sexta-feira, 29 de julho de 2005


A Fantástica Fábrica de Chocolate é um filme que certamente marca aquele que vê de uma uma forma leve, mas que fica ali, permanente na alma desde o momento que se tem contato com a vida do menino Charlie. Adentra-se num mundo de sonhos, sonho de criança esse, da criança comum que simplesmente É criança. Charlie é essa criança, que não é heroína, nem tem poderes a la Superman; ele passa por dificuldades e reconhece na sua família um refúgio de ótimos momentos. Já as outras que passamos a conhecer são aquelas que parecem querer 'crescer' logo, preocupadas com um mundo que não é dela, não vivendo a imaginação comum da idade, que se encerra em um mundico traçado por chicletes, video games, poneis ou comida, muita comida. Para aquelas crianças o limite é não ter limite. Para Charlie o limite é a imaginação, o sonho, a fábula, o chocolate.
O excêntrico Willy Wonka abre suas portas para aquelas cinco criaturinhas, saindo uma vencedora. Venceu aquela que não nega que é criança, com idéias de crianças, concatenando com os 'absurdos' da fábrica, procurando aprender e não julgar o certo ou errado ou verossímel, afinal se é tão somente criança.
Confesso que no início quase chorei e no final saí sorridente, mais pispirica do que nunca. Vontade de vê-lo novamente é o que não falta. Um filme para todos os dias, agradável, sensível, bonito de ver, com rio de chocolate e emoção.
Ai, minha vida, quantas vezes sonhei que teria uma fábrica de chocolate! Senti-me o Charlie da história...
Divertidos!

Os arquétipos

O guloso

A competitiva

A mimada

O alienado

O menino comum
Um sonho, meu sonho.






quarta-feira, 27 de julho de 2005

Chegando então em casa. A volta foi agradável, uma temperatura amena e uma gripe em todos. Não pude deixar de observar cada centímetro da estrada como se tivesse de gravar em meu cérebro, porém acabei por cochilar em alguns momentos...

O verde era verde de vários tipos, camuflando gente, flor, bixo e a mim mesma naquela paisagem de morros e morros. Altos e baixos, como dentro da gente, como me senti várias vezes, oscilando de cá para lá em curvas fechadas de exigir atenção mais que dobrada. Estive a criar historinhas paras as pessoas que viviam nas casinhas da beira de estrada, para os sertenejos que via passar, ou na lida. A vida na roça, como é sofrida, eu me admirava e admirava cada pessoinha q passava, e via meninos soltando pipas, meu sonho de pequena era soltar um pipa. E via o senhor com a enchada passando na beira da estrada, para onde ele iria serpentiando por aquela estrada sem fim? Para onde descabaria a vida dela que bem naquele momento cruzava com a minha, ele com o chapeu preto, com o rosto sofrido, com a sandália caminhando passos curtos... E cruzava comigo naquele momento, ele olhou para mim e eu retornava o meu olhar atônito: eu existia na vida dele por uns segundos, ele existiria na minha mais do que isso.
E continuavam as curvas, e chegou uma hora q me forçava a ficar acordada, o olho desobedecia e fechava. Tanto verde igual-diferente que eu queria observar. Mantive aquela dança dos olhos por uns instantes, logo o olho vencia e fechava. Fechava consciência, fechava verde... Ia pra não sei aonde. Acordava depressa, onde estou agora? Mais verde, mais buracos. Certo momento haviam um grupo de homens que tampavam os buracos (tantos tantos) com o barro vermelho (que gruda que é uma beleza no asfalto) e colocaram a plaquinha: 'colaborem por favor'. Eu colaborei, com dinheiro, com um obrigada, pq eles faziam aquilo... Não tinham nem carro... TInham esperança de conseguir o jantar a li de certo, e eu agradecia com os olhos empapados de lamúria por tanta tanta... tanto descaso. Comigo, com a estrada, com eles. Não cuidam da gente. Não nos cuidamos, o governo não cuida, eu não cuido. Ahh, a culpa, ela cruzou com o verde e se destrambelhou pirambeira abaixo. Ficou o verde e o barro vermelho (lembra a Itália, bandeira :P).
Junto com a paisagem vinha a música, eu escolhia, escutei Kid Abelha, meu lado meloso é esse. Meu pai não gosta. Escutei também 'eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada', e nenhuma palavra me dizia, ou dizia o que eu via, a paisagem se dizia e era só. Só eu e a música e a paisagem, livres. Presa era eu, em casa imagem, casa curva, árvores com flores lilases não faltavam, parecia que sabiam que era eu quem estava passando. Eram lilases para mim, eram sim. E eu me fazia verde pra elas. Éramos natureza, natural, eu queria estar lá, saltar do carro, parar tudo tirar uma foto e olhar sorrindo pra dentro de mim: eu seria feliz. Observando plantações de café, vaquinhas pastando, homens capinando, crianças brincando, mulheres esperando. Eu era feliz, de um feliz que é, permanece.

Páro na parte da felicidade. Deixo a lua para depois e com ela a inquietude.

:)

Saudades do blog...
As férias de internet acabaram!

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Fah pirambeira abaixo...

Não, não caí. Pirambeira (expressão típica de Minas que denomina uma colina) é por onde ando passeando... Ruas que são um tobogã! Cima pra baixo... verde, verde, verde.
O caso é que até chegar em Valadares, pensei que várias vezes não seria possível, afinal o que tem de buraqueira nessa estrada não é mole! Eram carros, caminhões, ônibus a 20km por hora para menos, isso tudo para passar pelo 'rali'. Um absurdo de abandono fazem que 2 anos que a estrada vai só piorando! No verão, com tanta enchurrrada, há quedas de pontes, de pedaços de estrada e queda de barreiras. O caso é que não se tem descanso, acaba se perdendo o prazer de estar na estrada e... O risco é grande para todos que estão nela. É lamentável.
Em um momento passa um carro no sentido contrário e o motorista gritou 'o mensalão daqui tá faltando' e meu pai em todo o empenho desviando dos buracos deu-lhe a resposta pronta e rápida 'ééé'... E continuava a situação, só piorando.
O caso sério é a volta, enfrentar tudo novamente... arg!

terça-feira, 19 de julho de 2005

E sobre sermos professores...

Esse, se não é, será um tema recorrente do blog. Vivo neste meio de perto e a distância, inevitável não escutar histórias e perspectivas que divido aqui com umas linhas.
O último dia do curso de extensão sobre dia Clarice foi proveitoso para se ver que o que com a litératura dela ela trata de nós mesmos tão profundamente que as professoras muito falaram da vida delas. Uma contava que tinha um aluninho dela da 5ª série que se dizia apaixonado por ela (a professora) e que ele tinha problemas não só visuais(usava uns óculos daqueles beeem fundo de garrafa), mas também mental, pois ele não acompanhava os outros; os outros tiravam com a cara dele por ele ser 'estranho' e ela dizia que era cortante ver aquela criança que não conseguia acompanhar o raciocínio dos demais, além de ter um problema de família na qual ele ia ficando cego com o tempo... E ela assistindo tudo aquilo sem poder mover uma palha.
A outra professora contou de algo bem típico de professor de escola pública (supletivo) em grandes cidades, alunos que mexem com o tráfico e não aceitam o veredito da professora, questionam a todo momento pq aprender o que é sujeito se eles já estão com a vida feita no tráfico e ainda mostram bolos de dinheiro para professora, afirmando que de não precisam daquilo. E ela pergunta 'o que faz aqui então?', eles não respondem, mas estão ali para fazerem parte da estatística do governo em relação ao eficaz combate ao analfabetismo. Enquanto isso vão de 'trabuco' para sala de aula, e ai da professora se disser um 'não' para as criaturas. E eu dou meus mais sinceros parabéns ao gonverno pelo combate ao analfabetismo! ¬¬

O primeiro caso vai de encontro aquelas propagandas do governo veinculadas no início desse ano sobre escolas que deveriam estar de portas abertas pra alunos 'especiais', na sua integração com as outras crianças. Esqueceram de avisar que nem as escolas, nem os professores e nem as crianças estão lá preparadas pra alguém 'especial'. Se as crianças já normalmente pegam no pé umas das outras e exploram os esteriótipos ao extremo (quem é alto demais, gordinho ou magrelo sabe o que é isso!).
Por conseguinte vemos o que a 'escola' representa para muitos jovens: uma perfeita inutilidade. Vão ao colégio, bagunçam, ameaçam professor, sentem-se os maiorais e o motivo, qual seria? Eles não sabem! Não sabem o porquê de estudar... O estudar que é massante, chato e que desde sempre rezam por acabar.

E eu ainda fico pensando: pra que serei professora mesmo? Acho que ainda fica valendo aquela teoria de ensinar 'boas maneiras' ao invés de Língua Portuguesa.

ÊÊÊÊÊ o Dani esteve aqui!

Pois então, na 2ª feira (ontem), o Danilo esteve aqui em casa! Fui buscá-lo no terminal de Niterói e viemos aqui pra casa onde começamos a conversar sobre a cidade do Rio, sobre a FURG, UFRJ, Rio Grande, a vida, a fonética (Nãnilo), demos boas e grandiosas risadas! A internet não funcionou então ficamos escutando música no computador, ele conseguiu fazer tocar CD aqui no micro (desde qdo tinha instalado o gravador de CD não funcionava). Aí gravamos rapidamente uns CDs enquanto conversávamos e tirávamos umas fotos. Falando em foto, imaginem o Danilo tirando foto com câmera digital... Minha irmã teve ataque de riso até: ela tirou umas 6 vezes a mesma foto! ahahahah Normal do Danilo! Falamos tb de viagens, obviamente e ele conversou aqui com meu pai, mãe e tudo mais (o Danilo é super comunicativo). Pena que eu fiquei de viajar hoje, senão ele passava uns dias por aqui.
Ahh, senti-me próxima, próxima daquela patuléia ordinária! E faço o convite a eles que venham me visitar, sabendo que não é nada de um dia pra outro, mas pode-se lá pensar no assunto :) Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, o Danilo prova isso pra quem quiser ver: ele anda pelo Rio pra cima e pra baixo. E quem vier, busco onde for , trago aqui pra casa, não tem perigo de se perder. Daí saborearemos um bom chimas e passaremos ótimos dias aqui, juntos! :)

Por agora, fica em suspenso minha viagem pra Minas por mau tempo (subir serra de Petrópoles não é indicado).

Buenas!

domingo, 17 de julho de 2005

arrematando a história...ou não!

A fé é algo bonito, como a Andréia disse no comentário anterior e Lizi arrematou questionando como o povo nordestino viveria sem fé. É isso que sempre me perguntei, como aquele povo viveria sem Fé! Sinceramente não sei... Sei o que vi no "Auto da Compadecida" hoje, filme que não me canso de ver. Além de ser uma risada só, remete a uma graciosidade de pensamentos e reflexões.

A risada vai do início ao fim, mas aquela parte que aperta o peito é quando João Grilo tá pra se entregar e a Compadecida se desespera e diz que 'não', aí ele volta pra terra. Voltando, no final do filme um homem pede um pedaço do pouco que eles tem de comida e a moça dá de bom grado e ainda afirma: 'dizem que Cristo se disfarsa de mendigo'.

Eu digo que nosso conforto é tanto que não conseguimos entender o que é não ter o que comer, uma criança não ir bem na escola porque sente fome de comida e valores, a dor da ferida dos outros. Tentamos entender do que é nosso. Temos fé no nosso bom Deus.

