De acordo com cometários no youtube este video foi promovido por um petroquimica da malásia com o intuito de mostrar o amor que transgride a questão da etnia.
É muito fofo:
E o video da Hannah pra acompanhar, aquela garotinha apaixonada pelo professor :)
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Apimentada
Tenho umas excentricidades culinárias sem precedentes. Por isso cozinho só pra mim. O caso é que fui inventar o cardápio de hoje com o que tinha de prático e apetecível; acabei juntando tomate, milho de latinha, nuggets e uma pao plus vita com pasta de soja (sabor cebola e alho). Tudo ia uma delícia até que resolvi dar uma apimentada na coisa. Peguei o molho de pimenta especial de mamãe (daqueles que a pimenta fica curtida) e derramei... Derramei com vontade. Resultado, assim que meu paladar encontrou a tal pimenta meus olhos choraram de emoção. Fui comendo até quando pude, num misto de lágrimas e admiração pela minha capacidade de estragar o cardápio perfeito. Enfim, ao menos o suco de morango estava extremamente saboroso. Ao menos. E a pimenta provavelmente cortará meus lábios até tarde da noite de hoje.
aff
aff
domingo, 29 de agosto de 2010
O vestido entrou!
Entre tantos acontecimentos interessantes, tantas histórias intrigantes que perpassam a minha existência presente, resolvo voltar aqui nessas águas turvas para falar do meu vestido que depois de meses coube em mim novamente. Não é vestido qualquer, é daqueles vestidos de festa de se usar em casamentos, 15 anos e outras festas no qual se tem uma mulher usando branco e algum tipo de tiara. E a explicaçao da preocupaçao com o vestido vem logo abaixo.
Foi-se inaugurado no povo LEJiano a temporada de casamentos. Começou com Gláucia pureza que limitou o convite dela para uns pouco quatro da turma (que obviamente não me incluia) e tendo sua segunda edição com o casamento de Paulex, no dia 11 de setembro, em algum endereço dessa cidade mais que grandiosa cujo bairro desconheço. Ainda teremos a edicaçao de novembro com Talita. Logo, além dos problemas de deslocamento, vem aquela pequena (que eufinismo) preocupação sobre o que usar, afinal sua imagem ficará perpetuada no album de casamento de alguém, além de correr o risco de parar no youtube.
Minha meta era emagrecer para caber então num tal vestido que comprei no canadá. O vestido é forma pequena, e mesmo 10kg mais magra ele ficava justinho. O bom é que ele não aparente ficar tão justinho, pois ele tem um bendito forro por baixo que _aperta_ tudo. Confesso que uns meses atrás o tal forro não me ofereceu passagem, e fiquei de fora do meu próprio vestido. Fiquei perplexa. E agora José? Não tem poesia que salve, o problema está nas medidas. Principalmente nas medidas a serem tomadas para conter o excesso de medidas.
Foi daí então que surgiu toda uma reflexão sobre estética (ou falta dela) e de saúde (ou falta dela). A falta da palavra "saudável" na minha existência é algo gritante. Precisava deixar esse grito de fora e trazer um pouco do equilíbrio silencioso que se tem quando se mantem corpo e mente em compasso. Logo, veio a academia, logo a nutricionista e um mês depois menos 4kg. Tudo parecia muiiito fácil até que me dei conta que não mais emagrecia... E que mais caia na tentaçao da excessão (de férias,de visita, de preguiça).
Temporariamente derrotada, resolvi achar o querido vestido só para o teste final e me conformar que teria de gastar algumas notas amarelas em novo vestido. E o resultado foi, o vestido entrou. Entrou. Entrou... Nao tá uma brastemp, mas entrou... Agora a motivaçao voltou. Não matarei academia na segunda-feira. Farei exercício físico até nas minhas mini-férias na próxima semana e o drama do não-caber ficou por AQUI.
E ponto.
Ponto final.
Até meus próximos menos-5kg.
