domingo, 29 de junho de 2008
quero
Inquieta. Inconstante. Impaciente.
Em dois segundos quero que o mundo inteiro passe por mim, me gire de cabeça pra baixo e me faça não entender o que quero, pois quer NÃO querer. Quero NÃO poder. Quero NÃO enxergar. A negação assim, em tudo.
Quero saber, se você soubesse o que eu quero, ainda iria querer o mesmo.
Não tenho ponto de interrogação. Minha questão acabou.
change
Isso não seria um grande caso SE eu não fosse do tipo de pessoa que simplesmente adora o ambiente estudantil. Com isso, não foi por acaso que sem querer querendo acabei optando por virar professorinha. A idéia era correr contra o tempo, virar professora logo, ter carreira e aquela coisa toda. A idéia não mudou, a diferença é que a pressa é inimiga da perfeição. Digo isso principalmente pq me vejo parada, girando em mim mesma a procura de um sentido ou não-sentido pra tudo que se vive. A questão é, já que o fim é inevitável, pq não esticá-lo mais um pouquinho...
O fim da faculdade se dará em breve, mas o breve vai provavelmente (tudo tão imprevisível) durar por mais 6 meses. Depois desse tempo eu coloco o fim a minha fase de fazer nada no país vizinho. Ou não, vou pra outro fazer alguma coisa.
O caso é que enquanto fazia faculdade, apesar de todas atribulações (que não foram pouquinhas, principalmente com a minha mania workaholic), eu sempre queria mais e mais. Agora, fazendo praticamente nada (apesar de ter mto o que fazer), sinto só vontade que isso passe logo... Mas que seja bem passado, com bastante alegria no percurso e aproveitando o que posso do país bege.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
o fim da era de aparelho nos dentes
Com isso, fui ao consultório do dr. Ducan, tudo lilás, bonitinho, moderno, espaçoso. Tudo bem explicado tb, passo a passo, tão bem explicado que já perdia a paciência, só queria saber de tirar a coisa cinza logo. Foi aí que começou o trec-trec, tira aqui, tira ali, uma impressão que meus dentes superiores da frente iriam quebrar com tanto trec. Logo, enfim livre. Fui ao espelho pra fazer algo que nao entendi o que era, mas que por instinto presumi que era pra bochechar. E veio o primeiro sorriso, os primeiros 30 segundos de amor a primeira vista, de encanto e borboletas no estômago: aquela era meu sorriso, então, branco, coeso, charmoso. Sorriso branco. Sem ferrinhos, sem nada para esconder sua forma: um sorriso puro. Não era simplesmente a vaidade nessa vida, era a beleza dessa vida. Era descobrir, depois de tanto tempo, que eu tinha um sorriso, um sorriso só meu, só branco.
Adeus dor, adeus borrachinhas, adeus comida agarrada nos ferrinhos. Agora comemoro o sorriso novo usando fio-dental sem passa fio, mordendo uma maça sem sentir incomodo, sorrindo pra mim mesma no espelho do carro, como se tivesse descoberto em mim mesma algo de brilhante, mas que não é prateado, é dourado.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
ONCE
Nessa música "Falling Slowly" (ganhadora do oscar de melhor cançao 2007), a primeira linha faz todo sentido no contexto, "I dont know you, but I want you...", podemos testemunhar o momento exato em que ele se apaixona por ela.
a blusa lilás
Como nos apegamos fácil a tudo... Mas acho que essa coisa com a blusa é somente por conta do inusitado da cor, como se saisse simplesmente de mim.
vida longa ao chino!
Com isso, estive experimentando umas comidas bem exóticas como indiana, vietnamita, chinesa, japonesa, dentre outras que não irei lembrar, além dos pubs da vida. Apesar de gostar de todas elas, quando penso em comer fora só penso em um destino: o restaurante chino.
Nem ao menos seu o nome do restaurante, sei que fica no Save on Food do início de Victoria West, restaurante bastante espaçoso e frequentando, do tipo buffet livre (pagou, come a quantidade que quiser). Quando vou lá já fico na expectativa de comer o polvo frito a milanesa, camarão apimentado, dentre outros quitutes que nem ao menos tenho idéia de como seria feito. E quando vou decidir junto com amigo aonde vamos comer, repassamos todos os restaurantes que conhecemos de cabeça, pensamos em restaurates novos, mas sempre terminamos no chino!
Bem, hoje eu fiz uma teoria do motivo que sempre me encontro compelida a ir lá. Simples, todo lugar que eu vou e como algo que vejo que possivelmente eu mesma posso fazer, já não sinto tanta vontade de retornar. Deste modo, é no chino que tem os quitutes que não faço a mínima idéia de onde sairam, com qualidade e um preço bem razoável.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Larga tudo e vai!
Quando se pensa em ir pro exterior, um jovem no brasil vai escolher estrategicamente o mes de ferias. Contudo, aqui eles nao entendem pq se fica só um mes no pais alheio e nao ao menos 4 meses.
Alguém vai dizer, ‘a vida no Japao é mto mais estável q no brasil`. Contudo, o q explica os coreanos fazerem isso com uma grande frequencia? O caso q mais me deixou abismada foi a dos irmaos, cujo o mais novo tinha 14 anos, que veio estudar um semestre de inglës aqui no Canadá, deixando de lado o ano de estudo.