Mas, não indo muito longe, podemos nos perguntar e como nosso vizinho vive? Como aquela mulher que limpa a sala vive? E aquele homem que capina ali adiante? E as 3483748 pessoas que cruzamos todos os dias? Os nossos amigos? Como viver com ou sem fé? O que é viver?

Deixo pra lá a essa altura os pensamento já estão trôpegos e me entrego a nada mais do que à poesia :)

Quanto vive o homem, afinal?
Vive mil anos ou um só?
Vive uma semana ou vários séculos?
Por quanto tempo morre o homem?
O que significa para sempre?
(Pablo Neruda)

sexta-feira, 15 de julho de 2005

audas audas!


A Fé é algo. Ontem estava discutindo com o Hobbinho a questão da religiosidade, como ela vem sendo deixada de lado no mundo da lógica e da tecnologia. Aí realizei, a questão mesmo não é a fé no mundo, mas sim a minha Fé. Porém a madrugada não estava nada convidativa para essas reflexões.
Agora pouco assisti novamente "Paixão de Cristo" e prestei atenção em cada detalhe, me emocionei, fiquei refletindo e indo pro mundo das questões enquanto via. Eu via a menininha Fabíola que desde cedo ia pra Igreja, pra catequese, que decorava cada oração como um novo desafio a ser vencido, como se crescesse perante Deus. A menininha que mesmo contestando algumas coisinhas mantinha pra si toda a Fé: em Deus, nela mesma, na Humanidade. Acreditava que quando ficasse grande sua Fé fosse indo junto, olhava as velhinhas na Igreja e pensava: "só depois de velho que esse povo volta", sabia todos os cânticos de cor (era uma das partes prediletas dela), até defendia Maria quando um crende daqueles armados vinha inquiri-la como se a verdade pertencesse só a um. A verdade... a menininha achava que tudo era verdade, mas nao achava verdade alguma.
E a verdade pra você o que é, inquiriu Cláudia a Pilatos. Ainda completou: se você não pode ouvi-la ninguém vai escutar por você. E é o que eu digo pra menininha, você tem que escutar por si própria, não esperar da boca do outro. Use sua mente, seus sentidos todos e busque a Verdade por si, por seus olhinhos que pequenos olham lá da alma. Menininha que acreditou, que foi sincera, que rezou todos os dias (na ordem exata de cada oração aprendida), que abraçou... Não se perca por aí, por um 'aí' passado e esquecido, volta e me ensina o que podemos aprender com a verdade, a nossa.

Indiferença

Tanto foi-se falado falado disso ano passado, qual o pior: o ódio ou a indiferença?
Andei, andei pensando... O ódio não é aquele que te corrói, consome feito ferrugem? E a indiferença, o que é? Aquilo que é 'nada', que vc não sente por alguém que vc já sentiu?
Combati que a indiferença é pior que o ódio, machuca mais alguém ser indiferente a você do que te odiar. Na verdade são passos, antes de chegar a indiferença se chega ao ódio(nem sempre). A indiferença seria o ápico do ciclo.
Quando se está naquela de odiar é pq a pessoa faz diferença, daí o 'odiar', fazia tanta diferença e nos desapontou tanto. Agora, quando se sente indiferença... A pessoa não significa mais nada na nossa existência, página mais que virada, indiferente. É suavemente mais cruel: nos consome menos, mas extinguimos o outro do nosso pensamento, do nosso cuidado.
Particularmente não sou adepta do ódio... Não por ser a pessoa mais virtuosa do mundo (hahahaha), mas por simplesmente não gostar de alimentar isso dentro de mim. Se algo me chateia ou tento resolver ou camba pra indiferença.
- Eu não sou extremista e deu! (como diria o Tio Régis).
Vou pensar mais aleatoriamente...

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Doce invasão

Renderam meus sentimentos, roubaram minha atenção, expulsaram a amargura e calaram a solidão. Vieram aos poucos, em bandos de alguns raros para brigarem pela minha alegria e espontaneidade. Quando vi estava minha vida inundada com um tanto deles por todo o canto que eu olhava. Agora sorrio quando penso neles e torço para estarem no raio do meu olhar mais um vez.

- Rimas pobres, palavras simples... Mas não preciso de muito: pessoas que estimo, a patuléia de sempre, tulipas vermelhas, borboletas amarelas, um lugar com o pôr-do-sol mais bonito que eu possa imaginar. E só. Digo: só. Pra fazer vida lilás...

(agora era a hora perfeita de ter uma foto da patuléia, mas não sei fazer aquele treco q a Lizi me ensinou direito... bem, fiquemos com a imaginação, mais rica que tudo;)

Lembra São Chico:



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E escrevi um conto! Sim, um conto... Depois de 498273482 anos sem fazer algo de útil: um conto! Rélis conto que vem como adrenalina na minha veia. Ah, um conto... Fruto da docilidade hostil.

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Ps. 1 - Medeleine Peyroux é mesmo ótimo!!! Obrigada pela dica Andréia!
Ps. 2- Que post aleatório...
Ps. 3- Não um terceiro :P

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Um último suspiro... Ahhh, saudades :)

terça-feira, 12 de julho de 2005

Tentativa

Confesso, hoje estou um pouco desnorteada. Não foi por conta da tia Clarice, eu juro! Mesmo sendo o último dia do curso de extensão sobre ela, hoje foi o dia mais light em termos de mergulho na literatura da tia. Estou com uma coisa de 'sei lá' com reticências muito forte, pensando repensando, cuidando a linguagem minunciosamente dentre de mim tentando, sim, tentando espairecer alguma coisa nessa mentizinha minha de garota de apartamento. É difícil, mas tenta-se.
Tento há tempos ser uma irmã melhor, menos egoísta (o quarto que é só 'meu'), uma filha mais agradável (indo ver novela com a mamãe se preciso), um colega de faculdade legazinha (participante dos eventos extra-classe quando possível), e uma boa aluna pra todos da família terem orgulho da futura médica que eles não puderam ter. Eu tento, tento, eu tento.

Ainda hoje vinha pensando no ônibus (recorrente esse veículo) uma maquininha dessa de reter pensamentos, cada parte dele e nos dar pra deleite. Deleite de quem? Aí está um dos motivos pq leio Clarice, ela é um pensamento constante, de um coisinha vai indo, indo e parando pra lá de Bagdá... e dentro da gente na verdade não para nunca. Não é técnica, é deixar-se levar... Só. Não tem nada demais nem de menos, não quero ser Clarice ou Virginia Wolf. Quero ser... existir, transcender, ser um eu 'subjetivo', não o eu dos outros. Eu me sou, quero ter forças pra me abarcar e só, só, sozinha vencer e ser vencida por essa lacuna que é viver.

Estabeleci regras a serem quebradas e retomadas, revi planos que eram pro esquecimento mesmo, proferi olhares que escaparam como suspiros inacabados e observei a sorte de gente que era sortuda por se ter e a outrem. Eu me tinha, e só, não me tinha completa. Mas as pessoas têm outras... Elas se têm? Não quis entrar nesse mérito, pq nem eu me tenho. Sem barca que me alcança, por enquanto navego. Só. Tentando. Chega por hoje :)

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Um ser que já nascera com falta. Faltava abrigo ou embarcação que abrigasse tamanha vontade do que não era. Era algo que falta consigo próprio e imperceptível a qualquer olhos. Olhos salgados por uma saudade vinda lá do infinito do não-sei-aonde. Não soubera aonde se esconder quando sentiu que sentia tanta falta por ser. Ser, aí está, era algo... Algo que olhava vazio as estradas, várias delas como um quebra-cabeça virado de cabeça para baixo procurando suprir tanta falta de si mesmo. Mesmo tão assim por dentro ele sabia que a vida era tão luz, tão externa e tão procura que cansou de faltar si quando se precisava ali.


domingo, 10 de julho de 2005

Inspirada por Madagascar




E eu sou uma zebra com crise existêncial. Sou branca de listras pretas ou preta de listras brancas?!?!?!?
:D

sexta-feira, 8 de julho de 2005

De bicicleta

"Bicicleta" foi um tema recorrente desssa minha semana. Um dia estava eu a lembrar o tempo que andava loucamente de bike pelo Rio (qdo era pequena) de casa até a pracinha juntamente com meu pai. Depois, falando da minha vontade de cruzar o Brasil de Norte a Sul de carro, vem a pessoa me responder: 'eu pensei que seria de bicicleta', com essa observação me senti tão medíocre de pensar em ir de carro... Aí, pra terminar de vez, vem a Lizi contando seu sonho no qual eu chegava em Rio Grande definitivamente de bicicleta, lá casa do Italiano (que não era no Cedro :P, mas na Buarque de Macedo) e ela se encontrava lá também a minha espera.
Acho que vou pegar minha bicicleta lilás e sair viajando por aí, vai ver que está nisso o meu destino, ao menos por essa semana! :)





Ps. Nunca pensei que fosse tão difícil traduzir poemas do Walt Whitman.

A voz do povo

Os apresentadores do Jornal Nacional ontem anunciaram contentemente que o povo poderá decidir se se deve proibir ou não o comércio de armas de fogo em um referendo (palavra estranha essa), no qual os eleitores TÊM que responder a seguinte pergunta: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?". O que eles não explicitam é que antes de responder essa pergunta nós, os eleitores, seremos bobardeados por um imprensa tendenciosa que irá mostrar que a única alternativa viável (já que a escolha está em nossa mãos), será votar CONTRA o comércio de armas. O terrorismo da Globo vem sido feito há tempos, aquele que levanta a mão pra falar a favor ou mesmo quem mostra dúvidas em relação aos 2 lados em questão é imediatamente condenado como alguém contra a paz e os bons costumes.
Só que ngm fala também que as armas que continuam matando por aí não são aquelas compradas em lojas, são as que estão ilegalmente na mão de bandidos e legalmente na mão de policiais (um linha tênue entre esses dois). O politicamente correto é o mais fácil e nessa facilidade o que seria um exercício de democracia é nada mais que uma votação simbólica pq todos já sabem o resultado.
Não gosto de armas, não me sinto bem perto de uma e nem olhando de loooonge (comum aqui no Rio os policiais com aquelas armonas dando um clima de 'Bagda'). Contudo simplesmente proibir só vai gerar um lucrativo comércio ilegal. O que se poderia fazer (contudo mais trabalhoso) seria através da tal educação (o que é isso mesmo em nosso país?), mostrar aos jovens que arma de fogo não faz ninguém virar super-herói, cultivar valores e mostrar alternativas reais para o indivíduo se inserir na sociedade como gente, não como bixo!
Na desigualdade começa tudo... Porém é mais confortável pra esses socialights de quinta aqui do Brasil se mostrar horrorizados com tamanha violência, dizer que lamentam e culpar as autoridades. Agora as autoridades passaram o pepino: eles que não querem ser culpados mais uma vez por conta do erro de toda uma nação. E Globo, continue fazendo da sua voz a nossa, assim não precisamos pensar mesmo, mais uma vez...

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Vc é que tipo?

