quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Coisas boas de setembro

Setembro é o mês de aniversário dessa que vos fala. Por esse motivo é um amontoado de dias que presto sempre muita atenção. Assim, nos meus pensamentos ao longo do ano venho enumerando as coisas boas e ruins de setembro. Começarei pelas boas, porque o que há de bom em setembro se sobressai muiiiiito mais do que o que tem de negativo.

Assim comecemos com a lista:

1) 1) Primavera. E não só a primavera (para o hemisfério sul), mas o outono para o hemisfério norte, o que significa um clima sem muito calor ou sem muito frio para ambos os lados, com paisagem bucólica e um clima gostoso de transição.

2) 2) Não tem muita chuva. Repare ao longo dos anos, tirando a semana do 07 de setembro (que sempre chove), setembro não é um mês que se caracteriza por tempestades que arrasam o mundo, catástrofes ou tragédias afins. Um bom mês para fazer festa de aniversário.

3) 3) Depois de agosto. Agosto as pessoas estão carregadas, estressadas, encucadas. Setembro chega com um feriado, as pessoas ficam felizes, leves e pensam que o ano está quaaase acabando logo depois da primeira prova do semestre.

4) 4) Morangos são baratos. Este é um dos GRANDES benefícios do mês, morango em cada esquina. Literalmente, é só andar pelas ruas e verá a fruta dita elitista por um precinho miúdo. Me esbanjo no morando (e na sobremesa de morango da mamãe).

5) 5) Setembro é espelho de dezembro. Não sei isso é um benefício notável, mas o mês de setembro é idêntico ao mês de dezembro, isto é, os dias da semana caem exatamente nos mesmos dias. Deu pra entender? Então, se você quiser saber que dia da semana cairá o natal, pode olhar também no calendário de setembro para chegar o dia.

6) 6) Minha mãe faz aniversário em setembro. Exatamente um dia depois do meu aniversário. O mês de aniversário da mãe da gente tem de ser SEMPRE especial.

7) 7) Não tem dia das crianças, dia dos namorados,dia dos pais, dia das mães, dia da tia, dia de nada... O que quer dizer que nada de presente acumulado: dar um presente representando as duas datas :P

Concordo com a afirmação de que o aniversário é importante só pra quem faz, afinal quem nasceu naquele dia (supostamente) fui eu mesma. Mas é tão boa a festa que é feita pelos outros e por nós mesmos. E é gostoso o processo de fazer aniversário porque se pensa naqueles pequenos detalhes dos dias ao redor que não se pensaria nunca normalmente.

Que assim seja setembro!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

new soul



simplesmente apaixonante música q video

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

nuvem de palavras do blog

O wordle é bem legal. Esse programinha que transforma seu texto em uma nuvem de palavras. Aconselho. E muito. Descobri no III Seminário Lingnet :D

Aqui vai o wordle da página inicial do blog no momento:


title="Wordle: blogminhavida"> src="http://www.wordle.net/thumb/wrdl/2360132/blogminhavida"
alt="Wordle: blogminhavida"
style="padding:4px;border:1px solid #ddd">



http://www.wordle.net - nuvem de palavras

a saga educacional

Amanhã é o dia que terei para me inscrever no mestrado da ufrj (o último dia). Cadê o pré-projeto? O gato comeu, só pode. Tenho nada ainda... Ao menos o curriculo de 5 páginas está garantido. Além, é claro, de uma fadiga, de uma pressão psicológica, de uns olhos pesados e fundos cansados de mundo. Ah, os documentos também, com direito a foto 3x4 novinha. E até que bonitinha. Enfim, não vou me desviar do assunto: vou abrir um documento do word e começar a escrever o projeto aquele de tecnologia e ensino que 'sempre sonhei'.

aff

terça-feira, 31 de agosto de 2010

o primo de sempre

Hoje é o aniversário do meu primo Luan. Não lembro a idade dele, mas deve ser algo por volta dos 21/22. Ele foi `meu primeiro primo`. Ao menos o primeiro primo perto de mim. Os outros estavam longe, em Minas Gerais. Ele tinha uma espada do He-man que eu adorava. Ele também. Quando soube que ele ia embora escondi a espada com o intuito dele lembrar-se dela e não querer ir até que a encontrassem. A minha intenção era fazer com que não a encontrassem nunca e ele ficasse comigo para sempre.




Esta foto foi de um aniversário que nossas mães organizaram para ser juntos. Meus 5 anos, creio que 3 anos dele. A festa foi bonita, mas eu fiquei um pouco de figurante. Sei que na hora desta foto ele pegava minha mão, agarrava bem forte e dava aquela risada gostosa. Minha mãe gritava para eu olhar para câmera, mas a ternura do sorriso dele era mais interessante de se ver. No final nasceu uma das minhas fotos favoritas, uma foto cujo sentimento embutido consigo respirar quando fecho os olhos.

Parabéns então para o único primo que tive. O primo que brincou comigo, que eu disse NÃO quando ele queria andar na minha bicicleta, que dividia os brinquedos comigo, que foi meu primeiro aperto no coração de saudade nessa vida.

Como gosto de escutá-lo até hoje dizer: "e aí, prima".

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

pequeno grande amor

De acordo com cometários no youtube este video foi promovido por um petroquimica da malásia com o intuito de mostrar o amor que transgride a questão da etnia.

É muito fofo:



E o video da Hannah pra acompanhar, aquela garotinha apaixonada pelo professor :)

Apimentada

Tenho umas excentricidades culinárias sem precedentes. Por isso cozinho só pra mim. O caso é que fui inventar o cardápio de hoje com o que tinha de prático e apetecível; acabei juntando tomate, milho de latinha, nuggets e uma pao plus vita com pasta de soja (sabor cebola e alho). Tudo ia uma delícia até que resolvi dar uma apimentada na coisa. Peguei o molho de pimenta especial de mamãe (daqueles que a pimenta fica curtida) e derramei... Derramei com vontade. Resultado, assim que meu paladar encontrou a tal pimenta meus olhos choraram de emoção. Fui comendo até quando pude, num misto de lágrimas e admiração pela minha capacidade de estragar o cardápio perfeito. Enfim, ao menos o suco de morango estava extremamente saboroso. Ao menos. E a pimenta provavelmente cortará meus lábios até tarde da noite de hoje.

aff

domingo, 29 de agosto de 2010

O vestido entrou!

Entre tantos acontecimentos interessantes, tantas histórias intrigantes que perpassam a minha existência presente, resolvo voltar aqui nessas águas turvas para falar do meu vestido que depois de meses coube em mim novamente. Não é vestido qualquer, é daqueles vestidos de festa de se usar em casamentos, 15 anos e outras festas no qual se tem uma mulher usando branco e algum tipo de tiara. E a explicaçao da preocupaçao com o vestido vem logo abaixo.

Foi-se inaugurado no povo LEJiano a temporada de casamentos. Começou com Gláucia pureza que limitou o convite dela para uns pouco quatro da turma (que obviamente não me incluia) e tendo sua segunda edição com o casamento de Paulex, no dia 11 de setembro, em algum endereço dessa cidade mais que grandiosa cujo bairro desconheço. Ainda teremos a edicaçao de novembro com Talita. Logo, além dos problemas de deslocamento, vem aquela pequena (que eufinismo) preocupação sobre o que usar, afinal sua imagem ficará perpetuada no album de casamento de alguém, além de correr o risco de parar no youtube.

Minha meta era emagrecer para caber então num tal vestido que comprei no canadá. O vestido é forma pequena, e mesmo 10kg mais magra ele ficava justinho. O bom é que ele não aparente ficar tão justinho, pois ele tem um bendito forro por baixo que _aperta_ tudo. Confesso que uns meses atrás o tal forro não me ofereceu passagem, e fiquei de fora do meu próprio vestido. Fiquei perplexa. E agora José? Não tem poesia que salve, o problema está nas medidas. Principalmente nas medidas a serem tomadas para conter o excesso de medidas.

Foi daí então que surgiu toda uma reflexão sobre estética (ou falta dela) e de saúde (ou falta dela). A falta da palavra "saudável" na minha existência é algo gritante. Precisava deixar esse grito de fora e trazer um pouco do equilíbrio silencioso que se tem quando se mantem corpo e mente em compasso. Logo, veio a academia, logo a nutricionista e um mês depois menos 4kg. Tudo parecia muiiito fácil até que me dei conta que não mais emagrecia... E que mais caia na tentaçao da excessão (de férias,de visita, de preguiça).

Temporariamente derrotada, resolvi achar o querido vestido só para o teste final e me conformar que teria de gastar algumas notas amarelas em novo vestido. E o resultado foi, o vestido entrou. Entrou. Entrou... Nao tá uma brastemp, mas entrou... Agora a motivaçao voltou. Não matarei academia na segunda-feira. Farei exercício físico até nas minhas mini-férias na próxima semana e o drama do não-caber ficou por AQUI.

E ponto.

Ponto final.

Até meus próximos menos-5kg.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

divagações

às vezes eu sinto que as pessoas perdem o interesse na gente. E talvez elas sintam que a gente perca o interesse nelas. A verdade é que eu sinto qualquer perda de interesse como uma avalanche aqui dentro do peito. Incontrovável desmoronamento que me deixa de pernas bambas por pensar na falta de aceitação de um sentimento puro que é o de ser amigo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

coisas de pensamentos avulsos

De tantos fatos que sucederam na vida aleatória dessa que vos fala nada fielmente nesse blog abandonado ao próprio azar, só consigo me lembrar da Prosa do Papagaio. Este é pois o livro que acabei de ler de uma autora chamada Gabriele, que me autografou o livro que por muito acaso ganhei nesta segunda-feira última. Tudo muito por acaso que acabou gerando aquela tal improbabilidade infinita, que por sua vez gerou uma identificação momentânea em relação ao estilo e escrita da tal autora premiada. É que a tal moça escreve num estilo machadiano inconfundível, que por sua vez é dos meus prediletos na hora de escrever qualquer rascunho para ser chamado de literário.

Na verdade a literatura deu nó. Há chamados para que eu volte a escrever o que na verdade nunca escrevi. Há chamados para que eu faça um mestrado na área literária e me junte a alguma estrelas da enfadonha teoria literária. Como devo então me comportar diante de tanto chamados infames que me consomem a alma e me deixam com o cérebro na mão?

Do louro de Gabriele tive amostra de muito bom vocabulário e de uma quase iluminação que não deveria, por nenhum valoroso pedido de outros seres dos mais variados, seguir por um caminho que não seja... Falta palavra. Haveria pois caminho algum a ser seguido? O Louro tinha seu alpiste, suas castanhas, seu gosto em escrever e era fiel a isso, além de todos os latinismos. Parece que não sou fiel a nada. Nem a escrever, nem ao alpiste que alimente minha alma.

