Não faz muito tempo saiu no jornal (o nacional), fotos de crianças cheirando cola em pleno dia no centro de São Paulo, até sendo ajudada pelos policiais. Quem vê do jornal tem a chance de só lamentar e achar que algo está sendo feito. Contudo, na minha estadia pela terra da garoa, acabei me deparando com um mar de crianças e adolescentes em pleno pulmões nos seus saquinhos de cola.
Foi um verdadeiro espetáculo de horror, por debaixo de ponte, nas calçadas, sentadas pelos cantos ou pelo meio da cidade, elas estavam com o olhar provocativo de quem diz 'não adianta me evitar, eu estou aqui'. E eu querendo que fosse aquilo minha pura imaginação. Meninas jogadas, meninos ameaçadores. Agora me diz, eles têm condição de serem adultos? Eles de fato nunca serão gente no sentido completo da palavra (com direito, deveres e liberdade escolha). A escolha já tá feita, a rua. O domicílio não podia ser mais cruel, e o show ao ar livre de graça pra estudantes, profissionais, aposentados não poderia ser mais assustador.
Pensamos muito no que vamos ser quando crescer. Elas não tem o direito de pensar nisso, pq elas não crescem. Uma dalas veio em minha direção fixamente e desviou na última hora, fluindo pânico pelos meus poros. Aí o menino deu um risada como se dissesse 'eu não sou esse bandido que vc pensa'. Mas ele não sabia que eu não via como um bandido, mas sim um alguém que não tem nada a perder, por isso mesmo é capaz de tudo.
O caso de viver em grandes centros é esse, a ferida latente. Ali ao lado do espetáculo do 'chera-cola', tinha o redudo pornográfico de São Paulo, com mulheres em pleno dia encarando o movimento e estando paradas nas portas esperando a clientela aparecer. Cine-prives, bares dos mais pé-de-chinelo, pornografia espalhada pelos camelôs (isso nunca tinha visto). Essa indústria é poderosíssima, sabemos, mas precisava estar em pleno vapor a luz do dia no centro de uma grande capital?
Bem, precisei rever meus conceitos pra muita coisa. A principal foi continuar com meta de olhar pelo '3º setor', afinal se nao olharmos, quem olhará por eles? E mais, se não olharmos por eles quem depois olhará por nós quando tivermos nossa casa invadida, nossos filhos sequestrados, nossa vida marcada por essa tal violência?
sábado, 25 de fevereiro de 2006
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
livros
Estava eu aleatoriamente indo ao correio (sim, apesar do vício internético não largo tal meio de comunicação), sendo infeliz na minha empreitada, decido ir um sebo a caminho de casa (na verdade é uma banca de revista de canto), e lá começo a remexer nos livros, alguns em estado de decomposição, quando acho no meio deles um sobre lendas mitológicas (com direito a Beowulf!) entao não resisti. Ah, minha intençao era procurar o livro do platão aquele pra ler, Fedro, mas não tem livraria em São Gonçalo (ao menos aqui por perto). Então fiquei com o livro mitológico por R$1,50 (aí se aplica o que tem valor pra um não tem o mesmo valor pro outro). E o inusitado foi achar o seguinte título 'A fabulosa Jaqueline', minha filha já nascerá com homenagens dignas prestadas :P
Falando em livros, as leituras de férias foram em blocos, parte de um livro, parte de outro. Mas o importante não é manter a forma? E começo o ano com a vontade de conciliar mais leituras no período de estudo, pois creio estar perdendo tempo sem ter experimentado de clássicos como "Crime e Castigo", "1984", "Admirável Mundo Novo" (e distopia continua reinando não é?).
Mas deve repetir aqui que uma das minhas maiores alegrias do ano passado foi ter ganhado um livro de aniversário. No universo em que todos se dão roupas, acessorios, porta-retratos (o que não deixa de ter sua importância), um ser iluminado (Lívia Mary), deu-me o "Casa dos Espíritos" (creio estar repetindo isso). Contudo é importante salientar que em nossa cultura livros são vistos como objetos de estantes, e não de desejo, por uma grande parte.
Falando em livros, as leituras de férias foram em blocos, parte de um livro, parte de outro. Mas o importante não é manter a forma? E começo o ano com a vontade de conciliar mais leituras no período de estudo, pois creio estar perdendo tempo sem ter experimentado de clássicos como "Crime e Castigo", "1984", "Admirável Mundo Novo" (e distopia continua reinando não é?).
Mas deve repetir aqui que uma das minhas maiores alegrias do ano passado foi ter ganhado um livro de aniversário. No universo em que todos se dão roupas, acessorios, porta-retratos (o que não deixa de ter sua importância), um ser iluminado (Lívia Mary), deu-me o "Casa dos Espíritos" (creio estar repetindo isso). Contudo é importante salientar que em nossa cultura livros são vistos como objetos de estantes, e não de desejo, por uma grande parte.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Sei lá... a vida tem sempre razão
por Vinícius de Moraes
Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída
Como é, por exemplo
Que dá pra entender
A gente mal nasce
Começa a morrer
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão
A gente nem sabe
Que males se apronta
Fazendo de conta
Fingindo esquecer
Que nada renasce
Antes que se acabe
E o sol que desponta
Tem que anoitecer
De nada adianta
Ficar-se de fora
A hora do sim
É um descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
--
Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída
Como é, por exemplo
Que dá pra entender
A gente mal nasce
Começa a morrer
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão
A gente nem sabe
Que males se apronta
Fazendo de conta
Fingindo esquecer
Que nada renasce
Antes que se acabe
E o sol que desponta
Tem que anoitecer
De nada adianta
Ficar-se de fora
A hora do sim
É um descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
--
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
like a ROLLING STONE!
