Continuando a história da Brisa (a bicicletinha da minha infância), ela foi o meu primeiro desafio no quisito superar as 'diferenças'. Ela era rosa bebê, cor que eu não gostava mesmo, e eu era lilás... Imagina então o conflito entre mim e ela. Parece estranho, mas antes de tudo tive de superar as 'diferenças' e daí pude superar-las na minha vida, afinal eu não suportava aquelas menininhas que se acham a fanta uva do deserto de tão metidas e que tentavam aproximação com a minha pessoa e acabava por ficar sozinha no recreio. Mas depois da Brisa, do nosso convívio diário, das andadas sem rumo, pensamentos distantes, quedas e mais quedas (adorava inventar uma história, como ficar fazendo manobrinhas nos morrinhos) as coisas iam mudando no mundo lilás de Fabíola e ficavam mais rosa, rosa bebê. :)
--
I will kill the Anonymous!!!!
--
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
domingo, 21 de agosto de 2005
dia de sorte
Quando eu era menor comecei acreditar em uma época que quando eu sentia muita raiva depois começavam a acontecer coisas boas. Certa vez eu quebrei todo meu velocípede... era vermelho e azul de plático e ficou despedaçado; um bom tempo depois ganhei a Brisa, minha bicicleta rosa da Monark com quem eu conversava bastante. Mais velha, na 6ª série, os professores de educação física obrigaram os alunos a comprar uma rifa de R$1,00 ou então ficavam sem nota, teria que preencher aquele bilhete da sena com os números sabe e o resultado do vencedor sairia com o resultado da sena; achei o fim do mundo isso e indignada discutindo com eles... até que desisti, marquei iradamente(isso existe?) os seis números na frente deles e até me esqueci quando eles conferiram... Eu e outra menina tínhamos dividido o prêmio em dinheiro por acertar cinco números.
Que eu me lembre foram esses dois exemplos, na verdade o segundo fez renascer o primeiro. E eu me esforcei muito pra ter raiva e quebrar alguma coisa, me revoltar e falar em tom alto gritante com alguém. Tentativas falhas. Quando sentia muita raiva depois disso eu chorava... Ah, a descoberta do choro, adeus velocípides e bilhetes premiados.
Que eu me lembre foram esses dois exemplos, na verdade o segundo fez renascer o primeiro. E eu me esforcei muito pra ter raiva e quebrar alguma coisa, me revoltar e falar em tom alto gritante com alguém. Tentativas falhas. Quando sentia muita raiva depois disso eu chorava... Ah, a descoberta do choro, adeus velocípides e bilhetes premiados.
sábado, 20 de agosto de 2005
uma música aleatória
Estav\ eu escutando minha musinha no ônibus na volta para casa quando mais de uma vez toca a música da Zélia Duncan com a letra abaixo. Tem um ritmo tão bueno, mas eu não entendia nada do q a mulher cantava!!! ahaha Procurei música por música até a achar a letra! :) Aleatoridade total, com vocês "Vi, não vivi":
Primeira vez que eu te vi
Meu coração não fez clique
Se ouvi ou vi, não vivi
Seu clique, seu trique-trique
Não vi sushi, sashimi
Nem eros, nem afrodite
Primeira vez que eu te vi
Primeiro vi seus limites
Vi, não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite
Não senti o tremelique
Senti
Não me entenda por ti
Não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite
Não senti tremelique
Senti
Não vi nenhum colibri
Não vi sua "bad trip"
Sino batendo, não ouvi
Nem vi se havia convite
Sol, búzios, nós dois ali
Com ares de casal 20
Nem com os olhos comi
Nem "veni", nem "vidi" nem "vinci"
Vi, não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite
Não senti o tremelique
Senti
Não me entenda por ti
Não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite
Não senti tremelique
Senti
Primeira vez que eu te vi
Contive os meus palpites
Falei de rilke, leminski
Assim que vi seus grafites
Vi, não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite
Não senti o tremelique
Senti
Não me entenda por ti
Não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite
Não senti tremelique
Senti
Tem uma outra história de música de bus, ontem escutei 'everybody is free'', música na qual tem um cara (baita voz) falando aquele texto do 'filtro solar' (q até tem uma versão com o Pedro Bial). A música em inglês dava até arrepios de se escutar e o melhor é q eu entendi tudo :P ÊÊÊÊ um dia eu tinha q melhorar né!?!
