segunda-feira, 30 de setembro de 2013

To be or not to be: um recorte sobre a greve dos professores do município do rio

Desde o princípio da greve, no dia 08 de agosto, a questão principal entre os professores, na minha opinião, é a adesão dos próprios. Ao anunciarem a greve, na quarta à tarde, eu mesma andei pesquisando entre os profissionais amigos próximos a fim de coletar quem estaria aderindo ou não ao movimento. Daí vi dois extremos se formando: os que aderiram a greve com direito a passeatas, camiseta e tudo mais, e os que estão com horror a greve, com direito a se sentirem agredidos e coagidos pelos grevistas.
A questão é: tive de me retratar com amigos professores não grevistas sobre minha posição. Agora também tenho de me retratar com amigos grevistas sobre minha posição. Não entendo: por que tanta retratação, meo deos?
Um lado não quer comprometer o salário, as férias, a posição na escola. O outro quer o rim do prefeito e da secretária de educação. O que EU quero? (eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é...). 
Bem, musicalidade a parte, claro que quero mais respeito para com a classe (que é a minha, by the way), e um plano de carreira digno; para de ouvir piadas sobre nossas férias de mais de um mês por ano, se uma pessoa comum estivesse exposta ao que estamos regularmente iriam entender bem a história das férias. Não atoa a classe professoresca é atuante assídua na farmácia atrás de rivotril e cia ltda. Outra reinvindicação interessante: vale farmácia. Afinal, quantas vezes no ano tive sérios problemas na garganta? Com um vale farmácia, atenuaria a questão, já que problemas na garganta não é motivo para qualquer tipo de afastamento no trabalho.
Obviamente, sou do lado grevista. “Obviamente” pra quem me conhece levemente. Apesar de ponderar no início, sabia que esse seria meu destino. Deste modo, assumi minha posição e os motivos que me fizeram optar por ela, mesmo arriscando salário, mês de férias e afins. No entanto, passado mais de um mês de greve e com o triste episódio de professores sendo arrastados por policiais pra fora da câmara, parece que o sangue subiu aos olhos e todos professores que lá estavam presentes QUEREM SANGUE.

O que não entendo é o vandalismo dos que lá vão, acampam, militam corporalmente, mas perdem as estribeiras morais ao dizer que o colega de classe (que o próprio militante louva defender), não deve aceitar o aumento de salário e demais benefícios vindos da greve e da luta. Primeiro, a luta vai além de ir lá, invadir câmara, de levar porrada.  Se alguns apanharam, uma pena. Mas todos não precisam apanhar pra entender a importância disso. Ponto. Segundo, se eu estou participando das caminhadas, protestos e etc, devo ter a serenidade de cativar os colegas não-grevistas, e não a empáfia de achar que o que EU faço é o mais correto. E se o outro não achar? Simplesmente:  o óbvio não é obvio pra todos.
Dentro dessa greve ou de qualquer outra manifestação ou união de classe enfrentamos UM grande problema: de ser humano. A gente quer mudar o outro, obrigar, intimidar e não OLHAR com uma perspectiva diferente dos olhos cheios de sangue ou cheios de indiferença.  Há muito mais por trás dessa greve que supõe nossa vã filosofia: são muitos profissionais de diferentes formações e diferentes opiniões, e um sombrio maquineísmo político dos lados de Paes e do próprio SEPE. Contentemo-nos então com a maioria.
Por último, dentro de uma classe desaculturada que é a nossa dos professores, é uma vergonha TOTAL ver colegas desencorajando os demais a participar dos eventos da cidade (como o festival do rio), ou de simplesmente sair; parece que os companheiros revolucionários estão até o pescoço de nossa herança cristã de querer catequizar a tudo e todos com a premissa do sofrimento e do padecimento.

Greve, sim. Extremismo político, não.

Tenho dito, esta é minha posição. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um belo dia pra começar Ulisses. Diz-se que precisa só de um dia.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Minha vida com ela

Realmente complicado pra minha persona falar sobre o câncer da minha mãe. Ele descobriu por volta de um ano que estava com câncer na faringe. Daí veio a primeira reação: o drama. O segundo estágio: quimioterapia. Até chegarmos, um ano depois, no estágio da radioterapia.

No primeiro estágio tudo era um pouco assustador: e agora José? Realmente, a festa parecia ter acabado. Particularmente na minha família, composta de pai, mãe e duas filhas, eu parecia a pessoa mais centrada, otimista e desprovida de qualquer desespero. Por dentro, estava incontrolavelmente assustada. No choque de mim mesma, passei a ser uma pessoa retraída. Retraída no trabalho, não fazia tanta questão de sair com os amigos, passei a querer encarar a minha vida social só comigo mesma. Engordei  uns 9kg, não tive as boas conversas que me fariam bem, não bebi os chopes eternos que me aliviariam a alma, não deixei ser gostada por ninguém.

Mamãe, papai e irmã contavam fielmente com a minha habilidade discursiva pra convencer a todos de que essa tal doença era muito mequetrefe e que não teríamos consequências negativas, afinal, tecnologia e medicina andam juntas. Só que eu mesma precisava da minha fé. Vi e revi todos os filmes de câncer, encontrei uma historinha em quadrinho que falava justamente do rapaz que tinha a mãe com câncer, via e revia as cenas mais dramáticas de todos os filmes sobre câncer, ouvia músicas tristes o tempo todo, me alimentava de tudo que falasse sobre o assunto. No inicio era legal, mas depois de um tempo, comecei a me sentir desconsolada. Descontei no chocolate. Descontei em mim mesma.


Os ânimos mudavam dia pós dia. Todos ficavam mais e mais exasperados, mais e mais passivo-agressivos. Eu, continuava a mesma por fora, na calma de vidro, intocada aparentemente pelo desespero constante. Só que ninguém sabia o que estava por vir... Um bem/mal chamado quimioterapia. 

to be continued... 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Prazer

Na sexta-feira passada, como havia de ser, fui ver a peça no CCBB baseada na obra de Clarice Lispector chamada Prazer. Fui só, como haveria de ser. Fui saltitante, esperando algo grande. Fui esperançosa de me tirar aquela fadiga rancorosa.

Chegando lá, vendi o outro convite que tinha, just in case alguém comigo iria ver a peça como haveria de ser. Vendi para uma moça desconfiada, que dizia não gostar de Clarice, mas ainda assim ouviu o que eu disse sobre a talvez interessante peça e decidiu que iria vê-la.

Chegando lá dentro, meu lugar era perto. No palco, 3 homens e 1 mulher no centro: escreviam frases e citações de Clarice. Fiquei a espionar, a mulher chegou do meu lado a sentar... Deu uma apreensão: vai que o programa não fosse bom?!

No entanto a peça foi linda: no início meio confusa, meio turva. Falavam de uma herança imaterial: coisas boas que um tal falecido tinha deixado anotado para que os outros fizessem ou tentassem. Falavam coisas bonitas, pôr-de-sois e peripécias da vida.

Mas o tom da peça foi mudando... Eu fui mudando junto. Comecei a gostar daquele profundo que foi se amostrando. Um abismo abriu-se no palco: cada amigo tinha um conflito. O conflito do espectador estava um pouco em cada um deles. Comecei a sentir o mundo girando por dentro, as frases como redemoinhos dentro da mente aleatória e sucumbi a mais profunda reflexão de meu ser.

Coisas marcantes: trataram da desautomatização da vida, que é algo que está presente sempre aqui e que tento definir e defender sempre que posso; tocaram "Viva La Vida" do Coldplay no final, e isso gerou um eco de emoções dentro de mim; por último, chorei pela primeira vez numa peça.


