terça-feira, 10 de maio de 2005

Janela Secreta

Neste mês todos os posts (ou menos a maior parte deles) terão títulos de filmes que vi (ou não). Isso porque... ah, homenagem ao meu pai, 31 ele faz aniversário e ele que me apresentou à arte do cinema.

O de hoje diz respeito a um suspense psicológico de Stephen King estrelado por Jonny Depp. Do filme pego mesmo a parte do psicológico, e de todo drama que envolve o si com o si mesmo, tratando-se da história de um escritor que se isola numa cabana à beira de um lago (ihh, sabe que tenho problemas com lagos) pra terminar um livro.

Assim como o personagem de Depp (Mort Rainey), acabei por entrar em crise. Tudo culpa de quem?! Da tia Clarice.... Se não está afim de ler tudo pare por aqui. :)

Era apenas uma análise de um conto... “A Bela e a Fera” que falava de uma moça que de tão linda e perfeita parecia uma pintura, em seu mundo de beleza e dinheiro. Ao decidir esperar na calçada pelo seu motorista se depara com um cego pedindo esmola. Ele tinha uma enorme cicatriz na perna... uma ferida grande demais que se espalhou por dentro dela.

Começou aí a ser cutucada a minha própria ferida. Tive idéia pra um conto até. Mas uma janela tinha sido aberta... e eu não tinha noção do quanto ela ia me atrair pra dentro dela.

No ônibus as pilhas do meu walkman acabaram. Queria desesperadamente ouvir algo, seja lá o que fosse. Comecei a olhar pela janela e enxerguei tanta coisa que não via antes. Num ponto de ônibus um velho estava bem no meio do caminho, a ponto de um ônibus passar por cima dele... e sua face tinha um misto de paz e lamúria, enquanto minha face se desdobrava em rugas na testa pensando “o que ele ta fazendo?”.
Daí olhei outras pessoas nos outros pontos de ônibus e reparei: quanta criança gorda. Eu quando pequena era gordinha, mas não era assim. O sedentarismo tomou mesmo conta do cotidiano. Tudo é motivo pra se comer um cachorro-quente e batatas fritas... Fomos invadidos por um costume de porcos: comer e comer além do saciar.
Observando a paisagem, tentando pregar os olhos, pensei: “cadê a paisagem?”. A Av. Brasil um caos de trânsito: a polícia fazendo blitz. E aí mais um perigo: eu, a mercê dessa polícia... Não, não pode ser. Se ela parece o meu ônibus eu gritaria de horror e medo e pena. Pena de mim por não poder confiar na própria polícia.
Minha cabeça já explodia, a calma da ponte viria em breve. Quando vi chegou finalmente o mar da Guanabara poluído de um lado e de outro, mas mesmo assim bonito. Passei a ponte de olhos em fechados.
Ao pegar o outro ônibus tudo parecia cheirar mal, a minha consciência cheirava mal: passávamos por uma vala, o ônibus e eu. E assim seguiu enquanto eu não conseguia despregar os olhos do mundo lá de fora, trazendo cada detalhe pra dentro de mim. Janela maldita de grande.
E aí entra um moço bonito pela porta da frente do ônibus (aqui o normal é por trás). Eu o olhei e pensei: “porque ele entrou por ali?”; em dois segundos obtive a resposta: ele não tinha um dos braços. E ele incomodava como o cego mascando chiclete à Ana do conto “Amor”. Mas em breve ele se foi. Falsa paz novamente, pensei. Dali a um ponto entra uma senhora e sua netinha. Ela era cega. Dentro de mim já não tinha espaço pra tanta coisa.
Coisa?! Que tipo de ferida cruel que se abria... Porque o mundo não era mais tão bonito como nos outros dias? Eu só queria chegar em casa... E custava tanto que eu preferia nunca ter aberto aquela janela. Odiava Clarisse. Odiava a minha bonita vida. Odiava meus braços, meus olhos e todas as batatas fritas que já tinha comido na vida. Tudo ia acabar em alguns minutos, pensava, estaria na segurança do meu prédio em breve.
Desci do ônibus. Antes fiquei preocupada com o motorista que não ia pra pista da direita, como poderia eu sair daquele mundo então?! Finalmente a caminho de casa, fui pelo trajeto de sempre e quase até um pouco feliz: estava chegando. Mesmo não sabendo ao certo onde dentro de mim. Estava chegando... Foi quando vi a ferida: as duas pernas de um mendigo que era só ferida em carne viva, moscas pousando e uma náusea. Com sorte o sinal se abrira rapidamente. Eu atravessava veloz. Só queria fechar aquela janela.
Ironia ou não, como muitos personagens clariceanos, me encontrei sozinha e quase a ponto de enlouquecer em busca de uma parte de mim que eu não sabia bem onde estava ou quiçá que existia. Pra finalizar, subi no elevador (o que não tinha espelho, pq naquela altura quem eu menos queria era me ver) estava no meu andar, apertando a campainha quando noto: não tem ninguém em casa. Desço, a chave está na caixinha do correio. Novamente encarar o porteiro: a náusea volta. Volto pra porta de madeira, nada do meu conforto voltar: continuo sozinha.
Em alguns minutos, parada olhando, chegam minha mãe e minha irmã. Estabelece-se a calma e a trivialidade novamente. Comentários sobre o dia. É minha mãe que me salva daquilo tudo. Ela fecha a janela. E agora eu tenho a chance de fazer todo o percurso novamente. A dor de cabeça volta, contudo um alívio toma conta: a janela verdadeiramente foi fechada.


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segunda-feira, 9 de maio de 2005

Por uma vida menos ordinária

Lembrei-me agora desse título de um filme que vi faz uns anos, com a Cameron Días e por sinal não é ruim não. A lembrança veio porque estava eu lendo uns textos sobre como ler textos em um segunda língua e fala da diferença entre o leitor do mundo real e o leitor acadêmico. O primeiro lê por prazer ou porque simplesmente acha que aquele assunto vai somar algo na vida dele; já o segundo tipo de leitor lê por uma certa obrigação vinda do professor e por conseguinte obter uma boa nota em determinada matéria.

É nesse segunto tipo que entra o título do filme: por uma vida menos ordinário que o aluno de uma faculdade acaba lendo. Muitas vezes (a maior parte) falta interesse por aquele assunto, é o professor quem pressiona os alunos com textos chatos, com uma dinâmica chata... resumindo: tudo muito monótono. No texto do tal especialista também dizia que o aluno não tem que ficar traduzindo palavra por palavra (visão a qual sempre concordei), mas vai explicar isso pra minha querida professora que cobra questão de vocabulário na prova. Tudo bem, é para o nosso próprio bem como alunos de uma segunda língua. Contudo o jeito que é feito chega a ser absurdo: palavras ao vento e dê a definição além de um bom exemplo. Eu faria o que a professora quer se eu não tivesse feito o que o especialista disse e tentado captar a ideia geral do texto lendo em 'grandes pedaços' para captar a idéia geral.

Acabei por ler o texto do especialista palavra por palavra, tudo isso por uma nota menos ordinária.

o_O

Fiz um post todo bonitinho e tal... pra dar erro!
tou de mau!

domingo, 8 de maio de 2005

mãe, sem dia

Defendo que mãe não tem dia. Essa história de 'dia das mães' soa tão ridículo quanto 'dia dos pais'. Poxa, mãe e pai são pra sempre... E mesmo aqueles não tão merecedores de atenção, por decreto da natureza merecem ser festejados (quase) todos os dias.
MInha mãe deve ter estranhado hoje, agi com ela como se nada de 'anormal' estivesse acontecendo. E não tem nada de anormal. É aniversário dela por acaso?!
Aí vem alguém dizer: que asperesa! Aí eu digo: estou tramando, em um belo dia aleatório de semana, comprar um presente e colocar somente: 'Porque mãe não tem dia.'
Já tenho um trauma na escola sobre 'dias das mães': "faça uma redação...", e eu fiz! E duvidaram que eu era de fato dona da redação, me acusaram de plágio! Não sabiam eles que desde a 3ª série nos dias das mães quando pediam uma frase a minha sempre ficava no centro das atenções, fazia versinhos e mais espontaneidades de criança fofa que eu era. Também, filha da minha mãe que tenho não podia sair melhor. :)

Aqui no meu bloco teve uma dasquelas festinhas de vizinhos de apartamento. Nem comento nada. Fui lá, almocei e voltei ao meu recolhimento. Mas foi bom por escutar pessoas falando que não veêm a hora de sair desse ritmo de cidade grande e de fato começar a VIVER, sem neuroses e nem relógio e reencontrando a lua. Sim, ela existe, mas faz tempo que eu não vejo.

E fica pendente meu post sobre língua portuguesa.
Amanhã não tenho aula de Port. 1 :/ recém soube.

sábado, 7 de maio de 2005

Um dia de Sol

Sim, o dia foi iluminado! Precisava de um dia assim, desafiador até.
Aconteceu que era minha primeira 'festinha' com o pessoal novo (pra mim) da UFRJ. O niver aconteceria num bairro próximo ao meu (ainda bem pq senão era provável eu não ir) e contou com uma boa parte da turma do 2ª semestre de Letras (inglês né :).
Confesso, que ainda antes de chegar ao meu destino, estava eu um tantinho nervosa pensando 'q como será lá?'. Sabe que eu sou a nova da turma... e ir logo no niver na casa da alguém, é algo! Contudo todo desvaneceu quando cheguei lá, cumprimentei a família (com DOIS beijinhos) e já tinham chegado duas pessoas de aula. Fomos no quarto de (sem artigo, assim falam por essas bandas) Lívia, todo lilás, nem é um sonho pra mim! :) Daí a notícia que o resto da turma tinha se perdido... Dali a um pouco chegaram e ainda faltava um que estava perdido no ônibus. Depois que todos chegaram ficava o Ivan (um guri que faz alemão e é hiperativo e mto gente boa) ficava contando história, fazendo palhaçada, não parava. E também chegou um filma que Lívia (reparem a falta de artigo!) tanto queria... Mas não podia mesmo era faltar a brincadeira de detetive e assassino!!! E eu fui uma ótima detetive :P
E finalizando o momento do parabéns, Ivan (sem artigo é como falam) cantou pra Lívia e eu ficava olhando e pensando em outros aniversários e mais uma confissão: estive a ponto de derramar uma lágrimas. Como pode, já dizia a Carola (minha grande amiga lôra de todos os tempos) 'vc não era assim', ela se referia ao fato da minha sensibilidade referente a minha mudança SãoChico/RioGrande. Eu não sei o que acontece, mas eu me pego numa pieguice sem eira nem beira, em momentos inusitados. O bom é que o pessoal daqui está sendo tão compreensivo comigo que já me apego a eles também.

Levando em conta os momentos musicais:

"quando me perdi você apareceu
me fazendo rir do que aconteceu
e de medo olhei vi tudo ao meu redor
só assim enxerguei que agora estou melhor

vc é a escada da minha subida
vc é o amor da minha vida..."
(música do Cogumelo Plutão, banda de um hit só, cantado no niver).

Ah, nem vou revisarr... deixa os erros de português pra lá; minha espontaneidade comunica tanto mais que uma crase no lugar certo :)

sexta-feira, 6 de maio de 2005

FaHto

Estava eu hj a tarde mandando um cartão virtual para uma colega de UFRJ (que por sinal vou pra festinha dela amanhã ÊÊÊÊ), quando vejo um pinguim parecido com o símbolo do Linux lembrando automaticamente do Italiano (aniversariante do dia 13). Já que se eu não enviasse o cartão naquele momento seria complicado talvez achar depois revolvi mandar e colocar a data para '13 de maio'. Simples e descomplicado. Diria: simplecidade (mistura de simples com simplicidade :P). Tudo sairia perfeito se não fosse o fato de colocar no 'destinatário' os meus dados e no do 'remetente' os dele, resultado: ele recebeu a confirmação de envio de mensagem hj e eu receberei o cartão dia 13. :D
Tinha que ser uma carioca mesmo...

Música nova

Preciso desesperadamente de músicas novas. Compro, vendo ou troco e aceito sugestões. Essas minhas mp3 estão mais batidas que a letras 'r' de máquinha datilográfica. O resultado disso é que as fico ouvindo repetidamente e lembrando do tempo em que as estuva em outras ocasiões (isso pq não tem nenhum novidade da música mundial ou nacional).
A música refleti muito do que somos, das nossa inclinações ideológicas, ou não. O ritmo é algo que pode nos fazer parar e mudar tudo um pouco na nossa própria existência, chorar, gritar ou só ficar 'pispirico' (dicionário do Italiano pra traduzir). É algo que posso dizer que é sem lógica e nada da discussoes!!! Porque a lógica estar em sentir o que só tem sentido pra si próprio.