Primeira vez que eu te vi
Meu coração não fez clique
Se ouvi ou vi, não vivi
Seu clique, seu trique-trique
Não vi sushi, sashimi
Nem eros, nem afrodite
Primeira vez que eu te vi
Primeiro vi seus limites
Vi, não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite
Não senti o tremelique
Senti
Não me entenda por ti
Não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite
Não senti tremelique
Senti
Não vi nenhum colibri
Não vi sua "bad trip"
Sino batendo, não ouvi
Nem vi se havia convite
Sol, búzios, nós dois ali
Com ares de casal 20
Nem com os olhos comi
Nem "veni", nem "vidi" nem "vinci"
Vi, não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite
Não senti o tremelique
Senti
Não me entenda por ti
Não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite
Não senti tremelique
Senti
Primeira vez que eu te vi
Contive os meus palpites
Falei de rilke, leminski
Assim que vi seus grafites
Vi, não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite
Não senti o tremelique
Senti
Não me entenda por ti
Não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite
Não senti tremelique
Senti
Tem uma outra história de música de bus, ontem escutei 'everybody is free'', música na qual tem um cara (baita voz) falando aquele texto do 'filtro solar' (q até tem uma versão com o Pedro Bial). A música em inglês dava até arrepios de se escutar e o melhor é q eu entendi tudo :P ÊÊÊÊ um dia eu tinha q melhorar né!?!
quinta-feira, 18 de agosto de 2005
temporada aberta para a 'explicação' (ou falta dela)
quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Che giorno è oggi?
- Mercoledì!
Primeira aula de italiano no CLAC (já perdi umas 3), adivinhem a minha primeira palavra???? 'yeahh'. Só esqueci de trocar na mente inglês-italiano, detalhe!
Primeira aula de italiano no CLAC (já perdi umas 3), adivinhem a minha primeira palavra???? 'yeahh'. Só esqueci de trocar na mente inglês-italiano, detalhe!
terça-feira, 16 de agosto de 2005
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
Hoje o dia foi 'pesaroso' (mistura de pesado com horroroso). Depois de aguentar uns bons esporros da 'queridíssima' professora, enfrentei um passar mal estranho de calor no ônibus, além de minha garganta muito doer doer.
Confesso, estou exagerando em achar o dia tão ruim, pq não foi. Ao menos não o sinto assim. A minha garganta ainda dói, mas fora isso o resto já passou. Passado tão cedo, trato que seja logo.
A questão é que tenho pensado nessa coisa de passado, presente e futuro. Daqui a pouco mudança de dígito me alcança, e aí?! Viro adulta já ou será que vem a prazo o processo?! Que venha em parcelas a perder de vista! Não quero deixar de ser 'acriançada', e ter desculpa para sê-lo 'ah, é a idade'. Daqui a pouco não será a idade, 'ah, ela é assim mesmo'. E a idade, importa tanto assim mesmo?
Outra coisa que vem a mente é se Faculdade importa mesmo. Eu sei que importa, mas por que ela continua nao me importando e me importunando? Essa resposta fica pros próximos semestres... Termino aqui com uma música que escutando estou neste momento exatíssimo e que um pouco (muito) tem relação com essa coisa de idade, faculdade... No final achava-se que crescer era tudo e é?
You're sure... there's a cure...
Prepare a list for what you need,
Confesso, estou exagerando em achar o dia tão ruim, pq não foi. Ao menos não o sinto assim. A minha garganta ainda dói, mas fora isso o resto já passou. Passado tão cedo, trato que seja logo.
A questão é que tenho pensado nessa coisa de passado, presente e futuro. Daqui a pouco mudança de dígito me alcança, e aí?! Viro adulta já ou será que vem a prazo o processo?! Que venha em parcelas a perder de vista! Não quero deixar de ser 'acriançada', e ter desculpa para sê-lo 'ah, é a idade'. Daqui a pouco não será a idade, 'ah, ela é assim mesmo'. E a idade, importa tanto assim mesmo?
Outra coisa que vem a mente é se Faculdade importa mesmo. Eu sei que importa, mas por que ela continua nao me importando e me importunando? Essa resposta fica pros próximos semestres... Termino aqui com uma música que escutando estou neste momento exatíssimo e que um pouco (muito) tem relação com essa coisa de idade, faculdade... No final achava-se que crescer era tudo e é?