Foi-se inaugurado no povo LEJiano a temporada de casamentos. Começou com Gláucia pureza que limitou o convite dela para uns pouco quatro da turma (que obviamente não me incluia) e tendo sua segunda edição com o casamento de Paulex, no dia 11 de setembro, em algum endereço dessa cidade mais que grandiosa cujo bairro desconheço. Ainda teremos a edicaçao de novembro com Talita. Logo, além dos problemas de deslocamento, vem aquela pequena (que eufinismo) preocupação sobre o que usar, afinal sua imagem ficará perpetuada no album de casamento de alguém, além de correr o risco de parar no youtube.
Minha meta era emagrecer para caber então num tal vestido que comprei no canadá. O vestido é forma pequena, e mesmo 10kg mais magra ele ficava justinho. O bom é que ele não aparente ficar tão justinho, pois ele tem um bendito forro por baixo que _aperta_ tudo. Confesso que uns meses atrás o tal forro não me ofereceu passagem, e fiquei de fora do meu próprio vestido. Fiquei perplexa. E agora José? Não tem poesia que salve, o problema está nas medidas. Principalmente nas medidas a serem tomadas para conter o excesso de medidas.
Foi daí então que surgiu toda uma reflexão sobre estética (ou falta dela) e de saúde (ou falta dela). A falta da palavra "saudável" na minha existência é algo gritante. Precisava deixar esse grito de fora e trazer um pouco do equilíbrio silencioso que se tem quando se mantem corpo e mente em compasso. Logo, veio a academia, logo a nutricionista e um mês depois menos 4kg. Tudo parecia muiiito fácil até que me dei conta que não mais emagrecia... E que mais caia na tentaçao da excessão (de férias,de visita, de preguiça).
Temporariamente derrotada, resolvi achar o querido vestido só para o teste final e me conformar que teria de gastar algumas notas amarelas em novo vestido. E o resultado foi, o vestido entrou. Entrou. Entrou... Nao tá uma brastemp, mas entrou... Agora a motivaçao voltou. Não matarei academia na segunda-feira. Farei exercício físico até nas minhas mini-férias na próxima semana e o drama do não-caber ficou por AQUI.
E ponto.
Ponto final.
Até meus próximos menos-5kg.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
divagações
às vezes eu sinto que as pessoas perdem o interesse na gente. E talvez elas sintam que a gente perca o interesse nelas. A verdade é que eu sinto qualquer perda de interesse como uma avalanche aqui dentro do peito. Incontrovável desmoronamento que me deixa de pernas bambas por pensar na falta de aceitação de um sentimento puro que é o de ser amigo.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
coisas de pensamentos avulsos
De tantos fatos que sucederam na vida aleatória dessa que vos fala nada fielmente nesse blog abandonado ao próprio azar, só consigo me lembrar da Prosa do Papagaio. Este é pois o livro que acabei de ler de uma autora chamada Gabriele, que me autografou o livro que por muito acaso ganhei nesta segunda-feira última. Tudo muito por acaso que acabou gerando aquela tal improbabilidade infinita, que por sua vez gerou uma identificação momentânea em relação ao estilo e escrita da tal autora premiada. É que a tal moça escreve num estilo machadiano inconfundível, que por sua vez é dos meus prediletos na hora de escrever qualquer rascunho para ser chamado de literário.
Na verdade a literatura deu nó. Há chamados para que eu volte a escrever o que na verdade nunca escrevi. Há chamados para que eu faça um mestrado na área literária e me junte a alguma estrelas da enfadonha teoria literária. Como devo então me comportar diante de tanto chamados infames que me consomem a alma e me deixam com o cérebro na mão?
Do louro de Gabriele tive amostra de muito bom vocabulário e de uma quase iluminação que não deveria, por nenhum valoroso pedido de outros seres dos mais variados, seguir por um caminho que não seja... Falta palavra. Haveria pois caminho algum a ser seguido? O Louro tinha seu alpiste, suas castanhas, seu gosto em escrever e era fiel a isso, além de todos os latinismos. Parece que não sou fiel a nada. Nem a escrever, nem ao alpiste que alimente minha alma.