Indubitavelmente é impossível classificar simplesmente pessoas por 'tipos', contudo a busca pelo conhecimento por si mesmo acaba levando o homem a perscrutar lá dentro e buscar os tais 'tipos'. Daí que achei uma comunidade no orkut chamada Tipos Psicológios (Jung) na qual haviam sites para fazer uns testes psicológicos para se descobrir o seu e já que trata de Jung resolvi fazê-lo. O teste é um classificador'>http://keirsey.com/ptest.html">classificador de temperamentos e acabou revelando pra mim mesma modificações da minha vida que eu mesma não tinha me dado de conta... É um conhecer-se mesmo.
E o resultado foi esse gráfico, que apontava para uma descrição de perfil que peguei de outro site (tb na comunidade) e conferi o que a tal sigla
Mas eu não sei. Há um 'não sei' que fica. Parece que devo fazer o teste novamente, pra ter certeza talvez, pq pra mtas perguntas eu tinha outra resposta... estranho, no mínimo curioso! Ah, façam tb :)

ps. não consegui colocar os links bonitinhos nas palavras :/

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Um dia desses,,,

Pois veio a tal de 4ªfeira, com ela as notas de inglês(passei!), a chuvinha e uma tarde agradabilíssima com os novos amigos da UFRJ.
O que me chamou atenção no dia foram as tais reflexões aleatórias de ônibus (pra variar) nas quais me veio aquele sentimento de querer partir sempre do lugar onde estou. Quando era pequena queria ganhar mundo, em seguida fui pra SC e lá seria só o incío pra mim, uma criatura impolgada com as tais mudanças; depois veio RioGrande, mais cedo do que eu esperava me tirando o conforto da tal mudança. Queria partir do Rio, queria partir de São Chico, queria partir de Rio Grande. E agora mais uma vez: quero partir. Que algo estranho esse que me toma e sentencia que meu lugar nunca é no lugar onde estou?

Questões! Questões não têm respostas...

Mas voltando aos amigos, eles se revelaram pra mim pessoas maravilhosas de se estar. Fico admirada comigo mesma que de bixo-do-mato convicto virei uma pessoa até bastante sociável (embora ainda mto reservada). O caso é que eles me pegaram para o grupo deles e pronto! a mágica se deu... Eu, como sempre, só tenho a agradecer, agradecimento que nem todos os sorrisos do mundo pagariam, mas um bom abraço paga os juros :)

Cada povo de cada canto é um pedaço desse quebra-cabeça que é a minha vida lilás de garota de apartamento...
Ai, ando pensando muito... minha vida é uma reticência!

'a vida é como espuma, por isso se confunde com o mar'.

ps. Li a carta da Lize 4x hj.

terça-feira, 5 de julho de 2005

Ai, minha vida!
Fazia tempo que não falava 'ai, minha vida'. Estou tensa, nervosa, roendo unhas... não é pra tanto, mas é algo quando se está pendurado e não se faz a MÍNIMA idéia do critério utilizado para corrigir sua prova.
Na 3ª fde hoje nada reflexões a la tia Clarice... Ai, chega 4ª logo, chega!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Guerra dos Mundos

Sabe aquele termo 'sem sal nem açúcar'? Pode se adequar ao filme como 'sem sangue e expressão'. Um filme sobre uma invasão cruel e impiedosa sem CRUELDADE! Quem não gosta desse tipo de filme, por favor, não vá! (a Lizi, que nem viu 'Laranja Mecânica inteiro, que não chegasse perto). Ao invés disso vê-se um show de efeitos especiais pra evitar que se veja justo a matança dos terráquios coagidos. Pessoas que viravam purpurina (ou um pó lá indefinivel), o que mais de 'sanguinário' se viu foi o ataque dos ser humano contra o outro ser humano em prol da sobrevivência.. contudo teve lá um ar de 'Titanic', um mamão com açúcar que acompanhou o filme todo e no final teve ser ápice!!!
Contudo não se pode tirar o crédito da outra parte do final, o que aconteceu com as criaturas alieníginas: foi o melhor final de filme alienígena que já vi! E passível de questionamentos filosóficos (pena que não posso contar!). Fora que Cruise fez bem o papel dele de pai desleixado que passa o final se semana com os filhos e que acaba tendo que preservá-los de todo ataque alienígena. E a menininha é incrível, a Dakota Fanning prova que é uma atrizinha de qualidade (coisa rara naquela fábrica de sonhos norte-americana) e é responsável por uma das partes mais interessantes quando ela questiona o pai se aquilo não seria um ataque terrorista.
Para não me estender muito: vale a pena ver o filme, principalmente para aqueles que não gostam de sanguera e crueldade que esses tais ataques de seres do outro mundo deveriam ter (tia Lizi vai gostar - o cartaz em japonês em sua homenagem). Pois se me acharem mto a la 'jean claude van dame', raciocinem comigo: um filme de guerra, invasão, poder bélico, alienígenas inteligentes e maquiavélicos querendo dominar o universo sem o choque de como verdadeiramente isso seria. É como ver 'Laranja Mecânica' sem o Alex praticando a 'ultra-violência'.

Para quem ia ver Batman... ainda vejo o filme do homem morcego! Este sim, espero que seja merecedor de elogios! (sim, sou fã de Batman)

domingo, 3 de julho de 2005

rema-a rema-aa

Finalmente assisti 'Diários de Motocicleta' e confesso que não estava nada ansiosa por ser tratar do "Che Guevera" afigura mítica que mtos idolatram. Eu só sentia que iria ter um 'q' de muito bonito, nada de revoluções armadas, mas sim revolução da alma. Acertei.

Uns jovens que chegam ao outro lado do rio, vão viajando de moto, a pé, a nado... Eles vão desafiando as adversidades dentre os países da América Latina e no fundo no fundo represantam aquele sonho de liberdade da juventude de sair por aí alimentada por sonhos e ideais por uma vida menos ordinária. Eles se sensibilizam pela pobreza do continente e se disponibilizam a ajudar mal sabendo que ali estava a chave de toda a mudança de filosofia de suas vidas. Contudo eles mentem, aprontam como qualquer outros dois jovens e estão simplesmente a caça de aventura, da mais genuína.
Isso acaba indo de encontro com um sonho meu ainda de infância que era percorrer todo o território brasileiro de extremo a extremo, só que não de moto (não gosto de motos), de carro, é mais confortável :P embora se perca em quisito 'liberdade de espírito'.
E o que ficou pra mim no final de tudo: será mesmo que a justiça social é algo inatingível? Rema-aa rema-aa...

sábado, 2 de julho de 2005

crianças...

Passei uma tarde espoleta com meus primos. Muitos desenhos animados (Procurando Nemo, Irmão Urso e Os incríveis), depois sessão 'vamos desenhar'... adoro desenhar com crianças pq elas fazen cada coisa tão tão tão linda e não têm noção. Um deles docilmente me perguntava a todo momento 'faubíla, o que vc vai me ensinar hoje, os números?'; só queria dizer mesmo que muito eu que estava aprendendo, mas isso já virou meio clichê... e fora que ele não entenderia afinal crianças são doutrinadas a 'aprender' e enfiam no cérebro delas q as criaturinhas não têm nadica de nada a ensinar. Pura mentira. Como gostam de mentir pra crianças! Igual a mim hoje, com a insitência e choradeira do meu primo querendo ir pra 'casa da faubíla', disse q voltava outro dia só pra buscar ele. Que vergonha... Bem que eu fazia em fingir que acreditava em adultos quando era menor.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

verdade?

Muitas vezes me sinto num muro, ali na beirada pendendo de um lado e outro. Calo-me, não me zango e não emito juizo de valor. Estou ali e só, pq na verdade não sou eu a pessoa apta a julgar o errado dos outros.
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“Encontrei hoje, em ruas separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro.
Cada um contou a narrativa de porquê se haviam zangado.
Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões.
Ambos tinham toda razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado diferente.
Não; cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, e cada um, portanto, tinha razão.
Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.”
Fernando Pessoa

quinta-feira, 30 de junho de 2005

e da tal teoria literária...

"Somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo. Devemos conservar o sentido da vida, devolver-lhe esse sentido, vivendo com a língua. Deus era a palavra e a palavra estava em Deus. Este é um problema demasiado sério para ser lançado nas mãos de uns poucos ignorantes com vontade de fazer experiências. O que chamamos língua corrente é um monstro. A língua serve para expressar ideais; mas a língua corrente expressa apenas clichês e não ideais; por isso está morto e o que está morto não pode engendrar ideais."
João Guimarães Rosa

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É o que ficou no final do semestre das aulas de Teoria Literária II com o professor Antônio Jardim.

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Meu limite é essa flor...



quero um abração do tamanho do mundo!

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Terminei o trabalho da tia Clarice, amanhã terminam minhas provas e eu... O que faço depois?
Humm... isso mesmo!

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Desmargiei o blog de vez. Pronto, tudo assim, desajustado. Já que é pra estar sem margem, esteja sem margem direito! (e sem margem esquerda, direita e nada de enganar com tereceiras margens...).

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Falei com o Régis hoje uns poucos minutos, o suficiente pra ele pegar loucamente no meu pé em relação ao meu 'sotaque carioca'. Mas eu sempre fui carioca! Esses gaúchos que são um acidente de percurso. Mas pelo que vejo, em relação a sotaque nunca vou ser normalzinha mesmo. Melhor é ser uma flor...

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Mas não sou previsível como uma couve-flor!

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Amanhã estarei mais organizada, juro!

:)

terça-feira, 28 de junho de 2005

Ih, prova! se eu fizer uma boa prova amanhã, pronto! o semestre terá valido a pena...
Que bobagem isso, até parece que ele só terá valido a pena por conta de uma provinha de decorar textos em inglês. Não, não, meu mundo não se resumi a isso: colar em grego, decorar textos em inglês e copiar provas de latim.
Pra mim esse semestre só não pode findar de boas questões, de falar (mal) dos gramatiqueiros, de tentar alguma solução pra alguma questão dessa q fica perdida entre um dia e outro.

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Recém conversei com um ilustre membro da blogosfera (poderia bem se ter outra palavra pra isso) por msn. Fiquei boba de descobrir uma pessoa tão querida, embora já indicasse isso por seus posts e mais posts...
Mas pensando bem isso não passa de um blog. E o que é um blog? (além de marca de ração de cachorro lançada pela Eliana - vejo isso num cartaz todo dia passando de ônibus).
- É aleatório, ao menos o meu, assim como eu. :)

domingo, 26 de junho de 2005

Hoje tenho coisa pra contar, seja meu sonho maluco de ontem pra hj (que sonho não é maluco mesmo?), ou a festinha adorável de 2 aninhos q fui ontem(quem diria q adjetivaria tão positivamente assim a tal festinha). Por ordem cronológica, vamos à festinha!

Era uma daquelas festinhas de criança q eu não tinha nada o que fazer lá. Tinha q dar minha ilustríssima presença (oh, garota importante). A menininha era filha de nossos vizinhos aqui de andar, eles que nos indicaram o lugar pra morar no Rio. Só sei q com o tempo foi-se estreitando os laços deles com a da nossa família e aí cria-se um fenômeno que pode ser classificado como afeição. O caso é q nunca me senti tão avontade numa dessas festas infantis. Queria ter um irmão pequinho só pra ir lá pra frente brincar com ele da brincadeira do bambolê, de imitar e o q fosse. Era tão 'puro' (adjetivo constantemente usado por uma amiga de facul). E um dos momentos mais bonitos foi quando o pai fora dizer umas palavras e acabou se emocionando pelo fato de seus amigos estarem ali, prestigiando o aniversário da sua filha. Ahh, mais um pouquinho eu chorava tb, ando tão sensível que não posso ver uma formiguinha sem perna q eu choro. :PP

Ah, agora também não quero mais falar do sonho, q na verdade foi um filme, produzido por mim! ahahaha

Bem, agora estudarei um tanto para a prova de reading, pra depois mergulhar no mundo da Tia Clarice :)

Outra coisa: como eu gosto de vcs. - Pispirica eu!

sábado, 25 de junho de 2005

Borboleta amarela...