Wise Up
Aimee Mann
It's not.. what you thought...
When you first... began it.
You got... what you want...
Now you can hardly stand it, though,
By now you know, it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
You're sure... there's a cure...
And you have finally found it.
You think... one drink...
Will shrink you to... your underground
And living down, but it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
Prepare a list for what you need,
Before you sign away the deed,
'Cause it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
No, it's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
So just give up.
Obs. para quem gosta de trilha sonora de filmes, essa música toca em Magnólia numa hora em que passam todos os personagens principais da trama cantando-a. A partir daí que eles dão um guinada, ou tentam.
Obs. 2, quanta pergunta... seria isso bom? Espera-se!
domingo, 14 de agosto de 2005
olha quem adentra...
Pois contamos agora com a excelentíssima Sabrine Marins (do jeito que escrevi seu nome na inscrição pra semana acadêmica de santa maria), que com seu humor ácido já nos brinda com pérolas nas quais assinalo essa aqui: 'Sejamos apenas retardados normais.'
Viva a dona Sasa Mucca, que simplifica tudo para nossa vida bela, lilás ou não. :)
Mudando de alhos pra bugalhos, hoje, dias dos pais, dia tranquilo... Contudo matou ver Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, além da famosa confraternização massante de condomínio na hora do almoço. Tudo bem, eu sobrevivo! Mas por favor, não pensem em ver Capitão Sky, é pior do que se imagina! No entando, como um colega cinéfilo tinha falado, a última cena é boa de conferir pra dar umas boas risadas e depois se lamentar: mas tinha tanto filme na locadora, fui pegar logo esse!
Humm... final de semana que não fiz metade das coisas que eu deveria. Mas o que é dever no final?!? E eu sou uma menina responsável, juro! ¬¬
;)
Viva a dona Sasa Mucca, que simplifica tudo para nossa vida bela, lilás ou não. :)
Mudando de alhos pra bugalhos, hoje, dias dos pais, dia tranquilo... Contudo matou ver Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, além da famosa confraternização massante de condomínio na hora do almoço. Tudo bem, eu sobrevivo! Mas por favor, não pensem em ver Capitão Sky, é pior do que se imagina! No entando, como um colega cinéfilo tinha falado, a última cena é boa de conferir pra dar umas boas risadas e depois se lamentar: mas tinha tanto filme na locadora, fui pegar logo esse!
Humm... final de semana que não fiz metade das coisas que eu deveria. Mas o que é dever no final?!? E eu sou uma menina responsável, juro! ¬¬
;)
sábado, 13 de agosto de 2005
Sin City - a cidade do pecado

Pecado é mesmo uma pessoa que não aprecia quadrinhos e muito menos o 'no sense' que é muito encontrados neles, ver este filme. Quando se termina de assistir não há como ter uma idéia formada sobre se é 'bom' ou 'ruim'. É um algo de digestão prolongada, mas indubitavelmente de uma qualidade ímpar.
São três histórias de alguma maneira conectadas. Policiais corruptos, assassinos procurando justiça e, obviamente, muito sangue (nem sempre vermelho). A tirada da história é o anti-herói, duvidoso de caráter muitas vezes, bancando o salvador de almas lá não muito virtuosas (como prostitutas). Tem-se lá também os políticos corruptos, assim como o clero que entra no meio. É a situação de dominadores e dominados (leitura de Karl Marx básica aí).
Chamou-me a atenção à narrativa, verdadeiramente fiel aos quadrinhos, parece que se está lendo um e, aliado a isso, as tomadas que mais 'quadrinhos' impossível! O filme é praticamente todo em preto e branco, dando ênfase com cores no que se quer destacar num determinado personagem, criando uma atmosfera diferenciada (que não consigo definir, como muita coisa que vi naquele filme).
O pensamento corre rápido, às vezes tropeça numa cena com espanto, mas vai conectanto uma coisa a outra e concatenando que aquilo que está lá na tela distante e surreal nada mais é do que uma metonímea do nosso mundo (principalmente do que se refere a capitais), contudo com um pouco de exagero (normal!).
Fico curiosa agora para ler os quadrinhos...
Um conselho: preste atenção no início pra não ficar boiando no final! :P
quinta-feira, 11 de agosto de 2005
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
sentido
Nada é inédito. Tudo que falarmos, por mais bonito e criativo, não passará de discurso repetido. Tudo já foi dito e passamos nossa vida repetindo tudo novamente, para que nossos descendentes nos repitam...
