terça-feira, 5 de maio de 2009

Estudando port durante toda a manhã

"Quando não se tem nada para dar, ainda se dá amor"

do livro 1984

domingo, 3 de maio de 2009

Kraftwerk - Radioactivity

Escutei muito Kradtwerk quando era pequena, cooperando para a máxima que não tive lá uma infância muito normal. Eu ouvia e adorava... Sem ao menos imaginar o que falavam, a mensagem maravilhosa por trás desta canção que juntamente com "The Robots" configurava uma de minhas prediletas. 

O Oibaf me trouxe a lembraça deles, os precursores de qualquer música tecno que hoje existe. Eles sim, são criativos, originais e cativantes. E eles tiveram no Rio faz pouco tempo abrindo show de Radiohead... faça-me o favor! Eu quero ver só Kraftwerk!

Uma pontinha deles com o "antes e depois" de Radioctivity ;)

Anos atrás (década de 70 será)

Anos depois:

Futebol, futebol...

Vamos começar confessando o passado triste: já fui torcedora fanática. Graças aos céus isto data de 1997, ano que me mudei para São Chico, e ficou enterrado por aquela época. O caso é que de tempo em tempos renasce a "moda futebolística" e, infelizmente, estamos em um desses momentos. 

No país todos os amigos se provocam com as mesmas ofensas batidas de sempre sobre seus times (todos) derrotados, não derrotados, pseudo-derrotados. Compram a blusa do time, se enfeitam das cores (geralmente misturas de cores infelizes), e usam listrados (ou não) por aí como se fosse algo de interessante para existência de alguém. Talvez eu seja um pouco brutal na minha avaliação, mas é inegável que o que mais vemos são os torcedores "maria vai com as outras". Isso sem querer citar a problemática de torcidades que esqueceram que não vivemos em um zoológico. 

Gosto de esporte, gosto de admirar o esporte, gosto da superação inerente no esporte. Contudo não gosto de mentes fincadas em um alienante torcer por coisa nenhuma (afinal, seriamos nós torcendo por dirigentes podres de rico e de poder paralelo). Fora que no país do futebol, seria muito engrandecedor se um menino sonhasse em ser jogador de futebol, o outro de basquete, o outro corredor, o outro indeciso. 

Agora da minha janela escuto gritos, gente nervosa (um dos times cariocas com uma das piores torcidas está jogando), uma falsa tranquilidade (pois se vê poucas pessoas na rua), mas eu sei que quando acabar as pessoas estarão em estado de explosão de nervos que eu não suporto testemunhar. 

Ah sim, dizem q isso  desautomatiza a vida. Bem, eu preferiria a diversificação dos desautomatizadores. 

sábado, 2 de maio de 2009

Um recado

Só para me avisar que o ócio criativo voltou. Que alívio, pensei que iria ficar na história, mas nunca retornaria. Joguei livros por todo canto, coloquei músicas antigas, leio pedaços de cada coisas, e penso...

Penso na arrumação do quarto, penso em filmes antigos (acabei de rever Moulin Rouge), penso em São Chico e em como me faz falta fazer parte de São Chico. Penso enquanto escrevo aqui, porque eu compreendo agora o motivo pelo qual não abandono esta casinha: ela me ajuda a lembrar. E com isso, me lembro em detalhe o que aconteceu em todos os 13 de feveiros de 2005 pra cá. Pode me dizer a data, procuro no blog e te digo tudo que acontecia. Escrever só pra lembrar, é o que penso.

Penso em atenção, penso no pobre amigo Pedro de Raul ("Pedro onde cê vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou"), penso na escolha que fiz de estar nesse exato momento fazendo o que estou fazendo. Bem longo este recado, mas é que não quero esquecer de nada, de nada.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

sensações

Uma sensação estranha. Quando fui a Sue hoje estava com um quê de estar em casa, contudo no caminho os ventos mudaram na medida em que na minha companhia se encontrava o Livro que Lív Mary me deu de presente de aniversário, Amor em Minúscula. Confesso que pelo título adiei um pouco o começar a ler. Talvez seja também pela minha cega obsessão por clássicos, Machado, Eco, Garcia Marques, meus queridinhos. Contudo descobri a leitura leve, a leitura de uma descoberta de um rio confluente em si. E eu lia...