Então personas, ando eu sumindo dessas paragens. Da última vez que aqui postei não imaginava eu a guinada do meu final de semana. E aí veio a guinada e após a fahdiga.
Fui, fui ao show dos vovôs do rock. Rolling Stones pra mim lembra a época na qual na catarse cantava alto 'I can't get no satisfaction' a plenos pulmões pra os vizinhos escutarem mesmo (ai, mas nunca deixei de ser comportadinha :P). E então tive a chance de fazer isso no meio de mais de 1 milhão de pessoas. Ohhhhhh, estava mostruoso o show. Mas o toque especial ficou por conta das pessoas do tipo que entram em nossas vidas pra mudar tudo e reestabelecer uma nova-boa ordem. E é assim que digo agora 'we'll aways have Copacabana', plagiando ao meu bel prazer a famosa frase daquele clássico romantico Casablanca.
Não posso deixar de salientar a tranquilidade que transcorreu o acontecimento nas areias de Copacabana. O único 'problema' foi a volta, 238474728 pessoas querendo sair de lá, imaginem! Mas fora esse pequeno infortúnio me vi radiante ao participar de tal evento na minha cidade de nascença.
Fiquei feliz também por descobrir dentro de mim um fahbuloso destino quase perdido no meio da secura dos dias de verão. E eu que estava prestes a jogar a toalha, fechar os olhos e me encerrar dentro da vida bege. Agora ela está lilás novamente, lilás e radiante.
Fui, fui ao show dos vovôs do rock. Rolling Stones pra mim lembra a época na qual na catarse cantava alto 'I can't get no satisfaction' a plenos pulmões pra os vizinhos escutarem mesmo (ai, mas nunca deixei de ser comportadinha :P). E então tive a chance de fazer isso no meio de mais de 1 milhão de pessoas. Ohhhhhh, estava mostruoso o show. Mas o toque especial ficou por conta das pessoas do tipo que entram em nossas vidas pra mudar tudo e reestabelecer uma nova-boa ordem. E é assim que digo agora 'we'll aways have Copacabana', plagiando ao meu bel prazer a famosa frase daquele clássico romantico Casablanca.
Não posso deixar de salientar a tranquilidade que transcorreu o acontecimento nas areias de Copacabana. O único 'problema' foi a volta, 238474728 pessoas querendo sair de lá, imaginem! Mas fora esse pequeno infortúnio me vi radiante ao participar de tal evento na minha cidade de nascença.
Fiquei feliz também por descobrir dentro de mim um fahbuloso destino quase perdido no meio da secura dos dias de verão. E eu que estava prestes a jogar a toalha, fechar os olhos e me encerrar dentro da vida bege. Agora ela está lilás novamente, lilás e radiante.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
dia ensolarado
Calor, abafado, dia de semana, não tem ocasião melhor para aproveitar e fazer um turismo pela tal cidade maravilhosa. Tanto bati o pé que consegui o que parecia tão distante: que meu pai me levasse ao centro do Rio para que ficasse sabendo como 'andar' por lá e alcançar a liberdade dos pesados grilhões da ignorância (ohhhhh).
O caso é que o dia foi agradável, andei feito uma condenada e feliz da vida por ter noção do que fica aonde com direito a ida no MAM, num monumento aos brasileiros mortos na Itália na 2ª guerra (tinha de ser na Itália mesmo!) e uma passada por copacabana pra saber por quantas anda os preparativos pro show que está balançando o Brasil (pq as pessoas do Rio mesmo estão mais que indiferentes - a não ser as vizinhas do acontecimento).
Ah, descobri a biblioteca pública (e toda imponência do prédio), além de passar pela cinelândia e dar uma olhada na reforma que fizeram no cinema Odeon (com vários filmes alternativos no circuito - além da promessa interna que fiz de conferi-los). Falando em circuito cultural, situei o espaço cultural Banco do Brasil na minha rota de ônibus/barca e me arrico mesmo a dar uma passada por lá nos próximos dias.
Dia leve, compromissos leves, caminhada pesada. Meu rosto sofreu com o sol escaldante digno de quase 40graus - encontra-se devidamente vermelho.
Blá blá blá a parte, precisamos mesmo de dias ensolarados (agradeceria se não estivesse tão quente).
E agora a Lizi me fala da diferença de dois cremes/máscara para rosto no qual um é máscara, o outro é não-máscara e insiste que eu entenda! Ai, minha vida!
Ah, pior, matei a aula de italiano hj. Que feio... Mas falando nela devo me manifestar no meu diário internético predileto sobre a injustiça feita pelo CLAC aos estudantes de letras, os quais estavam em uma turma (com 19 alunos) e foram impostos a mudar para outra (com 2 alunos) só pq eram de 'letras' (isto é, isentos) e teriam de estar na turma que lhes forem lucrativas (já que cobram 190,00 de inscrição). Fomos (mesmo não estando eu lá tomo as dores) vilipendiados por sermos o elo mais fraco e o pior, a falta de educação ao qual fizeram o 'pedido'. No final eu vou continuar no mesmo horário mesmo... E os outros. Tanto barulho por nada.
Que vontade de falar hoje. E escrever.