"Borboletinha tá na cozinha
fazendo chocolate para a madrinha
Olhinho de vidro
Perna de pau
Pouco de milho (?)
E nariz de pica-pau pau pau"

- Essa musiquinha eu cantava quando tinha meus 4 anos. Certa vez meu pai gravou em fita eu cantando... Só que daí ele apagou :( Como eu gostaria de escutar minha voz com 4 anos!!!

sexta-feira, 24 de junho de 2005

Um cachorro desse q eu queria... Ainda terei! Aí ele poderá comer as plantas do meu jardim. Nantes o nome dele.


O espelho de 6ª

Olha, estou sem margem tb... E eu que ia debochar do Italianinho :P. Bem que estou sem margens mesmo, talvez na terceira margem do rio. Se bem que 6ª feira é dia de espelho. Reflexo, olhar pra si mesmo por dentro de si. Complicado.

Andei tendo pensamentos de ônibus esquisitos, mas não inéditos vindos de mim: já pensou se isso que nós vivemos não passar de um sonho nosso, ou de outra pessoa, 5 segundos da vida dela, toda nossa vida... No mundo onírico o tempo é o de menos, nosso tempo lá não conta mesmo. Ainda pensei naqueles lapsos que temos de forte impressão de que já vivemos determinada situação: uma vez na 6ªséria, tinha acabado de me mudar pra SC e estava na sala de aula (uma bagunça), quando tenho a plena consciência de que aquilo já tinha acontecido a ponto de dizer o q ia acontecer posteriormente. Uma fenda. Talvez tudo aquilo fosse tão previsível mesmo, mas prefiro chamar de fenda. Opção.

Em termos de sonhos a semana tb foi frutífera: sonhei que passava um bom tempo papeando com a Lizi, assuntos interessantes, que o Italiano reclamava muito :P e num outro eu ganhava um cd do Jorge Drexler (como o Pablo : ) Blogosfera em peso. Mas também tiveram outros aspectos interessantes, como a borboleta deslumbrante de tão amarela que apareceu. Era linda. Como queria sonhar com ela novamente...

Despertou-se a vontade de ter um jardim novamente. Borboleta borboletiando. Quando tinha o meu passava tardes cuidando de planta por planta, aguando, tirando a erva daninha; ficava com a unha preta de tanta terra, um prazer digno de Ámelie Poulan. Agora fico cuidando dos jardins alheios, olhando o que faria pra melhorar, o que plantaria de novo... Num desses que observava tinha um lindo cachorro preto, pelo curto, alto(não seria grande?), que comia as plantas da dona com uma delicadeza digna de cachorro! Como queria ter um... Queria aquele mesmo. Mais até do que a borboleta amarela.

Como estou escrevendo displicentemente. Bem que precisava, depois de tanta burocracia... Se bem que meu problema não é com a burocracia, mas sim com os burocráticos! Ah, e ainda discuti com os gramatiqueiros. Como fico triste triste! Não pela ‘gramaticidade’ mas pelo não aceitar escutar e só. Não quero que peguem minhas idéias como “certas”. “Certo”, isso existe? Existe discutir idéias. Ao menos na minha margem do rio. Só sei que procurarei fazer com que meus filhos não estudem com essas maquinas de decorar que se dizem gente (estou sendo rude?).

Quero uma margem onde gramatiqueiros e burocratas não me vejam por um tempo. Vai ver já estou nela pq eles já me olham indiferente. Mas eu sorrio pra eles mesmo assim, vai ver só estamos em diferentes margens mesmo. E como faz diferença...


quarta-feira, 22 de junho de 2005

falando em internet...

Acabei por me deparar com um site sobre canhotos que me fez relembrar causos que sempre passei. O Mundo Canhoto fala um pouco sobra a saga dos 'desajeitados' canhoteiros. Sou canhota e confesso que absolutamente nada sei o pq disso. Propensão genética? É o que mais se diz. Mas o grande debate mesmo é se os canhotos são 'diferentes' e de fato têm algo de especial em relação ao resto (réles destros :P). Creio eu que não há nada demais. Se bem que tem tb aquela do cérebro, do lado criativo do canhoto ser mais desenvolvido ou algo do tipo. Nada comprovado, e com razão, afinal não vejo distinção nenhum entre mim e uma 'pessoa normal'. Só por ser minoria não quer dizer que canhotos são mais inteligentes, mais capciosos ou coisa do gênero. Canhotos são canhotos e pronto, deu pra bolinha.
Engraçado mesmo sempre foi o tratamento das pessoas 'nooossa, vc é canhota', um admiração vinda não-sei-lá-de-onde. E eu, de bem trouxa que era, ainda reforçava todo o misticismo em tordo do fato de ser canhoto, isso pq meu pai sempre foi campeão de fazê-lo (não sendo canhoto, contudo muito criativo) e eu entrando na pilha de pilhar as pessoas. Contava lendas, dizia que a grande parte dos artistas eram canhotos, falava da facilidade do canhoto em aprender qualquer coisa, contudo a dificuldade de manusear uma tesoura (isso da tesoura é real), contava fábulas fazendo com que as pessoas achassem que canhotos eram de outro mundo - nem parecia que eu era canhota. Ah, quando eu era menor eu fazia horrores. Crescendo, todo o misticismo passou depercebido, ngm mais te aponta como canhoto, ás vezes um ou outro admira... Nem eu mais noto quem é ou não.



Obs: não me peça pra abrir lata!


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Falando em sites, vi uma entrevista no Sem Censura da TVE de um indivíduo que montou um site sobre as farsas que circulam por e-mail, como a eterna menina com câncer que vc tem que repassar pra que ela ganhe um ajuda pelo e-mails repassados, as motagens inusitas - mtas ditas reais, e aquelas notícias bobas que sempre tem um que repassa sobre um absurdo qualquer. Vale a pena entrar no e-farsas afinal um desse tipo de e-mail ao menos vc deve ter recebido.


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Acabou o momento dicas.:)
Vou estudar Português.
Queria fazer algo que verdadeiramente sou boa. Ou não. Queria 'nada disso'.

terça-feira, 21 de junho de 2005

Subira no ônibus com ar cansado. Entregara o dinheiro automaticamente, com o olhar baixo, surpreendendo-se quando encontrara um 'boa tarde' de saudação. O trocador lhe exibia um sincero sorriso, tão sincero que a fez sentir um desconforto quando, por educação, respondera com um olhar desinteressado e um forçado sorriso se esquivando do rosto. Ao receber o troco, mais uma surpresa: um muito obrigada com mais um daqueles sorrisos de felicidade na face do bom velhinho trocador. Seria ele um bom homem? Os pensamentos pulsavam... Mas ela sentira um martírio extremo sentada naquele banco de ônibus pensando: onde está minha espontaneidade? Perdida... Por onde? Ainda ecoa um parte dela dentro daquele ônibus.

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Vou apresentar meu último trabalho de inglês amanhã, ufaa!

segunda-feira, 20 de junho de 2005

sou fã

Enquanto o Italianinho é fã do De Andrè, me rendo à música de Jorge Drexler - um uruguaio que há pouco tempo estourou na Espanha e que com isso viemos a escutar alguma coisa dele aqui no Brasil. Ele ganhou o Oscar de melhor canção: Al Otro Lado del Río e no mesmo dia em que o vi cantar um pedacinho da canção na entrega do prêmio (já que não deixaram ele cantar a própria música, preferirak Antonio Banderas ¬¬) escutei um outra música dele na rádio Paradiso (rádio nossa de cada dia) e resolvi procurar algo a mais no Kazza (ah, quero mudar de programa de baixar música).
Agora achei um site que tem a discografia completa, este aqui
:)

Uma, dentre tantas extasiantes músicas de Drexler segue abaixo. Não tem tradução pq meu espanhol é tão bom quanto de qualquer outra pessoa que não tenha aprendido espanhol :P Mas a letra tem métrica!!

Deseo

Yo soy, tan sólo
uno de los dos polos;
de esta historia, la mitad.

Apenas medio elenco estable;
una de las dos variable
sen esta polaridad:

más y menos,
y en el otro extremo
de esa línea, estás tú,

mi tormento,
mi fabuloso complemento,
mi fuente de salud.

Deseo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo…

Igual que hace millones de siglos
en un microscópico mundo distante, se unieron
dos células cualquiera…

Instinto,
dos seres distintos
amándose por vez primera.

Deseo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo
mire donde mire, te veo…

Dulce magnetismo:
dos cargas opuestas
buscando lo mismo..

--

domingo, 19 de junho de 2005

campanha conha a automatização da vida

Seriamos nós limitados por aquilo que mostramos? Aquilo que aparentamos ser, aquele trabalho que aparentamos nos dedicar pq fizemos bem ou aquele que nos demos mal e aparentemos nada nos dedicar. Somos escravos então da automatização do pensamento, duma ação e reação carniceira, pq não vê além dum palmo?
Não interessa quem nós somos, interessa o que podemos fazer por alguém e pela gente.
Não interessa que valores temos, interessa se nossa roupa é adequada, nossos dentes tão aparelhísticamente perfeitos.

Estou cansada, estou cansada, estou cansada.
E nada interessa... Pq?

Grito seco, garganta dói. É o que? Falta água.
Já sentiram aquela sensação de beber água depois de passar um bom tempo com sede? É um prazer digno de Ámelie Poulan.

Mas ninguém se interessa mais por prazeres mesmo. Uns raros eleitos.
Que vc esteja entre eles...

sábado, 18 de junho de 2005

Pispirica da vida

A minha patuléia agora me liga convidando pra comer batatinha frita no 'shopping' de Rio Grande. Ah, eu fui, por alguns instantes :)
Eu amo, amo a patuléia (menos o Italiano :PP).
Ah, eles sempre tocam o terror!
Thanks: Lizi, Italianinho, Dani, Régis, Lukita e Lizi novamente.
E meu recado final é pra que eles sempre comerem batatinha no shopping!!!

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Mudando o discurso

Depois de escutar Jorge drexler por mais de meia hora, refletindo (ou algo do tipo), resolvi então "mudar" posturas, comportamentos e até de número de identidade se eu pudesse (se bem que posso...). Estava eu concatenando com os meus botões sobre os fahtos dos últimos tempos, dias, horas... Como vemos o tempo tudo tudo de ruim que há no Planeta Terra. E as expressões de carinho, cuidado, lembrança ficam em um 5ª plano.

Hoje, antes da apresentação de inglês veio uma guria da minha sala que não sou muiiiito de falar me dizer que lembrara de mim na aula de Português dela e anotara o nome de um livro de Análise do Discurso que o professor citara. Depois vieram uns bons apertos no braço, dizendo "boa sorte", tubilhão de olhares com o famoso 'bom fluido', foi confortante. Depois veio um pedido de desculpa não necessário, veio alívio... Veio tanto tanto sentimento junto que predominou a 'aleatorização'.

Só queria saber mesmo retrubuir cada pedaço de coisa boa que há. Escrevendo aqui, na verdade, é pra mim mesma depois olhar e admitir que não tem pq se fazer tempestades em um copo d'água. Tempestade dentro de si.