Ao chegar na Sue, fizemos a verdadeira tarde das garotas, com direito a Orgulho e Preconceito. Nada mais girly do que Jane Austen. E suspiramos por Mr. Darcy, invariavelmente por ser o nosso modelo de perfeição masculina, se é que deveria haver um, num filme que não apresenta nem ao menos um beijo descaradamente romântico. No entanto o filme é só romance, e cheio daqueles momentos de Mamilaminatapei (escrevi certo, será). Comemos pizza, tomamos sorvete e conversamos o suficiente para nos deixar com a impressão de que sim, continuamos presente na vida uma da outra.

O engraçado é que a viagem de ônibus na volta me pegou novamente. Eu não queria descer, não queria sair daquele meu mundo, mundo de não-sei-o-quê de surpreendente, descobrindo minhas próprias histórias, sentindo a "nostalgia do futuro", e mais do que nunca deixando o passado para o passado. Assim, escutando "Fast Car" da Tracy Chapman, cheguei a conclusão que não há nada mais preenchedor do que a sensação de se pertencer a algum lugar. Ironicamente, da pessoa que já muito se mudou se escuta a máxima: eu pertenço aqui, eu pertenço ao agora.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Me apaixonei por esse poema

É uma adaptação do chines Li Po (701-762), chamado de Rihaku em japonês, feita por Ezra Pound (não, não sou mto fã dessa persona não), de um po

The River-Merchant's Wife: A Letter

While my hair was still cut straight across my forehead
I played about the front gate, pulling flowers.
You came by on bamboo stilts, playing horse,
You walked about my seat, playing with blue plums.
And we went on living in the village of Chokan:
Two small people, without dislike or suspicion.

At fourteen I married My Lord you.
I never laughed, being bashful.
Lowering my head, I looked at the wall.
Called to, a thousand times, I never looked back.

At fifteen I stopped scowling,
I desired my dust to be mingled with yours
Forever and forever and forever.
Why should I climb the look out?

At sixteen you departed,
You went into far Ku-to-yen, by the river of swirling eddies,
And you have been gone five months.
The monkeys make sorrowful noise overhead.

You dragged your feet when you went out.
By the gate now, the moss is grown, the different mosses,
Too deep to clear them away!
The leaves fall early this autumn, in wind.
The paired butterflies are already yellow with August
Over the grass in the West garden;
They hurt me. I grow older.
If you are coming down through the narrows of the river Kiang,
Please let me know beforehand,
And I will come out to meet you
As far as Cho-fu-Sa.

By Rihaku
Quarta-feira é o pior dia.

Durmo tarde na terça-feira (chego em casa as 23h), e acordo na quarta 5:30 para chegar na aula de port a tempo.

Da faculdade direto pro trabalho... Até chegar em casa lá pras 22h.

Eu preciso me lembrar disso qdo eu estiver milionária.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O problema de se estar no mundo é quando não se quer olhar pras pequenas coisas e verdadeiramente admirar o minúsculo, o invisível, o grandioso universo dos indizíveis momentos. O abraço furtivo, o olhar apaziguador, a intenção acalentadora. Talvez a questão de tudo seja sabermos ser gente um com outro, sabermos que atrás da inocência há um mundo catalizado pelo invisível. O mundo que vai além, além até do que sabemos de nós mesmos.

Tudo de doce há de se esperar no horizonte quanto o que se tem em mente é pura liberdade de ser, de ser outro, de ser novo, de ser amor puro. Quero minhas ameixas no verão, meu chimarrão no outono, meu casaquinho azul no inverno, meu aniversário na primavera, meus amigos o ano inteiro, meu coração dentro de mim, e minha felicidade também.

O Núcleo


O segredo para um bom grupo de amigos continuar a se ver regularmente eu descobri: é ter um núcleo. Núcleo de algumas poucas pessoas que se sabe que não irão faltar e que então animará os outros a ir. O núcleo bola os passeios, envolve os demais, convida quem bem apetecer e, caso ninguém for, vai mesmo assim e ainda se diverte.

O núcleo precisa ser formado por pessoas com uma boa afinidade, cujo entrosamento precisa ser tamanho para manter o programa em pé, mesmo com todos desanimando. Afinal, "todos" são só convidados (AKA "o resto do bando"), e o núcleo é sempre confirmado.

A necessidade do núcleo surgiu quando todos se desanimavam na medida que alguns se diziam impossibilitados por motivo A ou B de ir ao encontro da turma. Nos tempos de faculdade ainda existiam as aulas que nos uniam, mas e agora, com nenhuma aula em comum praticamente, como seria? Na verdade eu quis basicamente beneficiar a mim mesma, que só faço aula (e também trabalho) com Isis, e de resto vejo um ou outro esporadicamente. Mas depois que tive a genial idéia de formar o núcleo (oficialmente), já sinto que o ano será mais do que frutífero para saídas da turma.

