sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dúvida - sermão inicial do padre Flynn

FLYNN
What do you do when you’re not
sure? That’s the topic of my sermon
today.

Last year, when President Kennedy
was assassinated, who among us did
not experience the most profound
disorientation? Despair?

What do I say to my kids? What do I
tell myself? It was a time of
people sitting together, bound
together by a common feeling of
hopelessness.

But think of that! Your BOND with
your fellow being was your Despair.
It was a public experience. It was
awful, but we were in it together.

How much worse is it then for the
lone man, the lone woman, stricken
by a private calamity?

‘No one knows I’m sick.’

‘No one knows I’ve lost my last
real friend.’

“No one knows I’ve done something
wrong.” Imagine the isolation.
Now you see the world as through a
window. On one side of the glass:
happy, untroubled people, and on
the other side: you.

I want to tell you a story.

A cargo ship sank one night. It
caught fire and went down. And
only this one sailor survived.
He found a lifeboat, rigged a
sail...and being of a nautical
discipline...turned his eyes to the
Heavens and read the stars.

He set a course for his home, and
exhausted, fell asleep.


Clouds rolled in. And for the next
twenty nights, he could no longer
see the stars. He thought he was
on course, but there was no way to
be certain.

And as the days rolled on, and the
sailor wasted away, he began to
have doubts.

Had he set his course right? Was he
still going on towards his home?

Or was he horribly lost...

and doomed to a terrible death? No
way to know. The message of the
constellations - - had he imagined
it because of his desperate
circumstance? Or had he seen truth
once...

and now had to hold on to it
without further reassurance?

There are those of you in church
today who know exactly the crisis
of faith I describe. And I want to
say to you: Doubt can be a bond as
powerful and sustaining as
certainty. When you are lost, you
are not alone.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

poesia me esquartejou

Os pedaços de fah estão em todos lugar. Essa história de falar de mulher em poesia moderna não mexe muito com minha criatividade não. Vou fazer igual aluno que respondeu questinário dizendo "não tenho opinião formada sobre isso"; ao menos seria mais sincero.

Yeats, Elliot, Enza... Ajudem-me por favor! Eles ficam me olhando com escarnio, pensando, "deste jeito você não vai a lugar nenhum". E não vou mesmo... Tô presa na terra, não consigo divagar e encontrar a pergunta certa pra esse proposal. Que tal "do you marry me". Acho que não, esse é muito clichê. Que tal, "Modern love, Modern woman: a critical thinking about the role of woman in modern poetry". Não sei, "critical thinking" e "love" não combinam juntos, não sei porquê. Talvez "Woman, love and feelings in Modern poetry". Ai, tá piorando. É melhor parar por aí, antes que eu começe a cantar "socorro eu não estou sentindo nada".

Ai, minha vida!

portrait d'une femme passionate - dali


quarta-feira, 24 de junho de 2009

a matter of feeling

Cada um é dono de sua própria cruz; tudo que vai, volta; quem planta ventania colhe tempestade. Por que esses ditos parecem bater contra nossa consciencia como um martelo, mas que para outros não faz a mínima diferença... Parece que no tal grupo de "pessoas de bem" que me incluo é tão difícil simplesmente ser indiferente as coisas, e pensar que o que (não)faço pode até não trazer consequências a mim mesma, mas poderá trazer a outros, e isso me angustia. È questão de consciência, teria eu de me meter no drama alheio, ou deixar o drama se estender... Não sei, não sei... Por um lado a chave de minha liberdade, mas vendo que outro poderia ficar na angustia que já estive.

Ser ou não ser eia a questão... Me intrometer ou não intrometer, eis a questão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

tardes juninas de antigamente

Dos tempos de festa junina que os anos não trazem mais, recordo-me muito bem das tardes frescas, do cair da noite, ansiosa para ir as ruas do subúrbio do Rio levada muitas vezes só por minha mãe e tias atrás de bonitas festas juninas. Muitas vezes caminhávamos muuuito para chegar em algum canto, e naquele tempo não havia tanta preocupação com a violência em nossos quintais. Sei que ia eu, pequena e encantada com tudo, olhando as moças com vestidos grandíssimos e coloridos, iguais ao do "E o Vento Levou". Queria ser como uma delas, as invejava profundamente, e ficava angustiada por ser tão pequena e insignificante e não uma "Scarlet Ohara". Queria tanto usar um vestido com espartilho, com anáguas e dançar rápido e bonito. As quadrilhas eram enormes e tinham todos personagens possíveis, a noiva,a viúva,a rainha, a princesa, a bandida... Assistia tudo de perto, fascinada, cores e cores inesquecíveis de são joão.

Sei que aquele pedaço de encanto ficou guardado dentro de mim pra sempre, como uma magia lançada com o objetivo de criar a lembrança mais doce das tardes de junho cariocas. As tardes que me traziam o sonho de ser majestade, de ser dançante, de ser colorida.

sábado, 20 de junho de 2009

post comemorativo...

O pc está de volta!

Depois de mais de um mês no hopital, Brisa passa bem; só se encontra com 1gb de memória a menos, mas isso já se resolve. Tão bom tê-la novamente :)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Provocando o Rio

Sinto falta do Rio quando estou longe, mas quando estou perto sinto que o Rio às vezes é frio comigo. O aproveito como posso, vou aos seus espaços culturais, seus botequins e boemia, a suas praias (não faço muita questão). Passo por suas famosas vistas exultando a sua beleza, e mesmo assim o Rio é frio comigo. Observo as pixações nas paredes, e entre telefones de 'trago namorado de volta' e 'só Jesus expulsa o diabo das pessoas', vejo o clamor do Rio necessitado de abraço. Vejo o Rio dos mendigos nas ruas, dos injustiçados por coisa alguma, dos que temem os assaltos a mão armada, dos que temem um atropelamento, dos que desconfiam uns dos outros.

Aqui nessa terrinha vemos uma das realidades mais desiguais do país convivendo num quintal só. Mesmo assim, o Rio continua desunido. Caminhadas da paz? Só para quem é classe média (alta), vamos ser sinceros. Milhares de pobres crianças morrem diariamente (tanto de fome, quanto pela violência), e ninguém não dá nem três passos na esquina para reinvidicar algo. Tantos alunos de escolas particulares caras e das sucateadas escolas publicas estão empobrecendo por não serem adequadamente guiados dentro da revolução tecnológica em que vivemos. No entanto, as crianças que não terão muitas chances de sucesso quando crescerem vocês já sabe quem são.

Busco acalento na cidade cinza com o céu mais azul do mundo. Busco um carinho que não consegui achar em parte alguma, só aqui. Busco atenção, que todos se notem, que todos se sorriam. O que busco no Rio são menos policiais...

domingo, 14 de junho de 2009

os fahbulosos

Tarde na casa da thatha com muita música, lanchinho bão e... nem te conto o resto! Não quero esquecer esses momentos pós-faculdade (pra eles), em que o melhor da LEJ ainda estar por vir.


a gangue: Tex, JN, Thatha, Fah.



"All I've wanted, all I've needed is here in my arms... words are very unnecessary, they can only do harm" (depeche mode)


sábado, 13 de junho de 2009

O dia em que o chão se abriu

Era gelado tudo. O querer era gelado, o poder era gelado, o sentimento era gelado. Eu quis te dizer que estávamos indo para caminhos opostos, você não quis se ver em mim. Parti, fui para meu mundo de sonhos e dizeres mágicos. Parti para tão longe que fui pra longe de mim mesma. Não me reconhecia, não sabia de quem era aquela imagem refletida no espelho. Os dias lilases se apagaram, tudo era branco, vazio e obscuro. Eu quis a luz, tentei me ligar a uma linha tênue entre a solidão e a sanidade. E aonde você estava? Dentro de mim? Dentro de si? Dentro do 'nós' que nunca existiu ao certo?

O peso das coisas é que fica. O segredo que nunca foi dito, a palavra q esperei escutar. Você podia se esconder, mas eu sempre estava ali. Procurei uma razão, deixei de procurar razão, então deixei de procurar qualquer coisa que me agradasse. E agora? As flores murcham e deixam de significar algo facilmente. Não são flores que vão salvar o eu que se perdeu. Não são flores que vão glorificar o ato de sacrifício nada mútuo. As flores, como num enterro, ajudam a se despedir de um alguém que não está mais ali.

O alguém não está mais ali. Não conte com quem não existe.

Dia sem dia

Vamos comemorar todos os dias o dia de tudo um pouco.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

What's this?

What is the Joy,
The Joy of being here?
If water don't go with oil
Why am I supposed to be here?

Am I a coward?
Am I an owl hidden in the tree?
Am I talented?
Or I am simply the eternity.

I can't stop wonder...
Why?
Is this sacred?
Is this karma?
Is this the rendemption I always wanted?
or just the mistery that called for me?

I can't, I can't.
I shall be anywhere,
I shall be free of me.

Canada, October 2008

domingo, 7 de junho de 2009

A gente confia...

Uma questão de confiança, este seria a pilastra principal das interações humanas. Família, amigos, amantes, todos atados por um fio quase imperceptível chamado confiança. Todos se olham, todos nos olham, todos olham pra dentro de si procurando um pouco de confiança. Confiança em suas próprias palavras, nas palavras alheias, nos pensamentos de todos.

O problema é que muitas vezes o ato falho nos entrega, o vizinho nos deixa na mão, as nossos amigos inventam historinhas mirabolantes, nossos pais não nos contam o que deveriam ter dito, e os namorados e namoradas são tão falhos quanto nós mesmos não gostaríamos de ser.

No entanto, continuamos a confiar, e ao mesmo tempo vendo que não há confiança que sobreviva na turbulência das ações contidianas impensadas. Mas a confiança continua. E a dor de confiar, e o sentimento de perda do outro quando se vê que nossas projeções não são correspondidas.

