muda o estado de espírito, muda o medo, o medo das coisas simples. Então complico. Então me coloco o sabor amargo de não querer o simples. Simples como ver desenhos nas nuvens; eu não posso.
Não penso, só digo e faço tudo que surge aqui dentro. Olha como andamos, olha como falamos, olha como pensamos calados em coisas tão diferente-iguais. Sorrio, e vejo logo ali a solução de tudo. A solução é deixar o medo do simples aparte.
Os prédios continuam os mesmos, mas se os percebemos com atenção vemos que suas fachadas mudaram tanto. Se encontram com uma expressão diferente, com um cinza amarelado de tão cansados de olhares alheios. E assim vamos sendo conduzidos pelo centro da cidade, e nos desviando do centro de nossas próprias vidas. Olho, escuto e percebo que quero estar sozinha um minuto. No outro minuto sofro com a velha contradição humana. Quero estar não-sozinha a qualquer preço. Quero desautomatização da vida, quero mais verde, menos cinza.
A cidade continua igual, o mesmo trânsito, as mesmas pessoas, as mesmas atitudes. Então o que será isto que muda aqui dentro... Muda a preocupação, muda o estado de espírito, muda o medo, o medo das coisas simples. Então complico. Então me coloco o sabor amargo de não querer o simples. Simples como ver desenhos nas nuvens; eu não posso.
Não penso, só digo e faço tudo que surge aqui dentro. Olha como andamos, olha como falamos, olha como pensamos calados em coisas tão diferente-iguais. Sorrio, e vejo logo ali a solução de tudo. A solução é deixar o medo do simples aparte.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Dúvida - sermão inicial do padre Flynn
FLYNN
What do you do when you’re not
sure? That’s the topic of my sermon
today.
Last year, when President Kennedy
was assassinated, who among us did
not experience the most profound
disorientation? Despair?
What do I say to my kids? What do I
tell myself? It was a time of
people sitting together, bound
together by a common feeling of
hopelessness.
But think of that! Your BOND with
your fellow being was your Despair.
It was a public experience. It was
awful, but we were in it together.
How much worse is it then for the
lone man, the lone woman, stricken
by a private calamity?
‘No one knows I’m sick.’
‘No one knows I’ve lost my last
real friend.’
“No one knows I’ve done something
wrong.” Imagine the isolation.
Now you see the world as through a
window. On one side of the glass:
happy, untroubled people, and on
the other side: you.
I want to tell you a story.
A cargo ship sank one night. It
caught fire and went down. And
only this one sailor survived.
He found a lifeboat, rigged a
sail...and being of a nautical
discipline...turned his eyes to the
Heavens and read the stars.
He set a course for his home, and
exhausted, fell asleep.
Clouds rolled in. And for the next
twenty nights, he could no longer
see the stars. He thought he was
on course, but there was no way to
be certain.
And as the days rolled on, and the
sailor wasted away, he began to
have doubts.
Had he set his course right? Was he
still going on towards his home?
Or was he horribly lost...
and doomed to a terrible death? No
way to know. The message of the
constellations - - had he imagined
it because of his desperate
circumstance? Or had he seen truth
once...
and now had to hold on to it
without further reassurance?
There are those of you in church
today who know exactly the crisis
of faith I describe. And I want to
say to you: Doubt can be a bond as
powerful and sustaining as
certainty. When you are lost, you
are not alone.
What do you do when you’re not
sure? That’s the topic of my sermon
today.
Last year, when President Kennedy
was assassinated, who among us did
not experience the most profound
disorientation? Despair?
What do I say to my kids? What do I
tell myself? It was a time of
people sitting together, bound
together by a common feeling of
hopelessness.
But think of that! Your BOND with
your fellow being was your Despair.
It was a public experience. It was
awful, but we were in it together.
How much worse is it then for the
lone man, the lone woman, stricken
by a private calamity?
‘No one knows I’m sick.’
‘No one knows I’ve lost my last
real friend.’
“No one knows I’ve done something
wrong.” Imagine the isolation.
Now you see the world as through a
window. On one side of the glass:
happy, untroubled people, and on
the other side: you.
I want to tell you a story.
A cargo ship sank one night. It
caught fire and went down. And
only this one sailor survived.
He found a lifeboat, rigged a
sail...and being of a nautical
discipline...turned his eyes to the
Heavens and read the stars.
He set a course for his home, and
exhausted, fell asleep.
Clouds rolled in. And for the next
twenty nights, he could no longer
see the stars. He thought he was
on course, but there was no way to
be certain.
And as the days rolled on, and the
sailor wasted away, he began to
have doubts.
Had he set his course right? Was he
still going on towards his home?
Or was he horribly lost...
and doomed to a terrible death? No
way to know. The message of the
constellations - - had he imagined
it because of his desperate
circumstance? Or had he seen truth
once...
and now had to hold on to it
without further reassurance?
There are those of you in church
today who know exactly the crisis
of faith I describe. And I want to
say to you: Doubt can be a bond as
powerful and sustaining as
certainty. When you are lost, you
are not alone.
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