sábado, 17 de maio de 2008
Da sensibilidade
Há várias diferenças (óbvias) de personalidade entre minha irmã e eu. Além da cor do cabelo, ela gosta de catchup, eu gosto de mostarda, ela de queijo, eu de presunto, ela de funk e eu não! Ela é alta bonita, eu sou a baixinha inteligente. Com tanta briga que tivemos na infância foi muito complicado desatar uma amizade quando ela se tornou adolescente. Contudo, já ia me esquecendo do nosso traço mais comum: a sensibilidade.
Por vezes a via chorar, como uma menininha indefesa. Ao perguntar o motivo, os mais banais: uma menina disse que não gosta de mim. Olhava para ela, dava um sorriso que daria para abraça-la inteira e dizia que não devia se importar com essas pequenas coisas.
Na semana passada uma amiga dela morreu. Então, imagina... Sentia ela toda delicada, aqui pela internet. Acabei por ver um video que ela adicionou nos favoritos, sobre a tal menina e não é que lá pela metade me peguei chorando. Chorando por quê: Bem, é dessas coisas, é da sensibilidade... É de sentir o que não é meu, é de sentir o mundo inteiro.
Por vezes a via chorar, como uma menininha indefesa. Ao perguntar o motivo, os mais banais: uma menina disse que não gosta de mim. Olhava para ela, dava um sorriso que daria para abraça-la inteira e dizia que não devia se importar com essas pequenas coisas.
Na semana passada uma amiga dela morreu. Então, imagina... Sentia ela toda delicada, aqui pela internet. Acabei por ver um video que ela adicionou nos favoritos, sobre a tal menina e não é que lá pela metade me peguei chorando. Chorando por quê: Bem, é dessas coisas, é da sensibilidade... É de sentir o que não é meu, é de sentir o mundo inteiro.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Hey, I think I'm happy
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Obras retomadas
Agora a construçao está em uns arremates finais. Essa é parte que as cores da parede seráo escolhidas. Que tal lilás? Lilás com um pouco daquela cor que náo definir qual é, mas me encanta imensamente cada vez mais.
E a vida lilás, agora em versáo feliz feliz, segue sua saga com o objetivo a curto prazo de esticar o visto e a longo prazo de ajustar os motores para uma nova vida, seja ali, acolá, com ele, sem ele ou com todos eles.
E a vida lilás, agora em versáo feliz feliz, segue sua saga com o objetivo a curto prazo de esticar o visto e a longo prazo de ajustar os motores para uma nova vida, seja ali, acolá, com ele, sem ele ou com todos eles.
sábado, 3 de maio de 2008
Minha tristeza é um estado permanente de ser. Minha tristeza vem da falta de liberdade que encontro em mim mesma. Talvez essa seja a pior tristeza de todos os tempos, eu penso, pois é essa a tristeza que sinto agora. Eu não tento lutar contra ela, não tento impedir que ela entre e faça moradia em minha rotina. Deixo, com prazer, que se aposse de tudo de mim, que me faça ver a vida com olhos melancólicos onde até as tulipas amarelas exalam solidão. Vejo com os olhos que sinto, vejo através do meu próprio reflexo no espelho, e o que vejo dói lá dentro. Talvez seja esse o momento em que eu possa ser assim poeta. Só que o detalhe que mais entristece é que poeta não é ser triste, é saber dosar a tristeza em palavras para os que são tristes.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
verde
E mudança no tempo acompanham minha jornada pela vida no Norte. É simplesmente ver que tudo aquilo que se queria, nao se quer mais, e se dar conta que tudo aquilo que te fazia sentir, nao te faz mais. Os ventos vao para outra direçao, apontando um norte (ou sul, ou leste, ou oeste) que ainda nao sei bem como se configura. E mais uma vez minha vida sujeita a tudo e a nada.
Adoro isso.