Creio que eles tenham me contagiado de alguma maneira q, de algum modo, me sinto inclinada a deixar pra depois a tao sonhada formatura e ir esticando as ferias por aqui, quem sabe por outro lugar...
sexta-feira, 13 de junho de 2008
sentido, vida
Tem horas que sinto tudo pelos poros. Até quando fui pegar a caneta pra escrever agora, olhando as canetas coloridas que costumava corrigir os trabalhos dos alunos, deu uma vertigem. Peguei a caneta pra escrever de um sentimento que veio aqui, se abriu na minha frente como uma caixa de presente embrulhada de verde, o verde que era dele. Eu sinto. Sinto o sol que já desceu, o vento que assobia pelos meus cabelos prendidos na trança mal feita. Sinto a perna esquerda balançando num ritmo, no ritmo das recordações rápidas dos nossos eus embrulhados pelo entendimento de mundo. Somos tão nós, e então, apenas uma vez, eu sinto o eterno que nasceu de nossas memórias. Árvore, nosso símbolo secreto. Música, nossa droga viciosa. Literatura, a nossa revelação. Pra onde vamos nos expandir agora? Eu sinto, sinto um tremor na pele de frio que nos cobre. Daquele frio, o nosso, que foi testemunha fiél do nosso tempo, de tudo que era belo que tentamos construir com palavras enroladas em açúcar e veneno. Um brindo ao verde, verde que será sempre nosso. Verde de grandes esperanças, de apenas uma vez de um infindável dia, do tempo que sonhamos juntos e desejamos futuro.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Porque é primavera…
Olha, estou aderindo a teoria de que o ambiente influencia de forma descomunal as pessoas. Essa tema já foi tratado de forma exagerada (na minha opinião) em O Cortiço, de Luiz Azevedo, onde ele descrevia as pessoas do cortiço como animais, com instinto a flor da pele, isso por serem basicamente miscigenados e morarem em país tropical. Com isso, a família de portugueses que moram ao lado do cortiço acabam por ‘aderir’ a mesma forma de vida, somente por viver perto do ambiente.
Nunca gostei dessa idéia de ‘por causa do clima as pessoas são assim’. Mas agora sinto na pele que o clima pode mudar as pessoas SIM. Com três dias de calor nessa Victoria, a cidade, as pessoas, o céu, tudo parecia outro. É morar em um lugar no inverno e em outro no verão. A primavera é aquele estado indefinido onde as coisas ganham vida e se mesclam com o cinza que já está indo embora. E as mudanças, se sente até na corrente sanguinea...
domingo, 18 de maio de 2008
mudança dos ventos
sábado, 17 de maio de 2008
Da sensibilidade
Por vezes a via chorar, como uma menininha indefesa. Ao perguntar o motivo, os mais banais: uma menina disse que não gosta de mim. Olhava para ela, dava um sorriso que daria para abraça-la inteira e dizia que não devia se importar com essas pequenas coisas.
Na semana passada uma amiga dela morreu. Então, imagina... Sentia ela toda delicada, aqui pela internet. Acabei por ver um video que ela adicionou nos favoritos, sobre a tal menina e não é que lá pela metade me peguei chorando. Chorando por quê: Bem, é dessas coisas, é da sensibilidade... É de sentir o que não é meu, é de sentir o mundo inteiro.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Hey, I think I'm happy
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Obras retomadas
E a vida lilás, agora em versáo feliz feliz, segue sua saga com o objetivo a curto prazo de esticar o visto e a longo prazo de ajustar os motores para uma nova vida, seja ali, acolá, com ele, sem ele ou com todos eles.
sábado, 3 de maio de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
verde
Adoro isso.
domingo, 20 de abril de 2008
A tênue linha
Se para aumentar a fatalidade ou por ironia da vida, o corpo do menino ficou no asfalto das 12h até 17h da tarde. A família, sem notícia. E o celular de Icaro ainda foi roubado. E eu não consigo parar de imaginar a cena do corpo sendo arrastado ali, como se eu estivesse no ponto de ônibus das letras. Acho que Icaro abriu uma janela secreta em mim... E agora eu não sei o que faço com esse anseio de saber qual o sentido dessa coisa toda que achamos que vivemos.
Eu acho que vivo por um dia após o outro e por um futuro que não existe. Eu quero ser feliz, mas não tenho coragem nem de ser adulta, que tipo de pessoa é essa: (uma pessoa que não tem um ponto de interrogaçao no teclado de um computador que pertence a alguém que acha que tudo pertence ao mesmo). Eu só tenho medo de arriscar atravessar a rua. Muito medo, ao mesmo tempo muita confiança. E uma familia chora a morte inesperada de seu jovem. Eu espero chegar aos 90 anos...
I really dont know life... at all.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
perishing...
Now that I'm coming down, won't you be my solid ground?
peçonha!
Não faço a mínima idéia q banda é essa, baixei a música sem querer desde o ano passado e estava cheia de poeira nos porões de musicalidade da minha persona. Casualmente deixei que tocasse inteira semana passada aqui, agora ela não sai das minhas paradas de sucesso.
Filmes baixados e vistos
Aqui vai a lista dos filmes baixados e vistos nesse pc aqui em Victoria até o dia de hoje (sei lá q dia é hoje), com um pequeno comentário:
1- 30 days of night - Apresenta os vampiros sem a parte sedutora. Dá pra levar uns sustinhos.
2- Meu nome não é Johnny - Olha, um filme que mediano.
3- Beowulf - blé, mataram a lenda em pedacinhos, mas não é engraçado como a versão dos Christian Lambert
4- 4 meses, 3 semanas e 2 dias - maravilhoso, divino, fantástico. É um filme romeno e VALE
mto ver. Olha que é só mais uma história sobre aborto.
5- I am legend - A história é tirada de um clássico... Com os efeitos contemporâneos e um ator carismático. Tirando a parte piegas final, o filme é bem interessante.
6- enchanted - Por favor, não riam... Até que eu gostei das musiquinhas.
7- transamerica - MARAVILHOSO. Se entende verdadeiramente porque um pessoa deseja mudar de sexo.
8- tropa de elite - Depois de tanto falarem, resolvi conferir. Bem, eu achei um pouco tendencioso... Mas o que não é tendencioso nessa vida...