E já que é pra falar de música, deixe ela falar por si:

"Hoje eu acordei mais cedo, t
omei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória...
procurei em vão"

"Levava uma vida sossegada
Gostava de sombra e água fresca
Meu Deus quanto eu passei sem saber..."

"Te quero só pra mim
Você mora em meu coração
não me deixe só aqui
esperando mais um verão"

"Qualquer coisa que se sinta
Tem tanto sentimento
Deve ter algum que sirva"

"Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala..."

Tirando a primeira, as outras eu escuto sempre no ônibus.
E as daqui de casa eu não quero nem lembrar, ao menos pelos próximos 5 minutos!
:)

"don´t analyse"

Nem todos os dias o humor paira no vida e a ironia toma conta das coisas negativas fazendo piadinhas sem graças, mas ainda sim: piadas. Estar cansado e triste agora é defeito?! Aí vem a série de perguntas que você não quer responder... E tem como fugir delas? Por isso eu sempre digo: to com sono e cansada, é mais simples.
Simples, tá aí uma coisa difícil de sermos. Há quem diga que quem complica a vida somos nós mesmos, ela por si é simples sim. Contudo não vejo tanta verdade nisso. Sem o complexo nossa vida seria tão cinza que não teríamos ânimo nem pro fim-de-tarde (pegando um fragmento da Tia Lizi) encantador seja lá com quem do nosso lado.
Então eu defendo que tem dia que estar triste e cansado se faz necessário. Olhar o cego mascando chiclete (da tia Clarice) e pensar a insatisfação, qual o antagonista da sua vida, a complicação da história, e o clímax? Acho que só chega com a morte, mas não falo disso pq sei que a maior parte das pessoas não gosta dessa palavras.
Se você quer ficar triste, magoado, que fique! Sente-se uma vez e depois o contentamento será maior. Como o sapato apertado que depois que se tira trás um alívio fora do comum. Aí está, o comum, ele me assusta. É comum não querer sentir infelicidade, talvez por isso seja tão difícil alcançar a própria alegria.
Por enquanto voi seguindo complexamente minha vidinha lilás de apartamento e ouvindo 'Perhaps Love', ao menos a música me escuta.

quinta-feira, 5 de maio de 2005

réles reflexão de uma aula vaga

Estou entregue aos surtos psíquicos. Isto quer dizer: tenho pensando bastante.
Sem aula de Latim e Lingüística o dia de hoje teve como ponto máximo a brincadeira de mímica com pessoal do 2ª período. Eu gosto deles sabe, como grupo em si: tão diferentes mas tão parecidos com o pessoal da FURG.
Aí um dia desse meu pai me pergunta: tem muita diferença entre o pessoal daqui e o de lá?
Foi então que pensei a respeito: na faculdade de letras, os seus habitantes em geral não se diferem! Aqui, lá ou mais adiante, o povo de Letras, ou o 'jeito letras de ser' acaba culminando em mesmos pontos de gostos e comportamento. Por exemplo, é impressionante que os mesmos filmes tão comentados lá em RioGrande pela patuléia (mtos não conhecidos pelas massas), são comentados aqui e o estilo de música em geral segue a mesma linha (mesmo havendo a diversidade).

Como é interessante observar o comportamento humano. Deve ser por isso que eu tanto queria ser psicóloga. Acabei no caminho onde estou e não quero mais voltar . :)

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Do you have anything to say?

Ah por favor, essa é imperdível:

https://www.lastwishes.com/(k0rlqs55kghngv3wpemkr3re)/messagelist.aspx

Ano passado a profª de Inglês deu um pequeno texto falando de sites que mandam e-mails por vc depois que vc morre. Macabro? Estranho? No mínimo engraçado.

"- The only two sure things in life are death and taxes!!" - do site.

Depois da discussão sobre eutanásia na aula de speaking de hoje e mais por terem passado um trecho do filme 'Menina de Ouro', o tema ficou martelando na minha cabeça. E o filme gente, eu vi um pedaço e já quase chorei... como estou sensível :)

Mulheres escandalozas

Diria eu que após o dia de hoje começaria a concordar mais com as idéias do Italiano de que as mulheres são um tanto quanto inexplicáveis (pra não dizer outra coisa).
Hoje começou o curso de extensão com o seguinte nome 'o aluno de letras: professor de leitura'. Muita gente, assim como eu, pensou que se trataria de um curso sobre como ministrar textos pro seus alunos, a importância disso ou algo do gênero. Contudo o curso é relacionado como organizar material para uma aula de língua estrangeira instrumental o que de cara gerou uma decepção do pessoal e também, creio eu, o fato da professora falar sempre com muitos termos em inglês que poderiam ser dispensados.
Um segundo comentário é que só haviam na sala DOIS guris, sendo eles calouros, no meio de mais umas 40 mulheres... Agora imagine quando essas mulheres começam a se estranhar?
Primeiro uma pergunta 'A gente pode fazer pergunta durante sua explicação ou tem que deixar pro final?', no mínimo dispensável. Depois tinha uma criatura gripada, que depois foi para meu lado escorrendo 'ranho' (como diriam os gaúchos) e me dispara 'aah eu amei o ataque das torres gêmeas', só porque a professora estava explicando pq o curso era inicialmente só em Inglês. Mediante isso, a professora perplexa com a falta de 'humanidade' da futura professora foi tentar falar algo sobre quando uma me solta lá detrás: "Olha, não é esse o assunto, será que dá pra voltar pra aula?"... Hãa, meu queixo cai. E pra completar esse triste quadro duas criaturas logo atrás de mim começam um discussão estilo primário: 'eu tô tentado escutar a aula mas elas aqui não deixam, me mandaram ir lá pra frente' (imaginem o tom!)... Aí a professora tão boa e harmoniosa mostra as suas garrinhas: 'olha só, eu venho de uma concepção antiga que diz que o professor tem que ter a aula sobre controle, isso nunca me aconteceu aqui, mas não admito esse tipo de comportamento de 'cri cri', crianças...' redeu um pequeno monólogo e uma dor-de-cabeça em mim.
Apesar disso tudo gostei do que tratará a aula e pretendo voltar próxima semana, coisa que certamente algumas não farão por conta do clima de guerra. E os meninos, foi inevitável não comentar com eles: 'que azar de vcs, o primeiro minicurso e pegam logo uma sala cheia de mulheres escandalozas', ficaram muiito perplexos com tudo e duvido um pouco que retornem.

Sejamos mais leves conosco e com os outros. Intransigência gera sempre essa bolha de angústia que não se tem como fugir, no mínimo ficar com uma dor-de-cabeça de herança. Sejamos mais nobres com nosso próprio ato de ser.

terça-feira, 3 de maio de 2005

Hoje começou meu curso de extensão sobre a tia Clarisse

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector
Preciso dizer se gostei?
Faltou a Sasá que adora a tia tb e o Italiano pra ficar discutindo o conteúdo da obra dela.

Sobre blogs, comentários e algo mais... (ou não)

Hoje eu ia falar sobre qualquer coisa que já me esqueci o que era, quando me salta aos olhos os últimos posts do Italianho e do HoBBiNHo... Desculpas pra cá, pra lá 'fui eu quem errou' e na consistência do assunto eu boiei um pouco, apesar do ótimo post do Tiago falando de Linguagem e filosofia. E a crise começou, ou como numa aula de Teo. literaria diria: a complicação começou, quando ia comentar no do Fabio e ele nos tira esse direto... Seria esse um dos fundamentos do blog, o comentário?!
Sim, estou fazendo um 'estudo' de blogs vendo o perfil de cada um, a reflexão sobre como, quando e onde 'blogar'. É a minha vez de questionar o pq disso, se é um escancaramento da vida real, se se cria uma vida paralela (ainda bem q não tenho que classificar os 'ses'), se é simplesmente pra escrever e escrever como um fluxo de pensamento ou se é pra escrever um pensamento direcionado, dependendo do público alvo (que coisa mais comercial).

Na minha concepçao tenho o blog como algo não muito em moldes de lógica e entendimento. Diria que é mais um modo de comunicar, de linguagem. E já que sitei a tal 'linguagem' diria que hoje na aula de teo. Lit. acabei questionando para o professor: 'a línguagem é lógica?'; daí surgiu um NÃO veemente e disse que a Lingüística que é lógica pq ela acha que estuda linguagem quando na verdade ela só estuda as estruturas. Vou pensar mais sobre isso.

"minhas palavras são o limite de meu mundo", repetindo aqui no meu blog como o fez a Andréia no dela, em relação ao que o Italiano colocou no blog dele (uma linha de blogs aqui), e como ela também vou comprar um dicionário :)

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Pesquisando...

Eu juro que estava procurando por um artigo... bem, não fui muito feliz. Mas achei isso que no mínimo me lembrou de cara a Lukita e a Sasa. :P

INGLÊS EM 7 DIAS PARA TODAS AS OCASIÕES:
Ao encontrar alguém: UÓSSÂP MÉN
Se você quiser uma Coca-Cola, diga: GUIMI ACOUC
Se você quiser comer uns ovos com presunto: RÉM ÂNEGZ
Se precisar pegar um táxi, pergunte: RAO TU GUET ÂFÂQUIN QUÉB?
Se prender o dedo na porta do táxi, grite: FÂC!
Se levar um escorregão no metrô, diga: FÂC
Se você for assaltado no Bronx: FÂC
Se você der de cara com um mulherão tipo Cindy Crawford, diga: UARA FÂC!
Se alguém lhe gritar algo que contenha FÂC, responda: FÂQUIU TU
Se você perder seu passaporte, chame a policia e diga: AI LÓST MAI FÂQUIN PEIPERS
Se você se perder na cidade, grite: AI EM FÂQUIN LÓST
Quando se referir a uma terceira pessoa, outro sujeito, diga: DE FÂQUIN GAI OVADÉR
Se estiver à fim de transar com aquela mulher espetacular, diga-lhe: AI UANA FÂC UIT IÚ
Mesma situação que a anterior, mas se for um pouco tímido, diga: RELOU, CUDAI FÂQ UIT IU?
Se lhe perguntarem quem fez determinada coisa, aponte na direção da pessoa: DÂ FÂQUIN BITX OVADÉR DID DÂ XIT
Se quiser fazer um elogio a uma mulher, diga: IUR BÂT IS FÂQUIN GÚD
Se achar algo caro, diga: DIZ XIT IS FÂQUIN ECSPENSIF
Se quiser tentar um desconto, diga: GIMI Â FÂQUIN DISCÁUNT
Se estiver com dor de barriga diga: UÉR QUENAI TEICA FÂQUIN XIT?
Se não se lembrar de onde conhece determinada pessoa, diga: UÉR DÂ FÂC DUAI NOUIU FRÓM?
Se você encontrar uma pessoa muito feia, saúde-a dizendo: IU ÁR Â FÂQUIN ÂGLI MÂDAFÂCA
Se você estiver à fim de convidar aquela super-gata para ir para a sua casa: QUENAI TEIC IU ROME ÉN FÂQUIÚ?
Se o caixa lhe pedir dinheiro trocado, diga: AI EINT GÁT ÉNI FÂQUIN CHENDJI
Se gostar da comida, diga: DIZ XIT IS FÃQUIN GÚD
Se achar que alguém está querendo fazer gozação com você, pergunte: ARIU FÂQUIN UIT MI?
Se alguém estiver lhe enchendo o saco, diga: DÔNFÂC MÉN, DÔNBI ÂNÉSSÔL
Se achar que estas instruções não lhe servem prá nada, ouça bem: UARA FÂC IÚ ÓNT?

fonte: http://www.sk.com.br/sk-humor.html

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Tá, eu tenho algo de útil pra fazer sim, but I couldn't help it!

O mais inacreditável do dia de hoje foi quando eu peguei o material de Fonética do Inglês do ano passado e comecei a realmente entender; e quando eu vi as provas então?! Cada coisa boba (que na época eu não entedia mesmo), eu errei!

Essa lembrança fonética se deu mesmo pq hj na aula de 'reading' a professora (depois de apontar o dedo pra mim e me pedir pra falar sobre o texto que eu não tinha lido), foi dar uma de ensinar fonética... (ou seria fonologia?). Ela falou sobre o som do ED que pode ser /t/, /d/ e /Id/ e das palavras que terminam com S que podem ter o som de /z/, /s/ e /Iz/. Sou mil vezes a tia do ano passado explicando... foi um custo essa aula!