Adoro isso.
domingo, 20 de abril de 2008
A tênue linha
Não é a primeira vez que venho aqui divagar sobre a questão de vida e morte, só que agora a discusao em minha mente tem um sabor um tanto diferente. No meio de 'minhas' questões, na construção do ócio e da dúvida, me deparo com uma notícia. A notícia, a princípio, não deveria nem chamar muita minha atenção e soar mais como uma curiosidade. Contudo, a mesma teve eco profundo em minha mente e alma, a ponto de mudar meu humor e quiça minha atual visão panoramica sobre minha própria vida. Um garoto de francês morreu atropelado sábado passado atravessando a rua da faculdade de letras para o CT na UFRJ. O garoto, dizem, ficou destroçado... Se chamava Icaro. Eu, obviamente, não lembro dele... De repente, até conhecia de vista, ou de 'oi', ou de alguma classe aleatória. Mas de Icaro, nada sei... A não ser que ele atravessou a rua e foi destroçado por caminhão. Para quem conhece a geografia da região, sabe muito bem que ali tem um sinal para pedestres que raramente funcionava. Eu era uma das pessoas que praguejava o sinal e temia por um acidente mais grave (sendo eu mesma quase atropelada algumas vezes por carros voadores na região). Só que não me conformo que o 'quase' se tornou realidade, ainda mais em um sábado pela manhã.
Se para aumentar a fatalidade ou por ironia da vida, o corpo do menino ficou no asfalto das 12h até 17h da tarde. A família, sem notícia. E o celular de Icaro ainda foi roubado. E eu não consigo parar de imaginar a cena do corpo sendo arrastado ali, como se eu estivesse no ponto de ônibus das letras. Acho que Icaro abriu uma janela secreta em mim... E agora eu não sei o que faço com esse anseio de saber qual o sentido dessa coisa toda que achamos que vivemos.
Eu acho que vivo por um dia após o outro e por um futuro que não existe. Eu quero ser feliz, mas não tenho coragem nem de ser adulta, que tipo de pessoa é essa: (uma pessoa que não tem um ponto de interrogaçao no teclado de um computador que pertence a alguém que acha que tudo pertence ao mesmo). Eu só tenho medo de arriscar atravessar a rua. Muito medo, ao mesmo tempo muita confiança. E uma familia chora a morte inesperada de seu jovem. Eu espero chegar aos 90 anos...
I really dont know life... at all.
Se para aumentar a fatalidade ou por ironia da vida, o corpo do menino ficou no asfalto das 12h até 17h da tarde. A família, sem notícia. E o celular de Icaro ainda foi roubado. E eu não consigo parar de imaginar a cena do corpo sendo arrastado ali, como se eu estivesse no ponto de ônibus das letras. Acho que Icaro abriu uma janela secreta em mim... E agora eu não sei o que faço com esse anseio de saber qual o sentido dessa coisa toda que achamos que vivemos.
Eu acho que vivo por um dia após o outro e por um futuro que não existe. Eu quero ser feliz, mas não tenho coragem nem de ser adulta, que tipo de pessoa é essa: (uma pessoa que não tem um ponto de interrogaçao no teclado de um computador que pertence a alguém que acha que tudo pertence ao mesmo). Eu só tenho medo de arriscar atravessar a rua. Muito medo, ao mesmo tempo muita confiança. E uma familia chora a morte inesperada de seu jovem. Eu espero chegar aos 90 anos...
I really dont know life... at all.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
perishing...
I've always been a dreamer... I've had my head among the clouds
Now that I'm coming down, won't you be my solid ground?
peçonha!
Não faço a mínima idéia q banda é essa, baixei a música sem querer desde o ano passado e estava cheia de poeira nos porões de musicalidade da minha persona. Casualmente deixei que tocasse inteira semana passada aqui, agora ela não sai das minhas paradas de sucesso.
Now that I'm coming down, won't you be my solid ground?
peçonha!
Não faço a mínima idéia q banda é essa, baixei a música sem querer desde o ano passado e estava cheia de poeira nos porões de musicalidade da minha persona. Casualmente deixei que tocasse inteira semana passada aqui, agora ela não sai das minhas paradas de sucesso.
Filmes baixados e vistos
Tudo começou em uma tarde no meio do mes de março. Desde lá, nunca mais pude ser a mesma. Baixei o tal do utorrent aqui e fui pra mininova ver o que podia baixar para 'testar'. Comecei por um filme q nunca vi "I'm not there" e daí terminei em uma compulsão infindável q foi apaziguar só um mês depois (depois de muitos filmes vistos).