Adeus pizzarias, agora Lapa é nosso quintal, boliche é outra opção, lanchinhos em lugares diferentes e... Surgirão mais idéias para trazer mais pra perto aqueles que moram nada centralmente (assim como eu).

E que venham os eventos! De confirmados, só O Núcleo, prestigiosamente formado por Sardex, Thatha e Fahmelia (fahdiga, ou fahculdade, ou fahrofa, ou...)

Muda!

domingo, 26 de abril de 2009

Conto do Jardim

Eles se encontraram no de repente dos mundos. De repente ele encontrou ela, de repente ela encontrou ele. Eles se encontraram porque era justamente a hora daquele encontro improvável, da tal improbabilidade infinita trabalhar a favor deles. Eles não sabiam que se procuravem, mas no momento em que se encontraram descobriram que mutuamente se achavam no mesmo momento, na mesma icognita existencial, no mesmo querer de algo novo e que elevasse a alma. Eles que queriam, e por querer começaram a conversar, começaram a trocar histórias da vida, da infância, da batalha do dia-a-dia, mas sem muita realidade, eles também queriam um pouco de sonho.

Assim, se encontraram, repentinamente em si mesmos. Foram atraidos pela natureza e sua tempestuosa armadilha. No verde fizeram seu primeiro verdadeiro encontro, o encontro em que almas e corpos não podem ser diferenciados com clareza. Foi o cenário bucólico da cidade cinza, um belo jardim, que conferiu a ambos a certeza. Cenário desenhando para desautomatização da vida, para o apaziguar da alma de reis e princesas, agora serviria para que ambos dessem as mãos pela primeira vez. E eles se deram as mãos, se deram beijos na chuva, se deram beijos não tímidos na chuva... Eles se permitiram gostar. E gostaram, gostaram do que eram quando estavam juntos, gostaram de como seus corpos se uniam, de como seus sorrisos se cruzavam, de como seus olhares confidenciavam segredos. E eles andavam, andavam a procura de um canto seco, ou de algum canto que abrigassem a total voracidade do desabrochar dos primeiros momentos, dos descobrimentos, das borboletas na barriga. Ai, e aquele nervoso, o nervoso de querer não se separar, de querer de uma maneira melhor abraçar, de um carinho querer receber. E eles se entendiam.

Veio então o momento derradeiro. Momento que durou não se sabe quanto em horas humanas, mas que na hora dos apaixonados seguiu uma cadência irresistível e que os fez esquecer da chuva, a chuva que agora os prendia com sua capa invisível para mais perto um do outro. Ela os aprisionou na ponte do isolamento, e lá estiveram como se o resto do jardim não existisse. E eles se beijaram. Mas desta vez não conseguiram parar. Ah, quantos beijos... Eles formaram um uniforme de bons pecados todos reunidos na pureza dos enamorados. Aqueles dois surpreenderam um ao outro com a vontade alheia. Eles esperavam um calmo lago, mas despertaram a fúria de corretenzas represadas. As copas das árvores os cobriam, o guarda-chuva foi esquecido por sí só, e os dois se acompanhavam fielmente na fervura do momento impensado.

Verde coberto de água, os dois cobertos de verde, a água os cobria inteiros. Nascia de Gaia um novo titã. O namorinho de jardim tomava a dimensão única, a única que se podia imaginar aquela altura. Eles não podiam se imaginar diferentes, não se podiam imaginar fazendo outra coisa, em outro lugar, e tudo tão a flor da pele, tão irresistivelmente aprazível. Ternura, desejo, bem querer... E o mais improvável aconteceu, aquele improvável prometido ainda no início, eles viraram primeira pessoa do plural.

Momentos em família

Fazia tempo que não saíamos em família, assim todos juntos, por tanto tempo. Tem certas coisas que permanecem as mesmas. A mania de regular um ao outro, mamãe perguntando se EU não esqueci nada, irmã perguntando se não posso trocar de música, papai perguntando se é aquele caminho mesmo. Eu sempre tentando responder a todas as questões.

Também continuo muito protetora com minha irmã, apesar dela ser bem mais alta do que eu saber se defender muito bem. Por chamar atenção (infelizmente mtas vezes negativa), ficam esses homens olhando assim, encarando. Eu, num momento leoa com seus filhotes, parei na frente dela, encarei o moço babão e fiz cara feia. Ele virou e comentou algo com o amigo, os dois me olharam. Ahh, eu mantive firme minha posição. Creio que tem de ter respeito com o tipo de olhada que se dá a alguém, qualquer alguém, em qualquer idade. E aquela olhada não foi de respeito... E qual o por quê disso, seria por ser mulher?? Ou por não ter nenhum homem no bando?? Seja qual for a explicação, não me dei por conformada e exigi respeito através de olhar explosivo.