=> ouvindo Madeleine Peyroux - this is heaven to me
Hoje eu reparava como é inconfortável esperar alguém. Reparava também o zumbido das pessoas, todas juntas, aglomeradas falando sobre seus assuntos tão de todos. E a professora de Literatura Comparada falava de sentido: a vida e tudo que se insere nela (sociedade, política, casamento) é uma constante briga das pessoas por sentido. Elas querem que o que elas pensam seja o correto e aceitável e querem pensar assim. Quando a Igreja na Idade Média ditava o que era Arte, impregnava a tudo com o seu sentido... Depois os fizeram os reis, os grandes estadistas, os ditadores. Na verdade ela falou várias coisas interessantes, apesar d'eu não concordar com tudo, porém falou o principal para me servir de combustível, que teríamos certamente que ler certos livros, porém que ela não obrigaria que o fizéssemos só por uma prova, se for para ler que seja pela nossa vontade e cede por conhecimento. Isso pra mim bastou, lerei tudo que essa mulher pedir!
=> ouvindo Madeleine Peyroux - this is heaven to me
Hoje eu reparava como é inconfortável esperar alguém. Reparava também o zumbido das pessoas, todas juntas, aglomeradas falando sobre seus assuntos tão de todos. E a professora de Literatura Comparada falava de sentido: a vida e tudo que se insere nela (sociedade, política, casamento) é uma constante briga das pessoas por sentido. Elas querem que o que elas pensam seja o correto e aceitável e querem pensar assim. Quando a Igreja na Idade Média ditava o que era Arte, impregnava a tudo com o seu sentido... Depois os fizeram os reis, os grandes estadistas, os ditadores. Na verdade ela falou várias coisas interessantes, apesar d'eu não concordar com tudo, porém falou o principal para me servir de combustível, que teríamos certamente que ler certos livros, porém que ela não obrigaria que o fizéssemos só por uma prova, se for para ler que seja pela nossa vontade e cede por conhecimento. Isso pra mim bastou, lerei tudo que essa mulher pedir!
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Finding Neverland
O estalo do dia se repetiu quando eu disse pra Lívia no ônibus:
- Isso é o tipo de coisa que vocês escreve num diário pra mostrar pros seus filhos de que essa idéia não saiu do nada.
Falávamos de ciúme. Lívia, Isis e eu. Comentávamos a respeito dos filmes que tínhamos visto, sobre outdoor e consequentemente propagandas, sobre músicas (obviamente citei 'Perhaps Love' e a propaganda da Perdigão que lá de pequena adoro). Era uma assunto dentro do outro como se aquela conversa já tivesse um roteiro. O cúmulo foi quando as três esperavam ansiosas por passar por um outdoor: três olhares se voltaram em conjunto pra uma rua passando, foi raro. Valeram os comentários todos.
Antes, na aula de inglês com a nossa saudosa S. Frota, a segunda pessoa mais materialista que conheço (pq a primeira é a Madonna, claro!), quando todos já tinha ido era a tal professora falando de um filme que tinha visto em NY e resaltava com veemencia:
- O filme falava de sonhos, o protagonista tinha sonhos! Daí a importância de termos os nossos.
Logo ela falando? E mais, dando força pra Lívia fazer algo relacionado com o cinema que ela tanto ama:
- Vai menina, você é jovem e tem que seguir seus sonhos. Mas pra isso você tem que correr atrás. Faz vestibular pra UFF, ali em Niterói, com certeza você passa e faz cinema, e vai combinar direitinho as duas faculdades.
Eu abobada olhando a cena, era mesmo a S. Frota falando aquilo? Era.
Já a tarde, depois do almoço, lá pras 16h, fui assistir novamente "Em Busca da Terra do Nunca", nem preciso comentar o fascínio que me exerceu o filme. "É o crocodilo tic-tac que nos persegue não é?", se é... Que tempo é esse? O tempo de sonho, imaginação, busca ou encontro?
É o Tempo, é a Arte e o Futuro que me intrigam. Que bom, assim tenho um bom motivo pra continuar com meus devaneios aleatórios, aquela vontade de espalhar Literatura. E mais do que Literatura, sentimento de Liberdade, esse de ousar, esse de nos fazermos felizes. E me passar a lição de buscar o que eu quero sim: minha Terra do Nunca!
