quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Referencial
"(...)Se alguém duvida de que esta entidade chamada 'a ciência' hoje possui uma autoridade maior do que a da pitonisa de Delfos, pode considerar um único fato. Experimente dizer em um jantar qualquer que o Sol gira em torno da Terra. Você será chamado de palhaço e idiota. Agora, todos vêem, todos os dias, o Sol dar a volta no céu. Todos vêem, todos os dias, a Terra paradinha onde está, e o Sol se movendo. 'Ah, mas isso é só uma impressão.' Não é não. Você não aprendeu na escola que 'o movimento depende do referencial'? "
Com essa essa tirada colocada alfinetantemente pelo seu Italiano acabou por me render um daquelas caras de 'ih, me pegaram'.
Nada é relativo ou a ciência não é por si dona da verdade?
Há a tal verdade relativa? Ou de relativa a verdade não é nada?
Relativo não foi pois criado por nós como desculpa para as nossas próprias constações que não podem ser provadas?
Estou com um nó. Esse nó não é nada relativo. Mas o referencial é o blog do Tiago :P
Ah, estou gostando disso...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Gosto de boas lembranças, acordar tarde pensando no sonho que tive por horas a fio, admirar o vento batendo na testa, ver riscos de cores quando fecho os olhos, gastar tempo na biblioteca e na locadora e na pracinha, no cinema e andando na tarde fresca e de porquês inexplicáveis, sucos de uva e laranja, e de goiaba (só a fruta).
Não gosto de calor, ventiladores e ar-condicionado, lugares barulhentos, músicas altas demais o tempo todo, televisor ligado o dia inteiro, cinzeiro, fumaça, copos na beirada da mesa, comida na mesa do computador, falta de cantigas de roda, a falta de pessoas, olhar inquisidor, suco de goiaba e festas de aniversários.
by George Michael
Let me tell you a secret
Put it in your heart and keep it
Something that I want you to know
Do something for me
Listen to my simple story
And maybe we'll have someting to show
You tell me you're cold on the inside
How can the outside world
Be a place that your heart can embrace
Be good to yourself
'Cause nobody else
Has the power to make you happy
How can I help you
Please let me try to
I can heal the pain
That you're feeling inside
Whenever you want me
You know that I will be
Waiting for the day
That you say you'll be mine
He must have really hurt you
To make you say the things that you do
He must have really hurt you
To make those pretty eyes look so blue
He must have known
That he could
That you'd never leave him
Now you can't see my love is good
And that I'm not him
How can I help you
Please let me try to
I can heal the pain
That you're feeling inside
Whenever you want me
You know that I will be
Waiting for the day
That you say you'll be mine
(...)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Nota de pé de página
Agora toca 'refrão de um bolero' na minha rádio predileta... É, querem acabar com meu coraçãozinho.
Nota do pé do pé da página: fiquei sabendo disso agora mesmo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
All we need is love...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
A gente vai descobrindo... Ou não.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
Kong brilha nas telas

Palmas, palmas para o melhor Blockbuster do ano. Sim, o rei, o tal grandalhão da floresta: KING KONG é o melhor filme comercial do ano. Peter Jacksone seus 20 milhões de cachê têm todo o mérito por essa embriagante saga da loirinha indefesa na ilha isolada juntamente com dinossauros, insetos gigantes (com direito a vermes malditos) e, é claro, o carismático Kong.
Indubitavelmente é o Kong a criatura mais dócil e amável do filme, mesmo com seus mais de 7 metros e atitude um pouco assustadora às vezes. A química dele com Naomi Watts é algo que sentimos cá na poltrona; e no meio da barulheira e correria vemos como o animal ‘irracional’ tem apego pela sua querida e, mais do que isso, uma paixão que vai leva-lo a persegui-la por todos os cantos.
O interessante é que no meio de tanta ação a comunicação entre Kong e a mocinha era basicamente por gestos, sem nenhuma palavra, só pelo olhar (como era de se esperar), contudo não deixou de preencher a tela de ternura. O par romântico oficial seria Naomi e o pianista (aqui no filme roteirista) Adrien Brody, mas o casal não convence deixando toda a responsabilidade das cenas românticas pro macacão.
Um outro detalhe é que o mesmo motivo que me fizera relutar em ver o filme é o motivo pelo qual venho especialmente elogia-lo, os dinossauros. A partir da segunda hora do filme (prepare-se porque tem três), as tomadas incríveis na Ilha da Caveira são ‘breathtaking’ e ressaltam o lado fantasioso do cinema.
Falando em fantasia, daquelas mais bonitas, não poderia deixar de mencionar uma encantadora cena no qual o gorila ‘patina’ num lago congelado com sua amada. A cena é extremamente poética e fascinante. Só perde mesmo para a clássica cena no alto do Empire States.
Para finalizar vem meu comentário acerca do personagem de Jack Black, o ambicioso diretor Carl Denham que com seu olhar fixo no horizonte nos mostra um misto de caráter duvidoso com sonhador. Ele foge na caricatura e ainda nos brinda com a clássica frase final do filme: "Oh no, it wasn't the airplanes. It was beauty killed the beast".
O filme vale mesmo o ingresso. Só fiquei impressionada com a reação do público da minha sessão (que não era muito), que não teve sensibilidade de aceitar o amor de Kong pela frágil moça e ainda com um tom zombeteiro sobre a clássica história. Bem, se não se gosta de um filme desse do que é feito cinema afinal?
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
nas luzes distantes

Há 3 anos e meio atrás chegava eu em uma nova cidade, o dia era chuvoso e era noite donde de longe eu via as luzinhas da cidade e nos meus olhos caiam umas lágrimas e doia tudo lá dentro do coraçãozinho. Há 1 ano eu deixei aquele pedaço de areia (literalmente) na recordação dos bons ventos (e mtos) que trouxeram pra minha vida lilás. Além da ventania, têm os maravilhosos amigos, os quais sinto falta incondicionalmente, e que hoje permancem aqui na mente como as lembranças eternas de uma boa época da vida. Ah, a nossa Idade de Ouro.
Pedi pro papel noel me deixar ver as luzinhas distantes chegando perto perto novamente.
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Um afã por fã
De locadoras e mexicanos
Agora, comentando o “Má Educação”, eta filme porreta (poderia dizer flertando com o sotaque lá dos pagos nordestinos). O que mais me impressiona é como Almodóvar, mesmo colocando cenas/situações constrangedoras, te faz sentir, ao subir das letrinhas brancas, que se acabou de ver um grande filme, sensível e com uma estruturação fenomenal. Não sou fã do Almodóvar, mas respeito seu trabalho apesar de toda sua ‘carga’ psicológica/física intensa (quem já viu um filme dele sabe muito bem do que falo – e é o que faz muitos odiá-lo cegamente). Aconselho a ver, mas claro, dando o aviso, deixe os pudores de lado.