Saí de lá rindo, fui em direção as barcas sem saber se tomaria de certo as barcas. Estava com uma saia comprida preta e uma blusa branca de bolinhas roxas. Sei que chegando na praça XV comecei a ver umas pessoas correndo e comecei a correr junto... Logo me dei conta que eu deveria mesmo correr junto para não perder a barca das 21h. Mas eu corria porque era bom correr ali, como correndo do bege que nos confronta junto com o cinza. Corri e ri. Ria e os outros olhavam. De repente minha saia (que se encontrava na altura da linha da cintura),  começou a descer... Eu continuei correndo como criança, apostando corrida comigo mesma. Esbaforida, chegando na catraca, me dei conta que o cartão de passagem estava num sei lá aonde bem misterioso dentro da bolsa gigante. Parei abruptamente, fazendo aqueles atrás de mim também parar, procurei por uns segundos o cartão, temendo que a catraca se fechasse... ACHEI! Rindo sem parar da cena toda, passei pela catraca, o segurança me olhava, corri em direção da barca: era a antiga. Adentrei o recinto, parei em algum lugar entre lá e aqui. Fiquei no meio, contemplando aquele mar de gente. Fiquei em pé. No meio da travessia olhei para fora, olhei para a ponto Rio-Niterói alaranjada lá no fundo. Em pensar que semanas antes passava por debaixo dela num sentimento de ser a pessoa mais feliz do mundo. Ensaiei uma tristeza e logo reparei que chegava em Niterói: iria para casa, finalmente, iria descansar, finalmente... Estava esgotada, não conseguia parar com meus olhos abertos. Iria aguardar sábado chegar com toda sua inexatidão e aleatoriedade. Iria fechar os olhos, enfim.



Prazer fica em cartaz no CCBB ate 02/06, 19h.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Das brigas

Uma escola com muitos jovens e crianças em ebulição, obviamente, terá muitas discussões, brigas e afins. Tenho ainda o orgulho de apresentar uma marca recode praticamente de não-briga com os alunos (de mim para eles). Em compensação, entre eles o couro come.

Ano passado, quando lecionava numa sexta-feira a tarde, quase toda bendita sexta tinha uma briga literalmente na porta da minha classe nos dois  últimos tempos.Acho que já marcavam "vamos brigar ali na frente da aula de inglês da professora que menos briga com alunos... a antítese no apetece". Claro que não era de propósito, mas a repetição me fadigava um pouco.

Os alunos que brigam são, essencialmente, os mesmos. Pode mudar o teor da briga mas os brigadores... Por exemplo, na turma dos pequenos tem sempre o João (com seus bright green eyes) que briga com Vinícius. Tem o Rodrigo que briga com todo mundo. Tem o Joseph, todos brigam com ele. Os pequenos rolam do chão, logo estão de bem, se abraçando loucamente, como melhores amigos da vida.

Já nos maiores as coisas são mais complexas. A briga é uma forma de mostrar que se tem poder e é o maioral, além da aceitação do grupo. A briga é algo gerado por uma histórias de pequenos enfrentamento entre os contestadores e quando sai... Não há santo que separe! Dias depois todos voltam a ser amigos, mas o processo de exclusão do mais fraco é bem cruel.

Hoje mesmo presenciei uma briga na 1401 por minha causa, olhe o despautério! Os alunos desciam para o recreio quando o Ronald, por tropeçar no Hiago, esbarrou nas minhas coisas. Hiago, nada fácil, começou a esbravejar com Ronald por ele ter esbarrado "nas coisas da professora". Estava eu desligando o computador, o datashow e de repente, lá na porta da sala (como eles gostam de brigar na porta da sala!), era uma verdadeira BRIGA. Os dois se enrolando no chão, e eu pedindo para separem. Mas os meninos são covardes, não separam... Os rapazes da 1701 (no corredor atiçados pelo "briga, briga" dos menores), foram os que conseguiram me salvar daquela situação. Digo "me salvar" porque não me apetece os dois se esbofeteando. Peguei Ronald, arrastei para dentro da sala enquanto os outros desciam. Ele ficou lá comigo, me ajudou a guardar as tecnologias e carregar meu material. Perguntei o porquê e pedi para me prometer que não brigasse no recreio (porque os coleguinhas iriam atiçar o confronto). Ele prometeu e cumpriu. Boto fé no Ronald, apesar de sentir que as coisas não são nada fáceis pra ele.

Poderia passar a tarde aqui narrando as homéricas brigas entre Glaucodenis e Rickelme, ou do o agora ex-aluno da escola, Wellington com muitos outros garotos. A questão é que a temática se repete em si. Os nomes é que criativamente mudam. Por isso que acredito piamente que como professora tenho de oferecer algo diferente: amor. Não brigo, não discuto, só peço e aconselho. Com isso eles sentem realmente que podem me escutar na hora que peço para que  não briguem mais. Apenas creio. Pieguice não vai salvar o mundo, mas ajudar nessa batalha de pequenos titãs.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Feito gente grande (Du vent dans mes mollets)


Feito gente grande. Um filme sobre uma garota introspectiva e seus pais tentando fazê-la se abrir com eles e com o mundo. O tempo inteiro um desafio entender aquela garota, mas ao mesmo tempo, um enigma facilmente decifrável para sua melhor amiga. Dei boas risadas, gargalhei com vontade das peripécias infantis. Confesso que me identifiquei com boa parte das coisas. A diferença é que nunca “precisei” de uma amiga para me sentir feliz como a pequena do filme.


Ri como nunca e ao final, sem misericórdia, chorei... Chorei como uma criança. Chorei porque me restou uma tristeza aqui dentro. Aquela tristeza de que as relações poderiam ser muito mais profundas do que são. Que poderíamos ser mais como as crianças, nos doar, necessitar da melhor amiga como se fosse uma falta tremenda de oxigênio, criar amores platônicos como quem abre uma caixa de doces. Mas não somos assim, somos adultos demais. Temos de respeitar o nosso sentimento (seja lá o que isso signifique) e os dos outros (seja lá o que isso signifique). Temos de manter distancia saudável, fingir indiferença, não sucumbir as palavras bonitas, pois onde há elogios deverá haver a dúvida.
Temos de viver em dúvida. Viver como adultos com dúvida. Viver tristes como adultos com dúvida. A dúvida é que faz a gente levantar pela manhã. Ou seria a dúvida que nos faz não querer levantar pela manhã? Isso vai depender do temperamento da pessoa, creio eu. O ponto é: temos de corroer nossa alma porque não podemos manter a clareza de infância e sentir/falar/agir com coerência?
Saí daquela sala de cinema aos prantos, pensando tudo isso, e mais nas minhas peripécias de infância, que não  foram poucas, podem apostar. Ainda não tenho coragem de falar abertamente sobre isso. Ao saí me deparei com as pessoas da sala de cinema ao lado saindo junto. Tinham assistido homem de ferro III. Eram muitas, uma horda de gente, como gado se espremendo no corredor. Eu fui a primeira a sair do filme francês, timidamente, com meus olhos ainda um pouco marejados, olhando para os lados, aquela bagunça toda, aquelas meninas com decotes impossíveis, todos os rapazes vestidos iguais, todos naquele sábado procurando diversão. Eu procurando o choro, a minha infância e entender o ser humano.
Ao procurar a saída, dentro de um shopping é quase impossível não observar o escravo silêncio dos vendedores. Muitos sozinhos. Alguns em grupo. Todos em pé e calados. Olhavam atentos para o nada. Dentro de si não havia nada. Umas com muita maquiagem, outras com o vestido da coleção, todos parecendo ridículos e inúteis. Todos pensando que poderiam estar vendo o Homem de Ferro III ou simplesmente assistindo qualquer coisa na TV em casa. Mas não estavam, estavam trabalhando. Trabalhando porque precisam do dinheiro para pagar as contas de casa e, é claro, ir assistir ao Homem de Ferro III. Ninguém quer ir ao cinema para chorar. Ninguém.
Eu sou tão ninguém nisso tudo. Um invisível que salta aos olhos: “ela está sozinha”, “ela lê alguma coisa, o que é aquilo? Um livro?”. Ela salta aos olhos. E tem olhar certo, fixo, sem titubeio. Ela perscruta todos ao ser redor: ahh, o vazio! Os papos mais desperdiçados. Todos na luz branca que apazigua o vazio de tudo. O limbo espiritual. Estar numa margem de rio sem água, pensando que aquele rio é o mais fresco do mundo. Enquanto isso, um dilúvio na minha cabeça, de pensamentos, de imagens, de sons, cores. As cores são quase incontroláveis. Ver as pessoas em cores, os acontecimentos em cores, a vida em cores... Isso custa um pouco! Mas meu olhar continua ao redor de tudo, duvidando um tanto do espetáculo cruel que nos colocam.
Ninguém quer chorar, ninguém quer ler. No entanto, também não queremos rir:  aquele sentimento de felicidade plena que vem da alma, e quando vai, nos deixa nostálgicos. Nostalgia dói.  Queremos rir das peripécias do homem de ferro. Das brincadeirinhas previsíveis. Quando a pequena do filme vai contar a história da professora com o professor de educação física e resolvem fazer um teatrinho com as barbies, vem uma risada, uma vontade de rir do absurdo, de como  nós mesmo já fomos assim: imaginativos e absurdos. A menina do filme adorava fazer teatro com as bonecas. Eu também gostava. Fazia com tudo, com os objetos da penteadeira da minha mãe tinha um grupo de teatro. Tinha história de tudo, e, é claro, sempre tinha um drama. E essas conexões, filme-eu, são o que geram as melhores risadas e o mais límpido dos choros.
O choro nos impõe sair da inércia, fazer a cabeça sacudir daquelas pipocas e vitrines e despertar para a não necessidade de comprar coisas que não precisamos. Ser sensível nesses filmes é a catarse que preciso para concentrar uma idéia, concentrar no que é real. Facilmente confundo a realidade das coisas não reais. Facilmente sinto que posso fazer algo que na verdade não posso. Desde pequena, quando me vejo em momentos que acho que podem ser criações de meu mundo solipsista, simplesmente abro as mãos, com as palmas viradas para baixo, olho, sinto elas se esticarem: é real. Quando está acontecendo algo muito ruim, ou algo muito bom, sempre faço isso, abro as mãos, estico, e sei que aquilo realmente está acontecendo. Coisa de criança.
Tenho muitas dúvidas sobre a idade que deveria ter, sobre a idade que daria ao meu coração. Acho deveria ter mesmo 27, só que meu coração tem 87. É rabugento, indomável e mal acostumado. Ao mesmo tempo, tem compaixão, entende os problemas de todos como se ele mesmo estivesse passado por tudo aquilo. Adulta ou criança, um pouquinho das duas coisas, o que eu gostaria MESMO era o despertar sereno pras coisas mais importantes, Les petites choses. Mas eu mesma venho dormindo bastante.
Creio que esse texto todo seja para lembrar a mim mesma que posso ser melhor, que posso tentar despertar eu mesma da minha embriaguez e tentar enxergar as coisas do jeito que elas são e, principalmente, do jeito que elas não são. Só as coisas não sendo para serem mais do que nunca, como se tivessem realmente sido. Eu quero ser, eu escolho ser. Ser grande ou pequena, não importa, eu quero ser e no processo de ser sendo,
lembrar a todos que amo (porque quem É, ama acima de tudo) que todos nós Somos. 