Aqui vai a lista dos filmes baixados e vistos nesse pc aqui em Victoria até o dia de hoje (sei lá q dia é hoje), com um pequeno comentário:
1- 30 days of night - Apresenta os vampiros sem a parte sedutora. Dá pra levar uns sustinhos.
2- Meu nome não é Johnny - Olha, um filme que mediano.
3- Beowulf - blé, mataram a lenda em pedacinhos, mas não é engraçado como a versão dos Christian Lambert
4- 4 meses, 3 semanas e 2 dias - maravilhoso, divino, fantástico. É um filme romeno e VALE
mto ver. Olha que é só mais uma história sobre aborto.
5- I am legend - A história é tirada de um clássico... Com os efeitos contemporâneos e um ator carismático. Tirando a parte piegas final, o filme é bem interessante.
6- enchanted - Por favor, não riam... Até que eu gostei das musiquinhas.
7- transamerica - MARAVILHOSO. Se entende verdadeiramente porque um pessoa deseja mudar de sexo.
8- tropa de elite - Depois de tanto falarem, resolvi conferir. Bem, eu achei um pouco tendencioso... Mas o que não é tendencioso nessa vida...
9- The atonement - O que tem de mais impressionante é a forma de como a narrativa evolui. Te digo, deixa com a pulga atrás da orelha.
10- the other Boleyn girl (BBC) - Essa não é nova versão, mas uma antiga da BBC. Gostei tanto que nem me sinto tentada em ver a nova.
11- 300 - Essa coisa de quadrinhos cansa um pouco a beleza.
12- La vie en rose - Sensível, interessante, dramático... Mas nao chega a ser imperdível
pra quem nao ta nem ai pra vida da cantora.
13- Shrek III - engraçado, um pouco.
14- Away from her - Drama mesmo. Velhice, doença, esquecimento... Eu gosto desse tipo de filme.
15- Dan in real life - Atirei no escuro, acertei no que não vi. Um filme gostosinho de ver.
16- No country for old man - Prepare-se para carnificina e seja feliz!
17- There will be blood - Não tão bom quanto o anterior... De fato, eu achei até um pouco chato.
18- Sweeney Todd - Uma história qualquer com roupagem de Tim Burton. Chato, massante, cansativo...
19- 4 weddings and one funeral: Uma comédia romantica de 1994, que na época não suportei ver. Agora, pareceu ter mais sentido. Boa sessão da tarde.
20- Pulp Fiction - UAU, girl you'll be woman, soon...
21- Of mice and men - eu tava lendo esse livro (otimo, clássico da literatura norte-americana), e aí resolvi baixar o filme. A melhor atuaçao de john malkovitch!
22- Charlie Wilson's war: chato e tendencioso, EUA sempre bonzinho.
23- El orfanato: sustinhos garantidos, ainda mais vendo a noite numa grande casa vazia com o ranger de vento la fora. ui ui ui
24- Saneamento basico: bah, ri mesmo.. simples o filme, mas eu gostei.
25- The bubble: bom o filme, mas o final me chateou profundamente.
26- The Da Vince Code: ble, joga fora no lixo.
27- Love in Time of Cholera: ai, sinceramnete, achei super chato... mas tem uma fotografia
bonita. Isso explica pq Gabriel Garcia Marques demorou 3 anos pra dar o direito do livro
28- Zodiac (new): eu ja tinha visto o antigo, nada de novo a ser adicionado.
29- Wristcutters A Love Store: (um daqueles filmes alternativos que o Italiano não gostaria). Gostei dos personagens, da simplicidade de tudo e do inusitado de se tratar de limbo para suicidas condenados a viver uma vida 'na mesma'.
30- Silent Hill: A história é interessante, o filme: fraco.
31- Baixio das Bestas: nossa, leve o nome em consideraçao... é forte.
32- Across the Universe: aiii, eu queria tanto q fosse bom... mas eh chatinho, sem
sentido. Bom so pelas músicas do Beatles (e qdo ver presta atençao no 'wanna hold your
hand', achei o maximo ahauha)
33- Dreamgirls: olha, repete o q ja foi dito, mas tem ritmo.
34- Thirteen: Uma versão light de Kids: menina destranbelhada que leva a mãe a loucura... acho q meninos vao gostar mais de ver esse filme.