Admito, por agora, que amo. É só. É algo. Confissão de mim pra mim. (isso é clariceano, ou não)

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

/me agora escutando Fito Paez...
Alguém quer pagar uma passagem pra mim lá pra Conchichina??!? Não?!? Será que fazendo vaquinha não rola??!?!?!?

ahahaha

SÓ RINDO! Como se repetia tannto naquele conto do ano passado que não me lembro mais o nome.

"Desculpe"

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Ah, estava eu no fim dos afazeres quando olho pras minhas mãos: estavam elas manchadas com a tinta verde da caneta bic. Eram riscos sem qualquer simetria feitos ao gosto do acaso, mas que de certa forma causavam um efeito de sentidos que ao olhá-los me senti mais viva.

Estranhesa... Palavra que marca esses dias.

:)

Os gaio...

Tem um galho atrapalhando minha criatividade textual. Sabe aqueles brancos que não se sabe o que escrever, pq, nem onde... Creio que seja esse monte de lógica que se tem que ter pra montar tanto trabalho.
Eu não tenho nada contra apresentar em público, mas minha realização é quando apresento pra turma e não pro professor. Por isso estou temendo tanto a apresentação de 6ªfeira agora... Eu nem quero ver o resultado, mas estou preparando algo pra turma com extremo cuidado e graça. Assim como hoje na apresentação de Port 1 do livro "Como falam os brasileiros" que procurei levar informações pra somar na vida acadêmica deles, falando de fonética dando algumas noções pra eles que teram no próximo semestre e levando música e recitando até poeminha.
Na hora em que recitei, antes eu estava insegura de fazê-lo... quando comecei, lendo a transparência e fazendo um sotaque caipira que só vcs vendo! foi catarse... no final eles até aplaudiram... eu me senti infindavelmente bem, não mto pelas palmas, mas por sentir que o povo admirava a beleza da poesia, a sentia ali, pulsando :)

a poesia do seu HoBBiNHo:

Os gaio se mexe, mas nem sempre as fôia cai
pode vim vento soprá bem de perto
que os gaio esperto sabe cumé que sai
e se a arve toda balançá
é uma dança de fôia no ar
umas cai com muita pressa
as otra quase que frutua
porque sabe que numa dessa
vê mais perto a dona lua
(Fábio Tramasoli)

/me montando trabalho sobre 'ing and infinitive'.

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Escutando a rádio (Paradiso FM) hoje, nessas notícias relâmpagos que sempre passam, me chamou atenção de forma absurda a 'nova': "Papa condena o uso de preservativos e diz que a Igreja combate a AIDS através da castidade e da fidelidade". Só esqueceram de informar a que planeta se referia... Obviamente não estou combatendo os valores da castidade e da fidelidade, contudo temos que convir que ambos não são simplesmente instituíveis por "decreto bento" dentro da vida de cada indivíduo.

A Igreja é referêcia no combate a fome na África, pq não poderia ser um exemplo de combate a AIDS?
Em determinadas tribos africanas, quando a mulher fica viúva , ela tem que passar por um ritual de purificação na qual TEM que se deitar com algum parente do marido, ou com algum "purificador" oficial da tribo. O índice de viúvas que tem morrido deixando seus rebentos largados a má sorte é altíssimo. Além delas enfrentarem a resistência dos chefes tribais (que argumentam que seria imposível acabar com ritual pq isso atrairia maus espíritos), a Igreja tão presente em forma de caridade, ainda condena o uso do preservativo que nesse caso determinaria a sobrevivência daquele povo. (Meu trabalho de reading foi sobre isso)

Fidelidade e castidade não funciona muito no caso acima. E por acaso funcionaria no mundo Latino americano catolissíssimo? - É algo

domingo, 12 de junho de 2005

"Não sou previsível como uma couve-flor"

Ao menos essa era a intenção. Mas no final somos tão iguais e previsíveis que... Chatisse reina!
E no final, quem não foi couve-flor um dia??


achei um tesouro dentro de um livro...

Dentro de um papel amassado estava lá o versinho:

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas.
Mário Quintana

sábado, 11 de junho de 2005

Ela e ela

Pegaram-se presas ali num diálogo que deveriam começar, faltava caminho, meio e fim. Olhavam perdidas para todos que as cercavam, procurando achar assunto. Sabiam que o esforço seria sobre-humano, mas valeria a pena só por passar que eram damas civilizadas e até que muito amigas. Na verdade estavam numa cilada feita uma pela outra e agora não tinha mais volta, não teriam como se levantar e sair dali como se nada tivesse acontecido. De frente pra outra, começaram o diálogo:
- Você aquela loja que comprei as caixinhas? - a outra sequer sabia de que caixinhas se tratavam – Acredita que tem uma promoção incrível lá. – muito entusiasmada contava a mais velha.
- Humm, falando em comprar preciso de cartolina, pra um trabalho.
- O que terá no trabalho?
- Umas frases, é pra escola.
- Que tipo de frase?
- Frase, frase que você não entende.
- Humm.
Silêncio.
- Olha que bonitinho esse enfeite. No seu aniversário vou comprar um igual. – falou a mais velha
- Seria engraçado! - fala a moça mais nova esbanjando seu primeiro sorriso verdadeiro.
- Aproveito e faço meu aniversário junto, é quase no mesmo dia.
Risos.
- Está um calor aqui. – reclama a mais velha.
- Você está na menopausa? – mais risos.
- Ah está calor mesmo. Este parabéns não vai sair hoje...
- Estou com sono...
- E sua irmã, por onde anda?
- Em outro mundo, certamente... Saiu com uma colega tão desconhecida pra mim do que ela mesma.
- Vocês se desconhecem tanto que eu não reconheço mais vocês, por onde vocês têm andado? Me sinto inimiga... – confessa suplicante.
Elas sentem que o papo pode ficar sério e o que era só um passar tempo pode virar um turbilhão de pensamentos. Evitam isso.
- Olha que graça aquela criança... – comenta a mais nova, com um sorriso rasgando falsamente a boca.
- Bonita. Isso me preocupa...
- A criança?
- Não, vocês.
- O que tem? Não nos odiamos!
- Talvez me odeiem
- Que isso... Ainda é nossa mãe.
- Não sinto isso... Vocês me eliminam de tudo o que há.
- Impressão sua...
- Impressão? Quando for certeza então, não quero nem ver...
- Exagero...
- Então diga onde estou errada?
- Em dizer isso sim, não tem cabimento, você é a mãe e está aqui comigo. O que mais se pode fazer?
- Fala isso como se fosse um enfado.
- É chato falar disso, só isso.
- Talvez porque a culpa não seja só minha.
- Talvez porque a culpa seja SÒ sua, com toda veemência possível na palavra. Mas como filha eu não queira pensar isso.
A mãe fica entristecida, bebe quantos mais refrigerantes aparecem, não deveria ter tocado no assunto.
- E agora? - Inquiri a filha.
- Agora é uma boa hora de falar de outra coisa.
- É hora de esclarecer, por onde VOCÊ tem andado?
- Gostaria de saber também.
- Você está perdida e a culpa é minha?
- Não tem culpados...
- Que filosófico! Depois dessa resposta só me resta dormir e sonhar com o príncipe encantado!
- Não precisa ficar furiosa, achei só que esse assunto não chegaria a lugar nenhum.
- Quem sabe porque não chegue no lugar que você quer...
- Desisto! Como você consegue ser tão amarga tão nova assim.
- Minha mãe não me ensinou a ser diferente...
- Você tem pai sabia?
- Qual deles?
- O que te teve comigo! Só há um e ele nunca deixou faltar nada pra você.
- Se ele viesse me visitar mais vezes eu diria o mesmo...
- Será o impossível! Não podemos passar algumas horas juntas, conversando?
- Não temos assunto... Não basta nossos lindos vestidos e maquiagem pra fazer agradável a companhia uma da outra.
- Você tem problemas...
- Não, só tenho 13 anos!
Um longo período de silêncio, elas não se desafiariam mais. Tinham medo do que poderiam proferir reciprocamente. Esperariam o parabéns pra ir embora. Ficaram em silêncio, o tempo todo pensando em que poderia acontecer se desse um abraço na outra.

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Historinha aleatória que pensei ontem num aniversario que teve aqui no prédio. Qualque semelhanã com o real é mera coincidência :P (mas não é novela da globo nãaaao). Só quis fazer algo 'diferente', refletindo os elementos sociais.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

coisas estranhas, pensamentos aleatórios

Impressionante como essa semana foi cheia de coisas pra fazer e vazia de pensamento. Nem com bloquinho por todo canto conseguiria espremer alguma coisa de significante dessa minha mente temporariamente pertubada por trabalhos e provas. Não sei em que parte do caminho eu tropecei, mas sei que ouve uma lacuna incrível que me faz agora correr loucamente atrás de algo que nem enxergo ao certo o que é no final. Tudo cercado por clichês, lógicas de botequim, dizeres de deuses que não me dizem nada... E onde está o lilás? Boa questão... Pena que 'questões' não têm respostas.
Depois de muitos pergutarem 'vc está bem?' ou falarem 'como vc parece cansada' ou ainda 'não vai se matar estudando', concatenei (como eu gosto dessa palavra) que precisava verdadeiramente parar de "pensar a língua portuguesa", toda sua pompa e circunstância e desinteresse em mim, por alguns momentos. Mas dá um vazio... Sensação estranha essa, como se o mundo girasse em torno de um novo sol (poderiam haver vários?). Ou ainda venho me inquerindo se isso não seria um modo de me esconder (não disse tinha o clichê), de me fazer auto-suficiente e boa em alguma coisa (aquela busca de transcender algo).

Bem, de reflexão tiro mesmo é que preciso dormir, sonhar um pouco.
E que volte a vida lilás da garota de apartamento. :)

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Trabalho, trabalho, trabalho... E eu me esquecendo das coisas que se tinha de fazer :// O fichamento!!!! Sono o tempo todo... Ih, que quadro LINDO!

Deixa assim, vou de encontro ao 'instante poético' do blog do Pablo... Uma poesia, afinal elas são tão essenciais... :) e eu tb ando sem teeeeempo e mente preocupada não deixa que se fale muito. :/

Fiquemos com Fernando Pessoa:

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.

Obs. A casa está ali.
Obs.2 Ah, amo essa poesia :)

terça-feira, 7 de junho de 2005

Observando os detalhes da paisagem que passava, notara ela uma casa branca com detalhes verdes. A casa não era das mais lindas ou das mais novas, mas era casa e vista de cima. Casa que parecia grande e habitada por toda sorte de gente. Era a casa e isso bastava pra ela que olhava complacente, olhava buscando habitação pra si mesma.

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hj é 3ª!

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Numa aula de Inglês...

Discutindo hoje na aula de 'reading' um texto que tratava o Rock como o câncer da musicalidade, tratei por falar bem da parte "Dead Poet's Society" da coisa (com direito a citação), dizendo que nós, como seres humanos, somos fadados a admirar, sem muita lógica tantas vezes, a música e a poesia... E seja lá o estilo que fosse não tinha um que discutir o gostar do outro.
Humm... O impressionante é que falei isso e mais em INGLÊS! Finalmente meu gelo com a nova língua e com a turma está quebrando...
Nada melhor que a frase do meu orkut citada em aula:]
"We don't read and write poetry because it's cute. We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion. And medicine, law, business, engineering, these are noble pursuits and necessary to sustain life. But poetry, beauty, romance, love, these are what we stay alive for. To quote from Whitman, 'O me! O life!... of the questions of these recurring; of the endless trains of the faithless--of cities filled with the foolish; what good amid these, O me, O life? Answer. That you are here - that life exists, and identity; that the powerful play goes on and you may contribute a verse.' That the powerful play goes on and you may contribute a verse. What will your verse be?"
Dead Poet's Society

E depois de tanto eu falar (um milagre afinal ou ninguém fala nada ou fala tanta gente q nao tem como falar), a professora dá um sorrisinho de satisfação e baixinho diz: "eu não tinha pensando desta ótica"

Pela primeira vez não me senti uma formiguinha nesta aula :)

E completando um poeminha...