9- The atonement - O que tem de mais impressionante é a forma de como a narrativa evolui. Te digo, deixa com a pulga atrás da orelha.
10- the other Boleyn girl (BBC) - Essa não é nova versão, mas uma antiga da BBC. Gostei tanto que nem me sinto tentada em ver a nova.
11- 300 - Essa coisa de quadrinhos cansa um pouco a beleza.
12- La vie en rose - Sensível, interessante, dramático... Mas nao chega a ser imperdível
pra quem nao ta nem ai pra vida da cantora.
13- Shrek III - engraçado, um pouco.
14- Away from her - Drama mesmo. Velhice, doença, esquecimento... Eu gosto desse tipo de filme.
15- Dan in real life - Atirei no escuro, acertei no que não vi. Um filme gostosinho de ver.
16- No country for old man - Prepare-se para carnificina e seja feliz!
17- There will be blood - Não tão bom quanto o anterior... De fato, eu achei até um pouco chato.
18- Sweeney Todd - Uma história qualquer com roupagem de Tim Burton. Chato, massante, cansativo...
19- 4 weddings and one funeral: Uma comédia romantica de 1994, que na época não suportei ver. Agora, pareceu ter mais sentido. Boa sessão da tarde.
20- Pulp Fiction - UAU, girl you'll be woman, soon...
21- Of mice and men - eu tava lendo esse livro (otimo, clássico da literatura norte-americana), e aí resolvi baixar o filme. A melhor atuaçao de john malkovitch!
22- Charlie Wilson's war: chato e tendencioso, EUA sempre bonzinho.
23- El orfanato: sustinhos garantidos, ainda mais vendo a noite numa grande casa vazia com o ranger de vento la fora. ui ui ui
24- Saneamento basico: bah, ri mesmo.. simples o filme, mas eu gostei.
25- The bubble: bom o filme, mas o final me chateou profundamente.
26- The Da Vince Code: ble, joga fora no lixo.
27- Love in Time of Cholera: ai, sinceramnete, achei super chato... mas tem uma fotografia
bonita. Isso explica pq Gabriel Garcia Marques demorou 3 anos pra dar o direito do livro
28- Zodiac (new): eu ja tinha visto o antigo, nada de novo a ser adicionado.
29- Wristcutters A Love Store: (um daqueles filmes alternativos que o Italiano não gostaria). Gostei dos personagens, da simplicidade de tudo e do inusitado de se tratar de limbo para suicidas condenados a viver uma vida 'na mesma'.
30- Silent Hill: A história é interessante, o filme: fraco.
31- Baixio das Bestas: nossa, leve o nome em consideraçao... é forte.
32- Across the Universe: aiii, eu queria tanto q fosse bom... mas eh chatinho, sem
sentido. Bom so pelas músicas do Beatles (e qdo ver presta atençao no 'wanna hold your
hand', achei o maximo ahauha)
33- Dreamgirls: olha, repete o q ja foi dito, mas tem ritmo.
34- Thirteen: Uma versão light de Kids: menina destranbelhada que leva a mãe a loucura... acho q meninos vao gostar mais de ver esse filme.
35- The Devil Wears Prada: ahh, eu vi so de birra! e eu gostei viu.
36- Walk Hard - The Dewey Cox Story: MUIIIIIIIIIITO BOMMMM! Ri q me acabeiiii, foi o unico q voltei cena pra ver de novo.
37- Shopgirl: Bonito filme... História de amor diferente.
38- August Rush: Tem cenas interessantes, mas no total é piegas e chato.
39- O Homem do Ano: Punk, gostei dele...
40- The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford: extremamente chato.. morram os dois!
41- Bee Movie: perda de tempo (mas ontem ouvi q as abelhas estão realmente em perigo).
42- Turistas: História de terror de quinta categoria. Se falam mal de Rio, de brasileiro, etc não interessa, afinal ninguém vai levar esse filme a sério mesmo eheheh.
43- Lars and the real girl: Um dos melhores filmes vistos: sensivel, inteligente, foi um tiro no escuro dos mais agradaveis.
44- Persepolis: Uma graça! E olha que é um filme q trata de tema pesados como o que acontece com os opostores do regime no Irã e papel da mulher.
45- Jane Austen book: Se gosta muito de Jane Austen, então veja.
46- Before the Devil Knows You're Dead: Hardcore... Ótimas atuações e brincadeira com o tempo cronológico do filme.
Suficiente por hoje! ;)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Uma parte de mim
Por exemplo, nesse axato momento, aqui numa tarde monótona e bonita no canadá, enquanto faço um bolo no qual esqueci de colocar farinha (e irei descobrir o quanto isso é importante em um), converso com o Italiano (da quinta) e por isso me atento a postar essa nota de lembrança a mim mesma de como é bom escrever um blog (embora nao deveria ter nota de lembraça, já que é bom). Então, fico preocupada pq está na hora de tirar o bolo do forno, o Italiano me pergunta sobre minha pequena compulsao em baixar filmes e eu me impolgo escrevendo aqui.
Em suma, vou tentar manter viva essa parte de mim, como aquela historia de manter a criança dentro de nós.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Globalização e a distância humana
Contudo, o que se pode contastar é que com mais tecnologia, com mais globalização, mais distancia se averigua. Ou poderiamos dizer que quanto mais globalizada a pessoa ou família é (leia-se com recursos finaceiros), mais a distância se instaura em seu cotidiano. Como exemplo, podemos pegar a configuração da casa, cada um com seu quarto, televisão, dvd, mp3 e laptop, cada um com seus horários para refeição de acordo com a badalada agenda, até os carros são desenhados para privilegiar a distância entre os passageiros, como nas famosas peruas que os nortistas tanto adoram. Todos no compasso de um grande ditador invisível, celebrando o individualismo e o consumismo de forma bárbara.