Um momento cômico, especialmente pra Lizi, foi quando o guri falou “ah, o Gael e o Diego Luna...” e eu saltei com o comentário empolgado “Ah, eu gosto do Gael”, mas foi de um tom tão afobado que me apressei em ressaltar “Pelo trabalho dele” com tom de conserto - isso pra não soar daquelas tietes/inconseqüentes que nunca fui, não pretendendo sê-lo – saindo o remendo pior que o soneto, como diria o dito popular. Mas Gael é algo. Ainda iremos um dia visitar Dieguito e Gael no México né Japa?
domingo, 18 de dezembro de 2005
Maria cheia de graça

O primeiro elemento a se destacar é essa comparação religiosa na qual se pensa ter maiores raízes e que se revela somente de uma grande beleza criativa e delicada. E ainda na apresentação, me chama a atenção a frase de chamada do filme, ‘a história de milhares de outras pessoas’ (algo do tipo). Daí peguei o filme e nele o que mais fica patente é a atmosfera real na qual a história se desenvolve. Catalina Sadino Moreno faz um belíssimo trabalho ao interpretar Maria, moça de 17 anos, grávida que mora num vilarejo perto de Bogotá, acaba de se demitir e não tem perspectiva nenhuma de vida. A moça mora com a mãe, a avó e a irmã, que já tem um filho, e num ato de desespero por dinheiro acaba entrando no esquema de mulas (levando drogas em seu estômago para os EUA).
Dessa realidade de mulas não temos muito contanto, no entanto é muito difícil não se identificar com a pobreza material e de valores na qual Maria enfrenta no seu mundo de extrema pobreza. A verossimilhança se estende para cada personagem, desde o namoradinho de Maria que não quer nada da vida, mas ao lidar com a namorada grávida quer casar e que ela vá morar com ele junto com mais 10 pessoas em sua casa, a irmã que acha que Maria tem de trazer o dinheiro para comprar o remédio do filho, o chefão do tráfico que com sua auréola de bondade ameaça sutilmente a garota se houver algo de errado com a droga. Uma série de personagens que não são estereotipados, mas sim fluem naquele universo paralelo.
A segunda parte do filme é quando Maria está nos EUA e também minha parte predileta. Muitos podem criticar a escolha de Maria ao final do filme (que obviamente não posso falar), mas creio que o que ela faz é o que um ‘chicano’ no lugar dela faria mesmo. Então se vê que Maria é real, é a história real de milhares de outras pessoas que passam por aquilo e que ainda passarão.
O filme mostra a vida na tal América Latina que ninguém vê, nem nós mesmos que cá estamos. Mostra que aquele ideal de 'sonho americano' continua sendo o estandarte de muita gente que não tem mesmo a que recorrer para mudar de vida. Funciona também como uma crítica aos Governos latino-americanos que largam sua população na miséria a mercê da exploração das grandes empresas e do controlo do tráfico. Um filme de uma realidade que queremos duvidar que exista.
sábado, 17 de dezembro de 2005
come fa un'onda...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

O outono dentre as estações do ano é a que mais me apetece. Não, não estamos no outono. Sinto só profunda falta de folhas caindo de uma cor desbotada viva e o visual preenchendo de ternura os olhos. Elas caem e com isso dão passagem para a nova vida. Como são verdadeiras e boas. Quem dera eu ser uma folha de outono, desbotadamente avivada, só que lilás.
ah, estou viciada em fotografia.
domingo, 11 de dezembro de 2005
Pare?

O pare e siga em nossas vidas é algo muito relativo. "Algo relativo" por si só já carrega uma carga de aleatoriadade muito grande, mas quando é transposto para situações reais onde se deve tomar uma atitude (ou não), algo relativo se torna aquele 'se', 'Ah si tivesse agido diferente'.
Andei parando muita coisa boa na minha vida, em detrimento de outras que pareciam mais importantes e consequentemente eu não via como concilia-las juntas. Andei parando na minha agora. Será mesmo? Só não queria ficar naquela linha imperceptível entre 'siga/pare', parei. Mas segui por outros caminhos que por certo lado me deixaram felizes, contudo por outro não me aliviam a tortuosa sensação do 'pedi'. Perdi a mim? A quem? Alguém? Perdi a terceira margem do rio ou nunca a tive?
No entanto o perder ser revestido como 'ganhei', ganhei experiência pra próxima. Agora me peço pra não parar tão fácil da próxima vez, mas tento cuidado no cruzamento, vai que vem um caminhão de lá e passa por cima de tudo? Ah, tive medo do caminhão e de perder o que nunca tive.
Enfim, aniversário da minha Japa predileta! Dia aconchegante de chuva por aqui, bom pra dar um abraço (sinta-se abraçada sua japa ordinária!!!). Sigo a vida lilás tentando não me perder na sombra do dia. E o dia foi bom.. ah, daqueles pra se ficar na história:) (obrigada japa!)
sábado, 10 de dezembro de 2005
círculo

Que círculo miúdo nesse que me encontro. O Italianinho já parte pro seu quarto blog em busca de renovação e eu me encerro na vida lilás repetitiva e insossa. A Lizi e Andréia vieram com mudança total de visual e eu sigo sem margens com medo de que ao mudar algo venha a estragar mais ainda.
Ando sumida daqui não por não ter necessariamente vontade de escrever. Mas tenho medo de escrever sempre as mesmas coisas, as mesmas reclamaçoes e chegar a uma conclusão triste de que não adianta escrever, pensar, tentar catarse que no final continua tudo no seu impassível ciclo a devorar o novo que possa vir a ameaçar a quietude da distante torre donzelística.
Tento temor não significa que renunciarei ao mesmo. Sinto só vontade de falar de livros, filmes, filosofias, distopias, Tristões e Isoldas. Ah, como fere em mim a lança da minha própria inquisição. Como enlaça mundo redondo que revela sua real vileza e aponta pra mim a ponta da minha própria lança ensopada de tédio.
Enfim, deixa eu parar de girar.
domingo, 4 de dezembro de 2005
resenha, provas e dois semestres fumegantes
Termino o ano (vê-se que o dou por vencido), com a satisfação de ter tido um bom ano, novas inspirações (finalmente reencontrei a literatura perdida em mim), com a certeza de que 'faço parte' da UFRJ mesmo não sendo essa minha 'origem'... Termino também com a vontade de ter, paralelamente, passado o ano com pessoas que deixei num lugar far far away, aquelas pessoas nas quais não tem como não lembrar da vivacidade de como lidavam com o cotidiano, o carinho com que lidavam comigo (mas não me esqueço dos 29348723 xingamentos contra meu povo :P). Eles fizeram um tanto de mim, esse 'eu' que hoje é aceito aqui e que é feliz por conta disso. (Oh, como eu ando 'agradecedora' - eu formando palavras a força, como sempre).
And so it is... volto ao word esperando extrair algo de útil do meu cérebro e fazer uma resenha decente, afinal o prof. merece (quem diria eu falando isso!). Tivemos nossos 'desentendimentos' (na verdade eu que não o entendia) mas no final vi que ele era uma pessoa mto esforçada com um talendo incrível pra pesquisa e mal compreendindo por pseudos alunos universitários (só espero q não colem cartazer por aí, pq se eu sair com 10 no semestre vão falar que foi por puxa-saquismo :P).
E como a vida deveria ter trilha sonora saio cantando "caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento num sol de quase dezembro.... eu vou!"
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
The road not taken
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth.
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same.
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I--
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
--
Creio que tenha captado um sentido muito peculiar para mim deste poema agora. Fica-se naquela busca da estrada certa e no final existe mesmo uma certa?
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
aonde vamos parar???