Creio que o que falta nessa tagarelice constante do dentro de mim comigo mesma é uma realização miúda que seja, um prêmio pela minha simpatia, um louvor ao meu sutil senso de humor, um querer da minha companhia. Falta eu ser literária, fazer literatura, tentar enxergar o desapercebido dos olhos que cá habitam o meu peito.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Em curitiba

Pois a vida na cidade grande mais bem planejada do Brasil é mais leve. E mais leve ainda com os melhores anfitrioes do mundo inteiro.
Ah, minha alma canta.

wordle do blog

title="Wordle: minha vida lilas "> src="http://www.wordle.net/thumb/wrdl/2262562/minha_vida_lilas_"
alt="Wordle: minha vida lilas "
style="padding:4px;border:1px solid #ddd">

terça-feira, 27 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Anima Mundi *_*


A melhor tradição carioca de julho: anima mundi.
Fiz uma maratona no domingo passado vendo curtas 1, 2, 3 e 4. Depois vi mostra panorada de terror e ainda verei o criador do bob esponja falando algo de útil na vida. Pena que minha agenda rota não suportou mas nada.

E assim acabará o anima mundo!

toda terça e quinta

O motivo da tristeza é pura e simplesmente por encontrar a escola estadual lá em copacabana em colapso e estado de guerra. Alunos x o resto. Todo o resto. Eu sou o resto. Eles estão contra mim. Eu contra eles. Nós nos degladiamos com olhares. Mal eles sabem o bem que lhes quero. Tanto. Tanto. Se eles soubessem me dariam mais carinho. Uma das professoras não gosta da minha presença, a outra é indiferente. Eu preciso de mais cuidado, de mais atenção... Só me deixam de fora de tudo e contam comigo para corrigir provas erradas nas quais darei muitos riscos. Me recuso a usar vermelho. Uso a cor que me apetecer. Que tal verde... Verde cai bem. Verde é a esperança que ninguém tem mais ali. Verde remete a nostalgia de um tempo que nunca chegou para aqueles adolescentes começando seu ensino médio. Por vezes concordo com eles: o que estariam eles fazendo ali mais do que matar tempo. Estão matando suas almas numa escola que não funciona e nem quer funcionar. Desgastando seres humanos chamados professores que dentre os funcionários públicos são os que ganham menos, surpreendentemente se desgastam mais e têm menos benefícios. Afinal, nem direito de jogar giz nos alunos os tais professores têm mais. Nem jogar palavras difíceis. Nem jogar a alma naquilo que se faz.

Toda terça e quinta pela manhã vou para o colégio estadual Infante D. Henrique. E lá redescubro o metivo pelo qual comecei essa coisa de Letras toda. Comecei porque queria trabalhar em escola pública, queria provar que havia de ser diferente, fazer projetos magníficos e me achar no direito de achar que estaria mudando a vida de alguém com isso.

Obrigada terças e quintas por me relembrar disso.

terça-feira, 29 de junho de 2010

toda terça e quinta quando vou para o colégio estadual pela manhã meu coração fica mais triste.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Do desvario

Já não sei como existir.
Deixo para os normais fazê-lo,
Pois de mim só loucura emerge.
Deve ser a inquietação humana,
falo comigo mesma.
Mas não, não e inquietação...
É vontade de ser o que não é
De ter o que não tem
De fazer o que não pode
De não amar quem se deve.

Deixo aqui escrito, então:
Não sei como existir!
Como exclamação absurda
Que não respeita espaço
e sai do pulmão desvairado.
Não sei ler, não sei escutar
Deixei já de amar...
Me consolo com a poesia que não tenho,
Pois o que tenho são palavras
Do não sentido de se ser gente.

Bright Star

Ontem fui com as meninas nucleares assistir o filme que conta a história de um romance do poeta Keats com uma moçoila fashion da época. Havia visto o trailler tempos atrás e tinha gostado. Ao ver o filme a impressão é que eles fizeram um bonito dramalhão. Boa fotografia, boas falas, apesar de um Keats meio sem salzinho.

O mais legal foram os poemas entrelaçados no filme. Além disso o despertar dentro de mim para um sentir. Sentir esse que está perdido por aí. Um definir de sentir sem definição emergiu, eu acho. Acho que eu senti um palpitar mais rápido aqui dentro, um tremor nas juntas, e ainda chorei.

Fica o poema de lembrança que Keats escreveu para sua amada.

Brigh Star

Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.

domingo, 20 de junho de 2010

carta de resistência

Creio que seja a hora de mudar a decoração aqui. Agora que o blogger nos ofereceu novas opções (que eu sempre quis), me sinto resistente. Não quero mudar não, não quero mudar nada, nenhum centímetro. Não quero virar um dia e me dar conta que as cores não são mesmas, que a vida lilás tem outro matiz, que a fonte mudou e não aparece assim, do jeito que estou acostumada. Não quero mudar o fundo branco,não. Não quero mudar as pequenas modificações que fiz num padrão já estabelecido e adaptado razoavelmente ao que gosto de ver. Deixa as coisas assim, pois foi desse jeito que passei por tanta coisa, por tantas palavras, por tantos pensamentos minúsculos encerrados dentro de um casulo relutando para serem libertos pelo .blogspot. Parece que se perder parte da felicidade do que se era... e se perde aquele ar de coisa simples gostosa. Parece que nos obrigam a mudar para ficar mais chamativo, mais bonito, melhor aceito por outros. Eu não quero não. Quero ficar simples como um disco arranhado que volta para mesma parte sempre. Não quero saber se isso NÃO é BOM ou NÃO é NORMAL. EU quero estar na ótima da simplicidade, da repetição do mesmo que dá prazer. E nada de chegar alguém aqui e querer materializar mudança. Não chegou a hora pra isso. Chegou a hora do si próprio, do querer-se em si. Assim basta. Blog e eu, eu e blog. Hei de defender-te... Das vuvuzelas, dos jogadores da Costa do Marfin, das blusas bregas verde e amarelas, das músicas que tem refrão com som de 'eichion', dos regimes e desesperos infudados alheios, das viradas de rosto infundadas.

Deixe as mesmas matizes, deixe as mesmas fontes, deixe a mesma desarrumação da coisa. Deixa tocar as mesmas músicas de 5 anos atrás, as mesmas reclamações de 5 anos atrás, as mesmas histórias e os mesmos erros de português, inglês, italiano, espanhol e francês, porque mesmo mudando a nacionalidade os erros são os mesmos. Os mesmos livros são os prediletos, os mesmos contos relidos, as mesmas referências são feitas. Os mesmos filmes comentados, o cinema mexicano sempre destacado, Amelie quando se derrete me faz chorar do mesmo jeito. Talvez então o que tenha mudado é que esse blog seja previsível como uma couve-flor. E eu também.

Senso de balada

Eu não tenho senso de balada. Ontem no arraial da devassa no fim do mundo da gávea eu reparei que meu comportamento era inversamente proporcional ao que acontecia a minha volta. Enquando os muitos rapazes heteros buscavam avidamente cerveja e mulheres eu buscava um momento de de paz dentro de mim e o conforto que a madrugada acabaria logo. Apesar de passar por momentos cômicos e dignos (talvez mais cômicos que dignos) eu verdadeiramente pensei que poderia estar na minha caminha confortavelmente envolta no meu edredom azul com estrelas e luas.

Não sei dançar em público, não conheço as músicas da moda, não gosto de beber... É, acho que me resta pegar meu cineminha sozinha em botafogo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O lá de mim

O pequeno horror de dentro de si é a saudade. Parece que fui banhada em saudade quando nasci. Todos os dias uma, duas, três, centenas de recordações circulam pela minha mente. Tem momentos que parece que não tem espaço para vida nova. Vou tirando o pó minunciosamente de cada lembranças, abrindo as sensações de se estar naquele momento fotografado. Parece que fotografo tudo... E sinto falta de tudo depois. Era o canto do meu computador no canadá, era ir para o mercado na Yates; também tem as lembranças do Sul... Nem vale a pena numerar uma de tantas. Com os olhos abertos deixo de enxergar a realidade para acordar do outro lado da mente trazendo pro peito a sensação perdida há tempos.

Parece que vivo dentro de mim e me alimento das coisas instigantes, patéticas, marcantes ou simples de doer que aconteceram. Não sou de mim, sou do que fui. Sou a conjunção do que fui misturada, batida e jogada no mundo do aqui. O aqui que provavelmente terei muito que recordar depois.

Não vejo a hora.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Como se fosse a primeira vez

Cada história interessante nessa vida. Como se fosse a primeira vez versão real. E se fosse com a gente... Será que teria alguém que todo dia nos lembraria da nossa própria existência...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Se o dia dos namorados...

Se o dia namorados serve pra trazer um pouco de sorriso para as pessoas, então tudo bem. Digo isso porque a quantidade de casais que se formam e que viram casais de fato nessa época é enorme. Parece que a estratégia comercial de aquecer as vendas no início do inverno não só deu certo, mas também faz bem para a população. Principalmente a população indecisa: se não sabe o que quer o dia dos namorados te oferece a oportunidade única de decidir - oficializa ou cai fora.

Se o dia dos namorados significa ver as pessoas refletindo positivamente sobre o futuro amoros, então tá, até interessante ter um dia para isso. Vejo as meninas no trabalho, alunos, pessoas aleatórias a divagar sobre o momento de largar mão de serem os famosos 'pegadores' e pensarem em algo mais profundo e edificante. Parece que a combinação frio, vitrines avermelhadas por aí e o famoso papinho 'o que vc vai comprar pro seu namorado(a), acaba atingindo os corações mais frios.

Olhares feliz, abraços e beijos calorosos pelas ruas cariocas. Tá bom de admirar essa semana pintada de vermelho e coberta de rosas. Afinal, esse negócio de dia é irresistível mesmo. Pena que eu só acredite nos dias de aniversário... os outros são sempre dias de tudo (pai,mãe, namorado, cachorro, papagaio, secretária, dentista, professor, etc.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

zonziar do mar

No domingo passado aceitei mais um convite para velejar. Apesar da minha mente estar nas nuvens resolvi reencontrar o mar. Do velejo trouxe mais uma vez o balanço. O balanço das coisas dentro de mim. Foi tanta oscilação que acabei por ficar zonza dentro do meu desconcerto de mar. Ao mesmo tempo a zonzisse tirou de dentro de mim o peso da lamúria por aquilo que não é. Tirou de mim até a bile amarelada do desassocego. Minha mente saiu das nuvens e se voltou pra terra, para a visão do Rio fluindo em frente aos meus olhos.

