quinta-feira, 28 de setembro de 2006

O gótico e eu


Falta uma semana para apresentação do simpósio na semana de Anglo-germânicas aqui na UFRJ donde eu farei pare dos estudantes contituintes da mesa (que perigo). Falarei sobre o tema e sobre a narrativa de obras como The castle of Otranto (vide foto), dentre outros (muiiiitos outros). Essa é a primeira parte do projeto sobre gótico que será apresentado na iniciação científica do próximo ano (se os céus permitirem!). No projeto os trabalhos do grupo (que contam com 5 pessoas) ficará mais afunilado. Daí que o livro q irei trabalhar será o Wuthering Hights (quase neeeem gosto).
O legal de tudo está sendo descobrir o mundo do 'horror sublime' e 'terror grotesco' (ou seria ao contrário?). Enfim, algo de sublime, algo de grotesco, o sobrenatural que sai de um romance sentimentalista até uma abordagem mais 'aterrorizante' do 'mal' que existe dentro do homem (ou do ser de qualquer espécie).
Ainda não tenho nem esqueleto do texto, mas o que dá gosto é pegar a teoria e me sentir impolgada para fazê-lo, isso é algo (do contrário era pedir minha passagem de volta com sorriso amarelo).

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

e as últimas


Estou entaguinada com meu computador! Ele simplesmente nao funciona! Oh vida, oh azar.. q devo fazer eu? Sim, já sei, comprar outro! Mas ah, como sou lerda pra essas coisas de compras... Eu sei, eu sei, um computador novo não é luxo, é necesidade.

Está acontecendo o Festival do Rio e eu no alto da minha vida proletária sem emprego fico na expectativa de ver um filminho q seja. De fato 2 fariam minha alegria suprema... Bem, um já está decidido, no outro alguém quer ir comigo?

De expectativa mesmo está a semana de anglo-germânicas, vou apresentar umm simpósio junto com meus adorados colegas, Lívia e Thi e cia ltda (2 personas q não são do meu conhecimento íntimo). Falarei do tema e sobre a narrativa gótica.. ai, nem fiz o texto ainda e é pra 5ª próxima. Ai, seja o que o grotesco e o sublime quiserem!

Ah, fiz minha boa ação do dia, estava eu chegando no laboratório da faculdade qdo uma guria está desesperada por um disquete.. eu prontamente empresto o meu disquete de lit port (sim, tá cheio dos contos nele), pena se não estiver funcionando, peça q esses diquetes sempre pregam em mim.

Na próxima edição espero finalmente postar os comentários aniversarescos, se meu pc permitir!!!

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Pelas coisas simples da vida





A Lizi ontem falava do último dia da promoção da locadora dela, na minha continua, paga-se meio pelo filme nas quartas e domingos, além de finalmente diferenciar o preço entre lançamentos e catálagos (pagar quase 6 contos por todos, ngm merecia, nem uma carioca!). Aproveito então para 'curtir' do meu jeito, pegar o filme pela capa, pelo nome, pelo humor... Foi assim q peguei o 'Coisas simples da vida', com um nome desse já chama atenção dos com tendência prévia a reflexão e no final, ao ver o filme, se repara que só se foi feito isso durante o filme todo.

Do filme, tenho mesmo a dizer que me encantei pelo garotinho de 8 anos. Ele pergunta cada coisa... Do tipo, se sempre sabemos só meia verdade, já que nunca conseguimos enxergar a frente e o avesso da mesma coisa; e tem a parte muito interessante que o pai ve umas tantas fotos de nuca de pessoas, então qdo o tio chega ele entrega uma foto do tio assim e ao ser questionado por ele responde 'estou te mostrando pq vc não consegue ver'. Pode parecer engraçado pra algusn (né lizi), mas como se dá isso, com toda a tacirtunidade do menino, tem um significado bastante elevado, como ele diz para avó: qdo crescer quero mostrar as pessoas aquilo que elas não podem ver.

Então, o que não podemos ver? Era só nisso que pensava... E ainda penso. Creio que antes de tudo deixo de ver muitas vezes a necessidade do outro, ou sorrisos que se abrem com a minha lembrança (os que se fecham definitivamente não me interessam); o pôr-do-sol de são chico q continua lá, mas não alcanço mais com as vistas; mas me dói mesmo não poder ver a potencialidade das pessoas ao meu redor, de como podem ser algo, de como podem se tornar, cada um, a pessoa mais especial do mundo. Pior do que isso é não ver a grandiosidade das coisas dentro do próprio pensamento, de saber que se pode empreender e de contar com isso para bordar o futuro.