Seria bobagem
Ou tristeza
Que me invade
Ou pureza
Da mais cômoda
Ou certeza
Da voz que chama
Do futuro que pede
Da beleza
Que na alma
Segue..

Obs. Pontuação definitivamente não é o meu forte... mas métrica está melhorando né Italianinho?
Obs.2 O Régis, comentando ontem de brincadeira que precisava de 'Fafas a favor da classe dos baixistas', bem, defendi seu Rock então :)

domingo, 5 de junho de 2005

Obs. para Italianos: eu não bebo! E vão cuidar das suas tribos!!! :P

Alguma coisa

Na 6ªfeira, dia de choppada de letras, estava eu lá com uns amigos jogando sueca (que quadro esse), quando, ao nos expulsarem da mesa, ficamos em pé ao lado do palco e a pouco começa um senhor (pinta de vovô) a tocar bateria. A princípio pensei q fosse só ensaio pra alguma banda, depois reparei que seria só ele e um saxofonista a tocar alguma coisa. "Alguma coisa" que seja lá que coisa era, transcendeu a alma indo pra esfera do indizível. A bateria não era das melhores, nem das mais novas. Mas ele tocava de um jeito como se ela fosse tudo na vida dele, com ímpeto de quem está se realizando por uma vida inteira... Sentido, havim todos. Sentimentos, só os mais cobiçados. E eu assistia a tudo extasiada, pensando cá com meus botões se poderia eu algum dia sentir um alguma coisa parecida.
Conversando depois com um amigo surgiu da parte dele a frase: "queria fazer algo no qual eu fosse bom". Surgiu dentro de mim a idéia do senhor da bateria que era muito habilidoso no que fazia, que fazia aquilo com a alma. Surgiu uma lacuna, estaria eu caminhando pra algo assim ao viver como vivo, ao traçar o futuro como traço, ao acreditar que um dia possa ser, quem sabe, dependente só das minha convicções? Acredito que esteja fazendo algo no qual eu seja boa: um dia vou ensinar... ou não, aprender e só. Um dia é tão vago que se perde na vagareza do tempo que se fica assistindo passar.
Aí, penso eu, que um sentido pra tudo isso seja mesmo achar alguma coisa que nos faça ir além do limitado, além de quem nos limita, só além... E seja talvez esse o limite que só se possa ir sozinho. Por isso muita gente desista de chegar nele.
Por enquanto decidi em não pensar nele, naquele senhor tocando bateria, ou em qualquer coisa que me faça sentir tão formiguinha. Será que tem cabimento isso?

Enquanto os moços descutem maravilhosamente filosofia, eu fico com as questões mais aleatórias possíveis... aaarg, vou fazer o fichamento já!

sábado, 4 de junho de 2005

Eu tinha que estar fazendo um fichamento... Do contrário passei dia de várzea deixando toda a minha programação de final de semana atrasada. Na verdade ela já nasceu atrasada, pq as coisas de 6ª ficaram pra sábado... efeito dominó bonito!

Dica do dia: o batom de uva não é bom.

Fahto: agora os aleatórios implícitos podem comentar no blog se assim desejarem.

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sexta-feira, 3 de junho de 2005

conclusões da semana

Fonéticamente falando: meu mundo em casa é oclusivo; na faculdade, fricativa. Sendo assim a minha vida é africada.

Isso surgiu no ônibus, como várias idéias q vão piscando enquanto a paisagem indiferente passa lá fora. Daí que adorei a máxima do comentário passado do Pablo, "Tenho horror de me esquecer do que é interessante", levando ele consigo sempre papel e caneta. Penso em fazer isso o tempo todo mas... Existe sempre um 'mas'. As terças seriam sem dúvida os mais produtivos dias, contudo os dias que eu teria mais medo de escrever. E nesse choque talvez saisse algo de interessante, porém entrar nesse mundo seria romper com a mediocridade, aquele sentimento de querer estar sempre em equilíbrio, sempre no meio: nem amor demais, nem ódio demais. Tenho pensado em mediocriadade o tempo todo... Não nessa palavra que dão valor tão negativo, mas aquela do sentido real da palavra, estar no meio.
Desde o dia em que eu comecei a pensar o medíocre passei a ter um medo. Um medo, nada definido. Sabe quando vem um sobressalto e vai embora? Justo, deste jeito. Como se estivesse num ônibus prestes a perder o ponto, sem saber se é ali mesmo que tem de saltar. Ainda tentei conversar com o Fabio sobre isso, só que realizei que nem eu podia definir o que era. Deixa assim.

Ahh, falando de terça... decedi que meu trabalho de Teoria Literária será mesmo sobre um conto da Tia Clarice: A Bela e a Fera ou Ferida Grande Demais. Agora não venha o seu Italiano dizer que já estou obsecada por ela :P Só me sinto atraída pela obra de uma maneira que não posso desviar, por mais e mais que eu tente. Aí estava eu vendo as provas de Teo. Literária do ano passado, os trabalhos... Bom mesmo foi lembrar dos momentos em que a réles patuléia(Sasa, Lizi, Dani, Italiano, Régis, Lukita e eu, geralmente), se reunia desesperada pra estudar ou simplesmente debater algo sobre a aula. Agora a aula de teoria literária é um verdadeiro ovo fritando na minha cabeça (lembrando da saudosa resposta que dei na prova de Ficção - afinal, a matéria não era "ficção" mesmo?!)... Então nada melhor do que Tia Clarice pra fechar o semestre da literatura viajante que, ao contrário de mtos na aula, adoro.

Um acontecimentíssimo da semana foi o cair da ficha que o semestre estava terminando. Imagine eu montar uma nova grade pra minhas matérias aleatórias??? Não precisei, uma colega (queridíssima Susan), fez por mim ;) Terei nove matérias no total e uma a menos com o pessoal do 2ªsemestre, povo que mais tive aula essa ano. Mas eu nem sei que matérias são ainda...

Falo das idéias da semana pq basicamente hoje não surgiu idéia pra nada. Gripe... Isso já tá virando um filme 'gripe eterna de uma mente sem lembranças', ou algo do gênero, daqui a pouco terá trilogia até! Um absurdo como a tal se recusa a me deixar. Aí passei o dia surumbática, fechava a cara de repente, não por querer, mas por força da garganta que fechava. E eu nem conversei o tanto que queria... Por isso tô descontando no blog, creio eu.

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Mamihlapinatapei

Eles estavam ali, com um imperceptível espaço entre seus rostos, numa cabine de uma loja de vinil num lugar que ignoravam, escutando uma música que não sabiam da existência e continuariam sem sabe-lo. Prestavam mesmo atenção no gesto um do outro. Ela o olhava de soslaio, como que uma criança envergonhada; ele disfarçava, como se prestasse atenção na música. Ambos estavam tão suscetíveis ao olhar que não se olhavam. Um meio sorriso na boca, queriam dizer algo. Mas que palavra poderia dar conta dum momento como aquele? Não falavam, não sabiam o que demonstrar: satisfação, felicidade, impulso? Acontecia algo ali que estava além da capacidade deles de concatenar com o momento, contudo concordavam plenamente com a presença um do outro. Bastava isso naquele instante.

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Uma breve tentativa de descrição de ‘mamihlapinatapei’ (palavra de uma língua dos índios da patagônia que não tem similar na nossa língua) de uma cena do filme “Antes do Amanhecer”.
VEJAM, não é somente uma história ‘mamão com açúcar’, é desabrochar de idéias. E não venha me dizer que é inverossímil, o ‘tão real possível’ estraga muita coisa mesmo. :)

terça-feira, 31 de maio de 2005

- Pão e circo

Já se falava no império romano que tudo que o povo precisava era de pão e circo. Hoje foi esse o destaque da aula de Latim que contou com inusitadas lições de vida e de morte, sendo a segunda um capítulo engraçadíssimo do professor contando quando foi ao crematório do Memorial do Carmo (cemitério do Cajú, coladinho com a Av. Brasil) e que o lugar parecia uma churrasqueira. Minha vida! foi hilário.
Agora, voltando ao povo (já que ninguém gosta de falar de morte mesmo), me chamou atenção um citação latina: "O povo quer ser enganado, que seja enganado então". E esta frase é o que há (expressão gaúcha essa, esses dias que me dei conta), digo isso porque comentando na aula sobre o quadro político brasileiro, destacando-se todo o circo que acontece no Estado do Rio não há como pensar outra coisa.
Quem não se lembra (por mais avoado que seja) de nos meses anteriores (pouco tempo faz) o escândalo da saúde pública no Rio de Janeiro, hospitais fechando as portas, o Governo intervendo... culpado de cá, culpado de lá, ninguém assumiu nada, colocaram as Forças Armadas na rua mais uma vez, só que desta pra cuidar da população carente por atendimento médico público. Depois do 'bafafá' agora estão as ambulâncias (muitas) todas paradas num estacionamento na fioCruz que serviriam pro projeto de atendimento de emergência médica em casa. 'Balela' essa que o povo engoliu quando surgiu a idéia e que muitos nem lembram mais.
E a culpa de quem é mesmo?
- Culpa do quê? Como é a história da churrascaria, hein?
Pão e circo meus caros amigos...

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Lost in Translation

Começo a achar que eu sou a única pessoa que gostou tanto do filme "Encontros e Desencontros", digo isso pq ultimamente só encontro pessoas que não acham lá grandes coisas, qdo não dizem que o filme é verdadeiramente ruim.
Receio ter que discordar de forma veemente, afinal esse filme não só me tocou como também encontro nele subsídios para toda uma reflexão do "ser" humano. O ser que necessita ser achado, de atenção e de satisfação para não cair na noia do desapontamento com a vida.
O filme conta a história de duas pessoas que se sentem ilhadas em Tóquio, um ator de meia idade em crise no casamento e uma jovem recém-casada acompanhando o marido que só pensa em trabalho, que mesmo sem nadam em comum exercem um extremo fascínio um ao outro na medida que vão se conhecendo e revelando seus anseios e total ignorância em relação a perspectivas para o futuro.
Todos nós já passamos por algum momento lacônico onde quem está ao nosso lado parece estar somente cumprindo seu papel social e o "gostar" das pessoas se limitam às conformidades de palavras, na ação delas nos sentimos deixados de lado, procurando aí ser 'achado' por qualquer estranho, que pode se tornar nossa válvula de escape (seria esse blog o meu estranho?).
Lanço curiosidade pra quem não viu o filme e para quem viu e não captou além do "nada demais" da trivialidade que tudo se passa peço para que reveja e sinta lá, dentro da claustrofobia de cada personagem, a falta que sente todo ser de ser ACHADO.
E o final é a melhor parte! :)





I'm lost... o_O

domingo, 29 de maio de 2005

Trabalho, desabafo, resenha, feriado...