Bem, seguindo em frente, chegamos a Rio das Ostras. Adoro estar dentro do carro, vendo a paisagem passar, pra mim essa é uma das grandes diversões. Com uma boa música então, aí que se vai longe nos pensamentos. E tudo penso, penso em tudo... Conversa sobre nada, conversa sobre nós. Meu pai que se estranha com minha irmã, minha irmã que se estranha com meu pai. Eles são tão iguais, sai faisca... Eu quieta. Eu degusto cada momento.

Meu pai dizia há tempos que a família está abrindo. Eu voltei, minha irmã continua, minha mãe continua, meu pai continua. Se depender de mim, o "nós" continua, apesar de sermos tão iguais.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisas de música

Nostalgia: quando estava na idade de ouro com meus amigos de FURG lembro-me bem que era um costume cantar canções aleórias pelas "pilaxtrax" da "FUG". Uma delas era a Hunter da Dido. Certa vez, voltando na semana de letras de Santa Maria, Lukita e eu cantamos essa inteirinha. Com certeza o Italiano deveria implicar com alguma coisa em relação a letra da música (peçonha, peçonha).
E o mundo dá voltas, e quem diria Lukita e eu estariamos cantando novamente.



Tentei pegar o clip oficial, mas youtube tá difícil, então vai o paraguaio!

Jardim Botânico

Clarice estava certa, Jardim Botânico é lugar de epifania. Da alma, do corpo, da desautomatização da vida.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O íntimo da noite

Saindo de vários pontos do Rio de Janeiro, deslocavam-se todos para um ponto iluminado na noite carioca, a Lapa. Eles se ajustavam para o encontro em horários distintos, questões diferentes. Identidade, relacionamento, existencialismo, vaidade, ansiedade. Todos queriam adentrar a bolha social, introduzir seus convidados e fugir do autómatico cotidiano pesado e cinza. Cada núcleo em horário diferenciado. Cada um na expectativa do que seria aquela noite. Lapa, noite carioca, outono, barzinho de luz baixa e musiquinha brasileira da agradável. Então, os sorrisos, os abraços, o reencontro. A gostosura dos olhares, a afabilidade de uma noite generosamente estrelada, iluminada especialmente para uma rodada de prazerosas conversas. Então, depois do gelo inicial de cada chegada, os assuntos começam a fluir. Fluir... Delizam dos lábios, de tudo! Muita música, versões inéditas de Faroeste Caboclo, canções do Chaves, entre outras. O momento de silêncio, as trocas de lugares... E veio a lágrima furtiva da moça bonita ali no canto. E o motivo, ela deixou pra mistério, mas o bom é ver que não nos embrutecemos, vem a ternura, vem “quer um abraço”, vem a cumplicidade de olhares fervorosos por entendimento, por reconhecimento, por engrandecimento humano.

Esta noite serviu para conhecer não ao desconhecido, mas ao que esteve sempre ali, na nossa frente e nós não olhamos. Para aquele que pegou nossa mão e beijou e desviamos o olhar sem graça. A cortesia atingiu o limite do si mesmo. Aquela lágrima, por quê... Porque precisava alertar a mim mesma, como a barata ajudou Clarisse, a entender a minha condição de tão nada, de tão tudo, de tão efêmera, de tão só. Só. Terminei só. Noite linda, praça XI, a vinda, ponte vazia, o menino do ônibus, a moça bonita dormindo, e eu... Pensando na conversa em inglês, na cena de filme que fizemos ali, sonhando. E eu, tão indigna do seu olhar, pensei, fui eu quem desviei.

domingo, 12 de abril de 2009

Feriados, feriados...

Tenho de marcar bem esse feriado de páscoa pq senti os extremos que um feriado poderia me trazer. O extremo do descanso e da chateação. O extremo do dever e da consciência.

Ser humano não é fácil de entender. Menos ainda anos depois de que conhece alguém. Depois de amigos de faculdade, de bons amigos, muito menos depois de amigos íntimos. Aí, veio a TPM e tudo que seria um tantinho, virou um tantão desproporcional ao tamanho territorial do brasil. Me remoí em pensamento, fiz conjecturas absurdas e tentei desentender o significado todo das poucas palavras.