35- The Devil Wears Prada: ahh, eu vi so de birra! e eu gostei viu.
36- Walk Hard - The Dewey Cox Story: MUIIIIIIIIIITO BOMMMM! Ri q me acabeiiii, foi o unico q voltei cena pra ver de novo.
37- Shopgirl: Bonito filme... História de amor diferente.
38- August Rush: Tem cenas interessantes, mas no total é piegas e chato.
39- O Homem do Ano: Punk, gostei dele...
40- The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford: extremamente chato.. morram os dois!
41- Bee Movie: perda de tempo (mas ontem ouvi q as abelhas estão realmente em perigo).
42- Turistas: História de terror de quinta categoria. Se falam mal de Rio, de brasileiro, etc não interessa, afinal ninguém vai levar esse filme a sério mesmo eheheh.
43- Lars and the real girl: Um dos melhores filmes vistos: sensivel, inteligente, foi um tiro no escuro dos mais agradaveis.
44- Persepolis: Uma graça! E olha que é um filme q trata de tema pesados como o que acontece com os opostores do regime no Irã e papel da mulher.
45- Jane Austen book: Se gosta muito de Jane Austen, então veja.
46- Before the Devil Knows You're Dead: Hardcore... Ótimas atuações e brincadeira com o tempo cronológico do filme.
Suficiente por hoje! ;)
Aqui vai a lista dos filmes baixados e vistos nesse pc aqui em Victoria até o dia de hoje (sei lá q dia é hoje), com um pequeno comentário:
1- 30 days of night - Apresenta os vampiros sem a parte sedutora. Dá pra levar uns sustinhos.
2- Meu nome não é Johnny - Olha, um filme que mediano.
3- Beowulf - blé, mataram a lenda em pedacinhos, mas não é engraçado como a versão dos Christian Lambert
4- 4 meses, 3 semanas e 2 dias - maravilhoso, divino, fantástico. É um filme romeno e VALE
mto ver. Olha que é só mais uma história sobre aborto.
5- I am legend - A história é tirada de um clássico... Com os efeitos contemporâneos e um ator carismático. Tirando a parte piegas final, o filme é bem interessante.
6- enchanted - Por favor, não riam... Até que eu gostei das musiquinhas.
7- transamerica - MARAVILHOSO. Se entende verdadeiramente porque um pessoa deseja mudar de sexo.
8- tropa de elite - Depois de tanto falarem, resolvi conferir. Bem, eu achei um pouco tendencioso... Mas o que não é tendencioso nessa vida...
9- The atonement - O que tem de mais impressionante é a forma de como a narrativa evolui. Te digo, deixa com a pulga atrás da orelha.
10- the other Boleyn girl (BBC) - Essa não é nova versão, mas uma antiga da BBC. Gostei tanto que nem me sinto tentada em ver a nova.
11- 300 - Essa coisa de quadrinhos cansa um pouco a beleza.
12- La vie en rose - Sensível, interessante, dramático... Mas nao chega a ser imperdível
pra quem nao ta nem ai pra vida da cantora.
13- Shrek III - engraçado, um pouco.
14- Away from her - Drama mesmo. Velhice, doença, esquecimento... Eu gosto desse tipo de filme.
15- Dan in real life - Atirei no escuro, acertei no que não vi. Um filme gostosinho de ver.
16- No country for old man - Prepare-se para carnificina e seja feliz!
17- There will be blood - Não tão bom quanto o anterior... De fato, eu achei até um pouco chato.
18- Sweeney Todd - Uma história qualquer com roupagem de Tim Burton. Chato, massante, cansativo...
19- 4 weddings and one funeral: Uma comédia romantica de 1994, que na época não suportei ver. Agora, pareceu ter mais sentido. Boa sessão da tarde.
20- Pulp Fiction - UAU, girl you'll be woman, soon...
21- Of mice and men - eu tava lendo esse livro (otimo, clássico da literatura norte-americana), e aí resolvi baixar o filme. A melhor atuaçao de john malkovitch!
22- Charlie Wilson's war: chato e tendencioso, EUA sempre bonzinho.