--
Obrigada 'leitores', que não gosto de chamar assim, afinal essa palavra parece que vem de 'leite', que não gosto nem do cheiro. Perdoem o trocadilho, logo de quem iniciou o semestre em morfologia do português... Mas é que ao ver a 'troca de casa', ou a simples reformulação de outras é que realizo que isso que escrevo não é só meu, então tenho os meus pequenos grandes 'endendedores', que mesmo às vezes não endendendo nada estão comigo, aqui e além palavras. Obrigada então entendedores.
-
É algo:
"Só a poesia é capaz de dizer o que as próprias coisas jamais pensaram ser em sua intimidade". (Reiner Maria Rilke)
"Tudo pode sair muito mais bonito nas fotografias, mas sai muito mais verdadeiro nas pinturas". (Mário Quintana)
- Isso é o tipo de coisa que vocês escreve num diário pra mostrar pros seus filhos de que essa idéia não saiu do nada.
Falávamos de ciúme. Lívia, Isis e eu. Comentávamos a respeito dos filmes que tínhamos visto, sobre outdoor e consequentemente propagandas, sobre músicas (obviamente citei 'Perhaps Love' e a propaganda da Perdigão que lá de pequena adoro). Era uma assunto dentro do outro como se aquela conversa já tivesse um roteiro. O cúmulo foi quando as três esperavam ansiosas por passar por um outdoor: três olhares se voltaram em conjunto pra uma rua passando, foi raro. Valeram os comentários todos.
Antes, na aula de inglês com a nossa saudosa S. Frota, a segunda pessoa mais materialista que conheço (pq a primeira é a Madonna, claro!), quando todos já tinha ido era a tal professora falando de um filme que tinha visto em NY e resaltava com veemencia:
- O filme falava de sonhos, o protagonista tinha sonhos! Daí a importância de termos os nossos.
Logo ela falando? E mais, dando força pra Lívia fazer algo relacionado com o cinema que ela tanto ama:
- Vai menina, você é jovem e tem que seguir seus sonhos. Mas pra isso você tem que correr atrás. Faz vestibular pra UFF, ali em Niterói, com certeza você passa e faz cinema, e vai combinar direitinho as duas faculdades.
Eu abobada olhando a cena, era mesmo a S. Frota falando aquilo? Era.
Já a tarde, depois do almoço, lá pras 16h, fui assistir novamente "Em Busca da Terra do Nunca", nem preciso comentar o fascínio que me exerceu o filme. "É o crocodilo tic-tac que nos persegue não é?", se é... Que tempo é esse? O tempo de sonho, imaginação, busca ou encontro?
É o Tempo, é a Arte e o Futuro que me intrigam. Que bom, assim tenho um bom motivo pra continuar com meus devaneios aleatórios, aquela vontade de espalhar Literatura. E mais do que Literatura, sentimento de Liberdade, esse de ousar, esse de nos fazermos felizes. E me passar a lição de buscar o que eu quero sim: minha Terra do Nunca!
--
Obrigada 'leitores', que não gosto de chamar assim, afinal essa palavra parece que vem de 'leite', que não gosto nem do cheiro. Perdoem o trocadilho, logo de quem iniciou o semestre em morfologia do português... Mas é que ao ver a 'troca de casa', ou a simples reformulação de outras é que realizo que isso que escrevo não é só meu, então tenho os meus pequenos grandes 'endendedores', que mesmo às vezes não endendendo nada estão comigo, aqui e além palavras. Obrigada então entendedores.
-
É algo:
"Só a poesia é capaz de dizer o que as próprias coisas jamais pensaram ser em sua intimidade". (Reiner Maria Rilke)
"Tudo pode sair muito mais bonito nas fotografias, mas sai muito mais verdadeiro nas pinturas". (Mário Quintana)
domingo, 7 de agosto de 2005
A casa dos espíritos
Mesmo o livro de Isabel Allende sendo primorozo, essa adaptação para o cinema consegue arrancar bons suspiros e reflexão.Infelizmente no filme nem tem o personagem que mais me arrancou lágrimas e me fez pensar na (in)sensatez do mundo. Jaime.
Mas ao conhecer Clara a vida muda, de qualquer um. Ela dizia que morte não era nada de ruim, era uma mudança, assim como o nascimento. Ela tb dizia que os maus acontecimentos tinham algum sentido no final de tudo, não era pra praguejar a vida por conta dos momentos ruins. E outro legado foi a vingança: vingar não muda as coisas, então para quê?