Com a falta de vento veio arrebol; do arrebol, a noite; da noite, o inusitado: estávamos assumidamente parados e sem vento. Com a noite veio também minha trégua com o mar. Seu balanço já não me fazia zonziar. O confabular sutil, a lua que subindo e a certeza de se chegar ao lugar seguro trouxeram um bom sorriso. Foi como um bom desafio que se sabe que no final tudo vai dar certo. E dá. De lembrança ficou a cor que não via, mas que muitos notaram. Eu via o céu azul, o mar azul e pensava na frase daquele conto: "o mar é feio".

domingo, 30 de maio de 2010

Uma noite tão blue, um dia tão blue.
Tocou jazz aqui na minha soundtrack,
Mas o gosto era de BB King com Willie Nelson.



sábado, 29 de maio de 2010

PEDIDO

Alguém gosta de Madeleine Peyroux....

quer ver Madeleine comigo...

http://www.vivorio.com.br/shows_detalhe.asp?ID=257

:(

sexta-feira, 28 de maio de 2010

seminário do LingNet

Terminou hoje o encontro presencial do III Seminário LingNet que é organizado pelo núcleo de pesquisa que agora me insiro. Desde que começou (ontem)este seminário me balançou em relação ao meu futuro e passado acadêmico. Primero porque me rementeu a quando cheguei na faculdade e acompanhei o evento em sua primeira edição na companhia de Isis; segundo porque trouxe muita gente de fora (de sp, minas e espírito santo), trazendo também aquele ar de seminários na FURG quando íamos para santa maria ou porto alegre. Mesmo não trabalhando tão ativamente quanto gostaria (e ainda saindo injustamente na foto final de quem trabalhou tão avidamente) me senti parte do grupo.

Vendo na abertura gente como Roberto Rocha, Becher, Aurora... tudo remontava o início da minha tragetória na UFRJ e o fato de eu ser a única da minha turma presente num evento da faculdade (assim como no passado). Na FURG fazíamos tudo juntos. Na UFRJ passei a frequentar seminários sozinhas até me desanimar de vez.

Parece que a moçoila que entrou na faculdade de letras com intuito de mudar a realidade para melhor está de volta ao mundo acadêmico.

domingo, 23 de maio de 2010

a maçã

Seminário de Linguística de corpus na PUC - Poa... Sinto-me tão tentada.

dádiva acadêmica

Ai ai, acesso remoto ao portal capes... Não tem preço! Era tudo que queria e mais um pouco. Aguardo os milésimos de segundos para poder colocar meus olhinhos sobre artigos academicos infidáveis do mundo paralelo da pasárgada de lá.

Quando a professora anunciou a boa nova confesso que vieram lágrimas aos meus olhinhos (mas me contive). Ou eu ando muito emotiva, ou a vida acadêmica está virando a minha vida inteira. Creio na primeira opção.

sábado, 22 de maio de 2010

o sábado a tarde

Um tropeço de dentro e o mau humor tomou conta de tudo. Ligação na hora errada, o caminho errado, a espera errada, a sala errada. Chego na sala de aula do CLAC, hora de dar revisão. Não me reconheço. Eles não me reconhecem. Quem é essa que vos fala com voz apreensiva e tom rígido. Não sei, não sei... Aos poucos a aula vai tomando uma forma mais descontraída até que finalmente desabafo tudo que aconteceu na minha manhã conturbada em menos de 1 minuto. Fez tão bem... E eles olham atentos como se fosse de grande interesse o que dizia. E aqueles olhos ávidos me fizeram bem. Sorri mais, abandonei a tensão e eles também. Confessaram que não haviam nem me reconhecido no corredor. Não trazia aquele ar alegre e um sorriso peculiar que sempre circundava os corredores cinzas de sábado a tarde.

Não importa mais o que houve, não importa a dor de cabeça e a falta de sobremesa... O importante é que tudo que precisava estava ali.

Eles me surpreendem toda semana. Essa semana não foi diferente. Com muitas perguntas do tipo 'vc vai ser nossa professora próximo semestre'. Bem que eu gostaria. Eu gostaria de ser sempre a professora dos meus alunos. Mas ele irão,eu sei. E saberei que fiz uma boa contribuição pra esse novo projeto deles de apreender uma língua. Por isso adoro básico: tudo tão novo, as espectativas tão novas, eles merecem tanto. A revisão creio que tenha sido não tão ruim para o pouco tempo que tínhamos. Muitos comentários sobre o ambiente on-line e as piadas sobre a prova e sobre minha letra no quadro. Eu os amo. Descobri isso. Me apaixonei por cada um deles, por cada todo que eles representam. Eu os amo porque eles também representam o melhor que estou tentando ser todos os dias.

Tenho de começar meu diário sobre Eles. Tenho de falar sobre nosso ambiente online na minha pesquisa. Tenho que descobrir o que gosto mais todos os dias. Não quero escolher: gosto de tudo, gosto de todos; deixo amor transbordar como água de uma latinha de alumínio. E deixa amor ir e vir e renovar em si mesmo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vida nova, semana nova

Parece que o cosmos combinou direitinho a sequência de acontecimentos da semana. De tanto planejar e nunca executar já me sentia um fracasso pra mim mesma. No entanto, tudo mudou quando ação tomou lugar de qualquer outro pensamento. Primeiro: comecei na academia. Parece bobo, mas foi um grandioso passo na minha rotina. Isto porque não tenho TEMPO. Mas tempo arranja-se, diria o outro. E arranjei. Esta semana não só arranjei minhas limitadas duas manhãs da semana para cuidar desses assuntos, como também o fato de chegar em Copacabana às 7:10am para o estágio e descobrir que a escola estava fechada por pane elétrica me fez ir para academia pela quinta-feira. Sexta, professoras da manhã cancelam as reuniões... Adivinha, então... Fui pra academia. O instrutor até conversou comigo em relação a minha dedicação, que estava exemplar. Na verdade não tinha me dado conta disso. Eu estava verdadeiramente focada, fazendo as sérias de exercício sem tirar minutos nem da chatérrima esteira. Com minha irmã do lado, pedalando aqueles quilômetros que não saem do lugar comecei a pensar em são Chico... e nos morros que sobem e descem, e no tempo que subia aquilo tudo sem esforço algum, já com prática de alguns anos. E dizia para ela que não ficava chato se imaginasse que estivesse lá ‘e agora subindo o morro, agora passamos pela orla, agora vamos subir o morro do francisquence, agora descendo...’. Boa sensação da cidade pequena dentro de si.

Com a academia veio a consulta com nutricionista na quarta. Não, não foi proposital... Conversamos amigavelmente e ela riu muito das minhas tiradas. Tanto que fiquei imaginando se ela era de rir por qualquer coisa ou era eu que andava muito espirituosa. Falei do meu problema com chocolate e que tinha tomado providência nessa semana: não ia substituir almoço por trakinas, mesmo na correria, não iria mais comer esses biscoitos recheados de qualidade duvidosa podendo comer uma boa sobremesa elaborada uma vez ou outra. E assim me limitei, só revelando para ela meu plano de me cuidar melhor,de não me deixar assim, maltrapilha e maltratada por aí. Dei por mim que depois de tanta morte por coração na família é hora de despertar pra existência e sair por aí para colorir o mundo e não ficar em casa com vida enfadonha e costas curvadas. Sair pra ver o sol, o mar, as florestas amarelas e desautomatização que sempre falei que era essencial.

Agora sou. Sou mais leve, mais como um riacho (mas ainda com a tranqüilidade de um lago),que vai passando por novos cursos e experimentando novos caminhos. Pedras hão de estar no percurso inevitavelmente, no entanto ao se tentar o novo há aquele sentimento de ímpeto dentro de si que parece que tudo pode quando a fé acompanha. Fé em si, fé na humanidade, fé nos motoristas de ônibus que param o trânsito carioca (versão do parar o trânsito anos atrás em porto alegre), só para que possa subir. Fé nas amigas, nos velhos amigos, nos novos, no transparente de se ser riacho. Se as coisas vão mal, eu passarinho, já dizia o poeta. Eu passarinho mesmo, eles passarão e o que ficará de tudo são as coisas boas.

Onde esse riacho desemboca, não sei. Mas por agora não quero mudar o curso.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

6 anos depois

Eles se encontraram na internet depois de 6 anos. Lugar onde 6 anos antes marcavam de se encontrar na esquina do Canalete pra falar da vida. Era setembro, uma primavera que começava querer chegar. Ele ia se apaixonar pela primeira ver por ela, ela já sabia da paixão por ele faz tempo. O plano da tarde era dizer 'oi, tudo bem, vamo tomar um mate'. Enquanto ela caminhava para o ponto estipulado, ele já a estava esperando. De longe ele a via chegar, ela de moletom branco e calça jeans. Ele de bermuda e moletom escuro. Ela sorria pra ele e quando chegaram perto se beijaram. Beijo que ela nunca tiverra... e que ela não sabia se ele já tivera. Eles tinham seus 17 anos. No mesmo dia ele anunciou que se considevera namorando com ela,mesmo se ela não sentisse o mesmo. Mas ela sentia, apesar de não ter confessado. E os namorados não deixaram nem a primaveira chegar, em um dia nublado da cidade cinza ele a chamou e daquela conversa saiu um grande coração partido. Seis anos depois vem a desculpa, a cumplicidade, a vontade de saber como haveria sido o que não foi... Ele descobriu como pela primeira vez ela se apaixonou por ele: "você entrou e uma menina virou para trás pra falar contigo. No meio daquele caos a visão da sua pessoa era bem clara para mim". Ela descobriu que ele não esqueceu. Aquilo bastava para ambos. Ambos procurando o que é amar neste mundo mais que aleatório. Ambos definiram amor em suas palavras. Ambos sabiam o potencial de coisas bonitas que poderia ter tido um com o outro. Ele a fez esquecer das frustrações do dia, de como ela sentia vazia, de como ela queria chorar... Ela o fez acreditar na leveza das coisas e no carinho.
Talvez não seja tarde demais, fica a impressão. Talvez seja só um talvez. Talvez um talvez nunca aconteça. Talvez seja tudo daquelas coisas inexplicáveis que viram filme.

domingo, 16 de maio de 2010

o dia do mar

O balanço do mar da guanabara ficou aqui. Ficou para semana inteira, para os dias inteiros, para beleza inteira. O sabor do mar ficou na pele, a cor da pele ficou mais viva. O sal do mar cobriu dentro e fora de si. Acho que precisava olhar além, além. E ver que além não é mais nada que ali.