Esse acaba sendo um manifesto por um olhar mais aguçado para as coisas simples da vida ;)

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

O castelo animado


Super gracioso... Queria eu ser Sophie ;)

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

feliz, feliz dia


Hoje foi o dia da primeira prova do semestre. Era justo de português, história da língua. Hj também foi dia temperatura baixíssima, assim como no dia anterior e no anterior do anterior... o inverno está dando o ar de sua graça :) Terminou aula cedo, fui pra Niterói procurar o presente de certa persona. E é tão bom isso, de escolher presente com carinho... Ruim é quando não tem o que escolhe disponível.

Hoje dizia na prova q a língua a viva e por isso se modifica sempre. A Fah é viva e por isso se modifica sempre. As influências são infindáveis, daí a importância da essência, e de compatibilidade das diferentes essências em qualquer tido de relacionamento humano. Desde 6 de janeiro até aqui a Fah pode estar quase irreconhecível pra alguns, mas ahh, se não estou lilás, to algo de mais púrpura.

E se é pra dar um conselho metido a sábio nessa vida tortuosa, digo em alto bom som: mudem de cor sempre! A vida é lilás na essência, mas com pitada de cada matiz que por mim passa e acrescenta algo de engrandecedor.. daí o alaranjado do pôr-do-sol de são Chico, o verde da grama da Quinta, o azul do céu mais azul, o céu do Rio.

Ahh, claro, meus devidos parabéns ao meu ser amarelo-dourado;)

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Perfect Day - Lou reed

Just a perfect day
Drink sangria in the park
And then later, when it gets dark, we'll go home
Just a perfect day
Feed animals in the zoo
Then later a movie too, and then home

[Chorus:]
Oh it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh such a perfect day
You just keep me hanging x2

Just a perfect day
Problems all left alone
Weekenders on our own
It's such fun

Just a perfect day
You make me forget myself
I thought I was someone else
Someone good

[Chorus]

You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow
You're going to reap just what you sow

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Foto da Infância

Lista de seres e objetos

- Papai
- Sofás
- Almofada florida
- Duas bonecas
- Um milho de plástico
- Um pepino de plástico
- Três pinos de boliche
- Um mini-engradado de coca-cola
- Um palhaço amarelo-gordo de plástico
- Peças de quebra-cabeça
- Um cone pequeno e branco
- Bermuda azul
- Bermuda branca e rosa
- Blusa listrada branca e rosa
- Parede
- Chão

Lembro-me vagamente do dia desta foto. Era um domingo (se não era de fato seria um dia típico), e pela manhã tinha papai sido um carrasco nos assuntos escolares e pela tarde desfrutava comigo do júbilo do merecido descanso naquela sala de piso de madeira e paredes brancas, com um sofá que nunca soube a cor direito, além da almofada floria. Uma bagunça de quebra-cabeças pelo chão e improváveis três pinos de boliches em pé assistindo tudo, com duas bonequinhas encostadas no sofá. Na minha mão, um milho de plástico que deve ser da mesma horta do pepino de plástico ali perto, próximo de um palhaço amarelo-gordo do qual não me lembro de forma alguma de um dia ter sido meu. Havia um pino branco encaixado em três dedos do meu pé, esbarrando num mine-engradado de coca-cola. E o principal, meu pai, com seu típico short azul, e eu, na minha blusinha de listrinha rosa e branca de conjunto com o short. Não lembro exatamente do momento em que fomos surpreendidos por mamãe tirando essa foto, ma sei que olhava pra ele com um sorriso estalado de ‘você é o melhor pais do mundo’, me encostando diminuta no abraço confortante, com minhas perninhas dobradas apoiadas na dele. Papai com a sola do pé sujo; eu com aquele corte de cabelo horrível (tão comum na infância); e ambos sem olhar para a câmera. O resultado, a multiplicação de sorrisos só de olhar pra foto.

Oficina OLIPO - 10/05/2006

A foto em orkut, álbum, carinho: http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=10740348499394912576&pid=7uid=10740348499394912576&pid=7

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

aula de didática


Sou daqueles que admiram uma flor

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

distraidamente...