:)

domingo, 1 de maio de 2005

estudando...

Sim, foi o que fiz nesse maravilhoso domingo meio nublado, meio com sol, meio chuvoso. Enquanto o tempo não se definia eu já tinha como propósito na minha mente saber algo de grego, afinal a 6ª feira é prova juntamente com a de Língua Portuguesa.
No fundo não é tão ruim assim estudar grego... o problema é ter que DECORAR tudo até 6ªf senão RODA!
E amanhã é meu dia de devoção à Lingüística, quaaase não gosto de estudar fonética...
Ai ai eu só sinto vontade de falar de estudo hj... E olha que é domingo... Eu ando chata?
Ih, bateu o questinamento... É, esse blog tá me servindo mesmo pra algo. Vou escrevendo e refletindo... ou não.

E não esqueça, agora na praça o - LFM`S script, o script que é aiti! Miô qui comê goiba! - Garanta já o seu! :P

Eu gosto de domingo pra falar com a patuléia!

sábado, 30 de abril de 2005

Do I know you

Se eu não sei se eu me conheço, imagina se vc me conhece... (3x um 'se' e nenhum 'que')


Questionar é o que há!

Levanto essa bandeira inflando os pulmões. se não tiver mais em plena consiciência para delirar no meu mundo de garota de apartamento, já era. Desliguem os aparelhos que me atam a vida (nada de rolo como o caso da Terri Schiavo hein).Questiono os céus, o governo, a insensibilidade humana e os filósofos que sempre existiram alimentando o poder de quem já tinha poder. E o que ganho com isso? Ganho o questionar mais e pensar a minha vida e dos outros e ter opinião ou não sobre as coisas.Crises, podem vir até. Identidade, moral, sociedade, ética, tanta coisa pra discutir. Crises dentro da gente, as pessoas em crise com a gente... o difícil é controlar tanta crise junta nesse mudno de 'auto-ajuda'.Antes dos psicólogos eram os padres que aconselhavam as pessoas... hoje pagar analista é caro demais. Então restam aos seres terem dentro de si mesmos o argumento e o contra-argumento para as questões do 'ser ou não ser', do 'blog or not to blog'(talvez tema de uns dos meus trabalhos de ingles :P) e minha vida sem mim(talvez tema de trabalho de literatura, o tema é livre mesmo!).Entre os psicólogos e os livros de auto-ajuda existem atualmente seres capazes de, junto conosco, fazer todo esse trabalho de questionamento, reflexão e crise. Chamam-se amigos. Eles não cobram nada (ao menos normalmente :P), também não dão solução pra nada... afinal, não existe verdade absoluta e com eles podemos enxergar verdades diferentes pra casa questão. Estou me sentindo como escritora de livro de auto-ajuda como a Dani certa vez tb se sentia (por isso não devemos julgar tais livros né Lizi, um dia podemos escrevê-los ahuahau). Tenho um aqui em casa que é legal "Mergulho na Paz" de Hermógenes, é todo em versinho, por isso eu gosto dele. :)

Agora mudando de assunto, falando do que foi dito no post abaixo, o motivo (esclarecendo para Italianho), é que não posso conceber dentro da minha realidade (que vê-se que não é a real) pessoas desde as 21h horas em frente a previdência social acampando para poder ter a possibilidade de talvez pegar sua aposentadoria no outro dia. Eles não são mendigos, trabalharam pra que?! Enquanto isso vemos por aí pessoas tão preocupadas com seu próprio umbigo incapazes de sentir um tiquinho de nada de sensibilidade a respeito de nada, a não ser em relação aos seus animais de estimação, como falou o HoBBiNHo no blog dele. Elas esquecem que tem muita gente por aí precisando de banho tosa e comida.

Inté!

sexta-feira, 29 de abril de 2005

- Eu sou

Mais que mania que temos de querer dominar tudo, ser dono de si e sabedor de todo conhecimento possível. Pensamos sempre ter o controle, e se não o tempos pensamos que isso seria o ideal. Controlar, dominar... Isso que fazem os mais espertos! O resto, bem, é resto. É gentinha sem talento, ou muito sem graça. Bonito é ser avassalador, é ter o verbo bonito de se ver, é ser dono (seja lá do que for).
Quando se é dono da verdade tudo fica mais fácil: o que faço é o certo, o que digo é a lei, o que penso é praticamente uma senteça que 'conceitua' e põe sua tarja negra em cada coisa do mundo. Ter poder é a norma, poder de mandar e de ter idéias melhores, falar a língua mais erudita e superior. É dizer e ser escutado com tal atenção que verdadeiramente se acha certo o absurdo que se possa dizer.
Poderíamos dar um tempo pra nós mesmos e parar com essas máximas xinfrins. Achar-se na condição de tudo julgar e de tudo poder é algo que celebridades tentam, mas são infelizes porque o tempo passa, idade chega e uma dia as pessoas só poderão nos encontrar a sete palmos do chão.
Acredito ainda que em algum momento a maior parte dos seres ditos humanos vão realizar que se realizar não é ter tanto dinheiro, tanto saber e nem tanta pose de bonito. A idéia de dominar estará ligada a de cativar: atenção e amigos, bons modos e respeito. E pararemos de cultivar o medo de gente dentro de nós mesmos.

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Distraída, euuu?

Quase nada! Pra ter a capacidade de pegar o ônibus errado uma segunda vez... Mais uma vez a semelhança entre os '99' e o 'Ga' me pegaram: ao invés de pegar o 998 Galeão, peguei o 996 Gávea. O legal é que foi a 2ª vez então já sabia onde saltar e pegar o outro pro Fundão. E o mais divertido ainda é que ainda cheguei no horário da aula certinho! Essa proeza é pra poucos, verdadeiramente. O mais interessante é que eu vi escrito "Galeão" no ônibus, ilusão de ótica talvez, diria sono puro mesmo. Mas issso aconteceu foi ontem... dia que passei a tarde lá na UFRJ estudanto Fonética pra simplesmente não ter prova hoje... hiper divertido ¬¬

O que se salvou nesses dias foram as palestras do "Arte em questão, as questões da arte" que hoje por sinal contou com um palestrante gaúcho. Falou-se de mitos, filosofia e poética. No final eu saí com grandiosas dúvidas e com um gostinho de quero mais.
O minicurso "Interpretação: a herméutica e a questão do método" foi um deleite! Isso mostra que a área de Literatura dentro das Universidades não está por completa lançada ao extremo do caos, está ali pairando entre caos e cosmo. Houve no minicurso um pouco a descontrução de Platão e emergiram idéias diferentes das que eu estava repetidamente acustumada. E daí surgiram idéias minhas pra fazer o trabalho de teoria literária que é tema livre! Aqui é o extremo oposto da teoria literária com o LFM.

E para que por acaso ler e puder ajudar: se souber de algum texto em inglês com umas 2000 palavras sobre CULTURA pra indicar (seria para um trabalho de reading em inglês).

terça-feira, 26 de abril de 2005

ai ai

Eu estou entupida com tanta literatura e poética.
Chegando em casa lá pras 19h, é algo.
Sooooono... Estudando o que tem pras provas do outro dia.
Sendo assim, não tem tempo pra tudo :(
Fico triste pelo que acontece em RioGrande: o Benito desistiu do curso, não foi a Sasa que pegou o NELP.
Continuo com meu cabelo temporário e achando menos graça na chuva e frio repentino, além de com sono (precisava repetir porque esse é meu estado quase que normal).

segunda-feira, 25 de abril de 2005

Cabelo, mentira e algo mais

É difícil definir o ápice do dia que se passou. Primeiro teve meu cabelo temporário fazendo sucesso na versão liso natural da tal escova permanente, elogiar o cabelo de alguém é sempre bom, ainda mais quando é o seu. Pensando nisso foi quando comecei a refletir na relação da aparência na vida das pessoas, isso também porque faria em breve uma provinha de inglês que contava como conteúdo uns textos também sobre beleza, ou falta dela. Comecei a olhar para as pessoas e vem se elas eram 'bonitas', se quereriam mudar algo na sua aparência, se eram felizes do jeito que eram. Obviamente não achei resposta alguma, mas valeu a tentativa pra concatenar que não achei ninguém bonito, feliz ou triste e nem adivinhei pensamentos.
Realizei mesmo que eu tenho capacidade pra 'descobrir' beleza, pessoas que se revelam na minha frente com seu jeito, conversa e agradabilidade. Mas vamos ser sinceros que independente ou não da minha opinião há o esteriótipo mais 'aplaudido' na sociedade em que parece que as coisas são mais fáceis para quem os detém. Tá parecendo que tô falando de dinheiro já: "classe retentora de poder", ou seria "classe detentora de dinheiro", mas o nosso caso seria "classe detentora de beleza".
Acredita que dizia num dos textos que li que tudo falado acima é mentira: eu mentindo pra mim mesma, que na verdade eu prefiro sim estar com pessoas visivelmente lindas e bem resolvidas (não só eu como toda humanidade). Vou continuar duvidando disso, pq através de provas reais na minha vidinha lilás e observando a dos outros vi que não é bem assim que a banda toca. Mas... se dizem os pesquisadores! O que posso fazer é não concordar!

E em pensar que eu ia falar sobre hermenéutica... Bem, ela se perdeu como o Platão na minha mente. Vou fazer algo mais concreto e cuidar do meu serviço no Hermes, que diga-se de passagem está me dando umas idéias revolucionárias sobre ensino de gramática no colégio (tudo culpa do Tiago ahahaha).

Ai, minha vida! Usei a paxta rosa hj que com sua discrição angariou mtos olhares, assim como meu cabelo, óbvio! :)

domingo, 24 de abril de 2005

Situando...

Passei sem querer o feriadão fora. Não que necessariamente eu não quisesse, como a família pode ter pensando, mas sim pq eu tinha um tantinho de coisa para adiantar.
Fui para Itaguaí, a cidade do Alienista. É engraçado que desde pequenina sempre ia pra lá, contudo a cidade nada mudou. Tenho impressão que ela fora congelada no tempo em algum ano desses aí e as pessoas vão vivendo pensando estar correndo o tempo.
O caso é que eu não conseguia a princípio me concentrar pra estudar. Sentia falta da minha caminha, da minha bagunça... Mas fui obrigada mesmo a estudar os mais de 8 textos da prova de reading pra amanhã. Esta professora me lembra mto o antigo professor de reading (nem preciso citar nomes né), teria uma fôrma pra sair todos em série?
Agora o que está me deixando feliz é o fato do Hermes está indo pra frente. Até o prof. respondeu e-mail. E sabe que esses profs responder e-mail é algo... E o Tiago é sempre muito dedicado a tudo, isso é uma ótima característica, embora ele seja chato :P (brincadeiira). Só que me perdi no meio de todo o meio. Mas ando refletindo sobre o ensino da gramática normativa no Brasil mais e mais... Será que sai cachorro desse mato?! Vejamos...
OUtra frente que abri foi com a Análise do Discurso, mandei e-mail pra antiga orientadora em POA e ela foi super receptiva e pediu para que eu mandasse meu trabalho corrigido pra ela sim. Detalhe: eu não corrigi ainda! MAs tem teeempo... Menos essa semana que nem sei o que vou fazer já que terei que sair da UFRJ só depois das 16h pra lá.
Eu tive umas idéias, depois eu escrevo. Agora irei ver um filme com meu pai. Gosto desses momentos. Então verei Lutero.

:)

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Liberdade ainda que tardia!

Este é meu lado mineiro falando alto :)




Esta é a minha bandeira predileta, e ainda tem latim! Creio que tenho um pouco de recalque por não ter nascido mineira (que meu pai não veja isso pq ele já é muito convencido). Não que eu não goste de ser a GaRoTa_CaRiOcA (que de carioca tem mais o nascimento mesmo), mas que eu tenho uma forte influência desse lado da família.

E hoje, feriado da Inconfidência Mineira, (na verdade já é o outro dia, detalhe), que nos faz também enforcar a 6ªfeira por conta do enforcamento dos outros... Tiradentes, grande mineiro, e o mercenário delator tb era ¬¬
Por isso que eu digo: antes de carioca, catarinense, mineira ou gaúcha procuro ser uma boa pessoa para aqueles que estão ao meu redor Embora nem sempre eu tenha sucesso ao fazê-lo, a maior parte do tempo funciona. :) Caráter não se mede de acordo com o lugar que vc vem (embora algumas pessoas o achem :P). Mas continuo adorando a bandeira mineira...
Uma vez eu vi uma camiseta com a bandeira, quase perguntei pra moça onde ela tinha comprado ahahaha Só não o fiz pq meu pai me tranquilizou dizendo que 'vende por aí'. Não achei até hj :/

:)

terça-feira, 19 de abril de 2005

Por que?