Creio que o que falta nessa tagarelice constante do dentro de mim comigo mesma é uma realização miúda que seja, um prêmio pela minha simpatia, um louvor ao meu sutil senso de humor, um querer da minha companhia. Falta eu ser literária, fazer literatura, tentar enxergar o desapercebido dos olhos que cá habitam o meu peito.
Na verdade a literatura deu nó. Há chamados para que eu volte a escrever o que na verdade nunca escrevi. Há chamados para que eu faça um mestrado na área literária e me junte a alguma estrelas da enfadonha teoria literária. Como devo então me comportar diante de tanto chamados infames que me consomem a alma e me deixam com o cérebro na mão?
Do louro de Gabriele tive amostra de muito bom vocabulário e de uma quase iluminação que não deveria, por nenhum valoroso pedido de outros seres dos mais variados, seguir por um caminho que não seja... Falta palavra. Haveria pois caminho algum a ser seguido? O Louro tinha seu alpiste, suas castanhas, seu gosto em escrever e era fiel a isso, além de todos os latinismos. Parece que não sou fiel a nada. Nem a escrever, nem ao alpiste que alimente minha alma.
Creio que o que falta nessa tagarelice constante do dentro de mim comigo mesma é uma realização miúda que seja, um prêmio pela minha simpatia, um louvor ao meu sutil senso de humor, um querer da minha companhia. Falta eu ser literária, fazer literatura, tentar enxergar o desapercebido dos olhos que cá habitam o meu peito.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Em curitiba
Pois a vida na cidade grande mais bem planejada do Brasil é mais leve. E mais leve ainda com os melhores anfitrioes do mundo inteiro.
Ah, minha alma canta.
Ah, minha alma canta.
wordle do blog
terça-feira, 27 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Anima Mundi *_*
toda terça e quinta
O motivo da tristeza é pura e simplesmente por encontrar a escola estadual lá em copacabana em colapso e estado de guerra. Alunos x o resto. Todo o resto. Eu sou o resto. Eles estão contra mim. Eu contra eles. Nós nos degladiamos com olhares. Mal eles sabem o bem que lhes quero. Tanto. Tanto. Se eles soubessem me dariam mais carinho. Uma das professoras não gosta da minha presença, a outra é indiferente. Eu preciso de mais cuidado, de mais atenção... Só me deixam de fora de tudo e contam comigo para corrigir provas erradas nas quais darei muitos riscos. Me recuso a usar vermelho. Uso a cor que me apetecer. Que tal verde... Verde cai bem. Verde é a esperança que ninguém tem mais ali. Verde remete a nostalgia de um tempo que nunca chegou para aqueles adolescentes começando seu ensino médio. Por vezes concordo com eles: o que estariam eles fazendo ali mais do que matar tempo. Estão matando suas almas numa escola que não funciona e nem quer funcionar. Desgastando seres humanos chamados professores que dentre os funcionários públicos são os que ganham menos, surpreendentemente se desgastam mais e têm menos benefícios. Afinal, nem direito de jogar giz nos alunos os tais professores têm mais. Nem jogar palavras difíceis. Nem jogar a alma naquilo que se faz.
Toda terça e quinta pela manhã vou para o colégio estadual Infante D. Henrique. E lá redescubro o metivo pelo qual comecei essa coisa de Letras toda. Comecei porque queria trabalhar em escola pública, queria provar que havia de ser diferente, fazer projetos magníficos e me achar no direito de achar que estaria mudando a vida de alguém com isso.
Obrigada terças e quintas por me relembrar disso.
Toda terça e quinta pela manhã vou para o colégio estadual Infante D. Henrique. E lá redescubro o metivo pelo qual comecei essa coisa de Letras toda. Comecei porque queria trabalhar em escola pública, queria provar que havia de ser diferente, fazer projetos magníficos e me achar no direito de achar que estaria mudando a vida de alguém com isso.