Pois então, estou eu aqui, na faculdade, esperando a próxima aula de português 4 acontecer... Dia frio, mas vi um arco-íris soberbo, valeu o momento poético do dia.
Falando em poesia, tem o concurso de poesia Mário Quintana, será q dou o ar da minha graça?
Sabe, o Fundão apesar de fim do mundo é um lugar legal, tem mto verde, mta árvore com flor rosa, quer ver qdo as folhas estão caindo ao soprar do vento, soberbo!
Afinal, não adianta só pensar nas lamúrias da vida... e se a janela está aberta, resta admirar.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Das novas aventuras

Depois das aventuras no Fundão quando comecei a ter aulas na UFRJ, agora tenho novas passagens sobre o descobrimento do ‘novo’, agora na Faculdade de Educação no campus da Praia Vermelha para fazer as devidas matérias de educação.

Para começar o contexto, 3ªh das 13 às 17h é a aula, contudo das 7:30 até 12:50 assisto aula no fundão. Saio mais cedo da última aula e parto rumo ao desconhecido sem ao menos saber donde saltar, pra onde seguir e se sequer daria tempo pra chegar no horário.
Já ônibus tive um momento de hesitação, seria aquele o meu ônibus? Perguntei para uma jovem que entrou e posicionou-se ao meu lado ‘este ônibus passa no Rio Sul?’, ela prontamente disse que sim. Segui a viagem, em seguida sentei-me, porém uma dúvida sobre onde saltar me consumia, daí perguntei pra guria do meu lado ‘vc saltará antes do rio sul?’ e ela disse que tb não sabia ao certo onde saltaria, daí perguntou a dúvida dela para o trocador, eu fiz o mesmo. Mais um belo tempo passou-se, entra túnel sem fim, passa trânsito, segue ônibus, até q finalmente é chegada a hora de saltar. Reparo que comigo salta aquela jovem que pedi informação a primeira vez no ônibus, aproveito e abordo ela novamente pra perguntar como chegaria na faculdade de educação (de fato não sabia nem chegar ao tão falado Rio Sul), então, ela sendo de pedagogia e indo para a mesma, tratou de me guiar e muito solicitamente me deixou bem na porta da secretaria pra que achasse minha sala de aula. Priceless a ajuda da pedagoga, passarei bom tempo sem falar mal deles :P

A segunda etapa foi a aula, 2 semanas já tinha perdido dela (tal de Estrutura e fundamentos do ensino de 1º e 2º grau) e fui perguntando logo se era ali a aula, em seguida pergunto pra um pessoal o que a professora já teria passado, eles tb são novos; mais adiante chega um guri que me pergunta da aula, mas será q só tem gente nova? Então abordo uma outra jovem (como eu pergunto né?!) sobre o que a professora teria passado de teoria, xerox, essas coisas. Prontamente ela me dá todo um panorama do que passou, além de me fornecer o material pra dar uma olhadinha. Mais além nos descobrimos ambas de letras e foi aquele papo de comadre; mesmo sendo ela do 8º período, a sua simpatia e simplicidade era inigualável, além disso ao descobrir que eu vinha de outra universidade, a mais que falada FURG (sim, pois me dou conta que falo dela pra todos :P), ela se empolgou, afinal ela pretende sair do Rio e prestigia muito a questão de estudar em outros lugares. Graças também a minha simpatia (:PP), acabei por conseguir todo material pra tirar xerox e no dia seguinte entrega-la na faculdade de letras. E sobre a aula, bem, falamos muito sobre reforma agrária e constituição... Vejamos os próximos capítulos como se configuram.

A volta, também com mais perguntas pelos corredores, foi-me garantida por uma dica de mais outra jovem, peguei bem na saída do campus o Leme/Charritas (anda-se menos, contudo mais cara a passagem em relação ao bom e velho 998). E fui pela estrada a fora bem sozinha levando comigo a reflexão sobre o dia de aventura que tinha invariavelmente dado certo.

E o dia não terminou por aí, em suma 3ªf só acaba às 21h!

domingo, 20 de agosto de 2006

De ciclones e ciclopes

Hoje, uma agradável manhã de domingo, disseram que ia chegar um ciclone por aqui. Seria interessante se deparar com um, imagina, direto da Grécia para cá! Sim, eu sei que o da Grécia é ciclope, mas um ‘ne’ e um ‘pe’ se misturaram como numa vertigem e veio a imagem do brutamontes com um olho só. No entanto, ao contrário que se esperava a meteorologia o dia está agradavelmente lindo, nem tão abafado, ensolarado digno de uma bela primavera que estar a chegar.