Os selvagens conseguiram colocar fogo num ônibus com pessoas dentro, ficar assistindo e ainda jogar pedras. Fico impressionada com a capacidade destrutiva do ser humano... Quem dera fosse 'auto-destrutiva', poderiam usar isso em prol da sociedade se eliminando dela. Lendo as manchetes on-line fiquei profundamente comovida: morreu a mãe e filha de 2 anos abraçadas e o pai tendo de assistir tudo; tinha a universitária com seus 20 que voltava da faculdade; tinha o casal cujo o rapaz conseguiu salvar boa parte das vidas q ali se encontravam por lutar contra a dor e desesperadamente abrir a punhaladas a porta traseira do ônibus.
O motivo do massacre? O de sempre... troca de tiros com polícia, mataram um traficante das redondezas e daí é simples: mata-se o cidadão que nada tem com aquilo e a culpa fica sendo da polícia, que não tinha nada de matar o traficante. Morreram 5 e 13 estão feridos (alguns gravemente). É o banditismo valorizado.. Agora encontraram um carro com 4 homens mortos com o aviso de que aqueles seriam os causadores do atentando terrorista ao ônibus, vê-se como os bandidos são bonzinhos, eles matam compulsivamente e não admitem que um dos seus vá para a vala, que companheirismo! Enquanto isso os parentes das cinco vítimas que não sobreviveram sofrerão amordaçadas a perda de seus entes, os quais seguiam sua vida tranquilamente fazendo planos, comprando presentes de natal, participando de amigos secretos e marcando confratenização em pizzaria com amigos.
É um nó na minha garganta, verbo antípatico de ver essa manchete por todo o canto. E pensar que estou tão perto e tão longe disso tudo. Estou perto espacialmente e longe psicologicamente. O pior é que nem se pode contar com político carioca, eles têm carros blindados, condomíneos fechados e seguranças, além de aliados no lado crime. E o resto? Donde fica o direito de ir e vir do cidadão? De fato, quem é cidadão no Rio? Somos todos jogados nesse pedaço de terra e obrigados a engolir centenas de atos covardes como esse, já que o descontrole tomou conta.
E eu sigo a vida lilás pensando naquela música do John Lenon sabe, Imagine...
terça-feira, 29 de novembro de 2005
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
No hero in her sky
O que busco mesmo são respostas. Não pros trabalhos de aula, esses são obrigações de uma cidadã consciente do seu papel social para com o mundo e com o nada, mas sim respostas no que tangem a intransigência, o não falar...
Faltam palavras tantas e sobram gestos apertados que me deixam presa dentro de mim, além da absurda vontade de gritar: AHHHHH!!!! Aí vou pra catarse, escuto uma música ALTA! (can’t stand me now dos Libertines é ótima)... e e e e? Ops, música alta a essa hora? Não se escuta música que perpassa a porta do quarto... Só que pensei q música era pra ser escutada às vezes, só pra libertar ligeiramente o espírito enfahdado. Enfim, se não posso escutar alto, ninguém que se atreva a me mandar calar boca quando eu estiver cantando desafinadoramente BEM alto.
Bem, agora retorno ao estilo comportado-reprimido de sempre, esperando terminar trabalhos, portifolios, Ilíadas, resenhas, provas nessas duas reles semanas que, sinceramente, não sei se necessariamente eu quero que acabe.
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now, you got no secrets to conceal.
*Part extracted from the lyric “Like a Rolling Stone” by Bob Dylans.
Ps.: tenho de escutar mais Jorge Drexler
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Sen to Chihiro No Kamikakushi
Do fundo o meu coração
Que eu possa sempre sonhar
Os sonhos que tocam meu coração
Tantas lágrimas de tristeza
Infinitas lágrimas rolaram
Mas sei que do outro lado
Encontrarei você.
Toda vez que caímos no chão
Olhamos para o céu lá no alto
E acordamos para seu azul
Como se fosse a primeira vez
Como o caminho é longo e solitário
E não enxergamos o fim
Posso abraçar a luz com meus dois braços
Quando digo adeus meu coração pára
Com ternura eu sinto
Que meu corpo silencioso
Possa ouvir o que é verdadeiro
O milagre da vida
O milagre da morte
Os ventos, as cidades e as flores
Todos nós dançamos numa só unidade.
Em algum lugar uma voz chama
Do fundo do meu coração
Continue olhando seus sonhos
Não os deixe morrer
Por que falar de sua melancolia
Ou dos tristes pesares da vida
Deixe tais lábios cantarem
Uma linda canção para você
Não esqueceremos a voz sussurrante
Em cada lembrança ficará
Para sempre, para guiar você
Quando um espelho se quebra
Estilhaços se espalham pelo chão
Lampejos de uma vida nova
Refletem-se por toda parte
Janela de um recomeço
Quietude, nova luz da aurora
Deixe meu corpo vazio e silente
Seja preenchido e nasça outra vez
Não é preciso procurar lá fora
Nem velejar através do mar
Porque brilha aqui dentro de mim
Está bem aqui dentro de mim
Encontrei uma luz
Que está sempre comigo.
---
Aí está a letra música q toca (em japonês) no final do filme A Viagem de Chihiro, um filme lindo de tão puro. Ahhh, fica um suspiro.
A letras está sem pontuação adequada afinal só copiei da tradução, naas legendas. Depois falo mais sobre o filme. Em destaque uma das partes q mais gostei da música que é contagiante, mesmo em japonês.
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
an old style brega party!
Este final de semana tivemos an old style brega party na casa da Thaís! Confirmamos a tese de que somos umas crianças. Brincamos de assassino e detetive (a brincadeira tradicional de aula), telefone sem fio (com direito a cada frase!) e o ápice foi a dança das cadeiras, com direito a tombos (nenhum meu!), vôos fenomenais, empurrões e puxadas de cadeira. Entre anteninhas, óculos escuros e plumas fizemos literalmente a festa, cantando That Thing You Do e sendo feliz! Uma aventura particular foi minha da Isis e da Livia, que moramos do outro lado da ponte, pegamos 2 ônibus e 1 barca, nos aventuramos tarde da noite na paisagem do centro da cidade do Rio, dentre refletores e prédios históricos. O Centro do Rio o que tem de encantador a noite tem de perigoso, uma pena. Enfim, o sábado foi algo!
E agora a próxima edição de festa será o bota-fora da Sue (nem todas são de aniversário :/) e o niver do Daniel em algum lugar desse Estado! (quanto exclamação!!!!) :P
domingo, 13 de novembro de 2005
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
sem caminho
Então, fiquei lá esperando sozinha, depois de me ser entregue o casaco, o ônibus que demorou uns bons minutos para passar. Era um do tipo 'frescão' (sem ar-condicionado, mas com poltronas de viagem). Assim ia eu pela cidade universitária, deitada na poltrona e com um soninho misturado com a sensação boa de conforto quando, após a curva, em frente ao prédio de educação física avisto um homem no chão. A princípio achei que fosse algo sem importância, do tipo estar ali deitado na grama... Não demorou muito para que concatenasse com a cena odionda que ia se formando perante meus olhos descrentes: o homem estava morto! Foi esaa impressão que se apossou de mim e eu haveria de ter de passar por aquela cena mais um vez quando o ônibus pegasse o retorno. ah, eu nao queria... E foi aí que vi um jovem com uma mochila nas costas, com seu piercing na sobrancelha, no telefone celular bem perto do lugar do acontecido, rindo ao certo de contar o que se passava de 'emocionante' na sua vida universitária. Falava com quem ele rindo? Talvez com o pai: 'olha só pai, estou aqui no fundão e acabou de ocorrer um acidente sinistro. Sim, um homem atropelado.. creio que estava numa moto.. Parece ter um 20 poucos anos.. quase a minha idade.. (risada). tá maior movimento aqui, vindo bombeiro, polícia... Tem uma moça no chão deitada falando no celular tb, acho q ela tava junto.. ela está com um ar de tão desesperada, de 'meu mundo caiu'. Pra vc vê pai, a gente vem pra faculdade e acontece de tudo (mais risada). Eu mesmo, um idiota aqui andando e rindo se bobiar uma ambulância dessa passa por cima de mim. Ah pai, o senhor sabe que eu tomo cuidado né, não se preocupe. Não se preocupe com todo meu deboxe, minha estultice, minha mesquinhez, minha mente tacanha e pequena. Ah Pai, eu te digo pra não te importares também com minha mania de grandeza, de querer ser melhor que os outros, de passar a perna no outro e achar q o mundo gira ao meu redor.. logo de mim, que nao aproveito nem 2% da capacidade do meu ceérebro e vivo me entorpecendo com essas músicas de batida forte, com as bebidas de todas as sortes, com as mulheres de todos os tipos e nem cogito a minha insignificância nisso tudo, nisso tudo que se chama Mundo. Pai, não demora e descubro que quem anda morrendo sou eu'.