Senti como se Clara me abraçasse também :)
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
temporada aberta para a reflexão (e desespero)
Estou 'entaguinada' com pensamentos andantes. Eles vão indo... Deixando-me aqui, vendo navios. Explico: aquela sensação de pensar tudo ao mesmo tempo, coisa atrapalhando outra. O problema não é esse (o maior), o caso é que continuo usando metáforas como se fossem areia de praia em Rio Grande, as pessoas não me entendem e nem quero que bicho-gente chegue muito perto.
A figura da Ponte, de estar em movimento na Ponte, remete aos tais pensamentos andantes em fluxo de onda abissal (essa palavra é bonita). Vou indo pensando na faculdade, nas aulas que não houveram, nas que eu poderia ter, nos colegas que poderia fazer ou não, na análise do discurso que larguei, na literatura que era o sonho aquele de minina.
E no meio do vago e vago encontro uma ilha no texto que o Tiago colocou no blog dele, o novo, a nova casa. Ele falava de universidade, falava de um jeito que me sinto muito. Sinto muito, estou perdendo tempo. Isso porque fico esperando ali sentada, calada, olhando quase que aflita. Mas só notam as saias bonitas, os mais eloqüentes, os de falsa opinião formada e decoreba nata. Lamento, eu não decoro, minha opinião é algo, não falo alto e nem uso saia.
Só tenho vontade. E sabe, de verdade porque estou nisso tudo? Pra provar pro jovem, pra criança ou seja lá quem for que Literatura é bom sim! É um néctar na vida cinza, é algo de luz, de calor, conforto puro... Inquietação e reflexação tb vem no pacote; faz crescer, crescer pro melhor e bem que há. Era isso, só isso! Acometer coraçãozinho de muitos com o sentir Literatura.
O que sobrou daquela vontade, vontade que volte a vontade aquela. Veio um monte de professor me dizendo que o que sonho não é possível. Vieram com metáforas me gritando! E agora minha ponte está ruindo. Crise do 2ª ano, disse o Tiago, que seja. Mas a paisagem bonita do fundo é o que eu ainda insisto em vislumbrar, embora acizenteiam tudo...
Pensa bem, foi só primeira semana.
terça-feira, 2 de agosto de 2005
A frase do dia!
Ao vivo, direto da CPI dos correios, do mensalão, seja lá que nome estão dando, José Dirceu com a palavra:
- Eu sou inocêncio!
- O que?
- Eu sou inocente, não foi o que eu disse?
--- Definitivamente, 'inocente' só se for de nome!
- Eu sou inocêncio!
- O que?
- Eu sou inocente, não foi o que eu disse?
--- Definitivamente, 'inocente' só se for de nome!
domingo, 31 de julho de 2005
Julho
Tá, agora voltando ao cotidiano (ou quase isso), depois de um mês praticamente todo badalado ('praticamente todo', estranho) com direito a viagens por estradas esburacadas e imaginadas por dentre mundo de chocolates. E fechei em grande estilo na casa da vovó, recebendo aquele mimo bom.
Fazendo um balanço do mês de julho, nem sei muito bem aonde ele começou, numa esperança de férias, numa angústia de provas? Sei que tinha formatura de uma prima em São Paulo que não fui e sinto um pouco de remorso por conta disso, ela é daquelas primas presentes e a faculdade foi pra ela um período de muito sacrifício, afinal morava sozinha em Sampa. Mas presente foi ver os outros primos, aqueles que deixam ser vistos (lá em Minas tem um povo que some) e contribuem com o ar da graça deles para umas férias mais que agradáveis, desde qdo era eu novinha. Mas qdo tô lá sinto falta de gente que não está mais lá. É a vida...
A reflexão do mês, creio eu, tenha sido vida (ou morte), a linha que liga um lado ao outro. Pensei não pensando, pensei sentindo falta, pensei sem especulações, só por pensar... Vi o Auto da Compadecida e lá Chicó cita um verso 'cumpriu a sentença irremediável...' e assim vai... O Pablo ia falando do trem num poema, uma metáfora bonita essa que roubei por um instante enquanto estive por Minas. A 'Maria Fumaça', o que significaria andar nela?