Obrigada terças e quintas por me relembrar disso.
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Do desvario
Já não sei como existir.
Deixo para os normais fazê-lo,
Pois de mim só loucura emerge.
Deve ser a inquietação humana,
falo comigo mesma.
Mas não, não e inquietação...
É vontade de ser o que não é
De ter o que não tem
De fazer o que não pode
De não amar quem se deve.
Deixo aqui escrito, então:
Não sei como existir!
Como exclamação absurda
Que não respeita espaço
e sai do pulmão desvairado.
Não sei ler, não sei escutar
Deixei já de amar...
Me consolo com a poesia que não tenho,
Pois o que tenho são palavras
Do não sentido de se ser gente.
Deixo para os normais fazê-lo,
Pois de mim só loucura emerge.
Deve ser a inquietação humana,
falo comigo mesma.
Mas não, não e inquietação...
É vontade de ser o que não é
De ter o que não tem
De fazer o que não pode
De não amar quem se deve.
Deixo aqui escrito, então:
Não sei como existir!
Como exclamação absurda
Que não respeita espaço
e sai do pulmão desvairado.
Não sei ler, não sei escutar
Deixei já de amar...
Me consolo com a poesia que não tenho,
Pois o que tenho são palavras
Do não sentido de se ser gente.
Bright Star
Ontem fui com as meninas nucleares assistir o filme que conta a história de um romance do poeta Keats com uma moçoila fashion da época. Havia visto o trailler tempos atrás e tinha gostado. Ao ver o filme a impressão é que eles fizeram um bonito dramalhão. Boa fotografia, boas falas, apesar de um Keats meio sem salzinho.
O mais legal foram os poemas entrelaçados no filme. Além disso o despertar dentro de mim para um sentir. Sentir esse que está perdido por aí. Um definir de sentir sem definição emergiu, eu acho. Acho que eu senti um palpitar mais rápido aqui dentro, um tremor nas juntas, e ainda chorei.
Fica o poema de lembrança que Keats escreveu para sua amada.
Brigh Star
Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.
O mais legal foram os poemas entrelaçados no filme. Além disso o despertar dentro de mim para um sentir. Sentir esse que está perdido por aí. Um definir de sentir sem definição emergiu, eu acho. Acho que eu senti um palpitar mais rápido aqui dentro, um tremor nas juntas, e ainda chorei.
Fica o poema de lembrança que Keats escreveu para sua amada.
Brigh Star
Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.
domingo, 20 de junho de 2010
carta de resistência
Creio que seja a hora de mudar a decoração aqui. Agora que o blogger nos ofereceu novas opções (que eu sempre quis), me sinto resistente. Não quero mudar não, não quero mudar nada, nenhum centímetro. Não quero virar um dia e me dar conta que as cores não são mesmas, que a vida lilás tem outro matiz, que a fonte mudou e não aparece assim, do jeito que estou acostumada. Não quero mudar o fundo branco,não. Não quero mudar as pequenas modificações que fiz num padrão já estabelecido e adaptado razoavelmente ao que gosto de ver. Deixa as coisas assim, pois foi desse jeito que passei por tanta coisa, por tantas palavras, por tantos pensamentos minúsculos encerrados dentro de um casulo relutando para serem libertos pelo .blogspot. Parece que se perder parte da felicidade do que se era... e se perde aquele ar de coisa simples gostosa. Parece que nos obrigam a mudar para ficar mais chamativo, mais bonito, melhor aceito por outros. Eu não quero não. Quero ficar simples como um disco arranhado que volta para mesma parte sempre. Não quero saber se isso NÃO é BOM ou NÃO é NORMAL. EU quero estar na ótima da simplicidade, da repetição do mesmo que dá prazer. E nada de chegar alguém aqui e querer materializar mudança. Não chegou a hora pra isso. Chegou a hora do si próprio, do querer-se em si. Assim basta. Blog e eu, eu e blog. Hei de defender-te... Das vuvuzelas, dos jogadores da Costa do Marfin, das blusas bregas verde e amarelas, das músicas que tem refrão com som de 'eichion', dos regimes e desesperos infudados alheios, das viradas de rosto infundadas.