Vai ver é contido na Projeção. Projetamos as pessoas ideias, da nossa vilazinha ideal de pensamentos estranhos. E a projeção não acaba por aí. Nos imaginamos também dignos de confiança de todos, e, na verdade, não podemos contar muitas vezes nem com nós mesmos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Na correria da vida

Escondo a vida embaixo do travesseiro. Não quero lembrar que há amanhã. O agora não basta, mas a idéia de futuro não me emociona. Fico no meio. O meio entre eu e você, o hoje e o amanhã, o escuro e o claro. Enquanto isso faço todas as coisas que supostamente deveria fazer. Acordo, estudo, vou a faculdade, almoço, trabalho, escuto música, leio, navego na internet. A sensação no início do dia é já saber como o dia termina. Dias de semanas intermináveis... Parece até programação da rede globo, com uma grade que não muda nunca. Só os comerciais q trazem algo novo.

Quero que chegem logo os comerciais!

Synecdoche, New York



Vi o mais novo filme de Charlie Kaufman hoje. Depois de entrar na mente de alguém e de brilhos eternos de uma mente sem lembrança (este que simplesmente mexeu por demais comigo), agora vem Sinédoque, New York.

Primeiramente, o título vai de encontro a questões discutidas há muito nos pagos(?) gaúchos em relação a metonímia que algumas histórias criam em relação a vida (como aqueles poemas da cidade em que todos estão mortos que o Italianinho tanto gosta, ou mesmo o filme Dogville). Agora Sinédoque, NY ao invés de trazer questões sociais, trás o indivíduo na tela com sua metonímia, com suas frutrações e falta de expectativas.

O personagem chamado Carten Cortarg oferece através de uma suposta peça teatral, uma visão panorâmica da própria visão sobre a vida (muita 'visão' porque é simplesmente a visão da visão dele, nada mais). Sendo que vemos, como caixinhas chinesas, uma narrativa se encaixando na outra.

Não transcorrerei mais sobre o assunto. Vida, morte, amores, velhice. Tá tudo no pacote, é só pegar. E pegue também esse discurso acima que para mim é uma dos ápices do filme.

I'm just a little person, a person in a sea of many little people...



"I know you, you are the one I've waiting for, let's have some fun"

"you're the one I like the best"

"somewhere maybe someday maybe somewhere far away..."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tem vezes que dá uma sensação de dor de mundo. Voltando pra casa agora com as ruas vazias me fez olhar o lá fora e esmiuçar o aqui dentro. Sinto frágil o corpo e a alma, que numa falsa paz escondem o redemoinho de caos. Eu sinto tanto, tanto... Vou chorar, eu sei; a lágrima vem de lá, da mente que faz conjecturas... e não acho um motivo para tudo que acontece. Ou vai ver é nada, essa é a essencia. Mas a tristeza vem... Não chega a nenhum lugar. O vento bate na face, levanta o cabelo, me faz fechar os olhos. E eu não quero ver... não quero me ver.

Estou cansada da dor dos outros dentro de mim. Estou cansada de outros enganando a mim. Estou cansada de outros... Eu estou mesmo cansada de não conseguir comunicar.

The Reader



O Leitor é um filme que desde o princípio nos deixa com a pulga atrás da orelha.A questão é que nos trás aquilo que não esperávamos no princípio, no meio e no fim. Eu totalmente desconsiderei o peso nazista que quiseram colocar na narrativa no meio. Creio que isso não fez tanta diferença. A diferença foi que o menino foi largado pelo seu primeiro amor, e nunca conseguiu se ver livre da imagem da amada no passado. Isso vem de encontro a relacionamentos que não acabam, no qual as pessoas não estabelecem um fim através da linguagem. Ela simplesmente ir embora simbolizou tantas coisas, e entre elas o mistério de que talvez ela voltasse tão misteriosamente quanto foi.

Não quero contar o final, como geralmente o faço sem querer, eu só quero dizer que ao final eu senti um peso tão grande em relação as coisas que poderiam ter sido, mas não foram.

domingo, 10 de maio de 2009

Volver...

Essa canção já havia eu escutado. Qdo tocou nesse filme de Almodóvar, foi verdadeiramente emocionanta, particularmente para mim. 

Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.

Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenen mi so�ar.

Pero el viajero que huye
tarde o temprano
detiene su andar.

Y aunque el olvido
que todo destruye
haya matado mi vieja ilusi�n,

guardo escondida
una esperanza humilde
que es toda la fortuna
de mi coraz�n.

Volver
con la frente marchita
las nieves del tiempo
platearon mi sien.

Sentir
que es un soplo la vida
que veinte a�os no es nada
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.

Vivir
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Estudando port durante toda a manhã

"Quando não se tem nada para dar, ainda se dá amor"

do livro 1984

domingo, 3 de maio de 2009

Kraftwerk - Radioactivity

Escutei muito Kradtwerk quando era pequena, cooperando para a máxima que não tive lá uma infância muito normal. Eu ouvia e adorava... Sem ao menos imaginar o que falavam, a mensagem maravilhosa por trás desta canção que juntamente com "The Robots" configurava uma de minhas prediletas. 

O Oibaf me trouxe a lembraça deles, os precursores de qualquer música tecno que hoje existe. Eles sim, são criativos, originais e cativantes. E eles tiveram no Rio faz pouco tempo abrindo show de Radiohead... faça-me o favor! Eu quero ver só Kraftwerk!

Uma pontinha deles com o "antes e depois" de Radioctivity ;)

Anos atrás (década de 70 será)

Anos depois:

Futebol, futebol...

Vamos começar confessando o passado triste: já fui torcedora fanática. Graças aos céus isto data de 1997, ano que me mudei para São Chico, e ficou enterrado por aquela época. O caso é que de tempo em tempos renasce a "moda futebolística" e, infelizmente, estamos em um desses momentos. 

No país todos os amigos se provocam com as mesmas ofensas batidas de sempre sobre seus times (todos) derrotados, não derrotados, pseudo-derrotados. Compram a blusa do time, se enfeitam das cores (geralmente misturas de cores infelizes), e usam listrados (ou não) por aí como se fosse algo de interessante para existência de alguém. Talvez eu seja um pouco brutal na minha avaliação, mas é inegável que o que mais vemos são os torcedores "maria vai com as outras". Isso sem querer citar a problemática de torcidades que esqueceram que não vivemos em um zoológico. 

Gosto de esporte, gosto de admirar o esporte, gosto da superação inerente no esporte. Contudo não gosto de mentes fincadas em um alienante torcer por coisa nenhuma (afinal, seriamos nós torcendo por dirigentes podres de rico e de poder paralelo). Fora que no país do futebol, seria muito engrandecedor se um menino sonhasse em ser jogador de futebol, o outro de basquete, o outro corredor, o outro indeciso. 

Agora da minha janela escuto gritos, gente nervosa (um dos times cariocas com uma das piores torcidas está jogando), uma falsa tranquilidade (pois se vê poucas pessoas na rua), mas eu sei que quando acabar as pessoas estarão em estado de explosão de nervos que eu não suporto testemunhar. 

Ah sim, dizem q isso  desautomatiza a vida. Bem, eu preferiria a diversificação dos desautomatizadores. 

sábado, 2 de maio de 2009

Um recado

Só para me avisar que o ócio criativo voltou. Que alívio, pensei que iria ficar na história, mas nunca retornaria. Joguei livros por todo canto, coloquei músicas antigas, leio pedaços de cada coisas, e penso...

Penso na arrumação do quarto, penso em filmes antigos (acabei de rever Moulin Rouge), penso em São Chico e em como me faz falta fazer parte de São Chico. Penso enquanto escrevo aqui, porque eu compreendo agora o motivo pelo qual não abandono esta casinha: ela me ajuda a lembrar. E com isso, me lembro em detalhe o que aconteceu em todos os 13 de feveiros de 2005 pra cá. Pode me dizer a data, procuro no blog e te digo tudo que acontecia. Escrever só pra lembrar, é o que penso.

Penso em atenção, penso no pobre amigo Pedro de Raul ("Pedro onde cê vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou"), penso na escolha que fiz de estar nesse exato momento fazendo o que estou fazendo. Bem longo este recado, mas é que não quero esquecer de nada, de nada.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

sensações

Uma sensação estranha. Quando fui a Sue hoje estava com um quê de estar em casa, contudo no caminho os ventos mudaram na medida em que na minha companhia se encontrava o Livro que Lív Mary me deu de presente de aniversário, Amor em Minúscula. Confesso que pelo título adiei um pouco o começar a ler. Talvez seja também pela minha cega obsessão por clássicos, Machado, Eco, Garcia Marques, meus queridinhos. Contudo descobri a leitura leve, a leitura de uma descoberta de um rio confluente em si. E eu lia...

Ao chegar na Sue, fizemos a verdadeira tarde das garotas, com direito a Orgulho e Preconceito. Nada mais girly do que Jane Austen. E suspiramos por Mr. Darcy, invariavelmente por ser o nosso modelo de perfeição masculina, se é que deveria haver um, num filme que não apresenta nem ao menos um beijo descaradamente romântico. No entanto o filme é só romance, e cheio daqueles momentos de Mamilaminatapei (escrevi certo, será). Comemos pizza, tomamos sorvete e conversamos o suficiente para nos deixar com a impressão de que sim, continuamos presente na vida uma da outra.

O engraçado é que a viagem de ônibus na volta me pegou novamente. Eu não queria descer, não queria sair daquele meu mundo, mundo de não-sei-o-quê de surpreendente, descobrindo minhas próprias histórias, sentindo a "nostalgia do futuro", e mais do que nunca deixando o passado para o passado. Assim, escutando "Fast Car" da Tracy Chapman, cheguei a conclusão que não há nada mais preenchedor do que a sensação de se pertencer a algum lugar. Ironicamente, da pessoa que já muito se mudou se escuta a máxima: eu pertenço aqui, eu pertenço ao agora.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Me apaixonei por esse poema

É uma adaptação do chines Li Po (701-762), chamado de Rihaku em japonês, feita por Ezra Pound (não, não sou mto fã dessa persona não), de um po

The River-Merchant's Wife: A Letter

While my hair was still cut straight across my forehead
I played about the front gate, pulling flowers.
You came by on bamboo stilts, playing horse,
You walked about my seat, playing with blue plums.
And we went on living in the village of Chokan:
Two small people, without dislike or suspicion.