Vendo hoje o filme 'Minha Vida' (com esse nome, teria eu de ver!) complementou então a idéia que já vinha se formando da vida, da falta dela... esse post não é pra ser triste, de modo algum! Nada de pessimismo, mas reflexão, pensar só caminhante por um terreno que não diz a nosso respeito! Porém sempre tateamos lá...
Pulando, teve em julho um inverno que não vi muito. Contudo bebi um tanto de chimarrão, digno do frio de pagos gaúchos. E falando em gaúchos, foi tanta coisa que não parei pra pensar direito no ano passado, no fórum mudial de educação, a patuléia em Porto Alegre chuvendo, felizes, pispiricos, cantantes e críticos (isso sempre!). Fazendo chapinha no Tio Régis, a Tia Lizi surtando e caindo na porta do banheiro(muito cômico), a Dani e eu cantando ando aaaando, a Sasa desafinaaaando mais que todo mundo junto! E o Italiano, pobrezinho, sofrendo de guia do povo da pedagogia (sempre sobra pra um Italiano), e além disso nosso fiel escudeiro em Poa, tentava nos guiar por lá... E o caso Régis e Marcelo nem vou comentar! :P
Livros, li uns tantos, reli uns alguns, não fiz as traduções de poemas (só um terminei) e nem li o livro de contos em inglês. Não sei o que me acontece, mas pro inglês me dá um preguiça sem fim, confesso! Mas não posso parar agora, ou posso? Sei lá se posso, só que não páro, nem pararei, não creio que pararia. Páro um pouco com a internet, isso é fato (queira eu!), páro de ser ranzinza logo sempre com minha irmã (tá parecendo promessa de virada de ano já) e páro, páro com mais algumas coisas que não tô lembrada. Lembrar-me-ei.
Ah, mas pensa bem, andei fazendo uns contos (tá, foi um só) e uns poeminhas (foram mais de uns), e melhor que não tenho vergonha deles, eles são frutos do agora e só. Nada demais, nada de menos. Nada e tudo em palavrinhas adjetivando minha existência, rélis caminhada de importância pra mim. Daqui a pouco mudam os dígitos da minha vida por 10 anos. E eu que sonho em ter 10 anos novamente.
Deixo julho de 2005 descansar agora, esperando amanhã uma boa volta às aulas. Deixo julho descansando com todos os outros, outros que vivi momentos de êxtase. Esse julho foi de um morno confortável, ao contrário de uns 'frios-quentes' que houveram e me deixaram sequelas de até hoje. E pior que a causa foi em um junho (30), virando uma relíquia de Julho.
Se deixar escrevo um livro sobre o mês. Deixo o capítulo aberto para os outros 'julhos' que vierem.
Fazendo um balanço do mês de julho, nem sei muito bem aonde ele começou, numa esperança de férias, numa angústia de provas? Sei que tinha formatura de uma prima em São Paulo que não fui e sinto um pouco de remorso por conta disso, ela é daquelas primas presentes e a faculdade foi pra ela um período de muito sacrifício, afinal morava sozinha em Sampa. Mas presente foi ver os outros primos, aqueles que deixam ser vistos (lá em Minas tem um povo que some) e contribuem com o ar da graça deles para umas férias mais que agradáveis, desde qdo era eu novinha. Mas qdo tô lá sinto falta de gente que não está mais lá. É a vida...
A reflexão do mês, creio eu, tenha sido vida (ou morte), a linha que liga um lado ao outro. Pensei não pensando, pensei sentindo falta, pensei sem especulações, só por pensar... Vi o Auto da Compadecida e lá Chicó cita um verso 'cumpriu a sentença irremediável...' e assim vai... O Pablo ia falando do trem num poema, uma metáfora bonita essa que roubei por um instante enquanto estive por Minas. A 'Maria Fumaça', o que significaria andar nela?
Vendo hoje o filme 'Minha Vida' (com esse nome, teria eu de ver!) complementou então a idéia que já vinha se formando da vida, da falta dela... esse post não é pra ser triste, de modo algum! Nada de pessimismo, mas reflexão, pensar só caminhante por um terreno que não diz a nosso respeito! Porém sempre tateamos lá...