Por que nascemos pra amar se vamos morrer?
Por que morrer se amamos?
Por que falta sentindo ao sentindo de viver, amar e morrer?


Carlos Drummond de Andrade


- Desde a 5ª série gosto do versinho...

Nem tão distraída

Surpreendi comigo mesmo neste dia corrente. O caso é que fiz tudo que tinha pra fazer, sem me esquecer de nada, desde coisas de maior importância até trivialidades. E comprei sonho! HUmMmMmMm Como eu gosto de doce!

Acabei me inscrevendo para o seminário 'As questões da arte' (R$5,00 só), com direito a minicurso relacionado com hermenéutica!

Olha só o que recebi por e-mail: - Governo vota pelo fim do 13º salário (http://www.quatrocantos.com/lendas/91_artigo_618_clt.htm)
Era o que faltava!!!!

E na faculdade estão começando a achar que estou tendo um caso com alguém na biblioteca, afinal qualquer tempo livre vou pra lá! Peguei 3 livrinhos referents a língua portuguesa pra me divertir nesse feriado, além dos 2 que tenho que ler para fazer fichamento (que já descobri que não tem relação com aquele que a Profa. Jane ensinou) e resenha.

Algo interessante que sucedeu foi que um colega meu (que se torna um amigo já) que é muito católico, primeiro me diz ao se despedir de mim na biblioteca 'Fica com Deus hein Fabíola, eu sei que vc é católica... e cuida essas teorias que acabam massificando a cabeça da gente." (algo assim). Aí fique pensando 'nem sabe ele que na verdade não sou tão mais católica filosoficamente falando...' e fui pensando no assunto. Depois o encontrei novamente e ele me questiona 'pq vc não participa mais da igreja?' - Aí consegui a proesa de, com meus reles argumentos, convence-lo que eu não frequentava agora a Igreja não por desdém de estudando ocupado, ou pelas teorias estarem me influenciando taaanto alienatoriamente assim. A questão é que eu pensei que podendo manter meu equilíbrio com as filosofias que simpatizo; pra que determinadas 'regras' tangenciando minha vida? Sou a favor primeiramente da LIBERDADE: quer ser católico?! Vai... Quer se converter à fé islâmica? Pq não?! O povo é 'livre', contudo não poderei mesmo é de deixar de criticar algo que enxergar de não adequado na minha visão 'garota de apartamento filosófica'. Acabei mesmo vestiindo a camisa de 'panteísta' que o Tiago mencionou que eu fosse.
Fui, sou, serei... só não quero estar limitada a uma só visão toda minha existência!

Agora tentarei continuar o tagging, isso se meu idolatrado priminho o permitir! Crianças... são algo, como me distraem!

:)

segunda-feira, 18 de abril de 2005

Estou 'entaguinada' de tanto tag :)

domingo, 17 de abril de 2005

Passando roupa

Depois de uns anos, diria eu, fui compelida neste domingo de manhã a passar um punhado de roupa. Não diria que tenha sido necessariamente precionada pela minha mão, mas sim pela minha consciência.
Isso depois de ouvir da minha ilustríssima irmão "essa aí tem 20 anos e não faz nada". Primeiramente, não tenho 20 anos!!! E depois, eu faço sim. Quando eu tinha a idade dela (lá meus 13 anos), lavava louça ao menos um vez ao dia e sempre passava um punhado de roupa (por insistência minha). Parei de fazê-lo por notar o favorecimento dado a minha queridíssima irmão que nunca fez NADA.
Mas pensa bem, como é bom ser irmão mais novo: vc reclama que o mais velho não faz nada (sendo desculpa para vc agir igual) quando na verdade o mais velho quando tinha sua idade fazia o dobro de coisas que vc.
A solução seria ser filho único?
Diria que se eu fosse filha única trabalharia mais nos afazeres domésticos. Talvez isso seja uma mera desculpa. Mas ao ver que alguém poderia muito bem dividir tarefas com vc, contudo vc faz tudo sozinha... é difícil animar!!!

Agora falando do simples fato de 'passar roupa', como eu gosto de fazê-lo. Passando roupa o meu cérebro se desconecta do mundo real (não nego que às vezes surgiu alguma peça acidentalmente queimada), contudo o mundo de imaginação/reflexão que se faz é sem limites. Pensa-se em tudo o que aconteceu, ou não, no livro que leu, onde se está morando, onde morou, as situações engraçadas de algum dia aleatório, na vida, na falta de vida, no imprevisível... Há um leque de opções, a riqueza de pensamento toma conta.
No entando sei que a grande maioria esmagadora das pessoas não gostam de passar roupa justamente por ocupar taaanto tempo e no final parece que não se aproveita nada daquilo. Já pra mim, passar roupa é estar quieta sem a chance de ninguém encomodar dizendo 'faz isso ou aquilo', pois já estou fazendo algo. E algo muito mais além esta-se tramando em minha mente :) (planos pra dominar o muuuuundo) :P

:)

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Repara-se

Que tenho postado todos os dias...
Esse blog virou um diário de bordo não da minha vida em si, mas dos pensamentos que a acomentem.

Ah, Italianho! vais notar que tirei a figura do ônibus com o tal sobrenome, nada pessoal... Mas também dei um revisada, cortei e adicionei algo ao post abaixo.

Uma boa foi hoje lá na saída da UFRJ, vejo um guri sentando com uma mateira tomando chimas... O que eu fiz?! Fui lá perguntar "és gaúcho né". Aí falei que eu tomava tb, só que não levava pra faculdade. Ele tinha muiiito do sotaque (não sei pq, mas sempre qdo vou embora de um lugar o sotaque me faz falta) e fazia computação, estava ali esperando o irmão dele que faz árabe. Me ofereceu chimas, não cheguei a tomar pq tinha q correr pra pegar o ÔNIBUS! Perguntei de onde ele era, de Pelotas... vê que mundo é esse quase que pequeno! Desconfiei que ele era de algum lugar próximo a RIo Grande quando ele disse 'pois é, a gente leva chimarrão até pra praia', lembrei do Cassino né! E no último churras da turma que fui e levei minha mateira :P
Olha, não vai demorar muito e eu vou levar minha mateira pra UFRJ :P O problema é a condução até lá, se eu pegasse um só ônibus seria melhor. No entanto mais cedo ou mais tarde esse dia vai chegar :D
Como eu não sou peçonhenta não perguntei nem o nome do guri nem nada, viu só como seu comportada gente?! E distraída tb, isso sim! Não custava perguntar um nome! E eu me lembrei???

Outra coisa boa é que estou gostando de conhecer o povo das minhas turmas, principalmente do 2ª período que tenho mais aulas. O ser humano em sua diversidade é algo incrível que tem de ser explorado do lado positivo.

Mais um última, andei dando uma olhada nos posts passados da Lizi e do Italiano. Acredita que me esqueci do significado de 'mamihlapinatapei'? :( Acredita que eu fiquei realmente comovida com certas coisas que falaram referente a minha pessoa, além de embevecida com posts criativos a cara dessa duas criaturas. Explica-se a minha invasão no passado pq eu não acompanhei o início dos blogs, estava sem internet.
Pode-se ressaltar ali no início do blog do Italiano aquela voz que precisava afirmar o pq e a utilidade do blog. Creio que farei um trabalho sobre isso em língua inglesa 'blog or no not to blog' :)

ai ai estou extremamente saudosista, cheguei a me imaginar andando dentre as 'pilaxtrax da fug', recordando o tempo de cantoria, discussao, de fazer 'coxquinha' no italianinho ou simplesmente de ir defilando de paxta rosa com a patuléia.
Seria tudo aquilo real?
Se foi sonho, foi um da melhor qualidade!
Se foi real, só tenho que agradecer pela possibilidade de vida e de ter visto elefantes brancos no laguinho!

eh, 'és responsável pelo que cativas' é a frase do 'Pequeno Principe' que tantas vezes foi-me repetida. Eu só não imaginava que essa responsabilidade cairia em dobro sobre mim mesma.

Chega de falar e falar...

Agora é uma flor aquática que tem meu nome :)






O ônibus nosso de cada dia!

Inspirada no incrível post da minha filha Dani falando sobre um causo no ônibus do vilarejo que comecei a pensar em coisas interessantes ou não que se passam comigo tanto no 143M ou 152M da Maua pra Niterói, ou no 998 da 1001 pro Fundão.

O primeiro ônibus pego ainda cedin, 6h da manhã. De vez enquando com ar, às vezes é só o ar da janelinha mesmo :P Neste aí aconteceu esses dias algo engraçado que foi quando um guri saltou comigo no 'moinhos' em Niterói e na hora de atravessar a rua ficava olhando de uma maneira 'vem cá, te conheço?'. Nos outros dias da semana também pegamos ônibus juntos, ou então ele estava num bus que vinha junto com o meu. Tem tb um outro guri que vejo todo o dia quase que faz UFRJ e vai nesse bus comigo; teve um dia que chegou o 998 e faltou ele passar por cima de mim. Quando foi outro dia ele até me fala 'pode passar'; pensando eu que era educação (pq o bus tva lotado), era na verdade pra ele ficar ali na porta e eu pendurada lá depois da roleta ¬¬

Já bus pra faculdade ultimamente tá o caos! Isso pq o outro ônibus chamado 'frescão' que eu pegava não para mais quando já tem todo mundo sentado(recomendação da empresa pq ele é daqueles de viagem) :/ Não tenho escolha, tenho que sofre esmagada no ônibus LOTADO. Contudo desenvolvi uma grande técnica pra fazer a pessoa sentada segurar minha mochila: entro com ela de um lado do braço e passo para o outro lado pela frente, fazendo com que a pessoa não seja indiferente à mochila, funciona mesmo!
Passo a ponto Rio-Niterói toda em pé, quando chega na Av. Brasil geralmente eu sento, mas aí já tá chegando no Fundão.

O melhor é que agora nem me dá vontade de desmaiar mais nos ônibus, nenhum achaque ou chiliques, que bueno! E ainda desenvolvi incríveis técnicas de como se dormir em pé. Não tem dia que passe na ponte acordada. Se bem que a vista é algo incrível, poética até.
Na volta eu vou curtindo a poesia escutando música, sentadinha e com os olhinhos fechados quase que dormindo pra descansar. E quando chego em Niterói pego um microônibus que vai pra 'Mutuapira' (sei lá onde fica isso), só sei que é muuuiiito rápido, os motoristas só andam voando, possibilitando minha chegada mais breve em casa, pq a essa altura já são umas 14:30 e eu tô com fome!

De novo hoje que aconteceu foi que acabei indo (propositalmente) no ponto final do Mauá pra voltar pra São Gonçalo. Perdida que sou contei com uma guia, uma nova colega muito gentil por sinal que me levou até dentro da rodoviária :P

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Agora eu tenho que ler ler e ler, além de fazer a prova de Latim e estudar pras outras provas da semana e ainda fazer uns 'tagging' do hermes pra treinar :D
Em fonéticas eu tenho novidades, mas deixo pra depois :PP

Ai, minha vida! Tô lerdinha hoje (a Sasa diria 'só hoje??!?!?!?')

Saudade da minha patuléia! :)

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Instante poético

É este o assunto das minhas atuais aulas de Teoria Literária. E como o Italiano comentou que quem é ele pra julgar a poética dos outros (perdoe se não foi esse o sentido de sua frase Italianinho), resolvi comentar aqui a série de atribulações que passam no meu cérebro em relação a este assunto.

Diz-se no texto do Bachelar que o instante poético é algo que vem da união do tempo horizontal (seria aquele próximo da nossa realidade) com o vertical (o eixo do delírio). O vertical teria que se elevar para acontecer o tal instante. Mas a questão vai muito mais afundo que um gráfico. E eu não entendi esse treco aí mesmo...

Por que às vezes lemos uma poesia que pra gente faz tanto sentido e tem tantos instantes poéticos e outras pessoas simplesmente acham a mesma um lixo? Alguns de nós tentam até usar da poesia pra comunicar algo e outros tentam sempre analisá-la a fundo.

Em relação ao instante poético o professor falou que cada um encontra na poesia seu instante, contudo tem certas poesias que são quase unânimes esses instantes, enquanto outras... E depende também do momento em que vc a lê. Muitas vezes não temos paciência nem pra encontrar algo de poético em Fernando Pessoa tamanha a falta de 'time' pra poética.