Deixe as mesmas matizes, deixe as mesmas fontes, deixe a mesma desarrumação da coisa. Deixa tocar as mesmas músicas de 5 anos atrás, as mesmas reclamações de 5 anos atrás, as mesmas histórias e os mesmos erros de português, inglês, italiano, espanhol e francês, porque mesmo mudando a nacionalidade os erros são os mesmos. Os mesmos livros são os prediletos, os mesmos contos relidos, as mesmas referências são feitas. Os mesmos filmes comentados, o cinema mexicano sempre destacado, Amelie quando se derrete me faz chorar do mesmo jeito. Talvez então o que tenha mudado é que esse blog seja previsível como uma couve-flor. E eu também.
Deixe as mesmas matizes, deixe as mesmas fontes, deixe a mesma desarrumação da coisa. Deixa tocar as mesmas músicas de 5 anos atrás, as mesmas reclamações de 5 anos atrás, as mesmas histórias e os mesmos erros de português, inglês, italiano, espanhol e francês, porque mesmo mudando a nacionalidade os erros são os mesmos. Os mesmos livros são os prediletos, os mesmos contos relidos, as mesmas referências são feitas. Os mesmos filmes comentados, o cinema mexicano sempre destacado, Amelie quando se derrete me faz chorar do mesmo jeito. Talvez então o que tenha mudado é que esse blog seja previsível como uma couve-flor. E eu também.
Senso de balada
Eu não tenho senso de balada. Ontem no arraial da devassa no fim do mundo da gávea eu reparei que meu comportamento era inversamente proporcional ao que acontecia a minha volta. Enquando os muitos rapazes heteros buscavam avidamente cerveja e mulheres eu buscava um momento de de paz dentro de mim e o conforto que a madrugada acabaria logo. Apesar de passar por momentos cômicos e dignos (talvez mais cômicos que dignos) eu verdadeiramente pensei que poderia estar na minha caminha confortavelmente envolta no meu edredom azul com estrelas e luas.
Não sei dançar em público, não conheço as músicas da moda, não gosto de beber... É, acho que me resta pegar meu cineminha sozinha em botafogo.
Não sei dançar em público, não conheço as músicas da moda, não gosto de beber... É, acho que me resta pegar meu cineminha sozinha em botafogo.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O lá de mim
O pequeno horror de dentro de si é a saudade. Parece que fui banhada em saudade quando nasci. Todos os dias uma, duas, três, centenas de recordações circulam pela minha mente. Tem momentos que parece que não tem espaço para vida nova. Vou tirando o pó minunciosamente de cada lembranças, abrindo as sensações de se estar naquele momento fotografado. Parece que fotografo tudo... E sinto falta de tudo depois. Era o canto do meu computador no canadá, era ir para o mercado na Yates; também tem as lembranças do Sul... Nem vale a pena numerar uma de tantas. Com os olhos abertos deixo de enxergar a realidade para acordar do outro lado da mente trazendo pro peito a sensação perdida há tempos.
Parece que vivo dentro de mim e me alimento das coisas instigantes, patéticas, marcantes ou simples de doer que aconteceram. Não sou de mim, sou do que fui. Sou a conjunção do que fui misturada, batida e jogada no mundo do aqui. O aqui que provavelmente terei muito que recordar depois.
Não vejo a hora.
Parece que vivo dentro de mim e me alimento das coisas instigantes, patéticas, marcantes ou simples de doer que aconteceram. Não sou de mim, sou do que fui. Sou a conjunção do que fui misturada, batida e jogada no mundo do aqui. O aqui que provavelmente terei muito que recordar depois.
Não vejo a hora.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Como se fosse a primeira vez
Cada história interessante nessa vida. Como se fosse a primeira vez versão real. E se fosse com a gente... Será que teria alguém que todo dia nos lembraria da nossa própria existência...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Se o dia dos namorados...