Pulando, teve em julho um inverno que não vi muito. Contudo bebi um tanto de chimarrão, digno do frio de pagos gaúchos. E falando em gaúchos, foi tanta coisa que não parei pra pensar direito no ano passado, no fórum mudial de educação, a patuléia em Porto Alegre chuvendo, felizes, pispiricos, cantantes e críticos (isso sempre!). Fazendo chapinha no Tio Régis, a Tia Lizi surtando e caindo na porta do banheiro(muito cômico), a Dani e eu cantando ando aaaando, a Sasa desafinaaaando mais que todo mundo junto! E o Italiano, pobrezinho, sofrendo de guia do povo da pedagogia (sempre sobra pra um Italiano), e além disso nosso fiel escudeiro em Poa, tentava nos guiar por lá... E o caso Régis e Marcelo nem vou comentar! :P
Livros, li uns tantos, reli uns alguns, não fiz as traduções de poemas (só um terminei) e nem li o livro de contos em inglês. Não sei o que me acontece, mas pro inglês me dá um preguiça sem fim, confesso! Mas não posso parar agora, ou posso? Sei lá se posso, só que não páro, nem pararei, não creio que pararia. Páro um pouco com a internet, isso é fato (queira eu!), páro de ser ranzinza logo sempre com minha irmã (tá parecendo promessa de virada de ano já) e páro, páro com mais algumas coisas que não tô lembrada. Lembrar-me-ei.
Ah, mas pensa bem, andei fazendo uns contos (tá, foi um só) e uns poeminhas (foram mais de uns), e melhor que não tenho vergonha deles, eles são frutos do agora e só. Nada demais, nada de menos. Nada e tudo em palavrinhas adjetivando minha existência, rélis caminhada de importância pra mim. Daqui a pouco mudam os dígitos da minha vida por 10 anos. E eu que sonho em ter 10 anos novamente.
Deixo julho de 2005 descansar agora, esperando amanhã uma boa volta às aulas. Deixo julho descansando com todos os outros, outros que vivi momentos de êxtase. Esse julho foi de um morno confortável, ao contrário de uns 'frios-quentes' que houveram e me deixaram sequelas de até hoje. E pior que a causa foi em um junho (30), virando uma relíquia de Julho.
Se deixar escrevo um livro sobre o mês. Deixo o capítulo aberto para os outros 'julhos' que vierem.
Sem tino...
Lua cheia,
Varinha de condão.
Casa cheia,
Cadeado no portão.
Não deixe entrar,
Saia solidão.
Deixe-me encontrar,
Saia de balão.
Suma a bomba,
Soma canção.
Em suma a bomba
Desconta perdão.
Suma cheia,
Varinha de balão.
Saia bomba,
Lua canção.
Varinha de condão.
Casa cheia,
Cadeado no portão.
Não deixe entrar,
Saia solidão.
Deixe-me encontrar,
Saia de balão.
Suma a bomba,
Soma canção.
Em suma a bomba
Desconta perdão.
Suma cheia,
Varinha de balão.
Saia bomba,
Lua canção.
sexta-feira, 29 de julho de 2005

A Fantástica Fábrica de Chocolate é um filme que certamente marca aquele que vê de uma uma forma leve, mas que fica ali, permanente na alma desde o momento que se tem contato com a vida do menino Charlie. Adentra-se num mundo de sonhos, sonho de criança esse, da criança comum que simplesmente É criança. Charlie é essa criança, que não é heroína, nem tem poderes a la Superman; ele passa por dificuldades e reconhece na sua família um refúgio de ótimos momentos. Já as outras que passamos a conhecer são aquelas que parecem querer 'crescer' logo, preocupadas com um mundo que não é dela, não vivendo a imaginação comum da idade, que se encerra em um mundico traçado por chicletes, video games, poneis ou comida, muita comida. Para aquelas crianças o limite é não ter limite. Para Charlie o limite é a imaginação, o sonho, a fábula, o chocolate.
O excêntrico Willy Wonka abre suas portas para aquelas cinco criaturinhas, saindo uma vencedora. Venceu aquela que não nega que é criança, com idéias de crianças, concatenando com os 'absurdos' da fábrica, procurando aprender e não julgar o certo ou errado ou verossímel, afinal se é tão somente criança.
Confesso que no início quase chorei e no final saí sorridente, mais pispirica do que nunca. Vontade de vê-lo novamente é o que não falta. Um filme para todos os dias, agradável, sensível, bonito de ver, com rio de chocolate e emoção.
Ai, minha vida, quantas vezes sonhei que teria uma fábrica de chocolate! Senti-me o Charlie da história...
Assinar:
Postagens (Atom)