23- El orfanato: sustinhos garantidos, ainda mais vendo a noite numa grande casa vazia com o ranger de vento la fora. ui ui ui
24- Saneamento basico: bah, ri mesmo.. simples o filme, mas eu gostei.
25- The bubble: bom o filme, mas o final me chateou profundamente.
26- The Da Vince Code: ble, joga fora no lixo.
27- Love in Time of Cholera: ai, sinceramnete, achei super chato... mas tem uma fotografia
bonita. Isso explica pq Gabriel Garcia Marques demorou 3 anos pra dar o direito do livro
28- Zodiac (new): eu ja tinha visto o antigo, nada de novo a ser adicionado.
29- Wristcutters A Love Store: (um daqueles filmes alternativos que o Italiano não gostaria). Gostei dos personagens, da simplicidade de tudo e do inusitado de se tratar de limbo para suicidas condenados a viver uma vida 'na mesma'.
30- Silent Hill: A história é interessante, o filme: fraco.
31- Baixio das Bestas: nossa, leve o nome em consideraçao... é forte.
32- Across the Universe: aiii, eu queria tanto q fosse bom... mas eh chatinho, sem
sentido. Bom so pelas músicas do Beatles (e qdo ver presta atençao no 'wanna hold your
hand', achei o maximo ahauha)
33- Dreamgirls: olha, repete o q ja foi dito, mas tem ritmo.
34- Thirteen: Uma versão light de Kids: menina destranbelhada que leva a mãe a loucura... acho q meninos vao gostar mais de ver esse filme.
35- The Devil Wears Prada: ahh, eu vi so de birra! e eu gostei viu.
36- Walk Hard - The Dewey Cox Story: MUIIIIIIIIIITO BOMMMM! Ri q me acabeiiii, foi o unico q voltei cena pra ver de novo.
37- Shopgirl: Bonito filme... História de amor diferente.
38- August Rush: Tem cenas interessantes, mas no total é piegas e chato.
39- O Homem do Ano: Punk, gostei dele...
40- The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford: extremamente chato.. morram os dois!
41- Bee Movie: perda de tempo (mas ontem ouvi q as abelhas estão realmente em perigo).
42- Turistas: História de terror de quinta categoria. Se falam mal de Rio, de brasileiro, etc não interessa, afinal ninguém vai levar esse filme a sério mesmo eheheh.
43- Lars and the real girl: Um dos melhores filmes vistos: sensivel, inteligente, foi um tiro no escuro dos mais agradaveis.
44- Persepolis: Uma graça! E olha que é um filme q trata de tema pesados como o que acontece com os opostores do regime no Irã e papel da mulher.
45- Jane Austen book: Se gosta muito de Jane Austen, então veja.
46- Before the Devil Knows You're Dead: Hardcore... Ótimas atuações e brincadeira com o tempo cronológico do filme.
Suficiente por hoje! ;)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Uma parte de mim
Eu ainda não desisti dessa parte de mim. Dessa parte de mim, assim escrita. Vendo posts passados deu uma saudade de mim mesma, saudade da pessoa q fui. Agora, claro, sou diferente... Vivendo coisas diferentes, só que não escritas, logo, são como pegadas na areia. O blog ajuda a cimentar um pouco da minha existência (nem que seja para mim mesma). Não me faz pessoa pior, melhor ou mais ou menos, mas ajuda a relembrar detalhes da vida vivida ou pensada que jamais me atentaria um ano depois.
Por exemplo, nesse axato momento, aqui numa tarde monótona e bonita no canadá, enquanto faço um bolo no qual esqueci de colocar farinha (e irei descobrir o quanto isso é importante em um), converso com o Italiano (da quinta) e por isso me atento a postar essa nota de lembrança a mim mesma de como é bom escrever um blog (embora nao deveria ter nota de lembraça, já que é bom). Então, fico preocupada pq está na hora de tirar o bolo do forno, o Italiano me pergunta sobre minha pequena compulsao em baixar filmes e eu me impolgo escrevendo aqui.
Em suma, vou tentar manter viva essa parte de mim, como aquela historia de manter a criança dentro de nós.