Se o dia namorados serve pra trazer um pouco de sorriso para as pessoas, então tudo bem. Digo isso porque a quantidade de casais que se formam e que viram casais de fato nessa época é enorme. Parece que a estratégia comercial de aquecer as vendas no início do inverno não só deu certo, mas também faz bem para a população. Principalmente a população indecisa: se não sabe o que quer o dia dos namorados te oferece a oportunidade única de decidir - oficializa ou cai fora.
Se o dia dos namorados significa ver as pessoas refletindo positivamente sobre o futuro amoros, então tá, até interessante ter um dia para isso. Vejo as meninas no trabalho, alunos, pessoas aleatórias a divagar sobre o momento de largar mão de serem os famosos 'pegadores' e pensarem em algo mais profundo e edificante. Parece que a combinação frio, vitrines avermelhadas por aí e o famoso papinho 'o que vc vai comprar pro seu namorado(a), acaba atingindo os corações mais frios.
Olhares feliz, abraços e beijos calorosos pelas ruas cariocas. Tá bom de admirar essa semana pintada de vermelho e coberta de rosas. Afinal, esse negócio de dia é irresistível mesmo. Pena que eu só acredite nos dias de aniversário... os outros são sempre dias de tudo (pai,mãe, namorado, cachorro, papagaio, secretária, dentista, professor, etc.
Se o dia dos namorados significa ver as pessoas refletindo positivamente sobre o futuro amoros, então tá, até interessante ter um dia para isso. Vejo as meninas no trabalho, alunos, pessoas aleatórias a divagar sobre o momento de largar mão de serem os famosos 'pegadores' e pensarem em algo mais profundo e edificante. Parece que a combinação frio, vitrines avermelhadas por aí e o famoso papinho 'o que vc vai comprar pro seu namorado(a), acaba atingindo os corações mais frios.
Olhares feliz, abraços e beijos calorosos pelas ruas cariocas. Tá bom de admirar essa semana pintada de vermelho e coberta de rosas. Afinal, esse negócio de dia é irresistível mesmo. Pena que eu só acredite nos dias de aniversário... os outros são sempre dias de tudo (pai,mãe, namorado, cachorro, papagaio, secretária, dentista, professor, etc.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
zonziar do mar
No domingo passado aceitei mais um convite para velejar. Apesar da minha mente estar nas nuvens resolvi reencontrar o mar. Do velejo trouxe mais uma vez o balanço. O balanço das coisas dentro de mim. Foi tanta oscilação que acabei por ficar zonza dentro do meu desconcerto de mar. Ao mesmo tempo a zonzisse tirou de dentro de mim o peso da lamúria por aquilo que não é. Tirou de mim até a bile amarelada do desassocego. Minha mente saiu das nuvens e se voltou pra terra, para a visão do Rio fluindo em frente aos meus olhos.
Com a falta de vento veio arrebol; do arrebol, a noite; da noite, o inusitado: estávamos assumidamente parados e sem vento. Com a noite veio também minha trégua com o mar. Seu balanço já não me fazia zonziar. O confabular sutil, a lua que subindo e a certeza de se chegar ao lugar seguro trouxeram um bom sorriso. Foi como um bom desafio que se sabe que no final tudo vai dar certo. E dá. De lembrança ficou a cor que não via, mas que muitos notaram. Eu via o céu azul, o mar azul e pensava na frase daquele conto: "o mar é feio".
Com a falta de vento veio arrebol; do arrebol, a noite; da noite, o inusitado: estávamos assumidamente parados e sem vento. Com a noite veio também minha trégua com o mar. Seu balanço já não me fazia zonziar. O confabular sutil, a lua que subindo e a certeza de se chegar ao lugar seguro trouxeram um bom sorriso. Foi como um bom desafio que se sabe que no final tudo vai dar certo. E dá. De lembrança ficou a cor que não via, mas que muitos notaram. Eu via o céu azul, o mar azul e pensava na frase daquele conto: "o mar é feio".
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