Esse negócio de ‘ne’ e ‘pe’ me lembra as aulas (novas) de fonética de língua inglesa que estão sendo mais que empolgantes e reveladoras. Confesso que mais empolgante, afinal tive um pouco dessa fonética tempos atrás na FURG, vi ainda fonética e fonologia em Lingüística 2, Português 3 e agora pra arrematar, Inglês 5. Suficiente.

Das novas aulas também tenho que enumerar o caráter histórico da aula de Português 4, o melhor é a vontade da professora de dar a matéria, isso é priceless. De literaturas tb estamos bem, Lit Port 2 com uma jovem engajada professora, Litam e Litingle com o mesmo jovem interessante professor e Litbras com um senhor muitos dos gentis e que dá uma baita aula dos poeminhas sempre.

A universidade está me trazendo este semestre o muito que perdi no anterior. Antes previa só ciclones e ciclopes na minha vida: emaranhado de vento levantando tudo ao ser redor, trovejando e fazendo chover muito, ou um baita monstro me perseguindo com seu olho singular e vontade de eliminar minha pessoa com suas próprias mãos. Nem ciclones, nem ciclopes, enfrento agora o dilema de Ícaro... Ah, quero voar!

sábado, 12 de agosto de 2006

Boa Noite e Boa Sorte

Qual a utilidade da tv? Simples entretenimento, informação, formação de opinião?
Tantos debates acerca deste importante meio de comunicação que invade nossas casas sem nem pedir licença com Gugus e Fastões e uma série de programas que batem recorde de ibope pelo caráter de ‘divertido’, de fazer abstrair da realidade a qual vivemos. Enquanto isso a realidade ficaria supostamente em reportagens que, nos nossos gloriosos dias, contam com o ‘ao vivo’ em qualquer lugar do mundo, seja qual for o acontecimento.

‘Good Night, and Good Luck’ oferece uma breve reflexão sobre essa ‘tv’ tal qual como temos, objeto de alienação e entretenimento tão somente, que negligencia uma notícia mais apurada e crítica profunda supostamente porque o ‘povo’ não está interessado em chatas reflexões sobre cenário político.
Esta obra, dirigida pelo ex-plantão médico George Clooney, nos oferece degustar do ‘cinema engajado’, assim como vemos em “Hotel Ruanda” ou “Jardineiro Fiel” que vêm não tão somente para ‘entreter’ mas para nos passar um ‘que’ de grande incômodo em nossos confortáveis sofás.

Deste modo, vemos um ‘clamor’, lá nas entrelinhas, por uma tv engajada, por um público que a peça, pq assim terá. Que mesmo tendo o ‘ao vivo’ até em conflitos mais perigosos, ‘aberturas’ de guerras, quem nos garante a veracidade de tudo? A veracidade não está tão somente na exigência do consumidor da tv, que supostamente pediria por programas leves e de construção simples de narrativa, mas dos que fazem essa indústria que não têm sido honestos ao conceber os ‘fáceis’ programas, afinal ser engajado é algo um tanto complicado na sociedade do individualismo-egoísmo predominante. E viva os Rebeldes, Friends, Chaves que são os únicos programas prediletos de muitas pessoas. Haja sorte...

terça-feira, 4 de julho de 2006

Penúltimo comentário sobre a Copa

Dentre os amigos de faculdade, hoje presenciei os dois lados no que se refere ao ‘to be or not to be’ Copa do Mundo. Uma, quer distância de todas maneiras possíveis, outro, gosta e aprecia futebol. A discussão girou em torno do comentário de que uma estátua do Ronaldinho Gaúcho teria sido queimada em SC (bizarro!), e que da mesma forma que usam tamanha energia para expressar seu descontentamento quanto ao futebol, porque o brasileiro não faz isso na política, no social, buscando melhorias e os seus direitos sendo respeitados?

A radical contra, disse que além de ser idiotice sem tamanho, Copa não servia para nada, a não ser para uma festa inútil na qual quem festeja não ganha nada, a não ser a chance de ser tapeado pelos seus governantes. Já o radical a favor insistiu que justo aquele que não tem alegrias em sua vida, ganha mal ou está desempregado é o que necessitava dessa alegria que só o time canarinho poderia proporcionar.

Diria que nesse caso nada melhor do que tomar o meio termo: é bom torcer sim, futebol é um esporte como qualquer outro e não merece ser discriminado radicalmente só por conta da sua projeção mundial, contudo não devemos nos deixar alienar por tal máquina que faz do futebol não um jogo de superação de corpo e espírito, mas de salários e nomes. Certamente o Brasil não iria mudar social ou politicamente com o Hexa, contudo são nesses eventos que invariavelmente nos sentimos vivos (ainda mais com o número extremo de cornetas e buzinadas atormentando sem horário) e criamos um senso de coletividade (superficial que seja), que nos faz olhar o outro com mais igualdade, como brasileiro e só.