Essa, na minha opinião, é a verdeira invasão bárbara: o momento em que as famílias não se reunem para o almoço ou para o passeio de final de semana, quando todos estão cercados de compromissos e distrações on-line, atados a programação da tv a cabo ou sintonizado frenéticamente na música do mp4. Neste momento não há diálogo, troca de idéia, demonstração de sentimento, fomentação da crítica ao mundo que vivemos, celebração de momentos puros e bobos da vida cotidiana. Isso sim é perder a luta para um gigante chamado indiferença e que vem diretamente atado ao sistema economico do nosso querido mundo globalizado: o capitalismo.
Para Marx os detentores de poder tinham os intrumentos e a classe operária a força de trabalho. Agora, os detentores de poder têm a globalização e a classe operária só quer estar dentro do processo que vê passando na televisão. O ricos continuam ricos celebrando seu individualismo, a classe média (classe essa mais indefinida que o tom de verde do mar Tailandês) perseguindo o sonho de ser globalizada, classe pobre querendo ser classe média e a classe miserável querendo não passar fome.
No final, todos perdem nesse processo de globalização do individualismo, principalmente os mais privilegiados que tantas vezes não têm o verdadeiro prazer de se preencher com o processo de Ser humano.
terça-feira, 4 de março de 2008
Globalização Linguística
O caso é que é óbvio para nós as facilidades de se ser um canadense, o privilégio de se ter o inglês como primeira língua e ter um passaporte que permite ir a todos os cantos civilizados do mundo. No entanto, quando vamos analisar de perto a questão, vemos que somos nós que sabemos falar no mínimo 2 línguas, que saímos de nossa cultura para enfrentar outra e enfrentar o desafio de ter de comunicar com o inglês ( e esse desafio triplica quando lidamos com telefonemas): por mais que possa ser fluente, não tem nada como o conforto da nossa primeira língua.
Deste modo, com esse contexto que se configura, não é difícil libertarmos o inglês do mito do falante nativo e nos comunicarmos com nosso inglês-brasileiro, inglês-japonês, inglês-koreano, dentro outros, dentro dessa ilha de Vancouver. Não tem mensagem que não fique clara ou mensagem que fique confusa, é a arte da palavra fluindo naturalmente em nosso meio, independente de eventuais barreiras de vocabulário ou estrutura. As eventuais dificuldades que se estabelecem não são diferentes das vezes que esquecemos uma palavra para melhor nos expressar em nossa própria língua ou um escorregão gramatical, como uma má conjugação verbal.
Nessa minha experiência, todas minhas reservas e pontos negativos em relação a língua inglesa se esvaneceram (mas não contra a colonização dos ditos primeiro mundo); o inglês se configura de uma forma diferente da que encarava no Brasil (onde, cá entre nós, não precisaria do inglês at all para comunicação), aqui se configura como um presente, um manjá dos deuses que fazem todos se entender no meio dessa torre de Babel. E é nesse momento que verdadeiramente sou grata por não ser o português no lugar do inglês,afinal assim nosso povo ficaria obtuso linguisticamente, sem motivação alguma para aprender uma segunda língua, achando que o resto do mundo teria de se curvar a nossa soberania linguistica (pensamento esse que seria totalmente equivocado, já que o Português não pertenceria só ao povo da minha terrinha, mas a todo aquele que fala).
Assim, experimentando o inglês no país estrangeiro, encontramos a verdadeira porta das descobertas mais saborosas e intrigantes, que nos motivam a continuar no ‘aperfeiçoamento’ de nossa segunda língua. E aí que eu descubro que em minha vida toda eu estava aprendendo inglês pelo motivo errado.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
um capítulo da eleiçao americana
Ultimamente minha vida televisiva tem sido mto isso: Barack e Clinton, debates, debates... Sinceramente, náo sei como alguém mais aguenta. Depois desse despejo de eleiçao americana, nunca mais reclamarei da propaganda eleitoral gratuita no Brasil. O caso é que chega até ser divertido as vezes ver a mesma CNN que nao dava espaço para o Obama, que colocava mulher negra pra falar mal dele, agora mostrando a parte bonita dos discursos e uma Senadora cansada de guerra, apelando pra qualquer coisa.
Se fosse americana, claro que votaria pelo Obama. O "change" dele é o único algo de verdadeiramente novo nas campanhas de mesmos políticos de sempre. E ele nao será eleito por ser negro nao, mas por, de longe, ser o mais competente dos 3.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
to be, or not to be
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Vontade
desabafo de fim de noite fria
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Mundo mundo, vasto mundo. Mas mais vasto é o meu coração!
As vezes parece que estou assimilando a nova rotina tão bem. Outras, dá uma dor de cabeça danada e penso que essa rotina não pode ser a minha não. E não é pq estou passando, limpando, lavando, cozinhando... ~E q eu meu combustível é o carinho. Tão vasto esse meu coração...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
previsao do tempo: neve
Chegando em casa, fui me preparar para sair com os amigos aqui, trocar de roupa e comer algo. Quando estava já com a roupa trocada, alimentada e pronta para sair, eia que ouço um barulho bastante estranho (tec tec tec). Entao penso "seria neve:", entao, qdo vou para a rua vejo q verdadeiramente era neve, ou melhor, nao neve ainda, mas uma precipitacao em granizo. Em seguida começou a aumentar e aí sim, se tornou neve. Qdo saimos de casa a estrada tava tomada, carros enguiçando, engarrafamento, aquele cenário de caos. E eu adorando, tirando fotinhas pespirica da vida. E pode me chamar de matuta, babaquara, o que for... Mas que eu fiquei feliz com a neve, ah fiquei.