At fourteen I married My Lord you.
I never laughed, being bashful.
Lowering my head, I looked at the wall.
Called to, a thousand times, I never looked back.

At fifteen I stopped scowling,
I desired my dust to be mingled with yours
Forever and forever and forever.
Why should I climb the look out?

At sixteen you departed,
You went into far Ku-to-yen, by the river of swirling eddies,
And you have been gone five months.
The monkeys make sorrowful noise overhead.

You dragged your feet when you went out.
By the gate now, the moss is grown, the different mosses,
Too deep to clear them away!
The leaves fall early this autumn, in wind.
The paired butterflies are already yellow with August
Over the grass in the West garden;
They hurt me. I grow older.
If you are coming down through the narrows of the river Kiang,
Please let me know beforehand,
And I will come out to meet you
As far as Cho-fu-Sa.

By Rihaku
Quarta-feira é o pior dia.

Durmo tarde na terça-feira (chego em casa as 23h), e acordo na quarta 5:30 para chegar na aula de port a tempo.

Da faculdade direto pro trabalho... Até chegar em casa lá pras 22h.

Eu preciso me lembrar disso qdo eu estiver milionária.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O problema de se estar no mundo é quando não se quer olhar pras pequenas coisas e verdadeiramente admirar o minúsculo, o invisível, o grandioso universo dos indizíveis momentos. O abraço furtivo, o olhar apaziguador, a intenção acalentadora. Talvez a questão de tudo seja sabermos ser gente um com outro, sabermos que atrás da inocência há um mundo catalizado pelo invisível. O mundo que vai além, além até do que sabemos de nós mesmos.

Tudo de doce há de se esperar no horizonte quanto o que se tem em mente é pura liberdade de ser, de ser outro, de ser novo, de ser amor puro. Quero minhas ameixas no verão, meu chimarrão no outono, meu casaquinho azul no inverno, meu aniversário na primavera, meus amigos o ano inteiro, meu coração dentro de mim, e minha felicidade também.

O Núcleo


O segredo para um bom grupo de amigos continuar a se ver regularmente eu descobri: é ter um núcleo. Núcleo de algumas poucas pessoas que se sabe que não irão faltar e que então animará os outros a ir. O núcleo bola os passeios, envolve os demais, convida quem bem apetecer e, caso ninguém for, vai mesmo assim e ainda se diverte.

O núcleo precisa ser formado por pessoas com uma boa afinidade, cujo entrosamento precisa ser tamanho para manter o programa em pé, mesmo com todos desanimando. Afinal, "todos" são só convidados (AKA "o resto do bando"), e o núcleo é sempre confirmado.

A necessidade do núcleo surgiu quando todos se desanimavam na medida que alguns se diziam impossibilitados por motivo A ou B de ir ao encontro da turma. Nos tempos de faculdade ainda existiam as aulas que nos uniam, mas e agora, com nenhuma aula em comum praticamente, como seria? Na verdade eu quis basicamente beneficiar a mim mesma, que só faço aula (e também trabalho) com Isis, e de resto vejo um ou outro esporadicamente. Mas depois que tive a genial idéia de formar o núcleo (oficialmente), já sinto que o ano será mais do que frutífero para saídas da turma.

Adeus pizzarias, agora Lapa é nosso quintal, boliche é outra opção, lanchinhos em lugares diferentes e... Surgirão mais idéias para trazer mais pra perto aqueles que moram nada centralmente (assim como eu).

E que venham os eventos! De confirmados, só O Núcleo, prestigiosamente formado por Sardex, Thatha e Fahmelia (fahdiga, ou fahculdade, ou fahrofa, ou...)

Muda!

domingo, 26 de abril de 2009

Conto do Jardim

Eles se encontraram no de repente dos mundos. De repente ele encontrou ela, de repente ela encontrou ele. Eles se encontraram porque era justamente a hora daquele encontro improvável, da tal improbabilidade infinita trabalhar a favor deles. Eles não sabiam que se procuravem, mas no momento em que se encontraram descobriram que mutuamente se achavam no mesmo momento, na mesma icognita existencial, no mesmo querer de algo novo e que elevasse a alma. Eles que queriam, e por querer começaram a conversar, começaram a trocar histórias da vida, da infância, da batalha do dia-a-dia, mas sem muita realidade, eles também queriam um pouco de sonho.

Assim, se encontraram, repentinamente em si mesmos. Foram atraidos pela natureza e sua tempestuosa armadilha. No verde fizeram seu primeiro verdadeiro encontro, o encontro em que almas e corpos não podem ser diferenciados com clareza. Foi o cenário bucólico da cidade cinza, um belo jardim, que conferiu a ambos a certeza. Cenário desenhando para desautomatização da vida, para o apaziguar da alma de reis e princesas, agora serviria para que ambos dessem as mãos pela primeira vez. E eles se deram as mãos, se deram beijos na chuva, se deram beijos não tímidos na chuva... Eles se permitiram gostar. E gostaram, gostaram do que eram quando estavam juntos, gostaram de como seus corpos se uniam, de como seus sorrisos se cruzavam, de como seus olhares confidenciavam segredos. E eles andavam, andavam a procura de um canto seco, ou de algum canto que abrigassem a total voracidade do desabrochar dos primeiros momentos, dos descobrimentos, das borboletas na barriga. Ai, e aquele nervoso, o nervoso de querer não se separar, de querer de uma maneira melhor abraçar, de um carinho querer receber. E eles se entendiam.

Veio então o momento derradeiro. Momento que durou não se sabe quanto em horas humanas, mas que na hora dos apaixonados seguiu uma cadência irresistível e que os fez esquecer da chuva, a chuva que agora os prendia com sua capa invisível para mais perto um do outro. Ela os aprisionou na ponte do isolamento, e lá estiveram como se o resto do jardim não existisse. E eles se beijaram. Mas desta vez não conseguiram parar. Ah, quantos beijos... Eles formaram um uniforme de bons pecados todos reunidos na pureza dos enamorados. Aqueles dois surpreenderam um ao outro com a vontade alheia. Eles esperavam um calmo lago, mas despertaram a fúria de corretenzas represadas. As copas das árvores os cobriam, o guarda-chuva foi esquecido por sí só, e os dois se acompanhavam fielmente na fervura do momento impensado.

Verde coberto de água, os dois cobertos de verde, a água os cobria inteiros. Nascia de Gaia um novo titã. O namorinho de jardim tomava a dimensão única, a única que se podia imaginar aquela altura. Eles não podiam se imaginar diferentes, não se podiam imaginar fazendo outra coisa, em outro lugar, e tudo tão a flor da pele, tão irresistivelmente aprazível. Ternura, desejo, bem querer... E o mais improvável aconteceu, aquele improvável prometido ainda no início, eles viraram primeira pessoa do plural.

Momentos em família

Fazia tempo que não saíamos em família, assim todos juntos, por tanto tempo. Tem certas coisas que permanecem as mesmas. A mania de regular um ao outro, mamãe perguntando se EU não esqueci nada, irmã perguntando se não posso trocar de música, papai perguntando se é aquele caminho mesmo. Eu sempre tentando responder a todas as questões.

Também continuo muito protetora com minha irmã, apesar dela ser bem mais alta do que eu saber se defender muito bem. Por chamar atenção (infelizmente mtas vezes negativa), ficam esses homens olhando assim, encarando. Eu, num momento leoa com seus filhotes, parei na frente dela, encarei o moço babão e fiz cara feia. Ele virou e comentou algo com o amigo, os dois me olharam. Ahh, eu mantive firme minha posição. Creio que tem de ter respeito com o tipo de olhada que se dá a alguém, qualquer alguém, em qualquer idade. E aquela olhada não foi de respeito... E qual o por quê disso, seria por ser mulher?? Ou por não ter nenhum homem no bando?? Seja qual for a explicação, não me dei por conformada e exigi respeito através de olhar explosivo.

Bem, seguindo em frente, chegamos a Rio das Ostras. Adoro estar dentro do carro, vendo a paisagem passar, pra mim essa é uma das grandes diversões. Com uma boa música então, aí que se vai longe nos pensamentos. E tudo penso, penso em tudo... Conversa sobre nada, conversa sobre nós. Meu pai que se estranha com minha irmã, minha irmã que se estranha com meu pai. Eles são tão iguais, sai faisca... Eu quieta. Eu degusto cada momento.

Meu pai dizia há tempos que a família está abrindo. Eu voltei, minha irmã continua, minha mãe continua, meu pai continua. Se depender de mim, o "nós" continua, apesar de sermos tão iguais.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisas de música

Nostalgia: quando estava na idade de ouro com meus amigos de FURG lembro-me bem que era um costume cantar canções aleórias pelas "pilaxtrax" da "FUG". Uma delas era a Hunter da Dido. Certa vez, voltando na semana de letras de Santa Maria, Lukita e eu cantamos essa inteirinha. Com certeza o Italiano deveria implicar com alguma coisa em relação a letra da música (peçonha, peçonha).
E o mundo dá voltas, e quem diria Lukita e eu estariamos cantando novamente.



Tentei pegar o clip oficial, mas youtube tá difícil, então vai o paraguaio!

Jardim Botânico

Clarice estava certa, Jardim Botânico é lugar de epifania. Da alma, do corpo, da desautomatização da vida.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O íntimo da noite

Saindo de vários pontos do Rio de Janeiro, deslocavam-se todos para um ponto iluminado na noite carioca, a Lapa. Eles se ajustavam para o encontro em horários distintos, questões diferentes. Identidade, relacionamento, existencialismo, vaidade, ansiedade. Todos queriam adentrar a bolha social, introduzir seus convidados e fugir do autómatico cotidiano pesado e cinza. Cada núcleo em horário diferenciado. Cada um na expectativa do que seria aquela noite. Lapa, noite carioca, outono, barzinho de luz baixa e musiquinha brasileira da agradável. Então, os sorrisos, os abraços, o reencontro. A gostosura dos olhares, a afabilidade de uma noite generosamente estrelada, iluminada especialmente para uma rodada de prazerosas conversas. Então, depois do gelo inicial de cada chegada, os assuntos começam a fluir. Fluir... Delizam dos lábios, de tudo! Muita música, versões inéditas de Faroeste Caboclo, canções do Chaves, entre outras. O momento de silêncio, as trocas de lugares... E veio a lágrima furtiva da moça bonita ali no canto. E o motivo, ela deixou pra mistério, mas o bom é ver que não nos embrutecemos, vem a ternura, vem “quer um abraço”, vem a cumplicidade de olhares fervorosos por entendimento, por reconhecimento, por engrandecimento humano.