O caso é que o dia foi agradável, andei feito uma condenada e feliz da vida por ter noção do que fica aonde com direito a ida no MAM, num monumento aos brasileiros mortos na Itália na 2ª guerra (tinha de ser na Itália mesmo!) e uma passada por copacabana pra saber por quantas anda os preparativos pro show que está balançando o Brasil (pq as pessoas do Rio mesmo estão mais que indiferentes - a não ser as vizinhas do acontecimento).
Ah, descobri a biblioteca pública (e toda imponência do prédio), além de passar pela cinelândia e dar uma olhada na reforma que fizeram no cinema Odeon (com vários filmes alternativos no circuito - além da promessa interna que fiz de conferi-los). Falando em circuito cultural, situei o espaço cultural Banco do Brasil na minha rota de ônibus/barca e me arrico mesmo a dar uma passada por lá nos próximos dias.
Dia leve, compromissos leves, caminhada pesada. Meu rosto sofreu com o sol escaldante digno de quase 40graus - encontra-se devidamente vermelho.
Blá blá blá a parte, precisamos mesmo de dias ensolarados (agradeceria se não estivesse tão quente).
E agora a Lizi me fala da diferença de dois cremes/máscara para rosto no qual um é máscara, o outro é não-máscara e insiste que eu entenda! Ai, minha vida!
Ah, pior, matei a aula de italiano hj. Que feio... Mas falando nela devo me manifestar no meu diário internético predileto sobre a injustiça feita pelo CLAC aos estudantes de letras, os quais estavam em uma turma (com 19 alunos) e foram impostos a mudar para outra (com 2 alunos) só pq eram de 'letras' (isto é, isentos) e teriam de estar na turma que lhes forem lucrativas (já que cobram 190,00 de inscrição). Fomos (mesmo não estando eu lá tomo as dores) vilipendiados por sermos o elo mais fraco e o pior, a falta de educação ao qual fizeram o 'pedido'. No final eu vou continuar no mesmo horário mesmo... E os outros. Tanto barulho por nada.
Que vontade de falar hoje. E escrever.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Hino da fahse nova
Tendo a Lua
Eu hoje joguei tantas coisas fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografia, gente que foi embor
A casa fico bem melhor assim.
O céu de Ìcaro tem mais poesia que o céu de Galileu
E lendo os teus bilhetes eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante sem saber voar.
Desprezando as asas que você me deu.
Tendo a lua aquela gravidade
Aonde o homem flutua
Merecia visita não de militares
Mas de bailarinos e de você e eu.
Eu joguei tantas coisas fora
E lendo os teus bilhetes eu penso no que eu fiz
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim.
Tendo a lua...
Eu hoje joguei tantas coisas fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografia, gente que foi embor
A casa fico bem melhor assim.
O céu de Ìcaro tem mais poesia que o céu de Galileu
E lendo os teus bilhetes eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante sem saber voar.
Desprezando as asas que você me deu.
Tendo a lua aquela gravidade
Aonde o homem flutua
Merecia visita não de militares
Mas de bailarinos e de você e eu.
Eu joguei tantas coisas fora
E lendo os teus bilhetes eu penso no que eu fiz
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim.
Tendo a lua...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
mateando
And so it is...
Estava eu agora nessa tarde calorosa donde a manhã tinha dado tudo perfeitamente bem (não paguei o dobro do curso, marquei consulta na dentista e de quebra descobri que aqui do lado de casa concertam impressora), encontrei-me num vácuo de existência (ou simplesmente no ócio de quem não quer ter mto o que fazer momentaneamente), daí indo buscar do fundo do baú o costume deixado na mateira ao lado da cama de 'chimarrear' um tantinho. Daí que após lavar a louça (sim, agora isso está fazendo parte do cotidiano da nova fah), fui fazer meu chimas tranquilinha, lembrando das cômicas tentativas iniciais onde em RioGrande quase entupi a tubulação do prédio ao jogar a erva na pia, derramar mate por todo o canto, fazer o famoso chimas flutuante e seguir na sagaz tentativa de acertar o ponto ao preparar o chimas nosso de cada dia.
O dia não é frio, mas vem sobressaltos de ventos distantes trazendo a boa e velha recordação de outras querências (não, não é pagos! - aprendi com o Italiano!). O caso é que dessa vez consegui regredir e derrarmar erva pela pia toda, ao menos não fiquei toda verde como era costumeiro.
Agora sigo na tarde tonta saboreando ao ar do ventilador (que geralmente dispenso) a degustar silenciosamente meu chimas, sozinha, porém com novas convicções aliadas as de sempre, juntamente com a satisfação pelo simples.
Acho que estou a caminho de alguma coisa. Esta alguma coisa está aqui dentro se contruindo gradativamente (não, não é um filho!), querendo crescer e aparecer de modo a melhorar a qualidade de vida não só minha, mas daqueles que me cercam tão de pertinho aqui dentro da minha caixinha, da minha morada.
Próximos posts virá algo de social que muito pensei nos dias que passei por são paulo.
Estava eu agora nessa tarde calorosa donde a manhã tinha dado tudo perfeitamente bem (não paguei o dobro do curso, marquei consulta na dentista e de quebra descobri que aqui do lado de casa concertam impressora), encontrei-me num vácuo de existência (ou simplesmente no ócio de quem não quer ter mto o que fazer momentaneamente), daí indo buscar do fundo do baú o costume deixado na mateira ao lado da cama de 'chimarrear' um tantinho. Daí que após lavar a louça (sim, agora isso está fazendo parte do cotidiano da nova fah), fui fazer meu chimas tranquilinha, lembrando das cômicas tentativas iniciais onde em RioGrande quase entupi a tubulação do prédio ao jogar a erva na pia, derramar mate por todo o canto, fazer o famoso chimas flutuante e seguir na sagaz tentativa de acertar o ponto ao preparar o chimas nosso de cada dia.