Perdão o tom 'pessimista' mas tem vezes que não tem como deixar escapar... Acho que seja outra da 'janela secreta'.
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
no caminho de volta
Depois disso, estava eu no ônibus pra casa dormindinho quando ao depertar por um barulho estranho olho a minha frente e deparo-me com aquela criancinha de seus 1 pra 2 anos sorrindo com os dois dentinhos e covinhas na face... Ah, esbanjei sorriso pra ela, ser puro e perscrutador. Ela ficava, com seu par magnetizante de olhos azuis, a se admirar com todo e qualquer movimento dentro do ônibus, alternando com olhadas para seu reflexo na janela... O rosto era todo fascínio com o descobrimento do mundo. Momento fotografável na memória de tanta pureza.
E foram essas minhas inspirações para voltar com o meu amigo de longa data já, o blog. E voltar ao ritmo, pq nao. O caso é que essa correria cotidia nos sufoca como uma porção asfixiante jogado no ar, fica-se totalmente exposto a isso e sem máscara, mas tentarei aqui lutar contra a tal automatização da vida.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
semana passada, semana futura
Além da lamúria por conta do computador que volta mas não é o mesmo, vem a angústia dos ferrinhos nos dentes que tanto lutei contra e agora materializam-se de forma dolorosa na vida lilas. É algo de ruim isso.. mas por um resultado a longo prazo a gente se submete a tal coisa. Estou me sentido a Angelina Jolie...
No mais de detalhes, tenho que começar a arquitetar com maestria o trabalho de Grammar da SF, afinal será a nota derradeira do semestre. Ela quer uma aplicação prática, procurando exemplos em livros, músicas, revistas, o que seja... sitando fonte, claro! Ainda tem a Ilíada que me visita este final de semana, tenterei ler o quanto puder.
Tiveram na semana as boas conversas com a Susan sobre assuntos nada aleatórios e o compromisso de ler passagens da Bíblia indicados por ela. A experiência está indo muito bem, afinal tem-se um outro olhar do escrito. Interessante. A Susan é aquela quer irá embora agora em novembro em rumo a sua felicidade, afinal ela largará aqui a faculdade pra ir pra Recife, retornando ao lugar, segundo ela, ao qual ela poderá ser feliz. Impetuosidade essa de dar medo, me admira a determinação, apesar das minhas ressalvas e torço por ela.
'Nunca aguentamos o que fazemos de igual todos os dias, seja lá o que for...' Falei isso para uma pessoa e ela ficou impressionada, deixo aqui então para olhares alheios ou olhares meus mesmos e merecedor talvez de post exclusivo futuramente.
Segue a expectativa para o show do Nado Reis 'por onde andei eqto vc me procurava, será q eu sei q vc é mesmo tudo aquilo q me faltava'. O melhor desse evento é o fato de ir com a Isis e a Livia (q deu a idéia). Essas duas são bem diferentes no estilo, mas têm a mesma agradabilidade da companhia.
No todo fica mesmo o desejo de querer fazer coisas bonitas. E tomar sorvete de uva!!! :)
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Pragmatismo
Então é isso, fazemos um cruzamento com a outra língua daí mudamos, somos pragmáticos. Não me realizo em tamanha objetividade, ainda mais que no fundo sei que ela não existe, pois tudo que dizemos há seu juízo de valor enraizado (a análise do discurso que o diga). Contudo nas respostas inóquas do cursinho de inglês tenho eu de parar de 'viajar' e dar daquelas repetitivas/automáticas respostas a tudo. Desculpe, sou contra o automático. Quando faço algo não faço pensando só no inglês, faço no pensamento, no meu pensamento, processando o inglês com minhas idéias que podem não ser as mais criativas e espetaculares do mundo (daí já era pedir demais), no entanto não são aquelas montoeiras de frases feitas e tão gastas que aparecem até já desbotadas. A literatura pra mim não se limita a aulas, fica no dia, senão não seria dia, seria pesar.
Vai ver essa digitransformação pragmática é uma etapa inerente da vida do ser humano. Mas creio que cortar coisas pq não têm mais linhas... Imagina se Homero pensasse 'vou parar por aqui pq não tenho mais fôlego'. Comparação boba até, mas creio que em nosso dia-a-dia não devemos parar enquanto há fio de pensamento. Segue, continua escrevendo, lendo, aprimorando e compartilhando toda sua subjetividade, construindo verdades solúveis, parafraseando os versos dos outros, concatenando com os seus próprios.
Mas há toda a linguagem acadêmica, há o ser sucinto, há o vocabulário vigente que não te permite nem aspas mais, ainda mais lirimos. Parece que pensar vai morrendo nisso tudo.. ou será que é impressão? Vai ver é, não tem nada certo. Vou eu seguindo, concatenado com um pragmatismo de uma língua, tudo preto-no-branco... só espero não me esquecer que sou lilás.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
reconcílio
E eu? Whatever... Estou numa saturação de sono perene que espero que passe (passe! se lembram? nao?). Começo a achar q é psicológico. Na 2ªfeira em que o Rio ficou embaixo d'água e eu passei 3h no engarramento e pode apostar que o fiz no mais tranquilo e profundo sono.
Inglês, Grego, Italiano, Latim... tudo misturando-se loucamente e formando uma substância perigosíssima em meu cérebro cercado de pensamentos de pernas longas vagantes por uma terra distante (a qual ainda nao sei).
Até pensei em começar um diário de papel mesmo, seria mais sincero. Mas aí vem as implicações várias aquelas (que não se sabe ao certo, mas q tem, tem!), vai as horas correndo e os pensamentos se perdem nas vielas escuras dos morros cariocas entre pontes, fundões e trânsito caótico.
Enfim, bons dias vieram de outubro, contudo confusos... Novembro vem com a promessa de quebrar com os dias iguais-confusos-desconcertantes. Isso anima. Até depois.