Por exemplo, nesse axato momento, aqui numa tarde monótona e bonita no canadá, enquanto faço um bolo no qual esqueci de colocar farinha (e irei descobrir o quanto isso é importante em um), converso com o Italiano (da quinta) e por isso me atento a postar essa nota de lembrança a mim mesma de como é bom escrever um blog (embora nao deveria ter nota de lembraça, já que é bom). Então, fico preocupada pq está na hora de tirar o bolo do forno, o Italiano me pergunta sobre minha pequena compulsao em baixar filmes e eu me impolgo escrevendo aqui.
Em suma, vou tentar manter viva essa parte de mim, como aquela historia de manter a criança dentro de nós.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Globalização e a distância humana
Dizem que nesses tempos de globalização o mundo tende a estar mais próximo tanto pelos meios de comunicação quanto pelos de transporte. Com 14h de viagem se pode estar em outro continente; ou com uns prefixos a mais se pode falar com qualquer pessoa, ela estando na China ou no Paquistão. Fora que os produtos que os nossos amigos nortistas consumem podem ser facilmente adquiridos no nosso querido país Tupiniquim. Como consequência, por que não afirmar que estamos todos mais unidos, atados um ao outro através de consumo de bens e tecnologia:
Contudo, o que se pode contastar é que com mais tecnologia, com mais globalização, mais distancia se averigua. Ou poderiamos dizer que quanto mais globalizada a pessoa ou família é (leia-se com recursos finaceiros), mais a distância se instaura em seu cotidiano. Como exemplo, podemos pegar a configuração da casa, cada um com seu quarto, televisão, dvd, mp3 e laptop, cada um com seus horários para refeição de acordo com a badalada agenda, até os carros são desenhados para privilegiar a distância entre os passageiros, como nas famosas peruas que os nortistas tanto adoram. Todos no compasso de um grande ditador invisível, celebrando o individualismo e o consumismo de forma bárbara.
Essa, na minha opinião, é a verdeira invasão bárbara: o momento em que as famílias não se reunem para o almoço ou para o passeio de final de semana, quando todos estão cercados de compromissos e distrações on-line, atados a programação da tv a cabo ou sintonizado frenéticamente na música do mp4. Neste momento não há diálogo, troca de idéia, demonstração de sentimento, fomentação da crítica ao mundo que vivemos, celebração de momentos puros e bobos da vida cotidiana. Isso sim é perder a luta para um gigante chamado indiferença e que vem diretamente atado ao sistema economico do nosso querido mundo globalizado: o capitalismo.
Para Marx os detentores de poder tinham os intrumentos e a classe operária a força de trabalho. Agora, os detentores de poder têm a globalização e a classe operária só quer estar dentro do processo que vê passando na televisão. O ricos continuam ricos celebrando seu individualismo, a classe média (classe essa mais indefinida que o tom de verde do mar Tailandês) perseguindo o sonho de ser globalizada, classe pobre querendo ser classe média e a classe miserável querendo não passar fome.
No final, todos perdem nesse processo de globalização do individualismo, principalmente os mais privilegiados que tantas vezes não têm o verdadeiro prazer de se preencher com o processo de Ser humano.
terça-feira, 4 de março de 2008
Globalização Linguística
Com essa minha experiência em outro país, tenho a chance agora de conhecer pessoas de outros países, conversar com elas, conhecer pela ótica delas o país de onde vêem. Além disso, discutimos a questão do inglês em nossas vidas e no mundo, e fazemos descobertas que nos fascinam em relação a nacionalidade do outro. Neste momento, damos graças aos céus por estarmos no Canadá conversando com tudo quanto é nacionalidade, menos canadense.
O caso é que é óbvio para nós as facilidades de se ser um canadense, o privilégio de se ter o inglês como primeira língua e ter um passaporte que permite ir a todos os cantos civilizados do mundo. No entanto, quando vamos analisar de perto a questão, vemos que somos nós que sabemos falar no mínimo 2 línguas, que saímos de nossa cultura para enfrentar outra e enfrentar o desafio de ter de comunicar com o inglês ( e esse desafio triplica quando lidamos com telefonemas): por mais que possa ser fluente, não tem nada como o conforto da nossa primeira língua.