O dia não é frio, mas vem sobressaltos de ventos distantes trazendo a boa e velha recordação de outras querências (não, não é pagos! - aprendi com o Italiano!). O caso é que dessa vez consegui regredir e derrarmar erva pela pia toda, ao menos não fiquei toda verde como era costumeiro.
Agora sigo na tarde tonta saboreando ao ar do ventilador (que geralmente dispenso) a degustar silenciosamente meu chimas, sozinha, porém com novas convicções aliadas as de sempre, juntamente com a satisfação pelo simples.
Acho que estou a caminho de alguma coisa. Esta alguma coisa está aqui dentro se contruindo gradativamente (não, não é um filho!), querendo crescer e aparecer de modo a melhorar a qualidade de vida não só minha, mas daqueles que me cercam tão de pertinho aqui dentro da minha caixinha, da minha morada.
Próximos posts virá algo de social que muito pensei nos dias que passei por são paulo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
primeiro segundo post
Então é essa a proposta que venceu, manter o blog o mesmo mas com uma recapiada básica (que espero não ser igual a feita nas estradas brasileiras). Falando em estrada, viram que estou de voltar ao mundo internético depois de 3 semanas e um dia e meio de passeio pela terra da garoa. O saldo positivo da viagem me rendeu um ânimo de mudar pequenas mazelas deixadas de lado no cotidiano que me acompanhava massantemente. A felicidade maior é que mesmo depois de me esbaldar na comida mineira da tia receber o comentário 'vc emagraceu hein' (mulher não muda!).
O que tenho reparado mesmo é que o 'ai, minha vida' vai ficando um suspiro fraco, que não sai de voga mas também não toma espaço como antes. São dessas coisas que se dizem normais de mudança. Eu relutei tanto pra colocar margens aqui... Era como se quisesse mascarar a vida lilás no óbvio do sempre que já não era. Coisas assim.
Digo agora que é necessária a mudança, e mais que bandeira levantada ao vento é realidade pq estou vivendo mudança. Mudança de curso, mudança de horários, mudança na relação com amigos (pra melhor na maiorida dos causos), mudança de estratégia em casa, mudança de tratamento com a irmã mais nova (eu sempre soube que tinha de partir pertinentemente de mim), mudança de achar até estrelas no céu e talvez volta da poesia perdida no meio da selva densa do fechar de pálpebras por conta do enfado.
Assim fica o primeiro dos, espero, mtos posts do novo ano que no calendário da blogosfera começa hj para minha persona.
O que tenho reparado mesmo é que o 'ai, minha vida' vai ficando um suspiro fraco, que não sai de voga mas também não toma espaço como antes. São dessas coisas que se dizem normais de mudança. Eu relutei tanto pra colocar margens aqui... Era como se quisesse mascarar a vida lilás no óbvio do sempre que já não era. Coisas assim.
Digo agora que é necessária a mudança, e mais que bandeira levantada ao vento é realidade pq estou vivendo mudança. Mudança de curso, mudança de horários, mudança na relação com amigos (pra melhor na maiorida dos causos), mudança de estratégia em casa, mudança de tratamento com a irmã mais nova (eu sempre soube que tinha de partir pertinentemente de mim), mudança de achar até estrelas no céu e talvez volta da poesia perdida no meio da selva densa do fechar de pálpebras por conta do enfado.
Assim fica o primeiro dos, espero, mtos posts do novo ano que no calendário da blogosfera começa hj para minha persona.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Minhas férias
Querido diário,
Minhas férias em Sampa estão ótimas. Desdo dia em que cheguei não páro em casa (no ap da prima), juntamente com os outros primos de Gov. Valadares que estão floreando meus dias com bastante alegria (inté demais!), além de barulho, risadas e um pouco de 'ai, minha vida, nao calam a boca!'. Sobretudo devo ressaltar as peripércias do meu primo menor de 5 anos que não pára de falar e a todo o canto está segurando minha mão e contando um fahbulosa história.
Já fomos na Sé, na Liberdade, Av. Paulista, Brás (lugar de sacoleiro ahaha), Playcenter (foi terrível, só peguei fila) e etc... Andei de metrô que me acabei e continuo nesse ritmo só que um pouco mais devagar já que o povo voltou pra Minas uai essa 2ªf e agora fico sentindo até falta da bagunça toda.
Está minha prima, tia e eu, eu sendo mto mimada pela tia com sua deliciosa comida mineira e curtindo o friozinho gostoso dos últimos dias com mto chocolate quente. A prima, mesmo cansada, sempre procura alguma coisa pra fazer, sair, ir pro cinema, pro barzinho da ex-faculdade dela... Whatever! Não tenho do que reclamar, a não ser da saudade internética do povo. Mas vou matando sutilmente com idas relâmpago à lan mais próxima.
Deste modo espero que a volta pro Rio não seja embaixo de chuva e mto menos que me encontre debaixo d'água. A volta fica pra semana que vem, lá pra 2ªf ou mais um pouco.
Fico por aqui... Atenciosamente.
Minhas férias em Sampa estão ótimas. Desdo dia em que cheguei não páro em casa (no ap da prima), juntamente com os outros primos de Gov. Valadares que estão floreando meus dias com bastante alegria (inté demais!), além de barulho, risadas e um pouco de 'ai, minha vida, nao calam a boca!'. Sobretudo devo ressaltar as peripércias do meu primo menor de 5 anos que não pára de falar e a todo o canto está segurando minha mão e contando um fahbulosa história.