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
a rádio
terça-feira, 18 de outubro de 2005

Sou indefinida na forma, formulo coisas absurdas. Retiro tudo o que disse e o conteúdo é o mesmo. Recoloco o que dentro de mim está em seu lugar e aí que percebo o quanto continua bagunçado, tudo. Observo, reflito... E me iludo que talvez eu esteja ao contrário, que eu esteja do lado de fora, que eu não esteja... Mas eu estou lá, inconsistente, indecifrável, porém sensível: se me tocar eu sinto!
um post do flog de tempos e tempos atrás
domingo, 16 de outubro de 2005
Eterno Amor

A relação entre ‘O Fabuloso Destino de Amèlie Poulan’ e ‘Eterno Amor’ está além da magnífica Audrey Tautou como protagonista. Por trás está a direção de Jean-Pierre Jeunet e toda sorte de encanto sendo proporcionado pelas cores, pelo tom inocente conferido a ambas as tramas, apesar de tratar de assuntos bem adultos. A partir daí as semelhanças brotam. Tanto Amèlie quanto Mathilde tem um ar de sonhadora, além de um semblante angelical e um pensamento concatenado de maneira diferente dos demais mortais.
Quando saiu ‘Eterno Amor’ pensei seriamente me não assisti-lo pensando no caráter mamão-com-açúcar quer poderia sê-lo. Contudo me surpreende positivamente, afinal o filme trata da história de amor de uma maneira diferente, contando com uma narrativa maravilhosa, no qual se depara com uma simplicidade bonita de dizeres, e com elementos além-paixonite. O que mais se ressalta é o quebra-cabeça criado por Mathilde pra encontrar seu noivo perdido na guerra. E é da guerra que saem algumas reflexões, além de historinhas outras que vão povoando o filme com a riqueza de personagens.
Vejam o filme e entrem no mundo de Jean-Pierre Jeunet repleto de cor e esperança, não é Amèlie Poulan, afinal é um drama, mas está equivalendo. Além da fotografia por demais linda, enche os olhos de ternura.
coisinhas
'Coisinha' era como minha avó chamava as pessoas. "Tenho q falar com a dona coisinha", "encontrei a Coisinha agora", dentre outros. Eu achava aquilo super, 'coisinha', vê se pode... Todo mundo reclamava com ela: 'nao se chama as pessoas de coisa'. Mas o 'coisinha' dela era meramente inocente, provindo da falta de saber o nome do indivíduo. Gostava muito do tom que ela empregava pra se referir a pessoa 'coisinha'. Era engraçado até, algo meio 'qual o nome mesmo?'.
D'outra coisa me veio essa mania das pessoas de associaram a dedicação intelectual a algo com o ócio. Eta coisinha que me irrita! Às vezes desanima a dedicação a algo com a falta de força que se vê colando perto de vc. E não adianta dizer 'a arte é inútil', eu não faço arte. Eu vivo no espanto, mas não faço nada com isso. Fico com as mãos atadas esperando fadinhas, grilos e gnomos virem fazer algo por mim. Estagnada, voz baixa, meias palavras... sorriso incompleto.
Posso revalar o que eu queria? Tomar sorvete de uva, do jeito que era antigamente.
sexta-feira, 14 de outubro de 2005
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
terça-feira, 11 de outubro de 2005
Crianças, uma revelação:

O Harry Potter morreu
Não precisa mais ver até o 10º filme (dentre cálices, câmaras e hermiones) pra saber seu fim. O bruxinho cresceu e virou soldado da forças de paz da ONU (!!!) e seu destino vemos acima.
domingo, 9 de outubro de 2005
Perto, muito perto

O início de Closer nos ganha pelo filme. A música, a multidão e não poder tirar os olhos daquele momento. Um início memorável pra um filme que vai se revelando em camadas, como o coração humano (coração esse em forma de punho banhado de sangue, como fala um dos personagens).
Não foi um filme fácil, pq se pode ficar na superficialidade e lidar com os diálogos como desnessários. Mas aí quando se vai esmiuçando, prestando atenção no que falam, no olhar com que falam... Chegando perto assusta de verdade. E não são as descricrições que apavoram mais, contudo o jeito que lidam com o amor... amando desamando como se largasse e voltasse a fumar.
A complexidade dos personagens é incrível. Estranhos, se conhecem, não se resistem. Não resistem ao olhar... Uma riqueza de questionamento de caráter (amoroso) humano.
E segue-se pensando, discutindo, questionando: o que é 'eu te amo'.
cidadezinhas

Sabe dessas histórias sobre gente tacanha que quebra a força, ludibria com o falso social e representa mesmo a escória de tudo, então, é sobre o que tentarei escrever em breve... mas com um pouco de humor. Daquele humor abafado, dos sarcásticos. Isso lembra a minha fonte da adolescencia, Machado de Assis. Com todo seu cinismo, sarcasmo, humor pra lá de diferenciado, conferia as suas obras um tom pra mim inatingível. É aquela crítica latente, a busca por analisar um social doente doente, mas conferindo seu tom de zombaria. "Ao vencedor as batatas". Eu diria, 'ao vencedor, a piada'.
Acabei por me lembrar de Dogville, um filme que é algo de se ficar estupefato. Ela trata de uma cidadezinha que seria a metonímea do nosso mundo redondo esse. Lá, vai parar a personagem da Nicole (a Kidman) fugida da cidade grande. Ali ela busca abrigo, a qualquer preço, daí o preço alto que acaba pagando: paga com ódio e desprezo que sentirá eternamente por aquelo povinho vil e sem escrúpulos. Ao final se olha e pensa 'mundo cão', não tem título melhor a calhar.
Pedaços de Dogville voam por todo o canto. Temos de ter certeza se não estamos contribuindo pra formação dessa cidade dentro de nós mesmos. Cuidem, todos.
sábado, 8 de outubro de 2005
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
por jorge Drexler
Para contarte, canto
quiero que sepas
cuanto me haces bien
me haces bien
me haces bien
Te quiero de mil modos
te quiero sobre todo
me haces bien
me haces bien
me haces bien
Basta ver el reflejo de tus ojos en los mios
como se lleva el frio
para entender
que el corazón no miente
que afortunadamente
me haces bien
me haces bien
me haces bien
--
Momento pispirica da vida :) Afinal tem detalhes nessa vida lilás que fazem um bem danado. E sigo cantarolando 'me haces bien, me haces bien...'.
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
borrachinhas
Não posso deixar de demonstrar minha tristeza perante aos causos ocorridos na FURG com meus amigos. Mas eu lamento mais o fato de usarem a palavra assim, como bixo feroz. Fico toda bamba e quero gritar. Vai ver nem possa mais ter eu o direito de aqui no meu amigo blog escrever. Vai ver possam pegar uma palavra minha e transformarem num grito seco contra mim. Eu venho tentanto compreender o limite das borrachinhas separadoras de homem, de opiniões, de inglês e espanhol.
Antes de tudo, a língua espanhola não me apetece como a língua italiana. Isso muda alguma coisa? Faço faculdade de inglês, meu sonho é dar aula de literatura brasileira. Não muda nada. Ainda visitarei a ilha de Capri um dia, sonho-sonho. De certo visitarei América do Sul toda, fascínio. Mas de profissão escolhi 'my book is on the table', saber. Valor, valor tem as coisas pra nós mesmos e pronto. Vem falsos valores, falsas bandeiras, falsas independências, cartazes verdadeiros de estultice própria de separadores.
Bem, só não sei porque ninguém coloca em cartaz quando é pra se dizer que se ama. Ninguém sente o tanto de amor quando se diz que se ama. Contudo, bastou olhar atravessado que todos reparam, querem saber, querem colocar as tais borrachinhas separadoras que tanto me assustam e sentem um ódio descomunal em reciprocidade. Conclusão: é fácil não gostar.