Voltando do feriado, sintonizando na vida real de estudante universitária (nem sempre responsável por deixar pra fazer a resenha de port. 1 na véspera de entregar), acabo por terminar um temido trabalho de Inglês (em dupla com a queridíssima Isis) no qual está correndo meu sangue ali se a professora não gostar do rebento.
Entre um e outro trabalho tiro tempo pra desabafar aqui um pouco o quaaanto ansiosa passei esse feriado em São Pedro da Aldeia (sim, é no Brasil - antes que alguém como a Sasa pergunte). Queria chegar logo pra terminar a bendita resenha. E uma grande agonia de não poder terminar logo isso (dado que eu estava terminando de ler o livro lá ainda) tomava conta. Da resenha, pronto até agora, está o dado bibliográfico no tope da folha. Ah, estava ainda esse início de tarde procurando desesperadamente na internet (com ajuda do HoBBiNHo) por referência do Pedro Luft pq as minhas eu perdi ¬¬ Sorte que liguei pra uma colega (tb queridíssima, Tatiana) que me passou um site supimpa! ("supimpa" ainda é usado?).
Sei que há vários fragmentos interessantes pra se falar a respeito aqui, dentre ele a questão da minha raiva maior por pré-adolescentes (que não tem relacão direta com minha irmã), o respeito do social, o egoísmo e a condição (?) do ser humano de ser odiável, egoísta e não respeitar a opinião alheia. Mas agora meu cérebro será travado temporariamente (tenho até 7:30 AM pra terminar a resenha), para pensar "Língua e Liberdade" de Celso Pedro Luft. Em pensar que foi pensando justo no livro que pensei se valeria mesmo a pena levar adiante a idéia que o autor dá de que a 'língua pertence a você' numa sociedade que todos, por natureza, já se acham donos da razão.
Vou continuar pensando...
E fazendo resenha ;)

sexta-feira, 27 de maio de 2005

E eu que só queria ficar em casa fazendo resenha de Português...
Programação inesperada de feriado: viagem com a família.

quarta-feira, 25 de maio de 2005

Por amor às causas perdidas...

Eu estou maravilhada com o dvd do acústico MTV dos Engenheiros do Hawaii. Não tenho que analisar nada, estava perfeito... Sei que não há perfeição, mas há aquilo que se adequa a você de um jeito indescritível. Foi o que eu vi e ouvi... algo que mto, muitíssimo falava por mim. :)
Entrei no time de fãs da banda :P

Ahhh, fiquei pispirica!!! :D

Agora posso ficar oscilando entre Cranberries e Engenheiros.

E aí gente, tenho que marcar hora pra falar com vcs? ¬¬
Só sei q tenho 2 trabalhos pra fazer esse feriado: uma resenha do livro q naõ terminei de ler e finalizar o trabalho de inglês que só tá pendente ainda por minha causa (é uma carioca mesmo :P), ambos pra 2ªf...

Andao sem ânimo pra escrever... uma dôr nos oubros tb... Mas estou aqui ao seu dispor por amor às causas perdidas...

terça-feira, 24 de maio de 2005

Terças...

Começo a ficar com medo desse dia da semana. Hoje com agravante a mais, pois é aniversário da minha irmã (brincadeirinha, adoro aquela pimpolha); o caso é que além de entrar com o choque que é a obra de Clarice, parece que o cosmos escolhe esse dia pra me jogar pra baixo da terra e me enfurnar num estado de espírito que não é o meu próprio.
Clarice virou um vício já, não posso ficar sem minha dose toda 3ªf (nem que seja meia horinha, tenho que pensar no ovo e na galinha). Mais do que a dose de Clarice há a dose de verdade de ver que as pessoas não são aquilo que moldamos em nossa mentes. Dentro da gente não passam de pessoas moldadas; pessoas moldadas não têm sentimento, não chateiam e não têm dia triste. Quando passam pro plano real (3ª feira é danado pra acontecer isso), percebemos que pessoas não existem no momento em que colocamos o nome dela num papel, que ficçamos uma característica em nosso pensamento, que a vemos ou sabemos que ela existe... Elas têm antes, depois e repertório.
Que confusão essa 3ª... não consigo ser clara comigo mesma com medo de me pegar enganando meus próprios pensamentos. Agora é tarde: fui rendida pelo bandido chamado realidade dizendo, 'perdeu'.

segunda-feira, 23 de maio de 2005

musical hoje...

Depois de escutar, reescutar todas minhas 30 mp3 dos cranberries agora ando variando pra The Pretenders... ah, uma dia como hj, chuvoso e bom pra dormir nada melhor do que uma baladinha, meu ânimo tá bom... só quero escutar mesmo :)

"Oh, Why you look so sad?
Tears are in your eyes
Come on and come to me now
Don't be ashamed to cry
Let me see you through
Cause I've seen the dark side too.
When the night falls on you
You don't know what to do
Nothing you confesscould make me love you less

I'll stand by youI'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you"

---

Tarde boa pra dormir, mas eu nao durmo de tarde ¬¬

Que mooleza....

domingo, 22 de maio de 2005

E sobre tios e tias

Fico cada vez mais alarmada com o perfil de estudantes de letras, ou com os cursos oferecidos nas faculdades de Letras. O Italiano já se desanimou de vez com a tendência de quererem os alunos virar exímios cortadores de cartolina, prática essa que não tenho nenhuma desenvoltura e que indubitavelmente ficaria eu de fora da lista dos que se destacam.
Aí me vem na mente um discussão proposta pela professora de Português na 6ªfeira, e falando sobre a questão de SER professor, contando com a opinião de uma que era 'tia' mesmo (2ª grau formação de professores), outra pessoa que estava completamente fora da 'realidade' dentre outras mais diversificadas pessoas, me deu a mais profunda tristeza em perceber que ainda se tem a mania de 'achar tudo difícil' e não ver que verdadeiramenta a força pra alguma mudança esté em nossa mãos. Mudanças para a construção de uma gramática (de uma ensino de gramática) diferentemente do que é feito está seguindo em frente... Mas pra tuuudo virar realidade é imprescindível a NOSSA colaboração pra aceitar o inovador (mesmo que custe mais trabalho da nossa vidinha de tios e tias).
Em outras turmas que tenho aula não vejo diferença. Pessoas preocupadadíssimas com o seu emprego num curso de idiomas, acabam esquecendo que não só de curso de idiomas vivem os homens. Mas a falta real de renda acaba nos fazendo o mais egoístas que se poderia imaginar. Entra então a falta de tempo pra refletir a 'vida de gado' e como poderia ser diferente essa história de 'faculdade', não para nos aprisionar num mundo de monotinia em busca da melhor nota, mas sim num mundo de descobertas com a meta de encontrar com o 'saber'.

Continuo então, aqui no meu canto, traçando o perfil desse mundinho que vivo e que não minto que eu gosto, embora nem tudo sejam flores.

sábado, 21 de maio de 2005

Bienal

A esperança é a última que morre. Foi com essa máxima que cativei meu pai para irmos para a Bienal (que diga-se de passagem fica completamente do lado oposto de onde moro). Chegando lá, uma baita infraestrutura, um estacionamento arrancando o couro(R$7,00), muita gente...

A felicidade mesmo foi comprar minha gramática mais em conta. A princípio ia comprar por R$15,00 a mais até que uma moça me alertou que estaria sendo vendida a mesmas mais em contar em outro lugar... Ai, fui correndo atrás né. Meu pai, tadinho, que tinha que ficaar pra cima e pra baixo comigo. Depois de achada e comprada a gramática, "Nova Gramática do Português Contemporâneo" do Celso Cunha e Lindley Cintra, foi correndo atrás do dicionário de Inglês avançado. Primeiro, ainda no início uma moça pegou o último dicionário que tinha da Oxford e levou... fiquei a ver navios. Mas isso foi bom, afinal encontrei depois um Longmam por R$76,00 e ainda, na fila pra pagar, depois de ligar pro Italianinho perguntando da qualidade do dicionário (pois meu pai ficou extremamente desconfiado por conta da diferença de preço) e foi quando descobri que o meu engreço poderia abater no preço do livro. Chamei meu pai, pedi o ingreço dele e paguei R$66,00. Detalhe: esqueci de pedi desconto no meu ingreço... R$5,00 parado, mas tudo bem.
Ainda, pra completar o quadro, comprei 2 livrinhos da L&M pocket: "Os Bruzundangas" de Lima Barreto e "O Prícipe" de Maquiavel.

Haviam tantas crianças lá e fila pra tudo, ate´pro bebedeuro. E o calor? Contudo, ao ouvir uma frase, fiquei mais que feliz: uma criança lá com seus 9 anos dizendo "ah mãe, deixa eu comprar outro livro" Quem sabe essa geração que virá não tenho força o suficiente pra mudar alguma coisa :)

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Internet e aprendizado

Desde às 9h da manhã de hoje até 17:30 só ouvi falar disso: educação pela internet, funciona?
Exemplos foi o que não faltou. Mas o que me chamou atenção mesmo é que acabei me vendo como um exemplo prático daquilo tudo, na medida que aceitei ajudar o Italianho no projeto dele de Lingüística Computacional.
E-mails pra lá, comentários pra cá, assunto que se estende no MSN e mIRC, impressionante o empenho. Agora o contato anda meio 'parado', ele como sempre com 38923846 atividades e eu não fico atrás, e sempre com a necessidade de me organizar melhos.
O que ficou do Lingnet é que essa evoluçao das aulas pra frente do computador é algo que só virá para acrescentar, com as inúmeras ferramentas que só a internet trás pra vc seria possível uma interatividade muito maior com um 'de tudo um pouco' vastíssimo.
Fiquei até tarde lá e não foi perda de tempo.

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Agora deixa eu falar da minha manhã, indo pra UFRJ tranquilinha (de carro agora :P) passo por uma praça e... Um cadáver. Mas sabe aquela indiferença superficial que toma conta do nosso pensamento? Vou prestar atenção na música que é melhor, eu pensei. E verdadeiramente era melhor. Porém aquela porção no chão com um plástico preto por cima não deixaria de ser um cadáver. Aí vem o sentimento de impotência sobre o caos urbano e sobre minha própria vida.

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E terminando o relato de hoje, aiiiiiiiiiii, minha vida!!!!!

:)

saudades loucas de uma réles patuléeeeeeia ordináriaaa!!!! Cadê vcs??!?!?!?!? Eu quero FALAR com vcs não só aqui pelo blog né?!? Se ele não existisse eu entraria em parafuso!!!

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quinta-feira, 19 de maio de 2005

Pic-nic versão UFRJ

Mesmo não contando com a pontualidade do povo, o pic-nic foi um sucesso, com direito a todo mundo tomar chimas e tudo! Creio que esse tipo de evento serve pra colocar um ponto final (ou ao menos uma vírgula) em certos pré-conceitos que acabam se criando quando não se há contato com toda a turma (normal).
Foi agradável, uma manhã leve, não teve caça a ninguém como no pic-nic com a patuléia na Quinta, mas teve chimarrão dessa vez :P Ainda falta instituir a 'coxquinha' aqui :)

(eu, escrevendo pouco... milagres acontecem, aproveitem!)

quarta-feira, 18 de maio de 2005

A cada três suspiros sai um 'minha vida'.