Já fomos na Sé, na Liberdade, Av. Paulista, Brás (lugar de sacoleiro ahaha), Playcenter (foi terrível, só peguei fila) e etc... Andei de metrô que me acabei e continuo nesse ritmo só que um pouco mais devagar já que o povo voltou pra Minas uai essa 2ªf e agora fico sentindo até falta da bagunça toda.
Está minha prima, tia e eu, eu sendo mto mimada pela tia com sua deliciosa comida mineira e curtindo o friozinho gostoso dos últimos dias com mto chocolate quente. A prima, mesmo cansada, sempre procura alguma coisa pra fazer, sair, ir pro cinema, pro barzinho da ex-faculdade dela... Whatever! Não tenho do que reclamar, a não ser da saudade internética do povo. Mas vou matando sutilmente com idas relâmpago à lan mais próxima.
Deste modo espero que a volta pro Rio não seja embaixo de chuva e mto menos que me encontre debaixo d'água. A volta fica pra semana que vem, lá pra 2ªf ou mais um pouco.
Fico por aqui... Atenciosamente.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
breve reflexão
Os blogs andam abandonados. Eu ando aleatoriamente feliz.
Acabou, não disse que era breve?
Mas não adianta, tenho de escrever mais linhas. O caso é que tem coisas que não sei dizer. Se deixar levar é a conta... E se causa um bem, que o bem continue.
Ah, leiam o post abaixo, são muito lindos esses fragmentos, a coisa mais meiga. Faz querer um abraço no final. Leiam e reflitam consigo mesmos, pela beleza das coisas bobas, querendo fazer coisas bonitas.
É, vai ver tá aí o sentido.. fazer coisas bonitas.
E eu sigo com minhas reticências em vida lilás sacudida por cores aleatórias e cativantes.
Acabou, não disse que era breve?
Mas não adianta, tenho de escrever mais linhas. O caso é que tem coisas que não sei dizer. Se deixar levar é a conta... E se causa um bem, que o bem continue.
Ah, leiam o post abaixo, são muito lindos esses fragmentos, a coisa mais meiga. Faz querer um abraço no final. Leiam e reflitam consigo mesmos, pela beleza das coisas bobas, querendo fazer coisas bonitas.
É, vai ver tá aí o sentido.. fazer coisas bonitas.
E eu sigo com minhas reticências em vida lilás sacudida por cores aleatórias e cativantes.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Calvin & Haroldo
Calvin: Olhe, Haroldo, há um filhote de quati no chão.
Haroldo: Estará vivo?
C: Acho que sim, mas ele está machucado. Veja ele mal pode respirar.
H: Melhor nem mexer nele, se ele está ferido.
C: Sim. Você vigia ele. Vou correr e chamar a mamãe.
H: Espero que ela possa ajudar.
C: Claro que sim. Você não pode ser mãe se não puder consertar tudo muito bem.
****
C: Olha lá o Haroldo tomando conta dele. O quatizinho está nem ali!
Mãe do Calvin: Oh, Clavin, eu não sei se podemos fazer algo para salvá-lo. Ele parece muito mal. Vá pegar uma caixa de sapatos e uma toalha limpa.
C: Certo!
MC: Eu não sei se esta coisinha pequena vai se salvar, Haroldo! [Suspiro] Eu odeio quando essas coisas acontecem. ... Você pode notar que eu estou aborrecida quando começo a falar com você...
****
MC: Bem, eu o coloquei na caixa de sapatos. Acho que tudo que podemos fazer é conservá-lo aquecido e seguro. Vamos colocá-lo na garagem e dar água e comida pra ele.
C: Eu li numa revista que os quatis comem de quase tudo. E se é assim, vou ficar contente em doar para ele quase todo o meu jantar.
MC: Calvin, você nem sabe o que vamos comer.
****
H: Ele comeu alguma coisa?
C: Não.
[os dois olham mudos pra caixinha onde está o quatizinho]
C: [chorando, olhando pro quatizinho] Não seria muito agradecido de sua parte quebrar meu coração.
****
H: Não consigo dormir.
C: Nem eu. Não paro de pensar no quarti.
H: Espero que ele se salve.
C: Eu também.
H: Eu acho os animais tão engraçadinhos.
****
C: Papai, você já olhou o quatizinho esta manhã?
Pai do Calvin: Sim, Calvin... Sinto muito, mas ele morreu.
C: UAHHH!! [chorando desesperado]
PC: Também sinto muito, filho. Mas ele não tinha muitas chances.
C: UAHH-AAHH!
PC: Pelo menos ele morreu quentinho e seguro. Fizemos o que podíamos, mas ele se foi.
C: * chuif * Eu sei. ‘Tô chorando porque lá fora ele já se foi, mas ele ainda não saiu de dentro de mim.
****
C: [falando com Haroldo, que só ouve] Foi aqui que o papai enterrou o quatizinho. Eu nem sabia que ele existia há alguns dias e agora ele se foi para sempre. É como se não tivesse nenhuma razão para que a gente se encontrasse! Eu tive que dizer adeus assim que disse oi. * suspiro * E assim mesmo... de uma forma triste e terrível, ‘tô feliz por tê-lo encontrado. ... Que mundo idiota.