Segunda, no curso, todos perguntaram da neve, se tinha visto, o que achei.. etc etc etc. Ai ai, essa vida de turista tropical, nao tá mal não.
sábado, 26 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Adaptação
Bem, eu sinto em relacao a cidade, que eh uma cidade boa de viver. Contudo, quando penso em familia, amigos e agregados... Ah, por mais violenta, suja, agitada que seja o Rio se torna a melhor cidade de se viver no mundo. Uma explicaçao para isso eh o fato de eu ser LATINA e os laços fraternos importarem mais que outra coisa. Entao, isso quer dizer que preciso de mais laços fraternos na nova cidade para que me sinta totalmente adaptada a ela. Aí eu poderei dizer que me sinto totalmente adaptada a Victoria, e nao que estou em adaptacao... Que me sinto em casa.
sábado, 19 de janeiro de 2008
As incriveis aventuras culinarias de Fahmelie
Bem, primeiramente, ando me sentindo a verdadeira Amelia de tanto q cozinho. Hoje mesmo acordei 7:30 da manha, upei da cama as 8h e la estava eu procurando algo de novo para fazer de cade da manha. Lembrando das terras tropicais, fiz uma vitamina com banana, laranja e maça e um pouco de leite. Ficou uma papinha de nene ahaha. O unico problema eh q ficou FRIO!!! Bem, tenho de pensar em alternativas mais calientes.
Logo que terminei comecei a pensar no frango que deixei descongelando com o intuito de fazer um frango ao forno. Temperei com uns temperos estranhos (no estilo sai-tacando-tudo), deixei assim por 2h e coloquei as batadas no fogo (ao vencedor as batadas). Inicialmente minha intençao era cozer a batata no forno tambem, contudo, por ter cozido demais na panela tive de reinventar e fazer um pure que ate que fez sucesso posteriormente.
Mas vamos por partes, o frago! Coloquei no forno, mto insegura do que ia acontecer com ele, mas graças a mamae q estava ao vivo no msn pude ter mais segurança em relaçao a aquilo que estava fazendo. Depois de mtos minutos fui reparando qto estava ficando bonitinho o frango... Ainda bem!!! E entao me inspirei para fazer uma salada, tambem sem saber por onde começar, logo resolvi pegar um tomate, um alface um pepino, achei suficiente para uma salada; lavei bem, mas e o tempero?? Tive de perguntar, como sempre, entao me dei conta que na geladeira existia 1001 condimentos para salada, o dificil foi escolher um, a tatica adotada: o olfato. Feita a salada, fui para o pure, cortando cebola e cebolinha, alem de esmagar a batada (com a mao mesmo) e colocar manteiga e um pouco de leite, pronto, ficou supimpa!
Para terminar, cozi umas cenouras para encrementar o cardapio de forma saudavel e pratica. Olha, vitamina E faz bem nesse friiiiio. E no final o cardapio ficou: arroz de ontem, frango ao forno, pure de batada, salada com um molho abobora, cenoura cozida e ta bom neh? Pra sobremesa, descasquei umas laranjas e piquei umas maças, toque dos tropicos :P Ficou mto bom o resultado...I liked a lot! E o povo tb.
Em breve, mais um boletim culinario com a aprendiz mais desajeitada da america do norte aahahha
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Minha vida alimentar
No mais, vou me adaptando alimentarmente aqui. A rotina da casa que estou eh bem diferente da minha, isto eh, nao tem ngm governando a cozinha absoluto, todos sao donos e todos tem de cuidar, logo, eu tenho de cuidar da minha propria alimenta;ao a bel prazer e ainda cuidar da alheia, ja que ainda nao estou indo pra escola.
Totalmente sem criatividade culinaria que sou para mim ja se esgotaram as receitas: carne moida, frango cozido, carne cozinha e… o que mais? Aceito sugestoes e receitas a posto!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Extravagancias orientais
Agora, nao posso deixar de falar de como a cultura oriental esta presente nessa cidade. Por todo o canto se ve orientais, tem um portal oriental. Eu mesma conversei com uma chinesa mto fofa, da minha idade, toda sutil e delicada. Os orientais sao distantes mas sao mto gentis.
Aproveitando, hoje o almoco foi em um restaurante do tipo `pague e coma quanto quiser` (all-you-can-eat restaurant). O detalhe eh q eu comi ate quando eu nao quis mais! Polvo frito, sopa de soja com carne de sojja (???), camarao apimentado, cogumelos (???), yakisoba mais gostoso q ja comi na vida... E com direito a velhinha falando chines na mesa ao lado.
Depois disso fui dar minha voltinha pelo centro da cidade, pelo parlamento (eta lugar bonito), pelo cais e, eh claro, nao podia faltar o shopping (bem quentinho), observando as lojas, como as pessoas compram aqui (e como compram), andem por Douglas e Goverment quase toda, andei, vi pessoas pedindo moedinhas (tem ate aqui!), e um rapaz me pediu moedinhas no ponto de onibus. Eu dei sorriso sem gra;a e disse q nao tinha, parti para outro ponto.
Aqui a vida eh friamente confortavel.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
oh, my life!
Sinto no tudo muito novo e no tudo muito igual. Não consigo me impressionar só pq todos falam ingles o tempo todo ou pq as estradas sao largas os motoristas respeitarem os limites de velocidades, todos com seus carrões de babar. E ai daquele que não der passagem para o onibus quando ele jogar seta: multa na certa. Ah, e os onibus? Beeeem quentinhos, vao pispiricos pela cidade a fora: sao vermelhos, de assento azul, confortáveis e vc aperta a cordinha sentando.