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Era uma vez um dia...

Em que o roxo virou cinza.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Das danças, das brigas

Hoje foi um dia produtivo na escola. Acho que não contei aqui: trabalho numa escola pública no município do Rio de Janeiro. Sou professora de inglês. Tento ser uma boa professora de inglês. Tento mesmo.

São diversos pequenos problemas num universo complexo escolar. Há anos venho discutindo nesse blog minha vida lilás de estudante universitário fahlida. Agora sou uma professora nada universitária querida. Querida pelos alunos, óbvio. Eles têm muito amor. E eu tento retribuir com sorrisos e abraços.

Ensino inglês desde o primeiro ano (criancinhas de 6 aninhos) até os do sétimo ano (adolescentes por volta de 13, 14 anos ou um pouquinho mais). Desde o ano passado faço parte da vida dessas crianças e elas da minha. Uma troca muito justa de conhecimento, dedicação e amor. Piegas, pode até parecer, mas é o que segura um ambiente banho de bullying, xingamentos, afrontamentos e desafios.

Quando entrei em Letras não tinha muita noção das coisas, mas sabia que:
1) Queria trabalhar com literatura
2) Trabalhar em escolas públicas por um tempo

Quando pensei essa coisa toda de escola pública morava no Sul do país, teoricamente muito mais tranquilo que dar aulas em escolas cercadas por morros cariocas. No final, não vejo mais por "fácil" ou "difícil", mas simplesmente me adaptei ao meu contexto e estou feliz com ele.

E o que tem dançar com tudo isso? Hoje dancei com as crianças todas no pátio. Uns do ginásio se juntaram, e eu lá no meio, ajudando as professoras regentes, tentando fazer com que as crianças pegassem os passos dos dias da mãe criados por dois alunos do 8º ano (que também foram meus alunos), ao som de Claudinho e Bochecha com o "fico assim sem você". O engraçado é que me dei conta que indo para meu segundo ano na escola eu conhecia e tinha boa relação com praticamente TODOS os alunos do pátio. TODOS tinham sido ou eram meus alunos. Foram juntando mais gente, mais gente... mais gente... E mais alunos. No final, vinham de dar "good bye" ou um abraço. E eu ia retribuindo a todos.

Dancei com os alunos, me senti parte daquela escola por completo. Vi claramente que um ano de trabalho árduo tentando incutir o inglês naqueles alunos não foi em vao.
Das brigas, falo depois...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

a poem

Inspirada pelo aniversário de Lív Mary, publicarei um poema que achei de mais de 5 anos atrás!!! Raridade nessa vida. Fiz umas adaptações pra ficar melhor (pq estava MUITO ruim). A questão fui só brincar com as palavras depois de uma aula de literatura depois da faculdade (que falava sobre amor) e eu tinha descoberto, naquele instante que eu não sabia nada sobre o tema. Então resolvi "exercitar" fazendo o seguinte poeminha tosco:

All feel so right
Time feel so wrong
Am I gonna pay
For those arms I belong?

I don´t have to say
Why am I so distante?
Maybe because that day
I couldn´t have been kissed

And we live in sin
For the unsolved heart
I really wanted to feel
The care of your arms

Now the ice is around
And your word I can´t hear
All I want is the sound
Of your French in my ears

___

Lembrei que fiz esses versos depois de uma aula sobre "Um sonho de uma noite de verão". Com todas aquelas confusions acontecendo na peça me inspirou isso. A única coisa que mudei foi o "French", antes era "love". O resto é resto, tinha mudado mais, mas mudando muito perde o sentido (afinal, pouco lembro da peça)! Direito das aulas do Beiçola, versos perdidos dentro do caderno!

Final de semana sem internet rende lembranças :)

6 de maio

Como não gostar do dia que nasceu sua melhor amiga? Como não gostar do dia da pessoa que te faz pensar? Como não lembrar do dia da pessoas que desautimatiza por onde passa?

Agora com essa nova fase de francês, é uma honra fazer francês com  Lív Mary. Um dos melhores acontecimentos do ano. Um de repente que deu muito certo. Toda sexta é mais feliz. Toda sexta, je t´aime!

Com poucas ou muitas palavras  o sentimento é sempre o mesmo: uma ternura sem tamanho que invade aqui dentro e me faz bem e feliz em saber que posso contar com Lívia.

Je t´aime, ma cheri!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Volta pra casa... quinze dias!

Mamae volta pra casa. Foram quinze dias. Quinze longos dias. Quinze dias sem o barulho, os telefonemas, o sorriso. Todos ficaram um pouco murchos aqui em casa. Todos se sentiram como planta sem fotossíntese. Fiquei amarelada de saudade, seca nas pontas. Mamae voltou, e com ela todo o verde j'a se configura: ela agita a casa, faz suas conjecturas, traz suas historias e ri zombeteiramente de tudo um pouco.
Essa mulher e mesmo imprescindível! E esses quinze dias serviram para que claramente sentisse como a casa envelhece e se retorce no esquecimento sem mamae por perto.

domingo, 28 de abril de 2013

Qu'est que c'est?

à retenir

a vida e o inconsciente coletivo

Parece que certas coisas são definidas num mundo paralelo e que não temos controle, só avisos leves de como será. Por exemplo, no dia que estava fazendo inscrição na Aliança Francesa, minha amiga, Lív Mary, que raramente me liga (quase nunca liga, na verdade, e o tempo todo está longe do celular quando pra ela ligamos), liga bem no momento da inscrição, momento em que discutia com o secretário que talvez não abrisse turma por falta de gente. Pois bem, Lív Mary compõe a turma, como se sempre aquela idéia estivesse lá, só nos duas que não tínhamos consciência.
 