****
C: Sabe, Haroldo, não consigo entender esta história de morte. Por que aquele quatizinho tinha de morrer? Ele não fez nada de errado. Ele era tão pequenininho! Qual é a vantagem de colocar ele aqui e levá-lo de volta tão cedo? [os dois, embaixo da cama] Ou isto é mesquinho ou arbitrário, e de qualquer forma me dá calafrios.
H: Por que é sempre de noite que a gente fala disso?
****
C: A mamãe falou que morte é tão natural como nascimento, e tudo faz parte do ciclo da vida. Ela diz que nós não entendemos realmente isto, mas há muitas coisas que nós não entendemos, e nós temos apenas que fazer o melhor que pudermos com o conhecimento que nós temos. Acho que isso faz sentido. ... Mas vê se você não some. [abraçando Haroldo]
H: Não se preocupe. [retribuindo o abraço]
****
A ESSÊNCIA DE CALVIN E HAROLDO, de BILL WATTERSON – páginas 223-225 – Cedibra Editora Brasileira Ltda.
Haroldo: Estará vivo?
C: Acho que sim, mas ele está machucado. Veja ele mal pode respirar.
H: Melhor nem mexer nele, se ele está ferido.
C: Sim. Você vigia ele. Vou correr e chamar a mamãe.
H: Espero que ela possa ajudar.
C: Claro que sim. Você não pode ser mãe se não puder consertar tudo muito bem.
****
C: Olha lá o Haroldo tomando conta dele. O quatizinho está nem ali!
Mãe do Calvin: Oh, Clavin, eu não sei se podemos fazer algo para salvá-lo. Ele parece muito mal. Vá pegar uma caixa de sapatos e uma toalha limpa.
C: Certo!
MC: Eu não sei se esta coisinha pequena vai se salvar, Haroldo! [Suspiro] Eu odeio quando essas coisas acontecem. ... Você pode notar que eu estou aborrecida quando começo a falar com você...
****
MC: Bem, eu o coloquei na caixa de sapatos. Acho que tudo que podemos fazer é conservá-lo aquecido e seguro. Vamos colocá-lo na garagem e dar água e comida pra ele.
C: Eu li numa revista que os quatis comem de quase tudo. E se é assim, vou ficar contente em doar para ele quase todo o meu jantar.
MC: Calvin, você nem sabe o que vamos comer.
****
H: Ele comeu alguma coisa?
C: Não.
[os dois olham mudos pra caixinha onde está o quatizinho]
C: [chorando, olhando pro quatizinho] Não seria muito agradecido de sua parte quebrar meu coração.
****
H: Não consigo dormir.
C: Nem eu. Não paro de pensar no quarti.
H: Espero que ele se salve.
C: Eu também.
H: Eu acho os animais tão engraçadinhos.
****
C: Papai, você já olhou o quatizinho esta manhã?
Pai do Calvin: Sim, Calvin... Sinto muito, mas ele morreu.
C: UAHHH!! [chorando desesperado]
PC: Também sinto muito, filho. Mas ele não tinha muitas chances.
C: UAHH-AAHH!
PC: Pelo menos ele morreu quentinho e seguro. Fizemos o que podíamos, mas ele se foi.
C: * chuif * Eu sei. ‘Tô chorando porque lá fora ele já se foi, mas ele ainda não saiu de dentro de mim.
****
C: [falando com Haroldo, que só ouve] Foi aqui que o papai enterrou o quatizinho. Eu nem sabia que ele existia há alguns dias e agora ele se foi para sempre. É como se não tivesse nenhuma razão para que a gente se encontrasse! Eu tive que dizer adeus assim que disse oi. * suspiro * E assim mesmo... de uma forma triste e terrível, ‘tô feliz por tê-lo encontrado. ... Que mundo idiota.
****
C: Sabe, Haroldo, não consigo entender esta história de morte. Por que aquele quatizinho tinha de morrer? Ele não fez nada de errado. Ele era tão pequenininho! Qual é a vantagem de colocar ele aqui e levá-lo de volta tão cedo? [os dois, embaixo da cama] Ou isto é mesquinho ou arbitrário, e de qualquer forma me dá calafrios.
H: Por que é sempre de noite que a gente fala disso?
****
C: A mamãe falou que morte é tão natural como nascimento, e tudo faz parte do ciclo da vida. Ela diz que nós não entendemos realmente isto, mas há muitas coisas que nós não entendemos, e nós temos apenas que fazer o melhor que pudermos com o conhecimento que nós temos. Acho que isso faz sentido. ... Mas vê se você não some. [abraçando Haroldo]
H: Não se preocupe. [retribuindo o abraço]
****
A ESSÊNCIA DE CALVIN E HAROLDO, de BILL WATTERSON – páginas 223-225 – Cedibra Editora Brasileira Ltda.
domingo, 15 de janeiro de 2006
Ficção
Olá amiguinhos...
O final de semana foi tão tão tão divertido. Fiz as mesmas coisas que fiz a semana inteira. A acrescentar algumas conversas interessantes com o Italianinho da quinta sobre filosofia, com a Lizi sobre a nossa própria existencia.. fora com pessoas aleatórias sobre méxico, distopias e alguns filmes a mais.
Acho divertido da vida lilás o quanto ela mesmo virou 'amélie', com toda aquela força interna que nem sempre quem está perto consegue captar com seus momentos de altos e baixos mesmo sem mudar a expressão da face.
Ah, a luz do dia foi que descobri que nao quero ser a solução. Isso mesmo, não estou aí pra isso. Posso estar de lado, pelas beradas... Mas solução não! Meu negócio é interação, falar dicutir... bater dois dedos de prosa como diria os mineiros.