Isso aconteceu por conta de amigos raros, raros como aquele que encontrei ali ao virar a esquina sem saber o que encontrar. Encontrei um amelístico mais que adorável e doce.
Obrigada Edu :)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

da hora

Deu meia noite. Eu ainda acordada. Depois reclamo que fico perambulandoo sonolenta por aí. Agora que por mais corredores passo preciso de horas de sono completa. Esta semana passou e passou muita coisa nova. Agora frequento oficialmente as dependências do C E Infante D Henrique em Copacabana, decidi começar a frequentar a academia aqui perto de casa, e assim mais dois corredores competem com faculdade de educação, prédio de letras, cultura itaipu.

Que os corredores não virem labirintos intransponíveis dentro da imensidão da fadiga.

Sr. Motorista

Não se assuste com minha aspereza. Há dias de guerra e paz nessa vida, de tempestade e calmaria, não podemos ser sorrisos o tempo todo. Se estalo a boca com insatisfação, não ligue. É da impaciência que cerca somada com o sono agudo. Parece que vivo num eterno mundo dos sonhos em que o sonambulismo ocupa todas minhas horas vagas entre um lugar e outro. Por isso, senhor motorista, durmo o sonho dos deuses em sua companhia; e me perdoe não estar acordada vendo suas manobras e firulas pelas ruas estreitas, pontes e avenidas. Ah, sei também que não ri de sua graciosidade, não fui recíproca ao seu sorriso e nem cortes com minha falta de ‘boa noite’. Prometo, senhor motorista, que em breve reparo sua boa vontade para com as velhinhas, sua paciência ao parar em frente ao prédio das moças bonitas e seu papo sobre o trânsito da cidade. Agora, senhor motorista, só tenho tempo para meus devaneios. Os devaneios mais cinzas já existentes. Tudo é uma lista infindável de atividades, de textos para ler, de resumos para fazer, coisas para revisar, e-mails para responder. Ao te deixar de lado me deixo também... Não vejo as minúcias do nosso caminho que se cruza por um milésimo de improbabilidade infinita. Confesso, senhor motorista, preciso de um bom andar de ônibus pela cidade, mas não para reparar o que não fiz ou dormir como uma pedra sabão, mas para observar quão bonito é existir e imprescindível amar.
Termino aqui minha singela carta,
Com Carinho,
Sua passageira Fabíola

domingo, 9 de maio de 2010

A ponte pára

Quando a ponte pára, pára o coração
Pára o batimento cardíaco
Pára o fluxo sanguíneo
Pára a respiração.
Entupiu a veia principal!

Quando a ponte pára, pára o dia
Pára a hora
Pára os minutos
Pára os milésimos de segundos.
Pára a existência proximal.

Quando a ponte pára, pára a vida
A rotina pára
O trabalho pára
A faculdade pára.
Fico parada.

Quando a ponte pára...
Tudo pára,
Nada passa,
A manhã suspende
Acabou o expediente!

A ponte parou para a impaciência passar.

(de mim depois da impaciência do engarrafamento da última sexta-feira)

sábado, 1 de maio de 2010

e a pesquisa,como vai

Recibi um carta de Liv Mary (que anda pelos pagos catarinenses) narrando uma defesa de mestrado. O desfecho foi favorável para a mestranda-ré, no entando eu não parei de pensar no caso de não ter sido.

Esses dias muitos perguntam o que pesquiso, o que quero pesquisar e se eu gosto de pesquisar o que estou pesquisando. O que pesquiso, uso de ferramentas online como suporte para o aprendizado de L2. O que quero pesquisar, vaga idéia. Se gosto do que estou pesquisando... acho que não tanto quanto deveria.

Sempre critiquei linguística aplicada. Sempre defendi que era uma ladainha que não saia do mesmo lugar. Agora, eis que eu mesma estou me entregando ao coro da ladainha. O caso é que eu gosto da orientadora, gostei do grupo e da proposta em si (uso de tecnologia, tecnologia MESMO, pois o povo sempre trás algo de novo, MUITO novo). Pela primeira vez nessa reunião de sexta não me senti fora do lugar, como uma aluna ouvinte (que queria ser especial) que está por mera caridade.

Na reunião do grupo de pesquisa de humor vejo como o meu artigo feito em parceria com a professora e a outra monitora da época foi elogiado (e a platéia universitário não tem dó). Além disso destacaram a parte da pesquisa com linguística de corpus através do programa Hermes que Sr. Tiago Tresoldi (agora super famoso na UFRJ) desenvolveu.

Essas coisas de mestrado e pesquisa estão me deixando intrigada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só."

Amir Klink

Buenos Aires, te quiero!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

e o mês de...

abril terminou e não fui pra paqueta :(

aguardo ansiosa convites para maio :)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

E a culpa é de quem

Depois da semana do Nada (aquela da enchente na qual nós todos permanecemos em casa vendo Bom Dia Brasil quase que o dia inteiro), voltei à rotina meio que com a impressão que perdi uma semana. Neste semana fiquei em casa, não vi nem muitos filmes quanto imaginaria ver normalmente, nem fiquei tanto na internet (fazendo coisas úteis ao menos), não mexi um centímetro qualquer questão acadêmica (se bobear ainda regredi), e ainda ficava no suspense de: será que tudo vai voltar amanhã (e então, de repente, se descobre que uma tragédia maior aconteceu em Niterói e o caminho para meu trabalho na região oceânica de Nikiti ta totalmente fechado).

Essa semana serviu para pensar. Pensar que ano de eleição está vindo, pensar que os mesmos problemas de sempre foram apontados com o grande agravante de tentar tirar culpa dos políticos (porque tadinhos, não podem fazer milagres). Eles não podem fazer milagres, mas o prefeito atual de Niterói está leiloando a região oceânica aos poucos, deixando que as encostas que deverias ser preservadas (e são o grande atrativo da região cheia de verde) sejam ocupadas, vendidas a preços exorbitantes para construção de mais algum condomínio de casa. Logo, como ele teria tempo de cuidar dessas encostas mixurucas no meio do nada, que ainda era um ex-lixão. Ah, gente, não vemos julgar o prefeito assim... O homem não sabe nem falar em público (isso porque governa Niterói no terceiro mandado), não gosta de aparecer em público muito menos (para quê, se a família Silveira governa Nikiti City desde seus primórdios), acata qualquer decisão que beneficie grandes empresários na cidade, incluindo os donos das empresas de ônibus (que por conta disso não tem uma linha de ônibus São Gonçalo – Icaraí, por exemplo, tendo que todo mundo pagar 2 passagens para andar mais 5 minutos de ônibus). Verdadeiramente, o morro do Bumba é CULPA da população, que se viu num lugar que o governo deu seu aval levando saneamento, luz e todas as condições básicas. Logo, que prefeitura boa essa de Niterói, que recebendo relatórios de estudiosos da UFF sobre a insalubridade do lugar, fechou os olhos e só se preocupou de não ser feito nenhum relatório na região oceânica.

Desde dos meus 16 anos tenho título de eleitor e com o passar do tempo dou maior importância a ele. Ainda sonho com o dia que as pessoas sejam mais esclarecidas, ou que menos tenham paixão na época da eleição como a final do brasileirão e que consigam argumentar o porque de votar num partido de direita e esquerda (e saibam o que essa bendita esquerda e direita significam).

Quem assim seja, Amém!

domingo, 11 de abril de 2010

But if you think you need some lovin, that's fine...




Música: If You Think You Need Some Lovin
by Pomplamoose

Quem dera ser um peixe...


Nesta vida corrida o tempo para pequenas coisas bobas é quase que ínfimo. Mas claro, não pode faltar 'o tempo'. Aqui em casa os aplicativos do Facebook fazem sucesso, dentre fazendas, cafés e aquários. O mais bobo dele (desde sempre) foi o aquário, funcionando como um grande bicho virtual que se tem de cuidar para não perecer. O mais bobo pois não tem muita ação nessa simulação, é simplesmente comprar peixes, os alimentar e contemplar.


No entanto, o aquário é meu aplicativo fahvorito (com estrelinhas). Fico feliz com meus peixes (e verdadeiramente conheço grande parte dos originais da minha infância, dos cartões que vinham com o saudoso chocolate Surpresa), os trato com carinho, os nomeio e cuido para que sempre estejam bem alimentados e fortinhos. A única explicação que tenho para isso é que peixes são FABULOSOS e é impossível não ter fascínio pelos bichinhos. Me sinto uma criança cuidando do seu aquário de verdade (o que nunca tive porque animais de extimação sempre foi um tabu em casa - apesar disso consegui ter 3 cachorros, 1 coelho e milhares de formigas de extimação).

Devo confessar que, assim como usava os objetos da penteadeira da mamãe no passado (perfumes, desodorantes, cremes, talcos), atualmente uso meus peixinhos para desenvolver histórias na minha mente aleatória. E faz tão bem. Juro.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Na boca do povo

Se não bastasse o sufoco da chuva vem o povo espalhar notícia de arrastão em Niterói e São Gonçalo. Arrastão, para aqueles que não sabem, é uma modalidade de roubo que se dá por um grupo de delinquentes que preferivelmente destrói tudo que vê pela frente. Arrastão ficou famoso no rio na década de 90 quando jovens desciam os morros cariocas para assaltar as praias de cartão postal.

Agora, no meio do suplício alheio, meia dúzia resolve reviver essa palavra que é terror número um de qualquer comerciante. Sei que foi justamente no dia que visitei o comércio da cidade que o boato veio a tona e o que via eram comerciantes e transeuntes inquietos. Eu, na minha inocência, cheguei a pensar que era por causa da chuva. Mas que chuva é essa que faria até lojas de grande porte fechar as portas.

No final voltei pra casa e grudei no jornal para saber o que se passava: em uma passeata dos moradores do morro do Estado em Niterói meia dúzia resolveu assaltar lojas. Crítico, pois se toda força militar está sendo usada para organizar e garantir a alocação daqueles que estão jogados por aí sem casa, como ficaria se os que ainda tem um teto começarem a vandalizar por aí, tirando o foco da enxente para o vanfalismo.

Vamos aguardar o próximo capitulo dessa calamidade.