Pra aqueles, que assim como eu, continuam escrevendo algo naquela tal forma de poema tentando encontrar algum 'instante poético' dentro de si, segue a fuga do trivial pra encontrar na subjetividade munição contra a falta da poética. Quando escrevo algo com ou sem métrica eu só tento comunicar a idéia em uma ordem diferente. A poesia possibilita o fim no começo, o meio no fim... A poesia aceita uma liberdade de expressão embora presa à forma.

Já sobre os analíticos (também posso me incluir neste grupo), o professor falou algo interessante, que ao se tentar entender a poesia que acabou de ler aí já se elimina o entendimento, vc não leu, não houve instante poético, a poesia não exerceu seu papel na consciência do indivíduo. Aí defino como: o instante se dá como se o inexplicável fizesse algum sentido naquelas linhas.

Pode-se abrir um outro parêntes também relacionado com o que li numa revista (creio que tenha sido Super Interessante), que o poeta seja aquele que consiga unir o lado da emoção com a razão. Um exemplo, não é comum quando estamos apaixonados falar 'te amo tanto e não sei nem como expressar tanto amor', aí entra o poeta dizendo o que a pessoa não consegue dizer :D Achei legal isso.

E falando em amor, um último parentêses: quando se diz "te amo tanto e não sei porquê". Claro que tem-se lá alguns motivos óbvios, contudo o 'amo tanto' tantas vezes não se explica, pq se fosse explicável talvez não fosse tanto amor. Esse pensamento também foi da aula de Teo. Lit. ahahah

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Que miscelânia essa post... Começo falando de um coisa, termino com outra. Também, não é redação pra vestibular mesmo :P Se fosse estaria arriscada a tirar 22,5 novamente ¬¬

Ai gente, eu tô pensando tanta coisa. Não consigo organizar isso.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Sobre marasmo...

Senta a alma amigo!
Do que adianta
Fazer chegar domingo
Se a aurora já debanda?

Com o cheiro da terra
A pressa cai como chuva
E com a busca faz trégua,
O suor se perde na curva...

O trabalho pra que sofre?
Já não sei responder amigo...
Sei que o mundo inteiro percorre
Almejando pra si abrigo.

Não é uma boa mistura!

Me refiro a macarrão a alho e óleo e mais filé de peixe. Gosto de ambos, mas bem separados. Aí aparece um dizendo "melhor do que não ter o comer". Indubitalvelmente, mas não é nada positivo ter o que comer só que aproveitado de maneira não muito adequada.
De cozinha eu sei fazer miojo (quem não souber se joga da ponte), fritar em geral (carne, frango, hamburger :P), embora tenha feito algum estrago no passado. Sei quase fazer arroz, é que sempre me esqueço (de tanto que não faço). Nunca me arrisquei a fazer um bolo básico de chocolate ou brigadeiro. Creio eu não ter mesmo inclinação para esse negócio.

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Mudando de alhos pra bugalhos, hj tive uma grande surpresa enquanto estava de penetra da aula do Inglês 1 esperando passar um tempo para ir pra minha aula no Inglês 2: eis que adentra na sala uma pessoa que conhecia de Rio Grande. Ela fez natação comigo, emprestei meu matérial de cursinho pra ela estudar em casa pra fazer o vestibular pra letras na FURG (ano passado isso), bordei uma toalhinha pra filha dela que nasceu no meio do ano passado. Você vê, o marido dela foi transferido para o Rio e ela veio para a UFRJ também.

Aí é onde assinalo outra coisa que não combina: Fabíola e informação. Depois de ajudar a Patrícia com a qustão das aulas de Língua Portuguesa, empresto a apostila pra ela tirar xerox e peço pra me devolver na aula de Lingüística. Detalhe: não tive Lingüística hoje. Bem, amanhã eu a encontro pelos corredores.
:P

E agora uma boa mistura: Fabíola e fonética (ao menos estou estudando para que seja ahahaha)

terça-feira, 12 de abril de 2005

Nacionalismo e Fé

Esses foram um dos últimos assuntos do blog do Italiano e do HoBBiNHo respectivamente. O que me chama atenção é que são ambos assuntos tão complicados de transcorrer tamanha subjetividade que podemos encontrar em cada um dos tópicos e também o fato de eu descordar de ambas as personas aí citadas :P

Falando em relação ao ‘nacionalismo’, o Italian boy falou do sentimento de patriotismo ultrapassado que impera em nosso país por influência de regimes totalitaristas e da rede televisiva. Não se pode negar que há resquício muito forte dos tempos da ditadura onde a Língua Portuguesa era chama de Língua Pátria pode-se notar, daí a pensar que tudo daquela época é negativo há determinada distância. Creio que o povo brasileiro é diferente do europeu (completamente), inclusive no que se diz respeito a como cultuar seu país.
Se cantar hino nacional é brega, para que serve então? E ainda tem a propaganda “sou brasileiro e não desisto nunca”, já entra um pouco da ‘fé’ de que tudo pode melhorar. Obviamente nada cai do céu, contudo injetando um pouco de otimismo pode-se lá mover um país mais confiante.

Já a ‘fé’ e povo brasileiro são praticamente sinônimos. E ter fé seria mesmo fraqueza e atestado de covardia? Creio que um pouco de fé é sempre necessária. Tenho fé de que amanhã meu dia será agradável. Creio também que Deus está intrínseco no cotidiano e não em distantes catedrais esplendorosas. Na minha fé não é um discurso de pastor que vai me devolver o equilíbrio, e sim todo um processo psíquico de mim para mim mesma.
Quando digo que o humano tem a necessidade de se agarrar na fé, isso não pode se considerar o erro. Erro é o descaso há milênios das classes que detém o capital (li Marx hein :P) em relação as camadas populares. E seja lá de que classe for as pessoas têm a necessidade de explicar o inexplicável com teorias mais inexplicáveis ainda. Daí os mitos, lendas e religiões.

O absurdo de tudo é brigar, matar, morrer e cuspir na cara do próximo por um pedaço de bandeira ou por cultuar um “Deus” diferente do seu vizinho. E a letra de ‘Imagine’ já dizia como seria não haver religiões e nem fronteiras... É antes de tudo uma utopia. Nos dividimos em países, estados, cidades, bairros achando sempre que o que vivemos é melhor e a nossa religião a mais coerente e aceitável. A incoerência de tudo isso é que um dia morreremos e depois sabe-se lá se valeu mesmo a pena matar o morrer por nacionalismo e fé.

...

Acredita que fui pensando nesses assuntos hoje pela manhã no ônibus lotado para o Fundão?! E ainda pensei na apatia da nossa juventude pra esses assuntos... Aí já é outro post!

E agora vou dar uma estudada no projeto Hermes :D

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Comentando sobre a vida...

O post abaixo era pra ter sido ontem. Contudo a preguiça e o cansaso não me deixaram. Ontem no mirc o Italiano nem me espera pra contar as novas ¬¬ Ele pergunta e vai embora... e nem volta; é um carcamano mesmo!

Mas falando do que acontece... Hoje eu acordei com uma dor nas costas (ah já sei até o que certas pessoas iriam pensar :P), por conta de ontem na praia com as crianças tentar fazer um 'pirâmide', isto é, com elas subindo no meus ombros. Como não sou a mulher maravilha já viu o resultado: dor.

Hoje também foi um dia transtornante pra pegar ônibus. Parece que todo mundo resolveu pegar o busão cedo. Resultado: atraso!!! Cheguei atrasada na aula de Português. Mal cheguei e a professora já pergunta por mim: "ah tem várias áreas novas na Lingüística como a Análise do Discurso que a Fabíola estava até perguntando, onde está a Fabíola?!" ai ai como tô famosa :P Nesse 1º período aí eu posso me achar mesmo: revendo matéria, facilidade em tudo. Aí tem um guri que vai me chamando de CDF ahahah credo, calma calma, ainda nem viu minhas notas :P

A aula de inglês hj foi O caos pra mim. Pq era pra ter lido o texto, eu li mal e porcamente e mais um resultado: chegou na hora a prof. passou umas questões e era pra explainar sobre sem olhar na apostila. bleh, saiu algo. Mas a parte boa foi a reunião em grupo pra falar sobre o texto. Essas reuniões de grupo da aula de 2ª feira me possibilita entrar em contato com pessoas novas sempre. Conheci mais três figurinhas da aula. Detalhe: todos acham essa aula chata.

Falando em grupo, reestabeleci meu grupo do Seminário de Português. Um grupo de três, é algo. O problema era que um dos guris nunca aparecia. Contudo ele garante que agora não falta mais. Espera-se. E consegui o livro já pra fazer fichamento: 'como falam os brasileiros', gostei pelo título.

Esse blog tá quase 'o diário de uma estudante de letras' :P
Daqui a pouco vou ter que mudar o título!

Até depois que vou postar sobre assuntos vistos em ouutros blogs.

Final de semana fora de casa

Finalmente saí pra algum passeio útil. Sabe que sou fã do turismo.
Fui com a família passar o final de semana na casa de amigos em São Pedro da Aldeia. De lá fomos para Cabo Frio e Arraial do Cabo.
Para acrescentar da localidade é que São Pedro da Aldeia é uma cidadezinha com pinta de interiorana com seu povo em ritmo pacato; há uma lagoa que costeia a cidade que é banhada em sal (parece água do mar) e tem água transparente, algo que me impressionou sendo uma lagoa.
Já Cabo frio, com seus prédios luxuosos na beira da praia, tem um 'q' de mais comercial, a praia de status. Contudo a água é azul de transparente. A vista do forte que fomos era um verdadeiro deleite. Subir nas pedras e ver as ondas batendo se transforma em um exercício de beleza da natureza.
Em Arraial do Cabo passamos o domingo e foi onde entramos na água. A água também era transparente de dar gosto. A corrente d'água que passava era geladinha e a água muitíssimo salgada (mais que o normal). Subimos uma trilha num morro próximo (não, não era habitado pela malandragem carioca antes que o digam :P) E mais um vez nos deliciamos com a vista que foi a mais maravilhosa até ali. Também pudera, fiz um bom sacrifício subindo sem chinelo, meu pé ficou em frangalhos. Na volta vimos umas tartarugas marinhas perto das pedras, graciosas elas.

São Pedro da Aldeia:








O canhão no centro da cidade -
Diz a lenda que quem senta acaba morando na cidade







A típica igrejinha




Cabo Frio visão aérea:













sábado, 9 de abril de 2005

Refletir, parte 2

Agora é minha vez de responder para alguém. Respondendo ao texto do blogo do HoBBiNHO, que foi inspirado pelo meu post abaixo, agora arremato a questão Papa e o mundo.

Continuo sem ter como explicar o porquê de tanta tristeza que me invadiu (dado que minha posição sobre a morte é abaixo a tristeza). Contudo mesmo sendo este um Papa conservador, muitas vezes criticado por manter a posição de ser contra o casamento de padres, contra os métodos contraceptivos e achar que o homem e a mulher devem copular só pra reprodução da espécie, foi ele o mesmo que visitou o Brasil mais de uma vez, foi a Cuba, e a vários outros países. Não se recolheu na sua significância esnobe, como acontece com outros membros do clero da Igreja.

A visão panteísta de HoBBiNHo é a mesma que compatilho: Deus está na chuva que cai, no sol que queima, na flor que é bela ou no cacto espinhento. Porém os seres humanos em geral precisam mais do que esta certeza pra firmar sua fé. Aí entra a Igreja, que ñão tem de escrevizar as pessoas com suas regras, mas sim mostrar um caminho (com menos burocracia possível) para o equilíbrio de si mesmo.

Bem, depois continuo minha resposta


/me Em São Pedro da Aldeia região dos Lagos-RJ

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Triste dia 8 de abril de 2005

Logo cedo me deparei com uma cena atípica: meus pais na sala às 5:30h da manhã vendo TV. Na minha pressa de me aprontar logo pra não perder o horário só parei pra ver o que se passava quando estava tomando um café rápido para sair. Era o enterro de João Paulo II.

Senti tristeza mesmo na cabertura a noite do Jornal Nacional que passou um resumo do enterro, da comoção mundial, do quanto o mundo sentiu a perda do Papa. Mais do que Papa da Igreja Católica, ele veio pra mostrar que o importante mesmo é amarmos uns aos outros e claro, pregou a paz entre os povos/religiões/etnias diferentes.