Como conhecer uma pessoa e ter certeza de quem ela é, de como ela é e tudo que vai se sucedendo vai naturalmente. Um naturalmente assustador, por vezes, mas bonito de se ver. Ambas as personas se reconhecem, se driblam, mas se encontram, enfim. E aí que, tenho até medo desses sinais que mandam: sempre que pegava o ônibus na Praia Vermelha pra casa depois da faculdade aquele ônibus chamado “usina” despertava minha atenção: hoje lá sou professora, escola no ponto final da Usina. Poderia dizer vc: chamam atenção vários nomes. Mas não é assim, Usina realmente me fazia imaginar, devanear, como se quisesse ir para o “ponto final”, e não é todo lugar que dá vontade assim: nunca quis ir pro “muda”.
 
Não sei de destino, mas sei que tem um inconsciente coletivo brincando com a gente: o tempo todo tudo estava lá, ia acontecer, como somos bobos por não ver? Ou, o contrario: nunca deveria ter sido, mas insistimos na bobabem por puro orgulho. 

Minha vida de acordo com Belle & Sebastian

by Fabíola Xavier (Notes) on Monday, 4 July 2011 at 00:41

Usando nomes de músicas apenas de um artista ou grupo, tente habilmente responder a essas perguntas.


Você é um homem ou mulher: I`m a Cuckoo
Descreva-se: Like Dylan in the Movies
Como você se sente: I Could Be Dreaming
Descreva o local onde você vive atualmente: I`m Not Living in the Real World
Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria: Piazza, New York Catcher
Sua forma de transporte preferido: The Rollercoaster Ride
Seu melhor amigo: Judy and the Dream of Horses
Você e seu melhor amigo: We Rule the School
Qual é o clima: Another Sunny Day
Se sua vida fosse um programa de TV, o que seria chamado: If you’re feeling sinister
O que é vida para você: Wrapped up in Books
Seu relacionamento: Expectations
Seu medo: To Be Myself Completely
Qual é o melhor conselho que você tem a dar: Don’t Leave the Light On Baby
Meu lema: Stop, look and listen


(achei isso aqui no perfil do facebook perdido, achei so cool)

sábado, 20 de abril de 2013

eu preciso de circulos pra respirar, a linha reta simplesmente me enforca, acaba com minha vontade de qqer coisa.

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Vida lilás! será que volta a ser lilás como antes?
Jamais!
Mas será sempre a boa lembrança
De querer ser poesia

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Confahbulações de um aniversário distante


Entre lembranças do que se foi uma vida lilás e do que se é de azul escuro com cinza, nasce essa humilde confahbulação de aniversário aleatório. Vem daquela necessidade de se ser palavra, de se ser idéia, de ser desautomatizada da vida. E a vida? Já me levou de jeito, e cada ano novo de vida já chega empoeirado, com gosto de cof cof.

Tudo passa entrecortado na mente fantástica: as histórias contadas na beira da cama pela avó, os colegas de escola admirando a timidez da menina calada, escutar a conversa de adultos no final de semana, escrever poesias para família de presente de aniversário... Sair da infância, ser jogada em uma nova cidade, entrar na temida adolescência, descobrir o cinema com amigos, descobrir a saudade em são Chico. Nem sei... de repente uma definição: sou lilás. De repente uma frase: ai, minha vida! De repente eu era eu, e já não tinha muita clareza de como fui parar aqui, dentro de mim.

Daquela menina de lá longe, ainda conservo a mania de roer as unhas e de realmente não me importar muito com o público pensante a minha volta. Vou com as minhas vontades e voluntariosa que sou, sigo sutilmente a cegueira do se ser/sendo. E pensando... Pensando... Pensando: poesia, porque me abandonaste?
Creio que tudo que queira dizer é: não me culpem porque continuo tão a mesma aqui dentro. 27 anos não são ainda suficientes para te fazer não ser aquilo que te incomoda demais. Pensei que fosse. Pensei que seria. Agora penso que não quero lutar com o que deveria ter sido: melhor ser/sendo sutilmente na vida voluntariosa vigorosamente voraz.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

De hora em hora

De hora em hora o tempo se vai como gotas. Gotas pequenas que no final dão grande cachoeira. Com suas águas volumosas, desemboca com toda sua força em forma de sono no dia seguinte. O que fazer? Ai, minha vida! Tento deitar e ler. Quando se vê, já se passou mais tempo que se era. Tento pensar, espairecer. Não, pensar é bom remédio pra  algo inquietar. Tento deixar o tempo levar, com cada tic e tac do relógio insone... E vai, de gota e gota, ali deitada na cama, assistindo o assinalar de cada hora, o TEMPO. E quando penso: quanto tempo perdi, aqui, inquieta querendo dormir, vem as melhores ideias que jamais poderia ter aproveitando todo tempo do mundo por aí.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A volta de si


Essa coisa de viajar tem a peculiaridade de mexer com o que se tem dentro de si: as ideias, os pensamentos, as conjugações de verbo. Viajar tem dessas coisas: de se deixar levar fisicamente, psicologicamente e quando se percebe... Onde estou? Nem sei mais. Tem verde, tem água, tem amarelo, tem olhares, tudo diferente.
Ao reconhecer o que é “diferente” é onde se reconhece e se afirma o que sou: sou rio de janeiro, sou asfalto, cidade, cinza, músicas aleatórias, aluninhos fofos, ovomaltine do bobs, Araújo porto alegre, quarto preto e branco, vida lilás, mamãe gritando que a comida está na mesa, filtro da cozinha, os DVDs, livros e o quadro do Rhet beijando Scarlet Ohara. São as coisas que vejo ou faço quase todos os dias e, de repente, nada mais está lá. E eu, onde estou? Estou tentando saber justamente o que sou. Identidade móvel, uma “person to be” de carteirinha que pára, instantaneamente, de ser “sendo” para ser “ser”. Ser tudo aquilo que compõe a rotina da vida lilás aleatória.
De repente, apreciar o diferente virou apreciar o que se é: apreciar a falta que faz as coisas cotidianas, de como seria bom acordar na própria cama, tomar banho no chuveiro de sempre, sentir o sol entrando pela janela daquele jeitinho incômodo de todos os dias pela manhã. E aí que é engraçado: a gente vai, vai, vai... Se embrenha no mundo, caça rumos diversos e distantes para quando se está longe pensar no que se é quando está na rotina, no mundinho de sempre, no círculo apertado dos dias extasiantes ou insossos.
Já vi que esse negócio de ser humano tem mesmo dessas dicotomias: se movimentar pra encontrar o que está parado ou parar para alavancar os rumos. 

domingo, 6 de maio de 2012

Hoje é o aniversário daquela pessoa que ajudou a moldar quem você é. A pessoa que dividiu pensamentos, palavras vagas, horas de conversa a fio. Pessoa que dialogou e não simplesmente "escutou", trazendo para discussão questões relevantes. Nunca com um olhar acusador, ela é aquela pessoa que sabe de "tudo". De tudo, e sabe que "tudo" é parte de quem você é, por isso respeita, mesmo não concordando. Hoje é... É o dia em que posso lembrar de vários momentos com essa pessoa, quando estudávamos italiano juntos (e eu constatava que ela era ótima naquilo, enquanto eu estava simplesmente ali mais por conta dela do que por outra coisa), ou quando cantávamos "don't go away" do Oasis um dia no final de uma aula lá fora no trailler do Gordo na faculdade.
E isso que torço, que ela nunca saia da minha vida, que a gente faça muitas coisas juntas. Ou muitas coisas separadas, mas que depois tenhamos tempo de falar sobre isso, refletir sobre isso. E tenhamos tempo de ver mais séries da BBC juntas, de dividir as alegrias e aflições e, principalmente, sonhos. Que tenhamos hoje e sempre o amor que nos uniu nos anos de faculdade e a mesma paciência de uma esperar o contato da outra nos tempos pós-faculdade.
Lív Mary é daquelas pessoas que me provam que eu posso mais.
Obrigada por tudo!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Promessas

Remedio promessas seguidas dentro de mim. Vou estudar mais, trabalhar menos, resolver todas as pendencias burocráticas de banco, tirar o novo cartao do vale transporte, dormir mais cedo, arrumar o guarda-roupa, fazer novas atividades com música e video para os alunos. Mas todas as promessas aqui incluidas e as ainda nao ditas são falsas. Quero viver no conformismo, no não apoquentamento de tudo, na estabilização desistabilizadora de ser um parasita. Parasitar. Parar. Pá.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alguém apareceu

Parece brincadeira, mas cá estou.
Sempre quando vejo alguém se junta a blogsfera, sinto-me assim, inspirada para cá voltar e fazer das minhas palavras sentenças fáceis deixadas num blog sem lembranças.
Tanto tempo que nem abro este aqui que até me surpreendi com um comentário no post abaixo, alguém dizendo para não largar isso aqui, não.
É difícil não largar, pois sinto que pessoas podem fazer uso disso para achar que sabem de mim. E nunca sabem. Para achar que me conhecem. E nunca conheceram. Pra eu achar que posso escrever. E nunca poderei.
Por outro lado, é muito difícil deixar, afinal, passar alguns meses, retornar aqui e vislumbrar o que passei, sentir novamente aquela sensação lá de trás: não tem preço, não.

