segunda-feira, 22 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

tardes juninas de antigamente

Dos tempos de festa junina que os anos não trazem mais, recordo-me muito bem das tardes frescas, do cair da noite, ansiosa para ir as ruas do subúrbio do Rio levada muitas vezes só por minha mãe e tias atrás de bonitas festas juninas. Muitas vezes caminhávamos muuuito para chegar em algum canto, e naquele tempo não havia tanta preocupação com a violência em nossos quintais. Sei que ia eu, pequena e encantada com tudo, olhando as moças com vestidos grandíssimos e coloridos, iguais ao do "E o Vento Levou". Queria ser como uma delas, as invejava profundamente, e ficava angustiada por ser tão pequena e insignificante e não uma "Scarlet Ohara". Queria tanto usar um vestido com espartilho, com anáguas e dançar rápido e bonito. As quadrilhas eram enormes e tinham todos personagens possíveis, a noiva,a viúva,a rainha, a princesa, a bandida... Assistia tudo de perto, fascinada, cores e cores inesquecíveis de são joão.

Sei que aquele pedaço de encanto ficou guardado dentro de mim pra sempre, como uma magia lançada com o objetivo de criar a lembrança mais doce das tardes de junho cariocas. As tardes que me traziam o sonho de ser majestade, de ser dançante, de ser colorida.

sábado, 20 de junho de 2009

post comemorativo...

O pc está de volta!

Depois de mais de um mês no hopital, Brisa passa bem; só se encontra com 1gb de memória a menos, mas isso já se resolve. Tão bom tê-la novamente :)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Provocando o Rio

Sinto falta do Rio quando estou longe, mas quando estou perto sinto que o Rio às vezes é frio comigo. O aproveito como posso, vou aos seus espaços culturais, seus botequins e boemia, a suas praias (não faço muita questão). Passo por suas famosas vistas exultando a sua beleza, e mesmo assim o Rio é frio comigo. Observo as pixações nas paredes, e entre telefones de 'trago namorado de volta' e 'só Jesus expulsa o diabo das pessoas', vejo o clamor do Rio necessitado de abraço. Vejo o Rio dos mendigos nas ruas, dos injustiçados por coisa alguma, dos que temem os assaltos a mão armada, dos que temem um atropelamento, dos que desconfiam uns dos outros.

Aqui nessa terrinha vemos uma das realidades mais desiguais do país convivendo num quintal só. Mesmo assim, o Rio continua desunido. Caminhadas da paz? Só para quem é classe média (alta), vamos ser sinceros. Milhares de pobres crianças morrem diariamente (tanto de fome, quanto pela violência), e ninguém não dá nem três passos na esquina para reinvidicar algo. Tantos alunos de escolas particulares caras e das sucateadas escolas publicas estão empobrecendo por não serem adequadamente guiados dentro da revolução tecnológica em que vivemos. No entanto, as crianças que não terão muitas chances de sucesso quando crescerem vocês já sabe quem são.

Busco acalento na cidade cinza com o céu mais azul do mundo. Busco um carinho que não consegui achar em parte alguma, só aqui. Busco atenção, que todos se notem, que todos se sorriam. O que busco no Rio são menos policiais...

domingo, 14 de junho de 2009

os fahbulosos

Tarde na casa da thatha com muita música, lanchinho bão e... nem te conto o resto! Não quero esquecer esses momentos pós-faculdade (pra eles), em que o melhor da LEJ ainda estar por vir.


a gangue: Tex, JN, Thatha, Fah.



"All I've wanted, all I've needed is here in my arms... words are very unnecessary, they can only do harm" (depeche mode)


sábado, 13 de junho de 2009

O dia em que o chão se abriu

Era gelado tudo. O querer era gelado, o poder era gelado, o sentimento era gelado. Eu quis te dizer que estávamos indo para caminhos opostos, você não quis se ver em mim. Parti, fui para meu mundo de sonhos e dizeres mágicos. Parti para tão longe que fui pra longe de mim mesma. Não me reconhecia, não sabia de quem era aquela imagem refletida no espelho. Os dias lilases se apagaram, tudo era branco, vazio e obscuro. Eu quis a luz, tentei me ligar a uma linha tênue entre a solidão e a sanidade. E aonde você estava? Dentro de mim? Dentro de si? Dentro do 'nós' que nunca existiu ao certo?

O peso das coisas é que fica. O segredo que nunca foi dito, a palavra q esperei escutar. Você podia se esconder, mas eu sempre estava ali. Procurei uma razão, deixei de procurar razão, então deixei de procurar qualquer coisa que me agradasse. E agora? As flores murcham e deixam de significar algo facilmente. Não são flores que vão salvar o eu que se perdeu. Não são flores que vão glorificar o ato de sacrifício nada mútuo. As flores, como num enterro, ajudam a se despedir de um alguém que não está mais ali.

O alguém não está mais ali. Não conte com quem não existe.