Mas não adianta, usar verde amarelo não é comigo! ;)

sábado, 1 de julho de 2006

Verde e Amarelo

Hoje é dia de jogo do Brasil e de toda a parafernália em torno dele. Nada contra a Copa, contudo me cansa a super exposição da mesma a ponto de não me interessar muito por jogos da pátria amada.

Certo dia mamãe veio toda feliz me dando uma camisa verde com detalhes amarelos, dessas de futebol estilizada-moderna. Confesso que caiu bem a blusa, contudo era impressionante minha postergação em usar tal. Um belo dia resolvi usar, nem era dia de jogo, mas tive de fazer o famoso ‘grau’ e fui eu andando pelas ruas paramentada com o verde amarelo mais falso que já vi. Senti-me desconfortável, ainda pior quando cruzava com alguém fantasiado também: uma sensação de bobo da corte fora da corte, exposto às intempéries do mundo.

Olha, não sei a cor do meu patriotismo, mas certamente não é do mesmo tom de verde amarelo desse povo fazendo ‘macumba pra turista’ na Alemanha, dessas ‘mulheres’ dançantes mostrando o vulgar e fazendo propaganda de seu produto (as exportações de carne aviária do Brasil cresce surpreendentemente), do Galvão Bueno e seu ‘rrrrrronaldinho’ exaltando a estultice geral da nação, glutões e mulatas festejando a ‘glória nacional’.

Enquanto isso, num reino distante da Alemanha e distante desse Brasil da copa, reparo crianças pedintes nos sinais da vida, mulheres com seus bebês no colo desesperadas, homens fadados ao desemprego humilhados por não conseguirem sustentar sua família, senhores e senhoras madrugando na fila da previdência social... É, tem coisas que não demoram 4 anos para aparecer e nem levam 4 anos para esvaecer.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

O caminho, o casaco

Ah, uma coisa importante, importantíssima! Hoje o ônibus de sempre, conectado na JB tocando as antigonas melosas desviou de caminho. Veio o sobressalto conhecido e logo aqueeeeele alívio maior do que todo estardalhaço ao redor da Copa. Vi-me jogada numa nova vizinhança e o trocador ao perguntar quem pararia do Barreto, respondeu resposta afirmativa de jovem ser, e então continuamos (para tristeza do trocador) pelo caminho que seguíamos. Fiquei me perguntando, mas pq esse caminho, o que teria o outro, e blá blá blá todo de pensamentos andantes aqueles. Nisso vejo algo que há tempos não reparava, nem mais notava que existia, um enterro! Sim, um pessoal de preto chorando; o dia cinza-lacriminoso parecia fazer sentido; a mulher alta, loira de sobretudo até o joelho parecia fazer bom uso da vestimenta preta. Ênfase para o menino de casaco azul escuro mais a parte olhando despreocupado todo desespero humano, numa placidez digna de criança que especula o porquê daquilo tudo. E não é que estava de azul escuro... vai ver era por isso que o ônibus tinha de dar aquela volta toda, só por uma imagem.

Imagine, um balanço de perdas e danos

É redundância falar da ‘vida lilás’ abandonada num mundo cruel de bits que não mais se movimentam como antigamente. Venho aqui mais para apreciar os confetes coloridos ao chão do final da festa do que qualquer outra coisa. Trago comigo não mais que um turbilhão de cores lilases-arco-íris se misturando e convergindo numa grande espiral de vertigem digna de escritores decadentistas. Contudo não tenho a tal técnica que lhe é tão precisa em falar sobre o nada até, mas trago a persistência daquele que comunica mais que palavras despedaçadas, daquele que no nada quer descobrir a si mesmo.