De blog só sei que nada sei.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Alguém sumiu

Alguém sumiu por aí. Estou a procura, uma vertiginosa procura, por esse alguém que não se encontra sentado, em frente ao computador, escrevendo algo sobre uma vida lilás aleatória.

Cadê a aleatoriedade de tudo? Os advérbios? O lilás? A cor?

Volta e meia o matiz se perde pela estrada, mas a reconquista dele é sempre um momento especial e aguardado. Espero encontrar a pessoa que abandonou esse blog em breve. Espero dizer que essa pessoa é muito quista por mim. Espero amar essa pessoa.

Na multiplicidade do que somos por vezes esquecemos uma parte da gente por aí. Deixamos essa parte em pedaços, como um quebra-cabeça faltando peças, esperando ser reconhecido como forma toda e figura que é. Vamos nos recriando e nos deixando, como troca de pele, troca de de pensamentos, troca de palavras, troca de tecnologia.

O que quero? Quero por um momento pensar melhor nessas trocas todas e dividir isso comigo mesma.

sábado, 16 de julho de 2011

alma gêmea

Quando chegava da escola, lá pelos 10 /11 anos de idade, mamãe tinha costume de ir no bairro vizinho fazer compras das mais diversas, geralmente de especiarias (assim gostava de chamar temperos como cuminho, pimenta do reino e todos os outros que dão vontade de espirrar). Numa dessas idas encontrei então uma alma gêmea.

Passávamos por uma loja de animais e, como sempre fazíamos, nos demorávamos um pouco vendo os cachorrinhos. Estávamos mamãe, irmã, tia e eu. O caso é de soslaio observei uns cachorrinhos poodles da cor marrom. Eram três: um dorminhoco, outro desconfiado e um último bastante animado. Esse animado cativou minha’lma. Foi grande a impressão que aquele cachorro fizera, no entanto, mamãe deixou claro que papai nunca aceitaria mais uma tentativa de cachorro lá em casa (seria a terceira em um semestre). Cheguei em casa com aquela angústia infantil visível até no maior dos insensíveis. Como haveria daquele cachorro animadinho ser meu? Então fiz a proposta: pago pelo bicho. Coração de mãe não agüenta com essas coisas, e muito menos com irmã caçula demonstrando tristeza através de lágrimas. O animadinho haveria de ser nosso.

Minha tia se propôs a buscá-lo de bicicleta. Deixei claro que queria o mais animadinho, com o pêlo mais rarefeito, era o mais animadinho. Saberia que o reconheceria assim que o visse. Ao chegar, porém, veio minha tia com o cachorro de pêlo mais escuro: era o dorminhoco. Decepção se apossou de mim: como poderia ela ter feito aquela tragédia? Eu tinha encontrado minha alma gêmea no animadinho de pêlo rarefeito, e ela me traz o dorminhoco de pêlo bem escuro por achar assim o “mais bonito”? Que se tem beleza a ver com amor? Ah, teria de me contentar com o dorminhoco.

Não foi difícil de papai aceitá-lo, difícil foi mesmo deixá-lo alguns meses depois porque nos mudamos para Santa Catarina. Ficou com vovó e vovô desde então, e o visitávamos todo o ano (assim como a todos os parentes, é claro). Passavam os anos e ele era o único a demonstrar a mesma grande empolgação em nos ver, como se fosse 1997. Todo ano, todo ano, lá estava ele, Beethoven, que de dorminhoco não tinha nada: era um grande brincalhão, amoroso e super dócil.

É engraçado que o tempo passa e a gente não dá o mesmo valor as pessoas, coisas e afins em nossa vida. Com o animalzinho não foi diferente. Passou o tempo, mesmo morando aqui no Rio, visitas eram esporádicas. E quando lá ia vê-lo, mal lhe dava bola. O cachorro passou a padecer dos mais variados achaques, se muito um olhar de pena consegui lhe dar.

Ele se foi faz pouco tempo. Fez-me então pensar: no céu aceitam cachorros? Há de haver céu sem cachorro? Há céu? Não sei, não sei... Sei que Beethoven se fez amar por todos e foi amado de volta, como merecia. Ele me fez uma criança mais feliz, e foi minha primeira grande vontade de infância.

Beethoven não foi o escolhido como alma gêmea, mas o acaso quis que ele se revelasse diante de mim como verdadeiro companheiro. Foram 13 anos, 13 anos de saber que ele sempre estaria lá. E agora, quem estará? Ter cachorro tem dessas coisas...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

June

Hoje é o último dia do mês de junho. Chegamos ao meio do ano de 2011 (teoricamente o único que viveremos inteiro, já que em 2012 o mundo acaba, mas tudo teoricamente, claro).
Dentro da vida aleatória lilás (se é que interessa a alguém), até agora tivemos muitas indecisões, viagens feitas e desfeitas, filmes e livros interessantes vistos e revistos, e um novo emprego para capitalizar um pouco a sua humilde narradora (parafrasiando Alex em "Laranja Mecânica").

Na parte de indecisões, algo como "caso ou compro uma bicicleta". Mas pensei bem, para que casar com a pouca idade? Para que ter uma biciclete em pleno Rio de Janeiro? Então, nenhum dos dois. E esta seria a metáfora da resoluçao das minhas indecisões: se tenho de escolher entre duas opções, crio uma terceira que fique racionalmente mais adaptável a minha vida.

Viagens feitas, foram as do início do ano (Inglaterra, Itália, Alemanha), além da viagem para ver a família em Governador valadares e para ver os amigos em Curitiba. Agora, desfeitas foram as do feriado (feriado do tapete, mais especificamente - e se vc nao sabe o que é o feriado do tapete nao está certamente vivendo nesta órbita) e minha falta de planos para meus míseros dias de férias em julho. Mas hei de resolver essa massada!

Agora, de filmes e livros interessantes ando transbordando. Vi o maravilhoso filme turco "Contra a Parede", no qual me apaixonei pelo protagonista. Em relaçao a livros, acabei de ler Brave New World, Clockwork Orange, isso nas últimas duas semanas que tive de frequentar as aulas teóricas da auto-escola (muito úteis essas aulas como se pode perceber, tanto quanto as aulas de sociologia de educaçao na faculdade de educaçao).

Novo emprego, aulas um pra um. Desafio, adoro um. Já nao consigo me dissociar de dar aula, é tudo tão preenchedor.

Muita coisa fica de fora aqui, como os planos pro mestrado, ou planos de mudar para algum lugar. O que continua é a operaçao saúde, na tentativa de me tornar mais saudável. Mais saudável pro corpo, pra mente, pra alma e... pro coraçao. Vou continuando na minha tentiva.

Day 30: Last movie you watched - Minhas Tardes com Margueritte (trailer)

Day 29: First movie you ever remember watching - The Untouchables

Day 28: Movie with your favorite hero - Batman Begins Ending

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Day 17: Least favorite book adaptation Hitchhiker's Guide To The Galaxy

Eu adoro o livro e até li as sequencias, mas o filme O guia do mochileiro das galáxias é chato e não consegue passar a genialidade do livro. Mas repito, eu sou fã do livro e estou sempre a espera da improbabilidade infinita : )

quarta-feira, 15 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Day 9: Favorite musical : Moulin Rouge

A M O musicais, e um dos meus fahvoritos é justamento Moulin Rouge.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Day 7: Favorite animated feature - A Viagem de Chihiro (Spirited Away)

I`m already Spirited Away. Viagem de Chihiro para mim é um dos melhores desenhos animados de todos os tempos. Sem dúvida, é uma inspiração e creio que todas as crianças deveriam assistir esse desenho (assim como os adultos). Trata de valores, de lealdade, de amor puro. O resto é resto. "I want you to know my real name, it's Chihiro."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Day 6: Favorite horror – The Shining

É difícil escolher um, ainda mais que minha infância foi mais recheada de histórias de terror do que desenhos animados. Vou ficar com o clássico O Iluminado, porque realmente deu medinho. Terror de tirar as tripas de fora dá nojo, não medo. Medo está em filmes como O bebe de Rosemary, A profecia, O Exorcista, etc

Day 5: Favorite action: Clockwork Orange

Acho que estou trapacendo um pouco colocando Laranja Mecanica como filme de açao, mas filmes de ação nao sao o meu forte. Como faz? Laranja Mecanica tem pitadas de açao sim... e ultraviolência e uma historia bastante inteligente. Tente ver alem da violencia!