Ando fugindo de coisas ordinárias (apesar da minha patuléia ser ordinária :P). Eu os digo, sabendo que ninguém irá colocar em cartaz nenhum mesmo merecendo pela pureza e verdade da constatação, é que eu os amo, amo todos, minha patuléia. Mas se fossem pra escolher um tópico pra colocar num cartaz seria... Ah, não vale nem a pena falar.
Eles passarão, eu passarinho (junto com a patuléia).
terça-feira, 4 de outubro de 2005
segunda-feira, 3 de outubro de 2005
tanto, tanto
E a prova de italiano, tranquila (apesar do pânico anterior a prova).
Ai, ai, tanto pânico: 'calma calma não priemos(?) pânico', já dizia o Chapolim. Concordo com ele. O pânico quebra a corrente, arrebenta a cordinha, derrama o vinho na toalha de mesa nova, faz cair do salto e no final você olha e diz: tanto, tanto... por tão pouco.
domingo, 2 de outubro de 2005
infância
Como se criança fosse.
Correr e saltar a ânsia,
Carregar vida doce.
Manto azul me cerca,
Sonhar com voar eu vou.
O planeta num instante se encerra:
É a imaginação que a alma caçou.
Anos já não trazem felicidade
É um doce gasto que fica
E um azedume que liga
Cada tijolo de idade.
Pra que maturidade ter?
Quero verdadeira criança ser!
Olhar dum ar pueril,
Atar março com abril.
--
Eu estava pensando que aquele '19' ali poderia ser modificado para '18'. Assim que me sinto: no espanto de ter 18, na espectativa de uma vida adulta, numa faculdade nova em rumo a novidade do posterior que se já se configura mesmisse.
Sobre a infância, sinto saudade dela. Mas é daquela saudade de coisas que ficam no passado e só. Assim que é bom recordar infância, deixando-a no seu lugar e imaginando o quanto seria bom se aqueles dias durassem pra sempre, ou só um pouco mais.
Eu sempre queria atar março com abril... Agora que estava reparando, o que aparece no poeminha (o voar, vida doce, manto azul) são elementos que povoaram a minha 'pequinisse' e aí o pq dele ter uma conotação toda especial para a minha pessoa. Só isso mesmo.
sábado, 1 de outubro de 2005
inútil útil vida
A família foi pra casa da avó, eu aqui curtindo a 'solitude' ouvindo música (Elvis, Vivalde, Bob Dylan, Renato Russo, dentre uns seres aleatórios), vindo fazer minha visita do dia à internet, ao blog que nesta semana me deu tanta vontade de estar perto. Estou perto. Estou tento idéias de histórias, de o que escrever, de como pode ser feito, de criar ou não; Na verdade esperança que minha gaveta se encha de coisas legais que eu possa ao menos deixar para meus netos (se eu os tiver) .
De util... bem, já dizia Wilde: "a arte é inútel".
quinta-feira, 29 de setembro de 2005
O que será?
Será que me dá
Que brota a flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo me faz implorar
O que não tem medida nem nunca terá
O que não tem remédio nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia
Que desacata a gente que é revelia
Que é feito aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos toda alquimia
Que nem todos os santos será que será
O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro será que me dá
Que me perturba o sono será que me dá
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os tremores me vem agitar
E todos os suores me vem encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha nem nunca
O que não tem governo nem nunca terá
Chico Buarque
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Adjetivando
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Faz frio

E faz frio no Rio. Um frio pingado de chuva enjoada. Presente garoa. Pingo, pingo, pouco pingo, mas chuva. Guarda-chuva, me guardo nele. Mas é tanto chuva, chuvinha, chuvisco, chuviscão, que às vezes deixo ele de lado e me enfrento nela sem guardar nada. E amanhã acordarei chuva. Só de lembrar dá um frio, dá umidade, dá chuvisco... dá chuva aqui dentro pensando em chuva cinza lá fora. Que saudade de frio com sol, frio com céu, frio bem frio, sem chuva, chuvisco, chuviscão. Sem lama, sem poça, sem guarda-chuva. Ahh, se é pra guarda algo que seja o calor do sol pálido no frio... Ah, saudade, saudade. Às vezes saudade parece pingo de chuva, chuvisco, chuviscão.
domingo, 25 de setembro de 2005
espelho, espelho meu
Eu fiz uma listinha na 6ª ainda!
P/ final de semana:
- Fazer exercícios de inglês da SF
- Organizar material Dead Poets Society
- Exercício de Port 2 pra entregar
- Questionário de Lit. Comp.
- Começar trabalo de Funding.
- Cartazes em italiano
- Organizar mat. de análise do discurso
- e-mail p/ Solange
- Ir ao cinema.
Será que dá pra fazer tudo no domingo???
E ainda tem os tags do Hermes, revisar... O cinema já morreu nessa altura o campeonato. Que fadiga!
Vamos agir então!
quinta-feira, 22 de setembro de 2005
I WISH I WERE A FISH
Mas A Cena foi quando o Gullar contava a história de um poema dele ‘cantiga para não morrer’ (‘no coração dela”, ele disse.. que meigo) e contando a história dele com a russa Helena, que tiveram um intenso caso de amor (sic) e acabando o exílio dele na Rússia eles teriam de terminar, mas antes dele partir ela inventou uma viagem pra Mongólia e foi-se Helena e ele fez o poema para ela e eles nunca mais se encontram. Só que há uns 5 anos ele via um documentário espanhol sobre Prestes e numa cena de um coquitel na Rússia adivinha quem aparece? Helena! Ele tentou acha-la, mas nada adiantou... Foi então que algum ser aleatório grita no auditório lotado “procura no orkut”... Pobrezinho, ele nem entendeu e todo mundo caiu no riso! Foi bem oportuno o comentário.
E aí veio ‘borbulhas de amor’, afinal Gullar deu uma melhorada na letra pra Fagner lançar o que seria seu maior sucesso. Todos cantando pispiricos num uníssono afinado (ou quase). Foi divertidíssimo! Isso é algo numa 4º f 12h!
E de tudo ficou a questão: Helena, onde vc está!?!?!
Termino então com a letra de 'Me Leve' baseada na 'Cantiga para não morrer':
Quando você for se embora
Moça branca como a neve
Me leve, me leve
Se acaso você não possa
Me carregar pela mão
Menina branca de neve
Me leve no coração
Se no coração não possa
Por acaso me levar
Moça de sonho e de neve
Me leve no seu lembrar
E se aí também não possa
Por tanta coisa que leve
Já viva em meu pensamento
Moça branca como a neve
Me leve no esquecimento
O Clube dos Cinco
O que faz o atleta, o nerd, a louca, a patricinha e o delinqüente juntos num sábado inteiro na escola? Eles estão de castigo e devem ser punidos passando o dia na biblioteca e escrevendo uma redação sobre si próprio e os outros.Obviamente você encontrará rock, revolta, desaforo e aquela vontade de se parecer normal aos olhos do outro. Contudo não há espelho que preserve a imagem apolínea de qualquer ser e não o faça transbordar em fraqueza, desabafo e apego. Começam se desentendendo fortemente e terminam por se identificar e até mudar seu jeito de ver mundo, ser gente. O envolvimento entre eles passa pra quem está do outro lado da tela. Impossível não se identificar num estereotipo daquele, numa reação deles referentes a assuntos como família, sexo e valores.