O dia em que o Rio parou com a chuva

No meio do meu pequeno mundo uma grande catástrofe inundou meus pensamentos. Tudo começou numa tarde de segunda-feira na qual a chuva começara a cair de forma regular,densa e mostrando que era de poucos amigos. Na noite, ao estar liver as 20:30h da noite, opto por esperar minha amiga da secretaria no intuito de ter alguém com quem ir sabendo que iria pegar um engarramento. O engarrafamento não foi tanto. Tanto foi o tempo que esperamos para conseguir pegar um ônibus no terminal de Niteróis por volta das 21:40h. Pegamos um ônibus daqueles menores, e foi aí que meu horror começou. As ruas pareciam cachoeiras, e meu ônibus desbravava aquilo tudo enquanto eu cá com meus botões achava melhor deixar a impáfia um pouco de lado quando lidamos com força da natureza. No entanto, o motorista não estava de acordo com meus pensamentos e ia desbravando as ruas da Dr. March (a pior via para um dia de enchente, mas não podia deixar a amiga sozinha a essa altura). Ela saltou do ônibus e eu continuei no meu desespero pessoal. Meus arredores não inundam e nem despecam, mas tive de enfrentar aquela água acumulada rente a calçada. Enfrentei, e nem dei muita importância depois de ter passado tamanha aventura dentro daqueme micro ônibus.

Certamente o problema estava por vir. Durante a noite, até o momento que estava acordada, a chuva não parava. Fiquei no meu mundinho imaginando que tanta chuva é essa que não parava de cair nem por alguns instantes. Parecia que o mundo estava com cede e os céus estavam doando tudo que tinham para o saciar. Dormi e acordei relutante, ainda nos meus sonhos, no meu mundo. E quando me dei conta estava no jornal pela manhã inteira: uma chuva sem fim que deixou pessoas sem casa, tirou a vida de outros e está causou um pânico descomunal na volta para casa das pessoas no dia anterior. Nos relatos, confesso, deixei umas lágrimas cairem no canto do olho. O desespero era real e não simplesmente daquela impressa sensasionalista.

Eu que pensei que o Rio tinha parado em um mero apagão de algumas horas, vi o Rio parar por um dia inteiro. A recomendação era que ficasse em casa durante a terça. As pessoas ficaram. Comércio nem aqui nos meus arredores abriu, imagina nos lugares atingidos. Parecia um luto discreto, quando colocamos um azul escuro no peito para dizer que estavamos tristes com algo. E todos estavam. Na quarta, ainda sem trabalhar, permaneci no meu luto, assim como outros que não podem chegar a Itaipu por conta da estrada intransitável. A UFRJ só volta às aula na segunda-feira, e eu a trabalhar também.

A chuva nos fez desacelerar. Aquela desautomazação da vida que tanto defendo foi vista de maneira muito brutal. As pessoas pararam, calcularam pra si mesmas os danos causados por uma chuva que mostra que não há nada como a força da natureza nessa vida. A falta de respeito tem de parar... Com minha linha panteísta mais do que nunca creio que só reverenciando o lugar que vivemos é que conseguiremos evitar rios de sangue na cidade maravilhosa.

domingo, 4 de abril de 2010

I will never forget you



viagenzinha nuclear

sexta-feira, 2 de abril de 2010

eu vou, eu vou pra Petrópolis novamente eu vou...

Vou só pelas amigas mesmo. Porque as amo e quero ter viagem nuclear. Mas queria mesmo é ficar de pernas pro ar na casa da vovó. Saudade da família. Como sou ausente... e como eles me querem bem...

Mas eu vou... e vou fazer compras na rua tereza:)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

aguarda (do mendigo solipsista)

Ao descer do ônibus reparo que a música para no celular. Abro a bolsa e coloco "I hear you call" novamente pra tocar. No entanto, ao reparar que a música repetiria novamente, abro a bolsa para trocar de faixa. E troco mais uma vez. E outra vez. E mais uma, já meio olhando para o lado pensando no avançado da hora e nas últimas histórias de assalto. Então, ao olhar para frente, sentado no meio fio da loja estava o mendigo do meu mundo solipsista. Ele estava sentado no meio fio, com as pernas cruzadas e olhava na minha direção. Olhei rapidamente e tive a impressão que seu olhar era de quem preparava algo de surpreendente para a vida lilás. Era um olhar de ‘aguarda e confia, algo virá’.

Talvez o sonho da noite passada tenha sido o início disso. Ao ter uma dúvida extrema na minha mente e alma em relação a determinado assunto, meu subconsciente não perdeu tempo para mandar sua mensagem. Tive um sonho de início, meio e fim. Era uma história e eu era a protagonista, como que em uma novela mexicana. Tinha drama, tinha enredo, tinha uma verdadeira escolha de Sofia, tinha cores azuladas juntamente com tons pastéis. Tinha também reflexão. Enquanto fazia determinada ação pensava na conseqüência daquilo e na importância de determinadas pessoas. Sonhei com partes de casa, com direito a espelho e a me ver juntamente com uma pessoa. Companheirismo, amizade, amor, parecia tudo querer se definir ali. No final de tudo fiquei simplesmente sozinha, no meio fio, como que na pose do mendigo solipsista, refletindo sobre tudo que havia acontecido. E estava feliz, apesar da angústia inicial e da aparente solidão.

Me levou o dia inteiro pra entender que a quietude só se encontra olhando pra dentro. Mais Amelie poulan impossível. Esses conselhos de mim mesma pra não sair de dentro de mim não são dos melhores, mas impossível resistir.

terça-feira, 30 de março de 2010

Enfiei o pé na lama

Literalmente na chuva de ontem... Mas fui chamada de fofa pelas aluninhas fofas. Então fica neutra a escala de negatividade.

E eu deveria estar fazendo unha, cabelo e todas aquelas coisas de menininha pq hoje é a entrega de certificados. Mas ahhh, deixa eu dormir até tarde, vai... Juro que até passo uma maquiagenzinha na hora.

--

And I'm Miss Purple:P



Música: Mr. Blue
de Catherine Feeny.
Achei POR ACASO. Adoro achar por acaso. AH, fascínio. (e também tenho de colocar em algum lugar, ou vou me esquecer)

(Tem alguém ligando, não vou atender o telefone. Se já tocou 3x e ninguém atendeu, qual a motivação pra continuar ligando,aff)

segunda-feira, 29 de março de 2010

acho

o fazer nada me deu saudade
daquilo que não sei direito
do amor que não tenho,
do querer que não me chama.

acho que falta um quê, uma vígula, um verso.

É a poesia que faltou!
não me visita mais aqui,nem no papel ali do lado.

a inconstância que me visita sempre:
acho que estou bem. acho. e acho que estou triste. acho.
não sei... acho que não Sou.
não é o eu que acalenta.
Não sou o eu que se precisa.

(o ócio tem dessas coisas)



música: acho
de: Carlos Careqa

não podia ter melhor letra. das minhas prediletas quando tinha meus 15 anos.

domingo, 28 de março de 2010

CARTA

Carta recebida depois de século! Alguém me escreveu, enfim. E não poderia haver melhor pessoa do que minha amiga de reflexão fahvorita: Lív Mary. É que tem gente que nasceu um pro outro. Do nada assim a gente gosta e confia. E com Lív é assim, sem mais nem menos e com muitos bons motivos confio meu mais íntimo fio de pensamento a ela.

Vou lá, tenho de escrever uma carta. Como nos velhos tempos.

Depois de uma noite muito boa

Depois de um dia corrido nada melhor do que encontrar as girlfriends nucleares. Então ir pra Lapa, chopp eterno, conversinhas. Ficar sem o núcleo muito tempo faz mal a saúde, por isso estava eu antes de poucos sorrisos. Logo, ao se sentar à mesa do bar as coisas se clarearam. Várias questões na pauta foram mais que esclarecidas e boas e planos para viagens mais que feitos. Ao sair do bar, ainda cedo, a preocupação era de assaltos da vida, já que uma amiga já havia sido assaltada. Então me acompanharam até meu ponto de ônibus e aguardaram comigo até o tal Coesa chegar. Fui-me pra pasárgada. No caminho vi 3 cegos guiados por única mulher e pensei: só mulher para guiar 3 cegos a noite em plena central do brasil. Clarisse falou sobre UM mascando chiclete que desencadeou toda um desautomatização de Ana, pra mim nem três foram suficientes para me tirar do automático de tudo.

Depois de uma noite tão boa em tudo... O que faltaria acontecer... Nada. E então que recebo a notícia que minhas amigas nucleares tinham sido assaltadas. Foram assaltadas em frente à casa de uma delas enquanto esperavam o ônibus da outra. O tal homem chegou com a arma, apresentou-a e disse querer os valores, os tais algos de valores. Uma deu o celular, outra seis reais. Bandido modesto levou o que lhe cabia e sumiu com sua arma acobreada pelos confins da terra. Às meninas restou o choro. Choro abafado, choro discreto, choro silencioso de quem teme o que há de material e espiritual nessa vida. Que não sabe bem do que ter medo, se de deus, se dos Homens, se da inversão de valor que se faz do que é deus, do que é Homem. E elas choraram juntas, porque a solidariedade e a empatia é o que persistem nesse processo de irracionalidade do ser quase humano.

Pergunto-me é que se o que nos falta é continuar consumindo até nossas casas virarem depósito de sucata do que não usamos ou tentar termos um pensamento crítico-social que nos permita entender a tristeza alheia de quererem consumir tanto quanto nós mesmos com nossa comida japonesa, petit gatout de chocolate e livros de Cambridge. Nesta encruzilhada eu digo: sinceramente, não sei.

sábado, 27 de março de 2010

Buenos Aires, te quiero

Depois de Paris, je taime e NY - I love you ( e em um constante Rio, te amo, Rio, te odeio), espero descobrir as graças (e nada de 'des'), da capital argentina Buenos Aires. Já fico ansiosa em pensar naquele climinha mais frio, boa comida, lugares interessantes e históricos para se ver, livrarias encantadoras (que já andei pesquisando no google e que o Italianinho me indicou), uma rotina diferente, falar espanhol. AH, quiero hablar español, pero... Mas vai virar um portunhol danado. No entanto, isso que não vai estragar toda a graça da brincadeira. Buenos Aires, tenho certeza, vai estar me esperando no melhor estilo portenho e com muita elegância.

Buenos Aires, aqui vou eu. Lembranças ao Tiradentes

Libertas Quae Sera Tamen

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fundão - Praia Vermelha

Acho que descobri quando as pessoas já passaram da fase universitária, quando não se quer mais fazer conhecidos em sala. É tanta informação já na rotina das coisas, trabalho, cursos, pesquisas, e as pessoas simplesmente não têm tempo pras outras dentro da sala de aula. As matérias de educação na Praia Vermelha conseguem explicitar isso de tal modo... Hoje reparei nas pessoas que foram para aula e que juntamente comigo descobriram que não terão aula até segunda semana de abriu (com possibilidade de não continuar tendo). O simples fato de passar uma lista de e-mail para confirmar com a professora se haveria ou não aula foi um suplício. Fora que se fala o extremamente necessário (isso SE se falar).