Day 4: Favorite drama: Wuthering Heights

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Day 3: Favorite comedy - Little Miss Sunshine - Little Miss Sunshine Growl Scene

Little Miss Sunshine, sem dúvida, é uma das melhores comédias que já vi. Tem pitadas de drama também, mas não deixa de ser engraçado não. É daqueles filmes que enquanto a gente assiste bate algo lá dentro da gente de desconcertante, talvez por isso algumas pessoas nem diriam que esse é um filme de comédia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Day 1: Favorite film - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain - Trailer Legendado HQ

Je suis Amelie Poulan!
Filme fahvorito nao poderia ser outro, que nao fosse esse com o fahbuloso destino.

30 day movie challenge

Aberta a temporada de desafios. Agora vai o cinematográfico. Serao 30 dias com o suprassumo do meu gosto aleatório por filmes.
E os dias serao:

Day 1: Favorite film
Day 2: Least favorite film
Day 3: Favorite comedy
Day 4: Favorite drama
Day 5: Favorite action
Day 6: Favorite horror
Day 7: Favorite animated feature
Day 8: Favorite thriller
Day 9: Favorite musical
Day 10: Favorite foreign film
Day 11: Favorite kid's movie
Day 12: Favorite love story
Day 13: Favorite chick flick
Day 14: Favorite documentary
Day 15: Favorite play adaptation
Day 16: Favorite book adaptation
Day 17: Least favorite book adaptation
Day 18: Film that is your guilty pleasure
Day 19: Film that made you cry the hardest
Day 20: Movie with your favorite actress
Day 21: Movie with your favorite actor
Day 22: Movie you wish you could live in
Day 23: Movie that inspires you
Day 24: Movie with your favorite soundtrack
Day 25: Movie with the most beautiful scenery
Day 26: Movie you're most embarrassed to say you like
Day 27: Movie with your favorite villain
Day 28: Movie with your favorite hero
Day 29: First movie you ever remember watching
Day 30: Last movie you watched
Special Day: Custom [That means, that I will always post for some period of time a Rule of today (as the most favourite, least favourite, etc.) but some special one. Post it like any other day, you can add a youtube video and type it as the "Special Day : XXX", of course u don't have to do it, it's just for fun:) ]
Before your post type @30 Day..(button will pop-up) on your wall, so it will appears also on our page.

sábado, 28 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

day 27 - a song that you wish you could play - Billy Idol - Dancing With Myself

Totalmente influenciada pelo Guitar Hero que joguei antes. Essa musica foi uma tristeza... ah, gostaria de tocar sim.

Reverso

Tenho passado, tenho você no passado. Tenho você pensado. Você. Tenho passado, tenho pensado. Na voz, no sorriso, na gargalhada, tenho pensado, na voz, no sorriso, na gargalhada, tenho pensado, tenho pensado. Ah, tenho pensado... E tenho pensado o tempo todo no tom da sua voz, marcante, palpitante dentro de mim. Tenho pensado que talvez seja a sutileza do seu sorriso incerto e da sua risada espalhafatosa. No porquê da falta, no porquê da distância, no porquê de ainda querer te ver. Tenho pensado... Tenho pensado, tenho escutado as músicas que lembram a sua ausência e tenho olhado para o céu como se estivesse na janela da sua casa. Continuo pensando, o que me leva a pensar? Eu tive, e não tive de jeito algum. Eu tenho... Tenho pensado? Tenho pensado, tenho me escondido, tenho negado que penso em tudo isso ainda. E daí? Tenho pensado, não posso mesmo sentir falta daquilo que não me faz bem. Tenho pensado no quanto tempo e espaço parecem sem significado e a falta é o que resta. Tenho pensado, por que complicamos o que era pra ser tão simples e não nos deixamos sentir mais do que pensar? Tenho pensado no tempo que poderíamos estar dividindo nossas satisfações e frustrações juntos. Tenho pensado, tenho pensado.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

day 26 - a song that you can play on an instrument - Borboletinha ta na cozinha... Com BATERIA

Bem que gostaria muito de tocar um instrumento, mesmo que fosse mal e porcamente. Quem sabe um dia...

terça-feira, 24 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

tenho pensado

Tenho pensado, tenho pensado. Tenho pensado no tempo que poderíamos estar dividindo nossas satisfações e frustrações juntos. Tenho pensado, por que complicamos o que era pra ser tão simples e não nos deixamos sentir mais do que pensar? Tenho pensado no quanto tempo e espaço parecem sem significado e a falta é o que resta. Tenho pensado, não posso mesmo sentir falta daquilo que não me faz bem. E daí? Tenho pensado, tenho me escondido, tenho negado que penso em tudo isso ainda. Tenho pensado? Eu tenho... Não tenho mais. Eu tive, e não tive de jeito algum. Continuo pensando, o que me leva a pensar? Tenho pensado, tenho escutado as músicas que lembram a sua ausência e tenho olhado para o céu como se estivesse na janela da sua casa. Tenho pensado... No porquê da falta, no porquê da distância, no porquê de ainda querer te ver. Tenho pensado que talvez seja a sutileza do seu sorriso incerto e da sua risada espalhafatosa. E tenho pensado o tempo todo no tom da sua voz, marcante, palpitante dentro de mim. Ah, tenho pensado... Na voz, no sorriso, na gargalhada, tenho pensado, na voz, no sorriso, na gargalhada, tenho pensado, tenho pensado. Tenho passado, tenho pensado. Você. Tenho você pensado. Tenho passado, tenho você no passado.

day 18 - a song that you wish you heard on the radio - Queen - Radio Ga Ga (Lyrics)

O rádio que está virando coisa do passado mesmo com tantas mp3s da vida. Esse foi meu companheiro nas noites da adolescencia com o programa do Pi na radio Atlantida, ou rodando as programaçòes da madrugada aleatoriamente. Era gostosa a sensaçao de surpresa com a próxima música. Por vezes era uma música já esperada, daquelas da moda. Outras era uma música que nunca esperaria, mas que foi uma grata surpresa. Tantas músicas, tanta história...

terça-feira, 17 de maio de 2011

day 17 - a song that you hear often on the radio -Roy Orbison You Got it

Dá pra saber que não escuto FM O Dia. Sempre que ligo na minha radio predileta essa música tá na sequencia. Nem sei se é mais na JB ou na Paradiso, sei que sempre toca.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

day 16 - a song that you used to love but now hate - Charlie Brown Jr Papo Reto

Todos temos um passado. Charlie Brow JR. foi uma banda que meio que "quebrou"o paradigma no passado com rapazes mulambentos do skate assumidos e orgulhosos. As letras atrevidas e pegada mais pesadinha. Acho que isso que gostava, do atrevimento... Mas o tempo passa, a gente vê que esse atrevimento é desnecessário e a música acaba não sobrevivendo muitas vezes.

day 15 - a song that describes you - Yael Naïm - New Soul

Parece que o video abaixo da música nao aparecerá, mas ele já apareceu aqui pelo blog com certeza. A música é New Soul de Yael Naim, um achado que esbarrei pelo próprio youtube na vida. Na época que tava vendoo as diferenças de Iphones para outros tinha um video de demonstraçao com essa música, entao, como sempre leio os cometários do youtube (uma mania amelística), reparei que alguns colocaram o nome da música. Nao titubiei, fui atrás da música e no momento que vi o video, PRONTO, era a minha música de 2010 com certeza. Agora, se tornou minha música pra vida... Yael que me dê licença, juntamente com a Apple, mas no ritmo e na letra transmite a minha tal aleatoriedade direitinho.