Deste modo, com esse contexto que se configura, não é difícil libertarmos o inglês do mito do falante nativo e nos comunicarmos com nosso inglês-brasileiro, inglês-japonês, inglês-koreano, dentro outros, dentro dessa ilha de Vancouver. Não tem mensagem que não fique clara ou mensagem que fique confusa, é a arte da palavra fluindo naturalmente em nosso meio, independente de eventuais barreiras de vocabulário ou estrutura. As eventuais dificuldades que se estabelecem não são diferentes das vezes que esquecemos uma palavra para melhor nos expressar em nossa própria língua ou um escorregão gramatical, como uma má conjugação verbal.
Nessa minha experiência, todas minhas reservas e pontos negativos em relação a língua inglesa se esvaneceram (mas não contra a colonização dos ditos primeiro mundo); o inglês se configura de uma forma diferente da que encarava no Brasil (onde, cá entre nós, não precisaria do inglês at all para comunicação), aqui se configura como um presente, um manjá dos deuses que fazem todos se entender no meio dessa torre de Babel. E é nesse momento que verdadeiramente sou grata por não ser o português no lugar do inglês,afinal assim nosso povo ficaria obtuso linguisticamente, sem motivação alguma para aprender uma segunda língua, achando que o resto do mundo teria de se curvar a nossa soberania linguistica (pensamento esse que seria totalmente equivocado, já que o Português não pertenceria só ao povo da minha terrinha, mas a todo aquele que fala).
Assim, experimentando o inglês no país estrangeiro, encontramos a verdadeira porta das descobertas mais saborosas e intrigantes, que nos motivam a continuar no ‘aperfeiçoamento’ de nossa segunda língua. E aí que eu descubro que em minha vida toda eu estava aprendendo inglês pelo motivo errado.
O caso é que é óbvio para nós as facilidades de se ser um canadense, o privilégio de se ter o inglês como primeira língua e ter um passaporte que permite ir a todos os cantos civilizados do mundo. No entanto, quando vamos analisar de perto a questão, vemos que somos nós que sabemos falar no mínimo 2 línguas, que saímos de nossa cultura para enfrentar outra e enfrentar o desafio de ter de comunicar com o inglês ( e esse desafio triplica quando lidamos com telefonemas): por mais que possa ser fluente, não tem nada como o conforto da nossa primeira língua.
Deste modo, com esse contexto que se configura, não é difícil libertarmos o inglês do mito do falante nativo e nos comunicarmos com nosso inglês-brasileiro, inglês-japonês, inglês-koreano, dentro outros, dentro dessa ilha de Vancouver. Não tem mensagem que não fique clara ou mensagem que fique confusa, é a arte da palavra fluindo naturalmente em nosso meio, independente de eventuais barreiras de vocabulário ou estrutura. As eventuais dificuldades que se estabelecem não são diferentes das vezes que esquecemos uma palavra para melhor nos expressar em nossa própria língua ou um escorregão gramatical, como uma má conjugação verbal.
Nessa minha experiência, todas minhas reservas e pontos negativos em relação a língua inglesa se esvaneceram (mas não contra a colonização dos ditos primeiro mundo); o inglês se configura de uma forma diferente da que encarava no Brasil (onde, cá entre nós, não precisaria do inglês at all para comunicação), aqui se configura como um presente, um manjá dos deuses que fazem todos se entender no meio dessa torre de Babel. E é nesse momento que verdadeiramente sou grata por não ser o português no lugar do inglês,afinal assim nosso povo ficaria obtuso linguisticamente, sem motivação alguma para aprender uma segunda língua, achando que o resto do mundo teria de se curvar a nossa soberania linguistica (pensamento esse que seria totalmente equivocado, já que o Português não pertenceria só ao povo da minha terrinha, mas a todo aquele que fala).
Assim, experimentando o inglês no país estrangeiro, encontramos a verdadeira porta das descobertas mais saborosas e intrigantes, que nos motivam a continuar no ‘aperfeiçoamento’ de nossa segunda língua. E aí que eu descubro que em minha vida toda eu estava aprendendo inglês pelo motivo errado.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
um capítulo da eleiçao americana
Deu vontade de bloggar novamente. Estou aqui, numa sala de computadores cheia de espaço vazio e com a revista times do meu lado para fazer um resume de um artigo chato sobre Barack Obama.