Talvez a gente se canse de nosso próprio curso ou somente das pessoas de nosso próprio curso. Os amigos já feitos, ótimo! Mas amigos novos... ai, minha vida, precisa-se de tempo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

o peso de mim

Os dias estão pesados, canso com a perspectiva de acordar. Cadê a poesia das coisas, a leveza dos gestos, o supreender da criatividade. Pessoas que vivem mecanicamente, e eu sou uma delas. Acordo, durmo, durmo e acordo. Às vezes, como agora, deixo de dormir. Deixo de dormir como que para mostrar minha revolta em relação ao mundo, em relação a mim mesma. Eu sou parasita de mim. Não me ajudo a sacudir a poeira, a fazer exercícios físicos, procurar ter uma melhor alimentação, cuidar melhor dos meus olhinhos (que são supimpas), não cuido da poeira que bate aqui e às vezes não sai.

É a poluição, é o vento áspero esse que bate todos os dias quando estou no ônibus e me faz pensar: me mal-trato. Mas como podemos nos cuidar bem na rotina cinza de cidade grande,me pergunto. É acordar encima do laço,comer um algo 'rapidinho', correr pra pegar a condução, sair do trabalho com o dia mais que escurecido e acabado. Acabada a temporada de imaginaçao, às vezes penso. Por mais que milhões de histórias povoem minha mente, parece que nunca chego a cuidar delas com carinho suficiente para que sobrevivam a tantoo saculejo.

Tanta tinta cinza, tanta tinta bege. Cadê,cadê as cores vivas... I really don't know where I can find it. Talvez esteja em alunos como naquela turma que substituí essa semana que me perguntou pq não era professora, pq eu era muito boa nisso (em substituir). Mas ainda assim é um pontinho laranja no meio de tanta tinta cinza.

Preciso, preciso de pouco de mar, de pouco de sal, de pouco de inusitado.

domingo, 21 de março de 2010

adorei a idéia de ir de barco pra paquetá.

aceita-se convite. :P

quinta-feira, 18 de março de 2010

Espaço virtual: um bom começo

Semana passada na primeira aula (sábado a tarde!) da turma de básico do CLAC propus um espaço virtual (um grupo no google groups), no qual os alunos teriam a chance de trocar idéias sobre inglês, tirar dúvida, entrar em contato comigo de uma maneira fácil e rápida, esse tipo de coisa.

Passei para eles um pequeno questionário que tinha como última pergunta "algo que eu (prof) deveria saber". Um aluno colocou: não tenho internet em casa e nem no trabalho. Ahhh, pronto. Aquilo me desmontou. Pensei: vai ser UM fracasso. Ainda mais quando, ao apresentar o primeio delinear da minha tese de mestrado (o primeiro, do primeiro, do primeiro), escuto (leio), de um dos que opinaram que se fosse trabalhar com o uso de uma ferramenta no contexto de ensino de inglês que seria MUITO difícil, afinal contar com a boa vontade alheia para participar não é fácil. Então, me fechei.

Só que aí... a semana foi passando, alguns assim que entraram no grupo já deram o ar da graça, mas em geral... Nada demais. Desanimei. Pronto, tudo é um fracasso (ai, drama!). No entanto, um postou um texto sobre dicas para se aprender uma segunda língua, outro um video (mto engraçado) em inglês de uma menina irlandesa passando trote para uma construtura pedindo para demoliar a escola(ué, é em inglês, isso que importa); aí, outro postou uma música que gosta, melhor, fez o upload da música no grupo (ohhhhhhhhh) e ainda colocou a música para as pessoas acompanharem (wake me up when september ends do green day). Aí uma aluna responde dizendo que não conseguiu fazer o upload, por isso colocou um link com a música em um site aleatório (ohhhhhhhh), e ainda postou um video sobre a pronúcia to TH no inglês *thank you*, assunto esse tratado na nossa primeira aula (OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH).

Gente, isso tá beirando algo muito bom. Levando em consideração que alguns NUNCA participarão, ou por timidez, ou por falta de tempo, ou por não saber mexer bem na ferramenta, para primeira semana de aula o grupo 'bombou' a seu jeito. Tirando minhas participações como 'resposta' de algo ou a famosa apresentação, eu mesma nem participei muito. Logo, creio que falar sobre o uso de ferramentas online para o aprendizado de inglês pode dar certo, de alguma maneira, com esse inglês básico. E se não der, o fato de não haver participação também é algo a ser pesquisado.

Que assim seja!

domingo, 14 de março de 2010

quero ir pra paquetá
quero mar perto
respirar sal no ar
quero ver verde quando olhar pra cima
quero ver você perto ali
contemplando o sol que baixa no seu rosto
quero sentir areia nos sapatos
quero rodopiar na árvore
e dar por si que a paisagem é bonita

não quero ponto
não quero nós
não quero raios
não quero hora
não quero só

Wikipedia Machine Translation Project

Tenho uns amigos que são umas peças raríssimas. Um deles é o Italiano da Quinta. Em uma conversa mais que informal ele me revela seu atual projeto de férias, que seria então a Wikipedia Machine Translation Project.

Tem gente que tem como hobby fotografia, tocar baixo, ou escrever poemas... O Italiano faz projetos linguisticos computacionais. A única coisa que eu invejo é não ter taaaanto conhecimento computacional quanto eu queria. Talvez, como dizia para o Italiano, eu crie um filho que seja bom em computação e goste de linguistica. Veremos.

sábado, 13 de março de 2010

CLAC que vem

As pernas doem. O coração sorrri. Primeiro dia do novo semestre de CLAC e novamente uma turma de básico lotada com 30 alunos. Apesar do desafio, a parte prazerosa é observar as faces ansiosas pelo novo e proporcionar a eles uma boa nova experiência. Aprender língua não é fácil, nem para aqueles que já têm faciliade. Há de se ter o desgaste, horas a estudar, a aula que por vezes pode ser massante (afinal, no caso do clac são 4h em uma sala que nos faz derreter). No entanto, quando se leva as coisas com leveza e tentando puxar um entusiasmo nas pessoas, tudo melhora.

O que tenho a dizer sobre hj, finalmente, é que adoro a minha profissão. Dar aula é uma inspiração e me faz uma pessoa melhor.

terça-feira, 9 de março de 2010

os últimos dias como deveriam ser

Ai, minha vida! Uns dias agitados. Respiro fundo... Viver tem dessas coisas. Amiga assaltada do lado de casa, outras que pegam uma baita enchente saindo da minha casa, alunos que se batem no vidro do curso, eu que ganho monitoria e perco em menos de uma semana. Se fosse para fazer lista de últimos acontecimentos, muitas linhas de caderno seriam usadas.

Bem, começando com meu bolo duplo (que ainda bem que esse não engorda) da sexta passada. Amigos que marcam e desmarcam em cima da hora (uma delas literalmente encima da hora - exatamente na hora marcada). Isto é das poucas coisas que me irrita grandiosamente. No entanto, houve uma grande superação da minha suposta raiva. Não fiquei irritada. Que seja. Pessoas vão e vem, quem quer ficar no seu caminho, que fique. Se não aparecer, se aparecer, fica em sua vida aqueles que QUEREM. Eu sempre quis ficar na vida de todo mundo, e desde algum tempo me cansei um pouco disso. Vou participar mais ativamente da minha existência, que às vezes deixo para lá por falta de tempo.

Depois, no final, fiz tudo que queria na sexta passada, andei pelo centro da cidade, fui no CCBB (e quero ir novamente para vez umas peças por lá), e fiz minha programação comigo mesma. Saí na Lapa com Thatha, dividimos um pouco de nós mesmas e foi extremamente gostoso (e, claro, com a preseça do chopp eterno). Não se precisa de muita gente para fazer uma tarde de sexta feliz.

A semana começou inocentemente, com reunião do clac, com perspectiva de verdadeiramente INÍCIO de semestre. Tive de largar o setor de apoio acadêmico na UFRJ (que me rendeu uma boa história na quinta passada que não posso esquecer de contar aqui). E então eu VI. Tem conexão incrível entre as coisas deste mundo. Ah, tem. Por um milésimo de segundo as coisas acontecem ou NÃO acontecem. Ou, simplesmente elas ficam como deveriam ser... È, eu concordo que deveria mesmo ser assim.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sobre formatura, filmes e amizades

Precisamos dar o primeiro passo. Isto que aprendemos com filmes como Preciosa (Precious, candidatíssimo ao Oscar). Na tarde de sexta feira, última do mês de fevereiro, foi a colação de grau da licenciatura da minha querida e eterna LEJ. Perdi o passo deles depois que fui pro Canadá, mas certamente nunca me mantive muito longe da atividade da turma. Nos dias anteriores, nos quais programávamos um simples almoço depois da cerimônia no campus da Praia Vermelha da UFRJ, vi nascer discussões grandes em relação ao que é pertencer a um grupo ou não. Essas discussões tive comigo mesma, pensando no que faz alguém dizer que não vai ao almoço por não fazer parte do grupo, sendo que estudou sempre com o grupo. Se eu quero fazer parte do grupo, se eu quero encontrar alguém (independente de ser LEJ, núcleo, amelístico, colega de trabs, aluno), simplesmente encontro. O que vale é força de vontade, é o querer dividir um momento com alguma pessoa.

Observando a formatura deles, e a ótima oportunidade de reunir a LEJ (quem sabe pela última vez), reparei que só eu era de fora ali do grupo. Eu iria para aquela colação até mesmo se conhecesse só uma pessoa. Calhou de ser minha turma, mas convidada, é um momento tão peculiar e de ter boas conversas que não perderia isso por nada. Também poucos aceitaram emendar o programa para chegar a melhor parte do dia (que só viria ao fechar da noite), primeiro de ir ao cinema e depois de ir para bar esperando a Thatha sair do trabalho. Desta forma, fomos Renata, sapacaxo e eu, para ver Precious. O filme foi lindo, chorei chorei chorei, pensei em várias questões e me deu vontade de ler o livro. E então thatha chegou, fomos pro bar, Renata reclamando, a gente fazendo o sapacaxo dela de emo, nós duas dividindo um tanto de existência. E, é claro, a melhor parte do dia chegou, um brownie de chocolate no shopping dando adeus a toda idéia de dieta: suspiros.

Essa narrativa toda só para me lembrar como que a turma se viu vinculada deste modo pela última vez. As coisas vinham mudando, agora... Mudará surpreendentemente, nós mesmos e os outros. O relacionamento que fica são daqueles que cultivam, cultivam com a alma e com a presença, porque a amizade também depende de um passo de cada vez, e nunca se pode deixar de dar o próximo passo, seja pra mandar sms no celular, pra convidar para ir ver um filminho, ou simplesmente conversar da vida.