Aqui, quando chove (algo q não é difícil acontecer) as pessoas andam na chuva. Até agora vi um ou dois guarda-chuvas por aí. E olha que chove bastante. Tipo, chove, pára, faz sol, chove e faz frio o tempo todo. Mas é um frio gostoso, não é insuportável não. Mas pra precaver eu ando sempre cheia de casaquinhos. Agora mesmo estou com 3 mais a jaqueta por cima.. e tem o cachecol e as luvas e toca, que não podem faltar na composiçao do look: estou me sentindo mto fashion e gorda com tanta roupa. Agora mesma, por uma coincidencia, a combinaçao é basicamente bege: minha vida bege no Canadá :P
As cores que simbolizam o Canadá sáo justamente vermelho e bege. E nessas cores é que minha vida lilás se colore agora: a paixao da vida nova com a serenidade da rotina gostosa.
Me sinto mto previlegiada de estar aqui, de conversar com as senhoras da vizinhança, de conhecer novos costumes (apesar de pra mim nao serem tao novos assim), de ver novas paisagens e de novas chances profissionais. Creio que na nossa vida a gente sempre precise disso: novos ares. E nao hà um aqui q nao admire a minha "coragem". Eu não chamaria isso de coragem, é um espírito, uma arete (grego II!!!) que faz parte de mim.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008
Estou partindo
Malas prontas: 3:40h GIG-GRU e depois o infinito e além. 2ªf eu chego lá!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
conclusões vindouras
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
retrospectiva
Este ano começou e terminou com problemas de computação. No final do ano retrasado adquiri esse meu novinho, todo bonitinho e etc por conta do apagão do velhinho anterior. Agora, depois de um ano na lida, o defeito dá o ar da sua graça... e aí que me fez enxergar perfeitamente os ciclos que é feita nossa vida.
O ano trouxe muitas novidades: trabalho, pela primeira vez, além de um gosto extremo ela pesquisa. Trouxe junto pensamentos novos, inovadores (pós-modernosos:P), mas principalmente pensamentos de paz interior, buscando alcançar uma certa felicidade na trivialidade do dia-a-dia. E te digo, até nos dias mais sofrentes me encontrei com a satisfação.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Músicas "achados" do ano
5) Quantos Beijos - Grupo Rumo
É tão boa, tão boa que dá vontade de viver a situação só pra cantar a todos pulmões. Descobri essa música logo no início do ano, confahbulando com um amigo que me mandou a música "Esboço" do Grupo Rumo e foi tão interessante a conversa que resolvi pesquisar mais e desvendar essa pérola.
4) Isee you, you see me - The Magic Number
Uma grande descoberta graças a uma nova grande amizade ('braços fortes'). Passei a gostar de quase tudo de The Magic Number, a banda dos gordinhos com baladinhas gostosas demais de se sentir.
3) A Pedra Mais Alta - Teatro Mágico
Esta música vai representar a totalidade de músicas que muito me apetecem do Teatro Mágico. Grupo pra mim revelador, revelador de mim mesma. Há controvérsias sobre ele, que seja pseudo alguma coisa, que é estranho o cara se vestir de palhaço e ter um 'trupe' ao invés de banda, contudo é só se deixar ir, o ritmozinho é dos encantadores, não é?
2) River - Joni Mitchell
Bem, está daí já é consagrada e merece desfilar entre as revelações musicais do ano porque foi a emoção em notas musicais para mim. "Big Yellow Taxi", "A case of You", "Both sides Now" são as prediletas. Mas é "River" que acompanha os momentos mais complicados.
1) The Blues are Still Blues - Belle and Sebastian
Coloco esse clip pq meu predileto de todos (If she wants me), não está disponível em um clip legal. Também tem "Funny like a little frog" que simplesmente A-M-O, contudo já coloquei esse clip aqui e se colocar de novo ficarei viciada e verei sem parar! Descobri também graças a Mariana, e as músicas falam basicamente de relacionamentos: platônicos, aleatórios, que não dão certo: just like me!
----> Importante dizer que essa numeração não significa uma ordem de prediletância, mas de conhecimento da devida banda/música. E no mais, espero que Thathá não ache meu gosto musical ruim :PPP
Frase do Dia
Gustave Flaubert
(1821-1880)
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
conclusões natalinas
Ainda bem que não fiz tempestade em copo d'água e nem quis morrer. Simplesmente deixei passar a trovoada e um ano depois sinto um alívio do tamanho do céu em ver as coisas dando bem, bem certinho.
Assim, adoro Natal.
(só falta o bendito!)
domingo, 23 de dezembro de 2007
muita fahdiga.... muita satisfahção
No sábado, aventura! Lív Mary e eu fomos para casa do Thi em Nova Iguaçu. Por uma fahtalidade do destino pegamos o 'parador', q fez um tour por toda baixada fluminensa. Passamos desconsoladas por São Jão de Miriti e descobrimos o que significa o termo 'cidade feia' - esta conseguiu a proeza de ser feia do início ao fim, cada centímetro, não se escapou nada. Então, depois de muiiiiito tempo, chegamo a Nilópolis (da beija-flor), a coisa foi melhorando... Só depois de muiiiiiito tempo chegamo a Mesquita e rapidinho a (urrul) Nova Iguaçu. Detalhe é q desde a Av. Brasil eu estava com a bexiga cheia, que ao chegar ao destino estava do tamanho de uma manga rosada. Entramos num shopping mal-assombrado e pude me considerar o ser humano mais feliz do mundo.
Finalmente, choupana do Thiiiiiii. Ficamos lá, jogando conversa fora (como a gente gosta disso), vendo as fotos dele, e eu fiquei babando pela estante de dvds dele, organizado em ordem alfabética e vimos um seriado (will & Grace). Andy chegou, uma persona que pouco tive contato, mas quando a gente se junto difícil separar pq a conversa não pára. Logo fomos para o tão fahmoso restaurante japonês que o Thi comenta desde que o conhecemos na faculdade. Fiz a descoberta da minha vida: A-DO-RO peixe cru! Comi tanto, tanto... e no final estava comendo com os pauzinhos e sem o elástico na ponta. Mto salmão, atum, aqueles rolinhos que esqueci o nome e pra terminar, hot philadelfia. Oh vida, meu negócio é mesmo culinária japonesa e eu não sabia!!!