Essa meu sentimento vem daquela velha mania do ser humano de querer tudo sempre pra si. João Paulo tá indo em paz, pra iluminar a Igreja daqui pra frente com tudo que ele mudou dentro do contínuo ranso católico. Tem-se que dar o devido descanso físico e de espírito para uma pessoa que dedicou sua vida quase todo ao mundo, à igreja, para Deus. Agora parte pra junto Dele...

Eu verdadeiramente acredito que na morte não há nada de tão terrível que possa me fazer lamentar, sentir medo ou pânico por ela. Penso que a hora dela é chegada em qualquer dia desse, daqui a 10 dias, 10 anos ou 10 décadas (meio improvável essa última). O que quero deixar aqui marcado é para não sermos tão egoísta com aqueles que gostamos a ponto de como no caso da Terri Eschiaco, deixar a pobre alma definhando neste mundo por 15 anos.

A morte do Papa remete a muitos assuntos. Mas o principal de tudo é que com a ida de um símbolo da nova Igreja Católica renasce agora uma outra nova Igreja, com fiéis renovados. Pois o que se via antes era cada vez mais a descrença e desinteresse pela igreja. O papa fecha os olhos para fazer despertar nos católicos o espírito cristão que andava se apagando nesse mundo globalizado/capitalista.

É tempo de refletir.

uma 6ªf pra refletir

Isso pq a semana teve tanta coisa diferente junta que está na hora de juntar cada fatia e atribuir seu valor. Óbvio que tuuudo de novo que aconteceu foi na faculdade, não há outro lugar no momento no qual eu 'viva'. Em casa... é algo.
Hoje fui na biblioteca com um dos meus grupos pra tratar do trabalho sobre gerundio e infinitivo que vamos apresentar lá pro final de julho. Eu ando é com uma alergia no braço que peguei nos livros empueirados. Tem-se que destacar que continuo minha 'pesquisa' dentre as prateleiras da biblioteca, e muita coisa interessante surge. Haja tempo pra ler tudo que pretendo.

Creio que daqui a pouco eu vá pra São Pedro da Aldeia, uma cidade pacata na área da região dos lados do Rios visitar uns amigos da família e ficar por lá até amanhã. Desse tipo de passeio eu não gosto. Contudo já é uma evolução. Justo esse final de semana eu queria pegar uns filmes na locadora e... estudar, claro! Agora que tô impolgada com tudo é que tenho que aproveitar.

Falando em empolgação, ando conversando com vários professores sobre projetos na área de Lingüística, Sociolingüística, Análise Discursiva... Paralelamente pode vir algo em Literatura, tudo é questão de se interessar e correr atrás. Vejo que muita gente não tem mesmo interesse no curso. Repara-se na falta, na 'preguiça' pras coisas do curso. Isso tem em toda parte mesmo!

E fiquem com algo no mínimo curioso:








Sim, é uma pomba que leva meu nome ahahaha Catei isso na internet olhando aleatoriamente páginas.

Bom final de semana!!!! :D

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Dissimulação é Concreto?

Bem, é esta a minha dúvida: seria a dissimulação tocável? Explicando melhor a questão diria que: seria a dissimulação acessível? Creio ainda não estar claro a idéia, mas vamos partir do princípio que somos todos seres humanos, verdadeiros, fiéis a nos nossos valores, mulheres e esposos. Com esse quadro seria a dissimulação capaz de se configurar? Eu duvido muito. E a questão é bem esta: nem em todos os momentos somos humanos, nem sempre atados aos nossos valores, e somos capazes sim e trair, seja marido ou mulher. E a dissimulação, onde entra nisso?

É difícil até dizer ao certo o que é isto. Contudo acredito que seja a capacidade de uma pessoa fingir que é algo que não é. Então, devo confessar, sou uma grande dissimulada, isto porque acordo cedo e já minto pra mim mesma dizendo que é esta a vida que gostaria de ter; deixo de dar um beijo na minha mãe todo o dia, que é o que eu gostaria de fazer; finjo muitas vezes para meus amigos que estou muito bem, obrigada; me calo, quando gostaria de gritar; acho que as pessoas ao meu lado uma grande mentira e compactuo com isso; deixo parecer pra alguns que sou uma menina pacata, sem idéias e até equilibrada, quando na verdade não sou... A lista é infindável!

Aí eu me pergunto: é só comigo isto? Então ninguém mente pra mim? Sou eu a pessoa mais cruel do mundo? Têm pessoas mais dissimuladas que eu, porque ainda acabo dizendo que sou, mas muita gente não olha para o próprio umbigo. Tramam uma teia para convencer a elas mesmas que não são excêntricas, que são normais e felizes. E o são? Se forem, ponto pra elas, e eu volto a me esconder em meu mundo patético de dissimulação. Se não, as convido agora para tomar um chá comigo e quiçá possamos falar das nossas mentiras diárias juntas.

Concluindo: dissimulação é concreto. Não é sentido porque a escondemos, é concreto porque foi ficada arduamente como cimento dentro de nós.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

E os novos conhecidos...

Estando em turmas diferentes há 3 semanas agora é que dá pra identificar as características, quem é de qual turma, quem está perdido como eu e quem não quer nada com nada mesmo.

Na LEJ 2 (das matérias do 2ª período), foi a primeira turma que me entrosei num todo, embora difícil em relação a um primeiro contato. A primeira pessoa a falar mesmo comigo foi uma menina chamada Marília, e depois, nas outras aulas, comecei a puxar assunto, a perguntar coisas como a respeito do grupo que eu estaria para trabalhos. Mas analisando a turma, vê-se que o povo em si está separado (já que é o 2ª semestre deles juntos), cada panelinha/bloco estabelecido, embora haja um bom entrosamento. Contudo vejo pessoas um pouco isoladas na turma. E é engraçado que como sou nova não tenho grupo definido então eu vejo as pessoas de um grupo fazenho 'blerg' pro grupo alheio, um outro pessoal falando mal de outra pessoa e assim sucessivamente! ahahaah Mas eu guardo segredo :) pretendo me dar bem com a maioria.

Na LEJ 1 (que tenho 2 matérias do 1ª período), a turma ainda está criando identidade, já que são calouros e eu estou fazendo parte disso. Eu ando mais com umas pessoas que já não são calouros (tanto por terem feito outra faculdade, quanto por terem trancado o curso). Vejo que tem gente que tá sofrendo pra entrar numa panelinha, contudo em geral a turma é simpática (mas sempre há exceções).

Na LEJ 3 (só faço latim), é com certeza a mais difícil, afinal só tenho uma matéria e o povo já está no 3ª período. Contudo conheço um guri lá que faz port 1. E no dia que não tivemos aula ele me mostrou onde era a biblioteca, a sala de estudos, enfim, foi muito gentil.

Em geral pela manhã, tanto na LEJ 1 quanto na 2 as pessoas dão bom dia, cada vez mais falam comigo e perguntam "vc faz quase todas as matérias com a gente né?", e perguntam o pq de eu estar assim, vagando por várias turmas, e ando conversando com as pessoas aleatoriamente.

Hoje, o que chamou a atenção foi o fato de antes de começar a aula de inglês da profa. Frota (que chega com uns 40 minutos de atraso), fiquei com a turma do 2ª períoda lá fora esperando, até que não sei como surgiu a idéia de brincar de 'detetive a ladrão', a brincadeira que consiste em cada um pegar um papelzinho e se for o Deteitive tem que achar o ladrão, se for o ladrão tem que piscar pra matar as vírimas; e uma inovação: tinha o 'anjo' que poderia ressucitar as vítimas (e daí alguém partiu pra criar vários personagens pro jogo, praticamente um livro) :P Bem legal, ainda mais com essa história de anjo, aí ficava "morri", "ressucitei", "morri novamente"...

Também tem duas gurias da minha aula do 2ª período que moram em Nitéroi, pegamos ônibus na ida e volta juntas quase sempre. Me enturmei bem com elas! :D Não sou tão ruim assim :PP

Hoje eu fui voluntária para um teste de psicolingüística desenvolvidas por umas alunas. O teste consistia em apertar SIM para qdo aparecesse uma palavra e NÃO para quando fosse um 'não paçavra'... Nossa, precisava ser rápida no joystick, muito bem bolado o teste.

Agora eu vou... estudar alguma coisa pq tem provas sendo marcadas :)

terça-feira, 5 de abril de 2005

Falando em faculdade...

Agora sim, estou fazendo todas as matérias da minha grade, mesmo não inscritas em todas. Fazendo um balanço das aulas posso dizer que:

- Grego Genérico 1: a aula poderia ser bem melhor do que a fatídica matéria no quadro ao qual resume.

- Lingüística 2: A aula é interessatíssima (Fonética do português), contudo a professara acaba se perdendo um pouco na hora da chamada, para começar a aula e a turma (que é grande pq são duas juntas) acaba se disperçando bastante.

- Inglês 2: tem três faces e a que mais me agradou foi a de 2ªfeira, embora trabalhoso essa hitória de ler uns textos enormes. A de 4ªfeira é basicamente apresentaçães de trabalhos no qual a professora se demonstra um tanto quanto grossa. E na 6ªfeira o professor deu tantas aulas quanto as que eu fui, resumindo: muito feriado na 6ªfeira tá prejudicando o andamento.

- Língua Portuguesa 1: A aula é interessante, embora eu esteja mais fazendo uma revisão do que eu deveria ter visto em Lingüística ano passado. A professora explica bem.

- Latim 3: o professor transforma o marasmo que seria uma aula normal de Latim em algo interessante fazendo comparações com o grego, com o português atual, além de boas piadas e sempre nos falando "tá vendo como a aula de português de vocês pode ser interessante".

- Teoria Literária 2: Sendo minha primeira aula hoje creio que esta será a opinião mais imprecisa. Ainda mais que a aula em si não é das mais certas, o que não quer dizer necessariamente ruim. O professor é bem subjetivo e precisa que os alunos sempre perguntem e mostrem interesse (o que nem sempre acontece). Vejamos... Por enquanto o que posso informar é que não haverá aula com ele na 5ªfeira pela manhã porque ele irá tocar na banda dele anoite (assim poderia imaginar eu o Tio Régis dando teoria literária :P ahahah)

Algo do outro mundo que eu vi hoje foi a Biblioteca. Sim, com 'B' maiúsculo! Muitos livros podem lá não estar conservados, contudo o que tem de livro... Bem que falam que é a maior da América Latina. Agora eu não duvido mais! Em meia hora que estive lá dentro só de pra percorrer (sem ser mto minunciosa) um fileira de estantes; faltaram 4. Isso pq não vi nem o ouuuutro lado. Achei arcaico sistema de ficha, que não é no computador (nisso a FURG ganha de 10 a zero).

Estou verdadeiramente exausta hoje. Fui de carona com minha vizinha pra faculdade: saí eram 5:30h e cheguei lá por volta das 6h. Resultado: fiquei esperando uma hora e meia. E caindo de sono, mas lendo a apostila de inglês. Creio que terei de continuar me sacrificando pegando dois ônibus mesmo.

Ahh! e tem as novas amizades. Mas deixo pro próximo capítulo :P

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Invisível e um poema

Andei escrevendo num caderno novamente. Creio que retomarei minhas 'memória póstumas' (depois que encontrar esse caderno), e por enquanto vou escrevendo umas memórias chinfrins de garota de apartamento.
Anseio por me sentir invisível agora: com a música baixa, a porta fechada, a cortina cerrada, sem celular ou número de telefone nenhum que possa me achar. Endereço?! Qual?! O da minha alma não está mais disponível. Creio estar um pouco triste. Passa amanhã. Passa quando eu acordar pela manhã, ir pra faculdade, encontrar aquelas pessoas e fingir/dissimular que sou feliz, esperta e amável.

Ando digitando coisas passadas.
Aí está um poema feito em 16/08/01 na aula de português da saudosa prof. Sandrinha, para trabalho sobre simbolismo:

Dominadora

Manipuladora! Influencia nossos pensamentos
Nos faz prisioneiros
Nos ilude com seus argumentos.

Nos faz acreditar o impossível
Nos faz ver a vida quadrada
Nos cerca com sua teia alienadora.

Ela causa compulsão
Pois com sua ilusória propaganda
Nos causa paranóia.

Lasciva, verbo antipático de ver
Ela, dominadora
Pungindo na gente o cansaço.

Nos entramos a ela
Encantadora e venenosa
Simplesmente televisiva.