Dia sem dia

Vamos comemorar todos os dias o dia de tudo um pouco.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

What's this?

What is the Joy,
The Joy of being here?
If water don't go with oil
Why am I supposed to be here?

Am I a coward?
Am I an owl hidden in the tree?
Am I talented?
Or I am simply the eternity.

I can't stop wonder...
Why?
Is this sacred?
Is this karma?
Is this the rendemption I always wanted?
or just the mistery that called for me?

I can't, I can't.
I shall be anywhere,
I shall be free of me.

Canada, October 2008

domingo, 7 de junho de 2009

A gente confia...

Uma questão de confiança, este seria a pilastra principal das interações humanas. Família, amigos, amantes, todos atados por um fio quase imperceptível chamado confiança. Todos se olham, todos nos olham, todos olham pra dentro de si procurando um pouco de confiança. Confiança em suas próprias palavras, nas palavras alheias, nos pensamentos de todos.

O problema é que muitas vezes o ato falho nos entrega, o vizinho nos deixa na mão, as nossos amigos inventam historinhas mirabolantes, nossos pais não nos contam o que deveriam ter dito, e os namorados e namoradas são tão falhos quanto nós mesmos não gostaríamos de ser.

No entanto, continuamos a confiar, e ao mesmo tempo vendo que não há confiança que sobreviva na turbulência das ações contidianas impensadas. Mas a confiança continua. E a dor de confiar, e o sentimento de perda do outro quando se vê que nossas projeções não são correspondidas.

Vai ver é contido na Projeção. Projetamos as pessoas ideias, da nossa vilazinha ideal de pensamentos estranhos. E a projeção não acaba por aí. Nos imaginamos também dignos de confiança de todos, e, na verdade, não podemos contar muitas vezes nem com nós mesmos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Na correria da vida

Escondo a vida embaixo do travesseiro. Não quero lembrar que há amanhã. O agora não basta, mas a idéia de futuro não me emociona. Fico no meio. O meio entre eu e você, o hoje e o amanhã, o escuro e o claro. Enquanto isso faço todas as coisas que supostamente deveria fazer. Acordo, estudo, vou a faculdade, almoço, trabalho, escuto música, leio, navego na internet. A sensação no início do dia é já saber como o dia termina. Dias de semanas intermináveis... Parece até programação da rede globo, com uma grade que não muda nunca. Só os comerciais q trazem algo novo.

Quero que chegem logo os comerciais!

Synecdoche, New York



Vi o mais novo filme de Charlie Kaufman hoje. Depois de entrar na mente de alguém e de brilhos eternos de uma mente sem lembrança (este que simplesmente mexeu por demais comigo), agora vem Sinédoque, New York.

Primeiramente, o título vai de encontro a questões discutidas há muito nos pagos(?) gaúchos em relação a metonímia que algumas histórias criam em relação a vida (como aqueles poemas da cidade em que todos estão mortos que o Italianinho tanto gosta, ou mesmo o filme Dogville). Agora Sinédoque, NY ao invés de trazer questões sociais, trás o indivíduo na tela com sua metonímia, com suas frutrações e falta de expectativas.

O personagem chamado Carten Cortarg oferece através de uma suposta peça teatral, uma visão panorâmica da própria visão sobre a vida (muita 'visão' porque é simplesmente a visão da visão dele, nada mais). Sendo que vemos, como caixinhas chinesas, uma narrativa se encaixando na outra.

Não transcorrerei mais sobre o assunto. Vida, morte, amores, velhice. Tá tudo no pacote, é só pegar. E pegue também esse discurso acima que para mim é uma dos ápices do filme.

I'm just a little person, a person in a sea of many little people...



"I know you, you are the one I've waiting for, let's have some fun"

"you're the one I like the best"

"somewhere maybe someday maybe somewhere far away..."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tem vezes que dá uma sensação de dor de mundo. Voltando pra casa agora com as ruas vazias me fez olhar o lá fora e esmiuçar o aqui dentro. Sinto frágil o corpo e a alma, que numa falsa paz escondem o redemoinho de caos. Eu sinto tanto, tanto... Vou chorar, eu sei; a lágrima vem de lá, da mente que faz conjecturas... e não acho um motivo para tudo que acontece. Ou vai ver é nada, essa é a essencia. Mas a tristeza vem... Não chega a nenhum lugar. O vento bate na face, levanta o cabelo, me faz fechar os olhos. E eu não quero ver... não quero me ver.

Estou cansada da dor dos outros dentro de mim. Estou cansada de outros enganando a mim. Estou cansada de outros... Eu estou mesmo cansada de não conseguir comunicar.