Curiosidade: O natal passado
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
São eles...

Porque eles são o início de tudo. Por serem o início, eles são os únicos previlegiados que serão meu melhor motivo sempre. Melhor motivo pra estudar, pra emagrecer, pra ler os melhores livros, pra não escutar funk (:P) e pra tentar ser algo nessa vida aleatória. São o caso de amor eterno, que tem minha fidelidade até o fim.
Pegam no pé, puxam orelha, espantam pretendentes, criticam amigos, e ainda assim conseguem ser das melhores personas da minha vida. Isso sim, é uma proeza.
Fazem a vida lilás, lilás... E nem se dão conta.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
O dia em que esqueci do dia
Ai, minha vida!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Reconhecimento da música
Peguei os CDs de música clássica do papai (que adorava quando ele escutava domingo pela manhã), e arduamente comecei a peregrinação. Não achava nada de interessante para o que tinha em mente (algo leve, como entrando em um mundo de sonhos, no qual se admiraria um figura feminina delicada e sedutora). De repente, em uma gravação ruim, escuto "Un di, felice, eterea" e aqueles acordes me petrificaram e arrancaram de mim o mais prazeroso sorriso. Gostaria tanto de usá-la, mas sabia q não era a adequada. Continuei a busca, até que achei uma bastante agradável e que arrancou admiração de todos por ter sido tão perfeita na apresentação.
Até hoje me arrepio como da primeira vez que escuto a música. É algo como encontrar o amor da sua vida e ter certeza disso, e surgirem borboletas no estômago.
domingo, 16 de dezembro de 2007
danceteria
sábado, 15 de dezembro de 2007
Un di, felice, eterea
Un di, felice, eterea
Amavelmente linda... Forte, arrebatadora. Sinto-me assim.
Original Italian | English Translation |
|---|---|
Un dì, felice, eterea,
Ah, se ciò è ver, fuggitemi, |
That day I've never forgotten,
Love, I fear, can never be, |
Divagações sobre música
É normal julgamentos de um e outro sobre música adequada, mais bonita. Normal a cara feia pro batidão e a cara de 'que chatisse' pra música clássica. Acho q as pessoas q têm mania de fazer isso permanentemeente não param para pensar no que aquele ritmo pode dizer para o outro. Fico aqui escutando minhas musiquinhas, imagino que talvez nem as escutasse se não tivesse a vida que tenho, e talvez por ter me mudado tanto eu percebo facilmente como esse processo se dá. Daí que gosto de experimentar coisas diferentes, ritmos e cores na própria música, além da poesia.
A música é essencial pra desautomatização da vida (já q esse blog é basicamente sobre isso, ou deveria ser), sendo ela um ritmo previsível ou não, animado ou triste. Nos momentos de solidão e que quero extravasar a dor nada melhor que Joni Mitchel com "River"; nos momentos de discontração, pq não "Girls just wanna have fun". Quem sabe nos momentos de libertação "It's Friday, I'm in love" do The cure. Nos momentos de amor, "You make me feel like a natural Woman", da Aretha Franklin. No domingo pela manhã: Vivaldi. Nos momentos de revolta, "The sound of silence". Nos de desilusão "Ouro de Tolo". Nos momentos de nada pra fazer "Brasileiramente Linda". Quando quero lembrar de algo do passado "Quantos beijos" do maravilhoso Grupo Rumo. Para pensar no futuro Teatro Mágico "A Pedra Mais alta". Quando fico perplexa "Smoke and Ashes" da Tracy Chapman. Quando quero um bom ritmo "Latest Trick", Dire Straits.
E percebe-se como eu sou quem eu sou através das músicas: jovem de 22 anos, do terceiro mundo, com um gosto não muito popular, mas tb nada cult. Bem aleatório, leve... como uma onda no mar.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
a verdade é completiva
Depois do susto, da prova, fui fazer a inscrição pra monitoria...ficar esperando 2h para perceber que a professora estava ocupada demais para fazer a reunião hoje. Em seguida sair correndo para a reunião na Mudes, pegar chuva, sol... Desisti de guarda-chuva, vai chuviscando na chuva, a chuva me chuviscando inteira. Bom que assim me sinto de alguma forma na natureza e de certa forma totalmente integrada a poluição da cidade caindo nas gotículas de chuva.
A cidade anda tão cinza, tão concreto, tão pesada. Daqui a pouco ela cai. Cai aqui na minha mão.
"e o que vai ficar na fotografia...
Esta música fala do que verdadeiramente importa: momentos inesquecíveis, coisas bobas, a simplicidade do carinho e a fotografia que registra e marca tudo isso.
Avaliação final projeto PASS 2007/02
Sinto-me lisongeada por ter feito parte dessa equipe. De impressões finais tenho a passar que só cresci com esse grupo, trocamos experiências significativas e piadas inesqueíveis (além das mimicas de hoje). Creio que o sorriso e a cordialidade de todos vão além de superficial e tocam o coração, tocam o âmago lá dentro, de juntos termos feito um ótimo trabalho... De junto sermos uma EQUIPE, que apesar das diferenças de personalidade, de horário e de estilo somos uma equipe unida.
O projeto nos ofereceu LIBERDADE, acima de tudo, de passarmos o conteúdo que queríamos, dentro da metodologia de construção de aprendizagem. Muito mais que aprendizado construimos maravilhosas amizades (braços fortes que o diga), e consolidamos as já existentes (Tex, love you).