Ser estranho é normal (vi esse lema em algum lugar já), mas o mais fácil é sempre achar o outro estranho ou maximinizar tudo que acontece na nossa vidinha. Aí vemos também o aprendizado da compreensão mútua, da dificuldade do ser humano de lidar com seus próprios problemas e principalmente os problemas alheios.
É uma ótima oportunidade de pensarmos que adultos seremos, que educadores seremos, que pais realmente nos tornaremos. Cometeremos os mesmo erros que achamos que foram cometidos conosco?
Bem, ao final me deu mesmo uma vontade de que meus pais vissem aquilo e lembrassem um pouco do tempo deles e assim pudessem agir mais sabiamente algumas vezes.
Eu fico com a frase: “se fosse bom morar com os pais iríamos querer morar com eles a vida inteira”. Verdadeiramente, tem sentido.
domingo, 18 de setembro de 2005
La vie en Rose
E a suavidade do rosa toma espaço em forma de um bom abraço, se torna mais forte quando o assunto é saudade, fica CHOQUE com a demonstração de carinho partindo de partes remotas desse país (das partes remotas que eu estive, claro!) e volta rosa bebê quando o assunto é agradecimento.
Ano passado, dia 18, não parei 1 segundo no meu dia... Aula, teatro, assistir peça de teatro e estava até um pouquinho frio (e eu loucamente na garupa da Sasa por aquela RioGrande), além das inesquecíveis batatinhas no shops com a patuléia, a réles patuléia. O tempo hoje, nesse 2005, está de um ameno nublado mas não chuvoso. Passei até a tarde aturdida pra um lado e outro, festinha rosa, amigos amistosos novinhos e folha com um carinho por mim vindo sei-lá-de-onde. Eu os conheço a mais tempo, só pode. Deve dar seus méritos à capital barulhenta: nunca fiz amigos mesmo tão rápido. (Mesmo que na minha cabeça eu nunca teria saído de são chico naquele meio de 2002, boba, olha o tantão que eu perderia!).
Um ser lilás-rosa-bege, carioca-catarina-gaúcho (não necessariamente nesta ordem).
Ah, vida. Eu amo, é tudo. :)
Obrigada, senhoras e senhores! Está um espetáculo.
sábado, 17 de setembro de 2005
programa diferente
Deveria ir a eventos desses mais vezes e deixar a alma ir sumindo de mim até não me encontrar mais ali. Algo assim, de bonito.
Buenas!
O Me! O Life!
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
queria fazer coisas bonitas ... é o lema da Andréia que se espalhou pelos 4 cantos dos blogs ganhando digníssima comunidade.
às vezes acho que consigo ter coesão pra transmitir meus pensamentos.
às vezes eles tropeçam uns nos outros deixando-se cair, nus.
outras, atam-se sistematicamente em uma cadeia de argolas trancadas.
tem também o gosto, o cheiro, a cor do pensamento, que não se passa nunca.
tem a dor de se pensar atropelado que se tem sempre.
há de cada um ser estrambólico, criativo.
hão de ser todos unidos num ciclo, disformes de formas distantes.
haverão eles se mostrarem escondidos assim, enigma-resposta.
outro pensamento vem, quero fazer coisas bonitas...
hei de começar dando um sorriso, sorriso em pensamento.
Humpft.
Vou torcer pelas coisas bonitas.
tá com margens?!
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
e o céu?
Ah, eu ia feliz, vim saltitando pela rua na volta do curso, vinha vindo pensando 'the sky is blue and the clouds too!'. Um pedra é jogada a minha frente. Só eu vi? Sem sentido ela apareceu ali na minha frente, barulhenta, a poucos passos. Literalmente uma pedra no meio do caminho!!! Mas eu continuava no melhor da minha viagem intergalactica por entre nuvens, céus e lembranças boas. Aí chego eu perto da Previdência Social, aaaah tenho de ver aquela fila novamente!? Aquela de senhores e senhoras, excelentíssimos que estão ali sacrificando-se por algo que lhes é de direito. O céu é tempestade. As nuvens são as da intemperança. Sigo indo por entre céus que caem e reconstroem perante minha insignificante presença esperando felicidade para todos (ah, utopia).
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
tempo, tempo
Eu estava com a faca no pescoço nessa 4ª já que iria chegar em casa lá pras 19h. Descobri que não teria 2 aulas, então nada melhor do que matar a 4ªf de aula. Infelizmente acabo perdendo a aula de italiano, 'mas tudo vale a pena se a alma não é pequena', passo a tarde escutando Renato Russo em italiano então.
Tenho de ler o Beowulf para a prova 'surpresa' 6ªf, prova amanhã de Lingüística (a professora é piradinha), exercícios e leituras para a aula de inglês instrumental 6ªf (adoro essa aula). Teria de ler a Ilíada, mas já cortei Grego da lista dessa semana. Ah, estudar pra prova de inglês na 2ªf (afinal, não passarei o dia 18 estudando!!!). E a vida universitária vai se revelando o caos do controle de tempo, minhas atividades extras vão ficando exprimidas como laranja pra suco e eu não tenho tempo nem pra refletir um pouquinho no meu bloguinho ( ou bloguizinho?) querido.
Mas não vou reclamar, ócio é o mal que não quero sofrer tão cedo.
domingo, 11 de setembro de 2005
um dia, é algo
O dia foi ótimo! E melhor ainda constatar que senti uma ponta de saudades da minha família barulhenta, minha mãe gritando se eu não quero almoçar, minha irmã reclamando de alguma coisa que eu fiz ou não fiz, meu pai explicando sempre alguma coisa com um ar de sabedoria que ele tira da manga.
Outra coisa que me dei conta agora é que hoje é 11 de setembro, o tal dia do atentado que eu vi ao vivo quando morava ainda em são Chico e esperava fazer 16 anos na semana seguinte. Eu estuda a noite numa Escola Técnica, fazia contabilidade e gostava, era uma das únicas pessoas que não trabalhavam, conhecia muita gente lá e a hora do intervalo era sempre uma festa, parava pra conversar em cada canto. Escutava Jovem Pan, transamérica, Atlântida ou a rádio UDESC e foi quando a JP começou a noticiar algo com queda de avião que fui ligar a TV e pensei 'nossa, estão atacando os EUA!'. Minha mãe na cozinha gritou (como ela grita!) 'o que está acontecendo?', 'estão atacando os estados unidos!', 'eu tô falando sério', 'olha lá então, parece que um avião bateu ali'. Mas mesmo assim eu não tinha noção do que estava acontecendo. O ápice pra mim foi quando vi pessoas se jogando da torre, aí foi que pensei 'esse é o tipo de imagem pra posteridade, eu tô vivendo a história'.
boooooooom dia! ou algo assim...
Passada a sessão 'bom dia', agora vem... Boa pergunta, o que vem agora? Não estou desesperada, nem angustiada, mas também não indiferente. Eu só estou esperando um agora aquele que as pessoas vivem no presente.
Graças a Lizi tenho uma nova metáfora pra me definir: um copo de requeijão na beirada da mesa. Não deixa de ser de vidro, quebra. Pessoas não vêem isso. Sou tida como a 'insensível', a 'racional'. Por que não querem me conhecer? Eu sou legal, o lado lilás é legal... Ou não né, de perto ninguém é normal, já dizia o Caetano. E segue vida nessa afirmação, reafirmação do si mesmo. É o eu com o mim que minha filha falou, eles são impossíveis, como brigam, às vezes não saem do lugar.