Esta noite serviu para conhecer não ao desconhecido, mas ao que esteve sempre ali, na nossa frente e nós não olhamos. Para aquele que pegou nossa mão e beijou e desviamos o olhar sem graça. A cortesia atingiu o limite do si mesmo. Aquela lágrima, por quê... Porque precisava alertar a mim mesma, como a barata ajudou Clarisse, a entender a minha condição de tão nada, de tão tudo, de tão efêmera, de tão só. Só. Terminei só. Noite linda, praça XI, a vinda, ponte vazia, o menino do ônibus, a moça bonita dormindo, e eu... Pensando na conversa em inglês, na cena de filme que fizemos ali, sonhando. E eu, tão indigna do seu olhar, pensei, fui eu quem desviei.

domingo, 12 de abril de 2009

Feriados, feriados...

Tenho de marcar bem esse feriado de páscoa pq senti os extremos que um feriado poderia me trazer. O extremo do descanso e da chateação. O extremo do dever e da consciência.

Ser humano não é fácil de entender. Menos ainda anos depois de que conhece alguém. Depois de amigos de faculdade, de bons amigos, muito menos depois de amigos íntimos. Aí, veio a TPM e tudo que seria um tantinho, virou um tantão desproporcional ao tamanho territorial do brasil. Me remoí em pensamento, fiz conjecturas absurdas e tentei desentender o significado todo das poucas palavras.

No final, eu fiquei com aquela máxima que diz q bonzinhos se dão mal. E se dão mal mesmo os bonzinhos q não falam o q tinham de responder na careta, sem rodopios. Ah, eu vou responder sim, e vomitar todas aquelas sentenças não tão bem quistas para o ego e aceitação de ninguém.

Eu preferia ter tido uma sexta-feira normal.

terça-feira, 17 de março de 2009

Namorinho de portão

Estava eu voltando da minha rotina estudantil, escutando meu som autistamente falando (e ainda cantando) quando olho na pracinha do Barreto (bairro divisa entre Niterói e São Gonçalo), uns casais no coreto. Olho de soslaio primeiramente e logo fixo os olhos e dou um suspiro. Namorinho de coreto é algo de nostálgico. Aquela coisa bem mãos dadas, querendo definir se é gostar, se é amor, se é pra casar... Ou se é simplesmente bom de beijar.

Lembro dos tempos de São Chico, quando saiam os casais e ficavam no coreto... (aonde eu estava, nem te digo). E fivam lá, efemeros casais, eternos casais, casais do daqui a pouco ou do acaso. Todos juntos, no mesmo status de "namoro de coreto". Uns namoricos desses eram só pelo dia. Outros dali desenvolviam para anos de história. Eu testemunhei tudo...

Sinto muito não ter tido meu namorico de coreto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Da volta

Rio de janeiro, março de 2009. Já é a terceira semana de aula na UFRJ, entre professores que nunca aparecem, reencontro com colegas de outros carnavais e novos laços sendo formados. De princípio achei tudo bem opaco. Agora está começando a ficar cintilante novamente.

Outro dia passei no departamento de anglo-germânicas e me deparei com o reconhecimento. Ao encontrar minha ex-orientadora (que quer voltar a ser atual), a impolgação que até me senti mais importante que o normal. Abraços, beijinho e um “graças a Deus você está de volta”.

Eu volto, e volto mais confiante, mais complacente (nossa, mais ainda...), mas não tão boba (emprestar aposlila, nunca mais, mto menos provas marcantes) e sem medo de enfrentar os professores ditadores (ditadura virou minha especialidade). Agora, quero ver no meio disso tudo ainda ter aquele tempinho para dar atenção ao humilde blog... Olha q estamos em um ano ímpar!

sábado, 7 de março de 2009

O bloqueio

Creio que há muito tempo não venho aqui para não ver o legado da minha própria pobreza. Pobreza ou preguiça. Fugindo de mim, fugindo de mim cada vez mais. O bloquei continental chegou até mim, e não pude me ver mais; só a cara no espelho, sem alma. Sem alma, sem personalidade, sem caráter. Distante do que era tão precioso pra mim, distante e sem sentido.

O bloqueio chegou, não sei sobre o que escrever, mas o irônico é que sinto aquela necessidade inevitável permeando a mente fustigada pelos absurdos do cotidiano. Talvez o bloqueio seja necessário para que me centre... OU para que nem tente ser centrada, já que provei não ser boa nisso mesmo. Não quero mais filmes, não quero mais livros, não quero internet, não quero musicar. Eu quero tanto eu mesma, pode ser no estado liquido.

Voltei à faculdade e senti que todos me olhavam indiferentes. Isso era tão somente o reflexo da minha própria indiferente que olhava para todos com o ar de quem pertence àquilo. Eu não pertenço mais, desculpa. Desculpa, afinal aquilo era meu, a sensação de pertencer... De ser, de estar. Antes era verbo transitivo, agora sou transitivo indireto. Tenho necessidade de objeto.

E me diz, pertenço a que lugar e a quem?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

"o amor eh que liberta, ja dizia o profeta"



Ja falei do Gentiliza nesse blog, mas repito o assunto pq achei esse video da Marisa Monte no youtube e fiquei encantada. Aquelas tomadas no final da Av. Brasil com a Marisa Monte no onibus descreve perfeitamente minhas voltas pra casa da UFRJ, tentando ler as palavras nas paredes escritar por Gentileza.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Vou-me embora pra Pasargada...

La nao serei a amiga do rei, serei a rainha propria da minha vida. Vou-me embora pra Pasargada. Terei acento e cedilha, ensinarei portugues, arriscarei no ingles e serei feliz no Rio cor de gris mais colorido do mundo.
Vou pra la, e eh pra agora. Agora no fim do ciclo nosso, no inicio meu. Quando tiver data te conto. Quero ser esperada no aeroporto com balao colorido e tudo. Ver cores, colorir meu mundo.
Pasargada, chega logo!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Como voce se ve?

Esses bonequinho cabecudos dos orkut servem para uma bela reflexao etnica de como as pessoas se veem. Andei notando a presenca massiva de bonequinhos q deveriam refletir o dono e que apresentam a "pele" de tom mais claro. Isso mais faz lembrar que certa vez conversando com uma amiga (cujo nome nao revelerei, mas ela nunca leria o blog mesmo) na UFRJ sobre tons de pele e ela (que possui um tom de pele mais escuro q o meu, por sinal uma cor bonita e definida, ao contrario do meu moreno amarelado, e dizia que ela tinha meu tom de pele, que por sinal era branca (pq ela nao conviveu com os branquelos de rio grande :P. Eu olhei atonita e concordei embarassada, pq o q eu vi mesmo ali foi um grande dose de preconceito.

Do mesmo modo, venho notando como as pessoas tendem a "embranquecer" a pele na tentativa de aparecer mais atrativos (talvez). Eu sei que eh bem interessante observar como cada pessoa se percebe e ver que no final a grande maioria quer se encaixar naquele esteriotipo de beleza que todo mundo conhece como o (teoricamente) mais bonito.

domingo, 21 de setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Hoje eh dia de fahxina

Domingo quando nao passo comprando, passo limpando.

Minhas costas doem!

Vou ver tv agora e depois continuar na guerra dos mundos de leitura.

Bem contemporaneo esse post, em homenagem ao carcamano.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bobeirinha - parte II

Pois entao... se lembra dessa bobeirinha aqui. Fiz novamente e olha a Jessica Alba de novo! A culpa nao eh minha Italiano :P

http://www.myheritage.com/collage

MyHeritage: Family trees - Genealogy - Celebs

Se renda a estrada de santos...


Essa versao encontrei sem querer no meu MP3 player (da pra sentir como eu me ligo em q musicas coloco la) e simplesmente me apaixonei. Impossivel nao escutar varias vezes e Sentir a vibracao da cancao.

Essa eh minha trilha do momento, quica do futuro.

youtube rules! :P

Garota Corrompida



Estou sendo corrompida pela sociedade canadense. Adivinha minha diversao de domingo. Ir por banquinho da praça namorar? Ir pro cineminha ver o filme da moda? Ir pra gandaia com os amigos? Que nada... Meu negocio agora é ir pra shopping center.

Tudo começou no Tilicum Mall, numa tarde sem fazer nada, vi umas sainhas bonitinhas (e que combinaram com meus quadris) e resolvi adotar o estilo saiota de ser. Mas pra isso tinha-se também que aprimorar com blusinhas e sapatinhos, pronto, foi-se mais consumismo. Quando vi... De grão em grão a galinha enche o papo. Chegou ao ponto de eu nem usar mais direito as roupas que trouxe do Brasil.

Então, comecei a pular de shopping em shopping. Fiz a limpa do Bay Center (ai, bota como te quero) e agora to no Mayfair garantindo as novidades do Fall, decidindo se compro um daqueles tenis de marca (eu nao gosto de tenis – mas é isso do q o comumismo é feito, de comprar coisas que vc nem gosta), ou os sapatinhos vermelhinhos, ou as scarfs coloridas (que nao seja tudo junto).

Estou vivendo o sonho da minha irmã, de provador em provador, de preto e branco ao verde grama, do vestido à jaquetinha, matando o tempo brincando de trocar roupa de barbie.

A grande marca do Canada em mim, quem diria, é o consumismo!
Sai de mim dimonho, pq desse jeito não há renda q aguente.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Reparei agora, 10 dias pro meu aniversario e os planos ate la:

- perder os 2kg q ganhei so de comer cookies;
- preparar uma festa de aniversario pra mim (ja q nao tenho mamae);
- escrever um post bem legal sobre a nova idade.

tem outras coisas, mas nao consigo me lembrar de nada de util.

"arte eh inutil" (ou nao).


keep in touch!