The Reader



O Leitor é um filme que desde o princípio nos deixa com a pulga atrás da orelha.A questão é que nos trás aquilo que não esperávamos no princípio, no meio e no fim. Eu totalmente desconsiderei o peso nazista que quiseram colocar na narrativa no meio. Creio que isso não fez tanta diferença. A diferença foi que o menino foi largado pelo seu primeiro amor, e nunca conseguiu se ver livre da imagem da amada no passado. Isso vem de encontro a relacionamentos que não acabam, no qual as pessoas não estabelecem um fim através da linguagem. Ela simplesmente ir embora simbolizou tantas coisas, e entre elas o mistério de que talvez ela voltasse tão misteriosamente quanto foi.

Não quero contar o final, como geralmente o faço sem querer, eu só quero dizer que ao final eu senti um peso tão grande em relação as coisas que poderiam ter sido, mas não foram.

domingo, 10 de maio de 2009

Volver...

Essa canção já havia eu escutado. Qdo tocou nesse filme de Almodóvar, foi verdadeiramente emocionanta, particularmente para mim. 

Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.

Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenen mi so�ar.

Pero el viajero que huye
tarde o temprano
detiene su andar.

Y aunque el olvido
que todo destruye
haya matado mi vieja ilusi�n,

guardo escondida
una esperanza humilde
que es toda la fortuna
de mi coraz�n.

Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.

Sentir
que es un soplo la vida
que veinte a�os no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.

Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Estudando port durante toda a manhã

"Quando não se tem nada para dar, ainda se dá amor"

do livro 1984

domingo, 3 de maio de 2009

Kraftwerk - Radioactivity

Escutei muito Kradtwerk quando era pequena, cooperando para a máxima que não tive lá uma infância muito normal. Eu ouvia e adorava... Sem ao menos imaginar o que falavam, a mensagem maravilhosa por trás desta canção que juntamente com "The Robots" configurava uma de minhas prediletas. 

O Oibaf me trouxe a lembraça deles, os precursores de qualquer música tecno que hoje existe. Eles sim, são criativos, originais e cativantes. E eles tiveram no Rio faz pouco tempo abrindo show de Radiohead... faça-me o favor! Eu quero ver só Kraftwerk!

Uma pontinha deles com o "antes e depois" de Radioctivity ;)

Anos atrás (década de 70 será)

Anos depois:

Futebol, futebol...

Vamos começar confessando o passado triste: já fui torcedora fanática. Graças aos céus isto data de 1997, ano que me mudei para São Chico, e ficou enterrado por aquela época. O caso é que de tempo em tempos renasce a "moda futebolística" e, infelizmente, estamos em um desses momentos. 

No país todos os amigos se provocam com as mesmas ofensas batidas de sempre sobre seus times (todos) derrotados, não derrotados, pseudo-derrotados. Compram a blusa do time, se enfeitam das cores (geralmente misturas de cores infelizes), e usam listrados (ou não) por aí como se fosse algo de interessante para existência de alguém. Talvez eu seja um pouco brutal na minha avaliação, mas é inegável que o que mais vemos são os torcedores "maria vai com as outras". Isso sem querer citar a problemática de torcidades que esqueceram que não vivemos em um zoológico. 

Gosto de esporte, gosto de admirar o esporte, gosto da superação inerente no esporte. Contudo não gosto de mentes fincadas em um alienante torcer por coisa nenhuma (afinal, seriamos nós torcendo por dirigentes podres de rico e de poder paralelo). Fora que no país do futebol, seria muito engrandecedor se um menino sonhasse em ser jogador de futebol, o outro de basquete, o outro corredor, o outro indeciso. 

Agora da minha janela escuto gritos, gente nervosa (um dos times cariocas com uma das piores torcidas está jogando), uma falsa tranquilidade (pois se vê poucas pessoas na rua), mas eu sei que quando acabar as pessoas estarão em estado de explosão de nervos que eu não suporto testemunhar. 

Ah sim, dizem q isso  desautomatiza a vida. Bem, eu preferiria a diversificação dos desautomatizadores. 

sábado, 2 de maio de 2009

Um recado

Só para me avisar que o ócio criativo voltou. Que alívio, pensei que iria ficar na história, mas nunca retornaria. Joguei livros por todo canto, coloquei músicas antigas, leio pedaços de cada coisas, e penso...

Penso na arrumação do quarto, penso em filmes antigos (acabei de rever Moulin Rouge), penso em São Chico e em como me faz falta fazer parte de São Chico. Penso enquanto escrevo aqui, porque eu compreendo agora o motivo pelo qual não abandono esta casinha: ela me ajuda a lembrar. E com isso, me lembro em detalhe o que aconteceu em todos os 13 de feveiros de 2005 pra cá. Pode me dizer a data, procuro no blog e te digo tudo que acontecia. Escrever só pra lembrar, é o que penso.

Penso em atenção, penso no pobre amigo Pedro de Raul ("Pedro onde cê vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou"), penso na escolha que fiz de estar nesse exato momento fazendo o que estou fazendo. Bem longo este recado, mas é que não quero esquecer de nada, de nada.