Um passo de cada vez, mas sempre com a necessidade de se ter iniciativa, de se dar o primeiro passo. Desta forma, abro uma temporada na qual ficarei mais passiva, esperando convites para tomar sorvete, ir na livraria, olhar as flores crescerem (essa é do The Sims), jogar video game, fazer sessão dupla em botafogo, ir ao CCBB, ou fazer nada juntos. Afinal uma boa amizade não precisa de muito, além de iniciativa e carinho.

Tenho dito! E espero convites nucleares, etc...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O primeiro encontro

O mendigo encostado no meio fio da porta da loja, diagonalmente, dormindo. Todo dia quando passo assim está ele, nos sonhos sublimes que não posso imaginar, pois fico compadecida de um não-sei-o-quê social que ainda mora no hábito de ser humano. Mas, de fato, neste hábito de ser humano, não está incluido esperar aquele homem acordar pra lhe estender a mão. Sempre ali está no meu trajeto, ao descer do ônibus, voltar uns 100m e entrar na ruazinha que dará para meu prédio, o mendigo. Ele descansa com uma serenidade supreendente, e eu o observo quando passo, todos os dias, furtivamente. No início, quando o vi dormindo a primeira vez, tive um sobressalto,preocupada que pudesse ser algo de ameaçador. Bobagem, ele só queria descanso, eu só queria passagem... Nossos caminhos não se encontravam de fato, pois quando eu passava ele ali não estava, só seu corpo.

No entanto, hoje, tivemos nosso primeiro encontro. Ao puxar a cordinha do ônibus uns segundos adiantada o motorista entendeu que puxara eu a cordinha no atraso e parou imediatamente no ponto de ônibus anterior ao meu de modo que, ficando sem graça de dizer 'é na outra', desci ali mesmo, afinal a caminhada não era lá isso tudo (de fato era nada). Sem nem pensar, iria então passar na calçada oposta do mendigo, que desta vez, dada minha mudança de percurso, eu poderia ver de frente. Para minha grande surpresa ele estava acordado, como pressentindo que algo na tarde de segunda-feira mudara. E mudara. O que pra gente resultava o fim de uma rotina, para mim era a rotina de meus próprias dias, das minhas próprias horas que começavam. E lá estava ele do outro lado, sentando no meio fio da loja, com os cotovelos no joelho, olhando para frente. Me olhou de relance, como mais um rosto dos tantos que se vê, talvez sem nem mesmo se dar conta do rosto que via por estar divagando em seus próprios pensamentos. No meio disso tudo, eu, me senti estranha... Vê-lo dormir todos os dias na mesma posição ao passar por ali tornou-se uma espécie de ritual que agora fora abruptamente interrompido. Este era o nosso primeiro encontro e me senti mais bege que nunca, com a blusa branca do curso, jeans apertando por conta dos quilos ganhados nas férias, sapatos vermelhos, bolsa predileta, cabelos soltos. Ele com sua blusa de sempre,clara, calção e chinelos. Era o mendigo de outros abertos, como que diferente do mendigo esse que todo dia me fazia pensar nele enquanto ele dormia, que me fazia refletir sobre múltiplos assuntos desde o porquê de existirem mendigos, até o porquê de sentir que tudo era um grande sonho, como em um mundo solipsista. Talvez eu estivesse no sonho dele, sendo controlada por ele, e daí ele teria o poder de determinar o próximo acontecimento da minha existência. Por favor, que me traga uma notícia boa. Inusitadamente boa, com gosto de jujuba, com delicadeza de um arranjo de flores, com a mesma sensação de ver uma nuvem quando bate o sol. Ah, eu quero, quero e quero amanhã, meu amigo solipsista, se não for pedir muito.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

noite infinda



Loucamente pelos vídeos de bandas dos anos 80 pelo youtube, não resisti e postei minha fahvoritíssima... Infinitamente sem sono, reviro o guarda-roupa e dou graças aos céus que tenho uma hora a mais nesse fim de horário de verão. Essa história de não parar em casa criou um caos na minha rotina (que já é aleatória por natureza). Agora conto com a falta de sono, com o vício do chocolate, sem contar a dor no braço... Ah, fiquei jogando tênis ontem a tarde toda. E não se surpreenda, caro leitor, pq nem tudo é o que parece. Joguei tênis em casa, no video game, pois este é o tipo de exercício físico que me resta (e apetece).

No mais, procuro ajudante pra arrumar guarda-roupa urgente! E olha que essa metáfora do guarda-roupa é poderosíssima: pra arrumar pensamentos, se arruma guarda-roupa. E tenho dito!

Uma questão de Performance

A preocupação das pessoas com a questão de saúde misturada com a estética só aumenta, aderindo-se ao grupo pessoas de todas as classes sociais, homens e mulheres de forma igualitária e, principalmente, idades diversificadas. Lembro no Canadá quando primeiro me deparei com alguém 'perto' tomando o tal de suplemento. Era um estudante mexicano (mais que querido), que tomava algo na garrafinha que não sei dizer o que era. De qualquer forma, quando meus vizinhos de Canadá (brasileiríssimos de Curitiba) voltaram a sua querida terra natal, foi com muita alegria que soube da gloriosa notícia: eles montavam um negócio próprio. Minha surpresa foi o ramo: suplementação esportiva. Eu desse assunto muito pouco sabia, e fiquei um pouco surpresa, confesso. Ela é formada em nutrição e educação física, ele é formado em fisioterapia, logo, não é difícil imaginar que o negócio daria certo. Mas ser formado na área não é suficiente (e nem é requerido) neste ramo do comércio. Há quase um ano no mercado de Curitiba, Fabíola (também Silva como eu) e Felipe se destacam pelo seu atendimento (personalizado e com o cunho de quem sabe o que está falando, e não simplesmente quer empurrar um produto) e muito carinho pelo que fazem.

O carinho deles me cativou, confesso. Até li algo sobre suplementação esportiva pra tentar tirar a idéia de marombados (as) da minha mente. E certamente consegui, pois vi que a questão não era simplesmente criar infindos músculos, mas o suplemente servia ao seu propósito, como eu com minha vitamina C de cada dia. Pra quem se interessa por suplementos, aqui vai o site do casal que vende online: www.suplementacaoesportiva.com.br
Pelo que contaram, o site está sendo bem visitado e aos poucos eles vão conquistando o espaço deles como pequenos empresários (façanha essa que não é simples como se pensa).

Torço pelo sucesso da loja Performance que vi nascer diante de meus olhos, toda bonitinha, com o caprixo dos donos estampado na loja. Iniciativas empreendedoras desse estilo dá gosto de ver num Brasil desse.

Endereço:
Rua Castro, 605 Lj 03 - Água Verde
Telefone:
41 3244.0110
Email:
performance@suplementacaoesportiva.com.br
MSN:
performance-suplementos@hotmail.com

Uma quest

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

love will tear us apart again



Uma delícia essa edição da BBC fazendo uma versão de videoclip decente já que a banda não o fez a tempo da morte do vocalista.

Estava cá com meus botões pensando na utilidade do youtube, ou, alguns diriam, sua inutilidade. Vou procurando música por música aquelas canções para escutar novamente que não tenho coragem de bater e assumir que gosto e sei a letra de cor, outras que esqueço por displicência pura, e ainda descobrir uns bons achados.

E é isso...depois de escutar essa mesma canção por cinco vezes me pergunto o pq...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A viagem de si

A inconstância das coisas vividas às vezes me surpreende. Como pode uma viagem mudar o pedaço do que se é. Eu sei que a cada milímetro de vida o acaso (ou seja lá como queira chamar isso), pode pender para um lado, pender para o outro, ou deixar de pender. Com isso, mais um tempo de ausência de blog eu pensei, todo dia, num post digno para uma 'volta'. A questão é que tinham tantas pequenas coisas, sem contar as grandes que se tornaram pequenas. E deste modo houve um inundação de palavras dentro da mente que vos fala. Os diversos reencontros, os desencontros (propositais ou não), o sol e a chuva... Tudo posto ali, como para brincar de fazer ocasiões boas ou não, por vezes ótimas.

Cada vez mais são chico é minha cidade de turismo. E refleti que seria impossível para mim viver lá. São Chico existe numa realidade paralela, realidade de meus 15 anos, quando pouco se sabe de tudo e não se pode sair por aí a descobrir as coisas sem o devido consentimento parental. São Chico ficou lá, com todos seus personagens que voltam a mim. Ou seria eu que os assombro... Assim me senti, uma verdadeira assombração, quando meu amigo de tempos não podia ir numa reunião de amigos que me incluia porque a namorada não permitia (pois eu lá estaria). Não sabia ela, que como toda assombração, essa presença alheia atrai curiosidade... E que um deslize não estaria nunca nas mãos dela prever. As pessoas pensam em casar, planejam quando os filhos vêm, enquanto eu vou pensando no meu primeiro roteiro Europeu. Alguns tentam fugir do mesmo, mas cercado daquilo sabem que se não se encaixarem a moda da cidade logo serão apontados como 'fora' do padrão. Nem consigo expressar o prazer de SER fora do padrão. Aí encontrei quem eu era, a que não é o que se espera. Multiplicidade de ser em si, e só. Admiração ao me verem só. Eu pertenço a mim, e ninguém me pertence. Prefiro assim, por opção. Explicar isto seria inútil, então melhor deixar que sintam pena da minha solidão, ou admiração e até inveja por não poderem fazer o mesmo.

Em Rio Grande, indo de ônibus, ajudou num processo de pensar o destino, criar hipóteses, de ir chegando aos poucos, como se o corpo acompanhasse a cabeça na assimilação de onde se ia. Cheguei em rio grande corpo e alma. Contando com poucos dias, quis a intensidade de tudo. Me desliguei de outras cidades, vivi rio grande como pude. Frustração. Nem pra rever pessoas me serve... É tudo tão complicado. Mas daí tirei o prazer de curtir,como turista, o que me tinha a oferecer a cidade. E aí a resolução de férias: sou turista. Reencontros, sim, inevitáveis. Espera de outros reencontros, sim, inevitável. A areia fina que enxarca a cidade ficou nos sapatos, tive de lavar bem cada sola pra não ter de herança isto ainda agora. Em rio grande descobri que as pessoas que gostamos continuamos gostamos, e quando revemos gostamos mais. As pessoas que nunca fomos muito seguras se gostávamos sinceramente ou não fica na certeza de que não gostamos lá isso tudo mesmo, o suficiente para aturar. Tem pessoas que basta um abraço, sem muito diálogo para se gostar mais. Outras, com muito diálogoo se descobre o potencial de novos personagens, diferentes daqueles de anos atrás na faculdade. Chimas no canelete,andadelas por aqui e ali, novas configurações familiares e... Amor. Como no conto de Clarisse que li e analisei tanto nas aulas de teoria literária I na furg, encontrei a epifania. Caí em mim, algo tinha mudado... Parece que vi algo que se equiparava a um cego mascando chiclete pra Ana, e fui para meu próprio jardim botânico ter comigo uma revelação. Resolvi apagar a flama da viagem indo um dia antes para Porto Alegre. Tinha feito mais ou menos tudo que planejado... Dali já não queria nem o pó.