Encalhei no Canada

Alerta, alerta, baleia encalhada no inner harbour de Victoria city. Soy yo mesma que me encontro encalhada aqui ate dezembro (isso q diz o visto novo que chegou).

Estou feliz com minha viagem. Sinceramente, baita chance. Canada eh lindo, pessoas sao educadas, cidade eh limpa, e os motoristas nao passam por cima de vc. Ah, a carteira de motorista so custa 75 dolares! (e provavelmente se tem mais chance de passar do que no brasil com as impendengas do detran). Risco de assalto no onibus, quase zero. Well, do que tenho de reclamar entao?

Claro... EU tenho de reclamar. Victoria... beautiful Victoria, boring Victoria... Depois de (perdi a conta) 8 meses,depois de inverno, primavera, verao; depois de amigos irem e virem do curso de ingles... Quero “home”. Quero país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza (pode pular a parte do carnaval).

Eh engracado, lembra quando eu falava do Rio como cidade cinza? Pois eh, agora eu penso no Rio cheio de cores, de cheiros, de vida. Penso no Rio movimentado, sonoro e sorridente. Penso no Rio que tem papai, mamae, maninha e que fica mais perto dos amigos de longe. Eu penso no Rio, penso como gosto dele, como ele eh gostoso na sexta a noite depois do trabalho, ou no domingo de manhã ensolarado, eu reclamando do abafado.

Enquanto isso, vou passear com o novo estudante mexicano. Nao eh Gael, mas eh bem legal.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

E... eu acho que eu sumi

Chegou setembro, meu mes (e de mta gente). Adoro setembro pq sempre teve cara de primavera, mas agora tem cara de outono. Nunca outono foi tao charmoso. Andando pelas ruas, vendo as cores mudarem, verdadeiramente me animo. O vento ainda nao esta tao frio, entao da pra usar um casaquinho leve e ir por ai. Tem cor, isso q importa. Agora as criancas voltam a escola, com toda sua impaciencia pelos onibus a fora. E eu observando tudo, espectadora.
Outro dia pela manha, uma adolescente insegura de seu destino no primeiro dia de aula foi perguntar logo pra mim ( a carioca aleatoria)onde ficava um high school Fulado De Tal. Claro, eu nao sabia...Eu queria ter sabido, afinal me senti bem tendo sido perguntada por algo. Nao foi a primeira vez q me perguntam algo, mas... Gostei dessa vez por ter me sentido segura pra dizer q nao sabia. Eu estou feliz falando ingles, pensando em ingles, ate sonhando em ingles... Namorar em ingles tambem eh bueno.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Salo or the 120 Days of Sodom


Esse é um filme que realmente "cativa". Pasolini conseguiu em um só filme me fazer sentir náusea, vômito, nojo e medo. A história gira em torno de quatro fascistas que na época da invasão-nazi fascista na Itália resolveram juntar 9 meninos e 9 meninas em uma casa para realizar as mais impensáveis torturas mentais e sexuais.

O filme se divide em quatro partes: o ante-inferno, o ciclo das manias, o ciclo das fezes e o ciclo do sangue. Em cada ciclo os jovens são submetidos a abomináveis condições, tendo de obedecer restritamente a ordem dos 4 cavalheiros, que por sua vez contam com a ajuda de quatro velhas prostitutas e mais outros jovens do sexo masculino. Os quatro homens: o presidente, o duque, o magistrato e o bispo, casam-se um com a filha do outro para selar o pacto e as colocam como empregadas que servem aos banquetes nuas e são exploradas sexualmente a qualquer momento que eles desejem.

Apesar de grande teor sexual, nada nesse filme é de natureza sensual ou sedutiva. Qualquer tentativa de sexo por puro prazer é algo condenável a morte. A sensação é de que sexo é algo sempre sujo, torturante, animal e vazio. Ao final, a sensação é que seres humanos são essencialmente animais que quando providos de poder se transformam então em animais irracionais por completo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Espaço pra mais um

Creio eu que está na hora de criar blog. Já disse isso aqui ao menos duas vezes, com verdadeiras intenções de mudar de blog e não mudei. Algo como não posso deixar a vida lilás de lado, as recordações da vida lilás.


Esse blog me acompanhou na distância de meus primeiros amigos de faculdade, na adaptação na cidade cinza, na exploração de um primeiro relacionamento sério, na tentativa de falar algo sobre algo que ainda não sei o que é. Isso continua... Mas o que fica em silêncio aqui pode ser dito ou visto em uma nova proposta de blog que proponho para mim.


Essa manhã, deitada no chão, com quebra-cabeça espalhado ao meu lado, me veio a mente a vontade de fazer um blog em inglês. Este serviria acima de tudo para praticar a língua de forma mais abrangente e informal. Contudo, quem me conhece sabe meu medo de 'errar' inglês. Quem sabe essa não seja a hora apropriada para errar...


Um desafio, seria. Vendo a Andréia com milhões de blogs me faz pensar como ela tem gás pra tanto. A questão não é nem audiência necessariamente, mas estímulo próprio. Com um já me desabo toda, pq essa 'instituição' tá mais que fahlida.





E o quebra-cabeça... Difícil de resolver!

De Andréia

Well, vamos as respostas:

regras:

1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer; (até aí tudo bem)
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também; (essa vai ser difícil)
3) Comentar no blog de quem nos convidou; (eu sempre faço isso)
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
5) Mencionar as regras. (enfim...)


“As” 8 coisas:

coisa 1: Correr, correr todos os dias. (Estou quase desistindo dessa)
coisa 2: Trabalhar no Timor Leste ensinando português.
coisa 3: Morar em São Chico (ao menos por mais um tempo).
coisa 4: Estudar psicologia, a questão dos sonhos.
coisa 5: Dirigir (com carteira) um conversivel numa estrada no meio do nada e mto bem acompanhada.
coisa 6: Ler a divina comédia e o decameron em italiano.
coisa 7: Tocar piano.
coisa 8: Poder viajar pra qualquer lugar no final do ano.

domingo, 20 de julho de 2008

a fotografia

Enquanto você tira fotos minhas cozinhando penso que nesta mesma data no ano passado isso seria impossível. E faz um ano que tudo isso começou. Eu não sei bem a que passo foi que começamos, eu e o outro, mas foi em um passo veloz, um passo de necessidade de mudança, de algo meteórico que poderia mudar tudo pra melhor, lógico. Agora, você tira a foto minha cozinhando e não sabe de nada disso. Ignora meus pensamentos de intriga comigo mesma. Creio que o outro também ignora tudo, e pensa que sou uma daquelas peças de catálogo que vem com tudo incluido, inclusive o amor. Como a sua inocência me deixa pensativa. Só faço pensar. Estou tirando a casca da batata, estou colocando na bacia, estou abrindo a lata de salmon. O que fazer daqui a pouco... Não posso tolerar o nós, o nosso, a falsa comuna. Eu só quero cozinhar e não pensar. O caso é que sua foto me faz pensar no personagem que sai de dentro de mim. O mais sensato é não pensar nele... E nem no ano depois. Vamos fotografando cada detalhe para nos lembrarmos que um dia todos nós nos fizemos de um personagem bem diferente de nós mesmos.


- Monólogos de alguma ficção

quarta-feira, 16 de julho de 2008




The British X First Nation

sexta-feira, 4 de julho de 2008

eh a vida de quem?

As vezes olho pra minha vida e me pergunto, quem eh essa?
A explicacao veio, senti uma coisa de vida. Como os teclados dos computadores no canada, nao da pra se ter o ponto te interrogacao, o acento e a cedilha num so. O texto fica parecendo sempre um rascunho... O negocio que incomoda mesmo, estaria esse texto sendo bem escrito?

domingo, 29 de junho de 2008

quero

Tem alguma coisa errada. O cinza dessa letra não me apetece. Não me apetece o bolo de chocolate que acabei de fazer. Não me apatece ficar aqui no computador ou no abafado do quarto. Menos ainda me apetece sair pra rua, pq aí seriam confabulações demais na minha cabeça me fazendo esquecer o que não quero por agora.

Inquieta. Inconstante. Impaciente.

Em dois segundos quero que o mundo inteiro passe por mim, me gire de cabeça pra baixo e me faça não entender o que quero, pois quer NÃO querer. Quero NÃO poder. Quero NÃO enxergar. A negação assim, em tudo.

Quero saber, se você soubesse o que eu quero, ainda iria querer o mesmo.

Não tenho ponto de interrogação. Minha questão acabou.

change

Pela primeira vez em mtos anos de vida eu me encontro sem ter hora pra acordar pra ir pra escola. Ou hora alguma, afinal me encontro em minhas férias escolásticas bem esticadinhas.
Isso não seria um grande caso SE eu não fosse do tipo de pessoa que simplesmente adora o ambiente estudantil. Com isso, não foi por acaso que sem querer querendo acabei optando por virar professorinha. A idéia era correr contra o tempo, virar professora logo, ter carreira e aquela coisa toda. A idéia não mudou, a diferença é que a pressa é inimiga da perfeição. Digo isso principalmente pq me vejo parada, girando em mim mesma a procura de um sentido ou não-sentido pra tudo que se vive. A questão é, já que o fim é inevitável, pq não esticá-lo mais um pouquinho...
O fim da faculdade se dará em breve, mas o breve vai provavelmente (tudo tão imprevisível) durar por mais 6 meses. Depois desse tempo eu coloco o fim a minha fase de fazer nada no país vizinho. Ou não, vou pra outro fazer alguma coisa.
O caso é que enquanto fazia faculdade, apesar de todas atribulações (que não foram pouquinhas, principalmente com a minha mania workaholic), eu sempre queria mais e mais. Agora, fazendo praticamente nada (apesar de ter mto o que fazer), sinto só vontade que isso passe logo... Mas que seja bem passado, com bastante alegria no percurso e aproveitando o que posso do país bege.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

o fim da era de aparelho nos dentes

Depois de dois anos e muitas aventuras na cadeira do ortodentista finalmente estou livre dos ferrinhos nos dentes. Foi meio custosa essa tirada triunfal, quase perguntei se eles aceitavam um rim como pagamento, contudo, tem certas coisinhas que não aceitam 'depois' para acontecer. Meus dentes estavam gritando todo noite ao meu ouvido para que tirasse as amarras que os impediam de se sentir livres.
Com isso, fui ao consultório do dr. Ducan, tudo lilás, bonitinho, moderno, espaçoso. Tudo bem explicado tb, passo a passo, tão bem explicado que já perdia a paciência, só queria saber de tirar a coisa cinza logo. Foi aí que começou o trec-trec, tira aqui, tira ali, uma impressão que meus dentes superiores da frente iriam quebrar com tanto trec. Logo, enfim livre. Fui ao espelho pra fazer algo que nao entendi o que era, mas que por instinto presumi que era pra bochechar. E veio o primeiro sorriso, os primeiros 30 segundos de amor a primeira vista, de encanto e borboletas no estômago: aquela era meu sorriso, então, branco, coeso, charmoso. Sorriso branco. Sem ferrinhos, sem nada para esconder sua forma: um sorriso puro. Não era simplesmente a vaidade nessa vida, era a beleza dessa vida. Era descobrir, depois de tanto tempo, que eu tinha um sorriso, um sorriso só meu, só branco.
Adeus dor, adeus borrachinhas, adeus comida agarrada nos ferrinhos. Agora comemoro o sorriso novo usando fio-dental sem passa fio, mordendo uma maça sem sentir incomodo, sorrindo pra mim mesma no espelho do carro, como se tivesse descoberto em mim mesma algo de brilhante, mas que não é prateado, é dourado.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