E o que vai ficar na fotografica não consegue dar conta de nossa satisfação, apesar de estarmos todos cansados e loucos para entrar de férias.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Valeu a pena, ê ê
Hoje, na formatura deles, foi muito precioso vendo eles vindo dar abraços, beijos, carinho de verdade, sabe. Alguns com carinha de triste ("não vou mais te ver professora"), outros simplesmente satisfeitos e felizes. Maravilhosa foi a imagem que fizeram de mim: "a professora mais meiga de todas" (fora os 'justamentes', 'pessoas' gritados da platéia). "Fico muito lisongeada", comecei meu breve discurso. Na verdade deveria ter dito que fiquei muito desconcertada.
Confesso que em nenhum momento tinha pensado que iria 'sofrer' tanto com o final do curso. "Sofrer" por não tê-los mais, toda 3ªf e 5ªf... Com aqueles olhares curiosos, os deboxes característicos, o abraço e o agito todo.
Ao final, preparam uma surpresa para os monitores, falando de suas características (nem preciso dizer que o 'justamente' e 'pessoas' também entrou, além de ressaltarem a questão da suavidade da minha personalidade). Depois disso cantaram "Pescador de Ilusão" do Rappa. E com aquelas vozes juntas, cantando com vontade, ao observar um aluno 'durão' que tentava evitar as lágrimas de cair, foram as minhas que rolaram com toda força do mundo.
Um dia chuvoso no Rio. Depois de 3h de engarrafamento, tendo de estudar para uma prova fahtal amanhã, a recompensa foi que verdadeiramente, cada segundo com esses meninos valeu a pena:
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
oh, canadá
Até agora não comentei aqui EXPLICITAMENTE a minha intenção mais que forte de ir ao Canadá (passagem marcada para o dia 26/12). Mas a ansiedade é por esse visto que NÃO SAI. Até 6ªf sai... (e daí o medinho aquele de 6ªf).
Depois de sair o visto, milhares de coisas para organizar, inclusive decisões importantíssimas quanto o destino do próximo anos.
Oh, Dickens, isso sim são Great Expectations.
subordinada
Por mim, faço o curso de novo. Pra que passar assim? Não vejo motivo, sabe. E semestre que vem promete: monitora não mais voluntária, agora remunerada. Mas sinto isso como se não fosse meu. Sei lá. Ando vendo o lado pessimista de tudo. E sempre que peço, clamo, me ajoelho por um sinal... Tudo me faz ficar longe daqui.
No caminho pra casa, dois acidentes. Eu vi um corpo no chão. No chão quente, atrapalhando o trânsito. Como um pacote flácido, como diria Chico. Eu vi o corpo e só pensava no calor. Seria isso insensibilidade? Parece que não tenho mais capacidade pra pensar questões profundas: tudo se foi com ‘to the lighthouse’.
Virgínia, me ajude! – logo vc que virava os períodos de cabeça pra baixo, esquecendo do ponto final. – ai, subordinadas!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
fim
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
do sentido agora
Não se tem de arrumar a papelada, lavar a louça imediatamente e ainda se pode escutar alto aquela música q todos acham chata (pq não gostam da música). É pensar em voz alta, ler Wilde em voz alta, chorar revendo vendo o filme preferido pela trocentésima vez e não fazer nada: ficar parado, embaixo do ventilador, pensando na vida, filosofando com as paredes cor de gelo.
A sensação que tenho é que às vezes só o vazio pra nos preencher por inteiro. Me sinto um copo meio cheio de mim. E aí é que bate a vontade falar com o outro e... venho pro blog e escrevo alguma coisa trivial.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Sentimentos passados e futuros
O caso é que depois de 4 anos, 2 universidades e o mais do mesmo (apesar de ser mto diferente), cansei um pouco. Cansei de ficar numa sangria desatada, vivendo numa automatização tremenda, deixando de cultuar as coisas belas e bobas que tanto vivenciava antes de tudo.
Acabou a poesia, já não me expresso como antes, nem tenho planos de escrever os contos como tinha antigamente. De certa forma, parece q emborreci, mesmo sabendo teorias aleatórias literárias, lingüísticas, menos as sintáticas.
Sinto algo como, não quero me formar, quero ser feliz. (tá bom, me formar fará parte da felicidade, mas não é TUDO na vida).
sábado, 8 de dezembro de 2007
everything I own
Aproveitando o gancho do post anterior, achei aqui esse video bem interessante de uma apropriação da música "Everything I own", por um cantor mineiro e imagens do céu de suely. Gostei mto da seleçao de imagens e achai bastante conveniente a versão.
Creio q a beleza está na conjunção de onde vem com a finalidade.
O bom é q dá pra sentir mais sobre o que trata o filme.
"qual a passagem que a senhora tem pra mais longe"
céu de suely
Este filme é mto especial. Creio q essa abertura seja uma das mais belas q eu já vi em termos cinematográficos. E foi inesperada. O tipo de filmagem, as imagens, a música, as coisas se combinam. Aí está a origem da problemática do filme mostrada de forma bem bonita. A música, uma apropriação do estrangeiro, compõe de forma bastante adqueda o lugar, a história, ajuda a situar.
Curiosidade é que o filme iria se chamar "Rifa-me", contudo, ao ser traduzido para o inglês traduziram para "Suely in the sky", em referência a música dos Beatles. Então, acabaram por trocar o nome original e ficou: O céu de Suely. Adoro esse nome. E só por conta dele q baixei o filme.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
e eu não sei o q fazer
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
WAR in Rio

seria mais engraçado se não fosse tão cruel.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Vitaminas
O que era curiosidade se tornou algo interessate. Achei esta tabela falando dos alimentos e vitaminas, além dos benefícios, e até que deu vontade de comer cenoura crua.
ok, eu sei que isso é extremamente passageiro, mas vale a intenção (e uma possível mudança de hábito).
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Mercy, mercy me
Decisões
E tenho dito.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Perdição
Quem vê pensa q não tenho nada pra fazer jogando esse trequinho...
