terça-feira, 10 de maio de 2011

day 10 - a song that makes you fall asleep - Legião Urbana - A Via Láctea

Difícil me fazer dormir. Mas quando ficava escutando o Mr. Pi na rádio Atlântida no Sul do país, no final da programaçao tocava músicas mais calminhas. Uma das calminhas era essa aqui, Via Láctea. O resultado de madrugada com música calma é SONO.

ps. o Mr. Pi fez um "pijama sujo" ligando pra minha amiga Carol. E então ligou pra mim, que tava morando em Rio Grande e Carol e eu ficamos conversando no ar. Foi super legal. E como eu nao lembrava disso fazia tempos? oh!

day 09 - a song that you can dance to -Sophie Ellis Bextor - Murder On The Dance Floor

Oh yeah, it makes me dance ;)

domingo, 8 de maio de 2011

day 08 - a song that you know all the words to -The Cranberries - Linger

Há muito tempo gosto e sou fã de The Cranberries. Fiquei mais fã quando baixei muitas músicas da banda em Rio Grande. Algumas meninas da turma também gostavam (mais especificamente, Lukita), então pronto, Linger virou uma música do nosso repertório. Apesar da letra falar de um broken heart danado, a música sempre me trouxe uma paz na verdade. Depois te tempos (7 anos), reencontrei a música em outro contexto, com um colega que gosta de tocar no violão. Mas mais do que tocar no violão, ele exigia que eu cantasse junto e, é claro, eu sou relutante a qualquer ideia de cantarolar assim facinho em público. Mas até cantei, sabe... tentando achar uma voz dentro de mim que nem sabia que existia: a voz do querer.

sábado, 7 de maio de 2011

UPPs do coracão

UPP é a sigla para Unidade de Polícia Pacificadora. Várias UPPs foram instaladas em comunidades cariocas (isto é, favelas brabas), para trazer um ar de tranquilidade para a comunidade. Por enquanto as UPPS vem dando certo.

Agora, com todo sucesso, não paro de me perguntar se haveria alguma UPP para o coração. Com intuito de controlar os conflitos internos, viria a unidade e tomava conta do que é incerto. Traria ordem e progresso, da maneira mais impessoal e positivista, sem dramas existencias ou pesar na consciência. Iria intermediar os iminentes conflitos entre gangues rivais, desocupando-as dali e trazendo a paz enfim, sem mais guerras e relatiações. Iria também remediar o desconcerto das decisões mal tomadas e o desassossego sentimental que acomete a alma subitamente como que causada por alguma substância ilícita.

Ah, preciso de UPPs pro meu coração...

day 07 - a song that reminds you of a certain event - Des'ree Life

Rio Grande, inverno de 2004, churracos da turma de Letras da FURG na cada do Benito. Teve o Fabio como churrasqueiro, fotos a la Spice Girl e de alguns fingindo de morto (oh, juventude), teve boas conversas e em especial alguém que veio conversar comigo sobre uma pessoa. Não esqueço.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dia Especial

Quantos dias especiais podemos tirar em um ano? Realmente nunca parei para pensar nisso. No entanto, tem dias que são como datas perenemente especias para alguns, e, no meu caso, o dia de hoje se configura assim.

Hoje é o aniversário de uma grande amiga. Uma amiga que faz parte de quem sou como pessoa, que gosto de dividir as aventuras do fahbuloso destino, que gosto de escutar como a melhor melodia da terra.

Nossa existência é feita de mudanças (de lugar, de quem somos), mas que possamos manter a essência do jeito que está. A essência de sermos uma para outro como um espelho que reflete tudo que a gente não queria ver e que no final, vemos e decidimos ser o melhor que podemos ser.

Parabéns, Lív Mary.

day 06 - a song that reminds you of somewhere - Cidadão Quem - Dia Especial

São Chico, maio de 2000, Carol e eu cantando essa cançao do ônibus da Verdes Mares, voltando pra casa depois de eu ter terminado com um rapaz que tinha ido me ver na porta do colégio que gostava de mim. O fiz pq tinha descoberto que em breve eu iria morar em Rio Grande. Essa música lembra também de dias indo pro colégio a pé, jogando canastra na casa da Carol. Essa música me lembra de São Chico e do quanto fui feliz lá nos meus 15 anos.

"Se alguém já te deu a mão e náo pediu mais nada em troca, pense bem pois é um dia especial"

indeed.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

day 05 - a song that reminds you of someone - Pink Floyd. Fearless

Minha vida é toda cheia de música. Claro que lembro de várias pessoas através de música. No entanto, escolhi essa música por me lembrar de uma pessoa que trocava música comigo todos os dias. Podia ser um trecho de música, o mp3 em anexo, a música inteira... A gente sempre tava se expressando por músicas e mostrando um pouco do que cada um conhecia. Foi uma das melhores relações que tive.
De tantas músicas, acho que nem a própria pessoa poderia imaginar que eu lembraria dela justo por essa do Pink Floyd. Isto pq esta foi uma das milhares de músicas divididas em conversas mais que aleatórias. Segundo me disse, essa música é trilha de um filme que o cara teme tudo e que ele encontra uma pessoa que o ajuda a superar os medos. Nunca esqueci da música, nunca esqueci desta conversa em especial. Pena que não superamos nossos próprios medos juntos :)

terça-feira, 3 de maio de 2011

day 03 - a song that makes you happy - Supergrass - Alright

Nem preciso dizer o pq. Essa música é o toque do meu celular, e sempre que toca um pouquinho a mais eu acabo me embalando. Essa música é feliz por si só. O video também.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

day 02 - your least favorite song - Vou não! Quero não! Posso não! Minha mulher não deixa não!

É pra simbolizar o tanto de música chata por aí que as pessoas cantam junto sem pensar o quão ruim é isso. (tá, confesso... tem um motivo pessoal: era o toque de celular de alguém e toda vez que escutava me dava muito nervoso, pois pensava eu: será que essa criatura não tem 5 segundos para tocar esse bendito toque - NOT)

domingo, 1 de maio de 2011

day 01 - your favorite song - The Cure - Friday I'm In Love

Teria milhares de favorite songs, mas a escolhida foi essa, pois me acompanhou num momento de encontro comigo mesma, onde eu ousei gostar das músicas que gosto sem me preocupar muito com a audiência alheia.
O ano foi 2004, o lugar foi Rio Grande, encontrei a réles patuléia na minha vida (o que geraria o "Ai, minha vida!") e encontrei um mar de influência musical boa (que por sinal é basicamente a mesma até hoje, uns 6 anos depois).
Ademais, I'm always in love on Fridays ;)

30 Day Song Challenge

A partir de hoje vou trazer o 30 Day Song Challenge para o blog. Achei a ideia super maneira (olha como sou modernosa, falando "maneira") e até um pouco já fazia isso em tempos idos de vira e mexe falar de músicas novas da minha vida e do que me elas me traziam (em termos de recordaçoes, sentimentos, etc).
Achei interessante começar aqui no blog no dia primeiro de maio, logo teremos até o dia 30 de maio para cobrir todas as cançoes do desafio. Dia 31, quem sabe, não temos um bonus.

Que assim seja meus leitores ocultos. Ao menos um mês de posts está garantido.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

I won’t miss you at all

Dear, I do not miss at all

Because it’s like you are always there.

I think of us sharing our thoughts

Completing each other’s sentences

And talking about we do not need to.


I do not miss you, no… I couldn’t…

Because you are in the inner part of my heart

As a true friend that I knew

I’d find somewhere, someday

Like my own bright star.


I do not miss you for sure

Because it’s natural to think that

Things are gonna be alright

And that soon we can be ourselves

Dreaming, creating, imagining…


I could never miss you after finding you

‘cause I felt such calmness and warm feeling

That you’d be there after all,

Trying to be the best we could be.

This was the only feeling I asked for.


I sure miss the moments

That maybe we’ll never have

The laughs we ‘re never gonna share

The pleasure of simply living each day

Without thinking much about do’s and don’ts.


I’ll try not to miss

The love we're never going to confess

The feeling of you hugging me tenderly

Your voice telling what I don’t need to know.