Porto alegre me senti a verdadeira turista. Sensação de coisa nova, de um ar de cidade nova. Reencontros novos e surpreendentes. Em Danilo, meu anfitrião, enxerguei ambição boa, amizade com gosto de jujuba. Conheci alguns de seus amigos, me diverti com a simpatia deles. Vimos filme, saimos a comer algo e me dei conta que com uma tarde-noite em porto alegre tinha feito mais coisas que em dias em outras cidade. É que depende com quem se tá. E estava bem acompanhada. Outro dia partia eu para o aeroporto lotado de fãs de preto de banda de rock pesado cujo nome resolvi ignorar. Resolvi ignorar muitas coisas no earoporto. Resolvi esperar pelo meu avião em paz, finalmente, depois de um lanche nada saudável numa famosa rede americana de fast food. Esperei ansiosa por partir para o próximo momento. O momento da tranquilidade.

Cheguei em Curitiba e chovia muito. Mas tudo compensava reencontrar Fabíola e Felipe novamente. Os noivos, que conheci no Canadá, me presentearam com o prazer de estar no casamento deles. E estive... E me deliciei em quase perene silêncio,sendo apresentada aqui, ali e acolá como a amiga do canada, pensando na vida boa que os dois estavam fadados a ter vivendo juntos. Eta casal adorável. E olha que não sou de ser simpática a qualquer casal. Mas aquele casal... Eles têm algo, algo que só NÃO pode ser explicado. É de segredo, e me faz acreditar em carma, e que eles foram recompensados por serem tão bons em vidas passadas. Passei a me sentir recompensada também com a amizade deles. De tudo de vibrante no Canadá, eles são das melhores lembranças. Me deram dias de turistas, aqui e acolá, em vários pontos turísticos, alguns que visitei 13 anos antes. Adorei. Adoro Curitiba, declarei amor a cidade... Apaixonei perdidamente e ao voltar para o Rio aquela chateação de quem deixa a pessoa amada longe me acompanhou. Mas não voltei antes ainda de tormar um suco no aeoporto com Felipe, comer pão de queijo, jogar bom papo fora e ter certeza que meus ex-vizinhos de canadá são mesmo pessoas dotadas de gentileza.

E Rio, aqui estou... Se sirva de mim. Até quando, mistério.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais um dia de praia

Hoje acordei com uma inquietação esquisita. O dia parecia firme, o sol reluzia, mas os problemas com a publicação do meu artigo e uma certa falta de comunicação com algumas pessoas me incomodava um pouco. Hora do almoço, fui comprar as coisas congeladas pra fazer pois carol ia chegar logo. Aqui em são chico eles têm o hábito de ter 2h horas de almoço, que vai do meio dia até às 14h. Almoçamos, Carol se vai e eu continuo pensando nas coisas, na vida, nas relações humanas: decido ir pra praia.

Desta vez vou pra enseada, arranjo um canto mais vazio, estendo minha toalha e pego um polígrafo para ler falando sobre Cultura. O negócio me intriga, no entanto já sinto o peso do calor na minha cabeça, vou pra água. Ao voltar, dou um tempo deitada no sol para secar antes de pegar no xerox de livro novamente. Aí, foi quando coloquei a musiquinha, o meu vestido na cabeça e me deixei relaxar. Neste momento, de repente ouço "acho que ela está escutando música", e uma moça loira com um microfone levanta o vestida que cobria meu rosto. Nâo só provida de microfone, na sua companhia havia um rapaz com uma câmera na minha cara. Ela pergunta "estou atrapalhando alguma coisa?", eu penso: "não nada, só o único momento que consegui relaxar a luz do dia". Ela pergunta se estou curtindo, se o sol dá pra bronzear, coisas muito úteis nesse estilo. Antes de ir de vez pergunta de onde eu sou, digo que do Rio e ela reage com um "ahh, bem-vindo as praias catarinenses", e eu penso "capaz de eu conhecer mais delas do que você". O microfone tinha o logo da band, e eles sairam tão abruptamente quanto chegaram.

Continuei na minha música, na minha leitura, depois mais uma nadada na água morninha da enseada e tive certeza de uma coisa: não queria ir embora. E a solidão de mim bastou. Me afastei de mim mesmo e existi só para os outros. Não tive vergonha de sair com os pés sujos de areia por aí, não prestei atenção nos olhares curiosos de cada um. Uma paz veio, o não tive mais aquelas incógnitas de mais cedo. Mas eu juro que pra aquele fim de tarde faltou alguém.

Amigo pra tudo


A Jô me introduziu uma boa frase: tem amigo pra tudo, pra balada, pra conversar, pra ver filme... Além disso, ela foi minha grande parceira de descobertas musicais, e chegava a me ligar quando passava minha música favorita na rádio. Em 1997 éramos de sextas séries diferentes, mas em 1998 estudamos juntas. Ela tinha sua melhor amiga, eu tinha a minha e juntas fazíamos um grupo de melhores amigas. Dentre muitas aventuras, testemunhas do primeiro beijo, cartas de amor, reflexões sobre adolescência, nescau com pão com maionese, destes anos todos ficaram a certeza de ter mais um ano de amizade no ano seguinte: e assim se passaram 12 anos.

Este ano foi uma pena ter passado somente uma tarde e uma noite de festa com ela, afinal descobrimos afinidades novas, falamos do nosso futuro, e nos assemelhamos em relação a objetivos de vida. Deste modo, depois de 12 anos, mais 12 estão garantidos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coisa de São Chico

Voltava eu da minha segunda-feira de praia, quando desço do ônibus percebo umas grandes gotas de chuva começando a cair. Logo abro a sombrinha e sigo meu caminha determinada a ir para o Rocio Grande (meu antigo bairro) a pé. O caso é que o percurso mal havia começado e a chuva apertava pouco a pouco. Ainda com uns 20 minutos para percorrer começava a me preocupar com a chuva com vento que virava meu guarda-chuva a toda hora. De repente vejo um carro parado lá na frente. Ia virar pra garagem. Em frente a academia vejo outro. Passo por ele. Em seguida um vidro é aberto e escuto uma moça bem loira por volta dos seus 40 anos me perguntando se eu queria carona. Eu fiquei ADMIRADA, e nunca poderia recusar aquela gentileza. Ela é dona de uma loja de tecidos do centro histórico de são chico. Eu sei que ela é, ela nunca me viu na vida. Ela foi falando da chuva com vento, que eu ia me molhar toda e me pergunta se vou ficar no trevo. Digo q vou ficar ali na altura da rua Joinville, ela diz que é bem onde ela passa. Não conseguia nem puxar um assunto direito, afinal a minha admiração era tanta tanta... Ela escutava alguma música boa, calma, do jeito que eu gosto. Sei que chegou a hora de descer do carro, a agradeci e perguntei seu nome: Ingrid. Ingrid Klaus. A identidade em uma cidade pequena nunca é anônima... Ela disse, como que pra justificar o porquê de ter parado, que se ela tivesse na minha situação gostaria que algum conhecido parasse; ela era minha conhecida de vista que nunca me viu na vida. E viva são chico, essas coisas só acontecem em lugares como este!

Aberta temporada de férias

Depois de muito pó de cal da cultura inglesa (por conta das obras de tooodas as filiais carioca para o famoso "Cultura Experience", finalmente na quinta feira, dia 14 já estava viajando.

Primeiramente passei por Curitiba. Lá é sempre um capítulo a parte. Pessoas educadas, simpáticas, e um quê cosmopolita que me agrada por demais. Tá aí um lugar que moraria e seria feliz. Ainda mais por ser perto da minha amada são chico. Fui pro shopping, de livraria em livraria. QUase comprei 1984 em português, mas me segurei pra deixar comprar em inglês mesmo. Fiz um lanche com minha querida Fabíola, conversamos da vida, dos preparativos do casamento dela, sobre nossas cidades, um pouco sobre nós mesmas... Duas Fabíolas Silvas que se encontraram no Canadá.

Logo cedo, dia 15, São Chico! E ah, São Chico é sempre aquela boa palpitação no peito... Deixo então pra outro post :)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Coisa Velha

Sabe as tralhas que se acumulam durante anos no seu guarda-roupa e você não consegue se livrar>>> Então, eu sofro cronicamente com isso. A cada ano de faculdade mais apostilas (polígrafos), livros, cadernetas foram se acumulando. Coisas que por um valor simbólico e por vezes real (afinal há sempre o risco de ser útil pra alguma coisa), não consigo me livrar. Roupas são totalmente descartável, elas vão e vêm e não apresentam um valor tamanho que possa significar sua possessão eterna. No entanto, com os livros e apostilas passadas o caso é diferente. Se eu pudesse, teria todo o material escolar da minha vida, sem nem me preocupar com traças e afins pelo guarda-roupa. O caso é que papai sempre foi sanguinário com papel e jogava tudo na lixeira sem um pingo de piedade. Até minhas cartas ele conseguiu atingir, dando tudo de presente ao nosso amigo lixeiro. Gostaria tanto de relembrar o que as pessoas me escreveram quando eu tinha 9 anos de idade... E a minha letra nos cadernos avulsos, como pude me esquecer.... Agora é tudo memória apagada, arquivo morto e enterrado. A sementinha por conservar o passado só cresce dentro de mim, pena que aqui fora o espaço só diminui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010





E nesta virada de ano o blog comemora mais um ano. Depois de tanta história da vida (universitária) aleatória, agora o drama se estende a vida profissional. A proposta do novo ano é trazer um pouco mais do que experimento no mundo além dos filmes e das reclamações habituais. O foco é trazer também um pouco sobre viagens, hotéis, restaurantes e culinária em geral, dicas culturais e até mesmo de moda. Este é o ano dos sentidos, todos eles. Logo, o negócio é falar de tudo que se dê para ouvir, ver, sentir, respirar, falar e tocar.

E que venha 2010!