Ultimamente minha vida televisiva tem sido mto isso: Barack e Clinton, debates, debates... Sinceramente, náo sei como alguém mais aguenta. Depois desse despejo de eleiçao americana, nunca mais reclamarei da propaganda eleitoral gratuita no Brasil. O caso é que chega até ser divertido as vezes ver a mesma CNN que nao dava espaço para o Obama, que colocava mulher negra pra falar mal dele, agora mostrando a parte bonita dos discursos e uma Senadora cansada de guerra, apelando pra qualquer coisa.
Se fosse americana, claro que votaria pelo Obama. O "change" dele é o único algo de verdadeiramente novo nas campanhas de mesmos políticos de sempre. E ele nao será eleito por ser negro nao, mas por, de longe, ser o mais competente dos 3.
Ultimamente minha vida televisiva tem sido mto isso: Barack e Clinton, debates, debates... Sinceramente, náo sei como alguém mais aguenta. Depois desse despejo de eleiçao americana, nunca mais reclamarei da propaganda eleitoral gratuita no Brasil. O caso é que chega até ser divertido as vezes ver a mesma CNN que nao dava espaço para o Obama, que colocava mulher negra pra falar mal dele, agora mostrando a parte bonita dos discursos e uma Senadora cansada de guerra, apelando pra qualquer coisa.
Se fosse americana, claro que votaria pelo Obama. O "change" dele é o único algo de verdadeiramente novo nas campanhas de mesmos políticos de sempre. E ele nao será eleito por ser negro nao, mas por, de longe, ser o mais competente dos 3.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
to be, or not to be
Fico pensando, quando estou hablando outra língua q não o inglês, como perdem os 'native speaker' por conta dessa onde de globalização de inglês. No final, é uma riqueza para nós, não-nativos, falarmos mto bem a nossa língua e a deles, e de quebra ter mais facilidade (lê-se boa vontade) de aprender outras. Verdadeiramente, me sinto mto confortável com minhas raízes e com o que represento nessa sociedade nova: uma moça latino-americana, sem dinheiro no banco e que às vezes esquece q está no Canadá e profere umas palavras em português por aí.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Vontade
Que vontade de falar todas as línguas do mundo! Fico assim sempre depois das aulas, principalmente por ter uma grande amiga japonesa que para mim vale ouro. Ela tem 54 anos e tem de passar com alto score no toefl para se tornar enfermeira no Canadá. Fico pensando se não fosse o inglês não teria tido essa extraordinária oportunidade de conhece-la e dividir vida com ela. Como brinco com ela, ela não é japonesa! Tão aberta, comunicativa, além disso super gentil. Hoje levei para a aula algumas fotos que trouxe para o Canadá, mostrei minha família, meus amigos... E refletimos juntas q seja q lugar chegamos temos bons amigos: temos sorte! "we're luck". E posso dizer com todas palavras, sou muito sortuda. Caramba... Faltam palavras.
desabafo de fim de noite fria
Sinto falta de humor negro, de sarcasmo, de música, programa cultural, de falar de filmes alternativos.. De abraçar papai, de reclamar com mamae, de torcer o nariz pra irma.. isso tudo é tao essencial na vida, eu q nao sabia. E agora, eu vivo na faca de dois legumes, logo eu...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Mundo mundo, vasto mundo. Mas mais vasto é o meu coração!
Drummond disse q na petulância da juventude ele proferiu esses versos. Eu, na minha juventude, os reintero: mais vasto é meu coração sim!!! Que está cheio de esquininhas escondidas, cantos inabitáveis, lugares empoeirados. Sinto meu coração batendo, mas o calor não banha minha alma. Ah, saudade essa que me angustia e me tira noites de dormir.
As vezes parece que estou assimilando a nova rotina tão bem. Outras, dá uma dor de cabeça danada e penso que essa rotina não pode ser a minha não. E não é pq estou passando, limpando, lavando, cozinhando... ~E q eu meu combustível é o carinho. Tão vasto esse meu coração...
As vezes parece que estou assimilando a nova rotina tão bem. Outras, dá uma dor de cabeça danada e penso que essa rotina não pode ser a minha não. E não é pq estou passando, limpando, lavando, cozinhando... ~E q eu meu combustível é o carinho. Tão vasto esse meu coração...
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