Oh, dear… I won’t miss you at all!

domingo, 24 de abril de 2011

minas

O tempo em Minas passa rapido. Quando se ve o dia ja esta raiando, ja esta chegando a noite, ja esta chegando o momento de ir embora. O dia em Minas traz boas e deliciosas lembrancas de gostos, temperos, momentos, alem das maravilhosas conversas.
Sei que estive distante, sei que nao acompanhei os primos crescerem, sei que me assusto com o rumo da vida das pessoas pois estive longe demais e viajando por outros cantos tentando encontrar um pouco de satisfacao. O caso eh que antes de tentar encontrar qualquer tipo de satisfacao temos de encontrar a nos mesmos... E aqui talvez seja o unico lugar longe de casa que consigo refletir sobre quem eu sou e sobre quem eu quero ser.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

love will tear us apart again

Um quê de mudança

Tem-se de compreender que as pessoas mudam sem pedir licença. E mudam o jeito que pensam da gente. Controlar essas mudanças todas seria demasiado desumano. No entanto, dói muito quando se quer mudar para um lado e a outra pessoa se muda para o outro. Isso tanto no sentido espacial (mudando de cidade, país ou de planeta), quanto no metafórico (mudando de estrada, de atitude, de olhar). A gente percebe bem a mudança quando ela chega, a boa (pra gente) ou a ruim (pra gente). O tipo de mudança boa é aquela que corresponde nossas expectativas, que a mudança de ambos se esbarra e se encaixa naturalmente na ordem do universo; o tipo de mudança ruim é aquela que se choca violentamente com nossa mudança ou que desvia totalmente dela.

A mudança boa é boa e pronto! Sem muito que explicar, mas somente de se sentir em satisfação. Por vezes, a mudança boa vem num processo devagar e tortuoso, como o encaixe de duas placas tectônicas. Já os tipos de mudança ruim (sendo um pouco dicotômica na nomenclatura, perdoe), pode se dar quando você não se encontra mais feliz com aquele emprego que você achava o máximo: tudo vai desaproximando de você, não se é mais o mesmo, os colegas de trabalham estranham `como Fulano está mudado`. Sim, Fulano tem de estar mudado dentro do processo de enxergar que aquela posição que sempre quis na verdade não é nada do que se quer, e fica então bolando maneiras de sair dali. O que acontece, simplesmente, é que os caminhos se desviam, não se encontram mais. Logo, o mais sensato a se fazer é em algum momento mudar o emprego.

O mesmo pode acontecer nos famosos relacionamentos amorosos. Duas pessoas que se gostam, de repente, uma nota a outra diferente, nota o olhar distante, nota que o carinho já não é o mesmo. As duvidas começam a emergir na mente “será que Fulano encontrou outro alguém”, “será que estou fora de forma”, “deveria eu pintar meu cabelo de verde florescente pra ver se melhora”. De fato, meu amigo(a), se isso acontecer não adianta mudar a cor do cabelo, mandar buque de rosas, fazer serenata ao pé da janela ou tentar relembrar tempos idos (quando ambos eram diferentes do que são hoje). O que aconteceu foi o inevitável: a mudança chegou. E foi daquelas de geram o desencontro, onde a pessoa vai para outro rumo naturalmente, sem esforço algum, mas por necessidade própria. Como se fosse um quê de sobrevivência inerente na situação, a pessoa precisa se livrar de você, precisa encontrar outras pessoas , pessoas diferentes de você. Dói, não queremos ser parte do passado, fora de moda, démodé. Mas pensa bem, por dois segundos, antes parte de um passado pra recordar (lembrou do filme, né?!) do que de um presente que tá mais pra dramalhão mexicano.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Águas de março

Na bossa nova da vida nos encontramos no mês de março. O mês da chuva mansa, da chuva perene, da chuva insistente. A chuva por aqui é constante e chega com o sol. O sol vem, vem a chuva junto. O sol vai, a chuva continua, sem seguir seu companheiro do dia.
A chuva de março já foi imortalizada na música e na TV pelos desastres ano apos ano. As águas de março estão pra sempre se renovando a cada ano dentro de nosso dia-a-dia, como uma data festiva que todo ano acontece.
Espero eu que essas águas me tragam serenidade e que leve consigo todo rancor, a falta de esperança, o pessimismo. Deixe comigo só a serenidade, de nada mais preciso. Preciso só disso: serenidade e meia dúzia de amigos.

E assim vou fechando o verao.

terça-feira, 8 de março de 2011

O carnaval da alma


Tem tempos que a alma pede por uma festa própria. A alma pede desfile das últimas reflexões, votação da melhor metáfora e o bloco das decisões por tomar faz seu caminho pelas ruas abandonadas pelo desgosto escondido. È tempo de pular o carnaval de si próprio, com a batida melódica do tamborim monossilábico e o choro da cuíca ao fundo. Um carnaval com o melhor matiz cinza, mistura inconfundível de preto e branco, aa cores dessa escola de samba.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Adele - Someone Like You (on 'Later Live with Jools Holland') - Nov 2010

Essa mulher drives me crazy. Esse sim 'e exemplo de desautomatiza'cao da vida.


sábado, 5 de março de 2011

Capítulo II - God save the Queen... and the CELTA course

O nublado de Londres me apetece a alma. O inverno londrino, em toda sua rispidez e frieza, me acolheu em seu seio e me fez olhar para a diversidade de Londres de uma maneira saudosa. O ar blasé das pessoas no metro, Oxford Street, milhares de turistas, os museus gigantescos, os londrinos com as mais diversas ascendências, o café da manha típico que mais parece um almoço, o jeito rock n roll de ser, as vitrines on sale. Tudo isso num misto de cinza com azul escuro que foi incrustrado em minha alma.

Sempre pensei que um lugar cheio de diversidade étnica, com a exceção sendo a regra, com cultura transbordando por todos os cantos, com uma história fascinante, com pessoas gentis, mas não intrometidas na sua vida. Com um quê de acolhedora e um alfabeto inteiro de cosmopolita. Encontrei esse lugar, é Londres sim senhor. Desde o primeiro dia no metrô nos apaixonamos mutuamente... Londres e eu.

Com o começo do curso (CELTA course), comecei a viver uma rotina. Acordar, preparar as coisas, pegar o metrô, chegar em Bond Street, trocar para Central line, ir pra Holborn station, subir as escadas rolantes eternas, andando do lado esquerdo bem rápida, como se precisasse tirar o pai da forca. Chegar na superfície, andar umas quadras até a escola. Chegar lá, subir mais escadas até o quarto andar. Ou, de vez em quando ir para o quinto andar e receber alguma orientação sobre o plano de aula. Começar a aula com o Darren e seu jeito peculiar de ser seco e objetivo. Em seguida, uma pausa de 10 minutos para comer algo, imprimir algo, subir e descer escadas, ligar pra casa, pra quem se gosta pra sentir o conforto da voz e partir parar próxima aula com o professor que parece o Hugh Grant, só que mais alto e magro, sem dúvida. Aula terminar 15h e ter até 16h para terminar de preparar a aula de 16h (lesson plan, material pra distribuir, placa do tempo comigo (número 5), canetas com Craig (número 3), e os outros números (Alisson, Seema e Elisa) a dar qualquer suporte necessário, pegando sempre a lista de chamada lá embaixo, testando USB Keys, dando o suporte psicológico um para o outro. Terminada a aula, hora de comentar o que deu certo primeiro com os comentários dos colegas, depois o que deu errado com os comentários do tutor. Ir embora pensando nas milhões de coisas para o próximo dia. Andar até Holborn até Bond Street onde troco para Jubilee line e, finalmente, Willesden Green. Lar, doce lar, e talvez antes passar no mercado para comprar a comida pronta, colocar no microondas e ir para frente do computador preparar trabalhos, planos de aulas, etc, etc, etc.

Foi só um mês disso. Um mês tão intenso que ao terminar parecia que tinha se passado um semestre inteiro. Um mês com uma turma adorável, com pessoas de personalidades peculiares, mas todos muito gentis. E como dizem, gentileza gera gentileza. Não poderia dar em outra coisa, os últimos dias de aula resultaram em certo sofrimento, pois em pouco tempo cada um iria para seu canto, uns iriam casar, outros iriam pra china, ou pra Turquia ou pra realidade que ainda não tinham encarado de ter de procurar emprego em breve. Todos procurando um novo rumo na vida, jovens ou não tão jovens assim.

Fiquemos por aqui... em outros posts, mais sobre a turma CELTA 5.

Assim seja.