--

Provável haver algo digitado errado... não quero conferir, só digitar. Só, agora assim prefiro estar.

domingo, 3 de abril de 2005

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Hj vi "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". O filme conta a história da namorada que literalmente 'apaga' as lembranças do antigo namorado e ele ao descobrir isso faz o mesmo. Ouvindo assim parece algo lunático e, sejamos sinceros, isso não é certamente possível, além de anti-ético. Contudo ao final do filme fica-se com tanto o que pensar...

A primeira coisa que veio a minha mente: "será que eu apagaria alguém?". Complicado isso, pq além das coisas negativas vão as boas também. Será que alguém me apagaria? Creio que eu não seja tão má assim :P Mas falando seriamente... deu um vazio no final! (que desta vez eu não vou contar!!!)

Talvez o vazio venha não do que tenha acontecido na minha vida, mas sim do que nem siquer sonhou em acontecer. Pensei nas vezes que me calei justamente na hora que tinha de ter falado algo. Na pessoa em que confiei tudo, menos a verdade verdadeira (soa estranho, mas é isso mesmo), não confiei em falar o que meu olhar gritava, mas sempre dirfarçava. Gostaria de simplesmente apagar isso. Gostaria de não ter sentido isso.

Aí está, 'sentido' é a palavra... Não querendo dizer 'sentir' no passado, mas de sentido de caminho. Outro caminho pode ser tomado? Who know?! Eu sei que tenho que mudar muita coisa...

E como diz aquela música do New Radical: "Someday we'll know if I was the one for you".

E quem sabe eu possa dizer como na música do Bon Jovi:
"I didn't come this far to throw the towel in
I didn't fight this hard to walk away
If I ain't smart enough to say I'm sorry
It's just because the words got in the way"

Vejam o filme sim... E descubram a reação de vocês.:)

quarta-feira, 30 de março de 2005

E o que evoluiu até agora:

- Vi que aprende grego será difícil;

- Fiquei a tarde tomando chimas;

- Fiz amizades hj nas duas turmas, primeiro, na de Inglês 2, com uma guria bem despachada mas legal e ficamos falando da sonoridade dos nossos nomes "Fabíola" "Marília" ahahah engraçado, coisa de que faz Letras, só pode :P E depois na de 1ª semestre, retomei contato com uma guria q tinha falado na 1ª aula, e foi bem interessante (pq a aula tava um porre), falamos de arquitetura (pq ela é formada), arte, linguistica, expectativas do curso...

- Fiz exercícios de inglês TODOS!

- Consegui deixar alguém satisfeito com meus pseudos conselhos aloprados;

- Comi chocolate do mesmo jeito;

- Ainda pretendo olhar o Hermes hj!

:)

por enquanto é só :D

/me feliz sim!

terça-feira, 29 de março de 2005

Planos para essa semana

Até 6ªfeira tenho:

- Que aprender alguma coisa de grego;

- Definir se faço Teoria Literária esse semestre;

- Estudar Fonética;

- Organizar um horário descente de aula;

- Dar uma boa olhada na evolução do Hermes;

- Fazer exercícios de Inglês;

- Fazer chimarrão todos os dias;

- Ser menos anti-social na faculdade;

- Dormir cedo;

- Acordar mais cedo ainda;

- E comer menos chocolate.

:)

segunda-feira, 28 de março de 2005

2ª feira pode não ser tão ruim

Apesar de acordar cedo, passar mal nos dois ônibus surpreendentemente tive um bom dia na faculdade de letras.

Primeiramente a ótima aula de Língua Portuguesa 1, provando o ditado de que há males que vem pra bem. Quando eu crescer quero ser igual àquela professora que nem sei o nome! Ahh, cheguei na sala (atrasada) ela corrigindo e comentando um questionário, pensei de cara: vai ser um porre isso. Ledo engano, ainda bem! Mais um pouco e ela repara:
- Vc é nova né?
- Sim.
- Reclassificada ou estava assistindo aula na sala errada? (viu que não fui só eu que fiz isso :P)
- Transferida.
- Ah sim. Seja bem-vinda.
- Obrigada.

A turma continuou a me tratar indiferente, mas e daí?! A professora foi com a minha cara. :P

Depois a aula de Inglês 2... essa foi um disperdício! Não tinha apostila e nenhuma alma caridosa "venha ler comigo". Fiquei sem ler e discutir o texto dado. Mas me senti segura em falar com a professora em inglês... Foi bom até. Embora mais uma vez todos me tratassem com mais indiferença ainda.

Depois ainda parei o Prof. responsável pelo departamento de Neoclássica pra perguntar do Latim... agora não sei se vou amanhã assistir aula... não tenho turma! É que antes tenho que ajustar o horário de Teoria Literaria que não faço a mínima de como irá ficar!

Mas amanhã tem Lingüística, coisa boa fonética. :)

Estou chegando a conclusão que cada vez mais eu amo a Língua Portuguesa! E inglesa tb :D~ Mas o Português mais. ahahah

E hj... tanta gente lembrou de mim :)
Definitivamente: foi um BOM DIA!

pensamentos

Ou ando pensando coisas más, ou as pessoas andam mto abobadas. Só posso pensar assim, afinal não...

Não valhe a pena discutir... ou valhe! Quem sabe!?

domingo, 27 de março de 2005

sobra

Sombra
sombreia o conto
que de conto não sobra nada
sempre sabendo que do tudo
Luz não sobra
Porque não temos olhos assim
Tão perspicazes
Porque somos tão luz
Que sombra toma conta
Porque somos tão conto
que verdade não sobra.

sábado, 26 de março de 2005

Comer Chocolate

Fico intrigada com essa formiga que ataca o cérebro das pessoas e as faz desejar de uma forma quase insana os tais 'ovinhos de páscoa'. Tá que são de páscoa, mas são de chocolate! E chocolate tem o ano inteiro pra quem quiser consumir.

Aí está A palavra: CONSUMIR. A formiguinha na verdade não simples desejo pelo delicioso chocolate, mas sim desejo em gastar, comprar, consumir, presentear, ganhar mais chocolate. Quase vaidade diria. Quase... uma tênua linha entre o plenamente.

Ainda não vi onde está escrito as professias do Santo Coelho que assim instituiu a troca de ovinhos. Aí vc fala: 'mas é tradição ué'. Tradição de quem? Pra que? Eu diria que é a tradição da adoração ao deus Capital, só isso. As pessoas caem como bestas e ficam contentes no início, meio e fim de tudo.

Então VIVA ao Deus que é trocado por um deus. Não que queiramos fazê-lo. Mas fazemos. Na Bélgica eles têm ovos gigantes de chocolates em que serão divididos entre a rica e bem saudável população. Na África temos crianças morrendo de AIDS, governos corruptos, guerrilhas, mas óbvio: isso é problemas deles.

Eu vou comer meu chocolate amanhã, depois de amanhã e sempre. Sou chocólatra mesmo. Só sei que paralelamente crianças passam fome em qualquer parte desse grande país que é o nosso. Aí quando alguém apontar a arma na minha cara tirando meu sossego de ander livremente pelas ruas, lembrarei de cada pedaço de bom chocolate, cada visita feliz do coelhinho em minha casa e do meu descaso e indiferença com todo o resto.

Uma data tão feliz. Um feriado tão longo, porque estragar criticando o que já ponto pacífico entre todos: o consumo. Porque se eu não fazê-lo agora, aqui pode nao ter efeito algum, mas servirá para talvez mudar o pensamento dos nossos netos e de outras gerações que mudarão sim o culto aos deus Capital e sabe-se lá que talvez Deus tenha oportunidade dessa vez.

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Sinceras Feliz Páscoa

sexta-feira, 25 de março de 2005

Banho de chuva








Sim, tomei banho de chuva hj. Fiquei toda boba pq era o que tanto queria há tempo. Foi em Niterói, no Forte Santa Cruz da Barra, fazendo uma visita com meu pai e tios.

Nem vou estragar esse momento 'mágico' pra fazer as várias críticas que estão saltando da minha mente. Amanhã eu falo... ou daqui a pouco :P

E não lembrei meu sonho pq me acordaram... Destesto ser acordada ¬¬ É algo!

Bom feriado..

quinta-feira, 24 de março de 2005

Hoje, com vontade de falar

Sim, foi assim que passei o dia. Vontade de uma boa conversa, impolgante, com argumentos, falta dele, acusações, trivialidades tb entra, então fiquei calada. A conversa ficou entupida dentro de mim. Faltou gente pra completar o número mínimo de pessoas. Duas. Me senti num parque de diversões querendo muiiito brincar em um determinado brinquedo mas nao podendo: falta de gente. Gente há por todo canto no parque, contudo pra'quele brinquedo ninguém quer.

Então fui engendrar dentro de mim subterfúgios para fugir da monotonia que há muito me afoga. Fui na locadora. Eu gosto de lá, as pessoas sorriem pra mim, como se pudessem até conversar comigo. Pergunto sobre filmes. Tá aí um bom assunto. Eles respondem, acabou o diálogo. Mas dialoguei! saio da locadora, voltou a falta. Atravesso a rua e do outro lado parece ter alguém esperando pra atravessar que tb queira conversar. Não, não queria, só estava com pressa.

Volto pra casa. Aqui pode haver um bom assunto escondido em algum lugar. Onde? Ainda não descobri, sou nova nao apartamento. Ele ainda vai conversar muito comigo, sinto isso. Por enquanto olho a janela. Infinidade de janelinhas. Olho pra baixo, pessoas pequenas lá, pessoas conversam, crianças brincam. Parecem felizes. Parecem. Acusei sério eles: parecem; tá aí um bom assunto: eles são felizes? O apartamento começa a coversar comigo finalmente.

Venho pro computador. Ele me cala. Só que continuo querendo uma conversa arrebatadora. Ahh sim, há gente no MSN. Eles estão ocupados, bom pra eles que têm o que fazer. Eu só me preocupo com a falta. Falta de vontade. Vou ver um filme. Engraçado ele, mas continuo sem conversa. Vou ver outro... triste ele, mas continuo sem conversa.

Retorno à internet. Escrevo a falta do dia que tive. Parece bom escrever. Só parece. No fundo não sei o que é. Será que pareço feliz como aqueles que estavam lá embaixo do prédio? Agora me acuso, não sei se me defendo. Sei que consegui minha conversa. Agora. Sim, converso com o teclado, dedos e tela de computador. Escutam cada detalhe do meu pensamento. Não que saibam de toda a verdade, sabem que eu precisava conversar. E conversam.

Daqui a pouco vou dormir, e como desafio contarei qual foi meu sonho essa noite. Seja lá qual for.

Agora o Régis tá na net! Vou conversar!!!!

quarta-feira, 23 de março de 2005

Si si...








Agora só quero espionar pra ver o que vai dar. :)

terça-feira, 22 de março de 2005

Um dia, três acontecimentos

"Fabíola", sim é meu nome.

Començando com a minha baldiação em Niterói, vem um ônibus pro Fundão depois de muita espera e LOTADO, com gente se pendurando pela porta! Aí muita gente desistiu de pegar, então ao voltar pra perto da árvore mais próxima afim de ficar desesperadamente aguardar o próximo ônibus, um moço que também iria para o Fundão fala:

- Que demora pra vir o ônibus né!?
- É verdade.
- E ainda vem cheio!
- Pois é!
- Você faz o que no Fundão?
- Hein? Não entendi a pergunta!
- Você faz que curso?
- Faço letras. E vc?
- Engenharia. (é a hora em que eu penso, "não tinha curso melhor?"). Você mora aqui em Niterói?
- Não, em São Gonçalo. E você?
- Em São Gonçalo tb! Em que lugar?
- Perto da prefeitura... ali no Joaquim de Oliveira.
- Ahhh, eu tb!

E foi assim que descobri um vizinho em plena baldiação, rua movimentada e ânsia por pegar um BUS em Niterói. Aí fomos conversando no bus (em pé por sinal ;/), e ele falava "não sei o q FABÍOLA", "pois é FABÍOLA", repetiu 300x 'Fabíola', meu nome é lindo! E ele tinha que se chamar TIAGO, falta ser Italiano :PP (e antes que seu Italian Boy diga: não é trova hein :P)


2ª Acontecimento: AULA DE LINGÜÍSTICA

Gente, foi algo fora da realidade a aula da professora Aniela. O assunto era fonética e fonologia, e ela deu um SHOW, nem o Italiano poderia reclamar, parecia até ele falando ahahaha :PP Várias tabelas de transcrições fonéticas.
Primeiro ela mostrou o processo de som/fala no cérebro (o que passa pelo córtex motor primário, broca, wernick) e deixou claro que era um sitemasbem simplificado do nosso cérebro. Depois explicou as barreiras do som (1ª as cordas vocais, depois a epiglote e assim vai), com desenhos e até fotos.
Então finalmente ela chega na "articulação da fala", falando de oclusiva, fricativa e africada. Aí então tabelinhas básicas e exemplos de, por exemplo, a diferença do som do "r" em "coRda", em que no "carioquês" é mais arrastado do que no sotaque dos gaúchos.
E agora fazer exercícios: transcrição fonéticas de palavras em português, e como "desafio" transcrição de palavras inglesas. (detalhe: comecei fazendo pelo desafio já :P aulas do Vagner serviram pra algo, JONQUIL!)