Descobri que quero visitar uma praia oriental de água azul, casar com chinês e morar no méxico por uns tempos, até me estabelicer na Amazônia onde irei estudar umas línguas indígenas.
Tá, foi tudo imaginação. Mas vai dizer que não é bom fazer da sua vida ficção? De si mesmo um personagem em transição? Do mundo o cruel vilão? E da sua existência uma suposta busca por chocolates colororidos que brilham no escuro?
:)
Sempre bate saudade do blog.
O final de semana foi tão tão tão divertido. Fiz as mesmas coisas que fiz a semana inteira. A acrescentar algumas conversas interessantes com o Italianinho da quinta sobre filosofia, com a Lizi sobre a nossa própria existencia.. fora com pessoas aleatórias sobre méxico, distopias e alguns filmes a mais.
Acho divertido da vida lilás o quanto ela mesmo virou 'amélie', com toda aquela força interna que nem sempre quem está perto consegue captar com seus momentos de altos e baixos mesmo sem mudar a expressão da face.
Ah, a luz do dia foi que descobri que nao quero ser a solução. Isso mesmo, não estou aí pra isso. Posso estar de lado, pelas beradas... Mas solução não! Meu negócio é interação, falar dicutir... bater dois dedos de prosa como diria os mineiros.
Descobri que quero visitar uma praia oriental de água azul, casar com chinês e morar no méxico por uns tempos, até me estabelicer na Amazônia onde irei estudar umas línguas indígenas.
Tá, foi tudo imaginação. Mas vai dizer que não é bom fazer da sua vida ficção? De si mesmo um personagem em transição? Do mundo o cruel vilão? E da sua existência uma suposta busca por chocolates colororidos que brilham no escuro?
:)
Sempre bate saudade do blog.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Tiradas publicitárias
Estava eu passeando pelo yahoo notícias, lendo sobre os acontecimentos, para ser mais específica como o Governo americano está enrolando na reconstrução de Nova Orleans, quando me deparo com esse propaganda despretenciosa de um produto novo da Microsoft que avisa sei lá que e-mail importante você quer. Mas olhando, temo aí uma daquelas reflexões clichês de como o trabalho às vezes engole algumas pessoas. Enfim, eu gostei.


Referencial
Estava eu olhando o blog recapiado do Tiago, o Ars Rethorica, e da parte final dos fragmentos de uma resposta do papa João Paulo II sobre o uso da camisinha tiro:
"(...)Se alguém duvida de que esta entidade chamada 'a ciência' hoje possui uma autoridade maior do que a da pitonisa de Delfos, pode considerar um único fato. Experimente dizer em um jantar qualquer que o Sol gira em torno da Terra. Você será chamado de palhaço e idiota. Agora, todos vêem, todos os dias, o Sol dar a volta no céu. Todos vêem, todos os dias, a Terra paradinha onde está, e o Sol se movendo. 'Ah, mas isso é só uma impressão.' Não é não. Você não aprendeu na escola que 'o movimento depende do referencial'? "
Com essa essa tirada colocada alfinetantemente pelo seu Italiano acabou por me render um daquelas caras de 'ih, me pegaram'.
Nada é relativo ou a ciência não é por si dona da verdade?
Há a tal verdade relativa? Ou de relativa a verdade não é nada?
Relativo não foi pois criado por nós como desculpa para as nossas próprias constações que não podem ser provadas?
Estou com um nó. Esse nó não é nada relativo. Mas o referencial é o blog do Tiago :P
Ah, estou gostando disso...
"(...)Se alguém duvida de que esta entidade chamada 'a ciência' hoje possui uma autoridade maior do que a da pitonisa de Delfos, pode considerar um único fato. Experimente dizer em um jantar qualquer que o Sol gira em torno da Terra. Você será chamado de palhaço e idiota. Agora, todos vêem, todos os dias, o Sol dar a volta no céu. Todos vêem, todos os dias, a Terra paradinha onde está, e o Sol se movendo. 'Ah, mas isso é só uma impressão.' Não é não. Você não aprendeu na escola que 'o movimento depende do referencial'? "
Com essa essa tirada colocada alfinetantemente pelo seu Italiano acabou por me render um daquelas caras de 'ih, me pegaram'.
Nada é relativo ou a ciência não é por si dona da verdade?
Há a tal verdade relativa? Ou de relativa a verdade não é nada?
Relativo não foi pois criado por nós como desculpa para as nossas próprias constações que não podem ser provadas?
Estou com um nó. Esse nó não é nada relativo. Mas o referencial é o blog do Tiago :P
Ah, estou gostando disso...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Hoje eu acordei com vontade de dormir. Deve ser o Sol, tão sol que fecha meus olhos espontaneamente. Eu não devo ter tantos problemas com o Sol, que com sua luz invade cada janela com cortina aberta. Meu caso sério é a Lua, que está cheia. E por que diabos consigo ver o pão de açucar da janela do meu quarto e não consigo ver a Lua??? Isso sim é que é desperdício de vista, tantos prédios, altos prédios... Arg, gosto de casa, casa no campo pra guardar os discos e livros e os amigos e nada mais. E a Lua cheia ficou escondida por detrás do prédio da minha frente. Ai, digo que estou com vontade de dormir. E sonhar.
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Fahmelie...