ONCE

Um dos filmes mais bonitos que já vi. Um romance de um rapaz e uma garota pelas ruas de Dublin atados pelo amor a música. É simples, é cheio de sentimento... Todas as músicas do filme são boas. São cheias de alma, de sentido, de procura.





Nessa música "Falling Slowly" (ganhadora do oscar de melhor cançao 2007), a primeira linha faz todo sentido no contexto, "I dont know you, but I want you...", podemos testemunhar o momento exato em que ele se apaixona por ela.

a blusa lilás

Depois de tanto tanto coloquei aquela blusa lilás que tanto gostei desde que a primeira vez a vi quando tinha 14 anos. Acabei usando-a na minha festa de debutante, festinha entre amigos a qual nem fazia questão. A blusa é daquele tipo de botão, geralmente se vê de cor branca, mas essa é lilás. Claro, não é difícil adivinhar o porque dela ter chamado minha atenção. E como grande parte da roupa que tenho, ela foi um presente de aniversário. Quando a visto eu me sinto bem. O bem que me sinto refleto no outro, parece, pois sempre chama atenção daquele que vê. Ao mesmo tempo, me sinto transparente, me sinto da mesma cor, aquela cor, lilás, realça e ao mesmo tempo é minha pele. Minha pele por dentro, sempre. Por pouco não a trazia pois depois de anos de serventia fiél um botão caiu. Mamãe, com toda sensibilidade, pregou o botão imediatamente, sem a blusa lilás ela saberia que não poderia vir.
Como nos apegamos fácil a tudo... Mas acho que essa coisa com a blusa é somente por conta do inusitado da cor, como se saisse simplesmente de mim.

vida longa ao chino!

Nunca fui de frequentar restaurantes. Para dizer a verdade, eu nunca gostei de ir a restaurantes, na medida em que a comida de mamãe sempre foi um deleite para mim. Contudo, um dos hábitos adquiridos pelos pagos nortistas foi o de frequentar, de vez em sempre, um restaurantezinho para matar a rotina da minha própria comida.
Com isso, estive experimentando umas comidas bem exóticas como indiana, vietnamita, chinesa, japonesa, dentre outras que não irei lembrar, além dos pubs da vida. Apesar de gostar de todas elas, quando penso em comer fora só penso em um destino: o restaurante chino.
Nem ao menos seu o nome do restaurante, sei que fica no Save on Food do início de Victoria West, restaurante bastante espaçoso e frequentando, do tipo buffet livre (pagou, come a quantidade que quiser). Quando vou lá já fico na expectativa de comer o polvo frito a milanesa, camarão apimentado, dentre outros quitutes que nem ao menos tenho idéia de como seria feito. E quando vou decidir junto com amigo aonde vamos comer, repassamos todos os restaurantes que conhecemos de cabeça, pensamos em restaurates novos, mas sempre terminamos no chino!
Bem, hoje eu fiz uma teoria do motivo que sempre me encontro compelida a ir lá. Simples, todo lugar que eu vou e como algo que vejo que possivelmente eu mesma posso fazer, já não sinto tanta vontade de retornar. Deste modo, é no chino que tem os quitutes que não faço a mínima idéia de onde sairam, com qualidade e um preço bem razoável.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Larga tudo e vai!

Voce largaria seu emprego estabilizado com bom salário, pararia sua faculdade faltando pouco pra terminar e iria passar um ano em outro país só pra melhorar o idioma? Bem, voce, brasileiro, provavelmente nao faria isso (quiça nem eu ), mas os asiáticos, sem dó nem piedade, se aventuram pelo canadá (dentro outros países), deixando nao só família e amigos, mas até mesmo o próprio colégio.
Quando se pensa em ir pro exterior, um jovem no brasil vai escolher estrategicamente o mes de ferias. Contudo, aqui eles nao entendem pq se fica só um mes no pais alheio e nao ao menos 4 meses.
Alguém vai dizer, ‘a vida no Japao é mto mais estável q no brasil`. Contudo, o q explica os coreanos fazerem isso com uma grande frequencia? O caso q mais me deixou abismada foi a dos irmaos, cujo o mais novo tinha 14 anos, que veio estudar um semestre de inglës aqui no Canadá, deixando de lado o ano de estudo.
Creio que eles tenham me contagiado de alguma maneira q, de algum modo, me sinto inclinada a deixar pra depois a tao sonhada formatura e ir esticando as ferias por aqui, quem sabe por outro lugar...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

sentido, vida


Tem horas que sinto tudo pelos poros. Até quando fui pegar a caneta pra escrever agora, olhando as canetas coloridas que costumava corrigir os trabalhos dos alunos, deu uma vertigem. Peguei a caneta pra escrever de um sentimento que veio aqui, se abriu na minha frente como uma caixa de presente embrulhada de verde, o verde que era dele. Eu sinto. Sinto o sol que já desceu, o vento que assobia pelos meus cabelos prendidos na trança mal feita. Sinto a perna esquerda balançando num ritmo, no ritmo das recordações rápidas dos nossos eus embrulhados pelo entendimento de mundo. Somos tão nós, e então, apenas uma vez, eu sinto o eterno que nasceu de nossas memórias. Árvore, nosso símbolo secreto. Música, nossa droga viciosa. Literatura, a nossa revelação. Pra onde vamos nos expandir agora? Eu sinto, sinto um tremor na pele de frio que nos cobre. Daquele frio, o nosso, que foi testemunha fiél do nosso tempo, de tudo que era belo que tentamos construir com palavras enroladas em açúcar e veneno. Um brindo ao verde, verde que será sempre nosso. Verde de grandes esperanças, de apenas uma vez de um infindável dia, do tempo que sonhamos juntos e desejamos futuro.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

eu tenho feito tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Porque é primavera…



Olha, estou aderindo a teoria de que o ambiente influencia de forma descomunal as pessoas. Essa tema já foi tratado de forma exagerada (na minha opinião) em O Cortiço, de Luiz Azevedo, onde ele descrevia as pessoas do cortiço como animais, com instinto a flor da pele, isso por serem basicamente miscigenados e morarem em país tropical. Com isso, a família de portugueses que moram ao lado do cortiço acabam por ‘aderir’ a mesma forma de vida, somente por viver perto do ambiente.
Nunca gostei dessa idéia de ‘por causa do clima as pessoas são assim’. Mas agora sinto na pele que o clima pode mudar as pessoas SIM. Com três dias de calor nessa Victoria, a cidade, as pessoas, o céu, tudo parecia outro. É morar em um lugar no inverno e em outro no verão. A primavera é aquele estado indefinido onde as coisas ganham vida e se mesclam com o cinza que já está indo embora. E as mudanças, se sente até na corrente sanguinea...

domingo, 18 de maio de 2008

mudança dos ventos

Milagrosamente o bom tempo invadiu a Ilha, e agora pode-se desfilar por aí de chinelo, camiseta e bermuda (não necessariamente nessa ordem). De dias tenebrosamente frios, nos quais só o famoso 'heat' podia aquecer o coraçãozinho, para dias de sol até 10 da noite, no qual as janelas têm até de ser abertas para refrescar os pensamentos. Eu gosto assim.

sábado, 17 de maio de 2008

someone told me

Da sensibilidade

Há várias diferenças (óbvias) de personalidade entre minha irmã e eu. Além da cor do cabelo, ela gosta de catchup, eu gosto de mostarda, ela de queijo, eu de presunto, ela de funk e eu não! Ela é alta bonita, eu sou a baixinha inteligente. Com tanta briga que tivemos na infância foi muito complicado desatar uma amizade quando ela se tornou adolescente. Contudo, já ia me esquecendo do nosso traço mais comum: a sensibilidade.
Por vezes a via chorar, como uma menininha indefesa. Ao perguntar o motivo, os mais banais: uma menina disse que não gosta de mim. Olhava para ela, dava um sorriso que daria para abraça-la inteira e dizia que não devia se importar com essas pequenas coisas.
Na semana passada uma amiga dela morreu. Então, imagina... Sentia ela toda delicada, aqui pela internet. Acabei por ver um video que ela adicionou nos favoritos, sobre a tal menina e não é que lá pela metade me peguei chorando. Chorando por quê: Bem, é dessas coisas, é da sensibilidade... É de sentir o que não é meu, é de sentir o mundo inteiro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Hey, I think I'm happy

A korean party with random people!