O último acontecimento, deixei por último pq é chato.

LÍNGUA PORTUGUESA UM é o que me espera!
Fui lá conversar com o responsável pelo departamento de Letras vernáculas, mas não adiantou muito. Aí eu ganho de "brinde" por ter feito UM ANO de Língua Portuguesa duas optativas referente a "ensino de português para o estrangeiro", please, isso não quero 'ganhar', quero FAZER!
E teve também a secretária de vernáculas que era dizendo "'Fabíola', não lembro desse nome, mas se eu tivesse visto ia lembrar né, e um nome assim..." Ela não completou, mas soltou um sorrisinho no canto da boca. Sim, meu nome é lindo, eu sei. O caso que ao invés dela simplificar, ela PIORAVA dizendo que eu teria que cursar essa matérias loucas aí em cima que não tem NADA relacionado com meu curso "Letras - Português/Inglês". Mas gostei da idéia, se tiver oportunidade curso sim.

Agora me sinto: desamparada, desesperada, acabrunhada, decepcionada, despetalada, sem mais o que ter a falar.

Ao menos não errei bus nenhum hj :D

:)

segunda-feira, 21 de março de 2005

Fah - achei no cadê








É legal ficar pesquisando. Ultimamente tenho me interessado por Mitologia Grega em especial.

Vou ler Clarice agora :)

:)

domingo, 20 de março de 2005

minha vida estagnada

Um domingo desse, assim, parado...
Pareceu as águas do laguinho da FURG!

Ao menos vi um bom filme, "As Bicicleta de Belleville". Um desenho poético eu achei. Uma história simples, chegar ser inocente, mas cativa pela pureza. Interessante foi o diálogo com o moço da locadora:
- É pra vc esse filme?
- Sim.
- Você gosta desse tipo de filme? (tom inquisidor)
- Gosto.
- Bem, veja e depois me diga o que vc achou.
- Tá.

O que direi pra ele:

- Verdadeiramente não é um desenho pra qualquer um assistir e gostar. É um exercício de bom humor e inocência juntos. Ali nós vemos evidenciados sentimentos humanos como o amor, a ganancia e novamente o amor. Mas não é o amor piegas que se vê em "Titanics", é um amor, que de tão carinhoso, chega a apertar o coração. Foi isso que senti no final do filme.

Provavelmente eu nem vá falar isso pra ele, mas fica o recado pro Italiano que ainda não viu o filme. :) E o agradecimento à Andréia pela indicação!!!

:)

quarta-feira, 16 de março de 2005

Sabe que tem dia que a gente não tem nada que acordar?!

Bom, este foi "O DIA". Sendo meu primeiro dia de aula na UFRJ, preparei meu material e saí. De blusa amarela e mochila verde ostentava as cores da bandera com orgulho (mentira essa parte pq eu só reparei q estava com de bandeira do Brasil tempos depois), mas continuando, a primeira "emoção" foi pegar um ônibus "Niterói via Shopping" que deu uma bendita volta por dentro de todo São Gonçalo e uma viagem que deveria ser de no máximo 20 minutos se esntendeu a pra lá de 40 minutos.
Depois de minha paciência esgotada logo aí, a preocupação com o horário crescia, não previa esse atraso. Cheguei no lugar da minha baldiação pra pegar o ônibus "Galeão", o 998, que me deixa dentro do Fundão. Isso se eu não tivesse pegado, no desespero do horário, o "Gávea", 996. Aí imaginem que só fui notar depois de passada a ponte Rio-Niterói, onde o ônibus ia por um camiinho q eu não tinha visto antes. Vendo que estava indo pra sei-lá-aonde resolvi perguntar e me deram a dica "desce aqui e pega o 485 ali naquele ponto que vai te deixar detro da UFRJ". Perfeito, se não fosse a demora, ao menos pequei uma topic que é mais rápida.
Finalmente a Cidade Universitária, a ilha do Fundão. Fiquei chateada por conta do atraso, mas... "sou brasileira e não desisto nunca", só me restava mesmo assistir 50 minutos de aula. Parei em frente a sala "H 106", perguntei: "grego genérico 1?", a professora educadíssima respondeu: "sim", e me apressei em sentar pra assistir a aula. Ao final, ao me deperar com a chamada na mão foi que me vi em outra órbita ao constataer que AQUELA NÃO ERA A MINHA TURMA! A minha turma seria a "LEJ" e eu tinha assitido aula na "LEI"... Mais uma vez PERFEITO.
Ainda andei pelos corredores afim de ver a quantas andava meu processo de equivalência, aí me deparei com mais uma notícia boa "Para conferir se foi aceito vc terá que para cada departamento ver...", e são só CINCO! Nem penar eu vou, que isso...

Até reclamo um tantinho, mas nao demais, afinal cheguei em casa umas 14:30h, com almoço na mesa e sem nada de ruim de fato ter acontecido comigo. O caso mesmo é que sofri com minha distração, falta de atenção, diria até cansaso tb. Isso fica de exemplo para que em minhas próximas vidas (se é que isso é possível) eu não pedir transferência pra lugar algum, muito menos pra ilha do Fundão.

:)

terça-feira, 15 de março de 2005

Al Otro Lado del Río

Composição: Jorge Drexler

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

(música do filme Diários de Motocicleta)

---

Agora estou com 23 música do Jorge Drexler aqui. Eu recomendo!

segunda-feira, 14 de março de 2005

ÊÊÊÊÊ

Esse post é de agradecimento ao Italianho da Quinta que fez todo esse template novo, roxinho, bonito... E agora até eu consigo mexer nas configurações. Creio q será mais fácil para que eu acerte os últimos retoques.
Eu chego lá, ainda mais com os poucos dias que me restam de ócio! :)

domingo, 13 de março de 2005

Conversa agradabilíssima...

eEstava eu na internet, no fim de noite de sábado, qdo me aparece seu Italiano, sim! o Carcamano... Dentre confabulações sobre o Universo, um verdadeiro duelo entre Filostrato e Pampinéia, sai algo de cunho poético, bonito até de se ver depois que o Italiano colocou uma pontuação adequada. É isto, reflexão que aflora... Coisa boa conversar com os amigos! Continuemos assim... a procura de um sentido. MAs vamos combinar, sem se preocupar mto com o futuro :)

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Ah, deixa os sentidos para lá;
não fazem nem sentido mais acá.
Veja só,
tudo passa.
Como um nevoeiro
esvanece...

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obs: Italianos não tem reticência. Mas algo de mim sem elas não é meu :P

quinta-feira, 10 de março de 2005

Perhaps Love

Perhaps love is like a resting place, a shelter from the storm
It exists to give you comfort, it is there to keep you warm
And in those times of trouble when you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window, perhaps an open door
It invites you to come closer, it wants to show you more
And even if you lose yourself and don't know what to do
The memory of love will see you through

Love to some is like a cloud, to some as strong as steel
For some a way of living, for some a way to feel
And some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything, and some say they don't know

Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you

Some say love is holding on and some say letting go
Some say love is everything and some say they don't know

Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you

- música: John Denver

;~

terça-feira, 8 de março de 2005

Consegui!!!!

Pessoas, hj me ligaram da UFRJ (por sinal uma funcionária mto simpatica), avisando que minha transferência por ex-ofício foi ACEITA! Entao, voltei a ter a faculdade!!! Amanhã vou lá efetuar minha matrícula... creio q é muito pouco provável q eu vá cursar só no outro sementre. Ai, que alívio...

De outro lado está o remorso, a dor, o caração partido de deixar minha patuléia e partir para um novo mundo. POderia ser só daqui a uns 3 anos né... Mas quero acreditar q isso veio pra bem ejá que os considero tanto e se há reciprocidade continuemos amigos, eles podem vir me visitar! Serei guia em tempo integral pra eles!

Eu tive um sonho tão agradável essa noite... Tinha um festa (minha) e nela estavam vários amigos meus: desde o tempo do Rio, qdo eu era pequenina, os de São Chico e os de Rio Grande... foi incrível ver as pessoas se falando, discutindo assuntos e observar q elas têm bem mais em comum do que somente a minha pessoa. Ai, minha vida... coisa boa sonhar!

Mas voltando a realidade: como tem gente que me faz falta :(

Vou-me embora pra Pasárgada!!!!

segunda-feira, 7 de março de 2005

enlouquecedor!

É este blog... qto mais mexo mais assombração aparece!
Primeiro problema nos coments... agora tá tudo desajustado... boicote só pode!

Hj passou o dia e nem vi.
Estou contando as horas pra 6ªf ir na UFRJ resolver, ou não, meu caso sério!

aff, minha vida!

Tour em Niterói

O domingo foi agradável afinal um passeio que seria só para "conhecer" Niterói resultou num achado incrível: O Musel de Arte Contemporânea de Niterói. Projetado por Oscar Niemayer (sim, o mesmo que projetou Brasília). Logo de chegada havia um grupo de formandos do lado de fora do museu tirando "a foto", bem entusiasmados que chega dava um arrepio (um dia chegaria minha hora). Depois, só de curtir o visual tinha valido a pena sair de casa, a vista era um espetáculo!
Ao adentrar o museu, estava em amostro formas geométricas, redes e malhas, labirintos... algo poetico e não-dito estava presente em cada obra. Ah, e tinha as "obras para não-artista" onde me esbaudei criando minha própria 'arte' :)
Pensei logo em pessoas que amariam estar ali, a rélis patuléia em peso... Fico então esperando que um dia eles venham me visitar para que eu possa levá-los lá :)






















Depois ainda fomos dar um giro nas praias de Niterói e de mais interessante achei foram as "praias aceânicas", mais quietas embora o mar revolto. Finalizando, demos a básica passada no shopping, tem Cinemark lá! Ainda fomos parar num Forte, o lugar é bastante bonito, mas nao chegamos a visitar o museu.

Domingo tb foi niver da Dani... e eu não consegui falar com ela :(

quinta-feira, 3 de março de 2005

e a minha vida...

- Estou contente com meu desempenho no inglês, embora não sensacional, mas estou dando grandes passos ao invés de engatinhar.

- O contato com Rio Grande pela internet está reestabelecendo meu ânimo.

- Início de aulas, não pra mim, tem- se tocar a vida pra frente.Não tem nada certo, e se, numa possibilidade remota eu não cursar esse semestre creio que há males que vem pra bem. Não tenho o que esperniar.

- O novo apertamente até que está confortável :)

- Internet o dia todo é bom! ahahaha

- Estou faceira escutando a mesma música pela vigésima vez...

- Foto abaixo da animação 'Waking life", filme que recomendo. Estou na verdade com vontade de revê-lo.

- Ah, não posso me esquecer de fazer a ficha na locadora esse final de semana. :P

- O salto no escuro até que vai bem, obrigada!








(eu nao lembro as circustancias dessa cena ;/)

terça-feira, 1 de março de 2005

Carrie - A Estranha








Esta é uma primazia do gênero de terror, contendo elementos para um debate sobre o comprtamento de adolescentes, afinal o filme trata o preconceito deles para com uma outra jovem que não se encaixa nos padrões ditos "normais" de convívio e comportamento.
Carrie é zombada pelas colegas por não saber de menstruação, por ser muito tímida, devido a sua criação pela mãe que é uma fanática religiosa fervorosa. Ao tentar ser popular Carrie esbarra no preconceito e inveja de outros que acabam por fazê-la acabar com o baile do colégio.
O filme nos mostra implicitamente o quão bitolados os jovens podem ser, mergulhado em um mundo plastificado feito pela TV e revistas de moda, que ditam desde o que vestir até o que pensar. Nós podemos ver ainda este tipo de comportamento em nosso cotidiano, quando nós mesmos não sofremos com ele. Por não gostar de um determinado tipo de programa de TV, ou de um pré determinado modo de se vestir somos às vezes olhados de modo ridicularizante.
O filme que corou Stephen King, o mestre do medo pode também ser visto de um perspectiva mais séria do que muitos poderiam pensar, trazendo a tona temas tão atuais de um filme feito em 1973.