No final, eu fiquei com aquela máxima que diz q bonzinhos se dão mal. E se dão mal mesmo os bonzinhos q não falam o q tinham de responder na careta, sem rodopios. Ah, eu vou responder sim, e vomitar todas aquelas sentenças não tão bem quistas para o ego e aceitação de ninguém.

Eu preferia ter tido uma sexta-feira normal.

terça-feira, 17 de março de 2009

Namorinho de portão

Estava eu voltando da minha rotina estudantil, escutando meu som autistamente falando (e ainda cantando) quando olho na pracinha do Barreto (bairro divisa entre Niterói e São Gonçalo), uns casais no coreto. Olho de soslaio primeiramente e logo fixo os olhos e dou um suspiro. Namorinho de coreto é algo de nostálgico. Aquela coisa bem mãos dadas, querendo definir se é gostar, se é amor, se é pra casar... Ou se é simplesmente bom de beijar.

Lembro dos tempos de São Chico, quando saiam os casais e ficavam no coreto... (aonde eu estava, nem te digo). E fivam lá, efemeros casais, eternos casais, casais do daqui a pouco ou do acaso. Todos juntos, no mesmo status de "namoro de coreto". Uns namoricos desses eram só pelo dia. Outros dali desenvolviam para anos de história. Eu testemunhei tudo...

Sinto muito não ter tido meu namorico de coreto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Da volta

Rio de janeiro, março de 2009. Já é a terceira semana de aula na UFRJ, entre professores que nunca aparecem, reencontro com colegas de outros carnavais e novos laços sendo formados. De princípio achei tudo bem opaco. Agora está começando a ficar cintilante novamente.

Outro dia passei no departamento de anglo-germânicas e me deparei com o reconhecimento. Ao encontrar minha ex-orientadora (que quer voltar a ser atual), a impolgação que até me senti mais importante que o normal. Abraços, beijinho e um “graças a Deus você está de volta”.

Eu volto, e volto mais confiante, mais complacente (nossa, mais ainda...), mas não tão boba (emprestar aposlila, nunca mais, mto menos provas marcantes) e sem medo de enfrentar os professores ditadores (ditadura virou minha especialidade). Agora, quero ver no meio disso tudo ainda ter aquele tempinho para dar atenção ao humilde blog... Olha q estamos em um ano ímpar!

sábado, 7 de março de 2009

O bloqueio

Creio que há muito tempo não venho aqui para não ver o legado da minha própria pobreza. Pobreza ou preguiça. Fugindo de mim, fugindo de mim cada vez mais. O bloquei continental chegou até mim, e não pude me ver mais; só a cara no espelho, sem alma. Sem alma, sem personalidade, sem caráter. Distante do que era tão precioso pra mim, distante e sem sentido.

O bloqueio chegou, não sei sobre o que escrever, mas o irônico é que sinto aquela necessidade inevitável permeando a mente fustigada pelos absurdos do cotidiano. Talvez o bloqueio seja necessário para que me centre... OU para que nem tente ser centrada, já que provei não ser boa nisso mesmo. Não quero mais filmes, não quero mais livros, não quero internet, não quero musicar. Eu quero tanto eu mesma, pode ser no estado liquido.

Voltei à faculdade e senti que todos me olhavam indiferentes. Isso era tão somente o reflexo da minha própria indiferente que olhava para todos com o ar de quem pertence àquilo. Eu não pertenço mais, desculpa. Desculpa, afinal aquilo era meu, a sensação de pertencer... De ser, de estar. Antes era verbo transitivo, agora sou transitivo indireto. Tenho necessidade de objeto.

E me diz, pertenço a que lugar e a quem?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

"o amor eh que liberta, ja dizia o profeta"



Ja falei do Gentiliza nesse blog, mas repito o assunto pq achei esse video da Marisa Monte no youtube e fiquei encantada. Aquelas tomadas no final da Av. Brasil com a Marisa Monte no onibus descreve perfeitamente minhas voltas pra casa da UFRJ, tentando ler as palavras nas paredes escritar por Gentileza.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Vou-me embora pra Pasargada...

La nao serei a amiga do rei, serei a rainha propria da minha vida. Vou-me embora pra Pasargada. Terei acento e cedilha, ensinarei portugues, arriscarei no ingles e serei feliz no Rio cor de gris mais colorido do mundo.
Vou pra la, e eh pra agora. Agora no fim do ciclo nosso, no inicio meu. Quando tiver data te conto. Quero ser esperada no aeroporto com balao colorido e tudo. Ver cores, colorir meu mundo.
Pasargada, chega logo!