In good company... Smirnoff, beer, wine, caipirinha...




attempting Paradise with two Fabíolas Silvas

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Obras retomadas

Agora a construçao está em uns arremates finais. Essa é parte que as cores da parede seráo escolhidas. Que tal lilás? Lilás com um pouco daquela cor que náo definir qual é, mas me encanta imensamente cada vez mais.
E a vida lilás, agora em versáo feliz feliz, segue sua saga com o objetivo a curto prazo de esticar o visto e a longo prazo de ajustar os motores para uma nova vida, seja ali, acolá, com ele, sem ele ou com todos eles.

sábado, 3 de maio de 2008

Procuro me identificar com o que sou. Mas o que menos vejo é a mim mesma. Me perdi na construção de um novo eu, pareço uma obra abandonada.
Minha tristeza é um estado permanente de ser. Minha tristeza vem da falta de liberdade que encontro em mim mesma. Talvez essa seja a pior tristeza de todos os tempos, eu penso, pois é essa a tristeza que sinto agora. Eu não tento lutar contra ela, não tento impedir que ela entre e faça moradia em minha rotina. Deixo, com prazer, que se aposse de tudo de mim, que me faça ver a vida com olhos melancólicos onde até as tulipas amarelas exalam solidão. Vejo com os olhos que sinto, vejo através do meu próprio reflexo no espelho, e o que vejo dói lá dentro. Talvez seja esse o momento em que eu possa ser assim poeta. Só que o detalhe que mais entristece é que poeta não é ser triste, é saber dosar a tristeza em palavras para os que são tristes.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

verde

















E mudança no tempo acompanham minha jornada pela vida no Norte. É simplesmente ver que tudo aquilo que se queria, nao se quer mais, e se dar conta que tudo aquilo que te fazia sentir, nao te faz mais. Os ventos vao para outra direçao, apontando um norte (ou sul, ou leste, ou oeste) que ainda nao sei bem como se configura. E mais uma vez minha vida sujeita a tudo e a nada.

Adoro isso.





domingo, 20 de abril de 2008

A tênue linha

Não é a primeira vez que venho aqui divagar sobre a questão de vida e morte, só que agora a discusao em minha mente tem um sabor um tanto diferente. No meio de 'minhas' questões, na construção do ócio e da dúvida, me deparo com uma notícia. A notícia, a princípio, não deveria nem chamar muita minha atenção e soar mais como uma curiosidade. Contudo, a mesma teve eco profundo em minha mente e alma, a ponto de mudar meu humor e quiça minha atual visão panoramica sobre minha própria vida. Um garoto de francês morreu atropelado sábado passado atravessando a rua da faculdade de letras para o CT na UFRJ. O garoto, dizem, ficou destroçado... Se chamava Icaro. Eu, obviamente, não lembro dele... De repente, até conhecia de vista, ou de 'oi', ou de alguma classe aleatória. Mas de Icaro, nada sei... A não ser que ele atravessou a rua e foi destroçado por caminhão. Para quem conhece a geografia da região, sabe muito bem que ali tem um sinal para pedestres que raramente funcionava. Eu era uma das pessoas que praguejava o sinal e temia por um acidente mais grave (sendo eu mesma quase atropelada algumas vezes por carros voadores na região). Só que não me conformo que o 'quase' se tornou realidade, ainda mais em um sábado pela manhã.
Se para aumentar a fatalidade ou por ironia da vida, o corpo do menino ficou no asfalto das 12h até 17h da tarde. A família, sem notícia. E o celular de Icaro ainda foi roubado. E eu não consigo parar de imaginar a cena do corpo sendo arrastado ali, como se eu estivesse no ponto de ônibus das letras. Acho que Icaro abriu uma janela secreta em mim... E agora eu não sei o que faço com esse anseio de saber qual o sentido dessa coisa toda que achamos que vivemos.
Eu acho que vivo por um dia após o outro e por um futuro que não existe. Eu quero ser feliz, mas não tenho coragem nem de ser adulta, que tipo de pessoa é essa: (uma pessoa que não tem um ponto de interrogaçao no teclado de um computador que pertence a alguém que acha que tudo pertence ao mesmo). Eu só tenho medo de arriscar atravessar a rua. Muito medo, ao mesmo tempo muita confiança. E uma familia chora a morte inesperada de seu jovem. Eu espero chegar aos 90 anos...
I really dont know life... at all.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

perishing...

I've always been a dreamer... I've had my head among the clouds
Now that I'm coming down, won't you be my solid ground?


peçonha!



Não faço a mínima idéia q banda é essa, baixei a música sem querer desde o ano passado e estava cheia de poeira nos porões de musicalidade da minha persona. Casualmente deixei que tocasse inteira semana passada aqui, agora ela não sai das minhas paradas de sucesso.

Filmes baixados e vistos

Tudo começou em uma tarde no meio do mes de março. Desde lá, nunca mais pude ser a mesma. Baixei o tal do utorrent aqui e fui pra mininova ver o que podia baixar para 'testar'. Comecei por um filme q nunca vi "I'm not there" e daí terminei em uma compulsão infindável q foi apaziguar só um mês depois (depois de muitos filmes vistos).
Aqui vai a lista dos filmes baixados e vistos nesse pc aqui em Victoria até o dia de hoje (sei lá q dia é hoje), com um pequeno comentário:

1- 30 days of night - Apresenta os vampiros sem a parte sedutora. Dá pra levar uns sustinhos.
2- Meu nome não é Johnny - Olha, um filme que mediano.
3- Beowulf - blé, mataram a lenda em pedacinhos, mas não é engraçado como a versão dos Christian Lambert
4- 4 meses, 3 semanas e 2 dias - maravilhoso, divino, fantástico. É um filme romeno e VALE
mto ver. Olha que é só mais uma história sobre aborto.
5- I am legend - A história é tirada de um clássico... Com os efeitos contemporâneos e um ator carismático. Tirando a parte piegas final, o filme é bem interessante.
6- enchanted - Por favor, não riam... Até que eu gostei das musiquinhas.
7- transamerica - MARAVILHOSO. Se entende verdadeiramente porque um pessoa deseja mudar de sexo.
8- tropa de elite - Depois de tanto falarem, resolvi conferir. Bem, eu achei um pouco tendencioso... Mas o que não é tendencioso nessa vida...
9- The atonement - O que tem de mais impressionante é a forma de como a narrativa evolui. Te digo, deixa com a pulga atrás da orelha.
10- the other Boleyn girl (BBC) - Essa não é nova versão, mas uma antiga da BBC. Gostei tanto que nem me sinto tentada em ver a nova.
11- 300 - Essa coisa de quadrinhos cansa um pouco a beleza.
12- La vie en rose - Sensível, interessante, dramático... Mas nao chega a ser imperdível
pra quem nao ta nem ai pra vida da cantora.
13- Shrek III - engraçado, um pouco.
14- Away from her - Drama mesmo. Velhice, doença, esquecimento... Eu gosto desse tipo de filme.
15- Dan in real life - Atirei no escuro, acertei no que não vi. Um filme gostosinho de ver.
16- No country for old man - Prepare-se para carnificina e seja feliz!
17- There will be blood - Não tão bom quanto o anterior... De fato, eu achei até um pouco chato.
18- Sweeney Todd - Uma história qualquer com roupagem de Tim Burton. Chato, massante, cansativo...
19- 4 weddings and one funeral: Uma comédia romantica de 1994, que na época não suportei ver. Agora, pareceu ter mais sentido. Boa sessão da tarde.
20- Pulp Fiction - UAU, girl you'll be woman, soon...
21- Of mice and men - eu tava lendo esse livro (otimo, clássico da literatura norte-americana), e aí resolvi baixar o filme. A melhor atuaçao de john malkovitch!
22- Charlie Wilson's war: chato e tendencioso, EUA sempre bonzinho.
23- El orfanato: sustinhos garantidos, ainda mais vendo a noite numa grande casa vazia com o ranger de vento la fora. ui ui ui
24- Saneamento basico: bah, ri mesmo.. simples o filme, mas eu gostei.
25- The bubble: bom o filme, mas o final me chateou profundamente.
26- The Da Vince Code: ble, joga fora no lixo.
27- Love in Time of Cholera: ai, sinceramnete, achei super chato... mas tem uma fotografia
bonita. Isso explica pq Gabriel Garcia Marques demorou 3 anos pra dar o direito do livro
28- Zodiac (new): eu ja tinha visto o antigo, nada de novo a ser adicionado.
29- Wristcutters A Love Store: (um daqueles filmes alternativos que o Italiano não gostaria). Gostei dos personagens, da simplicidade de tudo e do inusitado de se tratar de limbo para suicidas condenados a viver uma vida 'na mesma'.
30- Silent Hill: A história é interessante, o filme: fraco.
31- Baixio das Bestas: nossa, leve o nome em consideraçao... é forte.
32- Across the Universe: aiii, eu queria tanto q fosse bom... mas eh chatinho, sem
sentido. Bom so pelas músicas do Beatles (e qdo ver presta atençao no 'wanna hold your
hand', achei o maximo ahauha)
33- Dreamgirls: olha, repete o q ja foi dito, mas tem ritmo.
34- Thirteen: Uma versão light de Kids: menina destranbelhada que leva a mãe a loucura... acho q meninos vao gostar mais de ver esse filme.
35- The Devil Wears Prada: ahh, eu vi so de birra! e eu gostei viu.
36- Walk Hard - The Dewey Cox Story: MUIIIIIIIIIITO BOMMMM! Ri q me acabeiiii, foi o unico q voltei cena pra ver de novo.
37- Shopgirl: Bonito filme... História de amor diferente.
38- August Rush: Tem cenas interessantes, mas no total é piegas e chato.
39- O Homem do Ano: Punk, gostei dele...
40- The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford: extremamente chato.. morram os dois!
41- Bee Movie: perda de tempo (mas ontem ouvi q as abelhas estão realmente em perigo).
42- Turistas: História de terror de quinta categoria. Se falam mal de Rio, de brasileiro, etc não interessa, afinal ninguém vai levar esse filme a sério mesmo eheheh.
43- Lars and the real girl: Um dos melhores filmes vistos: sensivel, inteligente, foi um tiro no escuro dos mais agradaveis.
44- Persepolis: Uma graça! E olha que é um filme q trata de tema pesados como o que acontece com os opostores do regime no Irã e papel da mulher.
45- Jane Austen book: Se gosta muito de Jane Austen, então veja.
46- Before the Devil Knows You're Dead: Hardcore... Ótimas atuações e brincadeira com o tempo cronológico do filme.