Respeitável público, apresento-lhes: eu. Um personagem de desenho animado que toma vida, toma responsabilidade e toma suco tang de uva. Tenho a determinação de Chihiro, ao mesmo tempo que sua sensibilidade, buscando o momento de 'reconhecimento' e libertação com paciência milenar. Faço de parte de mim Amélie, pelas coisas bobas, pela harmonia dos eixos interrompidos por um breve abalo de peles e almas. Criança de fato, pessoa de acentuar o otimisto e esperando captar a nuvem azul do céu.
Gosto e aposto que você gosta de mim.
Gosto de boas lembranças, acordar tarde pensando no sonho que tive por horas a fio, admirar o vento batendo na testa, ver riscos de cores quando fecho os olhos, gastar tempo na biblioteca e na locadora e na pracinha, no cinema e andando na tarde fresca e de porquês inexplicáveis, sucos de uva e laranja, e de goiaba (só a fruta).
Não gosto de calor, ventiladores e ar-condicionado, lugares barulhentos, músicas altas demais o tempo todo, televisor ligado o dia inteiro, cinzeiro, fumaça, copos na beirada da mesa, comida na mesa do computador, falta de cantigas de roda, a falta de pessoas, olhar inquisidor, suco de goiaba e festas de aniversários.
Heal the Pain
by George Michael
Let me tell you a secret
Put it in your heart and keep it
Something that I want you to know
Do something for me
Listen to my simple story
And maybe we'll have someting to show
You tell me you're cold on the inside
How can the outside world
Be a place that your heart can embrace
Be good to yourself
'Cause nobody else
Has the power to make you happy
How can I help you
Please let me try to
I can heal the pain
That you're feeling inside
Whenever you want me
You know that I will be
Waiting for the day
That you say you'll be mine
He must have really hurt you
To make you say the things that you do
He must have really hurt you
To make those pretty eyes look so blue
He must have known
That he could
That you'd never leave him
Now you can't see my love is good
And that I'm not him
How can I help you
Please let me try to
I can heal the pain
That you're feeling inside
Whenever you want me
You know that I will be
Waiting for the day
That you say you'll be mine
(...)
by George Michael
Let me tell you a secret
Put it in your heart and keep it
Something that I want you to know
Do something for me
Listen to my simple story
And maybe we'll have someting to show
You tell me you're cold on the inside
How can the outside world
Be a place that your heart can embrace
Be good to yourself
'Cause nobody else
Has the power to make you happy
How can I help you
Please let me try to
I can heal the pain
That you're feeling inside
Whenever you want me
You know that I will be
Waiting for the day
That you say you'll be mine
He must have really hurt you
To make you say the things that you do
He must have really hurt you
To make those pretty eyes look so blue
He must have known
That he could
That you'd never leave him
Now you can't see my love is good
And that I'm not him
How can I help you
Please let me try to
I can heal the pain
That you're feeling inside
Whenever you want me
You know that I will be
Waiting for the day
That you say you'll be mine
(...)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Nota de pé de página
Sim, do pé da página, afinal é daquelas que não se quer falar, a informação contida a ser escondida leitor, a letra miúda do rótulo informando dos contras do produto. É triste, é depressivo, me custa tanto, no entanto é a realidade: não visitarei os pagos gaúchos essas férias. Leviandade minha até deixar tudo tão claro na mente sem contar com os imprevistos, mas, enfim, contava mesmo em ir dar um bom abraço nos meus aleatórios amigos gaúchos. Creio que o que me custa mais é enxergar que isso é consequência de uma atitude inicial (lá nos meados de 2004/2005) que talvez sendo diferente me renderia mais frutos, pq na floresta cinza até agora colhi nasgas beges da minha complacência. Aii, minha vida... O que fazer da vida? Quando crescer eu quero ser o vento e ir pra qualquer lugar.
Agora toca 'refrão de um bolero' na minha rádio predileta... É, querem acabar com meu coraçãozinho.
Nota do pé do pé da página: fiquei sabendo disso agora mesmo.
Agora toca 'refrão de um bolero' na minha rádio predileta... É, querem acabar com meu coraçãozinho.
Nota do pé do pé da página: fiquei sabendo disso agora mesmo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
All we need is love...

E muiiiito Beatles. Não sei explicar o que esse quarteto faz na minha vida lilás, mas é algo assim cambando pro alienante, afinal começa a tocar e vai vai vai rumo ao infinito e além (como diria o Buzz Lightyear do Toy Store). Além dos grandes sucessos como Help, I wanna hold your hand, yesterday, let it be, tem as que nem-todo-mundo-conhece-mas-são-boas: Im my life, Eight days a week, Close your eyes que ultimamente levam a vida lilás a loucura musical.
O 'fahnatismo' começou ainda quando era pequena (sempre se coloca culpa nas crianças, tsc tsc), quando ao escutar 'I wanna hold your hand' num especial desses de rádio fiquei vidrada pelo rock hipinotizador que impossibilita o cidadão a ficar impassível numa música dessa. Sabe-se lá o que Lennon, Paul, Ringo e Harrison fizeram pra acertar na dose do ritmo-letra e se tornar o melhor do pop mundial há décadas e décadas. (Sem essa de que é pop é ruim, eles são simplesmente Beatles). O caso sério deles ficava mesmo por conta do ego, mas essa parte a gente pula.
De fato esse meu post se deve ao acontecido no meu cd de mp3 que não toca tão somente as músicas dos Beatles, fazendo-me subir pelas paredes tentando ludibriar a mim mesma com músicas aleatórias sem conseguir saciar a minha sede de Yellow submarine, Imagine ou Strawberry Fields Forever.
Sigo cantarolando então... 'eight days a week... I loo ooo ooo ve you'
Assinar:
Postagens (Atom)