Hoje foi apresentação do trabalho de inglês sobre internet e algumas surpresas pegaram nosso grupo de jeito: uma colega nossa não pode ir pq o pai adoeceu (mas até aí tudo bem), a sala que iríamos apresentar, o retroprojetor e mais o video foram coisas impossíveis de se usar afinal os funcionários da faculdade entraram em GREVE hoje, nos deixando na mão. O trabalho, repleto de transparências, iria ser numa sala/auditório, e mais treco de filme pra passar... foi-se tudo por água a baixo. Contudo a apresentação não deixou a desejar. Eu, obviamente, engasguei em alguns momentos, mas nada grave. O pessoal da aula interegiu bastante, o tema também ajudava.

Agora, outros trabalhos pra fazer. Começo a concordar com o Italiano que nesse curso de letras o que mais sabem fazer é nos intupir de trabalho pra acharmos que sairemos sabendo alguma coisa.

Estou de greve também.

terça-feira, 17 de maio de 2005

Estou entaguinada de tanto inglês. Amanhã apresentação de trabalho sobre internet e montando um trabalho com um baiiita texto em inglês. Ainda assim, tenho que praticatr moooooooooooito, imensamente mais!!! :/
A saga da menina de apartamento continua...

E hoje a notícia de que o navio NAE Sao Paulo tinha sofrido uma avaria, com baixas militares. O susto. That´s ok now!

E eu tô estupendamente cansada...

E, e, e... quanto 'e'!

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Nem todo o momento de maio é filme...

Agora vai uma 'resposta' ao HoBBiNHo e a Lizi, correlatos aos poemas que fizeram referentes a amor. Nem sei o que vou escrever ainda, seja o que for poder-se-á chamar de meu amor.

E o amor de onde virá então?
De uns tais corações a mendigar
Nada mais que razão
Pra suas vidas tranformar.

Num ciclo de transtorno e dor
Segue o tal amor sem ação
Porque deles fazem vítimas já o valor
Querendo os dominar pela coerção.

E isso tudo já se torna futilidade...
Já pintei retrado de todo amor,
Mas nada de amar de verdade
O que queria era melhorar meu humor.

E já sem esperança busco
Dentro de um Eu sinceridade.
Na vedade o amor é bruto
E eu fico marginal dessa realidade.

A essa altura detalhe pouco é amar,
Desejo que se instala na alma mudo;
Querer é mais do que se pode buscar
E amor no final, não passa de absurdo.

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E parafraseando o Fabio: isso é só uma resposta ao que eles escreveram!!! Não que seja o real, de qualquer dimensão possível

O Terminal


É um filme que prova que mesmo em Hollywood podemos ver boas críticas referentes ao comportamento egoísta dos americanos em relação aos estrangeiros. Em ‘O Terminal’ não temos só estereotipos: o europeu oriental que não sabe falar inglês e o funcionário ganancioso de um aeroporto, mas também, através de diálogos inteligentes, um modo de refletir diferentes temas como a vida moderna e a correria que toma conta, o modo como é visto pessoas q prestam serviços como faxineiros, a questão da imigração (claro!) e também (como não poderia faltar), o amor, que nem sempre tem o 'felizes para sempre'.

Viktor Navorski (Ton Hanks) é um europeu oriental que fala russo e que se vê surpreendido com a notícia de que seu país está em uma guerra civil, sendo assim, ele é cidadão de lugar nenhum temporariamente. Assim se vê preso num aeroporto em New York, sem poder colocar os pés pra fora com o risco de ser preso (de verdade). Ali começa a tentar sobreviver com comidas grátis, tentando sempre arranjar um modo de ajustar o ambiente (o portão 67 onde mora), em um lugar no mínimo aconchegante.

Nada melhor do que um aeroporto para constatar o quanto as pessoas não têm tempo pra elas mesmas. De um lado para o outro tornam-se indiferentes àquilo que vê ao seu redor: bicho, gente, acontecimentos. Querem saber de chegar logo, seja lá onde for, perpetuando o ciclo da pressa. Tem uma parte do filme que mostra bem isso, o executivo fazendo a barba no banheiro do aeroporto ao lado do protagonista (muito bem interpretado por To Hanks) fala: “Você já teve a impressão que às vezes parece que moramos em um aeroporto?”. Esta passagem resume tudo.

Vemos também no filme um mal-humorado faxineiro indiano que é responsável por uma das passagens mais interessantes, quando ele responde ao Viktor Navorski se ele não teria medo de ser deportado de volta pra Índia: “Me mantendo de cabeça baixa, fazendo o meu trabalho, sem arrumar confusão eles não irão notar alguém como eu.”

E daí é evidenciado esse caráter de ‘invisibilidade’ dos funcionários com outras passagens envolvendo os outros amigos que Viktor cativou, com seu jeito estapafúrdio, mas muito sincero.

Ele ainda flerta (usando a expressão q só uns italianos falam :P) com uma aeromoça que está desesperada com o desastroso relacionamento que tem com um homem casado. Viktor se torna pra ela um novo amigo (uma boa peçooooonha ahahah), um ‘tipo’ de homem que ela não tinha conhecido (com aquela máxima de que é dos cafajestes que elas gostam mais), contudo não é de um dia para o outro que as pessoas (teimosas que são, acreditando em contos de fadas), desistem de alguém que está a mais tempo.


Quanto coisa... Mas esse filme aparentemente de uma história tão boba, me surpreendeu bastante com o tanto de coisas que dava pra pegar no ar.
E agora volto pra minha vida que parece um terminal de tantas chegadas e partidas (realmente falando). Mas a vida de quem não seria um terminal? Sempre pronto a acolher mais uma enxurrada de emoções e deixar ir um tanto de sentimentos com o próximo vôo.

:)

sexta-feira, 13 de maio de 2005

O Nome da Rosa

Já que este é o livro que o Italianho, aniversariante dessa 6ªf 13 seria, seria se ele fosse um livro fica sendo o filme do dia.
Tenho muita mais a falar do livro, um espetáculo, escrito por Umberto Eco (um italiano!) que traz além de uma interessante história investigativa uma série de críticas a uma determinada época, um deleite de sabedoria.

A história se passa em um mosteiro (que só pode ser na Itália), onde William de Baskerville, um monge franciscano e seu pupilo Adso von Melk vão para um conclave da Igreja no qual há uma forte divergênia entre franciscanos e dominicanos. No meio disso acontecem misteriosos assassinatos, onde um inquisitor acaba achando que é obra do Demônio e trata por condenar aqueles que ele acha servos do mau.
O livro é muito superior ao filme pois se passa em sete dias, ao contrário do filme que é em 3, creio eu, cheios de acontecimentos e diálogos capciosos e intrigantes. Falando em livro, nao posso me esquecer que foi o Tiago quem me emprestou livros que foram de uma riqueza fora de comum pra mim: O mundo de Sofia, O homem e seus Símbolo (de Jung) e Em busca da Língua Perfeita de Umberto Eco também(pena que esse eu não li com a maturidade que requeria o assunto).
Sempre dando dicas de leitura, ajudando se precisa de algo, com opiniões cheias de argumento e com a gramática do português internalizada, o Italianinho é uma das pessoas que mais dou ouvidos atualmente por tamanho respeito que tenho pela pessoa dele.
Detalhe: ele tinha que nascer numa 6ªf 13 (a primeira e única desse ano), dia o qual não tem a simpatia de todos e que a bolsa dos EUA está em crise pq no dia de hoje pois muita gente não quer fazer negócio.

Ah, Italianinho! em pensar que o achei 'metido', nada como o tempo pra provar que as pessoas são quase sempre totalmento o oposto dos conceitos precipitados que temos (não foi seu caso :P). E é ele o meu mais fiel leitor, e assim este blog vai seguindo.
Parabéns pelos 2 patinhos na lagoa :P

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Gossip

Este filme (que não me lembro se tem tradução ou não o nome dele), fala sobre FOFOCA, uma palavra temida por muitos mas na boca de todos.
Resolvi falar desse filme por 2 motivos: o fato de estar fazendo um trabalho sobre internet focalizando blogs/flogs e orkut, além de ter escutado hoje no ônibus (sem querer) uma conversa que me deixou intrigada.

Comecemos pela conversa. Entrei no ônibus, normalzinha, peguei um lugar na janela sem nem notar quem estava atrás de mim. Mas logo, pela conversa que não parava, pude perceber que era um homem e uma mulher com seus 40/50 anos. Primeiro ele começou falando da vida dele, da esposa que tinha ficado longe e que ela queria que ele visitasse os amigos aqui no Rio. Depois ela falando da filha que ia se casar em dezembro com um capital do exército e iria morar em Brasília. Dois amigos, não é?! Daqui a pouco, falando da vida aleatoriamente (e eu tentava pegar no sono) ele pergunta pra ela se o beijaria ali. Terminantemente ela diz que não, que ali não era acasião, que da outra vez estavam sozinhos e que seria muito estranho dois velhos se beijando assim no meio do povo. Fiquei intrigada: mas ele não era casado? Aí que veio a minha resposta, ele estava pesando em apresentar a moça ao lado dele pra uma amiga dele do Rio (amiga da esposa dele tb), e estava tramando como apresentar a mulher sem levantar suspeita, 'mas a América não é boba'.
Pra você como nossa vida é exposta assim e a gente nem tem consciência. Se isso acontecesse em Rio Grande, num ônibus da FURG por exemplo, certo que alguem conheceria um daqueles dois nem que fosse de vista, de colega do primo do vizinho de alguém. Tanto que era comum alguém estar falando de alguém conhecido meu.

Agora puxando isso pro blog, nossa vida é exposta aqui assim como numa conversa de ônibus: vai depender de que ônibos pegamos, de que tipo de pessoas que frequentam (daquelas do seu conhecimento ou daquela indiferentes a você), do assunto que você trata, com quem você está conversando.
Verdadeiramente eu não creio que isso aqui seja só uma linha de fofoca, pra vc xeretar a vida do outro e despejar a sua. É trocar idéias e visões de vida. Muito se pode enriquecer (discutindo, por exemplo, sobre língua porguesa que é a nossa área), ou se pode refletir, falando de algum momento do dia, da semana, em especial.

Agora eu queria saber opiniões diversas... Quem puder falar a respeito. :)

quarta-feira, 11 de maio de 2005

As Aventuras do Barão Munchausen

Falemos de coisas amenas hoje...Nada melhor que uma aventura, a do tal Barão que vai à Lua, ao centro de um vulcão dentre outras espuletisses acompanhado por uma menininha e por um cachorro.Este filme te gosto de infância.Poderia filme ter gosto? Poderia infância ser um gosto?Certamente se tivesse esse filme significaria parte dela.
Alguns podem achar ridículo as coisas sem lógica mostradas no filme. Não sabem elas que a vida sem lógica é a própria vida. A poética e o fantástico é o que nos podem motivar a continuar nesta jornada ao mundo que busca ao racional. É algo um tanto 'sociedade dos poetas mortos', o que sustenta a vida é o sentimento. E nada melhor pra sustentar o sentimento do que o fantástico. :)
A idéia desse post surgiu com o poema do Italianinho sobre a criança que desenhava (com direito a métrica e tuudo, italiano fazendo poema é ooooutra coisa). Aí pensei em algo que quando criança eu tanto gostava de fazer (que não era desenhar!!!), que era fantasiar sobre a vida.
Certa vez sonhei que voava... e fiquei na dúvida se não fora verdade por um bom tempo. Pena que cresci. Acreditar que eu acreditei no que o Barão Munchausen dizia... Acreditar que certa vez sonhei tão real que era verdade; Pensar que num tempo não tinha realidade. Pensei demais...