Balanço do semestre, se não fosse literatura portuguesa certamente eu estaria chorando muito mais a pitangas. Literatura inglesa foi um inferno trágico com Macbeth e Midsummer Night’s Dream e o questionário detalhado de toda 2ª e 4ª. Literatura comparada II, bem, gostaria de não ter nada a dizer, ser o famoso indiferente, mas já que a palavra é minha me recuso a falar. Inglês oral, empreendedor, desafiador também por ter dado uma aula no Áudio-Lingual Method, o que cobrou de mim mto jogo de cintura para ser professora de um método que ironicamente precisa de MUITA prática da professora. Inglês grammar, reticências de preposição, é um tópico que nunca estará fechado. Lingüística, se perdeu lá atrás, mas era uma professora gentil e fucionalista que dava aula sobre como usar lingüística para dar aula, interessante, mas não acrescentou lá grandes coisas. Italiano, foi um desafia, não acredito que passei, e mais, sabendo alguma coisa! Ah, teoria literária... vamos pular mas beeeeeem pulado essa parte, apesar de ter me dados ótimos pensamentos sobre mundo, vida e tudo mais.
E mais, e mais, e mais...
Eu quero mais dessa vida universitária, eu quero diálogo, esforço, sangue e satisfação. Por enquanto só meu sangue descolorido anda por aí, manchado de vermelho às vezes.


E não se engane, eu sou a mesma menina do ‘imagine’, mesmo tendo entrado distopia em tudo.

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Do existencialismo e da autobriografia

Senti a náusea do pré/pós prova na maior parte do dia. Por coincidência o assunto era existencialismo. "O primeiro homem" de Camus não só é existencialista, como é a autobiografia do autor tentando ser disfarçada numa ficção qualquer. Aí vem a questão, seria a toda obra uma biografia?

Isso lembra da ofina das quartas-feiras, que por sinal já terminou. Lá parei pra pensar mesmo obra biográfica, e de certa maneira acabo por refletir mais sobre qualquer comentário, seleção de palavras, vontade de idéias que tenho, afinl isso tudo é por si só elemento autobiográfico.

Falando em si mesmo, sabe desses livros que se lê algo por demais desconcertante e vê refletido aquilo dentro de si mesmo? Tinham uns sentimentos tantos de Jacques (ou Camus, como preferir) que me deixavam fora de órbita de tão parecido comigo, e mais, deu descobrir que sentia aquilo mesmo, de só admitir lendo o que estava diante dos olhos como sem poder negar o crime.

Reparo que de existencialismo na minha vida tem muito menos do que eu pensava até ler 'Existencialismo é um Humanismo' de Sartre. Mas de autobiografias ficará sempre o 'confesso que sou descendente direta e Eva...'.

domingo, 28 de maio de 2006

breve breve reflexão

Passo toda semana esperando o final de semana; passo o final de semana esperando a semana; passo toda semana esperando o final de semana; passo o final de semana esperando a semana; passo toda semana esperando o final de semana; passo o final de semana esperando a semana; etc.

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'Oh life, it's bigger
It's bigger, and you,
And you are not me...'

(sempre toca uma música nos momentos de reflexão - REM é boa pedida.)

'I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think, I thought, I saw you's try..'

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E a vida mais-que-demais urbana segue seu rumo...

sábado, 27 de maio de 2006

Wuthering Heights

Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green.
You had a temper like my jealousy:
Too hot, too greedy.
How could you leave me,
When I needed to possess you?
I hated you. I loved you, too.

Bad dreams in the night
You told me I was going to lose the fight,
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights.

Heathcliff, it's me, Cathy, come home. I´m so cold,
let me in-a-your window.

Heathcliff, it's me, Cathy, come home. I´m so cold,
let me in-a-your window.

Ooh, it gets dark! It gets lonely,
On the other side from you.
I pine a lot. I find the lot
Falls through without you.
I'm coming back, love,
Cruel Heathcliff, my one dream,
My only master.

Too long I roamed in the night.
I'm coming back to his side, to put it right.
I'm coming home to wuthering, wuthering,
Wuthering Heights,

Heathcliff, it's me, Cathy, come home. I´m so cold,
let me in-a-your window.

Heathcliff, it's me, your Cathy, I've come home. I´m so cold,
let me in-a-your window.

Ooh! Let me have it.
Let me grab your soul away.
Ooh! Let me have it.
Let me grab your soul away.
You know it's me--Cathy!

Heathcliff, it's me, Cathy, come home. I´m so cold,
let me in-a-your window.

Heathcliff, it's me, Cathy, come home. I´m so cold,
let me in-a-your window.

Heathcliff, it's me, Cathy, come home. I´m so cold.

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Despois de escutar essa música anos atrás sem desconfiar sua ligação com a obra inesquecível de Emile Brontë 'O Morro dos Ventos Uivantes', sigo escutando viciosamente a vesão que ganhei do Angra, buscando a de Kate Bush.
Ah, vou ver o filme...

domingo, 21 de maio de 2006

E no final...


Não é isso que importa?