Suficiente por hoje! ;)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Uma parte de mim

Eu ainda não desisti dessa parte de mim. Dessa parte de mim, assim escrita. Vendo posts passados deu uma saudade de mim mesma, saudade da pessoa q fui. Agora, claro, sou diferente... Vivendo coisas diferentes, só que não escritas, logo, são como pegadas na areia. O blog ajuda a cimentar um pouco da minha existência (nem que seja para mim mesma). Não me faz pessoa pior, melhor ou mais ou menos, mas ajuda a relembrar detalhes da vida vivida ou pensada que jamais me atentaria um ano depois.
Por exemplo, nesse axato momento, aqui numa tarde monótona e bonita no canadá, enquanto faço um bolo no qual esqueci de colocar farinha (e irei descobrir o quanto isso é importante em um), converso com o Italiano (da quinta) e por isso me atento a postar essa nota de lembrança a mim mesma de como é bom escrever um blog (embora nao deveria ter nota de lembraça, já que é bom). Então, fico preocupada pq está na hora de tirar o bolo do forno, o Italiano me pergunta sobre minha pequena compulsao em baixar filmes e eu me impolgo escrevendo aqui.
Em suma, vou tentar manter viva essa parte de mim, como aquela historia de manter a criança dentro de nós.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Globalização e a distância humana

Dizem que nesses tempos de globalização o mundo tende a estar mais próximo tanto pelos meios de comunicação quanto pelos de transporte. Com 14h de viagem se pode estar em outro continente; ou com uns prefixos a mais se pode falar com qualquer pessoa, ela estando na China ou no Paquistão. Fora que os produtos que os nossos amigos nortistas consumem podem ser facilmente adquiridos no nosso querido país Tupiniquim. Como consequência, por que não afirmar que estamos todos mais unidos, atados um ao outro através de consumo de bens e tecnologia:

Contudo, o que se pode contastar é que com mais tecnologia, com mais globalização, mais distancia se averigua. Ou poderiamos dizer que quanto mais globalizada a pessoa ou família é (leia-se com recursos finaceiros), mais a distância se instaura em seu cotidiano. Como exemplo, podemos pegar a configuração da casa, cada um com seu quarto, televisão, dvd, mp3 e laptop, cada um com seus horários para refeição de acordo com a badalada agenda, até os carros são desenhados para privilegiar a distância entre os passageiros, como nas famosas peruas que os nortistas tanto adoram. Todos no compasso de um grande ditador invisível, celebrando o individualismo e o consumismo de forma bárbara.

Essa, na minha opinião, é a verdeira invasão bárbara: o momento em que as famílias não se reunem para o almoço ou para o passeio de final de semana, quando todos estão cercados de compromissos e distrações on-line, atados a programação da tv a cabo ou sintonizado frenéticamente na música do mp4. Neste momento não há diálogo, troca de idéia, demonstração de sentimento, fomentação da crítica ao mundo que vivemos, celebração de momentos puros e bobos da vida cotidiana. Isso sim é perder a luta para um gigante chamado indiferença e que vem diretamente atado ao sistema economico do nosso querido mundo globalizado: o capitalismo.

Para Marx os detentores de poder tinham os intrumentos e a classe operária a força de trabalho. Agora, os detentores de poder têm a globalização e a classe operária só quer estar dentro do processo que vê passando na televisão. O ricos continuam ricos celebrando seu individualismo, a classe média (classe essa mais indefinida que o tom de verde do mar Tailandês) perseguindo o sonho de ser globalizada, classe pobre querendo ser classe média e a classe miserável querendo não passar fome.

No final, todos perdem nesse processo de globalização do individualismo, principalmente os mais privilegiados que tantas vezes não têm o verdadeiro prazer de se preencher com o processo de Ser humano.

terça-feira, 4 de março de 2008

Globalização Linguística

Com essa minha experiência em outro país, tenho a chance agora de conhecer pessoas de outros países, conversar com elas, conhecer pela ótica delas o país de onde vêem. Além disso, discutimos a questão do inglês em nossas vidas e no mundo, e fazemos descobertas que nos fascinam em relação a nacionalidade do outro. Neste momento, damos graças aos céus por estarmos no Canadá conversando com tudo quanto é nacionalidade, menos canadense.

O caso é que é óbvio para nós as facilidades de se ser um canadense, o privilégio de se ter o inglês como primeira língua e ter um passaporte que permite ir a todos os cantos civilizados do mundo. No entanto, quando vamos analisar de perto a questão, vemos que somos nós que sabemos falar no mínimo 2 línguas, que saímos de nossa cultura para enfrentar outra e enfrentar o desafio de ter de comunicar com o inglês ( e esse desafio triplica quando lidamos com telefonemas): por mais que possa ser fluente, não tem nada como o conforto da nossa primeira língua.

Deste modo, com esse contexto que se configura, não é difícil libertarmos o inglês do mito do falante nativo e nos comunicarmos com nosso inglês-brasileiro, inglês-japonês, inglês-koreano, dentro outros, dentro dessa ilha de Vancouver. Não tem mensagem que não fique clara ou mensagem que fique confusa, é a arte da palavra fluindo naturalmente em nosso meio, independente de eventuais barreiras de vocabulário ou estrutura. As eventuais dificuldades que se estabelecem não são diferentes das vezes que esquecemos uma palavra para melhor nos expressar em nossa própria língua ou um escorregão gramatical, como uma má conjugação verbal.

Nessa minha experiência, todas minhas reservas e pontos negativos em relação a língua inglesa se esvaneceram (mas não contra a colonização dos ditos primeiro mundo); o inglês se configura de uma forma diferente da que encarava no Brasil (onde, cá entre nós, não precisaria do inglês at all para comunicação), aqui se configura como um presente, um manjá dos deuses que fazem todos se entender no meio dessa torre de Babel. E é nesse momento que verdadeiramente sou grata por não ser o português no lugar do inglês,afinal assim nosso povo ficaria obtuso linguisticamente, sem motivação alguma para aprender uma segunda língua, achando que o resto do mundo teria de se curvar a nossa soberania linguistica (pensamento esse que seria totalmente equivocado, já que o Português não pertenceria só ao povo da minha terrinha, mas a todo aquele que fala).

Assim, experimentando o inglês no país estrangeiro, encontramos a verdadeira porta das descobertas mais saborosas e intrigantes, que nos motivam a continuar no ‘aperfeiçoamento’ de nossa segunda língua. E aí que eu descubro que em minha vida toda eu estava aprendendo inglês pelo motivo errado.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

um capítulo da eleiçao americana

Deu vontade de bloggar novamente. Estou aqui, numa sala de computadores cheia de espaço vazio e com a revista times do meu lado para fazer um resume de um artigo chato sobre Barack Obama.

Ultimamente minha vida televisiva tem sido mto isso: Barack e Clinton, debates, debates... Sinceramente, náo sei como alguém mais aguenta. Depois desse despejo de eleiçao americana, nunca mais reclamarei da propaganda eleitoral gratuita no Brasil. O caso é que chega até ser divertido as vezes ver a mesma CNN que nao dava espaço para o Obama, que colocava mulher negra pra falar mal dele, agora mostrando a parte bonita dos discursos e uma Senadora cansada de guerra, apelando pra qualquer coisa.

Se fosse americana, claro que votaria pelo Obama. O "change" dele é o único algo de verdadeiramente novo nas campanhas de mesmos políticos de sempre. E ele nao será eleito por ser negro nao, mas por, de longe, ser o mais competente dos 3.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

victoria bug zoo




Mamae brigou tanto por causa dessa foto. Só pq eu tava segurando um escorpiao, ve se pode!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

to be, or not to be

Fico pensando, quando estou hablando outra língua q não o inglês, como perdem os 'native speaker' por conta dessa onde de globalização de inglês. No final, é uma riqueza para nós, não-nativos, falarmos mto bem a nossa língua e a deles, e de quebra ter mais facilidade (lê-se boa vontade) de aprender outras. Verdadeiramente, me sinto mto confortável com minhas raízes e com o que represento nessa sociedade nova: uma moça latino-americana, sem dinheiro no banco e que às vezes esquece q está no Canadá e profere umas palavras em português por aí.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

victoria dia e noite


Victoria de dia



Victoria de noite

Vontade

Que vontade de falar todas as línguas do mundo! Fico assim sempre depois das aulas, principalmente por ter uma grande amiga japonesa que para mim vale ouro. Ela tem 54 anos e tem de passar com alto score no toefl para se tornar enfermeira no Canadá. Fico pensando se não fosse o inglês não teria tido essa extraordinária oportunidade de conhece-la e dividir vida com ela. Como brinco com ela, ela não é japonesa! Tão aberta, comunicativa, além disso super gentil. Hoje levei para a aula algumas fotos que trouxe para o Canadá, mostrei minha família, meus amigos... E refletimos juntas q seja q lugar chegamos temos bons amigos: temos sorte! "we're luck". E posso dizer com todas palavras, sou muito sortuda. Caramba... Faltam palavras.

desabafo de fim de noite fria

Sinto falta de humor negro, de sarcasmo, de música, programa cultural, de falar de filmes alternativos.. De abraçar papai, de reclamar com mamae, de torcer o nariz pra irma.. isso tudo é tao essencial na vida, eu q nao sabia. E agora, eu vivo na faca de dois legumes, logo eu...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Mundo mundo, vasto mundo. Mas mais vasto é o meu coração!

Drummond disse q na petulância da juventude ele proferiu esses versos. Eu, na minha juventude, os reintero: mais vasto é meu coração sim!!! Que está cheio de esquininhas escondidas, cantos inabitáveis, lugares empoeirados. Sinto meu coração batendo, mas o calor não banha minha alma. Ah, saudade essa que me angustia e me tira noites de dormir.

As vezes parece que estou assimilando a nova rotina tão bem. Outras, dá uma dor de cabeça danada e penso que essa rotina não pode ser a minha não. E não é pq estou passando, limpando, lavando, cozinhando... ~E q eu meu combustível é o carinho. Tão vasto esse meu coração...