Sabe de uma coisa, é melhor voltar aos afazeres. Tenho a Bíblia toda pra taguinar :P
'não me diga isso, não me dê atenção e obrigada por pensar em mim.'
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
sem sono...
A semana na faculdade quase não aconteceu. Quando os professores não faltaram eu que não fui à aula. Coincidência. Em Português, marasmo; writing, marasmo acumulado; Lingüística, vou descobrir numa próxima aula depois de 1 semana sem a professora ir; Latim, meia horinha de aula tá ótimo; Teo. Lit., poético. Ah, teve o italiano, mas eu tava aleatória na aula, confesso. Bem, ainda tem a outra metade da semana, talvez aconteça mesmo.
Do dia de hoje tiro de melhor a volta do curso de inglês, na qual estava garoando um tiquim. Então vinha eu com aquela penugem de gotículas minúsculas caindo no meu rosto e tornando-se uma sensação muito agradável na medida em que eu andava. Ia seguindo e querendo ir mais devagar para sentir mais daquilo. Um prazer digno de Amélie Poulan! Nada de temer molhar roupa, cabelo, material... tocar a alma é o ponto. Chegar ao conforto do si mesmo e olhar pra frente e ver o indivisível mil vezes passando pela luz da lâmpada do poste. Ah, foi bonito o espetáculo da chuvinha contra o vento.
Na verdade eu ia falar do Cem Anos de Solidão agora, mas creio que tenha de ter mais lucidez pra tratar de um livro tão rico. E eu o devoro ainda, agora degustando os últimos pedaços, como para não deixar de tê-lo comigo. Aconselho a todos que leiam esse livro!
Vou dormir então... Obrigada pela atenção!
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
serelepe
Confesso que passei o dia com humor duvidoso, indo pro rude rapidamente.. mas nem tudo está perdido e a Fabíola salva sua alma por umas poucas palavras.
e agora minha irmã apressa pra usar o computadorr.. mas eu já volto!
:)
domingo, 4 de setembro de 2005
drama do cobertor antigo
Agora vou eu nas minhas confabulações pensar: e se alguém estivesse comigo por mera conveniência, daí quando encontrasse alguém ‘melhor’ partiria a galope deixando um bilhetinho lilás de despedida breve? Digo que outra pessoa o faria, porque não me imagino com um ser e paralelamente esperando um príncipe encantado vir me resgatar e me tirar da suposta tortura.
Será que é regra depois de um tempo os namoros sucumbirem ao mofo da mesmice? Sinceramente eu penso que não, como até vejo por aí uns apaixonados que buscam a si de maneiras diferentes, olhares diferentes e vão se descobrindo boa surpresa um para o outro e fazendo do relacionamento um vinhedo de qualidade.
Cada relacionamento é um mundo, mas daí as pessoas se tratarem como num mercado de pulgas: ‘ah, se eu encontrar um cobertor melhor eu devolvo esse’. Não se consegue viver sem coberto então? Mesmo em profunda tristeza as pessoas se limitam àquele cobertor que não querem mais na certeza de que um dia ‘encontraram um melhor’. Sonham com o dia do cobertor passado ir pro lixo, afinal não esquenta mais mesmo, contudo não vêem que enquanto mantiver este cobertor antigo consigo nunca vão conseguir se desvencilhar dele.
Que não nos limitemos aos cobertores velhos, as estações que passaram, aos céus que só podem ser azuis.
sábado, 3 de setembro de 2005
the sky is blue...

As cores das nuvens nessa foto me pegaram de jeito. Tenho lá meu fascínio limitado por nuvens e céus por conta de um trauma da 5ª série, quando ao escrever uma redação na prova de Português sobre os desenhos da nuvens (os quais passava horas averiguando) a professora me chama na sua mesa e no meio de todos confere um tom jocoso ao se referir a minha redação dizendo: 'não existem nuvens azuis'. Todos riram, menos eu que fiquei impressionada: ué, não existem nuvens azuis? O que eu vejo então? Concordei com ela assumindo pra mim a culpa da falta de atenção dizendo que não era lá meu costume ficar olhando pro céu. De fato, dali adiante não olharia pra ele como antes, como se tivesse me ludibriado e não merecesse perdão.
Depois, mais velha e ao observar o céu de outras paragens dei-me conta de que minha nuvens azuis exitiam sim, que fossem reflexo do céu da noite, assim como essas alanrajadas o reflexo do sol poente. E que direito tem as pessoas de mandar nas nuvens de uma criaturinha?! Ou melhor, nas nuvens multicoloridas da imaginação de uma criança? Mas depois da minha indignação também refleti: eles não são culpados, são adultos que não têm mais do recordações.
As nuvens podem ter tido as cores que eu quis, contudo serei eu daqui a pouco que terei de corrigir 'as nuvens não são azuis', contando só com as recordações do tempo que não pensava assim.
fafanápole, faltam 15 dias, o que faremos no meu aniversário hein?! :)
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
O momento 'feminismo' se deve mais pelo ódio às aulas. :)
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
2 filhos, um bom cinema nacional
Quando vi o cartaz a primeira vez logo pensei: ‘mais um besteirou vem por aí’. Ledo engano. Os 2 filhos de Francisco é o um filme que verdadeiramente emociona, não apelando para um melodrama barato, mas usando os fatos que sucederam na vida de forma crua num roteiro muito bem engendrado. Aliás, um parênteses aqui para parabenizar as roteiristas Patrícia Andrade e Carolina Kotscho.A história de ‘Zezé de Camargo e Luciano’ é muito mais do que músicas melosas sertanejas,No filme que vemos a origem humilde da dupla e a sagacidade do pai em torna-los ‘alguém’ através da música. Seu Francisco era dado como louco, afinal enquanto a família passava fome ele não media esforços em manter os meninos cantando e tocando instrumentos. Obviamente ele contou com a facilidade que o mais velho, o Zezé, tinha em lidar com música, trazendo o sonho distante mais pra perto. Neste percurso para a fama contam com a infelicidade de um acidente que adiou em parte o sonho e ao final vemos que o Luciano entrou no ramo por mera sorte mesmo.
Se você está profundamente ressabiado com que verá no cinema, não se deixe impressionar pelos primeiros minutos onde me perguntei ‘o que estou fazendo aqui?’, e nem com algumas berrantes propagandas que chegam a dar ar de humor, tamanho o exagero. O filme emociona mesmo, alguém poderia dizer que nem parece filme brasileiro (muito menos tem orçamento de filme brasileiro, 5,9 milhões) e quem viu sai respeitando a dupla e ainda cantarolando ‘é o aaaamor que mexe com minha cabeça e me deixa assim’, mesmo detestando sertanejo.
Quem merece destaque especial é Ângelo Antônio por sua interpretação como o pai dos meninos, excelente; não só ele como também a Dira Paes fazendo o papel da mãe. A escolha do elenco foi muito feliz, desde os meninos quando pequenos ( a melhor parte do filme, na minha opinião), até a absoluta semelhança quando adultos (impressionante o Márcio Kierling como parece com o Zezé).
Então meu conselho é, deixe o preconceito que te impede de ir ao cinema prestigiar o filme juntamente com as vovós e mamães e assista Os 2 Filhos de Francisco sem medo, afinal estará vendo um dos melhores dramas do ano, ouso falar.





